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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, novembro 19, 2011

Americana Chevron é suspeita de ir além do permitido e tentar atingir pré-sal


A Polícia Federal investiga se a petroleira Chevron teria perfurado além dos limites permitidos no campo de Frade, no litoral fluminense. Na tentativa teria ocorrido o acidente que deu origem ao vazamento de petróleo que já dura 11 dias. A possibilidade de a Chevron estar tentando alcançar indevidamente a camada pré-sal é discutida internamente na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), já que foi utilizada sonda com capacidade para perfurar a até 7.600 metros. A PF também investiga a suspeita de que a Chevron empregue estrangeiros em situação irregular no País

Ambiente

. Delegado confirma suspeita, também levantada por técnicos da Agência Nacional de Petróleo (ANP), após vazamento do Campo de Frade, em Campos, que já dura 11 dias; empresa também é investigada por empregar estrangeiros sem autorização no País - As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

A Polícia Federal está investigando a possibilidade de a petroleira norte-americana Chevron estar tentando indevidamente alcançar a camada pré-sal do Campo de Frade. Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), que já dura 11 dias. Técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) admitiram ontem que discutem internamente essa possibilidade.

O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF e responsável pelo inquérito, disse que "uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos". Os especialistas da ANP suspeitam de que o emprego pela Chevron de uma sonda com capacidade para perfurar a até 7.600 metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade, é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo.

Além de investigar a hipótese de que haveria em curso, antes do acidente, uma ação exploratória em direção ao pré-sal, a ANP pretende apurar falhas na construção do poço, o emprego de material inadequado e a falta de realização de testes de segurança antes do início da perfuração.

A Chevron tem quatro poços autorizados no Campo de Frade. O site da ANP informa que um deles está concluído e os outros três (6CHEV4ARJS, 9FR47DRJS e 9FR49DPRJS), em fase de perfuração, em lâminas d"água que variam entre 1.184 metros e 1.276 metros de profundidade.

Ex-presidente da Associação Brasileira dos Geólogos de Petróleo, Nilo Azambuja afirma que as conjecturas que surgem em relação às causas do vazamento na Bacia de Campos, até mesmo as que vêm sendo investigadas pela ANP, não podem ser consideradas definitivas.

Segundo ele, a Chevron poderia estar tentando alcançar o pré-sal, sem que isso represente uma irregularidade. "A área é dela, se quiser pode ir ao Japão", afirmou ele, acrescentando que a empresa deve, com até 20 dias de antecedência, avisar a ANP sobre seus planos de perfuração, com detalhes da profundidade.


Estrangeiros.

A Polícia Federal também investiga a suspeita de que a Chevron empregue estrangeiros em situação irregular no País. Segundo o delegado Fábio Scliar, há indícios de que até pessoas que não deram entrada oficialmente no Brasil estejam trabalhando em plataformas localizadas no litoral brasileiro.

"Trata-se de um ilícito administrativo. Mas é algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária", explicou o delegado responsável. Um porta-voz da empresa negou essa possibilidade

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a prioridade, no momento, é conter o vazamento. "Estamos agindo neste sentido. Depois, vamos passar para a fase de apuração de responsabilidades e penalidades. Teve dano ambiental, tem multa, a legislação é clara. A área técnica vai produzir relatórios e, depois, vamos dar satisfação à sociedade", disse.

Já o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), reforçou sua posição de que os Estados produtores de petróleo têm de receber uma maior parte dos royalties pois são afetados pela operação. "Esse acidente é a demonstração clara do que significa um dano ambiental em um Estado produtor de petróleo. É uma prova de que eles devem receber uma parte maior dos royalties.".

WikiLeaks mostra telegramas em que José Serra queria entregar Pré-Sal para os americanos

 

Nos telegramas, é claro o entusiasmo dos americanos com José Serra e  com o pré-sal, chamado pela ex-cônsul Elizabeth Lee Martinez de "nova excitante descoberta" e "oportunidade de ouro" para as empresas americanas oferecerem tecnologia para a exploração.

Kassab tira férias e vai passear em Paris

Em férias de sete dias, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), viaja hoje a Paris para,segundo ele, apresentar a candidatura de São Paulo como sede da Expo 2020, exposição mundial. "É um evento mais importante para a cidade do que a Copa do Mundo de 2014", afirma Kassab. Só para inscrever a capital paulista, a Prefeitura pagou hoje R$ 180 mil ao Bureau International des Expositions de Paris.

A comitiva do prefeito na capital francesa inclui assessores, secretários, o vice-presidente da República, Michel Temer, e representantes de empreiteiras do País. Após a visita, os secretários e assessores de Kassab vão até Londres, na Inglaterra, onde farão uma visita técnica ao parque olímpico em construção na cidade-sede da Olimpíada de 2012.

Em licença não remunerada, Kassab vai pagar as próprias despesas, assim como o vice-presidente e os sócios de empresas como a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa. Para assessores e secretários, porém, o governo municipal vai bancar diárias de até US$ 495 dólares (R$ 891) para hospedagem, transporte interno e alimentação.

Os secretários adjuntos das pastas de Comunicação e de Relações Internacionais, um assessor pessoal do prefeito e o secretário especial de Articulação para Grandes Eventos, Walter Feldman, integram a comitiva. Quatro assessores da Secretaria de Relações Internacionais também estarão na viagem. A Prefeitura ainda mandou imprimir R$ 3,2 mil em folhetos de divulgação sobre a cidade, que serão distribuídos em Paris.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
*osamigosdopresidentelula

Que lição! Petrobras socorreu a incapaz Chevron…

 

