Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, janeiro 22, 2013

Os dez anos de desenvolvimentismo petista de Lula e Dilma comparados aos oito anos do neoliberalismo tucano de FHC e Serra




Por que o PT ganhou todas as eleições nos últimos 10 anos

por José Dirceu

Uma comparação simples entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula/Dilma Rousseff (PT), em torno de uma dúzia ou pouco mais de pontos - não precisa mais que isto - mostra o quanto é diferente o jeito de governar dos tucanos e dos petistas. A comparação em cima dos resultados obtidos por um e por outro prova, também, o quanto é sem sentido e se dá em cima de razões meramente políticas a insistência dos tucanos em dizer que os governos Lula, principalmente no campo econômico, foram continuidade dos dois mandatos do presidente FHC. 

1) Taxa de inflação (IPCA):
FHC (1995-2002) - 100,6;
Lula (2003-2010) - 50,3%;

2) Taxa de Desemprego (IBGE):
FHC (Dezembro de 2002) - 10,5%;
Dilma (Dezenbro de 2011) - 4,7%;

3) Taxa Selic (Banco Central):
FHC (Dezembro de 2002) - 25% a.a.;
Dilma (Agosto de 2012) - 7,5% a.a.;

4) Salário Mínimo (IBGE):
FHC (Dezembro de 2002) - R$ 200 (US$ 56);
Dilma (Agosto de 2012) - R$ 622 (US$ 306);

5) Investimentos Públicos (Banco Central):
FHC (2002) - 1,5% do PIB;
Lula (2010) - 2,9% do PIB;

6) Dívida Pública Líquida (Banco Central):
FHC (Dezembro de 2002) - 51,5% do PIB;
Dilma (Julho de 2012) - 34,9% do PIB.

7) Reservas Internacionais Líquidas (Banco Central):
FHC (Dezembro de 2002) - US$ 16 bilhões;
Dilma (Agosto de 2012) - US$ 372 bilhões;

8) PIB (Banco Central):
FHC (2002) - US$ 459 bilhões (2º da América Latina e 15º do mundo);
Dilma (2012) - US$ 2,4 Trilhões (1º da América Latina, 2º das Américas e 6º do mundo);

9) Exportações (Banco Central):
FHC (2002) - US$ 60 bilhões;
Dilma (2012) - US$ 256 bilhões;

10) Empregos Formais (Caged-Ministério do Trabalho):
FHC (1995-2002) - 5 milhões;
Lula-Dilma (2003-2011) - 17 milhões;

11) Escolas Técnicas Federais (MEC):
FHC - 11;
Lula - 224;

12) Universidades Federais (MEC):
FHC - 1;
Lula - 14;

13) ProUni (MEC):
FHC - Não existia;
Lula-Dilma - 1 milhão de estudantes beneficiados;

14) Crescimento Econômico:
FHC (1995-2002) - 2,3% a.a.;
Lula (2003-2010) - 4,6% a.a..

15) Balança Comercial (Banco Central):
FHC (1995-2002) - Déficit de US$ 8,7 bilhões;
Lula-Dilma (2003-2011) - Superávit de US$ 290 bilhões


Fonte: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=17267&Itemid=2

Nenhum comentário:

Postar um comentário