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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, novembro 25, 2014

DIFERENÇAS ENTRE MILITONTOS E MILITANTES PRÓ-DILMA

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O militonto recebe as decisões da presidente da República e não admite qualquer crítica. Quem ousar fazê-lo, é aliado objetivo da direita.
O militante não vacila em apoiar o governo e DEFENDER a presidente, especialmente diante da escalada reacionária. Mas não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça, criticando o que lhe parece errado na estratégia adotada e concebendo essa atitude COMO indispensável na ação política.
O militonto tudo explica e justifica através de um pacote fechado e imutável: a correlação de forças no parlamento. Serve COMO uma espécie de álibi para defender o governo de qualquer crítica por adotar políticas conciliatórias, mesmo as que podem ser um tiro no pé.
O militante encara com seriedade a tal correlação de forças, mas com o objetivo de alterá-la a favor da esquerda. Sabe que negociações e composições são inevitáveis, necessárias, mas deseja forçá-las ao limite.
O militonto ficou acostumado a pensar correlação de forças apenas ou principalmente como uma questão institucional, parlamentar. A mobilização social e a luta de massas não entram de verdade em seu cálculos como hipótese para pressionar as instituições desde seu exterior.
O militante não descuida da governabilidade institucional. Mas aprendeu, nesses doze anos e várias crises, que também é imprescindível a construção de governabilidade social. Sabe, a propósito, que as maiorias parlamentares de orientação progressista somente foram formadas, na história do BRASIL, quando o povo organizado e mobilizado obrigou o Parlamento a dançar sua música.
O militonto costuma achar que divide a esquerda quem entra em desacordo com ações do governo. Não admite que, às vezes, pode ser o governo quem divida a esquerda com suas ações.
O militante quer a unidade da esquerda e das forças progressistas. Mas acha que a pedra angular desse processo vai além de apoiar ou não o governo: depende de um PROGRAMA unificador e de uma estratégia de coalizão do campo popular.
O militonto acha que o passado fornece crédito infinito, no PRESENTE e no futuro. Por tudo o que foi feito, e definitivamente não é pouco, o governo deveria ser defendido incondicionalmente e qualquer crítica seria descabida por princípio.
O militante reivindica os enormes avanços promovidos pelo governo e se mobiliza para defendê-los, mas não acha que o passado basta para garantir o PRESENTE e o futuro, que devem ser discutidos sempre com espírito crítico e aberto.
O militonto é superlativo e hiperbólico em relação aos líderes do governo e do partido. Sua frase estruturante: “eles sabem o que fazem…”
O militante respeita e admira os chefes históricos da esquerda, mas a VIDA já ensinou que também são passíveis de erros e confusões. Considera, portanto, que os instrumentos coletivos são mais qualificados que as clarividências individuais e esses só podem ser construídos pelo debate franco e desabrido de todos os temas.
O militonto é governista e acha que isso basta para RESOLVER todos os problemas.
O militante defende o governo contra a direita, mas busca ser um revolucionário, um lutador social, para quem governar é apenas PARTE, ainda que imprescindível, de um processo estratégico mais amplo, o da transformação do país.
*OperaMundi

Estudo demonstra o que se sabe: telefonia no Brasil é uma das mais caras no mundo


