Páginas

quinta-feira, agosto 13, 2015

EUA, John Kerry, fez declarações ) a favor da aprovação pelo Congresso do acordo com o Irã,

Vista de Teerã, capital do Irã

Dólar vs. petróleo: o futuro dos EUA depende do acordo com o Irã

© AFP 2015/ BEHROUZ MEHRI
M

No momento em que o Congresso norte-americano se prepara para votar o acordo nuclear com o Irã, o chanceler dos EUA, John Kerry, apela a uma decisão positiva, advertindo contra o enfraquecimento do dólar.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fez declarações à agência Reuters na terça-feira (11) a favor da aprovação pelo Congresso do acordo com o Irã, alcançado no mês passado.  O chanceler sublinhou a importância de aprovar o acordo visto que, caso não seja aprovado, os aliados dos EUA na União Europeia poderão se afastar dos EUA.
"Se nós voltarmos as costas e anularmos o acordo, e em seguida dissermos [aos nossos parceiros] que, de qualquer forma, eles precisam cumprir as nossas regras e sanções, então, rapidamente, o dólar deixará de ser a moeda de reserva do mundo", disse.
Segundo explica a publicação The Financial Times, o petróleo é um tipo de âncora para os mercados mundiais de capital por razão da sua conexão inversa com o dólar. Quando o preço do petróleo aumenta, a taxa de câmbio do dólar cai em relação a outras moedas. Os exportadores do petróleo recebem pagamentos em dólares e depois os vendem, pois, quanto mais caro se torna o petróleo, mais baixo cai o dólar.
O cientista político iraniano e redator-chefe da agência noticiosa Mehr, Hassan Hanizadeh, comentou o assunto à Sputnik Persian:
“A especificidade da moeda norte-americana consiste em que é muito dependente dos principais eventos políticos no mundo e especialmente dos que acontecem no Oriente Médio. Se o sexteto e o Irã não tivessem alcançado o acordo em 14 de julho, […] a situação poderia se tornar um choque para a economia americana, especialmente tendo em conta a queda dos preços do petróleo nos últimos seis meses.”
Lembramos que, em 2006, o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções depois que o Irã se recusou a suspender seu programa de enriquecimento de urânio, argumentando que ele só tinha fins civis.
Em 14 de julho, 2015, após 12 anos de negociações, o Irã e o sexteto de mediadores internacionais (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), chegaram a um acordo abrangente para garantir a natureza pacífica do programa nuclear de Teerã em troca do alívio das sanções. 
As sanções tiveram um impacto muito sério na economia do Irã, sublinhou Hassan Hanizadeh:
“A União Europeia perdeu no mesmo período cerca de 400 bilhões de dólares por razão da cooperação econômica com o Irã. Atualmente, as empresas tentam reestabelecer sólidos laços econômicos e comerciais com o Irã.”
O acordo foi entregue ao Congresso dos EUA para ser aprovado. Os congressistas irão decidir o futuro do documento em 17 do setembro.


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150812/1840464.html#ixzz3if4CoGlU

Nenhum comentário:

Postar um comentário