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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, novembro 17, 2011

Rosana Jatobá: O insustentável preconceito do ser!

Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

– Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!

– Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

– Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

– A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
– Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque.
– Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
– Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar...
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado. Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
– O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de Carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor.
“É ofensivo”, diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constrangimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de S.Paulo um artigo no qual ressalta:
Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra ‘niger’ para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
‘Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe’... que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra, os negros cunharam o slogan ‘Black is beautiful’. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém.
Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos norte-americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos”, mas cruéis. A nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
– A minha “criadagem” não entra pelo elevador social!
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia 8 de março. Quando se atreve a encarar o trânsito e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
– Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
– Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
– Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”.
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o “Princípio da igualdade”, sem o qual nenhuma sociedade pode ser sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcoólatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
– Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
– Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS.: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.

Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em Gestão e Tecnologias Ambientais da Universidade de São Paulo.
*Bloglimpinhoecheiroso

Cerimônia de lançamento do Viver Sem Limite


*Blogdoplanalto

Occupy Wall Street: New York, New York Obviedade Polícia é uma força bruta criada para defender os ricos do resto da sociedade.


Occupy Wall Street visto por Frank Sinatra por Zimbanoslig
*Gilson sampaio

Deleite

Mês da Consciência Negra na USP

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*http://cine-africa.blogspot.com/

AS CAFUNGADAS DOS TOXICÔMANOS E DOS BANQUEIROS

Em sua coluna desta 5ª feira, Quando o vício é privado, o veterano jornalista Clóvis Rossi levanta a possibilidade de estar sendo inútel, mesmo do ponto de vista capitalista, o receituário neoliberal imposto a governos europeus, no sentido de que reduzam gastos sociais e infelicitem seus cidadãos.

A tese de CR (ver íntegra aqui), com a qual concordo, é de que a atual crise tem como principal vilão os bancos. Priorizar sua salvação só agrava os males, pois equivale a oferecer novas doses a viciados em drogas:
"...a cura, pela austeridade, do vício dos governos de gastar demais nem de longe resolve o problema.
 A banca (...) continua intoxicada e 'mata' um governo depois do outro, no desespero de mais uma cafungada nos juros obscenos cobrados para rolar a dívida de países europeus".
Mas, vou além de CR: em termos estruturais, os problemas não podem ser resolvidos sob o capitalismo. Deixar de acarretar penúria aos homens para socorrer bancos seria apenas um primeiro passo na direção correta.

No final da estrada encontra-se o fim do próprio capitalismo -- ou, talvez, o da espécie humana, se não livrar-se logo do sistema que a direciona para o abismo.
*Naufragodautopia

PEDIDO DE IMPEACHMENT DE GERALDO ALCKMIN.#blogmundofoz #ForçaLula

PEDIDO DE IMPEACHMENT DE GERALDO ALCKMIN – MENSALÃO E INUNDAÇÃO EM SÃO PAULO
Não bastasse a recente denúncia feita por um Deputado do Estado de São Paulo de que na Assembléia Legislativa, através de alguns dos “pares dele”, se negocia a liberação de emenda parlamentar em troca de aprovação de projetos do interesse do governo estadual (Geraldo Alckmin – PSDB), que caracterizaria o que a imprensa convencionou chamar de MENSALÃO, nesse caso MENSALÃO PAULISTA, o cidadão paulista possui outros motivos para querer o impeachment do governador.

É que os tucanos governam o Estado de São Paulo já faz 20 anos consecutivos, e na Capital também mandaram quase sempre, através da sua união com Paulo Maluf, Kassab e com o próprio José Serra, não resolvendo, sequer minimizando o problema das inundações, que ocorrem sempre nos mesmos lugares, a cada ano, mais destruidoras, mais demoradas e deixando maior número de vítimas.
(...)
Aliás, qual o motivo dos “vassourinhas de Jânio” não imprimirem umas camisas com os dizeres “FORA ALCKMIN” ?

