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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Chega de militância de sofá 

 

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na noite de ontem (terça-feira, 13 de dezembro), participei da cerimônia de entrega do 1º Prêmio CUT. No evento, mais uma vez conversei com lideranças dos movimentos sociais, do movimento sindical, com jornalistas, intelectuais, políticos etc. sobre ideia que venho defendendo desde 2007, quando propus, neste blog, que seus leitores me acompanhassem ao primeiro ato público do Movimento dos Sem Mídia.

A partir daquele ano, por sucessivas vezes tentei pôr em prática o que só agora vejo chances de conseguir. Nos últimos quatro anos, jamais existiu disposição como a que vejo agora nos movimentos organizados da sociedade civil e nos partidos para levarmos à rua, de uma vez por todas, as denúncias fartamente comprovadas de que as Organizações Globo, o Grupo Folha, o Grupo Estado e a Editoral Abril (Veja) lideram um partido político dissimulado que se vale até de atividades criminosas para impedir que este país distribua renda, direitos e oportunidades.

Esse legítimo Partido da Imprensa Golpista composto por impérios de comunicação, esse império do mal que atirou o Brasil em vinte anos de ditadura, essa máfia, enfim, elegeu parlamentares e governantes e cooptou juízes valendo-se do dinheiro público que os tais políticos que elegeu lhes doaram – e que continuam doando.

Toda essa máquina de corrupção, de difamação e de mentiras, agora muitos já sabem, foi erigida com o sangue, com o suor, com as lágrimas, mas, antes de tudo, com o dinheiro do povo brasileiro. Uma máquina que engana incautos, por um lado, e que rouba dinheiro público e distribui a quem aciona tais mecanismos.

Sempre soube, porém, que só poderia ver essa idéia se tornar palatável se conseguisse adeptos entre esses setores com os quais estive no Teatro Tuca, onde a Central Única dos Trabalhadores realizou a sua primeira premiação daqueles que entende que mais contribuíram para a Democracia e a Liberdade no ano passado, entre os quais figura o ex-presidente Lula.

Antes, ainda nesta semana, estive no Intervozes com a mesma finalidade: tratar dos preparativos para uma série de atos públicos, a partir do ano que vem, para denunciar na rua como o país está sendo espoliado por meia dúzia de famílias, pelos políticos que elegem e pelos juízes que põem no bolso

O objetivo dessa agenda de manifestações será explicar ao povão – em vez dos convertidos de sempre – como a comunicação de massas é uma máfia, no Brasil, e para propor a esse mesmo povo que apoie a Frente Parlamentar que apresentará um projeto de lei que visa conter o apetite dos mafiosos.

Não dá mais para esperar pelo governo Dilma. Não fará nada, não enviará projeto nenhum. Semana passada, a presidente repetiu aquela história de que o único controle da mídia que quer é o controle remoto das televisões. Uma barbaridade que o ministro do STF Carlos Ayres Britto também dissera pouco antes.

É uma barbaridade, o que disseram essas autoridades, porque vemos um debate público dessa importância ser literalmente censurado até por concessões públicas de rádio e tevê que continuam sendo regadas por bilhões de reais de dinheiro público ano após ano. É uma barbaridade porque o que se pede nada mais é do que um marco regulatório que existe em todos os países civilizados.

O marco regulatório das comunicações e uma agência como a FCC americana, como o Ofcom inglês ou como a CSA francesa são os objetivos desse movimento que deve eclodir no país no ano que vem simplesmente porque acabou a esperança de que militando atrás de computadores ou sentados em confortáveis sofás este país conseguirá se libertar da ditadura das famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita – uma ditadura que já foi de Estado e que hoje é apenas comunicacional.

Nesse aspecto, a ocultação dos grandes meios de comunicação, inclusive de concessões públicas de rádio e televisão, das denúncias escabrosas e fartamente documentadas contidas no livro A Privataria Tucana, penso que foi a gota d´água para todos os que acreditavam em outras formas de colocar a questão do marco regulatório da mídia na pauta do debate público.

Enquanto acharmos que através da internet, da militância de sofá, conseguiremos que os impérios de comunicação que o dinheiro público erigiu ajam direito, o país continuará sendo esbofeteado como em artigo publicado hoje na versão on line do jornal O Estado de São Paulo em que é dito que a mídia não repercutiu as denúncias do livro sobre a privataria tucana porque tem que lê-las primeiro, como se tal cuidado existisse quando o partido envolvido não é o PSDB.

Há anos que jornalistas, blogueiros, intelectuais, partidos políticos e movimentos sociais vinham acreditando em alguma forma de diálogo com a direita tucano-midiática. Depois do escândalo da ocultação do livro sobre a privataria pela mídia, acho que já não acreditam mais.

Entendo perfeitamente o senso de responsabilidade de todos os que sempre apoiaram as iniciativas do MSM mas que jamais se envolveram de verdade com elas por acharem que não seria por aí que se travaria essa luta. CUT, MST, UNE, entre tantos outros, já vão chegando à conclusão de que chega de apanhar, de serem criminalizados por ordem de quatro famílias e dos interesses que elas defendem no âmbito da comunicação social.

Os crimes da mídia não têm fim, são cada vez mais ousados. E tendem a piorar.

Essas famílias midiáticas transformaram estudantes da USP em drogados, traficantes e arruaceiros por quererem que o debate sobre a Cidade Universitária ser policiada pela Polícia Militar não fosse discutido com o bode na sala, ou seja, só após a medida da reitoria ter sido adotada.

Os barões da mídia escondem denúncias gravíssimas e cheias de provas documentais de roubalheira de bilhões de dólares de patrimônio público praticada pelos arautos da moralidade do PSDB, os quais, quando questionados, fazem discursos indignados como o que você assistiu no vídeo acima.

Será que chega? Será que todos já entenderam? Podemos publicar todos os posts que quisermos, podemos escrever todos os livros que quisermos, podemos apresentar todas as provas possíveis e imagináveis – mesmo se forem um áudio ou vídeo com José Serra e FHC confessando a privataria – que não adiantará nada sem dar continuidade na rua.

E sabe por que não adiantará, leitor? Porque o Judiciário senta em cima de qualquer denúncia contra tucanos e amigos. Governantes tucanos roubam à vontade e a mídia finge que não vê enquanto transforma cada tapioca do governo petista no “maior escândalo da história”.

Comparem as cifras do mensalão com as da privataria. Não que ilegalidades não tenham sido praticadas por petistas e aliados no âmbito do financiamento de campanha via caixa 2, que obviamente envolve recursos de origem duvidosa. Mas os suspeitos estão sendo processados judicialmente e a mídia os ataca todo dia desde 2005. Está tudo sendo apurado e ocorrerão punições.

Enquanto isso, roubo de cifras astronômicas durante a privataria tucana, centenas de vezes maiores do que os valores envolvidos naquilo que a mídia tucana diz ser “o maior escândalo de corrupção da história”, é ignorado por um Judiciário acovardado diante do poder de difamação das quatro famílias midiáticas e de seus tentáculos.

