JOAQUIM BARBOSA E O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PODERIAM CONDENAR O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA ROBERTO GURGEL

Gurgel deve se preocupar com o Joaquim?
Há sérias acusações contra o procurador-geral da República, Roberto
Gurgel, que indicam que ele beneficiou a quadrilha de Carlinhos
Cachoeira, mas não há provas concretas, mesmo porque não foi feita
nenhuma investigação. Mas há fatos muito sérios que podem levar a uma
interpretação de que ele integraria a quadrilha.
Veja que ao receber a primeira investigação contra a quadrilha de
Carlinhos Cachoeira, na operação Vegas da Polícia Federal, Roberto
Gurgel e a subprocuradora, por sinal, sua esposa, Cláudia Sampaio, nada
fizeram. Isso foi motivo de um questionamento do senador Fernando
Collor.
Agora, durante o processo do mensalão, Roberto Gurgel recomendou ao
Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive o inquérito aberto contra o
deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), suspeito de envolvimento com o
contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O site do
próprio partido do deputado informa que “O parlamentar foi investigado
em razão das ligações com Cachoeira, de quem recebeu R$ 175 mil”.
Segundo Stepan, R$ 160 mil referiam-se a um empréstimo, saldado em
três dias, para a compra de um apartamento. O restante foi usado na
compra de ingressos para o desfile de escolas de samba do Rio de
Janeiro. Goiano, Stepan é amigo de infância do contraventor e alegou desconhecer a extensão de suas atividades ilícitas”(!?).
Ou seja, apesar de confessar que houve o empréstimo e que tem uma
ligação estreita com Carlinhos Cachoeira, desde a infância, o procurador
recomendou o arquivamento. Para Gurgel, o grande ator da Globo e do
Brasil interpreta uma ficção ao lado de Carlinhos Cachoeira.
Mas o Supremo poderia ter uma interpretação diferente. “Não é
plausível, diante desses fatos e do que se viu e se descobriu sobre a
quadrilha de Carlinhos Cachoeira”, diria o ministro Joaquim Barbosa em
um hipotético julgamento de Roberto Gurgel, que o procurador não tenha
beneficiado a quadrilha intencionalmente. Assim como contra José Dirceu,
não há nenhuma ligação, gravação, documento, que o incrimine; não há
qualquer prova concreta contra o procurador, mas será que Joaquim
Barbosa e os outros ministros do Supremo não poderiam condenar Roberto
Gurgel?
*EducaçãoPolitica
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