 

Leiam a história de JK no livro de Claudio Bojunga , "JK O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL" e aprendam sobre a História do Brasil. Vocês , que ainda acreditam em Globo , Estadão , Veja , Folha e gangue , poderão aprender a pensar com suas próprias cabeças e deixarão de ser escravos da mídia maldita brasileira

 

Essa imprensa , a do Brasil , é a mesma que defendeu a ditadura e cassou o presidente que levou o desenvolvimento para o interior do país e , como agora , dizia que ele era corrupto e que tinha ficado rico com os roubos que cometia. Esse homem é nada mais nada menos que Juscelino de Oliveira Kubitschek , JK , hoje cantado em prosa e verso pelos brasileiros

Leiam a história de JK no livro de Claudio Bojunga , "JK O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL"  
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJK7GSwI_hVeXOm0FK0oeXinkkH5y8cYMep6K9qqGlxBk526JWs6698IeDmyknWzRQpj7CEzLDWzCWv3DoMfeYoTblMxPh5xVt6eM-5ehuOy5bioDtrSKspILoifAYTvjBvzmEN6ccSTc/s1600/bojunga.jpg

A imprensa corrupta , golpista e racista brasileira pensa que o Brasil pertence a ela e não admite que pertença ao povo. Tanto que move uma perseguição sem quartel ao governo Dilma como fez com o governo Lula

 

 

A imprensa corrupta , golpista e racista brasileira vê o povo do nosso país como mão-de-obra escrava e trabalha diuturnamente para impedir que continuemos a nos governar e quer trazer de volta seus fantoches. Diante do sucesso dos governos do povo , do desenvolvimento e crescimento dos salários e aumento da classe média só restou a ladainha da corrupção , mas corrupção seletiva a dos partidos aliados a eles é inteligência

*aposentadoinvocado

A luta contra a barbárie capitalista

Por Gilson Caroni Filho, no sítio Carta Maior:

Liga Árabe suspende a Síria; Israel, com o apoio dos EUA, se prepara para atacar o Irã; consórcio franco-alemão toma o poder na Grécia e ameaça soberania italiana; corporações midiáticas censuram repressão policial aos movimentos sociais nos EUA. Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.

 Soyus TMA-22 Spacecraft Lauch [Link]









 

