Páginas

terça-feira, setembro 24, 2013

  Obama amarela na ONU e não consegue responder a Dilma






Mas não se preocupem, ele vai ser apresentado como líder e estadista pela mídia que hoje controla a ferro e fogo a informação.

E o que dizer dos eternos baiacuzinhos? (Atenção lambedores, baiacuzinho é diminutivo de baiacu), sem segundas intenções.

Esses baiacuzinhos, até os lambaris sabem, não podem ver um poderoso que se derramam.

Fazem até beicinhos quando circulam no esgoto.

Mas vamos ao que interessa, sem adjetivos e sem derivativos, os dois fatos mais importantes que ocorreram nesse convescote da ONU foram:

1-   A presidente Dilma Rousseff falou o que tinha que falar e portou-se como autêntica estadista;
  
2-   Obama acovardou-se e não conseguiu responder  à presidente Dilma.

Amarelou e não foi por icterícia.

Escrevi icterícia em lugar de cagaço por respeito aos leitores mais sensíveis.

Enfim, o Brasil pode regozijar-se, já os Estados Unidos, bem os Estados Unidos têm o governante que merecem.

E muito armamento bélico.


* Georges Bourdoukan

dilmob

Dilma e Obama, Brasil e EUA.

24 de setembro de 2013 | 13:26
O discurso de Barack Obama, mesmo com a inegável simpatia pessoal que ele desperta e apesar da inevitável auto-suficiência que marca os posicionamentos dos EUA diante do mundo,  passou-me uma estranha sensação: a de ver o chefe da maior potência militar do planeta dar explicações na ONU e considerar tanto a repercussão externa de suas palavras, quanto o público que realmente lhe importa: os próprios americanos.
Se não houve concessões práticas, as verbais foram muitas, inclusive a de não demonizar as opiniões divergentes. Sinal de que o drible diplomático que levou da Rússia, na questão síria, o abalou – até porque os russos é que lhe abriram a saída política que, internamente, precisava para retroceder da decisão de atacar que tão pouco apoio interno tivera nos EUA.
Mas, por isso e por precisar de algo para tirar o foco das acusações duras que sofreria pela espionagem, precisou lançar uma carta nova à mesa, e esta carta foi o aceno de diálogo com o Irã.
Obama está naquela incômoda posição de, no meio do caminho, não agradar ninguém. Internamente, segue passando a imagem de fraco e esquerdista. Externamente, a de belicista e invasor da privacidade e da soberania alheias.
E Dilma?
A brasileira falou também para os dois públicos.
Para o interno, falou claramente da violação de nossa soberania e da privacidade de nossas comunicações, inclusive fazendo menção aos interesses empresariais  envolvidos nisso. Sem concessões, sem “sapatinhos”, sem tolerância com razões de guerra ao terrorismo que amenizassem a gravidade dos atos americanos.
Também marcou pontos ao tratar, num foro internacional, de problemas internos, como as manifestações de junho, demonstrando que não chefia um governo enfraquecido e questionado, mas está disposta a liderar qualquer processo de reivindicação interno, em lugar de se opor a ele.
Mas o grande recado que passou foi a disposição brasileira de assumir um papel de destaque e questionamento da ordem internacional dentro da própria ONU.
Aliás, mais que isso.
Mostrou que o país está disposto a dialogar e fazer alianças com outras nações, fora do eixo EUA-Europa, desde que elas atendam ao nosso desejo de nos projetarmos, polìtica, econômica e diplomaticamente. Rússia e China entenderam perfeitamente o recado de Dilma e não se surpreendam que países pró-americanos, como Japão e Índia, além dos latinos e africanos, queiram trocar ideias neste campo.
A bússola político-diplomática de um país sempre segue o mesmo Norte dos seus relacionamentos econômicos e vice-versa.
E, neste campo, amor é reciprocidade.
Obama não vai poder dizer que Dilma é “a cara”, mas já sabe que ela não é só de fazer caras.

Por: Fernando Brito
 *Tijolaço

Nenhum comentário:

Postar um comentário