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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Pragmatismo X Consciência * Mercado de trabalho * Sistemas politico e educacional -

Projeto de Lei de Meios - Segundo PHA, Dilma retomará projeto de Franklin



247 - Depois de quase romper com o governo Dilma, em razão da não aplicação de uma Lei de Meios no Brasil, semelhante à adotada por Cristina Kirchner na Argentina, o jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada, informa que a ideia não está morta e que o ex-ministro Franklin Martins, autor de projeto nessa direção, tem sido cada vez mais consultado. Leia abaixo:

LEY DE MEDIOS. MARINHOS 

VÃO ADOTAR A “DIETA FRANKLIN”

Dilma prepara o terreno e manda recado: “não tem ninguém aqui dormindo !”

O Ministro Franklin Martins redigiu uma excelente Ley de Medios. 

O ponto cardeal da Ley de Medios do Franklin é respeitar integralmente a letra e o espírito da Constituição Cidadã, a de 1988.
 

Não há ali uma vírgula que agrida a Constituição.
 

A Ley de Medios do Franklin foi um dos últimos atos do Presidente Lula.
 

Dos ex-ministros do Presidente Lula, Franklin é provavelmente o que mais contatos mantêm com ele.
 

O presidente Lula e a Presidenta Dilma acabaram de ter uma conversa de quatro horas.
 
Franklin esteve com a Presidenta mês passado.
 
Vai estar de novo.
 

Recentemente, num discurso do tipo “nunca dantes”, a presidenta foi pra cima da Globo e daqueles “do contra”.
 

A Casa Grande ficou em polvorosa.
 

O PSDB – que está em vias de extinção, assim como a Oposição, que desde 1988 não é tão pequena – ameaçou pedir ao Supremo que impeça a Presidenta de usar qualquer peça na cor vermelha, já que se trata da cor do PT.
 

Nem o batom pode ser vermelho, segundo os jenios do PSDB.
 

Com a politização da Justiça – que o Sarney denunciou – , a Casa Grande desistiu de buscar legitimidade nas ruas: vai buscá-la no Supremo, único lugar em que tem maioria (além do restaurante Fasano).
 

As atividades do Franklin demonstram que o Lula e a Presidenta decidiram emitir sinais.
 
“Ó de casa (Casa Grande) ! Nós não estamos dormindo, viu ?”, parece ser a mensagem secretíssima.
 

Aqueles 18′ do jornal nacional não ficarão impunes.
 
 

O falso apagão da massa cheirosa e da Urubóloga, a responsabilidade da Dilma na matança de reses na seca do Nordeste – nada disso, provavelmente, deixou de ser devidamente registrado no caderninho presidencial. 

Tudo parece indicar que a Presidenta “prepara o terreno”.
 

“Costeia o alambrado”,  diria seu guru de antanho, o saudoso engenheiro Leonel de Moura Brizola.
 

Desde já, as atividades do Franklin podem ter um efeito salutar.
 
Provocar uma sensível redução do peso de um dos filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio e todos detêm  inimaginável fortuna.)
 

Um deles talvez seja obrigado a adotar a “Dieta Franklin”.
 

A “Dieta Franklin” não trata de colesterol, de glúten ou de lipídeos.
 
Corta lucros e privilégios.
 


Reduz as horas de vôo de helicópteros, de jatinhos particulares, e a extensão de propriedades no litoral pátrio, de Ilhéus, na Bahia, a Angra, no Rio.

  
Provoca ira, má digestão, azia e, em ultimo caso, úlcera.
 

Mas, com certeza, reduz o peso.
 

De forma drástica.
 

E evita infartos.
 

Clique aqui para ler sobre Gilberto Carvalho e “a perda da hegemonia da Dilma.”
 
Veja também que os blogueiros sujos do Barão de Itararé querem sentar no clube que o Ayres Britto – o do Big Ben de Aracaju – montou para o PiG (*), no CNJ.
 

E a aula do professor Venício Lima sobre como a Europa pede a Ley de Médios e defende a liberdade de expressão. 

