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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, janeiro 01, 2012

CONTRA O JÚBILO COLETIVO OBRIGATÓRIO

Antonio Gramsci

Um belo texto do jovem Antonio Gramsci, fundador, teórico e dirigente do Partido Comunista Italiano, sobre a hipocrisia desta época do ano.

Odeio o Ano Novo


Avanti! , 1º de Janeiro de 1916.

Toda manhã, ao acordar mais uma vez sob o manto do céu, sinto que para mim é o primeiro dia do ano.


Por isso odeio estes anos novos a prazo fixo, que transformam a vida e o espírito humano em uma empresa comercial, com sua prestação de contas, seu balanço e suas previsões para a nova gestão. Eles fazem com que se perca o sentido de continuidade da vida e do espírito. Termina-se por acreditar a sério que entre um ano e outro exista uma solução de continuidade e comece uma nova história; fazem-se promessas e projetos, as pessoas se arrependem dos erros cometidos etc. É um equívoco geral que afeta a todas as datas.

Dizem que a cronologia é a ossatura da história. Pode-se admitir que sim. Mas também é preciso admitir que há quatro ou cinco datas fundamentais, que toda pessoa conserva gravadas no cérebro, datas que tiveram efeito devastador na história. Também elas são primeiros dias de ano. O Ano Novo da história romana, ou da Idade Média, ou da era moderna. Elas se tornaram tão invasivas e tão fossilizantes que nos surpreendemos a pensar algumas vezes que a vida na Itália começou em 752, e que 1490 ou 1492 são como montanhas que a humanidade ultrapassou de um só golpe para entrar em um novo mundo e em uma nova vida. Com isso, a data converte-se em um fardo, um parapeito que impede que se veja que a história continua a se desenvolver de acordo com uma mesma linha fundamental, sem interrupções bruscas, como quando o filme se rompe no cinematógrafo e se abre um intervalo de luz ofuscante.

Por isso odeio a passagem do ano. Quero que cada manhã seja um ano novo para mim. A cada dia quero ajustar as contas comigo mesmo e renovar-me. Nenhum dia previamente estabelecido para o descanso. As pausas eu escolho sozinho, quando me sinto embriagado de vida intensa e desejo mergulhar na animalidade para extrair um novo vigor. Nenhum travestismo espiritual. Cada hora da minha vida eu gostaria que fosse nova, ainda que vinculada às horas já transcorridas. Nenhum dia de júbilo coletivo obrigatório, a ser compartilhado com estranhos que não me interessam. Só porque festejaram os avós dos nossos avós etc., teremos também nós de sentir a necessidade de festejar. Tudo isso dá náuseas.


[...]


QUE POVOS COMEMORAM O ANO NOVO EM OUTRA DATA?