Jornal GGN - Telefonia, no Brasil, significa muito desembolso e pouco retorno. Pesquisa demonstra que trabalhador brasileiro desembolsa mais de sua renda por uma ligação que em tantos outros países avaliados. Dos 166 países da pesquisa, somente 47 tem situação pior que a do brasileiro. Custo alto e uma capacidade imensa de não sair das listas de mais reclamadas, eis um panorama do setor. Leia a matéria do Estadão.
De 166 países avaliados, apenas 47 deles tem um custo superior na ligação ao que o brasileiro paga
do Estadão via GGN
JAMIL CHADE - O ESTADO DE S. PAULO
Trabalhador brasileiro destina proporção maior da renda a ligações do que cubano; custo de ligação é maior do em países da África, Ásia e Europa, segundo estudo de uma organização internacional
GENEBRA - A telefonia e o acesso à Internet no Brasil ainda estão entre os mais caros do mundo e os custos freiam a capacidade de garantir que os serviços cheguem a toda população. A desigualdade social é traduzida também para uma desigualdade digital profunda. O alerta é da União Internacional de Telecomunicações que, em um estudo publicado em Genebra.
No Brasil, o custo da Internet para a população mais carente é 20 vezes o peso que o mesmo serviço representa para os mais ricos. 44% das pessoas que tem computador em casa não consegue pagar uma assinatura para ter Internet.
O documento revela que o custo de uma ligação pelo telefone celular no Brasil é superior a todos os países europeus e que consome uma proporção maior da renda que em países como Cuba, Paquistão, Argélia ou Guine Equatorial.
De 166 países avaliados, apenas 47 deles tem um custo superior na ligação ao que o brasileiro paga no celular, entre eles Etiópia, Albania, Ruanda e Madagascar. Os locais onde a ligação tem o menor custo são Macao, Hong Kong e Dinamarca.
O pacote que serve de comparação seria a assinatura mensal de um celular, com 30 ligações por mês, mais 100 mensagens de texto. O valor médio do serviço no Brasil chegaria a US$ 48,32 por mês ao final de 2013. Em comparação à renda média do País, isso representa um custo pensar de 4,96%.
Em Macau, o mesmo serviço custa menos de US$ 6,00 e representa meros 0,11% da renda. Em pelo menos 36 países, o custo de um pacote parecido sairia por menos de 1% da renda mensal de um trabalhador.
O Brasil ainda está em uma situação incômoda no que se refere aos custos da telefonia fixa. Dos 166 países avaliados, o Brasil aparece apenas na 110ª posição, com um custo de US$ 24,00 por uma assinatura mensal, mais 30 minutos de ligações locais. Isso representa 2,50% da renda média de um trabalhador.
No Irã, a taxa sai por apenas doze centavos de dólares por mês, contra 24 centavos em Cuba. Nesses países, a telefonia fixa custa por mês entre 0,03% e 0,05% da renda média.
Numa conta geral, o Brasil aparece na 90ª posição entre os 166 países avaliados no que se refere ao custo da telefonia. Hoje, são 22 telefones fixos para cada 100 pessoas. O número de celulares é de 135 para cada cem habitantes. Em 2012, a taxa era de 125. 
Internet. No que se refere à Internet, o Brasil registrou pela primeira ao final de 2013 mais de 50% de sua população conectada à rede. Em 2012, a taxa era de 48% e, no ano passado, a penetração chegou a 51%. 42% tinha acesso à rede.
A taxa da sociedade brasileira com computadores em casa passou de 45% para 48% entre 2012 e 2013. No que se refere à banda-larga fixa, o serviço atende a 10% dos brasileiros em suas residência. Já a Internet rápida sem fio teve uma expansão e atinge 55% da população. Em 2012, eram apenas 33% os brasileiros com o serviço.
Essa situação permitiu que o Brasill subisse da 67ª posição em 2012 para a 65ª em 2013 no ranking das economias mais preparadas para usar as tecnologias da comunicação. Mas o Brasil ainda é superado pelo Azerbaijão, Romênia e Argentina.
O ranking é liderado pela Dinamarca, seguido pela Coreia do Sul e praticamente todos os países ricos. A Europa continua sendo a região onde a tecnologia da informação é mais avançada.
Mas, uma vez mais, o custo é um obstáculo para o avanço das comunicações no Brasil. Segundo a agência,  "o preço continua uma barreira ao acesso à Internet em casa em muitos países em desenvolvimento". "No Brasil, por exemplo, 44% das pessoas entrevistadas que tinham computadores em casa indicaram que não tinham internet por considerar o preço alto demais ou acima de suas possibilidades", indicou.
Se no Brasil 42% da população tem internet em casa, a taxa nos países ricos é de 78%. Na média mundial, o ano de 2014 deve terminar com 44%, contra 40% em 2013 e 30% em 2010.
O custo da banda-larga no Brasil representa 1,42% da renda mensal média, o que coloca o País na 46º posição numa classificação onde o serviço é mais caro. Na Áustria, onde a banda larga é a mais barata do mundo, o serviço consome apenas 0,13% da renda média mensal de um trabalhador. 
O preço da banda larga no celular no Brasil também está entre os mais caros. Numa classificação de 166 países, o Brasil aparece apenas na 102a posição. O custo representa 4,14% da renda mensal de um trabalhador brasileiro.
Segundo a UIT, entre 20% e 30% da população ainda considera que os serviços são caros demais para que possam pensar em ter um celular com internet rápida.

