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sábado, maio 24, 2014

A direita latino-americana estremece quando ouve falar da lei de meios




Patrício Montesinos
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti
A direita tradicional latino-americana cala, treme e resmunga quase ao mesmo tempo quando houve falar de eventuais novas leis de meios nos países da Pátria Grande, onde tem sob seu controle poderosos empórios midiáticos, em conluio com outros norte-americanos e europeus.
Recentes declarações do ex-presidente brasileiro Lula da Silva em São Paulo, sobre a necessidade de transformar a imprensa no gigante sul-americano, causaram um terremoto nos setores conservadores dessa região, que se negam a perder o domínio da informação, ou melhor dizendo, da desinformação e da manipulação.
Exemplos de estremecimentos similares já se repetiram em nações como Argentina, Equador e Venezuela, nas quais foram colocadas em vigor normativas que regulam as vantagens dos meios de mais recursos financeiros em relação aos com menos, enquanto que em outras, como Peru e agora o Brasil somente se está comentando a respeito, e só com isso já ocorreram sismos de grandes proporções.
O certo é que a direita latino-americana, na posse dos principais jornais, redes de televisão e de emissoras de rádio, os utiliza como partidos políticos e verdadeiras “armas atômicas” para desacreditar governos, tentar derrubá-los e enganar a população.
Suas linhas editoriais são desenhadas em território norte-americano e em outros Estados da Europa, como Espanha, nos quais, entretanto, imperam regramentos legais que permitem aos meios noticiar, mas não difamar e deturpar.
Enquanto em Madri, jornais como El País, El Mundo ou ABC, entre outros, tem restringida a publicação de reportagens sobre as violentas repressões policiais contra manifestações anti-governamentais, a imprensa latino-americana manipula imagens e mente constantemente sobre os terroristas opositores disfarçados de “pacíficos estudantes” na Venezuela.
É lógico que o El País e seus similares fazem o que não se lhes permite na Espanha quando se trata da Venezuela, Equador, Argentina, Cuba, Bolívia e Nicarágua, para citar algumas das nações da Pátria Grande consideradas “adversárias” pelos EUA e seus aliados.
Vale lembrar que esse diário, juntamente com o ABC e o El Mundo, respaldaram sem escrúpulo algum, a frustrada tentativa de golpe de estado contra Hugo Chávez em 2002, e outros mais recentes perpetrados em Honduras e no Paraguai.
Seria um suicídio para seus donos e acionistas se a imprensa de Madri ou a norte-americana, como a televisão CNN em espanhol, apoiassem um complô dirigido a destronar os regimes atuais em Moncloa ou na Casa Branca.
Em troca, na América Latina, em nome da vociferada e falsa liberdade de expressão, os grandes meios de comunicação em mãos da direita ofendem os presidentes, os encurralam e promovem planos subversivos orquestrados no Pentágono e na “culta” Europa para derrubá-los.
Um deputado venezuelano denunciou, há poucas horas, que mais de 80 jornais da região distorcem a realidade da pátria de Chávez para conseguir derrubar do poder o executivo constitucional do Presidente Nicolas Maduro.
Por sua parte, Lula, em suas declarações, afirmou que é hora de regular o exercício da imprensa no Brasil, por que não somente atentam contra as políticas oficiais, o que não se permite em outras sociedades chamadas democráticas, em evidente alusão aos Estados Unidos e no denominado Velho Continente.
*GilsonSampaio 

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