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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, agosto 28, 2013

Ricardo Teixeira pede residência em Andorra

Alô, amigo da Globo
foge para Andorra

Mr Teixeira, did you accept the bribe sustentou a Globo Overseas Investments BV.
  • e


Saiu no Estadão:


Ricardo Teixeira pede residência em Andorra



Paraíso fiscal não tem acordo de extradição com o Brasil

O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pede sua residência no principado de Andorra. A informação foi divulgada na noite de hoje pela Radio Catalunya, depois que a reportagem do Estado revelou que um terço da renda dos amistosos da seleção brasileira acabava em contas em Andorra e numa conta em nome de Sandro Rosell, amigo de Teixeira e hoje presidente do Barça.

Segundo a rádio, Teixeira já deu entrada na documentação para ser residente de Andorra, o que significa que, a cada ano, terá de passar 150 dias no principado entre a França e Espanha e conhecida por ser um paraíso fiscal.

Para que seja aceito, Teixeira teria de depositar pelo menos 400 mil euros nas contas de um banco do principado. Mas, segundo a radio, ele estaria negociando transladar ao paraíso fiscal cerca de 4,9 milhões de euros.

(…)



Não deixe de ver também o que o então presidente do Corinthians, Andres Sanchez, disse da Globo.

*PHA

O olhar do Mujica e os dentes de FHC

GilsonSampaio
Tucano sempre há de existir, por aí.
O olhar do Mujica e os dentes de FHC são definidores.

vergonha

Militares e policiais israelenses estão prendendo e estuprando crianças palestinas

Será que essa gente não se cansa?


Militares e policiais israelenses estão prendendo e estuprando crianças palestinas

                   Reparem que a criança está urinando nas calças

A denúncia é das ONGs Defesa da Criança Internacional (DCI), e de duas entidades de Direitos Humanos de Israel, a Associação para  os Direitos Civis e  Yesh Din.


As ONGs afirmam que  mais de uma centena de  crianças palestinas sofreram abusos.

Geralmente essas crianças são detidas quando atiram pedras nos tanques e carros de combate israelenses.

Assim que são presas, são encaminhadas e um dos inúmeros porões de tortura Israelense, onde sofrem todo tipo de violência.

A Associação para os Direitos Civis de Israel e a Yesh Din, afirmam que as leis militares jogam um papel principal nos abusos contra os menores palestinos encarcerados.

Ambos grupos enviaram uma carta em junho deste ano ao comandante militar general de brigada Avichai Mendelblit, para que mude a lei que fecha os olhos à brutalidade contra crianças.

Nada mudou.

TSE considera ilegal e suspende propaganda de “Joaquim Barbosa Presidente”

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A corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, determinou a retirada do ar do site www.joaquimbarbosapresidente.com.br, atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral, que estava no ar desde outubro passado. Para a corregedora, a página na internet representa prática de propaganda eleitoral antecipada.
A decisão tomada na sexta-feira, mas só hoje foi divulgada, embora a página já esteja fora do ar.
O site foi criado pela Trato Comunicação e Editora,de propriedade do vereador Átila Alexandre Nunes, quinto mandatário da família do deputado Átila Nunes, que se elegeu em 1960, com os votos das comunidades umbandistas. De lá pra cá, o filão religioso elegeu sua mulher, Bambina, seu filho Átila, seu neto Átila também. Quando este morreu, ano passado, o irmão Átila Alexandre, elegeu-se.
Candidato ou não, o que só se saberá em abril do ano que vem, a propaganda é ilegal . “Infere-se, em princípio, da imagem do sítio eletrônico trazida aos autos propaganda eleitoral em favor da candidatura do ministro Joaquim Barbosa, para Presidência nas eleições de 2014″, afirmou Laurita Vaz.
Mas a ministra deu ainda um “cutucada”no Ministério Público, por ter se mantido parado diante da ilegalidade, cometida há quase um ano. “Impressiona ainda alusão na inicial da representação a que o conteúdo irregular do sítio eletrônico está sendo veiculado desde outubro de 2012″, disse a ministra, para frisar o seu estranhamento com a demora do MP.
Por: Fernando Brito
*Tijolaço 

"Mercado das prisões" é o segundo mais rentável dos EUA ; negros são as principais vítimas (clientes?)

Penitenciárias privadas batem recorde de lucro com política do encarceramento em massa. "Mercado das prisões" é o segundo mais rentável dos EUA ; negros são as principais vítimas (clientes?)