"Caminhamos quando mudamos do eu para o nós" afirma filha de Che Guevara



Uma mulher cubana de andar tranquilo e olhar utópico. Aleida Guevara, filha de Ernesto Che Guevara, seguiu a mesma formação médica de seu pai e  tornou-se pediatra, trabalha hoje em um HOSPITAL cubano.

Em sua fala durante o 14º Acampamento da Juventude Latinoamericana Aleida apontou os desafios no processo de luta de classes e disse apostar nos mais novos COMO peça chave para o fortalecimento dos processos de transformação na América Latina.  

"Revolução é precisamente isto: MUDAR o que pode ser mudado. E, nesse sentido, é necessário a força. E esta só pode vir da unidade. Portanto, esqueça o "EU”. Temos que trabalhar no “NÓS”. O que queremos? O que vamos fazer? O que aspiramos?", ressaltou.
 
A seguir, trechos da entrevista concedida à equipe de comunicação  acampamento, composta por diversos movimentos campesinos e a Mídia NINJA. 

Juventude 

Che Guevara sempre disse que falar de juventude é ganhar energia. Esta é uma realidade. Quando não se fala com os jovens, não se preenche com o poder extraordinário que EXISTE e que você pode perder com a luta ao longo dos anos. Os jovens têm a capacidade de estimular as pessoas, que pela idade, as situações da vida, perdem um pouco de fé na mudança, no progresso. A juventude pode nos estimular com a sua presença, a sua força, para continuar trabalhando. Continuar a criar um mundo diferente.

Em todo o processo revolucionário a presença dos jovens é muito importante. Porque primeiro é a força, o ímpeto e também a pessoa que não tem cordas ou COSTUMES de conforto tomadas por homens e mulheres que já atingiram um certo nível de vida, têm seu carro, casa e família. Os jovens geralmente são muito livres neste sentido e muito mais propensos a fazer coisas novas.

É muito importante que os jovens sintam-se donos, responsáveis e sejam PARTE do processo revolucionário. Esta é uma das maiores conquistas da Revolução Cubana: A juventude sentiu-se parte do processo revolucionário. Ainda precisamos trabalhar mais, temos 50 anos de revolução socialista e ainda temos que trabalhar muito nessa direção.

Sobre ego

"Há coisas que são básicas e invioláveis: A unidade entre todas as pessoas que querem fazer uma mudança, que querem provocar uma revolução. Revolução é precisamente isto: MUDAR o que pode ser mudado. E, nesse sentido, é necessário a força. E esta só pode vir da unidade. 

Portanto, esqueça o "EU”. É um tema interessante porque "EU" é algo muito exaltado na sociedade em que vivemos, o "EU" COMO uma pessoa. Temos que esquecê-lo e trabalhar no “NÓS”. O que queremos? O que vamos fazer? O que aspiramos ter?

Universidade da VIDA

Temos que respeitar uns aos outros para manter a unidade. A diversidade de todos nós é ensino também. Porque se são culturas diferentes, podemos APRENDER o positivo e o melhor de cada cultura para levar à nossa realidade e ver se isso nos convém. Precisamos entender e respeitar o tempo dos outros, para entender o que queremos fazer, como o queremos e por que é necessário fazê-lo. Isso leva tempo, mas isto mostra as pessoas o que podemos e queremos alcançar.