Democracia brasileira está seriamente ameaçada

Messias Pontes *
globo-folhaSem nenhum pudor e na mais absoluta falta de criatividade os neo-udenistas usam as mesmas armas e os mesmos métodos para atingir fortemente a democracia, conquistada duramente pelos democratas e patriotas deste País na luta contra a ditadura implantada no Brasil em 1º de abril de 1964 pelos militares golpistas a serviço das oligarquias tupiniquins e do imperialismo norte-americano.
Os ares que se respira hoje são praticamente os mesmos de 1948 com a cassação do mandato da bancada comunista no Congresso Nacional; muito parecido com os de 1954 que levaram Getúlio Vargas ao suicídio; e igualzinho ao de 1964 com violentos ataques da velha mídia conservadora, venal e golpista contra o governo democraticamente eleito, que levou à deposição do presidente João Goulart que tinha a aprovação de mais de 60% da população. Agora, até “manifestações” contra a corrupção estão sendo realizadas, lembrando de longe as marchas da tristemente célebre TFP – tradição, família e propriedade.
Quando os ditames constitucionais são insistentemente desrespeitados e nada acontece é sinal de que a democracia está seriamente ameaçada. A presunção da inocência é desconsiderada pela velha mídia que, numa verdadeira inversão de valores, nega que o ônus da prova cabe a quem acusa. Num cínico e cretino editorial, o jornal Estado de São Paulo, na ânsia de ver Orlando Silva fora do Ministério do Esporte, sustenta que “não importam as provas, não importa o processo, a acusação basta”. Quanta hipocrisia!
O que mais preocupa é ver o Ministério Público de braços cruzados diante de tamanha aberração e acinte contra o Estado Democrático de Direito, que objetiva derrubar o governo democrático e popular da presidente Dilma Rousseff, que hoje tem a aprovação que nenhum governo teve no mesmo período de gestão. Nos livramos da ditadura militar mas não conseguimos ainda nos livrar da ditadura midiática comandada por meia dúzia de famílias.
Essa mesma mídia, que na realidade é o maior partido de oposição, e que tem como núcleo o GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), tentou de todas as maneiras inviabilizar e até criminalizar a candidatura de Dilma Rousseff, acusando-a de terrorista, abortista, criminosa, assaltante, marionete do Lula e outras baboseiras repetidas pelos colunistas e demais jornalistas e amestrados. Antes, tentou evitar a vitória do ex-operário metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva e, 2002 (conseguiu em 1989 e 1994) e fez de tudo para inviabilizar o seu governo e até defendeu o seu impeachment.
A história da imprensa brasileira está prenhe de exemplos do jornalismo de esgoto. Aqui praticado há décadas. É oportuno lembrar do triste papel da velha mídia repetindo à exaustão o relatório do geólogo ianque Walter Linck que afirmava que não existia petróleo no Brasil; quem não lembra da Escola Base, em São Paulo, vítima da histeria midiática contra os seus diretores acusados, sem provas, da prática de pedofilia, levando setores da população a depredar a escola e tentar contra a vida dos seus diretores. Provada a inocência dos diretores, nenhuma matéria se retratando do crime cometido.
Quem não se lembra também, mais recentemente, do crime da Veja – sempre a Veja -contra o então presidente da Câmara dos Deputados, o peemedebista gaúcho Ibsen Pinheiro, acusado, também sem provas, de participar do escândalo dos Anões do Orçamento e de ter depositado em paraísos fiscais milhões de dólares, sendo por isso cassado por corrupção em 1994?
O grande líder caribenho José Martí ensinava que “deve fazer-se em cada momento, o que em cada momento é necessário “. E no momento, em nosso País, o mais necessário é a regulação da mídia. É dever do Estado promover a pluralidade da comunicação. Sem a democratização da comunicação seremos reféns do baronato da mídia. O exemplo da Argentina deve ser seguido e não há mistério: basta um bom projeto, uma ampla mobilização da sociedade e determinação política do governo. Foram justamente esses três itens que permitiram à Argentina aprovar, há dois anos, um novo marco regulatório para a comunicação, segundo avaliação do professor Damian Loreti, da Universidade de Buenos Aires, e integrante da comissão que elaborou a chamada “Ley de Medios”.
Proposta é que não falta. Há menos de um mês o ministro brasileiro das Comunicações, Paulo Bernardo, recebeu do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) uma série de propostas sobre o marco regulatório da mídia, muitas delas tiradas da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em Brasília, exatamente há dois anos. O ministro Paulo Bernardo, ao que tudo indica, e a exemplo da maioria dos petistas, tem medo do GAFE. Genuíno se pela de medo da Globo.
É inconcebível que a denúncia de um bandido seja apresentada à sociedade como verdadeira e o acusado, inocente, não tenha direito ao mesmo espaço para se defender. Essa velha mídia conservadora, venal e golpista denuncia, julga e condena a seu bel prazer sem que o Ministério Público e a Justiça se manifestem e impeçam essa aberração. É inconcebível que os jogos da seleção brasileira de futebol e do campeonato brasileiro só comecem depois da novela das nove da TV Globo.
A Rede Globo, surgida do financiamento ilegal do grupo norte-americano Time-Life, defendeu o golpe militar de 1º de abril de 1064 e deu irrestrito e incondicional apoio ao terrorismo de Estado; elegeu Fernando Collor de Mello e o outro Fernando – o Coisa Ruim -, e tentou impedir a eleição de Lula e da presidenta Dilma Rousseff. E continua dando as cartas. A mais recente aberração aconteceu no último domingo 13, quando dezenas de soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro ficaram mais de uma hora em pé, no sol quente, esperando que terminasse a corrida da Fórmula 1 transmitida pela Globo, para dar início ao hasteamento das bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro.
O baronato da mídia quer impedir os avanços do povo brasileiro conquistados a partir de 2003 e com isso eclipsar a democracia. Porém como afirmou categoricamente o então deputado federal constituinte Maurício Grabois, líder da bancada do Partido Comunista do Brasil, no seu último discurso na Câmara dos Deputados, na véspera da cassação dos mandatos comunistas no final de 1948, olhando para o deputado fascista Flores da Cunha, da UDN, “a elite quer eclipsar a democracia, mas a democracia é invencível!”Ou derrotamos a ditadura da mídia ou ela aniquilará a nossa tenra democracia!
* Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB.
Do Vermelho

A criminalização do Artista


A criminalização do artista - Como se fabricam marginais em nosso país from Rafael Lage on Vimeo.


A criminalização do artista - Como se fabricam marginais em nosso país from Rafael Lage on Vimeo.

Governos de direita em geral repudiam qualquer tipo de manifestação ou grupo que sejam alternativos. Com os artesão de BH, isso não é exceção. Com isso que perde é a pluralidade, a arte, a cultura e toda a sociedade.

Agradecimentos a Enio Jose Silva, pela sugestão e link.

Marina, Marina, donde estás que nada falas sobre o vazamento da Chevron?


. Calas porque o PIG talvez não te dá espaço para ir contra a Chevron?

. Calas porque o problema não é contigo?

. Afinal, tu só defendes as causas nacionais e a Chevron é americana e tu assumes que o território marítmo no qual a Chevron atua não pertence ao Brasil.