Gulag soviético, coisa de amador...

Os yankees sempre se assanharam ao falar dos gulags soviéticos,  sobre campos de trabalho forcado, opressão  em oposição a liberdade cristã ocidental/estadunidense. Alis, por falar em escravidão...


Opera Mundi 
"A nossa companhia foi fundada no princípio que poderíamos, sim, vender prisões. Da mesma forma como se vendem carros, imóveis ou hambúrgueres".  Simples e objetivo, um dos fundadores da CCA (Corrections Corporation of América), responsável pela privatização de dezenas de penitenciárias nos EUA, define sua área de atuação.

Desde a inauguração em 1983, a empresa passou a fazer parte do seleto grupo das multibilionárias dos EUA com um "produto" no mínimo controverso: prender pessoas. A lógica de mercado é simples: quanto mais presos os centros penitenciários abrigam, mais verbas federais são repassadas para a CCA e outras prisões, aumentando gradativamente os lucros. Segundo o instituto Pew Charitable Trusts, o setor registra recordes consecutivos de lucro no decorrer dos últimos anos e é o segundo mais rentável aos investidores do país.




Centenas  são detidos por motivos banais diariamente: sistema abastece lucro das penitenciárias e coloca negros massivamente na prisão
O maior complexo penitenciário da CCA em Lumpkin, Geórgia, por exemplo, recebe 200 dólares por cada preso todos os dias, rendendo um lucro anual de 50 milhões de dólares. Além disso, a empresa potencializa os vencimentos cobrando cinco dólares pelo minuto das ligações telefônicas - provavelmente a taxa por minuto mais cara do planeta. Os presos que trabalham no local - não importa quantas horas - recebem um dólar pelo dia trabalhado.
“Prender pessoas virou um negócio absolutamente lucrativo para iniciativa privada em especial para os lobistas que vão até Washington para garantir que as leis e a legislação do país funcionem para garantir que os pobres continuem sendo enviados ao cárcere”, afirma o cientista político Chris Kirkham ao portal Huffington Post.
Com a implantação da dinâmica de mercado às prisões, a população carcerária dos EUA teve um crescimento de mais de 500% - valor que representa 2,2 milhões de pessoas nas prisões norte-americanas. Os EUA, aliás, abrigam 25% da população carcerária do mundo.
Assim como Kirkman, ativistas sociais e grupos ligados aos Direitos Humanos acusam o governo e a iniciativa privada de promover uma “máquina”, que “gera pobres e marginalizados” para serem enviados à prisão mais tarde. “É um sistema de encarceramento massivo. Ou seja, você precisa promover a pobreza e não oferecer suporte – como educação de qualidade. Então, não resta outro caminho a não ser a criminalidade e, depois, a prisão. É um círculo que ajuda a manter as penitenciárias privadas lucrando”, afirma o ativista norte-americano Michael Snyder.
Os EUA gastaram cerca de 300 bilhões de dólares desde 1980 para expandir o sistema penitenciário. A justificativa oficial de Washington  para a utilização de prisões privadas, reiterada ao longo dos anos, é que compensa pagar uma quantia per capita às penitenciárias por preso a ter que arcar pelos custos de manutenção das prisões.


Situação dramática para negros


Se no contexto geral a política de encarceramento massivo já é crítica para as camadas populares, quando observado apenas entre os negros, o cenário é ainda mais dramático: estão presos 40% dos homens negros entre os 20 e 30 anos que não concluíram o ensino médio. Segundo o instituto de pesquisas sociais Pew Charitable Trusts, homens negros que não tiveram chance de concluir os estudos têm mais chances de serem presos do que conseguirem um trabalho.


Segundo dados oficiais, cerca de metade da população carcerária dos EUA é composta por negros. Em contrapartida, 12% da população norte-americana é composta por afro-americanos. “A pobreza é uma armadilha para a prisão. E quem mais sofre com isso são os negros que são estão em desvantagem na sociedade norte-americana”, afirma o professor da sociologia de Harvard, Bruce Western.

Sem tempo para sonhar: EUA têm mais negros na prisão hoje do que escravos no século XIX


No dia histórico do discurso “eu tenho um sonho”, de Martin Luther King, panorama social é dramático aos afrodescendentes norte-americanos










O presidente norte-americano, Barack Obama, participa nesta quarta-feira (28/08) em Washington de evento comemorativo pelo aniversário de 50 anos do emblemático discurso “Eu tenho um Sonho”, de Martin Luther King Jr. - considerado um marco da igualdade de direitos civis aos afro-americanos. Enquanto isso, entre becos e vielas dos EUA, os negros não vão ter muitos motivos para celebrar ou "sonhar com a esperança", como bradou Luther King em 1963.