Não podemos dizer às pessoas "para fazer isso". Nós temos que dizer: "vamos fazer isso? Mostrei-lhe como fazer e por que fazê-lo, depois você decide". Esta é uma das perguntas MAIS simples: fazer acompanhamento, não ter que empurrar. Isto é importantíssimo, por que se empurra as pessoas pode ser que caminhe um grupo delas. Mas, se falta o empurrão as pessoas se detém ou retrocede. Considerando que se você convence as pessoas do por quê têm que caminhar com convicção, não importa se você está ou não está, eles caminham, porque estão conscientes da necessidade da existência de andar para a frente.

Dessa forma estamos em unidade, a força que nos dá essa unidade, o respeito é o que provoca essa unidade. Porém, ao mesmo tempo, essa força e unidade traz mais uma questão, que é a solidariedade. Solidariedade com outros povos e movimentos. Os jovens, por exemplo, que têm o privilégio de estudar em universidades deve estar muito em contato com as realidades da VIDA do seu povo. Não se pode graduar somente na Universidade, tem que se graduar na Universidade e na vida. E o povo é quem realmente dá este título, porque você é socialmente útil este povo.  

Quando mudamos o "EU" para "NÓS", caminhamos. Realmente vamos adiante.

Ideologias

Estas são algumas das coisas que a juventude deve ter PRESENTE. Estudamos e trabalhamos para o benefício do nosso povo. E o que estamos conseguindo é para caminharmos para um objetivo comum. Isto é importante.

 Portanto, temos que ter união, respeito, força e solidariedade. Estes são conceitos mesclados muito importantes para os jovens e para qualquer pessoa em geral. Mas especialmente para os jovens, porque são os que arrastam por meio do exemplo, as pessoas que podem estar perdendo um pouco de força para a própria VIDA. Os jovens que quebram essa estática e fazem as pessoas seguir.

 Por isso, é tão importante em um movimento revolucionário, a participação ativa da juventude. Mas com consciência, não somente para alguma emoção. E sim, porque há convicção, há princípio, há ideologia. Isto é muito importante para seguir em frente.