. Calas porque falar mal de uma multinacional não te dará espaço na mídia internacional?

. Ou calas porque tu és oportunista e entreguista?
*Brasilmostraatuacara

Dilma chora ao lançar programa para pessoas com deficiência
17 de novembro de 2011 12h36 atualizado às 13h01



Presidente lança plano para garantir direitos de deficientes. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Presidente lança plano para garantir direitos de deficientes
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

DIOGO ALCÂNTARA
Direto de Brasília
Enquanto começava seu discurso durante um evento da chamada "agenda positiva", a presidente Dilma Rousseff se emocionou e chorou quando começou sua fala. "Hoje é um dia em que vale a pena ser presidenta", quando embargou a voz. Dilma lançou nesta quinta-feira um plano voltado para pessoas com deficiência.
Chamado de "Viver sem Limites", o programa tem metas para até 2014 e previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões. As ações do programa serão executadas por 15 órgãos do governo federal e a coordenação ficará por conta da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.
O Viver sem Limites tem ações previstas nas áreas de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade. São esperados investimentos, por exemplo, em salas de aula com recursos multifuncionais, oferta de 150 mil vagas exclusivas para pessoas com deficiências em cursos federais de formação profissional e tecnológica.
O programa também vai implementar Centros de Referência para oferecer apoio a pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social. Do montante do orçamento previsto, R$ 72,2 milhões serão destinados a esses centros.
Dilma também lembrou do desempenho dos atletas paraolímpicos brasileiros, que estão disputando os jogos de Guadalajara que, segundo a presidente, "já ultrapassaram a marca de centenas de medalhas e nos enchem de orgulho".
Terra

A entrevista-fantasma da petroleira-fantasma

Hoje, o Blog da Miriam Leitão consegue mais uma proeza jornalística.
Publica uma “entrevista” com um ente inumano: uma empresa.
Vejam: não é uma entrevista com o presidente da empresa, com o diretor da empresa, sequer com o porta-voz da empresa.
É com “a empresa”, assim mesmo, a “a empresa”.
A empresa fala, com travessão, aspas, personificada, mas sem um nome e um sobrenome.
É mais uma conquista do jornalismo pátrio.
A empresa “fala”, “afirma”, “diz”. Fez-me lembrar o ginásio e a luta para aprender o que era prosopopéia, a figura de linguagem que empresta características humanas a seres inanimados.
Atenção estudantes de comunicação: se voc~es não aprenderem lá o que é jornalismo, vão, ao menos, aprender o que é prosopopéia.

Chevron, enfim, vira caso de polícia

Agora a mídia não vai poder mais varrer para debaixo do tapete as circunstâncias do acidente que está causando um imenso desastre ambiental, sob seu silêncio, há uma semana.
Como havia deterniado a presidenta Dilma Rousseff,  iniciou-se a investigação oficial sobre o vazamento de petróleo provocado pela Chevron no Campo de Frade, a 370 km da costa do Rio de Janeiro.
E é com a Polícia Federal, sem muita “gracinha”.
O delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal já mandou agentes lá – onde a imprensa não se interessou em ir – e é bem objetivo em suas declarações no G1:
“(…)técnicos da PF estiveram na plataforma nesta quinta-feira (15) e encontraram divergências sobre o que foi informado pela Chevron sobre o vazamento. Entre elas estão a quantidade de navios que recolhem o óleo no local (a empresa afirmou que são 17 e a PF encontrou apenas um, de acordo com o delegado), o tempo para a selagem do poço e o tamanho da mancha de óleo. “Eles disseram que a mancha vem diminuindo e ela vem aumentando”.
Meu Deus, e a gente perguntando aqui quais eram os navios, onde estavam, como é que se estava medindo a mancha, caçando fotos de satélite, enquanto o nossa mídia ficava inerte!
Agora que não podem mais esconder, anotem o que digo, vão fazer o possível para jogar responsabilidades sobre a Petrobras, que não tem qualquer envolvimento nas operações desenvolvidas no campo.

*Tijolaço

Lupi tem que ficar

Sardemberg foi quem autorizou a BrOi na Anatel

O ansioso blogueiro assistiu a trechos da sabatina do Ministro Lupi no Senado.

O buzilis da questão é:

1) Lupi usou dinheiro do Erário para ir ao Maranhão ?

Resposta: não.

2) Lupi usou o Ministério do Trabalho para beneficiar o empresário porque é dono do avião em que viajou?

Não.

O resto, como diria o Nelson Rodrigues, é o luar de Paquetá.