Mais uma vez: a Justiça brasileira sentou em cima de processos contra Serra, sua filha e tantos outros envolvidos na maior roubalheira de dinheiro público da história brasileira porque juízes têm medo de virar alvo dos meios de comunicação controlados pelas famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita, os quais tratam de proteger o tucano porque ele é o despachante que querem pôr no Planalto.

E para que não reste dúvida: jamais se pediu, aqui, que os escândalos contra petistas e aliados não fossem denunciados. Nunca, jamais. É dinheiro público que pode estar envolvido. É dinheiro meu, também. Dinheiro que paguei de impostos e que tirei do tratamento da saúde de minha filha de 13 anos, portadora de Síndrome de Rett (paralisia cerebral).

O que não se pode aceitar mais é que os tucanos roubem muito mais e que, para ficarem impunes, usem mais dinheiro público para retribuir o apoio de Globo, Folha, Estadão, Veja e de seus tentáculos. Se querem montar uma máquina publicitária para combates políticos que façam com dinheiro de quem os apóia, não com o dinheiro que é de todos.

Então, chega de militância de sofá, leitor. Só indo à rua quantas vezes forem necessárias e aos milhares, às dezenas de milhares, porque os setores organizados da sociedade civil supracitados têm força e representatividade para tanto. Podem obrigar a mídia a aceitar o debate sobre o marco regulatório das comunicações. Ela poderá esconder as manifestações uma, duas, três vezes, mas não poderá esconder para sempre.

A faxina urgente e necessária

Por Izaías Almada, no blog Escrevinhador:

O ano de 2012 oferece ao eleitor brasileiro, ao eleitor paulista e ao paulistano em particular, a excelente oportunidade de iniciar uma providencial e necessária faxina no governo da cidade de São Paulo, e em 2014 no Palácio dos Bandeirantes, desalojando a gestão incompetente moradora há quase vinte anos no Palácio dos Bandeirantes e oito anos na cidade. Senão vejamos.


Confrontada com a sua indigência programática e com as sucessivas derrotas eleitorais nos últimos dez anos no plano federal, a atual oposição brasileira, aquela que majoritariamente se abriga sob as siglas do PSDB, DEM, PPS e agora do noviço PSD, cuja hipócrita defesa da alternância do poder não leva em consideração quando se trata de seus próprios interesses, tem que ser derrotada no Estado de São Paulo, sob o risco de o estado continuar a servir de estorvo ao espírito progressista assumido pelo país nos últimos anos. Tanto na capital em 2012, como no governo estadual em 2014.

E por quê? Pela simples razão de que essa oposição representa um perigo para o modelo desenvolvimentista brasileiro, para a soberania do país e para a própria democracia.

Começaria aí o verdadeiro sentido da faxina, quer do ponto de vista da alternância do poder, como tanto defendem em nível federal, quer do ponto de vista ético, com o desmonte de uma engrenagem viciada, com a limpeza das inúmeras falcatruas domésticas no estado, quando dezenas de CPIs são engavetadas na assembléia estadual e ignoradas pela mídia e que fariam destampar de vez o caldeirão do cinismo e da hipocrisia daqueles que já não têm alternativas a oferecer ao novo Brasil, a não ser as da sua própria incompetência.

Como afirmou o jornalista Mino Carta em recente simpósio em Salvador, “São Paulo é o estado mais reacionário da federação”. Sempre foi, aliás. Não há aqui o que contestar. Desde as famosas marchas em 1964 para não irmos mais atrás à História pátria, São Paulo continua sendo o depositário maior do espírito da Casa Grande em detrimento da Senzala. Provas da afirmação do jornalista, a qual endosso, vão se acumulando no dia a dia da política brasileira, ganhando patamares perigosos para o próprio exercício da democracia, repito, mesmo que ainda incipiente e tutelada, após os anos de ditadura.

É em São Paulo que se localiza o quartel general da direita brasileira, aquela que representa de fato o atraso, a submissão a interesses estrangeiros, aquela que não perde a sua formação aculturada, o seu preconceito contra pobres, negros e nordestinos, por exemplo, aquela que morde o próprio cotovelo de inveja ao não querer reconhecer que um metalúrgico sem diploma universitário, sem plumas e paetês, tirou o país da condição de devedor passando-o a emprestador internacional. Oposição no mais puro estilo quinta coluna.

É em São Paulo também que se localiza o centro mais reacionário da mídia corporativa que diariamente apostou suas fichas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos e agora continua a apostar contra o governo da presidenta Dilma Roussef na esperança de que possa encontrar motivos políticos para enfraquecê-la e preparar o terreno onde, numa eventual regresso ao governo federal, façam o Brasil voltar ao mercado de negócios e interesse escusos em que transformaram o país enquanto governaram, bem como o Estado de São Paulo que governam há anos e agora a capital do estado.

Tal qual na mitologia grega, o eleitor paulista entre outros tem que fazer um dos trabalhos de Hércules e ir cortando as cabeças da Hidra, tantos anos ignorada, e que insiste em renascer sob novos disfarces. Uma dessas cabeças, talvez a mais perigosa, reúne jornais, revistas e emissoras de televisão. Seu centro criativo e ideológico está em São Paulo, onde editoriais e jornalistas de aluguel destilam seus preconceitos ideológicos e sociais com o apoio do setor rentista, de grandes agências de publicidade, bancos, latifúndios muitos deles grilados, sucursais de empresas multinacionais, cujos interesses defendem sem qualquer escrúpulo e com a aceitação a conivência de grandes setores de uma classe média para fascista.

A promiscuidade desses atores do espectro econômico com seus representantes nas câmeras de vereadores, assembleias estaduais e principalmente em Brasília, através de lobbies com polpudas verbas nos bolsos vai, a cada ano que passa, transformando São Paulo numa peça cada vez mais encardida e rançosa no mapa político do país nesse início de século XXI, com o arcabouço administrativo da cidade e do estado engessado pela concepção econômica neoliberal e pela mesmice de quadros políticos que têm um olho político em nosso passado ditatorial e outro, econômico, na possibilidade de amealhar grandes fortunas no uso de tecnologias do futuro e não só, num jogo que beneficia os governantes de plantão e os seus apaniguados mais próximos.

Nesse audacioso jogo de assalto ao patrimônio público, onde o exercício da política quase que anula a procura pelo bem estar da coletividade, não é difícil enxergar, cada vez com maior nitidez os fios trançados entre os já nem tanto obscuros interesses econômicos e políticos da imprensa das quatro famiglias (Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias), onde não se descarta sempre a possibilidade de um hipotético, mas não de todo imprevisível golpe de estado, não aquele tradicional com soldados na rua, fechamento do Congresso, toques de recolher, etc., mas um golpe que, sob certo aspecto, é mais perverso: o da desinformação, quando não da repetição pura e simples de uma suposição, de uma acusação irresponsável ou mesmo de uma mentira.

Nesse aspecto, o impressionante e minucioso relato contido no livro Privataria Tucana do jornalista Amaury Ribeiro Jr. não deixa dúvidas quanto à necessidade do eleitor paulista e paulistano darem início àquela que seria a verdadeira e necessária faxina para que o país iniciasse nova jornada de recuperação ética. Arrumar a casa em São Paulo e dar o exemplo para o resto do país, pois o denuncismo seletivo e irresponsável que emana de certas redações paulistas recebeu agora um duro golpe, pois aqui não se trata de denúncia sem provas.