Paulo Henrique Amorim

POSTADO POR 
Lula chega a Cuba para participar de Conferência
Lula em Havana
Ex-presidente Lula chega a Havana e é recebido por 
vice-chanceler cubana, Ana Teresa Fraga González

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Governo diz que índios serão retirados do local (Fonte: Reprodução/ABr)
APÓS MUITA POLÊMICA

Museu do Índio será preservado

Governo do Rio desistiu de demolir o prédio, mas mantém decisão de retirar famílias indígenas que ocupam o local

fonte | A A A
O governo do Rio de Janeiro voltou atrás e decidiu tombar o prédio que abrigava o antigo Museu do Índio, que fica ao lado do estádio do Maracanã. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 28.
Ainda não se sabe, no entanto, qual será o destino das famílias indígenas que moram no local. O governo afirmou que o prédio será “desocupado” para que possa ser reformado. Os índios rejeitam tal decisão.
Em nota, o governo do estado do Rio informou que “ouviu as considerações da sociedade a respeito do prédio histórico, datado de 1862, analisou estudos de dispersão do estádio e concluiu que é possível manter o prédio no local”, ressaltando ainda que “está tomando as devidas providências para que o local seja desocupado dos seus invasores”.

Abrigos temporários

O Museu do Índio está fechado há seis anos e foi ocupado por tribos de diversas etnias que criaram a chamada “Aldeia Maracanã”. O governo havia decidido derrubar o prédio a fim de viabilizar a mobilidade no entorno do estádio, visando a Copa de 2014.
A secretaria estadual de Assistência Social informou que a intenção é criar um conselho de cultura indígena e um centro de referência para os atuais moradores da “Aldeia Maracanã”. Os índios, no entanto, teriam que morar em abrigos temporários até que esses espaços ficassem prontos. A proposta foi rejeitada pelos indígenas.
Em entrevista à BBC Brasil, o defensor público federal Daniel Macedo disse que “os índios não são invasores, como diz o comunicado. Pela posse prolongada [desde 2006], eles adquiriram o usucapião [direito à posse do imóvel] coletivo”.
*Nina
Posted: 29 Jan 2013 08:01 AM PST
Leia em nosso site: Cuba assume presidência temporária de bloco de integração Celac
Cuba assume presidência temporária de bloco de integração CelacCuba assume hoje a presidência temporária da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), bloco integracionista que encerra nesta capital sua primeira cúpula após sua fundação em dezembro de 2011.
A ilha caribenha durante 2013 dirigirá a entidade criada em Caracas, Venezuela, pelos 33 países independentes de uma região que buscará avançar pelos caminhos da integração e da concórdia.
Esses esforços serão conduzidos por uma Troica na qual além de Cuba trabalharão Costa Rica e Chile, nação que encerra hoje seu mandato na presidência.
Reunidos no segundo e último dia de sessões da I Cúpula da Celac, que está sendo realizada no centro de eventos Espaço Riesco, os presidentes aprovarão a declaração final do encontro e um Plano de Ação.
Esses documentos agrupam as prioridades da organização em temas como levar uma voz única aos fóruns internacionais, o desenvolvimento sustentável, a harmonia com o meio ambiente, as soluções à crise econômica e o combate aos flagelos da pobreza e o narcotráfico.
Havana estará encarregada de executar durante 2013 as atividades acordadas aqui pelos chefes de Estado e Governo.
Para o líder da Revolução cubana, Fidel Castro, o nascimento da Celac é o acontecimento institucional mais importante da região em um século.
Por sua vez, o presidente Raúl Castro qualificou o mandato na presidência desta entidade regional como uma grande responsabilidade.
“Este fato representa, além de uma alta honra, uma grande responsabilidade à qual consagraremos os maiores esforços e energias”, afirmou no mês passado ao encerrar a VII Sessão do Parlamento da ilha.
Há apenas alguns uns dias, o vice-chanceler Abelardo Moreno adiantou à Prensa Latina em um encontro com jornalistas que a gestão de Cuba à frente da Celac impulsionará a integração, o acordo e a consolidação da paz regional.
Segundo Moreno explicou, também potencializará a coordenação no marco do bloco dos mecanismos já existentes, como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), a Unasul, a Caricom, o Mercosul, o Sistema de Integração Centro-americano e a Comunidade Andina.
Outra linha de trabalho será “introduzir o conceito da solidariedade na cooperação entre nossos países”, disse.
Moreno adiantou a celebração neste ano de vários encontros, entre eles a I Reunião de ministros da Educação da Celac, em fevereiro em Havana, e um evento dos titulares de Cultura, no Suriname.
Durante o curso de 2013 serão celebrados outros sobre drogas, infraestrutura e a busca de uma nova arquitetura financeira regional, expôs.
Fonte: CubaDebate

domingo, janeiro 27, 2013

Evolução do estado de saúde de Chávez é favorável 

 