De acordo com sociólogos e especialistas em estudos das camadas populares na América do Norte, os índices sociais - que incluem emprego, saúde e educação - entre os afrodescendentes norte-americanos são os piores em 25 anos. Por exemplo, um homem negro que não concluiu os estudos tem mais chances de ir para prisão do que conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Uma criança negra tem hoje menos chances de ser criada pelos seus pais que um filho de escravos no século XIX. E o dado mais assombroso: há mais negros na prisão atualmente do que escravos nos EUA em 1850, de acordo com estudo da socióloga da Universidade de Ohio, Michelle Alexander.


“Negar a cidadania aos negros norte-americanos foi a marca da construção dos EUA. Centenas de anos mais tarde, ainda não temos uma democracia igualitária. Os argumentos e racionalizações que foram pregadas em apoio da exclusão racial e da discriminação em suas várias formas mudaram e evoluíram, mas o resultado se manteve praticamente o mesmo da época da escravidão”, argumenta Alexander em seu livro The New Jim Crow.
No dia em que médicos brasileiros chamaram médicos cubanos de “escravos”, a situação real, comprovada por estudos de institutos como o centro de pesquisas sociais da Universidade de Oxford e o African American Reference Sources, mostra que os EUA têm mais características que lembram uma senzala aos afrodescendentes que qualquer outro país do mundo.
Em entrevista a Opera Mundi, a professora da Universidade de Washington e autora do livro “Invisible Men: Mass Incarceration and the Myth of Black Progress”, Becky Pettit,argumenta que os progressos sociais alcançados pelos negros nas últimas décadas são muito pequenos quando comparados à sociedade norte-americana como um todo. É a “estagnação social” que acaba trazendo as comparações com a época da escravidão.
“Quando Obama assumiu a Presidência, alguns jornalistas falaram em “sociedade pós-racial” com a ascensão do primeiro presidente negro. Veja bem, eles falaram na ocasião do sucesso profissional do presidente como exemplo que existem hoje mais afrodescendentes nas universidades e em melhores condições sociais. No entanto, esqueceram de dizer que a maioria esmagadora da população carcerária dos EUA é negra. Quando se realizam pesquisas sobre o aumento do número de jovens negros em melhores condições de vida se esquece que mais que dobrou o número de presos e mortos diariamente. Esses não entram na conta dos centros de pesquisas governamentais, promovendo o “mito do progresso entre nos negros”, argumenta.

Segundo Becky Pettit, não há desde o começo da década de 1990 aumento no índice de negros que conseguem concluir o ensino médio. Além disso, o padrão de vida também despencou. Além do aumento da pobreza, serviços básicos como alimentação, saúde, gasolina (utilidade considerada fundamental para os norte-americanos) e transportes público estão em preços inacessíveis para muitos negros de baixa renda. Mais de 70% dos moradores de rua são afrodescendentes.


Michelle Alexander, por sua vez, critica o sistema judiciário do país e a truculência que envia em massa às prisões os negros. “Em 2013, vimos o fechamento de centenas de escolas de ensino fundamental em bairros majoritariamente negros. Onde essas crianças vão estudar? É um círculo vicioso que promove a pobreza, distribui leis que criminalizam a pobreza e levam as comunidades de cor para prisão”, critica em entrevista ao jornal LA Progresive.
*cappacete




Novas imagens que revelam toda a irracionalidade dos médicos racistas brasileiros

