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sexta-feira, outubro 02, 2015

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247 – E agora? O que dirão os aliados do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois da revelação de que a Suíça bloqueou suas contas secretas e de seus familiares por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro?
O maior constrangimento será do PSDB, que, a despeito do discurso moralista, tem silenciado sobre a conduta de Cunha. O motivo é simples. Tanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como o líder da bancada, Carlos Sampaio (PMDB-SP), apostaram na aliança com Cunha para tentar provocar um golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff. Agora, ambos terão de dizer se ainda mantêm a aliança com um político investigado por corrupção e lavagem.
A saia justa também se estende a outros aliados, novos e antigos. No PMDB, o vice Michel Temer, que seria beneficiário de um eventual impeachment, ainda não se manifestou sobre as suspeitas que pesam sobre Cunha. Da mesma forma, a neopeemedebista Marta Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB em nome da ética, se mantém em obsequioso silêncio.
As alianças de Cunha, no entanto, extrapolam o mundo político e o parlamento. Desde que se tornou presidente da Câmara, ele fez questão de prestar homenagens à Globo e ainda anunciou publicamente o fim de qualquer iniciativa pela democratização da mídia. Coincidência ou não, a Globo vem sendo acusada de poupá-lo em seu noticiário televisivo e parece mais preocupada com o "lobby" de Lula em defesa de empresas nacionais do que com as contas secretas do presidente da Câmara na Suíça.
Durante os recentes protestos contra a presidente Dilma Rousseff, algumas faixas chamavam a atenção. Diziam "somos todos Cunhas", como se a defesa do parlamentar fosse um mal necessário que visasse garantir um "bem maior": a derrubada de Dilma.
Ocorre que, com contas bloqueadas na Suíça, Cunha poderá se tornar um aliado pesado demais até mesmo para seus mais cínicos aliados.
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