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quinta-feira, setembro 02, 2010

PT: mais três ações judiciais contra Serra e PSDB

O desespero dos tucanos

*comtextolivre

Querem impedir a manifestação popular

O PT repudiou de forma enfática as ilações golpistas do candidato tucano, que derrotado na preferência do povo recorre à mais vil das práticas políticas, e ingressou na Justiça com ação por calúnia, injúria e difamação contra o sr. José Serra.

A pronta resposta do PT é importante para denunciar o caráter da manobra em curso e desmoralizar seus autores. Como afirmou o presidente do partido, José Eduardo Dutra, no vídeo reproduzido acima, esse é mais um processo contra Serra, cujas inverdades têm sido recorrentes.

Dutra foi ao cerne da questão e denunciou o episódio dos sigilos ficais como armação para impedir que o povo se manifeste de forma soberana e democrática no dia 3 de outubro.

O recurso judicial é legítimo e necessário no Estado de Direito. Mas não é suficiente. Temos que estar atentos e mobilizados em nossas trincheiras. A soberba, a baixeza, a mentira, não podem passar sem combate. Mais virá pela frente, e temos que estar preparados.



TSE fura a bolha do Golpe do Serra.
Serra não tem mais bala na agulha


Depósito de papel velho - esse é o destino do Golpe do Serra

Saiu no G1:

Corregedor do TSE arquiva pedido de cassação de registro de Dilma

Ação havia sido protocolada pela coligação do PSDB nesta quarta. Partido alegava ligação de Dilma com violação de sigilo fiscal de tucanos.

Débora Santos Do G1, em Brasília


O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou nesta quinta-feira (2) a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.

O pedido de cassação do registro havia sido feito pela coligação encabeçada pelo PSDB devido à violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao partido, entre elas o vice-presidente da legenda, Eduardo Jorge, e a filha de José Serra, Veronica.

Segundo o corregedor, as provas apresentadas pela defesa do candidato tucano na ação não demonstram de forma concreta que a quebra de sigilos fiscais de tucanos tenha beneficiado a candidatura de Dilma Rousseff. Além disso, o ministro avaliou que também não existem evidências de que o caso tenha provocado danos ao equilíbrio da disputa eleitoral.

Em sua decisão, o ministro entendeu que o caso trata-se de uma questão de cunho penal comum, que deve ser apurada por vias próprias, o que, segundo ele, está sendo feito inclusive com a participação do Ministério Público Federal.


O enlameado, melancólico fim de José Serra

Pois é, valente Deputado Brizola Neto, o lacerdismo vive. Para os mais jovens, aí vai a frase de Carlos Lacerda que emblematiza o golpismo tupiniquim: O senhor Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência; candidato, não deve ser eleito; eleito, não deve tomar posse; empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar.
Não há momento da história do Brasil em que, ameaçada pelas urnas, a direita não tenha recorrido a alguma variação do espírito dessa frase. Em vez de utilizar a campanha eleitoral para discutir o que interessa - saúde, educação, reforma agrária, política externa, política tributária, papel do Estado na economia -, nos vemos mais uma vez numa grotesca paródia de telenovela mexicana, rastreando um carimbo de cartório de setembro de 2009, indo atrás de contadores e advogados que assinaram ou deixaram de assinar um pedaço de papel, repetindo ad infinitum esse tedioso disse-me-disse dos factoides. A entrevista com o contador que levou à Receita Federal a solicitação de cópias das declarações de Imposto de Renda de Verônica Serra é um festival de chacotas. Quem diria, a sério, algo assim sobre qualquer candidato?: Tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.
Mais uma vez, o futebol nos oferece a metáfora perfeita: a quem interessa a confusão e a bagunça extra-campo? Qual é o time que quer tumulto? Qual é a equipe que deseja levar o jogo para o tapetão? Certamente não são aqueles que estão jogando na bola e ganhando a partida. Serra parece disposto a lançar ao lixo o que lhe resta de biografia honrada. Tudo indica que sairá deste processo passando vergonha: apelando para a pancada, reclamando com o juiz, escondendo a bola, como é de seu feitio (vejam, nesse link do insuspeito Estadão, a referência a Tasso Jereissati).
Aqui, cabe uma palavra acerca do papel da mídia. Nada disso teria tomado a campanha eleitoral de assalto se não fosse pelo exército de manipuladores amestrados dos conglomerados máfio-midiáticos do país. Tento não subestimar nem superestimar o poder desses conglomerados. No ambiente volátil da internet, muitas vezes oscilamos entre os dois extremos, o da euforia (“depois da internet, morreu o poder da mídia!”) ou da conspiração maligna (“a mídia elegeu tal candidato, ela é responsável por esse ou aquele resultado eleitoral”). Acredito que a análise deve ser feita caso a caso. Creio, por exemplo, que no Sul a RBS tem um poder de distorção e manipulação que os Diários Associados não possuem em Minas Gerais. Também acho inegável que hoje já não há espaço para golpes como os perpetrados pela Globo em 1989.
Mas também acredito que não estaríamos discutindo isso se não fosse pela disposição da mídia brasileira de funcionar como porta-voz do golpismo. O Sr. Ricardo Noblat, depois de traficar mentiras sobre assassinatos, ontem entrou no ramo da manipulação de vídeo, editando e cortando uma entrevista de Dilma Rousseff, com grotesca distorção sonora ao fundo. Ele continua tendo a cara de pau de chamar isso de jornalismo.
Acabam de entrar, nada mais, nada menos, com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura de Dilma Rousseff, por uma violação de sigilo fiscal da filha de Serra, ocorrida em setembro de 2009, sobre cujas relações com Dilma eles não possuem um fiapo, um miligrama, uma tutaméia de provas. Já tentaram isso antes. E o povo deu a resposta nas urnas, oferecendo ao pobre Alckmin menos votos no segundo turno que ele havia tido no primeiro, façanha inédita na história das eleições presidenciais brasileiras.
Pelo jeito, passaremos alguns dias nessa realidade paralela. Mas concordo com o leitor de Luis Nassif, que lembra que o relator dessa palhaçada será o Ministro Aldir Passarinho Jr., um legalista que honra a toga. O TSE é presidido pelo Ministro Ricardo Lewandowski, constitucionalista e brasileiro honrado, de quatro costados. É evidente que é preciso estar atento, mas tudo indica que o saldo do episódio será mais uma desmoralização para José Serra.
O que sua coalizão e a corja de jornalistas amestrados não parecem entender é que, num país com a história do nosso, essa é uma brincadeira muito perigosa.
PS: Band, iG e Vox Populi iniciaram ontem a divulgação do tracking diário da eleição presidencial. É um modelo que nós, aqui nos EUA, conhecemos bem. Costuma aferir bem a tendência do eleitorado. Foi o estudo do tracking que nos permitiu, aqui no Biscoito, discutir com antecedência a possibilidade de vitória de Obama no republicaníssimo estado da Carolina do Norte, enquanto Miriam Leitão dizia que a escolha de Sarah Palin havia sido um "golpe de mestre" de John McCain - afirmativa pela qual até hoje ela não se retratou. O tracking da Vox entrevista 500 pessoas por dia e divulga, diariamente, a média das últimas 96 horas. A cada dia, saem da ponderação os números auferidos quatro dias antes. Não surpreende o desespero de José Serra. No primeiro tracking, divulgado ontem, os resultados foram: Dilma, 51%; Serra, 25%, Marina, 9%. Antes da divulgação pelos portais, os números apareceram, em primeira mão,
*comtextolivre


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