GUERRA CONTRA AS DROGAS: A HUMANIDADE PARTIU PARA A IGNORÂNCIA, MAS SERÁ ESSA A ÚNICA NÃO-SOLUÇÃO?

Milhares passam fome e milhõe$ combatem as drogas
Quando duas pessoas saem no tapa ou partem para a briga, é comum
usar a expressão popular: “eles partiram para a ignorância”. Partir para
a ignorância é romper toda a capacidade de diálogo, é a guerra. Quando o
presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, declarou guerra às
drogas, há 40 anos, e levou vários países a seguir essa estratégia, ele
também decidiu partir para a ignorância.
É por isso que até hoje a chamada guerras às drogas não acabou e os
países continuam a “partir para a ignorância” sem fim. E provavelmente
passaremos mais 40 anos na pancadaria contra as drogas. Há 4 décadas,
todas as polícias de praticamente todos os países combatem as drogas com
armas de fogo pesada, equipamentos de guerra, tapas, pontapés e
assassinatos. E o resultado? Não, não há resultado.
O tráfico e o consumo de drogas só tem aumentado, na maioria das vezes com a complacência e parceria de quem deveria combater.
Não seria hora de pensar em uma nova guerra contra as drogas? Não
seria mais inteligente combater as drogas de outra forma, visto que essa
não tem dado resultado?
Que tal uma guerra humanitária e política contra as drogas? Por que
não investir pesado em uma região dominada pelo tráfico, que normalmente
são regiões pobres, como favelas? No lugar de intervir, investir.
Assim, os combatentes contra as drogas seriam outros, pessoas comuns.
Veja só:
O primeiro batalhão de artilharia poderia ser de arquitetos e
engenheiros que, armados de pranchetas e cálculos, em parceria com a
comunidade, desenharia um plano de urbanização, com casas decentes para
todos os moradores, ruas, escolas, hospitais, locais de lazer, para
comércio, indústria e até para agricultura de hortaliças. Em seguida, um
batalhão armado com retroescavadeiras, pás e enxadas para erguer um
novo bairro por etapas, com a consonância dos moradores.
Na sequência entram mais três batalhões para fuzilar as drogas.
Um batalhão seria das secretarias de Educação, Saúde, Esporte e
Lazer, com atendimento das crianças de zero a 18 anos, programando
educação e atividades escolares, culturais e esportivas.
Outro batalhão entraria para financiar pequenos negócios,
profissionalização e assistência social para os adultos. Esse seria um
batalhão persistente e implacável com a miséria social e econômica.
E, por último, um postinho da polícia comunitária.
Será que daria resultado? Por que não testar?
*Educaçãopolitica
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