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quarta-feira, agosto 15, 2012

Coligação laica argentina pede o fim dos privilégios da Igreja Católica


deputada Cecília Merchán
A deputada Cecília Merchán disse que
os benefícios são inconstitucionais 
A CAEL (Coligação Argentina por um Estado Laico) pediu ao governo de Cristina Kircher que aproveite a sua proposta de reforma do Código Civil e Comercial para acabar com os privilégios da Igreja Católica.

A coligação sugeriu que, para tanto, o governo acabe com artigo do Código Civil que confere à Igreja o status de pessoa jurídica de caráter público.

Tal status garante à Igreja benefícios comparáveis aos concedidos às empresas estatais, como isenção de impostos.

Além disso, a Igreja conta com subsídios para suas escolas e os bispos recebem do governo salário equivalente a R$ 4.400. Somente a religião católica desfruta desses privilégios.

Cecília Merchán (foto), deputada e representante da Coligação por um Estado laico, foi quem apresentou formalmente ao governo o pedido de extinção do artigo 33.

Para ela, os privilégios da Igreja Católica ferem os princípios constitucionais da igualdade e da liberdade de culto, além de representarem gastos que deveriam ser cortados, principalmente neste momento de crise econômica.

O governo ainda não se manifestou sobre a proposta, que, provavelmente, será recusada, tendo em conta a forte influência da Igreja Católica entre os políticos da situação e da oposição.

Ainda assim o fato de os benefícios da Igreja serem colocados em debate público já significa um avanço, com prováveis resultados no futuro.

Com informação

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Paulopes

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