No
dia 20-09-2013 completou exatos dez anos do maior programa social do
Brasil. Odiado por muitos, que o consideram assistencialista, pernicioso
e, sobretudo, eleitoreiro, mas pedra de toque dos governos do
ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o certo é que o Bolsa
Família está se tornando cada vez mais imitado em todo mundo.
Depois de ser implantado em Nova York, com a colaboração de técnicos
brasileiros, chega à Suíça nas próximas semanas, com votação marcada no
congresso do país europeu famoso pela riqueza.
O principal programa social do governo, iniciado durante a gestão do
ex-presidente Lula e pedra de toque da administração Dilma Rousseff,
completa 10 anos neste domingo 20 – e se globaliza. Atacado por muitos
no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos
principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado
como “um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está
ganhando adeptos mundo afora” pela revista The Economist. Governos de
todo mundo estão de olho”, registra o Wikipédia. Para o jornal francês
Le Monde, “o bolsa família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a
qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo,
contra a pobreza”.
Nas próximas semanas, informa o governo da Suíça, o modelo Bolsa
Família será implantado em uma pequena região do pais. Mas numa versão
2.0, com benefícios equivalentes a R$ 6 mil (abaixo). Nos Estados
Unidos, Nova York foi a primeira cidade a adotar o programa, hoje
atingindo cerca de 3 mil famílias, com ajuda de técnicos brasileiros.
Para a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of
Economics, o programa foi “desenhado” de forma a permitir a emancipação
dos beneficiados. “O bolsa família tem uma estrutura que vai em direção
contrária ao assistencialismo”, acrescenta Francesca, que estuda ações
de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres.
No Brasil, pode-se amá-lo ou odiá-lo. Nos 10 anos de implantação do
programa, sobrou pouco espaço para o meio termo da oposição. Denúncias
sobre irregularidades pontuais aparecem com frequência na mídia, mas uma
coisa se reconhece: ele mudou a face do Brasil, ao atingir milhões de
famílias.
“O Bolsa Família acomoda a população pobre”, analisou certa vez a
CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Para a entidade, o
programa seria “só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11
milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma
acomodação, a um empanzinamento”.
ESTUDO INÉDITO - Mas para o governo, é mesmo a sua menina dos
olhos. Em estudo inédito divulgado na terça-feira 15 em comemoração ao
aniversário de uma década do programa, o Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômico Aplicada) revelou que a iniciativa implantada no governo Lula
reduziu a extrema pobreza em 28% nos últimos dez anos, superando em 70% o
patamar estabelecido pela meta do milênio da ONU.
Atualmente, o Bolsa Família atende a cerca de 13,8 milhões de
famílias – quase 80 milhões de pessoas. Para a ministra Tereza Campello,
o programa traz melhorias, principalmente, na redução da pobreza e na
redução da desigualdade. “Nós temos dados, estatísticas robustas que
comprovam os benefícios que o Bolsa Família trouxe para as famílias ao
aliviar a pobreza, ao levar crianças para salas de aula, ao melhorar o
desempenho escolar e a reduzir a mortalidade infantil”, afirmou a
ministra.
Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, a cada 2% gasto com o Bolsa
Família, 12,5% são transformados em benefício para a população, ou
seja, o programa ajuda não só a reduzir a pobreza, mas também a
estimular a economia a partir do consumo da população mais pobre. “O
Bolsa Família tem um efeito multiplicador na economia, cada real que
você gasta no Bolsa Família, ele faz a economia girar R$ 2,40. Ele tem
um impacto sobre a pobreza, com impacto direto de 36%, ou seja, a
pobreza cai de 4,9% para 3,6% com o Bolsa Família sem levar em conta os
efeitos multiplicadores”, afirmou.
Os dados do impacto do programa também apontam que a renda dos mais
pobres cresceu em torno de quatro vezes mais rápido do que a renda dos
mais ricos. O investimento pelo governo federal no Bolsa Família em 2013
é de R$ 24 bilhões, o que representa 0,46% do Produto Interno Bruto
(PIB). “Ele (o Bolsa Família) gasta apenas 0,5% do PIB, então ele
consegue fazer muito na pobreza e na desigualdade. Ele consegue fazer
muito, gastando relativamente pouco”, disse Neri.
*http://pocos10.com.br/bolsa-familia-depois-de-japao-e-eua-agora-e-a-vez-da-suica-copiar-o-programa-social/?fb_action_ids=10151990616928893&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=[721435604537627]&action_type_map=[%22og.likes%22]&action_ref_map=[]#
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