A fonte não poderia ser mais insuspeita: é O Globo quem diz que foi a Petrobras, que opera o campo de Roncador, vizinho ao de Frade, que encontrou óleo no mar, avisou a Chevron e ainda emprestou os dois robôs  submarinos necessários para identificar a origem e começar a combater o vazamento de petróleo.
Emprestou porque o equipamento da Chevron, diz o jornal, “tinha capacidade limitada de operação e não conseguia fazer uma leitura precisa das coordenadas do local de onde vinha o petróleo”. E os robôs submarinos da Petrobras tinham e conseguiam.
A Chevron não é uma empresa inexperiente e sem equipamentos ou tecnologia. So que não se acanha de trabalhar aqui com equipamento limitado ou obsoleto, porque se sabe poderosa. Ao ponto de passar uma semana distribuindo press-releases e fotos mentirosas do vazamento e não ser questionada pela imprensa, como ocorreu.
Agora, os jornais falam em falta de transparência e os ambientalistas protestam. Muito bem, é o correto. Como foi incorreto seu silêncio.
Que episódio tristemente exemplar do comportamento colonizado de nossa elite “pensante”. Aceitou passivamente o “la garantía soy yo” da petroleira americana. Não foi atrás de um dado, de informações, de elementos. Era a Chevron, uma das “sete irmãs” do petróleo quem dizia, para quê?
Quis o destino que devamos também a um americano – um simples geógrafo, John Amos, do site Skytruth - a chance que tivemos de furar este bloqueio de servilismo. Foi ele, com a interpretação de fotos – públicas, por sinal – de satélites,  conseguiu demarcar o tamanho imenso da mancha de óleo. E a blogosfera – aliás, aos “blogueiros sujos” como nos chamam os “limpinhos”  da grande mídia – difundiu a verdade com que não contavam.
Na cabeça servil dos colonizados não entra o entendimento de que, para o Brasil, a Petrobras não é apenas uma empresa para furar poços e tirar petróleo como as demais. Não conseguem entender que é ela, e mais ninguém, quem tem a tecnologia, os equipamentos e o conhecimento para que essa perigossíssima atividade – e mais ainda no mar – possa ser feita em segurança e tenha uma fiscalização correta.
O resto, sobretudo a ANP, não tem tamanho, capacidade e, sobretudo, tamanho e conhecimento para se relacionar, de forma altiva e corajosa, com essas gigantes que estão por aqui. E que não podem ficar, se os seus métodos de trabalho forem os que estão sendo revelados na Chevron.
*TIJOLAÇO

19 de novembro dia da Bandeira

VERDE,AMARELO,AZUL,BRANCO E PRETO.
ORDEM E PROGRESSO ESTÁ ESCRITO EM PRETO

Los banqueros judíos (Inglaterra, EE.UU.) e Israel, y el Protocolo de Extinción

Rusia advierte que un ataque contra Irán "podría llevar a una guerra generalizada, y a una conflagración mundial". Muchos funcionarios y expertos aún no descartan la opción de una intervención bélica contra Irán, país acusado de desarrollar armamento nuclear. "¿Cuáles serían las posibles consecuencias que podría generar este ataque?", pregunta el diario Russia Today. Conozca la respuesta según la perspectiva de los medios de comunicación rusos.
Como lo adelantó BWN Patagonia, Inglaterra se sitúa como la cabeza estratégica detrás del atropello contra Irán, indicando el rumbo a seguir para EE.UU. e Israel.
El planeta ha retrocedido en el tiempo y nuevamente se enfrenta a una amenaza de dimensión global que puede destruir la vida en la Tierra. Tal y como ocurrió hace muchos años, cuando estuvimos al borde de un holocausto bélico nuclear. Una situación que también fue financiada por los Rothschild, Rockefeller y demás banqueros judíos que lucraron invirtiendo en ambos lados del conflicto.
"Gran Bretaña estimó que no debe descartarse ninguna opción en referencia a Irán, incluyendo la acción la militar, pese a que Rusia, Alemania y Luxemburgo están absolutamente en contra de esa consideración", dice Russia Today.
      "Todas las alternativas", contra Irán y su programa nuclear, "deben seguir sobre la mesa", sentenció el Ministro de Exterior ingles, William Hague.
"Al mismo tiempo", relata Russia Today, "Washington se suma a esta actitud, elevando el tono de sus amenazas contra Irán", Estados Unidos, "considera que es fundamental terminar "con el actual régimen de Teherán", con la excusa de impedir que la nación islámica construya armas nucleares.
      De esta forma, el mandatario estadounidense, Barack Obama, advirtió que “hay una tendencia creciente a utilizar la opción bélica” y que el cambio de "régimen" es inevitable. El presidente norteamericano dijo que "no hay alternativas descartadas” y que EE. UU. acudirá en las próximas semanas a reuniones con Rusia y China "para impedir" que Irán construya un arsenal nuclear.
En otras palabras, los únicos autorizados para utilizar armas nucleares son Norteamérica, Israel, Inglaterra y algunos países obedientes de la OTAN, los cuales no son juzgados ni inspeccionados bajo ninguna circunstancia.
      "Hay un gran consenso en oposición al programa nuclear de Irán, que representa riesgos no solamente en el contexto regional sino también para la Seguridad Nacional de Estados Unidos", agregó Obama, repitiendo muchas veces que Teherán debería "respetar las obligaciones internacionales" (que ni Inglaterra, ni Israel, ni Norteamérica respetan).
Russia Today señala que "por otra parte, Susan Rice, la embajadora norteamericana en Naciones Unidas, argumentó que, si no se detiene en este momento a Irán por las buenas, habrá que hacerlo muy pronto por las malas. Rice amenazó con la posibilidad de una intervención bélica militar en Irán: - es una alternativa viable que se acrecienta por culpa del comportamiento iraní-”.
      Tales aseveraciones confirmarían un eslabón de una campaña iniciada por la Casa Blanca, basándose presuntamente, en el reciente informe de la Agencia Internacional de Energía Atómica (IAEA), que indica que el pueblo de Irán estuvo trabajando en la construcción de armas nucleares hasta 2003. Estados Unidos dice que "podría incluso continuar haciéndolo en la actualidad".
La prensa de Rusia evoca las declaraciones de Fidel Castro
      "Castro vaticina una cruenta guerra", indica Russia Today, "El presidente de Cuba, Fidel Castro advirtió que una agresión de Israel contra Irán, respaldada por Estados Unidos, podría desencadenar una guerra sangrienta y de incalculables consecuencias para todo el planeta". Los medios rusos citan textualmente: -Por su capacidad de lucha, el número de habitantes y la extensión del país, una agresión a Irán no guarda similitud con las aventuras bélicas de Israel en Irak y Siria- en el pasado, advirtió Castro. En adición, enfatizó que el ultimo reporte sobre Irán confeccionado por la AIEA "empuja al mundo al borde de la guerra", haciendo énfasis en solamente "Israel tiene una enorme cantidad de armas nucleares y la capacidad de utilizarlas contra cualquier punto de Europa, Asia, África y Oceanía".
Tímidamente, muchos países expresan que no quieren poner al mundo al borde de la destrucción total, por un capricho de los banqueros judíos en Inglaterra y Norteamérica, ni por culpa de Israel. Desde Francia, utilizaron la frase: "Peor el remedio que la enfermedad"
  Señala Russia Today: "El ministro de relaciones exteriores francés, Alain Juppé, consideró que una acción de carácter bélico contra Irán constituiría un "peor remedio que la enfermedad" y que significaría entrar en una "espiral sin control".
      Sin embargo, el funcionario de Francia aseveró que la Unión Europea intensificará sus penalizaciones contra Teherán y solicitará a la Banca Europea de Inversiones "terminar relaciones comerciales con Irán".
La perspectiva rusa
       Haciendo hincapié en el análisis del experto internacional Adrian Salbuchi, Rusia considera que la posibilidad de una intervención militar en Irán se intensifica.
      "Las consecuencias de un ataque unilateral contra Irán, sea por parte de Gran Bretaña, EE. UU. o Israel, serían enormes, transcendentales, y no solo podrían conducir a una guerra generalizada, sino a una conflagración mundial".
Mariana Santarelli
*Gilsonsampáio
BWN Patagonia | Russia Today

sexta-feira, novembro 18, 2011

Por que os economistas midiáticos nunca admitem que erraram?


