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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, abril 10, 2012

Safatle: Escracho
honra o Brasil

 

"... um Judiciário cínico ..." (Foto: Leandro Silva/Sul 21)


O Conversa Afiada republica excelente artigo de Vladimir Safatle

Honrar o país


Aqueles que hoje desafiam a mudez do esquecimento e dizem, em voz alta, onde moram os que entraram pelos escaninhos da ditadura brasileira para torturar, estuprar, assassinar, sequestrar e ocultar cadáveres honram o país.


Quando a ditadura extorquiu uma anistia votada em um Congresso submisso e prenhe de senadores biônicos, ela logo afirmou que se tratava do resultado de um “amplo debate nacional”. Tentava, com isto, esconder que o resultado da votação da Lei da Anistia fora só 206 votos favoráveis (todos da Arena) e 201 contrários (do MDB). Ou seja, os números demonstravam uma peculiar concepção de “debate” no qual o vencedor não negocia, mas simplesmente impõe.


Depois desse engodo, os torturadores acreditaram poder dormir em paz, sem o risco de acordar com os gritos indignados da execração pública e da vergonha. Eles criaram um “vocabulário da desmobilização”, que sempre era pronunciado quando exigências de justiça voltavam a se fazer ouvir.


“Revanchismo”, “luta contra a ameaça comunista”, “guerra contra terroristas” foram palavras repetidas por 30 anos na esperança de que a geração pós-ditadura matasse mais uma vez aqueles que morreram lutando contra o totalitarismo. Matasse com as mãos pesadas do esquecimento.


Mas eis que estes que nasceram depois do fim da ditadura agora vão às ruas para nomear os que tentaram esconder seus crimes na sombra tranquila do anonimato.


Ao recusar o pacto de silêncio e dizer onde moram e trabalham os antigos agentes da ditadura, eles deixam um recado claro. Trata-se de dizer que tais indivíduos podem até escapar do Poder Judiciário, o que não é muito difícil em um país que mostrou, na semana passada, como até quem abusa sexualmente de crianças de 12 anos não é punido. No entanto eles não escaparão do desprezo público.


Esses jovens que apontam o dedo para os agentes da ditadura, dizendo seus nomes nas ruas, honram o país por mostrar de onde vem a verdadeira justiça. Ela não vem de um Executivo tíbio, de um Judiciário cínico e de um Legislativo com cheiro de mercado persa. Ela vem dos que dizem que nada nos fará perdoar aqueles que nem sequer tiveram a dignidade de pedir perdão.


Se o futuro que nos vendem é este em que torturadores andam tranquilamente nas ruas e generais cospem impunemente na história ao chamar seus crimes de “revolução”, então tenhamos a coragem de dizer que esse futuro não é para nós.


Este país não é o nosso país, mas apenas uma monstruosidade que logo receberá o desprezo do resto do mundo. Neste momento, quem honra o verdadeiro Brasil é essa minoria que diz não ao esquecimento. Essa minoria numérica é nossa maioria moral. 

*PHA

segunda-feira, abril 09, 2012

A Grã-Bretanha não consegue desligar o gás.

 