EUA



África do Sul



EUA



Irlanda do Norte



Palestina



Rússia, turma dos carecas do bosque 


(3931) Armando Paiva: FORTALEZA, CE, 26.08.2013: MAIS MÉDICOS/CE -  Manifestantes ligados ao Sindicato dos Médicos do Ceará (Simce) , realizam protesto durante a saída do grupo de 79 médicos selecionados pelo programa Mais Médicos, do governo Federal, participavam de curso na
Confesso que poucas vezes na vida senti tanta vergonha de ser brasileiro. Passo bem longe dessa elite branca que infesta o Brasil, mas não deixa de doer o coração ver gente tao sem alma manchando a imagem de meu país. Por outro lado, há  algo de positivo na atitude desses médicos burgueses. De uma vez por todas está  caindo a máscara dessa elite que apregoa democracia racial, que insiste naquela ladainha de povo moreno, simpático, pacato, que vive num pais abençoado por deus e demais besteiras desse tipo.  A elite brasileira é selvagem, truculenta, boçal e perigosa. Essa gente possui um ódio hidrófobo ao povo, está  pronta a apoiar e aplaudir qualquer tipo de barbárie que seja voltada contra os mais humildes, os deserdados do sistema, os párias, os excluídos. A elite brasileira é a cara da Ku Klux Klan, dos afrikaners pró apartheid, dos nazi-fascistas europeus, dos sionistas de Israel, etc. É contra essa gente que temos que lutar, que nosso ódio seja proporcional ao deles, mas claro, sem jamais perdermos nossa humanidade, além de nossa ternura.   



Não foi por explosão espontânea que os médicos cearenses chamaram seus colegas cubanos de "escravos, escravos!"; o ódio, a violência e o preconceito demonstrados na noite da segunda-feira 26 foram atitudes disseminadas, a partir do conforto das redações da mídia tradicional, por três colunistas; Reinaldo Azedo, em Veja, foi o primeiro a chamar os visitantes de "escravos"; Eliane Catanhêde, na Folha, acrescentou que viajariam ao Brasil em "aviões negreiros"; Augusto Nunes, do Roda Viva, chamou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de "princesa Isabel às avessas"; assim como não existiria o nazismo sem o Mein Kampf, de Hitler, o corredor polonês de Fortaleza não ocorreria sem os jornalistas que gravaram no imaginário dos médicos o rebaixamento completo dos cubanos; nessa toada, a próxima pregação será "lincha, lincha!"?

27 DE AGOSTO DE 2013 

247 – O que move o mundo são as ideias. Para frente ou para trás. A instalação do nazismo, na Alemanha dos anos 1930, foi precedida pela publicação do ideário de Adolf Hitler, o livro Mein Kempf. Na China comunista, Mao Tsé-Tung tinha o seu Livro Vermelho, de leitura obrigatória nas escolas. De ambos nasceram ideologias totalitárias, cegas aos direitos humanos, avessas à diversidade, pregadoras da violência.

Hoje, no Brasil, o conjunto dos ideais disseminados por alguns dos mais conhecidos colunistas da mídia tradicional aponta para um caminho análogo, sem volta, de interdição do debate, aviltamento do adversário, exclusão do diferente. Corteja o totalitarismo já superado pela sociedade brasileira.

"Escravos, escravos!". A palavra de ordem dos médicos cearenses contra seus colegas cubanos, que se preparavam para receber as primeiras noções sobre que Brasil é esse que eles vieram apoiar, não foi gritada por acaso. Essa figura foi gravada no imaginário coletivo dos médicos cearenses – e pode estar se multiplicando em outras regiões brasileiras – por três, em particular, colunistas adulados na mídia tradicional.

Do conforto de suas redações, Reinaldo Azevedo, primeiro, classificou em Veja os médicos cubanos, cujo trabalho é elogiado em todo o mundo no qual eles atuam em programas do tipo Mais Médicos, da Finlândia à África, de "escravos". Na Folha, a decana Eliane Cantanhêde disse que os profissionais viajariam em "aviões negreiros". Augusto Nunes, para não ficar atrás, escreveu em seu blog que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se tornou uma "princesa Isabel às avessas". Todos, sem exceção, com a mesma imagem de degradação do ser humano.

Não ocorreu à trinca de colunistas circunscrever suas diatribes ao irmãos Castro, Fidel e Raúl, ou a Karl Marx e Frederic Engels, os grande teóricos do comunismo. Não. Eles pularam na jugular de cada um e de todos os médicos cubanos que atenderam, sob supervisão da Organização Panamericana de Saúde, ao chamamento oficial do governo brasileiro.

Na leitura de Azevedo, Eliane e Nunes, depreende-se que eles são "escravos" porque merecem. Vivem em Cuba porque são covardes para enfrentar a sua ditadura. Isso de um lado. Noutra hipótese, felizes, percorrem o mundo para agirem como arautos do socialismo, espiões à luz do dia, propagandistas de uma ideologia ultrapassada. Nenhuma linha sobre o trabalho que os médicos cubanos desempenharam no Haiti pós terremoto que devastou o país em 2010, classificado de "maravilhoso" por seus colegas de primeiro mundo (finlandeses). Nada sobre a ação pacificadora na África, na década de 1970. Nenhuma referência ao mundialmente exemplar programa de medicina da família executado dentro da própria Cuba, que por este tipo de expediente tem um Índice de Desenvolvimento Humano maior que o do Brasil. Zero.

