REDAÇÃO EM PROVA DO ENEM, QUE TEM 6 MILHÕES DE INSCRITOS, SÓ COMPLICA E DEVERIA SER TROCADA POR QUESTÕES DE LITERATURA
As
últimas notícias sobre a prova de redação do Enem (Exame Nacional do
Ensino Médio), em que alunos escreveram receitas de miojo e o hino do
Palmeiras só reforçam a ideia de que a prova de redação é desnecessária.
É evidente que a avaliação de produção de texto é importante, mas
essa opção deveria ser reavaliada em uma prova ampla, que tem
abrangência nacional e conta com 6 milhões de inscritos.
Desde o início do Enem, a prova de redação é usada por interessados
em destruí-lo. Além disso, a redação tem sido um foco de problemas,
inclusive jurídicos, para o exame, que é de fundamental importância para
o país e estabelece igualdade entre jovens ricos e pobres, de norte a
sul do país.
A prova de redação é provavelmente o item mais caro para a correção,
visto que exige um batalhão de corretores para avaliar 6 milhões de
redações. E qual é realmente sua eficácia? A avaliação da escrita deve
ser feita nas escolas, em salas com poucos alunos, em que o professor
acompanha de forma individualizada cada aluno.
Num grande exame nacional, essa avaliação poderia ser substituída
por respostas curtas ou por uma boa prova de literatura, em que o aluno
deveria demonstrar conhecimento de romances e poesia brasileira, com
livros pré-estabelecidos. Se o aluno tem uma bola leitura, certamente
ele também terá uma boa escrita. Isso é um conhecimento redundante na
prática educacional. Quem não lê, não escreve, diz o ditado.
*educaçãopolitica
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