 

sábado, janeiro 26, 2013

Deleite - Papashanty Saunsysten Musica De Paz


Documentário - Derrubaram o Pinheirinho


Charge foto e frase do Dia


























A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.

Os que devem morreree devem morrer


 
A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.
Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.
Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.
É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.
Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.
Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.
São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.
A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.
*comtextolivre

Lewandowski mantém crédito extraordinário de R$ 42,5 bilhões para a União


Débora Zampier, Agência Brasil
“O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu hoje (25) manter o crédito extraordinário de R$ 42,5 bilhões aprovado pelo Executivo no final do ano passado. O valor foi estipulado em medida provisória, pois o Congresso Nacional ainda não votou o Orçamento da União de 2013.
O ministro negou liminar em ação de inconstitucionalidade proposta pelo PSDB e pelo DEM na última terça-feira (21). Para Lewandowski, o Estado brasileiro poderia ter sérios prejuízos se o pedido das legendas fosse acatado, ainda que haja motivo para questionamento legal.
 
 

Demotucanos corruptos sofrem mais um nocaute - Lewandowski: "Não se pode parar um país"

Lewandowski: "Não se pode parar um país"



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Os demotucanos corruptos, com apoio do ministro lobista, queriam paralisar o Brasil, mas o ministro mais lúcido do STF não deixou.
 

 
Ministro do STF rejeita ação direta de inconstitucionalidade que havia sido proposta pelos presidentes do PSDB, Sergio Guerra, e do DEM, Agripino Maia, contra medida provisória do governo Dilma que libera R$ 42,5 bilhões para obras do PAC e demais gastos federais; impasse foi criado quando o ministro Luiz Fux impediu votação do orçamento da União em meio à polêmica dos royalties

 

Fox demite Sarah Palin. A onda chega ao Brasil?

 

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Canal de Rupert Murdoch, que foi definido por Barack Obama como um partido político e inspirou a criação do termo "Partido da Imprensa Golpista", demite Sarah Palin, representante do neoconservadorismo americano e do chamado Tea Party; fontes próximas a Fox apontaram um gelo nas relações explícitas entre Murdoch e os republicanos; será que o corte pode inspirar movimentos semelhantes em relação a jornalistas engajados como Reinaldo Azevedo, Merval Pereira e Augusto Nunes?

247 - A partidarização da imprensa americana sofreu um duro revés nesta sexta-feira. O canal Fox News, que foi classificado por Barack Obama como um partido político e inspirou, no Brasil, a criação da expressão "Partido da Imprensa Golpista", abreviada como PIG, acaba de demitir a comentarista Sarah Palin. Ex-governadora republicana do Alaska, Palin era representante máxima do movimento neoconservador nos Estados Unidos e do chamado Tea Party, que prega rígidos valores morais – ainda que, na prática, eles não sejam seguidos com rigidez pela família Palin.

Fontes próximas à Fox enxergaram no movimento de Rupert Murdoch, dono da News Corporation, uma tentativa de aproximação com Obama, que acaba de tomar posse no seu segundo mandato. Murdoch estaria cansado de dar murro em ponta de faca.

No Brasil, os grandes jornais também vivem um momento inédito de partidarismo explícito, tendo como representantes máximos desse movimento jornalistas como Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, na Abril, e Merval Pereira, no Globo – entre muitos outros. Miriam Leitão, por exemplo, nesta sexta aponta paralelos entre a presidente Dilma e o general Garrastazu Médici – por mais esdrúxula que pareça a comparação.