Igualmente, os três colunistas não comentaram sobre os médicos de outros países – Espanha, Portugal, Argentina, Itália – que igualmente aceitaram a proposta do governo brasileiro para preencher vagas que os médicos brasileiros recusaram – com salários de R$ 10 mil por mês. Afinal, por que entrar em questões mais complexas para análise, se o mais importante é se divertir pela humilhação aos cubanos?

Sabe-se que, por este tipo de posicionamento rasteiro, a mídia tradicional está se afogando pela soma de dívidas demais e leitores de menos. Mas guarda-se ainda, é claro, um tipo de influência muito útil os momentos mais intensos de polaridade ideológica. Nessas horas, diante de programas como o Mais Médicos, que, efetivamente, podem mudar para melhor o padrão de atendimento de saúde nos rincões do País. Os mesmos rincões que não recebem médicos desde seu desbravamento.

Os três colunistas poderiam usar seus espaços para discutir, porque, afinal, a chamada classe médica jamais, em tempo algum, como um todo, voltou seus esforços para o Brasil real. A orientação da medicina brasileira é cobrar, e caro, pelo menor atendimento. Os médicos querem os grandes hospitais, jamais os pequenos pronto-socorros. Podia-se alegar, até aqui, que faltava incentivo para o avanço pelas artérias do País, mas agora não há mais. A remuneração oferecida pelo governo superou todas as expectativas. O programa Mais Médicos, por outro lado, nada mais é que uma cópia escarrada do que já existe em diferentes partes do mundo, notadamente nos países mais avançados, como Inglaterra e Alemanha. Lá como cá foi preciso importar profissionais para superar carências. O que fazer, então, para dizer que o Mais Médicos não presta?

Ocorreu aos três colunistas chamarem os cubanos – esquecendo-se de todos os outros – de escravos. Uma distorção não apenas da situação que eles vivem em Cuba, mas uma covardia contra cada um e todos os integrantes do grupo recém-chegado. A opção foi criar um clima hostil, de guerra, de oposição total e completa à presença deles aqui. Viraram a mira de seus canhões para os mais fracos e indefesos.

Após chamar os profissionais de escravos, restará aos colunistas continuar o linchamento moral sobre eles. Poderiam, como Gandhi ou Luther King, atuarem pela conciliação entre o homens, mas se inspiraram em Hitler  para disseminar o ódio. O resultado foi visto no Ceará.

As médicas que têm cara de brasileiras



Fernando Molica
No Ceará, médicos cometeram o acinte e a descortesia de vaiar colegas cubanos

O DIA
Rio - Ao cometer a estupidez de dizer que médicas cubanas têm “cara de empregada doméstica”, a jornalista potiguar Micheline Borges fez, sem querer, um grande favor. Escancarou o preconceito de tantos e ressaltou o processo de exclusão de negros do sistema de ensino. Aqui, nos acostumamos com médicos brancos e operários pretos; qualquer perspectiva de mudança — cotas em universidades, por exemplo — assusta muita gente. Também nos acostumamos com filas nos hospitais, com falta de médicos e com médicos que fraudam plantões, como mostraram O DIA e o SBT Brasil.
Nos últimos dias, entidades médicas se envolveram como nunca na discussão relacionada à falta de médicos em áreas mais pobres. Estão indignadas não com o problema, mas com a solução encontrada pelo governo federal, que, depois de não conseguir médicos brasileiros em número suficiente, tratou de importar profissionais. Os conselhos de medicina rodaram o jaleco diante da concorrência, parecem os caras que largam a mulher mas não admitem vê-la com outro homem. No Ceará, médicos cometeram o acinte e a descortesia de vaiar colegas cubanos; quero ver se profissionais aqui do Rio vão fazer o mesmo com plantonistas do hospital estadual de Araruama, aqueles que, na reportagem do SBT, batiam ponto e iam embora.
As entidades alegam que o programa Mais Médicos dribla a lei ao não submeter os estrangeiros à prova que verifica a capacitação de quem se forma no exterior. O argumento é razoável, mas, como eventual paciente, reivindico que exame parecido seja aplicado aos que se diplomam no Brasil. Em 2012, o Conselho de Medicina de São Paulo reprovou 60% dos médicos — brasileiros — que queriam exercer a profissão no estado.
Nessa briga, falta ouvir os maiores interessados, os milhões de cidadãos que vivem sem qualquer tipo de assistência médica. Vale perguntar se eles querem um médico cubano — ou argentino, ou espanhol — ou preferem ficar sem assistência. Eles, os sem-médicos, são contribuintes que, com seus impostos, ajudam a manter as faculdades públicas de Medicina. São os patrões, têm que ser ouvidos e respeitados.
Por último: Micheline, cubanos não têm cara de empregados domésticos, se parecem com a maioria dos brasileiros, daí a sua comparação e o seu susto. Você, ao menosprezá-los, acabou, veja só, elogiando o sistema educacional do país deles.
*Mariadapenhaneles