(Aqueles) economistas erraram de novo, de novo, de novo, de novo…
Paulo Moreira Leite

Ideia para zerar o déficit público: cobrar multa toda vez que determinados  economistas publicassem artigos tendenciosos e errados sobre a economia brasileira. Piadinhas pedantes seriam punidas com pagamentos adicionais.

Ia entrar tanto dinheiro que daria até para diminuir o impostometro, outra obsessão dessa turma. Em plena crise mundial, a agência de classificação Standard & Poor’s acaba de elevar a nota de risco soberano de longo prazo do Brasil de BBB- para BBB, e a nota de risco de longo prazo da moeda de BBB+ para A. Ao mesmo tempo, a S& P reafirmou as notas de curto prazo para país de A-3 para moeda estrangeira e A-2 para a moeda local. Conforme a agencia, a perspectiva do país é estável. Conclusão: ao contrário do que nossos sábios diziam, a economia brasileira não só está bem – relativamente – mas está sendo promovida na avaliação internacional.

No mês passado, outra agência, a Fitch, confirmou a nota de risco BBB do Brasil, com perspectiva estável. O rating BBB do Brasil foi obtido em abril, quando a Fitch elevou a nota soberana de crédito do país, que era BBB-. Em agosto, a agência japonesa R&I Japan também elevou a nota do Brasil. A agência Moody’s também fez o mesmo movimento em junho passado ao elevar a nota brasileira de “Baa3″ para “Baa2″.

Vamos combinar: a economia está em queda livre no mundo e não se pode dizer que o Brasil é uma ilha de prosperidade em meio ao colapso internacional. Crescemos 7,5% em 2010 e agora o pais está em guerra para fechar o ano com 3%.
A discussão não é essa mas saber se o governo fez o possível para dar respostas coerentes com a as mudanças na conjuntura.

Sabemos que as agencias de risco não são monumentos à sabedoria. Erram muito. Perderam boa parte de sua credibilidade em 2008, quando davam atestado de boa saúde a bancos que estavam à beira do precipício. Mas as profecias apocalípticas de determinados economistas são inesquecíveis. Nos primeiros meses do ano, diziam que a inflação iria explodir, que as medidas macroprudenciais não iriam funcionar e que era preciso jogar os juros nas alturas.

A inflação não explodiu e, nos piores meses, ficou muito próximo da meta. Os juros não foram às alturas. Ainda bem: se tivesse seguido tais conselhos, o Banco Central teria jogado o Brasil numa recessão grega.

(Na época, escrevi que era isso nossos sábios gostariam, pois têm uma idéia fixa de derrubar o crescimento. Eles observam que crescimento prolongado mantém o desemprego baixo e acreditam que isso é ruim para a inflação, pois as empresas precisam contratar mais funcionários e não podem pagar salários baixos. Neste caso, nossos economistas abandonam seus pruridos de quem acredita no mercado, apenas no mercado, e pedem intervenção do Estado para dar um jeito na situação. Deveriam pagar uma multa em dobro por espírito anti-social).

Em agosto, formou-se um novo coral de indignados quando o Banco Central cortou os juros em 0,5. Dizia-se que era pura interferencia política do Planalto, sem razão técnica. Mais uma vez se ouvia um coralzinho fúnebre sobre a autonomia da instituição. Vamos recordar o tamanho dos absurdos.

O BC dizia que a Europa estava afundando – coisa que nossos sábios, mais uma vez, não eram capazes de enxergar mas mesmo assim não perderam o tom nem a agressividade. O BC também dizia que havia espaço para derrubar os juros. Outro motivo para tomar pancada.

Aprendi, com um antigo presidente do Banco Central, que hoje se dedica a distribuir profecias negativas, que o pessimismo costuma render mais do que as boas noticias. “Quando mais pessimista for sua análise, mais altos serão seus honorários. Ninguém quer ser pego de surpresa.” Faz sentido.

Mesmo assim, diante de tal retrospecto, estes economistas poderiam pelo menos assumir um pouco de humildade para dizer que erraram, erraram, erraram…

Leia entrevistas e textos que o blogue publicou sobre o assunto:

Aqui, um executivo da construção civil explica a queda dos juros

Aqui, recorda-se o costume de maldizer a sorte quando a economia vai bem 

Aqui, comenta-se as críticas a decisão de reduzir os juros

*esquerdopata

Os Belos e Belo Monte



Marcelo Carneiro da Cunha
Terra Magazine

Pois estimados leitores cá estamos, dependendo de onde estamos. Se estivermos em São Paulo, por exemplo, podemos aproveitar das maravilhas da Balada Literária, a criação do Marcelino Freire para mostrar que evento de literatura pode, sim, pode, ser muito legal, ter altíssima qualidade, e, ora vejam, ser grátis. Basta querer que todo mundo que queira entrar entre, não é mesmo?
E entre um momento e outro da Balada cá estava eu, ciscando no Tuiti e pronto, fui atingido por um vídeo gravado por muitos atores globais baixando o cacete na hidrelétrica de Belo Monte, garantindo que ela é o mal sobre a Terra, o exu, o capeta, o diabo em sua versão mais úmida, e eu me pergunto, como eles sabem de tudo isso? E mais, por que o vídeo deles é igual a um americano, dirigido pelo Spielberg para fazer os americanos tirarem a bunda do sofazão e irem votar?
Por que atores globais fizeram um vídeo contra? Eu não tenho nada contra atores globais, fora o sotaque e a mania de fazerem teatro comercial, mas não tenho nada a favor. Pra mim, são tão ignorantes em assuntos de represas no Pará como quase todo mundo com quem eu falei antes de escrever essa coluna, se bem que, admitamos, muito mais fotogênicos. Mas, mesmo sendo pra lá de mais bonitos e reconhecíveis do que eu ou o senhor aqui ao lado, eles falam tanta besteira quanto qualquer um, e isso me irrita. Energia eólica é mais limpa? Alguém já viu um parque eólico, que por demandar vento costuma ficar no litoral, onde também ficam as praias? Importante, necessário, talvez melhor, mas, limpo? Defina limpeza aí, seu global, porque eu talvez ache uma represa cheia de água no meio de uma floresta cheia de água algo mais natural do que cataventos altíssimos transformando por completo uma paisagem que antes era perfeita. Solar? Estimado espécime global, sua senhoria faz idéia da área necessária para produzir 100 megawatts de energia solar? Eu sei, e é um monte de área, que não vai servir para mais nada, montes de recursos, dinheiro pra caramba, e ainda temos os enormes custos de manutenção. Belo Monte são 11 mil megawatts, senhor ou senhora global. Faça as contas antes de vir ler texto dado por sei lá quem, e talvez eu realmente leve a sério o que dizem, o que o senhor ou senhora talvez mereçam, desde que trabalhem para isso.
Os bonitinhos dizem que Belo Monte vai criar um baita lago e afogar a floresta. Eu, feinho, fui estudar. O lago da represa vai ocupar uma área de 516 km2, me informa o Google. O mesmo Google me diz que o estado do Pará possui uma área de 1.247.689,515 km2. O que deve querer dizer que o lago a ser formado vai ocupar uma área equivalente a 1/2400 da área do estado do Pará, que por sua vez é um estado com 7 milhões de habitantes, com dois milhões deles morando em Belém e todos participando do Círio de Nazaré, pelo que vejo. Ou seja, uma represa vai alagar uma área de 1/2400, ou nada por cento, de um estado basicamente vazio e isso se torna um problema por que mesmo? Não dêem texto, provem. Do jeito que vocês falam, encenando, eu não tomo como sério o que é dito. A moça vem e diz "24 bilhões" e soa como o Dr. Evil falando "One billion dollars" com o dedinho na boca. Dona, diga aí qual é o PIB brasileiro em 2010, e quantos por cento do nosso PIB, a nossa riqueza nacional, a hidrelétrica vai custar, diluída por 50 anos? Vosmecê sabe? Ó aqui a minha boquinha enquanto ela diz, assim: D-U-V-I-D-O.
Leitores, me irrita, e muito, essa tentativa de fazer a minha cabeça por processos tão rudimentares. Se querem, mandem coisa melhor e terão toda a minha atenção. Isso aí é manipulação tola, boba, mesmo que muito bem intencionada. Isso tem cara de ONG que consegue apoio de um publicitário bonzinho e muita gente bacana e vamos lá, salvar as baleias do Xingu. Pois me irrita pra caramba, pelo desrespeito para comigo, que vivo no mundo real, não dos comerciais sejam eles do governo ou de ONGs. Eu não sou uma baleia, acho.
Eu vivo em uma sociedade industrial, que pode abrir mão de muitas coisas e do bom senso quase o tempo inteiro, mas não resiste a umas poucas horas sem energia. Vira gelo, sem gelo pro uísque. Vira fogo sem ar condicionado para resolver a vida na fornalha. Vira uma luta pelo pedaço de pão mais próximo, vira a impossibilidade de chegar até a nossa casa. Podemos ficar sem quase tudo, e eu poderia ficar muito bem sem axé, o Malafaia e a lasanha congelada, mas não podemos ficar sem energia. Podemos e devemos economizar energia. Podemos e devemos desenvolver energias renováveis, e o faremos. Podemos e devemos esquecer a maluquice de construir Angras 3, 4 o escambau, mas não o faremos. Angra 3 ou 4 são muito, muito piores do que qualquer Belo Monte e certamente piores do que Fukushima, especialmente se ficarem no Rio, que, digamos, não é o Japão.
Mas para chegarmos até as novas energias, precisamos de energia da que se produz agora e o resto é, infelizmente, poesia. Não a qualquer custo, mas a custos que valha a pena pagar. E essa avaliação tem que ser muito, mas muito racional e justa do que eu vejo nos youtubes que vêm e vão.
Se vamos escapar do fogo ou do gelo, é pela inteligência, como sempre foi e será. E desse debate, por tudo que eu vi, ela está longe, muito longe, muito mais longe do que o Pará, e muito menos inteligente do que precisa ser para ser.
Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe", publicados pela editora Projeto.

*esquerdopata

Que tal uma faxina no Jornal Nacional?

Quanto custa 1 minuto de NÃO-NOTÍCIA no Jornal Nacional?
Taí um bom motivo para uma CPI senhores deputados e senadores.
Não esqueçam que a Globo tem uma concessão pública de TV.
Não é a Globo que vive martelando na cabeça de todo mundo que político é corrupto.
Esconder notícia é corrupção braba.
Esconder notícia é crime.
Que tal uma faxina no Jornal Nacional?
*GrupoBeatrice

A FANTÁSTICA CARTA AO BRADESCO (a melhor do ano)‏

A FANTÁSTICA CARTA AO BRADESCO


VEJAM QUE ABSURDO
Esta carta (abaixo) foi enviada ao Banco Bradesco, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras.

Tenho que prestar reverência ao brasileira(o) que, apesar de ser altamente explorada, ainda consegue manter o bom humor.

CARTA ABERTA AO BRADESCO

Senhores Diretores do Bradesco, Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc)..

Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade..


Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas.

Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples.

Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho.

O padeiro me atende muito gentilmente.

Vende o pãozinho.

Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..

Além disso, me impõe taxas.

Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'.

Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro.

Ou seja, comprei um produto de seu negócio.

Os senhores me cobraram preços de mercado.

Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado.

Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.

Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.

- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito.

Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.

- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma...

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria.

Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal.

E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.

Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..

Sei que são legais.

Mas, também sei que são imorais.

Por mais que estejam garantidas em lei, voces concordam o quanto são abusivas.!?!

ENTÃO ENVIEM A QUANTOS CONTATOS PUDEREM. VAMOS VER SE MEXE COM A CABEÇA DE QUEM FEZ ESSAS LEIS PARA PENSAREM O QUANTO ESTÃO ERRADOS!!!

Já fiz minha parte enviando p/você. . .

Precisamos evitar tais ROUBOS LEGALIZADOS !!!!
*bichomalukabeleza

FHC adere à “marcha contra corrupção”?

Por Altamiro Borges

O golpista Carlos Lacerda que se cuide! FHC quer lhe roubar o título de maior falso moralista da história do Brasil. Nos últimos dias, em artigos e discursos, ele encarnou a figura do udenista e desembestou a falar em “ética”. Se bobear, vai propor que a “marcha contra a corrupção” vire uma ONG, no modelito neoliberal, e que ele, sempre tão modesto, seja eleito seu presidente de honra.