São tantas as denúncias de práticas criminosas nos anos 90 que fica difícil escolher qual a mais impressionante. Contudo, é curioso ver que os principais beneficiários, econômicos e políticos, são paulistas, o que não vem a ser exatamente uma coincidência, mas um jogo perverso pela manutenção do poder político, e o pior deles: o poder de assaltar o patrimônio público.

No meu entender, o eleitor paulista e paulistano têm o dever de fazer uma assepsia ética e política das mais rigorosas, desinfetando o Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura da Capital e devolvendo o Estado de São Paulo ao leito do novo país que começa a se erguer na América Latina e no mundo. Não se trata de comparar corrupções onde as houver, mas de combatê-las com o rigor da lei quando provadas.

E provas não faltam na Privataria Tucana, provavelmente a mãe de todas as corrupções entre nós nos últimos anos pós ditadura. Nada mal que se pense numa CPI da Privataria, pois além dela convocar – com toda certeza – a juízo público os principais personagens da dilapidação de grande fatia da riqueza nacional para que expliquem o que fizeram, é muito provável que surjam sólidos motivos jurídicos para se pensar em uma ação de recuperação para o Estado de uma empresa como a Vale, por exemplo. Isso sem falar na necessidade de se estabelecer maior rigor na defesa de nossa soberania e na urgente reforma da Lei de Imprensa. Com a palavra o Brasil progressista e genuinamente democrático.

Fotos do dia

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 The Ashaninka, A Threatened Way of Life [The Atlantic]

A CAÇADA AOS BUCANEIROS DA REPÚBLICA - PROTÓGENES AVANÇA NA CPI DA PRIVATÁRIA

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPm6CJnpjQbIVgjAuNK2LaTRxs-h-3nlRB9gOYO1DeMY74GHkTYiEwIEfdX_sYSNSKLg-uN7U3OlwaSyEilHo1ysplktyGS0NQHZjFUKkilVwXIlkIHJ2fe7kqV1gxxjsXVV8UhvHm1iLu/s1600/campanha1506.jpg

“Ainda nesta quarta-feira podemos passar de 200 assinaturas para a criação da CPI da Privataria Tucana”, é o que informa o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), em entrevista para o Vermelho. Animado com a receptividade da proposta entre os deputados, o parlamentar comemora até a adesão de deputados tucanos, como Nelson Marchezan (PSDB-RS) e Fernando Franceschini ( PSDB-PR), que assim como Protógenes, é delegado da Polícia Federal.

O mínimo para a instalação de uma CPI é 171 assinaturas. Depois disso, depende da presidência da Casa a sua efetivação. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), garantiu para Protógenes o seu apoio para a instalação.

Deputados de todos os partidos estão assinando, informa Protógenes. “O apoio é geral, a cada momento recebo não só assinaturas, mas incentivo de deputados que estão acompanhando pelas redes sociais a repercussão do caso”.

Tucanos

Protógenes considera um absurdo a velha mídia não publicar praticamente nada sobre o lançamento do livro e ficar em silêncio diante das denúncias. “Vamos ver se vão cobrir a CPI que vamos instalar aqui na Câmara. Não vão mais fingir que nada está acontecendo”, comenta o parlamentar.


Sobre os parlamentares tucanos que assinaram, Protógenes informou que, “eles disseram que apóiam a iniciativa porque se houve irregularidades, tem que realmente serem apuradas e os verdadeiros culpados punidos”.

Por Kerison Lopes, no sítio Vermelho:.

Humberto Costa quer apuração

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Vereador do PT protesta contra censura na casa à Privataria Tucana

Enquanto a lei do silêncio impera nas redações do PIG, "A Privataria Tucana" é tema de acalorados debates até na Câmara Municipal de São Paulo.

Um certo dedo tucano sabotou o clipping feito na casa para os vereadores de forma a censurar a matéria de capa da Carta Capital.
*osamigosdopresidentelula

Tucanos, enfim, vão negar o que diz Amaury

Anuncia o Blog do Noblat que o PSDB tem hoje uma reunião para definir as reações do partido aos documentos expostos no livro de Amaury Ribeiro Júnior.
Dizem que vão processar Amaury, claro.
Nenhuma palavra para negar o que está exposto das mais de 100 páginas documentais do livro.
Os processos, claro, vão dar de cara num instituto chamado “exceção da verdade”, que pode ser usado para provar que é verdadeiro aquilo que o ofendido diz ser calunioso, exceto quando quando o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; quando os fatos são imputados contra o Presidente da República ou contra chefe de governo estrangeiro ou ainda se o ofendido foi absolvido do crime imputado por sentença irrecorrível.
Como a turma da privatização não está nos três casos – e o livro de Aamaury não atribui fato algum a FHC – ele poderá apelar para a exceção da verdade.
Aliás, foi isso o que lhe deu acesso, judicial, aos documentos da CPI do Banestado, onde estava o mapa da mina das transações da privataria.
Quem sabe se, com a ação do PSDB, Amaury não obtém mais alguns documentos, legalmente, como já fez no seu livro?
A forma do PSDB reagir é fazer o que ele quer, a todo o momento, contra o governo: uma CPI.
Aí, sim, os assuntos podem ser revelados, as pessoas ouvidas, os documentos requisitados e tudo assistido por quem deve ser o juiz destes fatos: o povo brasileiro.
Se não tem o que temer, como dizem, por que não fazer a CPI?
*Tijolaço