terça-feira, agosto 27, 2013

Una flotilla de la Armada rusa llega a Venezuela




La marina de guerra de Rusia arribó en visita amistosa, encabezada por el crucero de misiles Moscú, a Venezuela, tras haber visitado los puertos de Nicaragua y Cuba.
El barco de misiles Moscú fue el primero en atracar en el puerto de Guaira, en el estado de Vargas, de un total de cuatro buques rusos que llegan a Venezuela. Según el jefe de la Marina venezolana, el almirante Jesús Ortega, la flotilla rusa participará en "actividades interoperativas, exposición de armamento y acercamiento de tropas", aseguró.

Este martes el presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, se reunió con los representantes de la flota naval rusa en el barco de misiles Moskva. Durante su visita al barco ruso el mandatario bolivariano Maduro dijo que su país continuará la tradición de las relaciones estrechas en varios ámbitos. "El comandante Chávez y el presidente Vladímir Putin lograron construir una alianza estratégica profunda entre Venezuela y Rusia", dijo Maduro.

Un grupo naval ruso permanecerá en Venezuela hasta el 29 de agosto, luego partirán rumbo a España y Portugal.

El crucero de misiles Moscú tiene 186 metros de eslora y una velocidad máxima de 30 nudos (60 km/h). El buque puede llevar a bordo misiles antiaéreos S-300. También puede disponer de armamento antiaéreo de autodefensa.

"Es necesario tener cada vez más poder moral, poder político, poder militar; no para ir a conquistar pueblos del mundo, es para que se nos respete el derecho a vivir, a ser, a estar en paz", advirtió el presidente Maduro. Cabe recordar que en septiembre de 2011 varios buques de guerra rusos encabezados por el crucero nuclear Piotr Veliki (Pedro el Grande) entraron en las aguas territoriales de Venezuela para participar en ejercicios navales conjuntos.
Una flotilla de la Armada rusa llega a Venezuela

La marina de guerra de Rusia arribó en visita amistosa, encabezada por el crucero de misiles Moscú, a Venezuela, tras haber visitado los puertos de Nicaragua y Cuba.
El barco de misiles Moscú fue el primero en atracar en el puerto de Guaira, en el estado de Vargas, de un total de cuatro buques rusos que llegan a Venezuela. Según el jefe de la Marina venezolana, el almirante Jesús Ortega, la flotilla rusa participará en "actividades interoperativas, exposición de armamento y acercamiento de tropas", aseguró.

Este martes el presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, se reunió con los representantes de la flota naval rusa en el barco de misiles Moskva. Durante su visita al barco ruso el mandatario bolivariano Maduro dijo que su país continuará la tradición de las relaciones estrechas en varios ámbitos. "El comandante Chávez y el presidente Vladímir Putin lograron construir una alianza estratégica profunda entre Venezuela y Rusia", dijo Maduro.

Un grupo naval ruso permanecerá en Venezuela hasta el 29 de agosto, luego partirán rumbo a España y Portugal.

El crucero de misiles Moscú tiene 186 metros de eslora y una velocidad máxima de 30 nudos (60 km/h). El buque puede llevar a bordo misiles antiaéreos S-300. También puede disponer de armamento antiaéreo de autodefensa.

"Es necesario tener cada vez más poder moral, poder político, poder militar; no para ir a conquistar pueblos del mundo, es para que se nos respete el derecho a vivir, a ser, a estar en paz", advirtió el presidente Maduro. Cabe recordar que en septiembre de 2011 varios buques de guerra rusos encabezados por el crucero nuclear Piotr Veliki (Pedro el Grande) entraron en las aguas territoriales de Venezuela para participar en ejercicios navales conjuntos.*
Fundación para la Integración Caribeña y Latino Americana