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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
sábado, agosto 24, 2013
Alckmin monta operação de guerra para proteger a revista Veja de manifestantes
Os manifestantes protestaram contra as deturpações, mentiras e esteriótipos contidos na reporCagem de capa da edição da semana passada, quando a revista chamou debochadamente os anarquistas que usam a tática Black Blocs de "O Bando de Caras Tapadas".
Depois de algum tempo em frente ao edifício da editora Abril, a polícia resolveu dispersar, inciando a confusão com bombas de gás lacrimogêneo.
A TV Globo não noticiou. A Mídia Ninja transmitiu ao vivo pela internet. A TV Brasil cobriu e noticiou a manifestação:
*osamigosdopresidentelula
Alckmin torra R$ 4 milhões com assinaturas de Veja, Folha e Estadão
Publicado em 24/08/2013
Alckmin torra R$ 4 milhões
com Veja, Folha e Estadão
A direita cuida de si mesma
O Conversa Afiada reproduz artigo de Miguel do Rosário, do Tijolaço:
A direita sabe cuidar de si mesma. O governador Geraldo Alckmin distribuiu nas últimas semanas quase R$ 4 milhões em assinaturas da Veja, Folha e Estadão. E para quem? Para crianças das escolas públicas de São Paulo. Tudo sem licitação.
Sendo que o problema aqui, além da malversação do dinheiro público e incentivo à concentração da mídia, é também a disseminação, entre os jovens paulistas, de um jornalismo duvidoso, ultrapassado e, sobretudo, reacionário.
Leia o post abaixo:
Alckmin torra R$ 3,8 milhões da educação em 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja
Por Zé Augusto, no Amigos do Presidente Lula
Não foi só a revista Veja que teve 5.200 assinaturas feitas pelo governo Alckmin (PSDB-SP) na calada da noite.
O governo tucano usou verba da educação para comprar um total de 15.600 assinaturas, dos jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo”, além da citada revista Veja.
Foram 5.200 assinaturas de cada publicação, por seis meses, totalizando o valor de R$ 3.778.840,00 os três contratos.
Como desculpa para meter a mão nas verbas da educação, as assinaturas foram destinadas às escolas da Rede Estadual de Ensino, em um projeto chamado “sala de leitura”. Porém muitos educadores questionam a prioridade do uso destas verbas, e o melhor uso se direcionado a laboratórios digitais e bibliotecas multimídia, com muito mais diversidade informativa e conteúdo educativo mais rico disponível na internet.
A que interesses você acha que mais atende estas assinaturas?
1) Aos barões da mídia, donos dos jornalões e revistas, que compensam a queda de vendas e assinaturas avulsas com as compras governamentais paulistas;
2) Ao governador Alckmin, que ganha a gratidão dos barões da mídia, e é blindado no noticiário destas publicações;
3) Aos corruptos tucanos que receberam o propinão da Siemens e da Alstom, e os jornais e revistas não fazem jornalismo investigativo, se limitando a publicar só o que já é fato consumado em investigações oficiais;
4) Ao PSDB que acredita que o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem o poder de fazer lavagem cerebral nas cabeças juvenis dos estudantes, para eles se tornarem neoliberais reacionários lendo esta velha mídia.
5) Todas as anteriores.
Em tempo: antigamente os jornalões e revistas costumavam enviar exemplares de graça para as bibliotecas públicas. Não era apenas uma cortesia por generosidade. Era estratégia de marketing para formar público leitor, afinal estudantes, quando se tornavam profissionais, acabam assinando os jornais e revistas que adquiram o hábito de ler nas bibliotecas.
Por: Miguel do Rosário
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