Rumores de Guerra

O rumor vem do Irão, com certeza, país que há quinze anos se diz, estar a quatro anos de obter uma arma atómica.
Apesar de tudo estas campanhas contra o Irão, não passam de desinformação e parte integrante do que se pode chamar guerrilha psicológica e, convém não esquecer, que a mobilização de tropas e manobras miltares estão a acontecer.
Vizinha do Irão, a Síria é vítima de ataques de toda a ordem, desde há alguns meses. Grupos armados cujas siglas nos mostram que pertencem a países terceiros, criam um clima de tensão extrema e provocam a morte a muitas pessoas entre militares e polícia sírios, mas também a civis. A Síria é ainda vítima de ataques mediáticos consecutivos por parte dos estados do "bloco ocidental", ataques estes, que não são mais do que tentativas de desestabilização económica e que afetam principalmente a população mais desprotegida, juntando a isto, as bárbaras sanções internacionais.
Um vizinho da Síria a oeste, o Iraque, foi destruído por uma longa guerra e vítima de diversas desestabilizações que criaram o caos, enquanto que mais a este, o Afeganistão está também arruinado, vítima de várias violências.. Recordemos que estes países, foram atacados antes por campanhas mediáticas, usando e abusando da mensagem e com jornalistas transformados em auxiliares militares, carregados de propaganda de guerra. O papel da imprensa parece não ter evoluído desde então.
Este rumor vem também da Rússia que se sentiu ameaçada com o escudo antimíssil e lembre-se que este escudo, tanto pode ser defensivo como ofensivo e que o escudo em si, são mísseis. Isto leva não só a ter medo de um ataque e/ou retaliação, mas também a possibilidade de fazer uma guerra com armas mais destrutivas. A Rússia anunciou que iria reagir a esse projecto por vários meios, entre outras coisas, uma realocação dos seus próprios mísseis. A Rússia também vê problemas no seu lado asiático: "Os EUA planeiam aumentar sua presença militar na Ásia Central e estabelecer grandes bases militares no Afeganistão. Estão preocupados com a Rússia" - disse o ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergey Lavrov. "Além disso, as informações que chegam regularmente mostram que os nossos colegas norte-americanos querem aumentar sua presença militar na Ásia Central", disse.
Os interesses deste país também estão ameaçados na Síria e a Rússia ainda tem muitas outras razões para estar preocupada.
Estes rumores de guerra vêm também da China que tendo adquirido um poder imenso no campo militar, tecnológico e monetário está a concorrer para oo domínio global com o outro actor, os EUA.
"Não pode haver dois tigres na mesma colina" disse Deng Xiaoping.
Já o consultor estratega de Obama, Brzezinski disse: " Quem controla a EurÁsia controla o Mundo". Esta foi a última expressão de domínio global, por parte dos EUA.
O presidente chinês, Hu Jintao pediu à Marinha para estar pronta para lutar e continuar a sua modernização para salvaguardar a segurança nacional.
A China também tem emitido avisos muito claros, pedindo o fim das operações no Paquistão, seu vizinho, dizendo: "Integridade territorial e independência do Paquistão deve ser respeitada." Em Maio de 2011, a China forneceu soldados ao Paquistão.
Outras operações relativas à sua proximidade, como a aproximação de os EUA com a Birmânia ou a ligação dos EUA com a Austrália, têm preocupado a China. O New York Times publicou uma reportagem em 16/11 sobre isso, quando diz: "A Austrália está a ser usada pelos militares dos EUA como um novo centro de operações na Ásia, na qual os Estados Unidos se apoiam para se reafirmarem na região e enfrentar a ascensão da China."
A China também se sente ameaçada pelas operações na Síria e no Irão e também votou contra as resoluções da ONU para a Síria (lembre-se que o Conselho de Segurança é composto por três membros do "bloco ocidental" Estados Unidos , Reino Unido e França, um membro da Rússia e um membro da China sendo que esta última, também não apoiou a resolução da ONU sobre a Líbia e abstiveram-se da votação.
Os rumores de guerra são o anúncio do aumento da concorrência entre os gigantes do mundo... e de fora? Devemos temer um confronto? Podemos aceitar um confronto onde ninguém saíra vencedor, especialmente os povos da Europa? Será que nós humanos permitimos que joguem assim com o nosso destino? Deixo-o a si julgar.
*comtextolivre

Senador Demo Agripino, essa foi terrível..

Sem argumentos para rebater o livro “A Privataria Tucana”, o Senador Agripino Maia subiu à tribuna do Senado, na tarde desta terça (13/12), para apoiar a Revista Veja, que trás em sua capa na edição desta semana, matéria requentada da lista de Furnas e dizer, em tom ameaçador, que os Demos e Tucanos vão tomar as providências para coibir que fatos (como a lista de Furnas) fiquem sem punição.
Sobre o livro do Amaury Ribeiro Jr. O Senador não mencionou uma única palavra, “nadica de nada”, “necas de catibiriba”, apenas esbravejou e mostrou grande indignação quanto a (já remotamente publicada) lista de Furnas.
O bom do pronunciamento do Senador Agripino Maia, foi que,mais uma vez, os demos tiraram a máscara, posto que a matéria da Veja foi exaltada pelo Senador que inclusive afirmou que a revista é um relevante instrumento da democracia. Então tá.
 Não dá para não perguntar: Senador, sua ética e moral só enxergam de um lado? Por que Vossa Excelência não aproveitou tanta indignação para responder ao povo brasileiro os fatos articulados pelo Amaury Jr.?
Por sua atitude destemperada e irritadiça, só podemos deduzir como verdadeiros os fatos, documentos e argumentos sobejamente articulados no livro “A Privataria Tucana”.
Seria interessante ouvir de um dos demos de mais alto coturno, a versão demo-tucana para a matéria que tem palpitado em todos os blogs progressistas desde a semana passada, quando chegou às livrarias, lançado aos quatro cantos do Brasil, a verdade por trás das privatizações orquestradas pelos tucano-demoníacos.
Lili Abreu
*Ajusticeiradeesquerda

Fique sabendo:VERGONHA: Brasil financiou a ditadura de Pinochet

Telegramas revelam que Brasil deu amplo apoio financeiro e diplomático aos primeiros anos do governo chileno
Em contrapartida, o Chile deu seu apoio a inúmeros candidatos brasileiros a cargos em órgãos internacionais
O Brasil forneceu um amplo suporte econômico e diplomático aos primeiros anos da ditadura do general Augusto Pinochet no Chile.
É o que revela uma série de 266 telegramas confidenciais produzidos por diplomatas brasileiros entre 1973 e 1976.
Já postado por Jussara Seixas

Dilma, vida longa e abençoada 

Os companheiros e companheiras do Blog da Dilma estão em festa. Nossa Dilminha faz aniversário.

PSDB não faz mensalão,ele rouba o tempo todo de todo mundo,tudo mancomunado com a imprensa corrupta,golpista,ultra racista e ladra brasileira

 

PSDB comemorando o assalto aos cofres públicos brasileiros. Todos queriam saber onde foi parar o dinheiro das privatizações,já sabemos nas mãos desses facínoras

 

PSDB continua roubando o Brasil:"Justiça cassa mandatos de governador e vice de Roraima,por assalto aos cofres públicos"

MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Roraima cassou por maioria de votos o mandato do governador José de Anchieta Júnior (PSDB) e do vice Francisco de Assis Rodrigues (sem partido), na noite de terça-feira (13).

Navio neoliberal da Vale,vai se partir em dois,uma parte para o PSDB e a outra para a Globo.Imprensa a favor de Agnelli se cala,Miriam Leitão faz cara de paisagem. É o rouboduto do PSDB e seu braço armado a imprensa brasileira

Blogueiro é encontrado morto em SC



Por Altamiro Borges

O blogueiro Hamilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto em seu apartamento, em Palhoça, Santa Catarina, na tarde de ontem (13). Segundo a polícia, tratou-se de "suicídio por enforcamento". A rápida conclusão, porém, não convenceu seus amigos e familiares, que exigem rigorosa apuração do caso.

Com suas "tijoladas" na internet, Mosquito fez inúmeros inimigos. Nos últimos tempos, ele alertou que estava sendo ameaçado. Na semana retrasada, ele anunciou o fim da sua página: "O blog Tijoladas acabou para eu continuar vivo. Não é uma capitulação. Não mudei meu modo de pensar. Não mudei minhas convicções".

Mosquito ganhou fama nacional ao denunciar um caso de estupro em Florianópolis, envolvendo o filho de um diretor da poderosa RBS, afiliada da TV Globo. A mídia corporativa abafou o escândalo, só noticiado pela TV Record (vídeo acima).