William "Bill" Waack


Eric Ehrmann, para o The Huffington Post (maior site noticioso dos Estados Unidos)
3/11/2011


Wikileaks irrompe no Brasil... Assange marca âncora de telejornal como verruga da mídia
Com a Corte de Apelações Londrina decidindo se o ativista de mídia Julian Assange deve ou não ser extraditado à Suécia a fim de submeter-se a julgamento por crimes sexuais, o fundador do Wikileaks dançou seu última samba ao expor um dos âncoras de maior credibilidade no telejornalismo do Brasil como sendo o que parte da mídia local vem chamando de informante, ou até mesmo agente da CIA, incumbido de promover a política e interesses dos Estados Unidos.
De acordo com mensagem confidencial do departamento de estado, publicada pelo Jornal do Brasil e outros veículos de mídia on line, a pessoa visada é William “Bill” Waack. O jornalista de 59 anos de idade da TV Globo moderou um crucial debate nas últimas eleições e é âncora da TV Globo.
Waack fez boa presença ao entrevistar a secretária de estado Hillary Clinton que representou o presidente Barack Obama numa viagem de 36 horas ao Brasil, e que depois ajudou a encaminhar junto às autoridades nacionais negócios de interesse americano na viagem de março.
O documento do departamento de estado revela que Waack contou a funcionários americanos que Dilma era candidata menos qualificada e que parecia “incoerente”, manifestações essas coerentes com os esforços posteriormente empreendidos pelo jornalista que buscaram caracterizar Dilma como candidata pouco promissora na campanha eleitoral.
Festejado correspondente estrangeiro da TV Globo em capitais européias e em áreas de conflito, que chegou a âncora dos telejornais de maior audiência da emissora, a imagem de Waack como uma espécie de Walter Cronkite brasileiro parece mais ajustar-se à descrição das atividades que se faz dos dispositivos de propaganda arranjados pelo legendário estrategista global para a mídia da CIA Cord Meyer, que permanece até hoje como articulador para assuntos da inteligência dos Estados Unidos.
Meyer entrou para a CIA depois de haver rompido com os comunistas do movimento federalistas, uma organização globalista pioneira. Seu manual para a mídia da América latina acabou sendo herdado por Tom Enders, quem, como Meyer, foi membro da organização secreta “A Chave e o Manuscrito” de Yale e serviu como assistente do departamento de estado para assuntos interamericanos durante a era Reagan, quando Waack apresentou-se pela primeira vez aos coquetéis partidários que incluíam jornalistas.
Ao longo dos últimos anos, de acordo com o Jornal do Brasil e outras fontes, Waack encontrou-se por diferentes ocasiões para passar e receber informações do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, e oficiais do governo de Israel. As opiniões pró-americanas de Waack têm sido excitadas na revista “Interesse Americano”, em que Waack tem censurado severamente o Brasil por causa da intensificação das suas relações de comércio com a China.
Ainda que seja comum para a diplomacia e os serviços secretos das nações que constituem o grupo dos 20 manterem relações com a mídia, por meio das quais informações e dinheiro mudam de mãos – mesmo que tais contatos permaneçam ocultos – as revelações sobre Waack podem representar mesmo assim um “canto do cisne” para Assange.
O fundador do Wikileaks vem batalhando para garantir suporte financeiro para seu projeto cujo sentido econômico diz ele em sua biografia na Wikipedia é baseada no estilo americano de libertarismo. Apoiadores de esquerda do seu projeto têm sempre destacado as contradições entre os pontos de vistas libertários de Assange e os deles próprios, que advogam por uma internet verdadeiramente aberta. A BBC e outros sites noticiosos informam que o Wikileaks deixou de publicar informação classificada.
Pra desenrolar a fita do mito urbano que leva as pessoas a pensarem que tudo que diga respeito ao Wikileaks é secreto, é preciso que se diga que ao menos 245.000 dos documentos que constituem a massa do projeto 53% não está classificado, 40% é classificado como confidencial com vistas a salvaguardar interesses americanos em torno das matérias, e apenas 7% levam o carimbo de secretos.
A popular ONG sueca conhecida como “partido pirata” vem abrigando o Wikileaks em seus servidores, mas afastou-se de Assange tão logo ficou evidente que seus problemas de ordem legal estavam comprometendo suas filiações e dificultando os esforços da organização de cobertura “Partidos Piratas Internacionais” para fazer da ONG um player na política de varejo brasileira, vista como oportunidade.
Ironicamente, o ex-presidente Lula, alvo freqüente das críticas do Wikileaks, deu suporte a Assange depois que ele foi detido em dezembro último pelas autoridades britânicas. Também o capitão reformado da marinha Daniel Ellsberg, famoso pelos “papéis do pentágono”, expressou solidariedade ao fundador do Wikileaks sugerindo que Assange foi vítima da mesma repressão que ele mesmo sofreu quando desgostou Richard Nixon e Kissinger em 1971.
Apesar dos esforços feitos para denigrar a imagem de Dilma, sua aprovação beira os 70%. Ela acabou de subir o tom em relação à política amena em relação às ONGS de todas as linhagens, suspendendo-lhes o pagamento de subvenções federais de 7,5 bilhões de dólares recebidas nos últimos 3 anos. A mudança de atitude dependerá de um censo das ONGS, muitas delas com agendas globais, como o nascente Partido Pirata do Brasil.
Devido ao fato de que Waack é um mito no Brasil, dificilmente sua imagem sairá arranhada do episódio. Mas a revelação é um lembrete à imprensa livre e aos que advogam uma internet livre sobre como a diplomacia pública americana, manifesta na cultura midiática local, pode produzir realidades políticas em democracias emergentes, com potencial de interferir nos resultados das urnas.
Agora o jogo grandioso desloca-se para o Rio de Janeiro e para e o batuque do samba. Com as eleições municipais à vista e a influência do ex-presidente Lula, afastado para se submeter a tratamento médico, a próxima parada carnavalesca da política brasileiro bem pode ter William Waack puxando o bloco.
 link para o artigo em inglês: http://www.huffingtonpost.com/eric-ehrmann

O caso Wiliam Waack: David responde aos Golias



Para quem pegou o programa pela metade convém retomá-lo. Há quase 2 meses atrás este Blog reproduziu notícias que circulavam pela rede dando conta da existência de documentos do Wikileaks que associavam o jornalista Wliam Waack com o governo americano.
Antes desse texto, um primeiro foi publicado  que apontava o surgimento da TV Globo como resultado, por um lado, da iniciativa do governo militar que se instalou no país com o golpe de 1964 e, por outro lado, do acordo firmado entre o jornal da família Marinho e o grupo americano Time – Life  em 1965 na cidade de Nova Iorque.
O texto encerrava-se com a afirmação opinativa de que muito embora fossem conhecidas as ligações da TV Globo com grupos americanos, desconhecia-se o fato de que essas relações se estendessem ao governo daquele país e que muito menos tivessem continuidade até os dias de hoje, como faziam supor  os documentos trazidos a público pelo Wikileaks.
Esse texto permaneceu postado sem que suscitasse maiores controvérsias.  Até que pouco tempo depois a mídia anunciasse o encerramento das atividades do site, o que fez o Blog publicar novo texto lembrando a existência dos documentos relacionados às atividades do jornalista.
O assunto ganhou então súbita divulgação, vindo a ser repercutido pelos principais sites noticiosos do País e do exterior como o americano Huffington Post.
Essa repercussão apenas foi possível porque o site R7 de Edir Macedo com sua mais que conhecida indisposição com relação à TV Globo, fez publicar matéria que citava o Blog como fonte da informação e reproduzia à sua conveniência trechos do texto nele postado.

