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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, agosto 14, 2015

Falador passa mal rapaz gentili

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STF começa a julgar hoje descriminalização do porte de drogas


André Richter - Repórter da Agência Brasil
Droga
Julgamento poderá ser adiado se um dos ministros pedir mais tempo para analisar o processo Divulgação Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar hoje (13) a descriminalização do porte de drogas para uso próprio. A questão será julgada por meio de um recurso de um condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. O recurso é relatado pelo ministro Gilmar Mendes.
O julgamento está previsto para começar às 14h e será iniciado com a leitura do relatório do processo. Em seguida, entidades de defesa e contra a descriminalização devem se manifestar, como a Viva Rio, o Instituto Sou da Paz e a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol). Após as sustentações orais, Mendes proferirá seu voto, e os demais ministros começam a votar. O julgamento poderá ser adiado se um dos ministros pedir mais tempo para analisar o processo.
Para o ministro Luís Roberto Barroso, além de decidir se é constitucional criminalizar o consumo de maconha, por exemplo, o julgamento poderá avançar na discussão sobre critérios objetivos para distinguir o que caracteriza tráfico e consumo. De acordo com o ministro, a definição não é “um debate juridicamente fácil nem moralmente barato, mas precisa ser feito”.
“É um debate muito importante e que vai ter uma influência na definição da política de drogas no país. No Brasil, acho que a questão da droga tem que levar em conta, em primeiro lugar, o poder que o tráfico exerce sobre as comunidades carentes e o mal que isso representa, em segundo lugar, um altíssimo índice de encarceramento de pessoas não perigosas decorrente dessa criminalização e, em terceiro, a questão do usuário”, argumenta Barroso.
O ministro Marco Aurélio entende que o uso de drogas não é uma questão penal, mas de saúde. O ministro acredita que o Supremo não conseguirá estabelecer critério para a distinção entre usuário e traficante. “É o tipo de situação em que não dá para definirmos, neste julgamento, quem é usuário e quem é traficante. Até mesmo para evocar quem é usuário ou traficante e não porta grande quantidade de droga”, diz.
No recurso, a Defensoria Pública de São Paulo alega que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), não pode ser configurado crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros. Além disso, os defensores alegam que a tipificação ofende os princípios constitucionais da intimidade e a liberdade individual.
Edição: Graça Adjuto
*EBC AgenciaBrasil

quinta-feira, agosto 13, 2015

CartaCapital revela fraude e sonegação de Gilmar Mentes



Ainda desgastado com a polêmica da viagem a Berlim com Demóstenes Torres e com o recente confronto com o ex-presidente Lula, Gilmar Mendes sofre agora denúncia na CartaCapital; ex-sócio apontou, em processo judicial, desvio de recursos na sua escola, o Instituto de Direito Público; caso foi encerrado por R$8 milhões; quem pagou?
Via Brasil 247
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, acaba de receber um tiro no peito, desferido pela revista CartaCapital. Reportagem assinada pelo jornalista Leandro Fortes resgata um processo judicial em que um ex-sócio de Gilmar o acusa de desvio de recursos e sonegação fiscal no Instituto de Direito Público, uma escola, nos arredores de Brasília, que conta com diversos luminares do meio jurídico.
O nome deste ex-sócio é Inocêncio Coelho. Em sua representação contra Gilmar, ele o acusa, segundo a reportagem, de “fazer retiradas ilegais do instituto, desfalcar o caixa da empresa e exigir pedágio dos outros sócios para servir, como ministro do STF, de garoto-propaganda da instituição educacional”.
Coelho teria sido o administrador do IDP e alega ter se insurgido contra os desmandos na instituição, que, no ano passado, arrecadou cerca de R$2,4 milhões em convênios com órgãos ligados ao governo federal, organizando palestras ligadas ao meio jurídico. Diz o ex-sócio que Gilmar teria feito retiradas para custear despesas particulares, prometendo acertos futuros, que, segundo ele, jamais ocorreram.
As denúncias foram apresentadas por Coelho no dia 7 de abril de 2011. Depois disso, o advogado Sérgio Bermudes, que defende Gilmar Mendes, entrou com pedido para que o processo tramitasse em segredo de Justiça. O ministro do STF também passou a atribuir a Coelho as causas pela má situação financeira do IDP. Nesse imbróglio, até mesmo uma auditoria chegou a ser feita, apontando que o IDP estaria “sem capacidade para pagar seus compromissos de curto prazo”.
A seu favor, Mendes contou com um parecer da Advocacia-Geral da União, assinado pelo atual ocupante do cargo, Luís Inácio Adams, validando a remoção de Inocêncio Oliveira do cargo de gestor do IDP.
O mais intrigante, no entanto, é que o processo foi encerrado, ao custo de R$8 milhões. Este teria sido o preço do silêncio de Inocêncio Coelho. A questão, agora, é: quem pagou?
Em nota, Gilmar Mendes afirmou que as irregularidades apontadas na auditoria foram sanadas e que a dívida foi quitada por meio de um empréstimo bancário.
*cartacapital