Eu conheci o inquieto e irreverente Mosquito no I Encontro dos Blogueiros Progressistas, em agosto de 2010, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. A sua morte não pode ser abafada. O que se exige é que o caso, bastante estranho, seja apurado com rigor!
http://img.photobucket.com/albums/v85/jumento/022/Brufe.jpg

Anos 60: da esquerda, em pé: Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino e José Carlos de Oliveira; sentados: Vinicius de Moraes, Sérgio Porto e Chico

DE NOVO: CORAGEM LÁ; COVARDIA CÁ


Com cerca de três milhões de habitantes, o Uruguai teve quase 40 mil detidos pela ditadura militar (1973-1985). Um em cada cem uruguaios foi vítima de tortura – equivalente, no Brasil, a dois milhões de pessoas. Mas a cidadania teve a coragem de dizer não à tirania já em 1980, quando os militares tentaram institucionalizar o regime por meio de um plebiscito. E, agora, depois que o governo anulou a anistia autoproclamada pelos militares, ninguém menos que o comandante do Exército vem a público dizer que não haverá pacto de silêncio para acobertar crimes da ditadura.


“Quem nega o passado é covarde”

Por Eric Nepomuceno, na Carta Maior

“Não sei de nenhum pacto de silêncio para acobertar crimes dentro da Força que comando. E, mesmo desconhecendo se existiu ou se ainda existe esse pacto, neste momento dou a ordem de sua suspensão imediata”.

General Pedro Aguerre, comandante do Exército uruguaio

A frase, sonora e contundente, surpreendeu. Ela foi dita pelo general Pedro Aguerre, comandante do Exército uruguaio, durante uma entrevista coletiva em que se falou da identificação dos restos do jornalista e professor Júlio Castro, desaparecido em agosto de 1977. Por mais que, justamente por ser de silêncio, esse pacto jamais seria admitido em público, e por mais inócua que seja a frase de Aguerre – afinal, ninguém decreta o fim de um pacto secreto diante de jornalistas – ficou claro que existe a determinação de mudança drástica na atitude dos militares no Uruguai diante do passado e da recuperação da verdade e da memória.


Aguerre disse que o Exército que ele comanda não encobrirá delinqüentes e homicidas em suas fileiras, e ordenou que seja posta à disposição da Justiça toda informação possível para esclarecer os crimes de terrorismo de Estado praticados pela ditadura. Quer que a Justiça estabeleça a responsabilidade material do Exército em casos de assassinato, seqüestro e tortura de presos políticos.


Essa virada radical surge à raiz da mudança na legislação uruguaia, que significou, de fato, o fim da anistia que existiu até há pouco e assegurou a impunidade de um número indeterminado de membros das forças armadas e da polícia. Assim que a nova lei entrou em vigor, vários parentes de desaparecidos e assassinados recorreram à Justiça, e abriu-se a caixa de segredos tenebrosos guardados desde os tempos de breu.

Os restos de Julio Castro foram descobertos graças à investigação judicial pedida pelo poeta argentino Juan Gelman, um dos mais prestigiados do idioma castelhano, e por sua neta, Macarena Gelman. Eles querem saber o que houve com Maria Claudia García de Gelman, nora do poeta e mãe de Macarena. Seqüestrada grávida em Buenos Aires, em 1976, junto com Marcelo, seu companheiro e filho de Juan, Maria Claudia foi levada para Montevidéu durante a Operação Condor. Marcelo foi morto em seguida. Ela deu à luz num quartel uruguaio. Sua filha foi doada a um chefe de polícia.

Maria Claudia foi morta. Macarena teve sua identidade recuperada aos 24 anos de idade, quando soube enfim quem era de verdade, e qual o destino atroz de seus pais. Desde então, leva adiante, na companhia do avô, uma cruzada para encontrar os restos da mãe e estabelecer as condições em que foi morta.


Procurando os restos de Maria Claudia, encontraram os ossos de Julio Castro, mestre-escola rural, um dos fundadores do mítico semanário ‘Marcha’. Seqüestrado no dia primeiro de agosto de 1977, nunca mais se soube dele. Um dos últimos, talvez o último, a ver Julio Castro com vida foi o jornalista brasileiro Flávio Tavares, preso naquele mesmo ano pela ditadura uruguaia.



Até agora, dava-se por certo que Castro havia morrido na tortura, dois dias depois de ter sido preso no centro de Montevidéu. Seus restos desapareceram, e acreditou-se que, a exemplo de outros mortos pela ditadura, tivessem sido jogados no rio da Prata. Isso, aliás, foi o que o próprio Exército admitiu perante a Comissão de Paz que funcionou durante os governos dos presidentes Jorge Battle e Tabaré Vázquez. Está provado que mentiram pelo menos duas vezes.

Primeiro, Julio Castro não morreu durante uma sessão de tortura. Foi executado. E, segundo, seus restos não foram jogados em rio algum: estavam enterrados, cobertos de cal, numa cova aberta num rochedo, dentro do terreno ocupado pelo 14º Batalhão do Exército, em Canelones, a 45 quilômetros da capital uruguaia. Os legistas descobriram que o que matou Julio Castro foi um tiro disparado contra a sua cabeça. Os militares sempre insistiram, mentindo e mentindo, que jamais houve uma só execução de presos políticos durante a ditadura.


Castro é uma das vítimas que o Uruguai mais lamentou, pela sua trajetória de professor e de jornalista. A identificação de seus restos mortais sacudiu o país, deixando entrever o que virá pela frente, à medida em que o que restou de outros desaparecidos apareça.



Há uma frase do general Pedro Aguerre que deve ter deixado muitos de seus colegas de farda com a alma gelada, principalmente ao norte da fronteira uruguaia. Disse ele: “Quem nega o passado diante de uma desgraça presente manifesta covardia.” Militar algum aceita ser chamado de covarde, mesmo quando não passam disso na hora de se enfrentar com a memória, como o passado, com a verdade.



_________________



Isso lembra o que aconteceu em 25 de abril de 1995 na Argentina, quando o comandante do Exército, general Martín Balza, foi à TV para pedir desculpas à nação pelos crimes da ditadura militar de 1976-1983:


General Martín Balza, ex-comandante do Exército argentino


“Nosso país viveu a década de 70, uma década assinalada pela violência, pelo messianismo e pela ideologia. Sem buscar palavras inovadoras, mas apelando aos velhos regulamentos militares, aproveito esta oportunidade para ordenar uma vez mais ao Exército, na presença de toda a sociedade: ninguém está obrigado a cumprir uma ordem imoral ou que se afaste das leis e dos regulamentos militares. Quem o fizer incorre em uma conduta viciosa, digna da sanção que sua gravidade requeira.


“Sem eufemismos, digo claramente: delinque quem vulnera a Constituição nacional. Delinque quem emite ordens imorais. Delinque quem cumpre ordens imorais. Delinque quem, para cumprir um fim que crê justo, emprega meios injustos e imorais. A compreensão desses aspectos essenciais faz a vida republicana de um Estado.



