Páginas

quarta-feira, agosto 11, 2010

MERCADANTE JÁ




Pobre foge da USP.
É o que a elite queria


Sonho da elite paulista: alunos da USP saem para o recreio


Saiu na primeira página do Estadão (com incontido júbilo) e da Folha (*), (idem):

“Cai número de alunos de escola pública na USP.”

“Apesar de bônus concedido, proporção desses estudantes passou de 30% em 2009 para 26% neste ano.”

“Para pró-reitora de graduação, motivo está no maior número de vagas em universidades federais e no ProUni”.

Navalha

O verdadeiro motivo não é apenas esse a que se referiu a pró-reitora Telma Zorn.

De fato, abriram-se oportunidades fora da USP.

Mas, o frei Davi Santos, coordenador da ONG Educafro (que sustenta cursinhos populares) recomenda aos seus 6.500 alunos que não tentem entrar na USP:

“Eles só ficam humilhados, numa prova feita sob medida a cursinhos e que não considera o aprender no viver diário”.

Segundo o professor Fabio Konder Comparato, 2% dos alunos da USP são negros.

2% !

Não se pode nem dizer que os alunos pobres de escolas públicos não passem no vestibular da USP.

Eles simplesmente não fazem o vestibular.

Nem tentam.

A USP tem um sistema de bônus para atrair os pobres.

E rejeita o sistema de cotas, como recomenda o Ali Kamel.

Ou seja, os bônus da USP deram com burros n’água.

Ou não.

Porque o sonho da elite branca de São Paulo parece ser exatamente este.

Criar uma universidade sem pobre – e sem negro.

É por isso que a elite branca de São Paulo (por definição, separatista) boicota o ENEM.

Porque há o risco de o ENEM deixar pobre – e negro – entrar na USP.

Só tem um problema – sem negros e pobres, a USP está em plena decadência.

É o que mostra este estudo!

Clique aqui para ler “Serra vai deixar de ser cheiroso”.


Paulo Henrique Amorim

Nenhum comentário:

Postar um comentário