Obama nada muda e apoia massacre de Israel em Gaza
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Governo americano justifica das mais diferentes
maneiras ataques por ar e terra de tropas israelenses sobre população da
faixa de Gaza; "Nós apoiamos completamente isso", disse titular do
Departamento de Estado, John Kerry, sobre marcha à pretexto de fechar
túneis transfronteiriços; ação de guerra já matou 435 palestinos,
incluindo mulheres e crianças, em 13 dias ofensiva; Israel perdeu 18
soldados; este domingo 20 é particularmente sangrento, com 100 vítimas
fatais entre a população atacada; primeiro-ministro sionista Benjamin
Netanyahu joga de mão com presidente Barack Obama; tudo como dantes
20 de Julho de 2014 às 15:24
247 – Tudo continua como antes na poítica externa dos Estados
Unidos, ainda que o presidente Barack Obama, do partido democrata, tenha
tentado, até aqui, mesmo sem muito esforço, mostrar alguma diferença em
relação às bélicas administrações dos republicanos. Com o açodamento
dos ataques de 53 mil soldados de Israel à população da Faixa de Gaza, a
pretexto de fechar túneis abertos por militantes do Hamas, todas as
semelhanças de Obama com seus antecessores apareceram. O presidente
americano liberou seu chefe de Departamento de Estado, John Kerry, para
dar toda a proteção diplomática necessária para o massacre e Gaza. Neste
domingo 20, notícias das agênias internacionais apontam para o dia mais
intenso de ataques na ofensiva que já dura oito dias. Pelo menos 100
palestinos foram mortos desde as primeiras horas da madrugada, elevando
para 435 o número de mortos entre os habitantes da região, inclusive
dezenas de crianças e mulheres.
Protegido pela diplomacia americana, o primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu afirmou, sem receio de ser desmentido pelos fatos, que Israel
está fazendo esforços para "manter a calma na região". Ao mesmo tempo,
ordenou o incremento dos ataques.
Abaixo, notícia da agência Reuters sobre o apoio dos Estados Unidos à carnificina promovida por Israel:
Kerry defende esforço de Israel em obstruir ataques de foguetes
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos acreditam que Israel tem o
direito de se defender dos foguetes disparados por Gaza e dos ataques
lançados por túneis transfronteiriços, disse o secretário de Estado dos
EUA, John Kerry, neste domingo.
"Você tem o direito de entrar e tirar aqueles túneis", disse Kerry à
Fox News. "Nós apoiamos completamente isso. E apoiamos o direito de
Israel de se defender contra os foguetes que então chegando
continuamente."
Israel, que acusou o grupo militante palestino Hamas de usar civis
como escudos humanos ao lançar foguetes de casas residenciais, enviou
forças para a Faixa de Gaza na quinta-feira, após 10 dias de
intervenções aéreas, navais e de artilharia não terem conseguido cessar
os lançamentos.
Pelo menos 62 palestinos foram mortos neste domingo em um bombardeio por parte de Israel em um bairro em Gaza.
Como parte da incursão, escavadeiras israelenses destruíram túneis
que os combatentes têm usado para entrar em Israel a partir de Gaza.
A ofensiva deste mês ainda não conseguiu dominar o Hamas e seus
aliados, que atiraram mais de 90 foguetes em Israel no sábado, segundo o
exército israelense.
Kerry pediu que o Hamas considere um cessar-fogo. "É importante que o
Hamas agora seja razoável e entenda que (se) você aceitar um
cessar-fogo, você salva vidas", disse ele.
Em entrevista separada à CNN, Kerry disse que o presidente Barack
Obama vai lhe pedir que vá ao Oriente Médio em breve para ajudar nos
esforços de garantir um cessar-fogo.
(Reportagem de Jason Lange e Jim Loney em Washington)
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