“Se não pudermos elaborar a dor e cicatrizar as feridas, não teremos futuro. Não devemos mais negar o horror vivido, e assim poder pensar em nossa vida como sociedade que avança, superando a pena e o sofrimento. Em nome da luta contra a subversão, o Exército derrubou o governo constitucional e se instalou no poder em forma ilegítima, num golpe de Estado. Venho pedir perdão por isso e assumir a responsabilidade política pelo desatino cometido no passado. No poder, o Exército cometeu ainda outros delitos. O Exército prendeu, sequestrou, torturou e assassinou – tal qual o fizeram os delinquentes subversivos – e muitos de seus membros viraram delinquentes como eles.”



E aqui, canalhas assassinos como Brilhante Ustra desafiam as instituições e têm espaço na grande mídia...




França não consegue vender seu caça Rafale e produção deve ser encerrada

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Produção do caça francês Rafale pode parar por falta de compradores.

SÃO PAULO – A produção dos caças Rafale da França pode ser interrompida se os compradores estrangeiros não se materializarem, alertou nesta quarta-feira o ministro da Defesa francês Gerard Longuet. Ele sustentou que o Rafale – que há muito tempo não consegue vencer uma concorrência internacional e atualmente é usado somente pelas forças armadas francesas – é um “excelente avião”. Porém, o ministro reconheceu que o caça é prejudicado pelo seu preço, que é mais alto que seu concorrente dos EUA.
“Se a Dassault [companhia de aviação francesa] não exportar o avião, sua produção será de fato interrompida”, disse Longuet em entrevista para a tevê francesa. Ele acrescentou que a produção não será reduzida até a Dassault completar a entrega das encomendas das Forças Armadas Francesas.
As alardeadas vendas para o Brasil e a Líbia falharam em se materializar, mas Longuet destacou que os Rafale continuam na disputa para obter um contrato nos Emirados Árabes Unidos e na Índia. A Dassault está concorrendo com o consórcio europeu Eurofighter por um contrato de US$ 11 bilhões para fornecer 126 aviões de combate para a Índia.
No mês passado, a Suíça optou por desistir do Rafale e preferiu comprar 22 caças Gripen da sueca Saab por 3,1 bilhões de francos suíços (US$ 3,37 bilhões). O Gabinete suíço disse que o custo foi um fator na escolha do Gripen.
Questionado sobre a derrota na Suíça, Longuet disse que “o exército suíço estava inclinado em direção ao Rafale”, mas que o governo decidiu que o Gripen era “suficiente” para atender as necessidades de um país neutro, onde os caças não são usados em missões de combate.
Em serviço na Força Aérea da França desde 2006, os Rafale são usados para dar apoio aéreo no Afeganistão desde 2007 e desempenharam um importante papel na recente campanha da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia, no qual foi utilizado apenas o poder aéreo.
Longuet acrescentou que no evento de uma suspensão da produção, a Dassault continuar a fazer a manutenção dos aviões Rafale existentes até o fim de sua vida de 40 anos.

POUSO FORÇADO
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Durante uma entrevista a TV LCP, o Ministro da Defesa da França Gerard Longuet afirmou que a produção do caça Rafale poderá parar se o avião não for exportado antes das forças francesas receberem todas as suas unidades.
A alegação foi imediatamente divulgada de maneira distorcida por vários meios de comunicação da França (AFP e EFE) e também no meio internacional, indicando que a produção seria terminada em breve, mas segundo o minstro deve permanecer em funcionamento até 2018 no mínimo, e mantendo o ritmo atual, até 2025. Apesar da crise com a falta de pedidos do caça frances ,o ministro garantiu que todas manutenções e peças continuarão disponíveis por muito mais tempo.

INDEFINIÇÃO BRASILEIRA
Nos últimos três anos, a imprensa francesa chegou a alardear várias vezes que o Brasil anunciaria a escolha dos Rafale para modernizar a Força Aérea Brasileira, apesar do avião da Dassault ter o maior preço entre os três finalistas da concorrência, que inclui a americana Boeing com o F-18 e a sueca Saab com o Gripen (foto abaixo).
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Em setembro de 2009, durante uma visita do presidente francês Nicolas Sarkozy ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o país assinaria um contrato multibilionário com a França para receber os Rafale. Essa manifestação provocou forte reação dos demais concorrentes e o anúncio final sobre o vencedor da concorrência foi sendo adiado sucessivamente, atropelado pela conjuntura nacional e internacional – incluindo a eleição presidencial de 2010, a posse do governo Dilma Roussef e, finalmente, a incerteza gerada pela atual crise econômica mundial.


Fonte:Valor Econômico-por:(Suzi Katzumata | Valor, com Associated Press)/vídeo reportagem LCP-via: Cavok;FUNTIMESTEVE VIDEOS (Military)-via:Youtube.com

Paris expulsa sem-abrigo das principais zonas comerciais e turísticas


O governo de Sarkozy decretou gerra aos cidadãos sem-abrigo e a todos quantos estejam a pedir nas ruas de Paris, ilegalizando a sua presença nas principais zonas comerciais e turísticas da capital francesa. O presidente da câmara acusa Sarkozy de, com estas "zonas livres de sem abrigos", estar a estigmatizar uma parte da população.
Paris expulsa sem-abrigo das principais zonas comerciais e turísticas
A riqueza e o brilho das montras dos Campos Elísios não vai ser “importunada” com imagens de pobreza ou de mendigos a pedir ajuda. Com o desemprego a crescer e a crise social a atirar para a pobreza um número crescente de pessoas, Sarkozy decidiu que o melhor mesmo é esconder a pobreza dos olhares dos turistas e de quem anda a comprar as prendas de Natal.
O ministro da administração interna, e um dos políticos mais influentes do consulado de Sarkozy, emitiu um conjunto de decretos a proibir a mendicância nas zonas mais turísticas e onde estão as principais artérias comerciais de Paris. De acordo com Claude Guéant, que o jornal “Libération” acusa de ser “a voz de Le Pen”, prender e multar os mendigos é uma medida fulcral para que os turistas não sejam importunados por “delinquentes” e gangs organizados.
Os Campos Elísios foram a primeira “zona livre de sem-abrigos”, numa lista agora acrescida de mais duas zonas comerciais, o Louvre e os Jardins das Tulherias. A guerra aos sem abrigo lançada por Sarkozy já levou mesmo ao choque com o presidente da capital francesa. Bertrand Delanoe, um dos políticos com melhor imagem nas varias sondagens realizadas em França, acusa Sarkozy de estar a "estigmatizar uma parte da população". Para o presidente da câmara de Paris, e dirigente do Partido Socialista Francês, “esperar que se combata a pobreza pela repressão e multas é ainda mais chocante quando é o próprio Estado que não está a cumprir as suas responsabilidades em garantir habitação aos mais pobres e jovens”.
A quatro meses das eleições presidenciais, o partido de Sarkozy tem vindo a centrar a sua campanha num crescente discurso populista sobre a segurança e o combate à criminalidade, dois temas caros à Frente Nacional de Marine Le Pen, com quem tenta disputar eleitorado.
A associação entre pobreza e criminalidade junta-se, agora, há que Sarkozy estabeleceu o ano passado entre imigração e crime. Na altura, a ameaça de expulsão dos cidadãos ciganos mereceu o repúdio internacional generalizado. Um ano depois, a população cigana em França não diminui, mas, de acordo com várias associações não governamentais, vive agora numa situação de maior pobreza e num clima de receio permanente pela sua segurança.
 