Contra Rótulos de qualquer espécie e toda forma de Opressão ou Intimidação: Ideias pra trocar e muita Luta!

IRMÃO, IRMÃ: NÃO ACEITE O CARIMBO QUE QUEREM TE COLOCAR!
Somos mais Você nessa Guerra! Vamos fortalecer a nossa Autonomia: Auto-Estima, Respeito, Consciência e Atitude!
Contra Rótulos de qualquer espécie e toda forma de Opressão ou Intimidação: Ideias pra trocar e muita Luta!
Tâmo Juntão, Guerreiro e Guerreira!
*FlaviaLeitao

EUA, John Kerry, fez declarações ) a favor da aprovação pelo Congresso do acordo com o Irã,

Vista de Teerã, capital do Irã

Dólar vs. petróleo: o futuro dos EUA depende do acordo com o Irã

© AFP 2015/ BEHROUZ MEHRI
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No momento em que o Congresso norte-americano se prepara para votar o acordo nuclear com o Irã, o chanceler dos EUA, John Kerry, apela a uma decisão positiva, advertindo contra o enfraquecimento do dólar.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fez declarações à agência Reuters na terça-feira (11) a favor da aprovação pelo Congresso do acordo com o Irã, alcançado no mês passado.  O chanceler sublinhou a importância de aprovar o acordo visto que, caso não seja aprovado, os aliados dos EUA na União Europeia poderão se afastar dos EUA.
"Se nós voltarmos as costas e anularmos o acordo, e em seguida dissermos [aos nossos parceiros] que, de qualquer forma, eles precisam cumprir as nossas regras e sanções, então, rapidamente, o dólar deixará de ser a moeda de reserva do mundo", disse.
Segundo explica a publicação The Financial Times, o petróleo é um tipo de âncora para os mercados mundiais de capital por razão da sua conexão inversa com o dólar. Quando o preço do petróleo aumenta, a taxa de câmbio do dólar cai em relação a outras moedas. Os exportadores do petróleo recebem pagamentos em dólares e depois os vendem, pois, quanto mais caro se torna o petróleo, mais baixo cai o dólar.
O cientista político iraniano e redator-chefe da agência noticiosa Mehr, Hassan Hanizadeh, comentou o assunto à Sputnik Persian:
“A especificidade da moeda norte-americana consiste em que é muito dependente dos principais eventos políticos no mundo e especialmente dos que acontecem no Oriente Médio. Se o sexteto e o Irã não tivessem alcançado o acordo em 14 de julho, […] a situação poderia se tornar um choque para a economia americana, especialmente tendo em conta a queda dos preços do petróleo nos últimos seis meses.”
Lembramos que, em 2006, o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções depois que o Irã se recusou a suspender seu programa de enriquecimento de urânio, argumentando que ele só tinha fins civis.
Em 14 de julho, 2015, após 12 anos de negociações, o Irã e o sexteto de mediadores internacionais (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), chegaram a um acordo abrangente para garantir a natureza pacífica do programa nuclear de Teerã em troca do alívio das sanções. 
As sanções tiveram um impacto muito sério na economia do Irã, sublinhou Hassan Hanizadeh:
“A União Europeia perdeu no mesmo período cerca de 400 bilhões de dólares por razão da cooperação econômica com o Irã. Atualmente, as empresas tentam reestabelecer sólidos laços econômicos e comerciais com o Irã.”
O acordo foi entregue ao Congresso dos EUA para ser aprovado. Os congressistas irão decidir o futuro do documento em 17 do setembro.