Nos Estados Unidos, o principal magnata da mídia começa a constatar que, na era da internet e da informação livre, o poder de manipulação da opinião já não é o mesmo do passado. E o ódio acaba de perder uma tribuna na Fox News. A piada da hora é que Sarah Palin poderá, agora, se candidatar ao "Obamacare", como é apelidado o seguro-desemprego nos Estados Unidos.
*Saraiva

Reinaldo Rola Bosta - O Besouro da Veja



*Saraiva

Veja lamenta criação de 1,3 mi de empregos em 2012


“Isso é ou não ser do contra? Capa de Veja.com noticia, como manchete, a informação de que a criação de empregos foi a menor dos últimos três anos e que a "investida protecionista do governo não foi capaz de gerar postos de trabalho". Detalhe: a taxa de desemprego é a menor da história e o saldo positivo de vagas no ano passado foi de 1,3 milhão de pessoas; será que Roberto Civita, mais um corvo, ficará para trás?  (Estado, Globo e Folha também se juntaram aos corvos)
Às vezes, dá até preguiça acompanhar a imprensa que tem merecido o rótulo de "golpista" nos últimos anos. É o caso de Veja e de Veja.com, que coloca como manchete de seu site a seguinte informação: "Criação de emprego em 2012 é a pior dos últimos três anos". Subtítulo: "Investida protecionista do governo não foi capaz de garantir postos de trabalho".

Cabo de fibra ótica submarino que une Cuba à Venezuela começa a funcionar

Retirado do Opera Mundi




O aparato serve para acabar com as limitações nas comunicações da ilha caribenha, devido ao embargo norte-americano

Um cabo submarino de fibra ótica ligando Venezuela a Cuba, que terminou de ser instalado há quase dois anos, começou a ser usado de forma experimental para chamadas telefônicas e conexões de internet, informou nesta quinta-feira (24/01) o monopólio estatal de telecomunicações cubano (Etecsa).

"Desde o dia 10 de janeiro começaram ser realizados os testes de qualidade de tráfego de Internet sobre o sistema. Eles foram realizados utilizando tráfego real desde e para Cuba", disse a empresa Etecsa em um comunicado, publicado no diário oficial Granma.



O cabo de 1.600 km de cumprimento, que custou cerca de 70 milhões de dólares, devia entrar em operação em meados de 2011 para acabar com as limitações nas comunicações da ilha, devido ao embargo norte-americano.

O "cabo submarino de fibra ótica a Cuba com a Venezuela e Jamaica é operacional desde o mês de agosto de 2012, inicialmente com tráfego de voz correspondente à telefonia internacional" e desde 10 de janeiro, com conexões de internet, disse Etecsa.
Alerta

Contudo, a empresa alertou que "quando o processo de testes for concluído, o começo da operação do cabo submarino não significará que automaticamente sejam multiplicadas as possibilidades de acesso" à internet em Cuba.

"Será necessário executar investimentos em infraestrutura interna de telecomunicações e aumentar os recursos em divisas, destinados a pagar o tráfego de internet com o propósito de obter o crescimento paulatino de um serviço que oferecemos hoje, em sua maior parte, gratuitamente e com objetivos sociais", disse.

O governo cubano privilegia o uso da internet com fins sociais, por isso, atualmente, só há conexões em escolas, institutos científicos e centros de comunicação, mas em muito poucas casas.

Así se trata a los banqueros


*vermelho a esquerda

Neoconservadorismo religioso: fé, dinheiro e comunicação de massa


por Antonio Lassance*

03/10/2012


Há algo de novo por trás dos azarões

Os candidatos que surpreenderam por suas intenções de voto em algumas cidades do país podem não ser apenas “azarões”. Talvez sejam a face mais evidente de um fenômeno político que junta fé, dinheiro e comunicação de massa.

Os casos mais gritantes têm sido, até o momento, Celso Russomano, em São Paulo, e Ratinho Jr., em Curitiba. Mas eles não são os únicos. Ao contrário, expressam uma fórmula que tem feito sucesso. Não é um fenômeno que tende a tomar conta da política brasileira. Não representa um setor social majoritário. Não se vincula a um rígido padrão de classe. Mas se trata de uma maneira de se fazer política que tem ganhado corpo paulatinamente.

Uma legião de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador será eleita fazendo uso dessa receita. Estarão alinhados aos que já têm assento federal. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP, 2011), a bancada evangélica eleita em 2010 mais que dobrou em relação à de 2006, passando de 36 integrantes para 73 parlamentares.

