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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, novembro 09, 2014

    El Gobierno israelí asesinó a más de 2 mil 100 palestinos en los recientes bombardeos contra la Franja de Gaza. (Foto: independent.co.uk)

    El Gobierno israelí asesinó a más de 2 mil 100 palestinos en los recientes bombardeos contra la Franja de Gaza. (Foto: independent.co.uk)

    La máxima autoridad de Israel, Benjamin Netanyahu, amenazó con castigar con severidad a cualquier persona que proteste y pida reconocer a Palestina como Estado.
    El primer ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, amenazó este sábado que su Gobierno castigará o revocará la ciudadanía a cualquier persona que pida el establecimiento de un Estado Palestino. "Cualquiera que no respete la ley israelí será castigado con la mayor severidad”, indicó en un comunicado de tres líneas.
    "Actuaremos contra aquellos que lancen piedras, bloqueen carreteras o llamen al establecimiento de un estado palestino en el lugar en el que está el estado de Israel", señaló el comunicado,
    Netanyahu también instruyó al ministerio de Interior para que "revoque la ciudadanía de aquellos que pidan la destrucción del estado de Israel".
    En contexto:
    La última ofensiva israelí de 50 días contra la Franja de Gaza denominada “Borde Protector”, el Gobierno israelí asesinó a más de 2 mil 100 palestinos, en su gran mayoría civiles, de los cuales 500 fueron niños. Unas 18 mil viviendas fueron destruidas por los continuos bombardeos y más de 100 mil personas quedaron sin hogar.
    135 países reconocen a Palestina
    El secretario general de la Liga Árabe, Nabil al Arabi recordó el pasado 6 de noviembre que hasta ahora un total de 135 países han reconocido a Palestina como un Estado y destacó que los socios de la UE defienden la aplicación del Derecho Internacional.
    El pasado 30 de octubre, Suecia reconoció a Palestina como estado, por lo que autoridades árabes instaron a países de la Unión Europea (UE) a seguir el mismo ejemplo.
    UE apoya al Estado palestino
    La alta responsable de Política Exterior y Seguridad de la Unión Europea (UE), Federica Mogherini, pidió este sábado el reconocimiento de un Estado palestino independiente durante su primera visita a Gaza (este) y advirtió que el mundo no soportará una nueva guerra en la zona.
    *FlaviaLeitão

    Em depoimento na PF, auxiliar de doleiro aponta Álvaro Dias como beneficiário de propina do esquema Petrobras


    Fabiano Portilho
     
    Álvaro Dias e Aécio NevesÁlvaro Dias e Aécio Neves
    Segundo o auxiliar do doleiro Alberto Youssef, o empresário Leonardo Meirelles, que prestou depoimento à Justiça federal nesta segunda-feira 20; segundo ele, além do senador Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, falecido em março desse ano, outros tucanos se beneficiaram da propina de contratos da Petrobras; impedido pelo juiz Sergio Moro de citar nomes, ele deu uma dica: um dos parlamentares seria da mesma região de Youssef, que nasceu em Londrina, no Paraná.
    O senador Álvaro Dias é de Maringá (PR), mas estudou em Londrina, trabalhou em rádios de Londrina, foi candidato a prefeito em Londrina, vota em Londrina, e fez toda sua carreira política em Londrina. A distância em linha reta entre Maringá e Londrina (ambas no Paraná) é 79.53 km, mas a distância de condução é 100 km. Ou seja o único parlamentar que teve envolvimento com o doleiro em 1998, e em 2002 recebeu R$ 780 mil da empreiteira UTC para sua campanha, e em 2009 encabeçando juntamente com o presidente Sérgio Guerra a CPI da Petrobras, que logo depois foi esvaziada após o pagamento de R$ 10 milhões em propina, segundo declarado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Todas essas pistas, leva ao impoluto, nobre senador e autor da CPI da Petrobras versão 2014...