Elgin: nada de faiscas
Tranquilamente ignorada pelos media, desde o passado 25 de Março há uma colossal fuga da plataforma de extracção da Total, a Elgin, no Mar do Norte. Fala-se de 200.000 metros cúbicos de metano por dia: tanto para ter uma ideia, é como se a cada dia desaparecessem no ar 21 prédios de 7 andares cheios de gás.
É uma espécie de Macondo (lembram-se? Golfo do México, Deepwater Horizon, petróleo, BP...), só que desta vez fica no Mar do Norte. Em cima é possível observar a fotografia aos infravermelhos publicada pelo diário Daily Mail: uma nuvem  cor de rosa ao redor da plataforma. Muito bonito, não fosse que a nuvem é gás.
Soluções? Ahiahiahi, este é uma nota doente, aliás, melhor não falar do assunto. Deixemos que o gás possa fugir alegremente e entretanto tentemos não fazer faiscas.
Pois o gás é inflamável.
E a poluição? Ah, pois, haveria também o discurso da poluição. Mas neste caso a solução é mais simples: é só não falar do assunto. Nada de notícias, nada de poluição. Ao ponto que as únicas notícias chegam de Greenpeace.
Ninguém ainda tem analisado ​​o ar em redor da Elgin: apenas um navio de Greenpeace recolheu amostras na zona de fronteira (duas milhas) além da qual é proibido aproximar-se. Resultados esperados depois da Páscoa.
As condições do mar que fica debaixo da nuvem de metano? Não recebidas. O gás que escapa propaga-se no ar, não na água, mas mesmo assim há trocas gasosas entre a atmosfera e o líquido.
O navio de Greenpeace tem observado uma película oleosa sobre a água, a Total diz que não há crise, ora essa, é só o gás condensado e geralmente um pouco de petróleo está sempre presente nas explorações de gás. É poluição "normal", é tudo regular.
Por enquanto só sabemos o que Greenpeace relata: mau cheiro, o que é esquisito pois o metano em si é inodoro. O que usamos em casa é adicionado com substâncias que permitem aperceber-se do perigo em caso de fugas.
E que tal travar a fuga?
Ehhh, pois, dito assim parece simples, não é?
Pela primeira vez em 12 dias, um grupo de peritos voltou para a plataforma Elgin para inspeccionar o complexo e identificar as peças que ainda podem ser usadas em segurança: o objectivo é enviar pessoal qualificado a bordo para tentar fechar o poço com a bombagem da lama pesada. Não foram divulgados os resultados da inspecção.
Caso a ideia da lama não seja aplicável, a Total terá que proceder como já aconteceu no Golfo do México: um relief well, um poço de socorro, para tapar o poço principal com uma tampa permanente. Estimativa do tempo necessário para executar a operação: seis meses. Entretanto: nada de faiscas.
A Reuters publicou uma entrevista com os peritos e consultores anónimos que trabalham pelas empresas envolvidas na extracção de gás em águas britânicas. Como regra geral, as entrevistas anónimas são mesmo antipáticas, mas a verdade é que ninguém está disposto a dar a cara, pena ficar sem trabalho ou algo pior.
Então vamos com o resumo das entrevistas: há cada vez menos gás nas explorações britânicas do Mar do Norte, então é preciso atingir profundidades cada vez maiores. O que significa mais pressão. O que significa tudo mais difícil e arriscado. Como no caso da Elgin .
Simultaneamente, o preço do gás natural diminuiu, pelo que as empresas devem reduzir os custos. E quais os primeiros custos que são cortados? Manutenção e segurança. O que cria uma situação explosiva. Literalmente.
Dados
Para acabar, alguns dados acerca da plataforma Elgin.
A plataforma fica localizada no Mar do Norte, 240 quilómetros ao largo de Aberdeen (Escócia), e opera no campo de petróleo e gás conhecido como Elgin-Franklin.
De propriedade da Total, acomoda uma tripulação de 97 pessoas.
É uma plataforma HP/HT, isso é, Alta Pressão e Alta Temperatura, trabalha com profundidades de 5.500 metros com uma pressão máxima de 1.100 bar.
A Total afirma que a Elgin é uma das maiores plataformas do mundo, com uma capacidade máxima de 15,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Estreada em 2001, tem uma vida útil de mais de 20 anos.
Se não explodir antes.
Ipse dixit.
Imagens: Daily Mail
*Gilsonsampaio

Zeitgeist - Official Release (Portuguese)

O Homem que engarrafava Nuvens completo

O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS" (2008) é sobre o advogado, político, instrumentista, poeta e compositor HUMBERTO TEIXEIRA.
VISITE O LINK: http://ohomemqueengarrafavanuvens.blogspot.com/

Quando as pessoas pensam em música brasileira, pensam em samba e bossa nova. Entre esses dois ritmos há uma década esquecida. Um período em que um ritmo nordestino foi levado ao sul, tomou o país como um furacão, e logo se espalhou pelo mundo.

É o mais excitante e autêntico de todos os sons brasileiros. BAIÃO.
Dirigido por Lírio Ferreira, o premiado diretor de "Árido Movie", "Cartola" e "Baile Perfumado", esse documentário -- musical conta a história de Humberto Teixeira, o "Doutor do Baião", o compositor por trás de clássicos como Asa Branca, uma das canções mais populares do Brasil.

O filme é não só uma celebração de genialidade poética e musical de Teixeira, mas também uma jornada de descoberta, do sertão, do baião, da cultura e da história do Brasil.

