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quarta-feira, julho 08, 2015

carta de Fidel Castro, na qual o líder da Revolução Cubana destaca a “brilhante vitória política” de Tsipras, líder da coalizão de esquerda Syriza, e parabeniza o povo grego pela resistência histórica às “agressões externas”.

Fidel Castro.

Fidel a Tsipras: “Cuba conhece o valor e a capacidade combativa das tropas russas”

© AP Photo/ Alex Castro

Na sequência do “não” que o povo grego deu à troika de credores internacionais no último domingo (5), uma série de líderes políticos se manifestou publicamente em apoio à autodeterminação democrática de Atenas diante das pressões financeiras da União Europeia.
Na América Latina, Argentina, Bolívia, Venezuela e Cuba felicitaram o resultado do referendo grego por meio de mensagens nas redes sociais. Além de uma carta do atual chefe de Estado cubano Raúl Castro, o primeiro-ministro da Grécia também recebeu uma carta de Fidel Castro, na qual o líder da Revolução Cubana destaca a “brilhante vitória política” de Tsipras, líder da coalizão de esquerda Syriza, e parabeniza o povo grego pela resistência histórica às “agressões externas”.
“O seu país, especialmente a sua valentia na atual conjuntura, desperta admiração entre os povos latinoamericanos e caribenhos deste hemisfério, ao ver como a Grécia, perante agressões externas, defende a sua identidade e a sua cultura. Eles também não esquecem que um ano após o ataque de Hitler à Polônia, Mussolini deu ordem às suas tropas para invadir a Grécia, e esse valente país repeliu a agressão e fez retroceder os invasores, o que obrigou ao envolvimento de unidades blindadas alemãs em direção à Grécia, desviando-se do objetivo inicial”, diz a carta.
Além disso, Fidel também fala a Tsipras sobre as potências e parcerias internacionais capazes de “evitar a guerra” hoje em dia, destacando o papel da Rússia e da China no delicado cenário internacional.
“Cuba conhece o valor e a capacidade combativa das tropas russas, que unidas às forças do seu poderoso aliado da República Popular da China, e outras nações do Médio Oriente e Ásia, procurarão sempre evitar a guerra, mas jamais permitirão alguma agressão militar sem resposta contundente e devastadora”, acrescenta.
Por fim, desejando “o maior êxito” ao primeiro-ministro grego, Fidel conclui a carta dizendo que “na atual situação política do planeta, quando a paz e a sobrevivência da nossa espécie estão presas por um fio, cada decisão, mais do que nunca, deve ser cuidadosamente elaborada e aplicada, de forma a que ninguém possa duvidar da honestidade e da seriedade com que muitos dos dirigentes mais responsáveis e sérios lutam hoje por enfrentar as calamidades que ameaçam o mundo”. 
O presidente russo, Vladimir Putin, em conversa telefônica com o premiê grego Alexis Tsipras na segunda-feira (6), ofereceu o apoio de Moscou ao povo da Grécia para a “superação das atuais dificuldades" que o país enfrenta.


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