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quarta-feira, março 27, 2013




México põe em marcha sua reforma na mídia
Objetivo é evitar monopólios para, com isso, beneficiar a sociedade, e não os grandes grupos 

A reportagem abaixo, produzida pela Reuters, foi publicada na Yahoo News. 
A Câmara dos Deputados do México aprovou preliminarmente, dias atrás, a tão esperada reforma das telecomunicações e meios de comunicação, destinada a aumentar a concorrência e acesso a mercados dominados por empresas dos bilionários Carlos Slim e Emilio Azcárraga.  
A Câmara aprovou por larga maioria as bases do projeto que o governo enviou no início de março, e alguns pontos específicos continuarão a ser debatidos nos próximos dias. 
O passo seguinte, agora, é a provável aprovação também do Senado. 
Esta é a primeira grande reforma econômica do presidente Enrique Peña Nieto. 
Ela estipula que nenhum grupo pode mais de 50% do mercado de telecomunicações e mídia, para barrar monopólios e oferecer preços mais baixos e melhores serviços para os consumidores. 
Pelo projeto presidencial, as grandes empresas terão que se desfazer de negócios para se ajustar às novas regras. O projeto amplia também os limites de investimento de grupos estrangeiros no mercado de telecomunicações mexicano. 
Também estão previstas licitações para a abertura de dois novos canais de televisão. 
A gigante das telecomunicações América Móvil, coração do império de Slim, controla 70% do mercado sem fio do México e cerca de 80% do da linha fixa. 
Fora isso, o grupo de mídia Televisa, da família Azcarraga, tem 70% da audiência na televisão aberta e é também um dos líderes em tevê por assinatura. 
“Em nosso país existe apenas um território e ele não é uma propriedade de qualquer empresa, e não podemos continuar reféns de monopólios”, disse durante o debate Julio Cesar Moreno, deputado do Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda e de oposição. 
As ações da Televisa, da TV Azteca (segunda maior emissora de televisão do país) e da América Móvil caíam desde a apresentação do projeto. 
Apesar do apoio dos principais partidos à reforma proposta de Peña Nieto, há divergências em alguns assuntos. 
Parlamentares da oposição dizem que o ponto central da discórdia é que o Partido Revolucionário Institucional (PRI) procurou alterar a parte do projeto que diz respeito à televisão via satélite. 
Também houve divergências quanto a se o presidente da república deve ou a não emitir um parecer sobre a outorga de concessões. 
Faltou consenso, igualmente, na forma de nomeação dos integrantes de um novo órgão, o Instituto Federal de Telecomunicações, que terá poder para ordenar a venda de ativos para evitar monopólios. 
O projeto de reforma também propõe a criação de tribunais especializados para resolver litígios de telecomunicações e de mídia – setores caracterizados por longas e complexas disputas legais. 
Leia mais: http://comunicatudo.blogspot.com/2013/03/mexico-poe-em-marcha-sua-reforma-na.html#ixzz2OmXKtIFK
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