Polícia britânica testará laser para cegar manifestantes


As engenhocas da burguesia jamais poderão parar o povo!


Efeito da nova arma é temporário, mas promete dispersar protestos

A polícia britânica estuda o uso de uma nova arma não letal que causa uma cegueira temporária em manifestantes. O SMU-100, segundo revelou o jornal The Telegraph, é capaz de emitir um laser para desnortear aqueles que o encaram de forma direta.

A arma se parece com um rifle e possui um pode de alcance de 500 metros. Além disso, o raio de luz pode atingir uma área de três metros quadrados. Com um custo de 25 mil libras esterlinas (aproximadamente 72 mil reais), o aparelho consegue atingir até mesmo pessoas em situações de má visibilidade.
Efe
Segundo o fabricante, a empresa Photonic Security Systems, o efeito do laser é similar ao ato de se olhar diretamente para o Sol por alguns segundos. Desta forma, os manifestantes seriam forçados a recuar e o protesto seria dissipado.
A intenção da polícia britânica é combater com mais efetividade qualquer tipo de protesto semelhante aos que ocorreram no último mês de julho, quando milhares de britânicos saíram às ruas indignados com a morte pela polícia de um morador do subúrbio londrino.
“O sistema dará à polícia um elemento de dissuasão visual intimidador. Se você não pode ver algo, não pode atacá-lo”, afirmou Paul Kerr, diretor da empresa, ao jornal The Sunday Times.
Ainda não há informações comprovadas a respeito de possíveis danos físicos a quem é atingido pelo laser. Apesar disso, uma fonte do Ministério do Interior afirmou que cientistas do Centro de Ciência e Tecnologia Aplicadas comprovaram o mérito da arma.
Segundo o Telegraph, armas similares são usadas pelas tropas da ISAF (Forças Internacionais de Assistência para a Segurança) no Afeganistão para proteger as caravanas de possíveis ataques de tropas insurgentes.
 *cappacete

Neoliberalismo: Aumento de 33% de crianças norte americanas nas ruas

. Uma a cada 45 crianças nos EUA — 1.6 milhões de crianças — estão vivendo nas ruas, em centros de desabrigados, motéis ou com outras famílias, de acordo com o Centro Nacional para a Família e Sem-Teto.

. O número representa um aumento de 33% desde 2007, quando existiam 1.2 milhões de crianças Sem-Teto.

. Leia mais sobre o miserável efeito do neoliberalismo nos EUA aqui.
*Brasilmostraatuacara

Amaury pôs Cerra a nocaute.
Aécio não lê mesmo


Serra chama de ‘lixo’ livro sobre privatizações do governo FHC


O ex-governador  José Serra (PSDB-SP) chamou de “lixo” o livro “Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Na publicação, o repórter fala de um suposto esquema de corrupção no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que envolveria Serra, que ocupou a pasta do Planejamento.


“Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo”, afirmou Serra ao ser questionado sobre o livro. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um comentário breve sobre o livro. “Não é uma literatura que me interesse. Os que se interessarem devem lê-lo”, declarou. Os dois participaram nesta tarde da inauguração de uma sala da liderança tucana na Câmara batizada de Artur da Távola.

Navalha
Se foi essa reação pública do Cerra, um trololó, significa que ele foi a nocaute.
Que ele sentiu o golpe e foi à lona.
Se ele reagisse, se tivesse armas para responder ao Amaury, ou não teria dito nada, ou reagiria com mais “consistência”, como a Catanhede diz que ele tem.
Cerra tentou desqualificar o que não pode ser desqualificado.
A filha dele foi indiciada.
Os bens do genro, congelados pela Justiça.
O tesoureiro da campanha dele e do FHC, Ricardo Sergio de Oliveira, recebeu briberizations para vender a Vale – como desejou o Cerra, ardentemente – e a Telemar a Carlos Jereissati.
Jereissati deu dinheiro para a campanha do Cerra.
Cerra omitiu a sociedade dele numa empresa de consultoria com um Rioli, que o Amaury flagrou em operações ilegais com uma empresa falida, a Calfat, que pertencia a Ricardo Sergio de Oliveira.
A irmã de Dantas financiou a empresa da filha do Cerra em Miami e as duas violaram o sigilo de 60 milhões de brasileiros.
A filha do Cerra disse que tinha fechado a empresa, mas o Amaury a reencontrou aberta, a receber dinheiro deslavado.
Amaury premiou um cunhado do Cerra, o Preciado, com uma descrição pormenorizada de suas falcatruas.
Preciado, sozinho, é franchise de lavanderias.
Cerra e Preciado foram sócios num terreno do Morumbi e desfizeram a sociedade pouco antes de a Polícia bater na porta.
Cerra é um Daniel Dantas.
Chefe de clã.
Trabalha em família.
Dantas, Cerra e suas famílias estão unidos pelo Messer, o maior doleiro do Brasil.
E os dois, Dantas e Cerra, Privatas do Caribe, como diz o Amaury.
Outro indício de que Cerra beijou a lona é o “ensaio” de seu escudeiro-mor, um colonista (*) da Folha e do Globo, que demonstra inigualável habilidade: ele usa vários chapéus ao mesmo tempo.
Agora, acresceu à coleção outro chapéu.
O chapéu da editora inglesa Penguin.
Pois, não é que o notável colonista dos múltiplos chapéus desanca o Pimentel, hoje na Folha (**) ?
O notável colonista é responsável por uma seção de “Livros”, dominical.
Geralmente, ele resenha livros em língua estrangeira.
Deve achar que é o único que sabe entrar na Amazon.
Por isso, dificilmente, o notável colonista tratará do Privatas do Caribe, enquanto não for traduzido para o inglês.
Uma pena.
A meia dúzia de gatos pingados leitores de sua colona (*) gostaria muito de saber se o Amaury plagiou algum professor de Harvar (é assim mesmo, revisor).
O notável colonista é a prova provada de que o Cerra está com medo de ir em cana.
Antes dos mensaleiros do PSDB de Minas.
Uma última palavra sobre o Aécio Never.
A declaração dele é de retumbante hipocrisia.
Mais hipócrita ainda é o Cerra, que ainda lhe dá cumprimento.
O Amaury conta que o livro começou como um pedido do jornal O Estado de Minas, para atender pedido do Aécio: desmontar a fábrica da arapongagem e de dossiês que o Cerra montou para pegar o Aécio com a mesma delicadeza com que ia pegar o Paulo Renato, o Tasso tenho jatinho porque posso e matou a candidatura da Roseana Sarney.
Assim começou o Privatas do Caribe.
E o Aécio vai dizer que não é literatura que interesse.
Claro: ele não lê !
É o que diz o Ciro Gomes, que conhece a alma tucana como ninguém.
O Amaury conhece as contas offshore da família Cerra.
O Ciro, a alma do Cerra.
É dele a frase: o Cerra não tem escrúpulos; seria capaz de passar com um trator por cima da mãe.