Foi o bastante para que um tema amanhecido ganhasse fóruns de novidade e viesse a dar ensejo como que a um escândalo nacional.
Confirma a exegese simplória do que pode ser denominado o “episódio Waack” a matéria do site Observatório da Imprensa, subscrita pelas representantes “Organização Pública” de jornalismo investigativo, responsável pela divulgação dos documentos do Wikileakis.
 Nessa matéria as jornalistas Marina Amaral e Natália Viana,  a par de buscar banir quaisquer suspeitas sobre as atividades Wiliam Waack, manifestam elas mesmas surpresa com a repercussão do assunto.
Na defesa do colega jornalista, Marina e Natália, colocam na berlinda os ex-ministros Nelson Jobim e José Dirceu não deixando dúvidas sobre a opinião de que sobre esses sim deveria recair a condenação dos leitores e internautas. Inferem que por serem homens de Estado deveriam pautar suas condutas por maior recato nas interações com governos estrangeiros.
Usam em favor do jornalista a imagem do mecânico com mãos sujas de graxa para insinuarem que era da natureza do trabalho de Waack falar sobre aquilo que seria seu ofício, informar.
Arrolam testemunha o ex- presidente do Instituto Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Fausto, e criam uma distinção retórica (que dá título ao artigo) entre “interlocutor” e “informante” para fazer crer que Waack seria uma espécie de consultor esporádico do governo americano e não fonte permanente de informação.
Enfim, uma dedicada peça de defesa ao colega de profissão cujos malabarismos conceituais dispensam consideração.
Chegam até a deslocar o foco da celeuma para uma questão conexa que pouca relação tem com o que está em discussão: cabe a um jornalista com posições políticas definidas, moderar debates políticos ocultando suas opções partidárias, perguntam elas? Pergunta irrelevante tendo em vista que as posições políticas manifestas por Waack nos programas que comanda coincidem em gênero e grau com as da emissora para a qual trabalha. O que pensa ou o que não pensa pessoalmente o jornalista soa nesse sentido secundário.
É todo o contexto que deve ser considerado. A impropriedade de que um jornalista que conduz dois programas de grande penetração na TV brasileira, freqüente colóquios com representantes de governo estrangeiro e interfira com seus posicionamentos na disposição de multinacionais estrangeiras em contribuírem com uma ou outra das candidaturas concorrentes em pleitos nacionais, como o de 2010 que levou a desafeta do jornalista Dilma Russef à presidência da República.
Se contatos com governos estrangeiros mantiveram também agentes ou ex-agentes do Estado, agiram eles sim de acordo com a natureza de suas atividades.
Se exorbitaram no que lhes era dado falar, cabia ao governo demiti-los. O que, de um modo ou outro, parece ter ocorrido. Mas que sanção sofreu Waack ao criar condições políticas favoráveis a uma única candidatura? Qual a extensão e a natureza desses contatos?
Evidente que essas dúvidas não podem ser esclarecidas pelo libelo de defesa que fazem as colegas jornalistas de Waack. Em última instância, apenas os Órgãos de Segurança brasileiros poderão esclarecê-las.
Que fique claro para Waack: não foi o inofensivo Blog de um cidadão sem filiação partidária que expôs o jornalista, mas os documentos do Wikileaks e o enfoque que pretenderam dar ao episódio os grandes adversários da emissora  para que trabalha.
Quer prender, quer arrebentar quem expressa livremente suas opiniões para salvaguardar seu pretenso direito de fazer um jornalismo questionável em termos dos interesses nacionais? Que o faça! Mas qualquer um também terá o direito de pedir que se o investigue pela dúvida de extrapolar seu papel de informar àqueles, que a princípio, seria pago para informar.


O que não nos mata torna-nos mais fortes

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http://www.ateismo.net/

Movimentos Sociais no séc.XXI

Eles nasceram da necessidade de reivindicar o direito à democracia, à melhoria nas condições de trabalho, ao voto, à terra, contra a violência, contra o capitalismo, contra a corrupção, contra as guerras.
Os movimentos sociais reverberaram e continuam a reverberar suas vozes nas ruas, nas praças, em prédios públicos, na rede virtual, pelos quatro cantos do planeta, para fazer e transformar a história dos países e das comunidades.
No Brasil, representantes de um partido político, que surgiu desses movimentos sociais, depois de anos de luta, chegaram ao poder maior do estado.
Quais as relações entre estado, poderes econômicos e movimentos sociais? Que transformações regem esse tênue espaço de comunicação entre governo e sociedade? Como as lideranças sociais podem ajudar a fortalecer e aprimorar ainda mais a democracia?
 