    Ligações do doleiro com o senador Álvaro Dias é antiga

    O Doleiro Alberto Youssef já havia fretado jatos para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em 1998; e, pasme, o serviço foi pago com recursos desviados da prefeitura de Maringá, em 1998, uma investigação na prefeitura de Maringá descobriu que recursos do município foram usados para pagar jatos usados pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em sua campanha. O responsável pelo fretamento era justamente Youssef o doleiro preso.
    De acordo com a Procuradoria, cheques emitidos pela prefeitura tucana foram parar em contas de políticos, empresários, doleiros, laranjas e até religiosos. O rastreamento das contas já detectou cerca de 10 mil cheques para fins supostamente ilegais emitidos somente na gestão do prefeito Jairo Gianoto (ex-PSDB), somente em uma das contas a Procuradoria já apurou que houve um desfalque de cerca de R$ 30 milhões pelos tucanos. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Paraná já havia apontado que outros R$ 74 milhões foram desviados da prefeitura entre 1993 e 2000.
    A Promotoria ainda não tem idéia sobre o total do dinheiro desviado pelos tucanos dos cofres públicos de Maringá. O montante agora está em mais de R$ 100 milhões -quase o Orçamento anual da cidade, em torno de R$ 110 milhões.O promotor José Aparecido Cruz acredita que, do dinheiro desviado, cerca de 30% permaneceram no Paraná, em contas particulares dos envolvidos. O restante foi para outros Estados e há indícios de que uma parte teria sido desviada para contas no exterior, provavelmente na Europa e corrupção, no depoimento, o ex-secretário da Fazenda de Maringá Luís Antônio Paolicchi afirmou que campanhas de políticos do Paraná como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB) foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.
    Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante sua campanha ao Senado.
    “O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador tucano. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.

    UTC empresa investigada nos pagamentos de propina na Petrobras, financiou Álvaro Dias em 2002

    *http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/exclusivo-auxiliar-de-doleiro-aponta-alvaro-dias-como-beneficiario-de-propina?fb_action_ids=383975731757418&fb_action_types=og.likes&action_object_map={"383975731757418":797331053642484}&action_type_map={"383975731757418":"og.likes"}&action_ref_map={"383975731757418":".VEhk0O3xC7p.like"}#.VF57uHsp-c3.twitter

    *obviamente

    sábado, novembro 08, 2014

    Brasil inaugura primeira refinaria de petróleo construída no Brasil em 40 anos. Mídia, baba ovo

    Refinaria Abreu Lima entra em operação, mas grande imprensa esconde a boa nova

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    Enquanto a mídia se perde em comentários superficiais sobre o próximo aumento da gasolina, nenhum destaque foi dado à entrada em operação da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco.
    Foto: Acervo Petrobrás
    Por Emanuel Cancella*
    Trata-se da primeira refinaria construída no Brasil nos últimos 40 anos. A licença ambiental foi liberada em 3 de novembro. Nos próximos meses a previsão é de que estará abastecendo cerca de 20% das necessidades de óleo diesel do país. O Brasil hoje importa 10 bilhões de litros de óleo diesel.
    Com sua indecente parcialidade, a “grande imprensa” está tentando esconder essa importante conquista. A construção das novas refinarias, em andamento, permitirá ao Brasil reduzir a importação de óleo e gasolina, com impacto direto no preço final desses produtos.
    A atitude dos jornalões, revistas e canais de TV controlados por meia dúzia de famílias lembra a polêmica declaração do ex-ministro da Fazenda no governo FHC, Rubens Ricupero. Flagrado nos bastidores por um microfone aberto, durante entrevista ao jornalista Carlos Monford, da TV Globo, Ricupero soltou essa: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.
    Quanto o assunto é a Petrobrás, o que essa imprensa vergonhosamente partidarizada faz é exatamente o contrário: divulga e até inventa o que é ruim e “varre para baixo do tapete” – teria sido essa a expressão usada por Ricupero, na época – tudo o que companhia faz de bom.  Em breve estarão em operação as refinarias do Ceará, do Maranhão e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, no Estado do Rio de Janeiro.
    A conta-petróleo é um dos empecilhos para o crescimento do PIB. Com o aumento do consumo nos últimos anos, o país teve que importar gasolina. A Petrobrás acabou comprando mais caro e repassando o produto para o mercado interno com subsídio, gerando déficit. A construção das refinarias livrará o Brasil da dependência das importações.
    Sendo o governo acionista majoritário da Petrobrás, a presidente Dilma justificou essa dicotomia - comprar mais caro e vender mais barato para o público interno – com base em dois argumentos: 1) Não onerar o consumidor; 2) Controlar a inflação.
    Aliás, quem empurrou o Brasil para maior dependência da importação de derivados do petróleo foram os governos Fernando Collor e Fernando Henrique, ao sucatearem e privatizarem a nossa indústria petroquímica, antes controlada pelo capital nacional. Os governos Lula e Dilma tentam reverter isso. Com a construção das refinarias e reerguendo o setor petroquímico, o Brasil está mudando. Para melhor.
    *Emanuel Cancella é diretor do Sindicato  dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)
    Fonte: Agência Petroleira de Notícias