Em tempo: liga o Vasco:

- Você está sendo injusto com o Cerra.

- Por que, Vasco ?

- O livro é um lixo mesmo !

- Você acha ?

- Claro: o que está ali dentro é lixo, sim ! A começar pelo Cerra !

- Ah bom, Vasco …


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
*PHA

Serra sentiu o golpe

PHA entrevista Amaury Ribeiro Jr.

Amaury Ribeiro Junior na TVT


*TVT

Marco Maia instalará a CPI da Privataria, proposta por Protógenes

O deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) desembarcou em Brasília já recolhendo as assinaturas para instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que tem o objetivo de investigar o processo de privatizações realizado durante o governo Fernando Henrique. A motivação veio da publicação do livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que o deputado classificou como um “importante documento”.
Kerison Lopes
Segundo o deputado, livro é "importante documento"
Protógenes com Privataria Tucana
Segundo o deputado, em conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), durante o almoço desta terça-feira (13), ele recebeu a garantia que se recolhida as assinaturas com o quórum necessário (171 assinaturas), a presidência vai instalar imediatamente a CPI da Privataria. “Isto nos dá uma responsabilidade muito grande, pois é um compromisso com o Brasil colocar essa verdade a tona”.
Protógenes relatou que asssim que chegou em Brasília já recolheu várias assinaturas apoiando a iniciativa. “Eu tenho aqui assinaturas de deputados do PT, do PCdoB, do PV, do PSB, do PMDB e de outros partidos”. O deputado acabara de entrar no Congresso, onde participa de uma audiência da Comissão de Constituição,  Justiça e Cidadania, e espera ainda durante essa tarde recolher mais assinaturas.
Conhecedor privilegiado de muitos dos personagens do livro, como o banqueiro Daniel Dantas [a quem meteu na cadeia por duas vezes e o ministro Gilmar Mendes tirou], Prótogenes disse que o livro revela, com uma farta documentação, um esquema do uso de dinheiro das privatizações, ocorridas nos anos de 1990, para beneficiar políticos e seus apadrinhados. “Estas denúncias configuram real ameaça à realização da República nos seus moldes constitucionais”.
Segundo Protógenes, os documentos secretos da CPI do Banestado, que o livro trouxe ao público, demonstram a existência do “maior esquema de lavagem de dinheiro já detectado no Brasil” cujo personagem principal é o ex-governador de São Paulo José Serra, candidato presidencial derrotado em 2002 e 2010 e 2010, e tem como mentor o seu ex-tesoureiro de campanha, Ricardo Sérgio de Oliveira.
De Brasília,
Kerison Lopes
*GilsonSampaio

Precisamos saber o que se passou e, sobretudo, fechar os ralos que continuam existindo para “esquentar” dinheiro, que usam empresas-fantasmas, de paraísos fiscais e do exterior em geral para injetar no país grandes somas de dinheiro em outras empresas nebulosas aqui dentro.


*Tijolaço

Charge do Dia

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terça-feira, dezembro 13, 2011

Dilma abriu hoje 12,5 mil bolsas de estudo no exterior

Governo abriu hoje inscrições para alunos de graduação interessados em passar um ano estudando no exterior. São 12,5 mil bolsas nos EUA e outros países. Veja o que é preciso fazer para concorrer
Presidenta Dilma lançou regras do programa Ciências sem Fronteiras, que vai beneficiar 101 mil pesquisadores e estudantes até 2014
Começaram nesta terça-feira, dia 13, as inscrições para alunos de graduação interessados em passar um ano fora do País. A presidenta Dilma Rousseff lançou, em Brasília, os editais que vão selecionar 12,5 mil universitários com bolsa de estudo da modalidade sanduíche nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. O prazo para concorrer termina no dia 15 de janeiro. Na solenidade, a presidenta também assinou decreto que regulamenta o programa Ciência sem Fronteiras, que vai conceder ao todo 101 mil bolsas até 2014.
O Ciência sem Fronteiras vai beneficiar estudantes e pesquisadores das áreas de ciências básicas, engenharia e tecnologia, nas modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação (doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado). Segundo a presidenta, o desafio lançado há 140 dias foi transformado em realidade. Do total de bolsas a serem concedidas, 75 mil serão financiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada, conforme Dilma havia pedido no lançamento do programa em julho. Colaborarão com o projeto instituições como Febraban, CNI, Petrobras, Vale entre outras.
Nesta terça-feira, foram anunciados os nomes dos primeiros 1.500 alunos de graduação beneficiados com bolsas para os EUA. A chamada pública coordenada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em caráter experimental recebeu 7.007 inscrições. Os primeiros 841 embarcam em janeiro de 2012 e os demais seguirão em julho para curso de idioma.
Os critérios para seleção para as bolsas diferem em cada edital, mas têm pontos em comum. Os candidatos de graduação devem ter no mínimo 600 pontos no Enem e ter bom desempenho acadêmico. Prêmios em olimpíadas escolares e participação em projetos de iniciação científica também contam pontos. Para Dilma, o programa valoriza o mérito, mas vai garantir também que estudantes que não são de classes abastadas não sejam prejudicados. Para isso, uma série de ações serão realizadas para auxiliar estudantes a superarem a barreira da língua estrangeira, como cursos em universidades federais e, para os selecionados, aulas no exterior.
“Esse é um programa que tem na base critérios essenciais. Primeiro, o mérito. E segundo, para aqueles que têm mérito, vamos dar oportunidades para dar acesso à segunda língua”, explicou.
Atração de cientistas
Além de enviar estudantes brasileiros para o exterior, o Ciências Sem Fronteiras também vai trazer estrangeiros ou brasileiros que atuam em outros países para o Brasil. Através do projeto Atração de Jovens Talentos serão buscados jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros, que tenham destacada produção científica e tecnológica. Pelo Pesquisador Visitante Especial  serão atraídos por período de três anos pesquisadores de alto nível, que se destacam na área onde atuam.
O primeiro, do projeto chamado Atração de Jovens Talentos, pretende atrair e fixar jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros, que tenham destacada produção científica e tecnológica. A partir desta sexta-feira, os interessados poderão apresentar projetos de pesquisas (ligados a programas de pós-graduação ou órgãos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) para disputar as bolsas, de R$ 7 mil mensais (durante um a três anos).
O outro, Pesquisador Visitante Especial, prevê a oferta de bolsas de intercâmbio para pesquisadores de alto nível, que tenham destaque nas áreas que atuam. A proposta é mantê-los no País por, no máximo três anos, oferecendo auxílios mensais de R$ 14 mil e ajuda de custo para a pesquisa de até R$ 50 mil por ano de projeto. As propostas também poderão ser apresentadas a partir de sexta-feira e vão até 15 de fevereiro.
Inscrições pela internet
As informações sobre as bolsas e as exigências para concorrer estão no site do programa Ciência sem Fronteiras. No mesmo endereço, interessados em concorrer devem preencher formulários e enviar documentação em formato PDF.
*Colaborou Priscilla Borges, iG Brasília