QUATRO DIREITOS DOS IDOSOS QUE TODOS DEVEM CONHECER

andre mansur 4 direitos do estatuto do idoso que todos devem conhecer 4 direitos do Estatuto do Idoso que todos devem conhecer
Desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar uma pessoa idosa é crime. A pena vai de seis meses a um ano de prisão e multa. Se você presenciar alguém cometendo esse tipo de crueldade, denuncie. E ensine seus filhos a jamais fazer algo parecido.
Os direitos das pessoas com mais de 60 anos não se resumem a poder pegar a fila preferencial ou andar de ônibus de graça. Mas, apesar de o Estatuto do Idoso já ter completado dez anos, a maioria dos brasileiros costuma conhecer apenas esses direitos mais manjados.
Segundo Adriana Zorub Fonte Feal, o país está envelhecendo, mas ainda não parece pronto para isso.
“Ao não reconhecer o próprio envelhecimento, o idoso abre mão de seus direitos”, explica a advogada.
Por isso é importante conhecer bem a lei e fazer questão de que ela seja cumprida.
Veja, a seguir, alguns pontos do estatuto bem importantes.
1- Bem-estar
O que são maus-tratos?  Maus-tratos contra idosos não são apenas agressões físicas de fato, como aqueles espancamentos horríveis que vivem aparecendo no noticiário. Deixar um velho sozinho a maior parte do tempo, não trocar a fralda geriátrica na frequência necessária ou não oferecer alimentação adequada também são exemplos de ações consideradas maus-tratos pelo Estatuto do Idoso.A quem recorrer?
Qualquer tipo de denúncia pode ser registrada numa delegacia do idoso, presente em vários municípios, ou mesmo numa delegacia comum. Para pedidos de pensão alimentícia, vá à Defensoria Pública. Em situações de risco, como abandono ou maus-tratos, também é possível procurar o promotor de Justiça no Ministério Público.
2- Finanças
Pessoas com 65 anos ou mais que nunca contribuíram para a previdência e fazem parte de uma família com renda per capita inferior a R$ 181 (um quarto do salário-mínimo) têm direito ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), cujo valor é um salário mínimo por mês. Para calcular a renda per capita da família, some os rendimentos de todos e divida o resultado pelo número de pessoas que vivem na casa. Para solicitar o BPC, basta ir a uma agência do INSS com comprovante de residência, certidão de nascimento, CPF, documento de identidade e carteira de trabalho do idoso e dos outros membros da família.
Caso não tenha como se manter por conta própria, o idoso também pode pedir pensão alimentícia para seus descendentes (filhos, netos, sobrinhos etc) ou ascendentes (pais ou avos). O valor e calculado de acordo com a possibilidade financeira do parente. Mesmo quem recebe aposentadoria pode solicitar a pensão alimentícia caso o beneficio não seja suficiente para as necessidades da pessoa. Quem desvia o dinheiro ou usa os cartões dos mais velhos indevidamente pode ser punido por isso. Essa violência financeira representa 70% das denuncias registradas pelos idosos, revela Adriana. Idosos que recebem aposentadoria ou pensão e tem alguma doença grave são isentos do imposto de renda.
3- Saúde
Embora o governo não tenha programas específicos de distribuição de medicamentos para essa faixa etária, os maiores de 60 podem recorrer às lojas que fazem parte do programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, para comprar alguns remédios com desconto e para retirar, de graça, fraldas geriátricas e medicamentos para diabetes, hipertensão e asma, disponíveis para toda a população.
Idosos doentes não podem ser obrigados a ir a um órgão publico para atender chamados do governo.
O órgão deve mandar um representante até a casa da pessoa para resolver a questão. Se estiver lúcido, o idoso tem direito de tomar as decisões relativas a tratamentos aos quais tenha que se submeter.
4- Lazer
A turma da terceira idade paga meia-entrada em cinemas, teatros, shows e eventos esportivos. Idosos com renda inferior a dois salários-mínimos podem viajar de graça em ônibus interestaduais.
Se a renda for maior que isso, pagam apenas metade do valor da passagem.
*AndréMansurAdvogadosAssociados

Redação, fotógrafa e Social Media

*IsisCastro

Professores evangélicos impedem ensino da história e cultura africana nas escolas, diz especialista

Mês da Consciência Negra 2014
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Uma lei que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas estaria sendo descumprida devido à atuação de professores evangélicos, que estariam sendo um “entrave” no assunto. A afirmação é da professora Ana Célia da Silva, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A lei 10.639, publicada em janeiro de 2003, prevê que os alunos aprendam sobre os ancestrais africanos e sua cultura e história. Numa entrevista ao portal EBC, Ana Célia diz que a religião e a falta de formação dos professores são os principais pontos que dificultam a colocação da lei em prática.
“O desafio maior hoje é a atuação das igrejas evangélicas através dos professores evangélicos que, em sua grande maioria, demonizam tudo em relação à história e cultura afro-brasileira. Porque a história e cultura afro-brasileira parte da religiosidade, da cultura, e eles acham que tudo é demônio”, queixou-se a professora.
Ana Célia diz que “uma pesquisa feita por uma aluna de Salvador mostrou que os professores recebem os livros do MEC e escondem da diretora para não levar para a sala quando tem uso do ‘demônio’, como eles chamam”.
A professora, que se dedica ao estudo da representação do negro nos livros didáticos, diz que houve avanços desde que a lei foi publicada, mas ainda há dificuldades. “O grande entrave à lei hoje são, primeiro, os professores evangélicos; Segundo, a formação, por [causa da] falta de continuidade nos cursos de formação dos professores”.
De acordo com Ana Célia, o texto da lei tem um ponto falho, pois não prevê a exigência do ensino de história e cultura afro-brasileira nas universidades, o que resultaria na formação de novos professores com conhecimento sobre o tema.
“O grande defeito da lei é não abranger os cursos de formação. Isso foi intencional. Eles vetaram o artigo que tornava obrigatório que todo professor de licenciatura passasse por essa formação”, reclamou Ana Célia.
Recentemente a UFBA e outras universidades estaduais e federais acrescentaram disciplinas sobre cultura e história africana ao currículo de seus cursos.

