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domingo, abril 14, 2013

Revista Época radicaliza na defesa de juros altos e desemprego


Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate; auto-referente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros; nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme; será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder? 
Brasil 247 - Nunca é demais relembrar os dados de inflação dos últimos governos. 
Na primeira gestão FHC (1995-1998), a taxa média foi de 9,7% ao ano. 
Na segunda (1999-2002), de 8,8%. 
Com Lula, os índices foram mais civilizados, sempre dentro da meta e, agora, com Dilma, a taxa média é de 6,2%. 
No entanto, nunca o alarma dos veículos de comunicação tradicionais soou tão alto como agora.
Em sua capa desta semana, a revista Época, das Organizações Globo, afirma que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega pisaram no tomate – produto que simboliza a alta de preços recente. 
Anuncia ainda que o governo federal faz tudo errado no combate à inflação – como se, por exemplo, iniciativas recentes, como a desoneração das contas de luz não tivesse a menor importância. 
Auto-referente, a Globo usa uma declaração da apresentadora global Ana Maria Braga, a de que estava usando uma joia, ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para indicar que a população brasileira estaria apavorada com a inflação. 
Detalhe: quem será que pediu para Ana Maria Braga fazer sua piadinha ridícula? 

Com a capa desta semana, Época, na verdade, apenas acentua sua cruzada contra o governo Dilma e, a um só tempo, alia interesses políticos da Globo a interesses econômicos seus e de apoiadores. 
Os dois objetivos principais são derrotar o PT nas próximas eleições e garantir o início de um ciclo de alta de juros. 
No fundo, trata-se de uma síndrome de abstinência de juros e também um sintoma da falta de amigos no poder. 
do Blog Sujo 
*cutucandodeleve

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