A fórmula garante sucesso pessoal, financeiro e político. É um meio de vida que tem na política um de seus braços; na comunicação, sua voz; na religião, sua plataforma.

Embora retrógrado em vários sentidos, o neoconservadorismo religioso é um fenômeno de novo tipo. Por sua relação umbilical com a religião e a comunicação de massa, não se equipara a qualquer espécie anterior de populismo. O neoconservadorismo também é uma novidade em relação ao velho conservadorismo elitista, golpista e liberal. Aquele conservadorismo da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, de 1964, e que fez da Teologia da Libertação seu principal inimigo, nos anos 1970 e 1980, colhe agora o fruto do que plantou: o maior retrocesso do catolicismo em todos os tempos, seu afastamento entre os mais pobres, sua dificuldade em modernizar-se.

Segundo os dados do Censo de 2010, os evangélicos foram o segmento religioso que mais cresceu no Brasil nos últimos 10 anos. Saltaram de 15,4% da população para 22,2%. Passaram de 26,2 milhões para 42,3 milhões de brasileiros. Em 1980, esse percentual era de apenas 6,6%. (IBGE, 2010)

Os católicos, que em 2010 ostentaram um poderoso número de 64,6% da população, coincidentemente têm seu menor percentual no Rio de Janeiro (45,8%), estado onde o conservadorismo ortodoxo e o combate à Teologia da Libertação tinha sua organização mais consistente e sua liderança mais expressiva, Dom Eugênio Sales, arcebismo do Rio por 30 anos.

Não é na chamada “nova” classe média que o segmento evangélico mais cresce. É entre mais pobres. Mais de 60% dos pentecostais recebem até 1 salário mínimo. A segunda maior proporção está entre os sem religião (59,2% deles são pobres). Os católicos têm apenas a terceira maior proporção nessa faixa de renda (55,8% ).

O neoconservadorismo gosta de Estado, de políticas sociais, da promoção da igualdade. Talvez por razões cristãs, mas também porque se beneficiam dos tempos de bonança. Podem obter retribuição crescente dos fiéis que se julgam recompensados por alcançarem uma graça (emprego, pagamento de dívidas, aumento de salário, um tratamento médico).

Demagogos modernos

As características socioeconômicas ajudam a entender, mas são insuficientes para explicar o fenômeno por completo. Elas precisam ser vistas à luz da montagem de uma poderosa máquina política a serviço do neoconservadorismo religioso. Os nomes lançados à disputa municipal não foram escolhidos por sua posição na hierarquia religiosa. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, apenas 765 candidatos se declararam "sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa", sendo apenas 37 os candidatos a prefeito (apenas 0,24% do total), 39 vice-prefeitos (0,26%) e 689 (0,16%) os candidatos a vereador nessa condição, incluindo todas as denominações religiosas. (TSE, 2012)

A relação dos candidatos com suas igrejas é certamente um senhor reforço, na medida em que estão colados aos pastores que fazem sua pregação eleitoral de forma ostensiva, no púlpito e com o dinheiro dos fiéis, e a siglas partidárias patrocinadas por tais igrejas. Mas, para que os candidatos sejam competitivos, precisam de algo mais. Esse algo mais atende pelo nome de comunicação de massa.

Em um sistema eleitoral no qual as campanhas são muito curtas, o eleitor é cego diante de muitos candidatos, e o comunicador reina. O maior problema de um candidato é se tornar conhecido. O segundo é evitar ser rejeitado (conhecido negativamente).

O comunicador tem um horário eleitoral gratuito todo santo dia à sua disposição, conquistado, é bem verdade, por dotes pessoais. Ele deve ter talento na arte de atrair a atenção, de mobilizar paixões e ódios, de mexer com o sentimento das pessoas. Quando isso envolve pregação religiosa, a fidelidade tem tudo para ser bastante forte. O suficiente para aguentar três meses de campanha sob fogo cruzado.