O Baião é Ótimo !!!
A surpreendente história de Humberto Teixeira "O Doutor do Baião" está encantando o público e a crítica. Uma série de matérias especiais sobre o filme O Homem que Engarrafava Nuvens foram publicadas na imprensa antes e depois da estréia no dia 15 de janeiro. Importantes críticos de cinema e jornalistas têm sido unânimes ao ressaltar a qualidade do documentário que está cotado como ótimo e recomendado para a maioria dos jornais.

Forró!

2ª Marcha Pelo Estado Laico (2012)

Proteja o Estado Laico. Em todo o Brasil.


SÃO PAULO
14 de abril de 2012 (sábado), às 12h00 no vão do MASP
+ informações: https://www.facebook.com/events/325719334131899/

BELO HORIZONTE
26 de abril de 2012 (quinta)
+ informações: https://www.facebook.com/events/398916353470445/

RIO DE JANEIRO
14 de maio de 2012 (segunda)
+ informações: https://www.facebook.com/events/367994129886906/
*comtextolivre
Por uma infância livre de consumISMO




A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a esporte e vida saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?
Para completar ,  a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância.  À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!
Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles, basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.
O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entituladoINFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens  relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.
E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?
Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil, dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.
Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR  esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade.  E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.  
*mariadapenhaneles

Nassif coloca capa da revista Veja sob suspeita

                      Nassif coloca capa da revista Veja sob suspeita

Blogueiro, que já foi atacado pela revista e se vingou com dossiê Veja, faz interessante conexão a partir dos grampos de Cachoeira; o bicheiro tinha interesse em construir escolas de baixo custo seguindo um modelo chinês e alugá-las para o governo; logo depois, Veja fez capa em que tratou do assunto
Não são poucas nem raras as conexões entre a revista Veja e o bicheiro Carlos Cachoeira. O contraventor produziu o vídeo sobre Maurício Marinho, que deu origem à CPI dos Correios, em 2005, foi auxiliado pela revista quando era alvo de uma CPI do jogo no Rio de Janeiro e, ao que tudo indica, também filmou as cenas do Hotel Naoum, em Brasília, que deram origem a uma capa recente da publicação, sobre encontros do ex-ministro José Dirceu com autoridades como o ex-ministro Fernando Pimentel e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Em todos esses casos, a revista terá sempre o mesmo argumento para defender a parceria: os filmes, ainda que ilegais, teriam permitido desbaratar quadrilhas, filmar corruptos e economizar alguns milhões para a União, como diria o blogueiro Reinaldo Azevedo. No entanto, neste domingo, o jornalista Luís Nassif – que já foi atacado por Veja, na já extinta coluna de Diogo Mainardi, e também contra-atacou escrevendo um dossiê sobre a publicação – fez uma interessante conexão entre uma reportagem da revista e a defesa de interesses privados de Cachoeira na área de educação.
O ponto de partida foi uma reportagem do portal G1, das Organizações Globo, que revelou tentáculos do grupo de Cachoeira até na Secretaria de Educação de Goiás. O secretário do governo Marconi Perillo, Thiago Peixoto, teria repassado ao bicheiro um modelo de escolas chinesas que poderia ser implantado em Goiás. Seriam escolas de baixíssimo custo, mas também muito eficientes, que seriam construídas pela iniciativa privada e alugadas ao Estado – ressalte-se que Cachoeira, ao que tudo indica, era também sócio oculto da construtora Delta em Goiás.
Além deste fato, Nassif resgatou um grampo entre Cachoeira e o araponga Jairo Martins, que foi publicado pela própria revista Veja há duas semanas, para isentar seu diretor Policarpo Júnior, interlocutor frequente da dupla. É o grampo em que Cachoeira diz que “Policarpo nunca vai ser nosso” e que foi publicado, de forma incompleta, por Veja.
A conversa inteira é a que segue:
Cachoeira: Certamente, rapaz. Nós temos de ter jornalista na mão, Jairo. O Policarpo nunca vai ser nosso. A gente vai estar sempre trabalhando para ele e ele nunca traz um negócio. (a partir de agora entram os trechos não publicados por Veja há duas semanas) Por exemplo, eu quero que ele faça uma reportagem de um cara que está matando a pau aqui, eu quero que eles façam uma reportagem da educação, sabe, de um puta projeto de educação aqui. Pra você ver: ontem ele falou pra mim que vai fazer a reportagem, mas acabando esse trem aí ele pega e esquece de novo. Quer dizer, não tem o troco sabe.”
Fazendo a tradução, “esse trem aí” é provavelmente o filme do Hotel Naoum, cuja capa foi publicada em outubro de 2011. O “puta projeto” era a importação do modelo chinês de construção de escolas. E o “troco” talvez seja a capa de Veja chamada “A arma secreta da China”, que tratava da “educação em massa”.
Uma reportagem feita por Gustavo Ioschpe, especialista da revista Veja em educação, que foi à China conhecer o modelo das escolas. Num dos trechos, ele destacou o modelo de construção. “Os prédios são parecidos com os de muitas escolas brasileiras, ainda que um pouco mais verticalizados. São escolas grandes, a maioria com mais de mil alunos (...) em algumas, cada série ocupava um andar. Essa organização do espaço é relevante. Pois em cada andar há uma sala de professores...”

