BRASIL PRECISA BARRAR O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

Mais que protestos, é necessário mudar legislação
A intolerância, fundada em uma falsa religiosidade (ou verdadeira,
não vem ao caso), já propiciou à humanidade inúmeras tragédias que
perduraram séculos. O Brasil parecia ser um país distante dessas
intolerâncias, presente em grupos específicos de países controlados por
ordens fundamentalistas-religiosas radicais.
O liberalismo e o iluminismo foram estruturas de pensamentos
importantes porque combateram tanto a monarquia e as oligarquias, como
doutrinas intolerantes, apesar da ascensão do nazismo no início do
século passado.
Foram.
O tempo passa e do liberalismo surgiu o fundamentalismo do dinheiro,
ou seja, o neoliberalismo, que destrói toda e qualquer relação social
em nome do enriquecimento monetário, estabelece um Deus chamado mercado,
sem regulação do Estado e com a ideologia da prosperidade a todo custo.
Europa e Estados Unidos, nas últimas décadas, sustentam um novo
fundamentalismo, baseado na economia.
É nesse contexto que avançam as doutrinas religiosas da
prosperidade, os neopentencostais e suas doutrinas fundamentalistas, que
servem para legitimar um certo rigor formador da identidade não
histórica. Com total liberdade econômica e isenção de impostos, esses
movimentos crescem no Brasil e buscam poder político e econômico.
Governo e sociedade, sem controle algum sobre o fluxo financeiro desses
grupos, assiste impassível a essa ascensão.
A eleição do pastor Feliciano na Comissão de Direitos Humanos parece
ser algo isolado, mas talvez não seja. Assim como no Golpe de 64, que
faz aniversário hoje, você sabe como começa, mas não sabe como termina.
Somente um estado laico garante liberdade religiosa para todas as
religiões. Sociedade, artistas, religiosos, intelectuais e instituições
civis devem reagir antes que seja tarde demais. A história se repete
como farsa, mas talvez seja tragédia.
*Educaçãopolitica
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