Leia a matéria :  II Seminário Nacional Educadores Evangélicos e a Aplicação da Lei 10.639/03

Leia a matéria :  África e cultura negra aparecem com restrições nos livros didáticos




Leia a matéria completa em: Professores evangélicos impedem ensino da história e cultura africana nas escolas, diz especialista - Geledés 
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*Virginia da rosa

Cotado para o Ministério das Comunicações, Requião defende no Senado a regulação da mídia


requiao_lei_meios.jpgO senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu nesta segunda-feira, 24, no plenário, a regulação da grande mídia nacional, hoje monopolizada por algumas poucas famílias.
Ao discorrer sobre partidarização da mídia nas eleições de 2014, o parlamentar, que é cotado para assumir o Ministério das Comunicações, classificou-a como “hipócrita”:
“Melhor fosse que assumissem limpidamente apoio às candidaturas conservadoras, pelas quais torcem e distorcem. Seria mais digno, mais decente, do que ficarem brandindo indevidamente a bandeira da liberdade de imprensa, cada vez que se aponte a sua nudez, as suas vergonhas expostas.”
Assista ao vídeo:
Para Requião, a mídia monopolista está a serviço de interesses que contrariam a soberania nacional, os direitos dos trabalhadores e o combate à corrupção.
Segundo ele, países com o os Estados Unidos e a Inglaterra adotam legislações que impedem a propriedade cruzada dos meios de comunicação, que tende ao controle da informação por um pequeno grupo de interesses.
Abaixo, leia a íntegra do discurso:
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*BlogEsmael

GILMAR MENDES RECEBEU PROPINA DO MENSALÃO TUCANO !!!







Reportagem da revista CartaCapital faz uma denúncia gravíssima, aonde traz documentos inéditos sobre a contabilidade do chamado “valerioduto tucano”, que ocorreu durante a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. A matéria, assinada pelo repórter Leandro Fortes, mostra que receberam volumosas quantias do esquema, supostamente ilegal, personalidades do mundo político e do judiciário, além de empresas de comunicação, como a Editora Abril, que edita a Revista Veja.

Estão na lista o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal, entre outros. Também aparecem figuras de ponta do processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.

Os documentos, com declarações, planilhas de pagamento e recibos comprobatórios, foram entregues à Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Estão todos com assinatura reconhecida em cartório do empresário Marcos Valério de Souza – que anos mais tarde apareceria como operador de esquema parecido envolvendo o PT, o suposto “mensalão”.

A papelada chegou às mãos da PF por meio do criminalista Dino Miraglia Filho – advogado da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que seria ligada ao esquema e foi assassinada em um flat de Belo Horizonte em agosto de 2000. Segundo a revista, Gilmar Mendes teria recebido R$ 185 mil do esquema. Fernando Henrique Cardoso, em parceria com o filho Paulo Henrique Cardoso, R$ 573 mil. A Editora Abril, quase R$ 50 mil.


Modelo assassinada

Gilmar Ferreira Mendes (Diamantino, 30 de dezembro de 1955) é um ex-advogado, professor, magistrado e jurista brasileiro.

Foi Advogado-Geral da União no Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), sendo empossado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002, por indicação do então Presidente da República do Brasil. Foi presidente do STF de 2008 a 2010. Em 2015 ele se aposenta, e termina sua carreira de forma melancólica, e cercado por denúncias de corrupção, veiculados por diversos meios de comunicação do país.

Em matéria de 2012, Carta Capital veiculou diversas denúncias contra Gilmar Mendes. Nela, Mendes é acusado de sonegação fiscal, de ter viajado em aviões cedidos pelo ex-senador Demóstenes Torres, de intervir em julgamentos em favor de José Serra, de nepotismo, e testemunho falso ao relatar uma chantagem do ex-presidente Lula para que adiasse o processo do Mensalão para depois das eleições municipais de 2012. A revista repercute acusações de certos movimentos sociais[quem?] dele ser o "líder da oposição", de estar destruindo o judiciário e de servir a interesses de grandes proprietários. Mendes porém volta a afirmar não ser o líder da oposição.

