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sábado, dezembro 15, 2012

Papel do Ministério Público em escutas suspeitas precisa ser apurado

O caos, a desordem e o descontrole na segurança pública no Estado de São Paulo não param de nos espantar. Desta vez, leio na Folha de S.Paulo de hoje sobre a existência de uma central de escutas que, tudo indica, são ilegais. E o pior: tudo sob o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Ministério Público.

O grupo, segundo a Folha, criado em 2006 por Antonio Ferreira Pinto, quando ele era o responsável pelos presídios paulistas. A central funcionava em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

A reportagem diz ter conversado com delegados, promotores e juízes que afirmaram desconfiar que no local funcionava uma central de espionagem que teria grampeado pessoas sem ligação com o crime organizado, como delegados.

A presidente da Associação dos Delegados, Marilda Pinheiro, vai pedir abertura de inquérito policial sobre o caso. Segundo ela, a realização de escutas irregulares é amplamente conhecida na polícia.

É um caso gravíssimo. É preciso uma investigação independente para esclarecer inclusive o papel do Ministério Público, que não é polícia e nem juiz. Ele não deveria fazer parte em hipótese alguma de uma central de escutas.

Tudo indica que essa central agia sem controle, sem fiscalização, e somente foi descoberta porque grampeou ilegalmente telefones de delegados. Cabe até mesmo uma CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Contradições

Vejam que a história é tão caótica que os envolvidos ficam se desmentindo. A Secretaria da Segurança Pública diz que a central é coordenada pelo Ministério Público. Mas a Promotoria nega qualquer ligação com o grupo. E a Polícia Militar diz que cabe à Secretaria da Segurança Pública dar explicações.

E o governador Geraldo Alckmin? Será poupado pela imprensa mais uma vez? Continuará se abstendo de governar?
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17051&Itemid=2
*Ajusticeiradeesquerda

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