    Mesmo proibido, 271 parlamentares são sócios de veículos de comunicação

    Até 2012, 260 concessionários de rádio e TV estavam nas mãos de 
    políticos em cargos eletivos
    • Apesar da proibição Constitucional, atualmente no Congresso Nacional existem 271 políticos sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação. É o que aponta levantamento feito pelo Projeto Donos da Mídia e debatido pelo Fórum Nacional pela Democratização (FNDC).

    O artigo 54 da Constituição Federal não poderia ser mais claro: é proibido a todo e qualquer ocupante de cargo eletivo ser diretor ou proprietário de canais de comunicação, como jornais impressos, rádios e TV. E o Artigo 55 pune com a perda do mandato quem descumprir o artigo anterior. Mas, no Congresso Nacional, existe uma bancada bem estabelecida do baronato da mídia nacional ou, indiretamente, financiada por ela. Ao todo, 271 políticos são sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação.

    Segundo o Secretário Executivo do FNDC, Pedro Rafael Vilela, até 2012, havia 260 concessionários de rádio e TV nas mãos de políticos em cargos eletivos.

    Desde 2013 o FNDC trabalha para coletar 1,3 milhão de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular para impedir, de fato, a propriedade de veículos de comunicação a parlamentares.

    A preocupação do FNDC é, também, o processo de democratização da produção e consumo do conteúdo veiculado. “Das seis maiores redes de comunicação do País, cinco estão em São Paulo e uma no Rio de janeiro”, explica Vilela. Segundo ele, o que está em jogo é a representação da pluralidade cultural brasileira, que não se enxerga na produção da mídia hegemônica.

    Titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, o deputado Emiliano José (PT-BA) garante que a comissão nunca tratou do assunto sobre parlamentares proprietários de veículos de comunicação. Segundo ele, candidatos assim levam vantagem por poder controlar o conteúdo do noticiário. “Isso é antidemocrático, empobrece o debate e exclui a sociedade do acesso ao direito à comunicação”, diz o deputado. Para Emiliano, o caminho para se chegar à regulação da mídia passa pela reforma política do sistema eleitoral.

    Para um outro integrante da mesma Comissão, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), nem o cumprimento do Artigo 54 e nem a regulação da mídia vão acontecer “porque isso deriva do fato de muitos parlamentares serem donos de veículos de comunicação”.

    Regulação da mídia no Congresso

    Bittar acredita que o rompimento da limitação dos avanços rumo a uma regulação democrática da mídia imposta por parlamentares proprietários de veículos de comunicação virá por meio de uma ação coordenada entre o Executivo e a sociedade organizada. “Dilma deve promover um amplo e aprofundado debate sobre importância para a democratização e para vedar, terminantemente, a propriedade de veículos de comunicação por políticos”, afirma.

