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quarta-feira, agosto 08, 2012

Maconha pode ser usada no combate do câncer.


Foto reprodução | Globo News/TV Globo.
O uso da maconha como alternativa segura no combate de várias doenças gera polêmica. Uma reportagem especial exibida no canal “Globo News” abordou o assunto.
Segundo o doutor José Ribamar Moreno, anestesista com especialização em dor, na década de 70 a maconha era utilizada pela comunidade médica sem restrição, mas a partir de então se detectou problemas, e principalmente os sociais.  O médico explica: “Os efeitos colaterais mais comuns são os psicotrópicos e os efeitos sobre sistema nervoso automico ou cardiovascular”.
Por outro lado em Israel, o movimento que apoia o uso da maconha ganha espaço com a defesa dos cientistas do uso da substancia como uma alternativa segura e barata contra várias doenças, como Parkinson, câncer, epilepsia, glaucoma e artrite reumatóide.
O país tem tradição no estudo da maconha medicinal, pois em 1964, um cientista israelense foi o primeiro a descobrir a substância da planta responsável pelo "barato", o THC.
Hoje, a novidade é o uso da cannabis sem o THC, para estimular a propriedade antiinflamatória do canabidiol sem o efeito alucinógeno. “Nosso objetivo é observar se o extrato de cannabis vai reduzir ou liquidar com as propriedades inflamatórias da célula”, explica a professora de imunologia israelense Ruth Galili.
No laboratório da Universidade de Jerusalém, a professora já testou os efeitos de canabidiol em ratos com quatro doenças: diabetes tipo 1 e 2, artrite reumatóide e isquemia cardíaca. Segundo a professora, a planta agiu “como uma mágica”, atuando sobre cada sintoma das doenças nas cobaias.
Já há um grupo de 20 pacientes, que antes utilizava maconha tradicional, agora testando a planta sem THC. Ali é um jovem israelense que sofre da doença de Crohn e nesse ano começou o tratamento com a maconha com alta quantidade de canabidiol, também conhecida como CBD. “Se eu não fumo eu não posso realizar as tarefas mais simples como trabalhar ou ir à praia. Quando fumo o CBD, a dor vai embora e posso fazer tudo. Trabalho em casa, faço faxina”, disse Ali.

Mas, ainda há só um ponto de venda de maconha medicinal em Israel para pacientes liberados pelo Ministério da Saúde. Segundo essa organização distribuidora, mais 8 mil pacientes usam algum tipo de maconha medicinal no país, mas ela costuma ser o ultimo recurso considerado.

do blog Momento Verdadeiro


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