*comtextolivre

Lei de Acesso à Informação e Comissão da Verdade

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção do Projeto de Lei que garante o acesso a informações públicas e do Projeto de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O governo brasileiro deu hoje (18) um significativo passo para tornar o Estado ainda mais transparente e democrático. Numa cerimônia concorrida, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei do Acesso à Informação, que regulamenta a consulta de documentos públicos, e a lei que institui a Comissão Nacional da Verdade, que vai apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.
São leis, explicou a presidenta, que consolidam a democracia e tornam o Estado brasileiro mais transparente, garantindo o acesso à informação, o direito à memória e à verdade, e o pleno exercício da cidadania. Elas colocam o Brasil num patamar de subordinação do Estado aos direitos humanos. O cidadão ganha mais poder de controle e fiscalização.
“O que era lei de sigilo se torna lei de acesso à informação. E nenhum ato ou documento que atente contra os direitos humanos poderá ser colocado sob sigilo. Essa é uma conexão decisiva com a lei que cria a Comissão da Verdade. Uma não existe sem a outra”, disse a presidenta.
Na presença de familiares de desaparecidos políticos, convidados para a cerimônia no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma afirmou que a Comissão da Verdade é uma homenagem aos que lutaram pela democracia nos anos de arbítrio. Seu dever é resgatar a verdade para que as gerações futuras conheçam o passado do Brasil e para que “os fatos que mancharam nossa história nunca mais voltem a acontecer”.
Segundo Dilma Rousseff, outros países que viveram sob ditaduras também resgataram a verdade sobre o passado por meio de comissões semelhantes. O momento histórico do Brasil chegou, mas sem revanchismo.
“O Brasil se encontra consigo mesmo. Sem revanchismo, mas sem a cumplicidade do silêncio. Um país vitorioso de um povo vitorioso que tem hoje o privilégio de viver em sólida democracia que foi construída por muitos que lutaram, por muitos que resistiram. A lei do acesso à informação e a lei que institui a Comissão da Verdade se somam ao esforço e à dedicação de gerações de brasileiros e brasileiras que lutaram e lutarão para fazer do Brasil um país melhor, mais justo e menos desigual, brasileiros que morreram, que hoje homenageamos não com processo de vingança mas através do processo de construção da verdade e da memória.”

Charge do Dia

GUERRILHEIROS VIRTU@IS em dúvida: foi os USA quem transferiu 'modus operandi' prá PMSP ou foi ao contrário?

Globo se arrependeu e cortou a PF do caso Chevron?

Edição cortada na internet
 
E o trecho que foi eliminado do original
 
Cada vez mais acontecem coisas estranhas neste caso do vazamento de petróleo no poço da Chevron no Campo de Frade, ao largo do litoral do Rio de Janeiro.
Ontem à noite o Jornal Nacional da Rede Globo publicou uma extensa matéria sobre o assunto.
Ouviu o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal, dizendo que investiga a possibilidade de que tenha havido erro na perfuração.
Ouviu o geógrafo John Amos, da SkyTruth, que revelou – como antecipou anteontem este Tijolaço – que o vazamento podia ser dez vezes maior que o anunciado, e cobria uma área maior que o município do Rio de Janeiro.
Contava que a empresa responsável pela perfuração da Chevron, a Transocean, era a mesma que perfurava o poço que causou o acidente no Golfo do México.
A matéria terminava com um sobrevôo da área, em um avião da Chevron, na companhia do diretor de meio-ambiente da empresa, que não quis gravar entrevista, mas disse ao reporter que a quantidade de óleo que vazava “era muito pequena”.
Corretamente, ao final, a apresentadora registrava que o vôo era uma cortesia da Chevron com a emissora.
Estranhamente, porém, a matéria que foi colocada no site do Jornal Nacional foi cortada.
Na verdade, decepada.
Dos quatro minutos originais, ficaram dois.
O delegado, o ambientalista, a foto de satélite com a mancha e a comparação com a área do Rio de Janeiro foram para o lixo.
Não dá para entender o que aconteceu. Não pode ser o tamanho do vídeo, porque a reportagem sobre o depoimento de Lupi teve quatro minutos e está lá, na íntegra.
Será que “alguém” se distraiu e só viu a matéria depois de ir ao ar? E aí, furioso, mandou cortar os hereges que ousaram colocar um delegado e um ambientalista dizendo que uma petroleira americana pode ter culpa no cartório por um grande desastre ambiental.
Por sorte, a gente estava gravando o JN com uma camêra manual, e coloca aí em cima os dois vídeos. O “decepado” e o trecho que foi retirado dele na página do Jornal Nacional.
Confesso que depois destes oito dias de loucura, tentando apurar informações que não saíam em lugar nenhum e que agora se confirmaram, já tinha pensado em descansar depois da edição do JN, achando que, agora, o jornalismo ia fazer o seu papel. Como o nosso vídeo tinha qualidade inferior, por ter sido gravado numa câmera doméstica, sem tripé e de uma tv, resolvi esperar o “oficial”.
E aí o “oficial” era uma versão mutilada, onde ficava só a versão da petroleira.
*Tijolaço
 

Não se derruba um colosso com pedradas



Por Cristiano Alves



É extremamente comum ver mentecaptos obcecados por propaganda anticomunista repetirem ad infinitum que "Stalin matou milhões", números desproporcionais e nitidamente criados que oscilam entre 5 e 300 milhões(!!!). O fato, entretanto, é que os números revelam uma realidade bem diferente deste onanismo reacionário, revelando, por exemplo, que durante a Era Stalin, as populações de grandes-russos(russos), russos-brancos(bielorrussos) e pequenos-russos(ucranianos) aumentava em cerca de 1,3 a 1,5 milhões por ano. De acordo com A. V. Zemskov, estes são os números concretos:



O número de russos(grandes-russos, pequenos-russos e russos-brancos) nos tempos da direção de Stalin aumentou em cerca de 1,3-1,5 milhões por ano.

1926  – 113,7 milhões. (146,6 млн. – população aproximada da URSS) 
1939  – 133 milhões.    (170,6 milhões.) 
1959  – 159,3 milhões. (208,8 milhões.) 

Para comparação, nos tempos da direção de Yeltsin, o número de russos na Rússia encurtou em 6,8 milhões de pessoas, nos tempos de Putin, 6,4 milhões.* Estima-se que nos dias de hoje, anualmente, cerca de 500 mil russos morrem de tuberculose, AIDS e narcomania. De modo que antes de se falar em qualquer "vítima de Stalin", deve-se falar primeiro em quem é "vítima da propaganda anti-Stalin", uma verdadeira lavagem cerebral feita nas massas de modo a ocultar uma verdade que muitos, por interesses ocultos e individualistas, preferem negar, a de que o socialismo, e só o socialismo científico, poderá colocar um ponto final nos problemas sociais enfrentados pela humanidade, e é só este sistema, em sua mais pura forma, sem "jeitinho brasileiro" ou qualquer que seja, que poderá levar o Brasil ao status de superpotência.

*Extraído de http://a-zemskov.livejournal.com/24384.html . Época de Stalin: apenas fatos. Site do historiador russo A. V. Zemskov.
*comunidadestalinblogspot

Chávez brinca com careca de Lula


Chávez brinca com careca de Lula e diz que América Latina precisa do brasileiro
DA EFE, EM CARACAS

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "coco pelado" por raspar a barba e a cabeça antes de sofrer as consequências da quimioterapia, "está marcado pela vida e sobreviverá".

"Vi Lula hoje com um novo 'look'. Está como eu, coco pelado, porque está fazendo quimioterapia. Vi sua mulher fazendo sua barba", afirmou Chávez em discurso durante a formação de policiais militares, onde pediu uma salva de palmas para o brasileiro.