    O deputado viveu as dificuldades de democratizar a comunicação no Brasil quando, em 2007, foi relator da reforma da tevê por assinatura. Ele apresentou uma proposta para destinar 30% dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual Brasileiro para produções independentes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Isso paralisou a reforma e as discussões duraram até 2011, quanto a reforma foi aprovada”, conta Bittar.

    Ainda assim, a sociedade tem se organizado e avançado nas discussões. Entre os dias 13 e 24 de outubro ocorreu a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, organizada pelo FNDC e por mais de 300 entidades filiadas.
    *comtextolivre

    UNÂNIME, OAB PEDE AO CNJ QUE INVESTIGUE BARBOSA

     Brasil247
    Edição/247 Fotos: Folhapress/ABr/Reprodução:
    O documento aprovado por todos os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil, presidida por Marcus Vinícius Furtado Coelho, é ainda mais grave do que uma moção de repúdio a Joaquim Barbosa; a OAB, que liderou movimentos históricos, como o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, cobra do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal; estopim da crise foi a decisão de Barbosa de substituir o juiz responsável pela execução das penas dos condenados na Ação Penal 470; saiu Ademar Vasconcelos, entrou Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB no Distrito Federal; decisão responde a uma cobrança feita, nesta tarde, no 247, pelo criminalista e ex-presidente da entidade José Roberto Batochio
    25 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 18:50
    247 - Acaba de ser aprovada, por unanimidade, pela Ordem dos Advogados do Brasil, uma decisão que ainda é ainda mais grave do que uma simples moção de repúdio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. A OAB irá cobrar do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a troca do juiz responsável pela execução das penas do chamado "mensalão".
    Após pressões de Joaquim Barbosa, repudiadas por juristas e advogados, o juiz titular da Vara de Execuções Penais, Ademar Vasconcelos, foi substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. A decisão fere direitos da magistratura e também dos réus.
    A decisão causou espanto na magistratura. "Eu espero que não esteja havendo politização, porque não vamos permitir a quebra de um princípio fundamental, que é uma garantia do cidadão, do juiz natural, independentemente de quem seja o réu", afirmou João Ricardo dos Santos Costa, presidente eleito da Associação dos Magistrados do Brasil. Segundo o jurista Claudio Lembo, já existem razões objetivas para o impeachment de Joaquim Barbosa. Os juristas Dalmo de Abreu Dallari e Celso Bandeira de Mello publicaram um manifesto em que defendem uma reação do Supremo Tribunal Federal, para que a corte não se torne refém de seu presidente.
    A OAB agiu em resposta a uma cobrança pública feita no início desta tarde por um ex-presidente da entidade, José Roberto Batochio, em reportagem publicada no 247.  "Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados", disse Batochio.
    Pela primeira vez na história, o Conselho Nacional de Justiça receberá um pedido de investigação contra um ato de seu próprio presidente, uma vez que Joaquim Barbosa, como chefe do STF, acumula também o comando do CNJ.
    Leia abaixo a nota:
    segunda-feira, 25 de novembro de 2013 às 18h23
    Salvador (BA) - O Conselho Pleno da OAB aprovou por aclamação o envio pela diretoria da entidade, de ofício requerendo a análise do Conselho nacional de Justiça (CNJ), sobre a regularidade da substituição de magistrado da Vara de Execuções Criminais. A decisão do Pleno foi motivada pela recente substituição do juiz responsável pela execução das penas da AP 470.
    Leia, abaixo, reportagem anterior sobre a cobrança feita por José Roberto Batochio:
    BATOCHIO: "SILÊNCIO DA OAB JÁ FOI ALÉM DO RAZOÁVEL"
    Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, o criminalista José Roberto Batochio cobra uma postura mais firme do atual presidente da entidade, Marcus Vinícius Furtado Coelho, em relação aos abusos cometidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e faz até uma piada: "se o chefe do Poder Judiciário pode escolher um juiz fora dos parâmetros legais porque acha que ele será mais rigoroso do que o juiz natural, deveria ser dado aos réus o direito de também escolher o juiz pelo qual querem ser julgados"; Batochio aponta "heterodoxia" no caso e critica a postura da OAB; polêmica recente diz respeito à escolha feita por Barbosa do juiz Bruno Ribeiro para tocar as prisões da Ação Penal 470
    25 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 14:34
    247 - O criminalista José Roberto Batochio, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, cobra da própria OAB uma atitude mais firme diante dos desmandos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Segundo ele, o sistema judiciário brasileiro tem dado exemplos recorrentes de "heterodoxia" na Ação Penal 470. Batochio afirma ainda que "o silêncio da OAB já foi além do razoável".
    A polêmica mais recente diz respeito à determinação feita por Joaquim Barbosa para que o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, que conduzia as prisões da Ação Penal 470, fosse substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. Em relação ao caso, Batochio faz até uma piada. "Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados", afirma.
    A decisão, segundo Batochio, desrespeita a magistratura como um todo, uma vez que os juízes têm vários direitos assegurados, e também a defesa – uma vez que todo réu tem direito ao chamado juiz natural.
    Não custa lembrar que Barbosa tentou minar a atuação de Ademar Vasconcelos antes mesmo das prisões, uma vez que, dez dias atrás, já havia mandado as ordens de prisão para Bruno Ribeiro, que estava de férias – e não para o juiz natural.
    *GilsonSampaio