No dia 31 de maio de 2012, o PSOL protocolou uma representação na Procuradoria Geral da República contra o ministro Gilmar Mendes questionando a conduta do magistrado em relação às denúncias de que teria sofrido pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar o julgamento do mensalão. A representação se encontra em curso.

Em setembro de 2010, a reportagem da Folha de S. Paulo presenciou uma ligação de José Serra para Gilmar Mendes. Segundo o jornal, José Serra teria ligado para Gilmar Mendes para pedir o adiamento de uma votação sobre a obrigatoriedade de dois documentos para votar (julgamento de ADI pedida pelo Partido dos Trabalhadores). Gilmar Mendes foi acusado de nepotismo por[quem?]. Em março de 2012, a Folha de S. Paulo revelou que a enteada do ministro Gilmar Mendes é assessora do senador Demóstenes Torres. Segundo a Folha, especialistas afirmaram que o caso poderia ser discutido no âmbito da regra antinepotismo porque súmula do STF impede a nomeação para cargos de confiança de parentes de autoridades dentro da "mesma pessoa jurídica".


Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, o parlamentar afirma a Cachoeira ter obtido favores junto ao ministro Gilmar Mendes para levar ao STF uma ação envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg). Considerada a "caixa preta" do governo de Goiás, a Celg estava imersa em dívidas que somavam cerca de R$ 6 bilhões. Segundo reportagem do Estadão, Demóstenes disse a Cachoeira que Gilmar Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor com uma decisão judicial, tendo "trabalhado ao lado do ministro para consegui-lo". O ministro Gilmar Mendes também foi acusado por Carta Maior - O portal da esquerda de ter relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e seu amigo Demóstenes Torres. O ministro porém negou ter viajado em avião de Cachoeira e apresentou documentos que, segundo ele mesmo, desmentem tais acusações.

O ministro foi acusado em abril de 2011 pelo seu ex-sócio e ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho por desfalque e sonegação fiscal. Mendes recebeu, a seu favor, um parecer assinado pelo advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, o qual valida o despejo de Mártires Coelho do cargo de gestor do IDP. O denunciante deu o processo por encerrado em troca da quantia de R$ 8 milhões.

Paulo Lacerda, ex-diretor da Policia Federal e da Abin, envolvido no escândalo dos grampos da Operação Satiagraha, foi acusado por Gilmar Mendes de estar "assessorando" o ex-presidente Lula. Lacerda afirmou que se Mendes de fato disse isso, esta seria uma informação "leviana, irresponsável e mentirosa". A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou solidariedade a Paulo Lacerda. Nem o grampo, nem o áudio do alegado grampo, jamais foram encontrados pela Polícia Federal, que arquivou o inquérito que apurava referidas alegações.

Em 2012 o Estado de São Paulo veiculou a informação de que Gilmar Mendes representou à Polícia Federal para "abertura de investigação contra a Wikipédia" no Brasil, por considerar que o verbete estaria "distorcido", acreditando que não deve haver referência à matéria de Carta Capital. Segundo o Ministro "o verbete deve ser estritamente informativo sobre o biografado, sem absorver avaliações de terceiros ou denúncias jornalísticas".

Em 2010 o Ministro Gilmar Mendes, representado por advogados do IDP, teve o seu pedido de indenização por danos morais contra a revista Carta Capital negado pela juíza Adriana Sachsida Garcia, da 34ª Vara Cível de São Paulo. Segundo a juíza "se os fatos não são mentirosos, não vejo fundamento jurídico para coibir o livre exercício do questionamento e da crítica pela imprensa. Ainda que daí possa decorrer 'efeito colateral' em desfavor do autor."


MAIS
LULA, SECRETÁRIO GERAL DA ONU? 
*Plantão Brasil