Se o amigo navegante fosse Ministro do Trabalho andaria de avião sem saber quem é o dono ?

Não.

Não é correto.

Como não foi correto o Ministro Sardenberg do Governo impoluto do Farol de Alexandria usar avião da FAB para passear em Fernando de Noronha.

E o Supremo o absolveu por 6 a 5 porque, segundo o Supremo, ministros merecem um tratamento  especial …

Viva o Brasil !

Como não é correto o Senador Heráclito Fortes andar para cima e para baixo no jatinho do banqueiro condenado.

Mas, isso não justifica mandar o Lupi embora.

Lupi chamuscou a imagem do Governo Dilma ?

Sim.

Dilma deveria trocá-lo na próxima reforma ministerial.

Provavelmente sim.

Dilma deveria ceder à Veja ?

Não.

Agora, amigo navegante, o PiG é nocivo não porque denuncie corrupção.

Lupi não meteu a mão no Erário.

Lupi não comprou ambulância super-faturada.

Tem que ficar.

Em tempo: a última intervenção na sabatina foi a do Senador tucano de São Paulo e filiado ao PT, Eduardo Suplicy, lhe garantiu trânsito livre no PiG. Breve será entrevistado no “Entre Caspas” da Globo News.



Paulo Henrique Amorim

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiggYwL8-feOPLipuzP2a2oqOtzJd72beLN5KT-hqGI-FklxPH2byoQ1sZyIqZZFjk04ikGhVYa-IB6Rgd4mZU7pwmb8WBUv1b6ZTgAklWtYqkLg9G2aLujPdmGvx5SFaqeXsGnadrdhogu/s1600/carecaengana.jpg

A queda do império financeiro suíço!

 

Sanguessugado do Janela do Mundo
FONTE:anapaisagismo@gmail.com
A MAIOR LAVANDERIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR
A SUÍÇA ESTREMECE ZURIQUE ALARMA-SE
Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes.
Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo.
Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama.
O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco.
O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos.
Os suíços, então, passaram os nomes.
E a vida bancária foi retomada tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.
Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou.
A Suíça está temerosa.
O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir?
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido.
O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS.
Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental.
Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Máfia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suíça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
Agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na mini cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.
Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.
Hoje ele é presidente.
É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram caçar Al Capone.
Sob que pretexto?
Fraude fiscal !!!
Para muito breve, a queda do império financeiro suíço!
Jacob Blinder

Bastiões da democracia? Idosa de 84 anos é agredida por policiais nos EUA

Sanguessugado do Pragmatismo Político
Agredida e humilhada, Dorli Rainey (84) afirma que seguirá lutando
A polícia de Seattle reprimiu duramente uma manifestação organizada por indignados do movimento “Occupy” nesta terça-feira. Uma mulher de 84 anos, uma grávida e um padre foram atacados com gás de pimenta pelas forças de segurança. A imagem e as informações são do jornal Seattle PI.
A foto de Dorli Rainey, a mulher de idade, sendo carregada por dois manifestantes e com resquícios do produto químico em seu rosto tornou-se uma das imagens-símbolo do movimento civil, que se espalha por todas as grandes cidades dos Estados Unidos e luta contra a desigualdade social no país.
“É uma imagem horrível. Eu não sou tão feia assim”, disse Dorli, ex-professora, em uma entrevista à agência Associated Press. Ela é uma ativista conhecida no círculo político da cidade, e se descreve como “uma velha senhora em botas de combate”. Ela afirmou, mesmo após o incidente, que continuará a participar dos protestos. “Sou bem durona”.
Os confrontos ocorreram à tarde, quando os manifestantes se dirigiam de um acampamento no Colégio da Comunidade Central de Seattle até o parque Westlake. A polícia os interceptou quando duas marchas de manifestantes se encontraram em uma esquina, bloqueando a passagem.
O nível de tensão aumentou e a polícia começou a disparar o gás para dispersar a multidão.Ao menos doze pessoas foram atingidas pela fumaça.
“O gás de pimenta foi disparado apenas contra indivíduos que se recusavam a obedecer a ordem para dispersar ou que tinham um comportamento ofensivo em relação aos oficiais”, afirmou o porta-voz da polícia local, Jeff Kappel. Segundo ele, seis pessoas foram presas.
Uma menor de 17 anos, que também reclamou deter levado uma rajada de gás, foi detida,segundo os policiais, porque teria erguido um pedaço de madeira ameaçando os policiais.
Os manifestantes marchavam em apoio aos ocupantes do parque Zuccotti, em Nova York, que tiveram de deixar o local pela polícia e foram proibidos de acampar no local após determinação judicial.
Na segunda-feira, a Câmara de Vereadores de Seattle aprovou, por unanimidade, uma resolução em apoio ao movimento “Occupy”, reconhecendo o direito à liberdade de expressão na primeira emenda da Constituição, além de incentivar uma série de medidas para assegurar taxações mais justas.