    Ferrovia Norte-Sul é a obra do século, classifica diretor da Porto Seco Centro-Oeste

    Contra a onda conservadora, Haddad ativa Conselho da População Nordestina


    Haddad entrou na roda de capoeira no bairro Cidade Ademar

    Contra a onda conservadora, Haddad ativa Conselho da População Nordestina

    O órgão visa contar com a participação popular para discutir políticas de inclusão e contra a intolerância; anúncio foi feito pelo secretário municipal de Direitos Humanos durante ato em repúdio a manifestações preconceituosas, realizado na Câmara dos Vereadores 
    Por Redação 
    Diante do ódio contra nordestinos que passou a ser disseminado, principalmente depois da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o prefeito Fernando Haddad (PT), decidiu colocar em funcionamento o Conselho Municipal da População Nordestina.
    O órgão existe desde 2011 mas nunca foi colocado em prática. Formado por representantes do governo e da sociedade civil, o Conselho busca a defesa dos direitos dos nordestinos e sua plena inserção na vida social, econômica, política e cultural da cidade.
    O anúncio foi feito em primeira mão nesta sexta-feira (7) pelo secretário municipal de Direitos Humanos  Rogério Sottili.
    “Iniciaremos os trabalhos para ativação do Conselho Municipal da Pessoa Nordestina (criado em 2011, mas nunca ativado). A nossa resposta a essas manifestações é pela ação política: vem com mais políticas públicas de valorização das populações vulneráveis e com mais participação social!”, escreveu Sottili em seu Facebook.
    O Conselho deve começar a funcionar já no início de 2015.
    A notícia foi dada enquanto participava justamente do ato “Somos todos brasileiros, somos todas brasileiras – a favor da Democracia”, em repúdio a manifestações preconceituosas, na Câmara dos Vereadores. O evento, organizado por lideranças do PT, foi motivado principalmente para fazer frente às declarações separatistas do deputado estadual eleito Coronel Telhada (PSDB) e contra episódios de intolerância dentro da própria Câmara.

