GUERRA CIVIL: POLÍTICA DE SEGURANÇA DE GERALDO ALCKMIN E DO PSDB SÓ FUNCIONARIA SE FOSSE SUSPENSO O ESTADO DE DIREITO

Depois de 20 anos de PSDB, violência explode em São Paulo
Depois de quase 20 anos de governo do PSDB em São Paulo, os índices
de assassinatos explodem e está declarada uma guerra urbana entra a
Polícia Militar e os grupos organizados de traficantes. Os bandidos que
estão matando policiais hoje em São Paulo nasceram quando o PSDB chegou
ao poder no estado.
O governador Geraldo Alckmin é um exemplo irretocável da política
instalada no estado pelo partido. “Vamos combater com firmeza bandidos,
não vão nos intimidar, os bandidos vão para a cadeia”, costuma afirmar
semanalmente o governador.
É essa, em resumo, a política de segurança do governo. Esse discurso
linha dura do governador funcionaria bem se fosse possível romper o
estado de direito e a Polícia Militar tivesse carta branca para matar.
Essa é a única maneira capaz de o PSDB ter sucesso no combate a
violência. Não é por acaso que o partido elegeu vereadores cujo lema era
“bandido bom é bandido morto”.
O problema deixa o partido em uma situação difícil, visto que esse
tipo de medida tem pouca chance de prosperar, salvo em um sistema
realmente de volta ao terror do estado, como no período ditatorial. Está
claro que o PSDB não terá sucesso no combate a violência, mesmo porque a
situação só piorou durante quase 20 anos de governo, salvo se mascarar
os números da violência.
A Polícia Militar do estado precisa usar menos as armas e mais a
cabeça. O governo do PSDB colocou os soldados da PM em uma guerra urbana
bastante perversa para a polícia. Uniformizada, ela enfrenta nas
cidades criminosos não uniformizados. Tornam-se um alvo fácil.
No pano de fundo não está somente o discurso conservador direitista,
incompetência e ignorância política, mas toda uma concepção medíocre e
fracassada de que o combate às drogas é uma questão policial. O Brasil
precisa discutir outras formas de combate às drogas. O país, por
exemplo, combateu e diminuiu o índice de fumantes sem o uso da polícia.
Quantas pessoas morreram pelo uso de drogas na última década?
Lembro-me da Cássia Eller, em 2001, mais ninguém. Mas quantas pessoas
morreram na guerra civil das drogas esta semana? dezenas, talvez
centenas. O país precisa discutir sem preconceito, sem mitos, sem tabus.
Não é possível continuar essa guerra. As famílias dos policiais não
merecem que eles trabalhem em uma guerra urbana.
Não passa pela cabeça desses gênios do PSDB que é preciso distribuir
renda, que o dinheiro precisa chegar na periferia, que precisa sobrar
dinheiro público nas escolas. A desocupação do bairro Pinheirinho é a
cara da política de segurança do PSDB, desalojar a população pobre para
dar o terreno a um especulador. Pobre é bandido. O mapa de votação do
primeiro turno em São Paulo deixou claro que a população mais pobre já
entendeu isso.
Durante esses anos todos, o partido não foi capaz de estruturar o
estado para que os jovens da periferia não fossem aliciados por
traficantes. Sem um grande programa educacional e de distribuição de
renda, sem uma discussão desapaixonada sobre as drogas, a guerra civil
vai continuar.
*Educaçãopolítica
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