Será que este modelo seria replicado em Goiás? Construído por Cachoeira, implantado por Perillo e exaltado por Veja? Com informações de Brasil 247
*oterrordonordeste

7 Graves Decisões sobre a Verdade e a Ditadura


Dia 12 de abril, quinta-feira, 13h30

Ato Público pelo Dia do Direito à Justiça no STF em Brasília.

CONVOCAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal julgará na próxima quinta-feira, dia 12 de abril, a ação da OAB sobre o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA no caso Araguaia. Na mesma ação decidirão se os crimes de desaparecimentos políticos estão abrigados pela lei de anistia e ficarão impunes.

Este julgamento tem caráter DEFINITIVO e, caso indeferido, NUNCA MAIS nenhuma ação judicial poderá ser aberta no Brasil sobre os crimes da ditadura!

Teremos pelo menos SETE GRAVES CONSEQUÊNCIAS para todo o povo brasileiro:

1) O Ministério Público Federal ficará impedido de abrir ações de investigação sobre os crimes da ditadura no Brasil;

2) O Direito à Verdade ficará prejudicado, pois sua efetividade depende da complementaridade entre as ações dos tribunais e da Comissão da Verdade, como a experiência internacional demonstra;

3) Caso os militares convocados pela Comissão da Verdade fiquem em silêncio, não poderão ser convocados pela Justiça;

4) O Brasil se tornará o paraíso oficial dos ditadores e torturadores do mundo,  pois nossa legislação os protegerá da extradição por crimes que não admitem punição pela lei brasileira;

5) Teremos uma democracia incompleta, pois se reconhecerá que acordos políticos firmados pelos generais há mais de 30 anos restrinjam ainda hoje os direitos humanos dos brasileiros;

6)  O Sistema Internacional de Proteção aos Direitos Humanos será enfraquecido e seremos o único país do continente que não cumprirá a determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA de anular as leis de anistia das ditaduras;

7) Mais uma vez, em nossa história, os criminosos ganharão a impunidade.

O judiciário brasileiro no passado cumpriu um vergonhoso papel ao promover a criminalizarão dos que se opunham à ditadura, segundo a Doutrina e a Lei de Segurança Nacional.

O judiciário aderiu à ‘legalidade autoritária’ do regime militar, negou o habeas corpus, condenou opositores a prisões que eram verdadeiros centros de tortura e morte.

O Congresso Nacional aprovou a lei da Comissão da Verdade.

O Poder Executivo tem promovido reparação e as políticas de memória.

É a hora de o Poder Judiciário sair dos palácios de mármore, ouvir o povo e os jovens e respeitar o Direito à Verdade e à Justiça!

Não à impunidade dos torturadores da ditadura militar!

Pela punição aos crimes de lesa-humanidade, imprescritíveis!

Pela abertura das ações criminais pelo Ministério Público!

Jair Krischke – Presidente
Movimento de Justiça  e Direitos Humanos


Porto Alegre, RS

*esquerdopata

É

Moderno é ser honesto
Chique é ser solidário
Elegante é ser grato
Belo é ser caridoso
Riqueza é ser Feliz
O resto é inversão de valores.
 
*Briguilino