    obviamente um circo do rei momo de sempre

    Dilma, a regulação dos oligopólios de mídia e as meninas do Jô


    Atualizado com o vídeo de Jô e suas "meninas"
    Ontem Dilma Rousseff comprovou que sua melhor performance é nas entrevistas coletivas e/ou conversas informais. Sobressai, ai, a prosa inteligente, espirituosa e os raciocínios claros - em contraposição aos debates, onde a tensão por vezes atrapalha a explanação das ideias.
    Dois aspectos da coletiva de ontem.
    O primeiro, a economia e a questão fiscal.
    Nos jornais de hoje, alguns articulistas alegam que Dilma passou a tomar medidas de ajuste que negara na campanha. Não é verdade. Na campanha, a discussão foi entre medidas draconianas (propostas por Eduardo Gianetti, pela Marina, e Arminio Fraga, por Aécio) e ajuste gradual (defendido por Dilma). O reajuste moderado dos combustíveis - ajudado em parte pela queda dos preços internacionais de petróleo - é ajuste gradual. Na entrevista, Dilma reafirmou seu compromisso com o gradualismo.
    O segundo ponto, foi a questão da regulação econômica da mídia.
    A segurança com que entrou no tema, a explicitação das diferenças entre ajuste econômico e controle de conteúdo, marca uma nova etapa do tema. E mostra uma presidente afirmativa como não se viu no primeiro governo, sem receio de arrostar os tabus.
    Aliás, foi certeira ao ironizar a composição "bolivariana" do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), fórum que junta desde lideranças de movimentos sociais a banqueiros.
    O caso da mídia
    Ontem coloquei no Blog um vídeo surpreendente do último programa de Jô Soares e suas "meninas". Infelizmente não entrou o som.
    Conforme expliquei na série "O caso de Veja", em 2006, Jô foi o primeiro comunicador a perceber a nova onda do mercado de opinião, de explorar a suposta superioridade social e intelectual da classe média internacionalizada contra os "cucarachos".
    Explorou pioneiramente o tema, foi seguido por Arnaldo Jabor, depois abriram-se as porteiras e o terreiro foi invadido por pitbulls de todos os tamanhos.
    No programa, as "meninas" começaram a explorar o preconceito, seguindo a receita habitual, quando foram interrompidas por Jô, com palavras sensatas. Falou do ridículo de comparar o Brasil com a Bolívia, do ridículo de julgar que no atual estágio de desenvolvimento poder ser controlado por um regime chavista.
    A posição de Jô surpreendeu suas "meninas". Com olhar atilado dos grandes pensadores, uma delas soltou essa pérola: "Será mesmo, Jô? Deus te ouça". Em seguida, uma crítica acerba ao PSDB, pelo fato de muitos de seus integrantes terem avalizado os manifestos da ultra-direita.
    Quando se pensava que Jô já encerrara a aula, veio a segunda lição, mais surpreendente ainda: uma defesa eloquente de Evo Morales. Disse que Morales é um índio que fez muito por seu povo e acabou atacado por uma elite insensível.
    Pode ter sido apenas um pequeno clarão no padrão Globo de show bizz. Ou não.
    *CGN

    Cúpula das Américas: Cuba plebiscitada, Estados Unidos isolados



    Por Salim Lamrani  no Opera Mundi 

    Pela primeira vez na história, a próxima Cúpula das Américas, que acontecerá em maio de 2015, no Panamá, poderá contar com a presença de Cuba, vítima de ostracismo por parte dos Estados Unidos desde o triunfo da Revolução em 1959. 

    Com a expulsão da OEA (Organização dos Estados Americanos) em 1962, Havana não pôde participar das edições anteriores, de 1994, 1998, 2001, 2005, 2009 e 2012. Esse sétimo encontro, que agrupa os 34 países membros da OEA a cada três ou quatro anos, sucede a Cúpula de Cartagena, na Colômbia, de abril de 2012, na qual virulentos debates opuseram os Estados Unidos (apoiados pelo Canadá) aos demais Estados, que não aceitavam a ausência de Cuba. As nações do continente decidiram, por unanimidade, que novas reuniões não poderiam acontecer sem a presença do governo de Havana, isolando, assim, Washington.

