HÁ UM RECADO CLARO DAS RUAS: É PRECISO APROFUNDAR A DEMOCRACIA DIRETA E ENTREGAR ALGUNS ANÉIS
Apesar
de vivermos o período mais longo de democracia no Brasil, o sistema
representativo atual, que surgiu sem fissura alguma de um sistema de
privilégios da ditadura (e isso pode ser visto na Justiça, na
distribuição de renda, na empáfia de alguns políticos, etc), precisa de
avanços.
É premente estabelecer uma maior participação política da sociedade.
É preciso dar mais transparência ao sistema de governo de prefeituras e
isso precisa ser estabelecido no âmbito da câmara federal. Como pode,
por exemplo, termos planilhas de custos das empresas de ônibus sob
sigilo?
É preciso avançar em consultas populares e referendos, aumentando a
participação e legitimando mais os caminhos da democracia. É preciso dar
mais transparência às atividades públicas. Isso talvez possa ajudar a
entender os recados das ruas.
O ar fascista que tomou as últimas manifestações nas ruas
brasileiras, promovido por skinheads e pela extrema direita (evidenciada
pela intolerância com manifestantes com bandeiras de partidos
políticos), demonstra que parte da população foi capturada por essa
oposição à política. Virou uma guerra contra as instituições políticas.
Os jovens, com consciência política e que há vários anos lutam no
Brasil, devem desembarcar nos próximos dias desse tipo de atuação. As
passeatas de rua devem se transformar em novas formas de atuação.
Mas não se pode olhar o que acontece apenas pelo ar fascista que
tomou conta do movimento. Há um recado claro das ruas: é preciso
aprofundar caminhos democráticos e participação popular.
Mais que isso. O que se viu não foi só um ar fascista, mas a chegada
nos centro e áreas nobres da mesma violência que o Estado
cotidianamente provoca na periferia. É preciso investir na população e
não deixar o dinheiro público apenas nas mãos dos sócios do poder
público.
*Educaçãopolitica
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