O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) Paulo Vannuchi foi eleito nesta quinta-feira para compor a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O
ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) Paulo Vannuchi foi
eleito nesta quinta-feira para compor a Comissão Interamericana de
Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Também foram eleitos os candidatos dos Estados Unidos, James Cavallaro, e
o do México, José de Jesús Orozco Henríquez.
A Comissão
Interamericana de Direitos Humanos é formada por sete membros e é uma
das entidades do Sistema Interamericano de Proteção e Promoção dos
Direitos Humanos nas Américas. Três vagas foram renovadas no processo
eleitoral, que começou há três dias. Segundo o Ministério das Relações
Exteriores, a eleição de Vannuchi à CIDH fortalece o compromisso do
Brasil com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Paulo Vannuchi comandou a SDH entre 2005 e 2011, durante
o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formado em
jornalismo e com mestrado em ciência política, Paulo de Tarso Vannuchi,
63 anos, sempre atuou durante na defesa e preservação dos direitos
humanos. Paulista de São Joaquim da Barra, ele foi preso político
durante o governo militar.
O ex-ministro foi o principal
responsável pelo Programa Nacional de Direitos Humanos. Em 2010,
Vannuchi defendeu que a Lei de Anistia não se aplica aos torturadores.
Atualmente é diretor do Instituto Lula e responsável pelo projeto do
Memorial da Democracia. É também analista político da TVT e da Rádio
Brasil Atual.
Vannuchi participou da elaboração do livro Brasil
Nunca Mais, coordenado por dom Paulo Evaristo Arns. Em 1975, foi um dos
responsáveis pelo dossiê entregue à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
sobre a tortura praticada pela ditadura militar e os assassinatos
cometidos, mencionando 233 nomes de torturadores e detalhando os métodos
usados, inclusive citando unidades onde as torturas ocorriam. O
documento é considerado um dos mais completos desde 1964.
De
1977 a 1985, Vannuchi trabalhou com a Comissão Pastoral da Terra, a
Pastoral Operária e as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica,
promovendo cursos de formação e assessoria política para lideranças,
religiosos e bispos.
Vannuchi foi deputado federal na
Assembleia Nacional Constituinte, em 1986, e secretário executivo da
Coordenação Nacional da campanha de Lula, em 1994.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/
FIM DO COMPLEXO DE VIRA-LATA NO GOVERNO LULA E DILMA TEM DADO RESULTADO NA POLÍTICA INTERNACIONAL
A política de relações
internacionais iniciada por Celso Amorim no governo Lula e, de certa
forma, mantida durante o governo Dilma Rousseff, tem agora dado
resultados. Com Amorim e Lula, o Brasil passou a se colocar como
protagonista no cenário mundial, deixando para trás o complexo de
vira-latas e de subserviência dos governos anteriores, dos militares a
Fernando Henrique Cardoso.
No mês passado, o brasileiro Roberto
Azevêdo foi eleito diretor geral da OMC (Organização Munidal do
Comércio) e agora Paulo Vannuchi foi eleito integrante da Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na OEA (Organização dos
Estados Americanos).

Paulo Vannuchi na OEA
Ex-ministro Paulo Vannuchi é eleito para comissão de direitos humanos da OEA
Da Rede Brasil Atual
São Paulo – O ex-ministro Paulo Vannuchi foi anunciado ontem (6) à
noite como um dos três novos integrantes da Comissão Interamericana de
Direitos Humanos (CIDH). A escolha ocorreu durante a Assembleia Geral da
Organização dos Estados Americanos (OEA), em Antigua, na
Guatemala.Vannuchi vai cumprir mandato de 2014 a 2017 ao lado de James
Cavallaro, dos Estados Unidos, e do reeleito José de Jesús Orozco
Henríquez, do México.
“Essa vitória é de muita importância, pois reforça a participação do
Brasil nas discussões de Direitos Humanos do nosso continente”, disse a
ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da
Presidência da República, em nota emitida pelo governo federal. “Paulo
Vannuchi tem sua história de vida ligada aos direitos humanos. Vannuchi
foi um grande ministro para o Brasil e, com certeza, será muito
importante na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.”
Aos 63 anos, o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos de Luiz
Inácio Lula da Silva, entre 2005 e 2010, teve a seu favor o histórico de
militante e de estudioso do tema. O jornalista foi preso na década de
1970 pela resistência à ditadura (1964-1985). Naquele período, foi um
dos 34 signatários do manifesto entregue à Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) denunciando os nomes de 233 torturadores. (texto integral)
Veja mais:
*Educaçãopolitica
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