    Durante décadas, Cuba esteve isolada pelas pressões da Casa Branca. Assim, em 1962, todas as nações romperam suas relações com Havana, com a notável exceção do México. Hoje, todos os países da América têm relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba, menos os Estados Unidos.

    Washington multiplicou a pressão sobre o Panamá para que Cuba não fosse convidada em 2014. Além das intensas negociações diplomáticas diretas, os Estados Unidos emitiram várias declarações públicas se opondo à participação de Havana na próxima Cúpula das Américas. O Departamento de Estado, mediante sua secretária de Estado para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, reiterou sua oposição à presença da ilha.[1]

    Juan Carlos Varela, o presidente do Panamá, não cedeu às pressões estadunidenses e reafirmou a vontade de acolher Cuba. “A América é um só continente, inclui Cuba e é necessário ser respeitoso neste sentido." A chanceler Isabel de Saint Malo disse ao secretário de Estados dos EUA, John Kerry, em visita a Washington que “todos os países devem estar presentes. [...] Temos de buscar o que nos une e deixar por alguns dias qualquer divisão política para enfrentar desafios em conjunto. A participação de Cuba é importante porque poderia contribuir muito para o debate de situações políticas. Por exemplo, as negociações de pacificação da Colômbia acontecem em Havana”.[2]

    O Panamá, inclusive, mandou a Cuba Isabel de Saint Malo, vice-presidente da República e também chanceler, para estender o convite ao presidente Raúl Castro.[3] “A família americana estaria incompleta sem Cuba. O Panamá manifestou como anfitrião que quer contar com todos os países. Se a Cúpula é das Américas e Cuba é um país membro das Américas, para que esteja completa a participação é necessária a presença de Cuba. Se você convida uma família para uma refeição e deixa um membro de fora, a família não está completa”, declarou Isabel de Saint Malo. Por sua vez, Martin Torrijos, presidente do Panamá entre 2004 e 2009, celebrou o “triunfo coletivo” da América Latina, que soube resistir às pressões provenientes do Norte.[4]

    Até Miguel Insulza, secretário-geral da muito dócil OEA (Organização dos Estados Americanos), declarou seu desejo de ver Cuba na Cúpula: “não há nenhum motivo legal” que impeça a participação de Havana. Insulza lembrou que era tempo de os Estados Unidos “tentarem outra coisa”, depois de meio século de política hostil à ilha do Caribe e optar pelo “diálogo”.[5]

    Durante a última Cúpula, de 2012, vários países como Argentina, Venezuela, Bolívia e Nicarágua condicionaram a participação na edição de 2015 à presença de Cuba. Em maio de 2014, os membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), que agrupa 12 nações, publicaram uma declaração na qual expressavam “vontade de que a irmã República de Cuba esteja presente na próxima Cúpula das Américas de forma incondicional e em plano de igualdade”.[6] Haiti e Nicarágua expressaram o mesmo ponto de vista. Segundo Manágua, “uma Cúpula das Américas sem a presença de Cuba não é uma Cúpula das Américas”.[7]

    O Equador já boicotou a Cúpula de Cartagena, de 2012. Seu presidente, Rafael Correa, explicou os motivos: “é inadmissível uma Cúpula das Américas sem Cuba, como era inadmissível uma Organização de Estados Americanos sem Cuba”. Em 2009, a OEA decidiu revogar a resolução relativa à exclusão da ilha. “A América Latina não pode tolerar isso. Decidi que, enquanto for presidente da República do Equador, não voltarei a assistir nenhuma Cúpula das ‘Américas’”, acrescentou.[8]

    A solidariedade expressa pela América Latina a Cuba é emblemática da nova era, que o continente atravessa há 15 anos, marcada pela vontade de emancipação, independência e integração, e rejeição da hegemonia estadunidense. Ilustra também o isolamento total no qual Washington se encontra e o repúdio que suscita sua política obsoleta e cruel de sanções contra Havana, que afeta as categorias mais vulneráveis da sociedade, a começar pelas mulheres, as crianças e os idosos.
    *solidarios