O neoconservadorismo religioso pode ser uma novidade também por colher os frutos de um processo plantado desde 1997, quando se abriu espaço para uma nova leva de emissoras de rádio e TV e à renovação de antigas concessões. Em muitos casos, elas mudaram de dono e foram parar nas mãos de organizações religiosas, a ponto de se ter formado uma grande rede nacional de emissoras diretamente associada a uma dessas igrejas. Além disso, se tornou prática costumeira o aluguel de tempo de TV para programas de pregação religiosa. Algo aconteceu naquela época que transformou os evangélicos em uma força de grande peso midiático, antes mesmo de se tornarem uma força política e social de maior expressão.

Max Weber, no seu famoso texto em que distinguia os políticos que viviam para a política daqueles que viviam da política, chamava a atenção para o fato de que o jornalista havia se tornado o grande demagogo moderno. Tomava a expressão em seu sentido clássico, ou seja, referindo-se a quem tinha o talento especial de ser um mestre na arte de convencer o público a tomar partido, a se decidir a favor ou contra uma opção.

A velha mídia tem feito um convite diário à demagogia por meio da esculhambação do entendimento sobre a política. A disseminação da descrença nas instituições faz grassar o moralismo rasteiro e a fé ritualística que disputa o lugar do debate sobre propostas. O neoconservadorismo agradece. Mesmo seus representantes mais toscos têm muito mais a dizer do que os candidatos engomados e da predileção indiscreta da mídia mais tradicional.

*Antonio Lassance é cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.

*Opensadordaaldeia

Fernando Haddad, governo Dilma, Mercadante, PT Esquerda sem blablablá: Dilma e Haddad entregam moradias do "Minha Casa, Minha vida" para mais de 300 famílias e 54 ambulâncias do SAMU no aniversário de São Paulo




*opensadordaaldeia

"Velha Imprensa se casou com FHC e naufragou com o projeto dele",


Os donos do poder

Ilustração de Gustave Doré

por André Singer 

"O problema do político era o poder, só o poder, (...) sem programas para atrapalhar ou ideologias desorientadoras. O agente ideal para esta ação será o realista frio, astuto mais que culto, ondulante nos termos, sagaz na apreciação dos homens, aliciador de lealdades e pontual na entrega de favores." As palavras de Raymundo Faoro no livro cujo título encima esta coluna descrevem o que chamou de "patronato político brasileiro".
A provável ascensão de Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros às presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, atesta a plasticidade desse estamento, o qual, volvido meio século da publicação do clássico estudo, foi capaz de sempre adaptar-se à modernização (precária) do Brasil sem perder a essência, a saber, o controle do poder de base local.

O PMDB é, hoje, a principal sigla do patronato por ser a mais velha em funcionamento. Dispõe de capilaridade inigualável. Elegeu o maior número de prefeitos em outubro passado (1.027), 750 dos quais em municípios com até 15 mil eleitores. Os espalhados diretórios peemedebistas não são só fruto da expansão que o partido sofreu a partir de 1974. Antes da abertura, parcela da estrutura montada por antigas agremiações já o engrossava.

Tome-se o caso exemplar de Aluísio Alves, patriarca do clã que deverá ocupar agora o segundo posto na linha sucessória da Presidência da República. Eleito constituinte pelo Rio Grande do Norte em 1945, Alves ficou na UDN até que desavenças regionais o levaram ao arquirrival PSD para ganhar a eleição de governador em 1960. Integrava, portanto, a base aliada a Jango, mas, consumado o golpe de 1964, apoiou os militares, indo para a Arena.

Outra vez por conflitos estaduais, foi cassado em 1969, "sob alegação de corrupção", segundo o CPDOC. Transferiu a sua influência para o MDB, por meio do qual fez do filho, Henrique, membro do legislativo federal em 1970, o que se repete desde então.

Se, além disso, considerarmos que o PSD e a UDN foram formados de estruturas coronelistas que remontam ao império, a história do peemedebismo se perde na noite dos tempos, da qual emerge para assombrar uma sociedade que teima em esquecer de onde veio.

Dois fatores garantem a sobrevivência dos mecanismos arcaicos de patronagem. O primeiro é a persistência da pobreza. A penúria material da população gera o solo de dependência sobre o qual florescem diferentes modalidades de mandonismo. O segundo é a cultura que educa os quadros do estamento. Como os descreveu Faoro, um misto de realismo e sagacidade lhes permite prever em que direção soprará o vento. Depois, é só corrigir a posição das velas.
*Tecedora