A era da grande concentração


Quem considera exagero classificar a nova safra de governantes do euro como prepostos das finanças contra a democracia; ou desdenha do emblema adotado pelos indignados norte-americanos ("nós, os 99% ") talvez mude de opinião diante da estatística revelada agora pela consultoria Wealthx, de Cingapura (http://www.wealthx.com/home/).
A empresa sabe do que fala. A especialidade da WealthX é prestar serviços aos super-endinheirados do planeta, razão pela qual mapeou o calibre da clientela e concluiu: 185.759 endinheirados dos quatro continentes detém uma fortuna calculada em US$ 25 trilhões, nada menos que 40% do PIB mundial. O seleto clube comporta acentuada divisão interna de camarotes: o nível A é ocupado por 1. 235 mega-ricos que controlam uma dinheirama quase igual a dois PIBs brasileiros: US$ 4, 2 trilhões. Mas a 'desigualdade' entre as classes endinheiradas não é nada perto do abismo que o dinheiro escavou entre elas e os mais pobres.
O padrão nunca seguiu uma ordem inversa, mas nas últimas três décadas a supremacia das finanças desreguladas conseguiu dar envergadura inédita à palavra desigualdade. Nos EUA, por exemplo, os 20% que estão no alto da pirâmide social detém 9,7 vezes mais riqueza do que os 20% mais pobres. E o abismo é ainda mais fundo do que a borda sugere. Um milhão de norte-americanos ultra endinheirados possuem fortunas que oscilam entre US$ 10 milhões a até US$ 100 milhões, sendo que nata dessa elite , 29 mil pessoas, acumula US$ 100 milhões per capita.
Historiadores e estatísticos de distintas cepas ideológicas convergem numa mesma direção: a humanidade nunca viveu sob a pressão de uma assimetria tão profunda. Há esforços contracíclicos e o Brasil da era Lula é um destaque: o censo do IBGE de 2010 mostra que a concentração de renda no país --graças a uma década de políticas sociais abrangentes, com ganho real contundente de 53% para o salário mínimo nos últimos oito anos-- reduziu o índice Gini de desigualdade em 11,5%. Mas os 10% mais ricos ainda ficam com desconcertantes 44,5% da renda total, enquanto 50% mais pobres dividem 17,7% do bolo.
Após 30 anos de 'mimos' neoliberais em escala planetária seria ingenuidade imaginar que a democracia e o poder sobreviveriam indiferentes a esse padrão de ordenação econômica. O golpe branco dos mercados na Itália e na Grécia; o bloqueio a Obama nos EUA e a ascensão da direita em Portugal e na Espanha, entre outros, demonstram que essa turma não está para brincadeira.
O neoliberalismo está em crise, mas eles não largarão um osso de US$ 25 trilhões voluntariamente. Se preciso, os fatos estão a demonstrar, implodirão de vez a unidade formal entre o poder político e o comando econômico, instalando diretamente seus centuriões no lugar da soberania do Estado.
Postado por Saul Leblon às 23:29

O KUKLUXKLANISTÃO (ex-usa)quer censurar internet no mundo


O Kukluxklanistão (ex-usa) agora quer censurar a Internet, com certeza para que o PIG não seja desmentido, nem que existam mais protestos contra o fascismo. Nesse exato momento, o Congresso dos EUA está debatendo uma lei que pode conferir ao país o poder de censurar a Internet do mundo inteiro -- criando uma lista negra que pode ter o YouTube, Wikileaks e até mesmo a Avaaz como alvos! Sob essa nova lei, os EUA podem forçar os provedores de Internet a bloquearem qualquer website que seja suspeito de violar as leis de copyright e propriedade intelectual, ou que falhem em policiar suficientemente as atividades de seus usuários. E, por conta da maioria dos serviços de hospedagem de Internet estarem localizados nos EUA, essa lista negra poderia reprimir a web livre para todos nós. Assinem a petição da Avaaz, é o máximo que podemos fazer. http://www.avaaz.org/po/save_the_internet/?cl=1397725254&v=11165

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