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150812/1840464.html#ixzz3if4CoGlU

DALMO DALLARI: ” NÃO VALORIZEM A FARSA DA INTIMIDAÇÃO.TUDO ISSO É UMA COMÉDIA “

Dallari

Ouça o que diz Dalmo Dallari, um dos juristas mais respeitados do país:

Não valorizem a farsa da intimidação, do risco de golpe ou da tragédia que “supostamente” estaria iminente no país. Tudo isso é uma farsa “inventada” para criar medo nas pessoas, fazendo com que elas deixem de trabalhar objetivamente.
Temos que usar todas as possibilidades de comunicação para despertar justamente isso […] o aperfeiçoamento de nosso sistema jurídico e político.
O eleitor precisa perceber que também tem grande parte de culpa pelo que estamos passando. A maioria dos corruptos que estão nos parlamentos foram todos eleitos pelo povo.
Muitos deles receberam os votos quando já se sabia que eram corruptos […] e no entanto foram eleitos.
assista com atenção:

LULA JÁ TOMOU AS RÉDEAS DA POLÍTICA NACIONAL!

#AceitaDilmaVez se tornou o assunto mais comentado nos trending topics do Twitter

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Enquanto protestos pelo Brasil contra o governo da presidente Dilma Rousseff perdem força e fracassam, militância e simpatizantes do governo bombam a tag #AceitaDilmaVez nas redes
Por Redação – em Brasilia
Os protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff neste 12 de abril vêm tendo alcance bem mais limitado do que no último 15 de março, segundo dados da Polícia Militar, em várias capitais.
Enquanto isso, a hashtag #AceitaDilmaVez se tornou o assunto mais comentado nos trending topics do Twitter.
Os protestos contra o governo da presidenta Dilma Rousseff e pelo fim da corrupção se repetiram hoje (12) em várias cidades do país. No dia 15 de março, manifestantes foram às ruas pelos mesmos motivos.
Em Brasília, pelo menos 20 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar (PM), caminharam pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional com faixas e palavras de ordem pedindo a saída de Dilma do governo e o fim da corrupção, entre outros. Vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil, os manifestantes foram acompanhados por 3 mil policiais. Em março, 45 mil pessoas participaram da marcha na capital, segundo a PM.
Em Belo Horizonte, o protesto se concentrou na Praça da Liberdade. Convocado pelas redes sociais por diversas organizações, o ato também pediu o fim da corrupção, a reforma política e o impeachment da presidenta Dilma. De acordo com a PM de Minas Gerais, por volta de 12h, 3 mil pessoas participavam do protesto. Na manifestação do dia 15 de março, 24 mil pessoas estiveram no local, também segundo a polícia.
Da Praça da Liberdade, os manifestantes devem seguir até a Praça da Estação, no centro da capital da mineira, onde o ato deverá ser encerrado.
Em Manaus, a concentração, marcada para as 9h, na Praça do Congresso, no centro da capital, começou tímida por causa da chuva, segundo os organizadores. De acordo com o integrante do Movimento Brasil Livre Jean Batista, cerca de 10 mil pessoas participam da manifestação. A Polícia Militar informou que, por volta das 11h, havia 360 manifestantes. O grupo caminhou por algumas ruas do centro da capital amazonense e já começou a se dispersar. Segundo a PM, 420 polícias militares acompanham o movimento e nenhuma ocorrência foi registrada.
Em São Luís, cerca de 3 mil manifestantes se concentram na Avenida Litorânea, segundo os organizadores do Movimento Brasil Livre. A PM ainda não fez a estimativa oficial, mas informou que um número reduzido de pessoas participam do movimento. Aproximadamente 20 policiais acompanham a manifestação.
No Rio de Janeiro, a Orla de Copacabana voltou a ser tomada por manifestantes contrários ao governo. Acompanhados de três carros de som e com bandeiras diversas, o grupo caminha pela Avenida Atlântica. Além do pedido de impeachment da presidenta Dilma e de investigação das denúncias de corrupção, há, entre os manifestantes, os que defendem a reforma política e grupos que pedem o retorno dos militares ao poder.
Em São Paulo, onde a manifestação de 15 de março reuniu 1 milhão de pessoas, segundo a PM, as pessoas começam a se concentrar para o ato de hoje, marcado para as 14h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Também há protestos previstos para esta tarde em cidades de Alagoas, do Amapá, Ceará, Espírito Santo, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, da Paraíba, do Paraná, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, de Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e do Tocantins.