"Avante, Lula. Lute contra a adversidade e viva porque te amamos, velho amigo. Precisamos de você para continuar forjando a unidade de nossos povos e a paz da América do Sul", acrescento
Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Jorge Silva/Reuters
Após ressaltar que o ex-presidente é um "grande companheiro" e pedir orações para ele e por "esse grande povo irmão" do Brasil, Chávez insistiu que Lula também vencerá o câncer.

No dia 3 de novembro, o líder venezuelano, que anunciou no dia 30 de junho ter superado um tumor cancerígeno, declarou que havia terminado os ciclos de quimioterapia para evitar o ressurgimento da doença em seu organismo.

Chávez também pediu a seus aliados para tomarem cuidado com a "política de assassinato do império", mas descartou que o câncer de Lula possa ter sido causado por alguém.

O venezuelano frisou que "é uma especulação de alguém" que qualificou como uma "coisa muito estranha o que está acontecendo na América Latina com alguns líderes", ao citar a morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, assim como o câncer da presidente Dilma Rousseff e do presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

*O Esquerdopata

Luciano Huck é o Cruzado Encapuzado da Globo #blogmundofoz #ForçaLula

Por Davis Sena Filho - Blog Palavra Livre
Luciano Huck: o Cruzado Encapuzado herói do PIG "derrotou os traficantes
Quando eu era menino, no fim da década de 1960 e início dos anos 1970, passava na televisão a série que fez muito sucesso praticamente em todo o mundo ocidental. Tratava-se do Batman, o Cruzado Encapuzado, e do seu inseparável companheiro na luta contra o crime, o Menino Prodígio — Robin. A série tinha uma linguagem pop, quase psicodélica, de fino humor, pois parte intrínseca dos tempos do flower power dos hippies.
Passados quase 40 anos eis que surge o Cruzado Encapuzado brasileiro, cujo esconderijo não é a batcaverna e sim a Venus Platinada, também conhecida como TV Globo. O Cruzado Huck não gosta do poder público e de governantes trabalhistas, tal qual aos seus patrões, a família Marinho, mas o “forte” do seu programa, “Caldeirão do Huck”, é o assistencialismo de direita como o faz, há tempos, o apresentador Gugu e tantos outros que já fizeram parte da história da televisão.

Cada anônimo acredita no que quer , é a democracia , mas acreditar no "JN" é muita ingenuidade. Serra é amigo do "JN" e da Chevron

Chevron,a protegida do "Jornal Nacional",aquele que pediu carona no avião da própria empresa investigada. É muita corrupção!

Perguntas para o anônimo da postagem anterior: Por que uma empresa que paga um avião , JN no AR , para percorrer quase todo o Brasil pega carona com uma empresa , a Chevron , para visitar o malfeito dessa companhia ? Não lhe parece que tem um "JN mal cheiroso no AR" ?

Constelação global se une contra Belo Monte

Opinião Amoral:
Os Bobos da GROBO, estão  do lado de lá da telinha

Constelação global se une contra Belo Monte Foto: DIVULGAÇÃO

Elenco de novela coloca no ar vídeo contra a usina hidrelétrica, mistura realidade e ficção, usa apelo erótico e convoca “primavera árabe” para brecar a construção, mas os argumentos são toscos; é a versão sustentável do Cansei


247 – “De onde tiraram essa ideia de que energia hidrelétrica é energia limpa?”, pergunta a atriz Maitê Proença. “Seria energia limpa se fosse no deserto”, responde a também atriz Letícia Sabatella. Ah, bom. Água no deserto. É com argumentos desse naipe que uma constelação de atores globais se uniu para bloquear a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. O vídeo, com um elenco digno de uma novela das oito, está disponível no youtube. É uma peça de propaganda, organizada por um movimento chamado Gota D´Água, na qual é difícil separar o que é realidade e o que é ficção (assista, no pé deste artigo).
“Neste momento, em todo o mundo, milhares de pessoas estão indo às ruas para protestar e mudar o seu destino”, convoca o galã Sergio Marone. “Vocês entendem que se a gente conseguir uma enorme quantidade de assinaturas, a gente pode parar essa obra”, prossegue Ingrid Guimarães. Parece ser uma convocação para uma primavera árabe brasileira, com viés ambiental.
Mais adiante, vem o apelo erótico. Maitê Proença tira o sutiã para “ficar mais à vontade”. E, do lado de cá, quem assiste fica na expectativa de ver os seios da bela balzaquiana. Enquanto isso, Juliana Paes dá uma piscadinha e diz que ainda está no ar. Sergio Marone também se insinua, ao dizer que não é o Leonardo Di Caprio, mas pedindo também uma assinatura pela petição. Uau: será que os globais tiram a roupa por Belo Monte? Ficam peladões pelos índios do Xingu? No fim do vídeo, passado o clímax, o respeitável Ary Fontoura dá uma lição de moral na presidente Dilma: “Que país a senhora quer deixar para os seus netos?”
Argumentos toscos
Os problemas, no vídeo, são amazônicos. Em primeiro lugar, não fica claro se aquilo é um manifesto espontâneo dos artistas ou uma peça de propaganda, tal a encenação dos atores. Em segundo lugar, os argumentos são frágeis. Quando Eriberto Leão grita pela energia eólica, ninguém lhe pergunta se ele sabe quais são os custos e o impacto ambiental das gigantescas torres de concreto. E quando Bruno Mazzeo fala em colocar os peixes da Amazônia num aquário, ironiza uma situação que, sim, é levada em conta pelas equipes de engenharia que tocam as obras. Tanto no Rio Madeira quanto em Belo Monte, há compensações ambientais significativas.
O mais grave, no entanto, diz respeito ao protesto sobre o custo da obra. “Trinta bilhõooooooooooes”, enfatizam os atores. “O meu, o seu, o nosso dinheiro”, reforça Maitê Proença.
Mas, peraí. Maitê Proença não é aquela que entrou na Justiça para garantir o direito a uma pensão vitalícia do governo paulista de R$ 13 mil? Sim, ela mesma. Como o pai, ex-promotor, e a mãe, morreram, ela teria direito ao benefício eterno se não se casasse. Mas durante anos Maitê viveu com o lobista Paulo Marinho, sem que jamais tenha se casado no papel, apenas para preservar o benefício. E agora ela aparece preocupada com “o meu, o seu, o nosso dinheiro”.
Em vez de tirar o sutiã, Maitê, devolve a pensão!
De fato, o vídeo dos atores globais foi a gota d´água.
Em favor de Belo Monte.
Assista, agora, ao vídeo do Movimento Gota D´Água:

*blogdoamoralnato