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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, julho 11, 2015

Los comunistas portugueses piden un referéndum para sacar al país del euro y nacionalizar la banca

Los comunistas portugueses piden un referéndum para sacar al país del euro y nacionalizar la banca



Los carteles que reclaman una hipotética salida del euro pueden verse en las calles de Lisboa y Oporto desde hace semanas, pero es ahora cuando el Partido Comunista de Portugal aprovecha la coyuntura generada por el desafío griego para incluir semejante propuesta en su programa electoral para las elecciones generales de octubre.
El secretario general del PCP, Jerónimo de Sousa, pretende liderar un movimiento de contestación a la política actual del Gobierno de Passos Coelho reclamando un referendo en el país vecino para decidir el retorno a la moneda anterior, el escudo.
En su opinión, la Unión Europea impide el desarrollo de Portugal con sus estrictas recetas financieras, aunque no se ha necesitado un segundo rescate y los plazos de devolución de intereses al Fondo Monetario Internacional se están cumpliendo.
De Sousa considera que la UE no es un bloque cohesionado, sino que la mayoría de los miembros (especialmente, los del sur del continente) se limita a obedecer a Berlín y Bruselas.
«El pueblo portugués tiene derecho a sortear esos obstáculos y condicionantes para disociar la cuestión del euro de la integración. De momento, estas políticas sólo nos llevan al empobrecimiento, así que tal vez ha llegado la hora de escuchar a los ciudadanos», ha manifestado el cabeza visible del PCP tras su reelección como secretario general el pasado fin de semana.
Su objetivo no es otro que «estudiar y preparar la liberación de Portugal de la sumisión al euro porque representa la degradación del aparato productivo».
En cualquier caso, el eventual abandono de la moneda única debe basarse en «el respeto a la voluntad popular y una cuidadosa preparación:, además de la defensa de los salarios y de los ahorros, de los niveles de vida y de los derechos de los trabajadores».
Como nuevas medidas, los comunistas solicitan el regreso al control público de la banca y, a partir de 2016, elevar el salario mínimo de 505 a 600 euros.
Se amparan en la situación de Grecia para proclamar que su posición es «absolutamente justa» y para asegurar de forma categórica: «El euro está vigente en Portugal desde el 1 de enero de 2002 y, desde entonces, ha quedado claro que esta adhesión sólo puede calificarse como un gran error político y financiero».
*http://www.insurgente.org/index.php/2012-04-11-10-03-53/europa/item/17304-los-comunistas-portugueses-piden-un-refer%C3%A9ndum-para-sacar-al-pa%C3%ADs-del-euro-y-nacionalizar-la-banca

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