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por Fabrício Moreira


CHINA Quando - Fim de janeiro ou começo de fevereiro
Ano atual - 2010
Os chineses seguem o calendário lunar, elaborado com base no tempo que a Lua leva para dar uma volta em torno da Terra - cerca de 29 dias e 12 horas. Antes da celebração, é tradição limpar a casa para afastar os maus espíritos. À meia-noite da virada, todos comem o guioza, um pastel típico. As festividades duram um mês e incluem desfiles e show pirotécnico
JAPÃO Quando - Do dia 1º ao dia 3 de janeiro
Ano atual - 2010
O Réveillon nipônico é um pouco adiantado (por causa do fuso horário), mas também é celebrado no dia 1º de janeiro. A diferença é que lá do outro lado do mundo, a festa dura três dias - um superferiado. Na virada, os japoneses costumam comer macarrão, que representa uma vida longa. Também vão a um templo para rezar e pedir boa sorte para o novo ano
JUDAÍSMO Quando - 1º dia do mês de Tishrei (meados de setembro)
Ano atual - 5771
Tishrei é o nome do primeiro mês do calendário judaico, no qual se comemora o Rosh Hashaná, o Ano-Novo judaico. A data é determinada pelas fases da Lua e é festejada durante dois dias com uma farta refeição. No banquete, carnes ensopadas e doces de frutas e mel, para atrair um ano doce
HINDUÍSMO Quando - 1º de março (sul da Índia), 1º de outubro (leste e no centro indiano) e 14 de abril (comunidade tâmil)
Ano atual - 2067
A Festa das Luzes, o Réveillon hindu, dura cinco dias. A comemoração incluiu lamparinas, incensos e fogos de artifício para afastar as forças do mal. O Ano-Novo hindu varia entre as regiões da Índia, dependendo do estudo dos astros, e celebra o retorno da deusa da prosperidade, Lakshmi
ISLAMISMO Quando - 7 de dezembro
Ano atual - 1432
No ano de 622 d.C., Maomé deixa Meca e vai para Medina. A hégira, como o episódio ficou conhecido, determina o início do ano islâmico - ou 1º de Muharram. Durante a celebração, que dura dez dias, são realizados atos de compaixão e jejum. Como utiliza calendário lunar, a virada do ano é comemorada em datas diferentes todos os anos
FÉ BAHÁ'Í Quando - Entre 2 e 20 de março
Ano atual - 167
A religião, que teve origem na antiga Pérsia (atual Irã), segue um calendário astronômico que tem 19 meses com 19 dias. Em meados de março, os bahá'ís celebram o Ano-Novo. Um período antes da comemoração, eles se purificam espiritualmente e costumam fazer jejum, que só termina quando o Sol se põe - indicando o início do novo ano
WICCA Quando - 31 de outubro
Ano atual - 2011
Os praticantes da religião neopagã Wicca, difundida a partir da década de 1950, comemoram o fim de um ano e o começo de outro no último dia de outubro. Na data, são realizados rituais em altares para recordar aqueles que já morreram e eliminar as energias negativas. Velas, incensos, maçãs, vinho quente e pratos com abóbora e carne fazem parte da celebração
THELEMA Quando - 20 de março
Ano atual - IV:xix (ou 4º ciclo desde 1904, mais 19 anos)
A corrente celto-xamânica comemora o Ano-Novo no dia 20 de março, ou numa data próxima. A virada coincide com o Banquete pelo Equinócio dos Deuses, época em que o Sol passa de um hemisfério para o outro
Pode acreditar
O Dia da Mentira surgiu na França, quando o Ano-Novo mudou de 25 de março para 1º de abril e, depois, para 1º de janeiro. Desde então, as pessoas começaram a sacanear uns aos outros
FONTE - Departamento de Geodésia da UFRGS; embaixada indiana; Comunidade Bahá'í do Brasil; Dicionário Hebraico-Português (Edusp, 1995); Casa de Bruxa - Universidade Livre Holística; Ordo Templi Orientis Brasil - Ordem do Templo do Leste/Ordem dos Templários Orientais.


PELO DIREITO DE SER CONTRA

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Moisés e as tábuas da Lei: um Deus implacável
Um amigo reagiu furioso a uma postagem que fiz no Facebook – era uma charge ironizando uma citação particularmente belicosa do Velho Testamento da Bíblia (Números 31: 17-18). Bem, todos que se deram ao trabalho de ler o livro sagrado dos cristãos, particularmente o Velho Testamento, sabe que é possível encontrar aos montes citações semelhantes, em que um Deus vingativo e ciumento exige dos homens provas de seu amor incondicional por Ele, pedindo sangue e até matança de inocentes. Meu amigo argumenta que a citação está descontextualizada, que o Novo Testamento é diferente e que ateus e agnósticos, quando atacam as religiões, se igualam aos fanáticos religiosos que discriminam homossexuais e não-crentes.

Mas o Estado brasileiro não é laico?
Respondo que, num país como o Brasil, em que ateus e agnósticos são estigmatizados como pessoas sem ética nem moral, em que candidatos a cargos eletivos já tiveram que esconder sua condição de não-crentes para serem aceitos pelo eleitorado, em que crucifixos são pendurados em repartições públicas violando a laicidade do Estado, e em que posições contrárias aos dogmas cristãos – principalmente católicos –, como por exemplo pesquisas com células-tronco, casamento de pessoas do mesmo sexo, aborto e AIDS, são vistas como heresia, é preciso partir para o confronto. Os não-crentes precisam “sair do armário”, como disse Richard Dawkins, e defender suas posições.

Ao fazer isso, eles estarão também defendendo a liberdade de expressão. Sim, porque, como bem sabiam os Pais Fundadores dos Estados Unidos, para garantir a liberdade religiosa e de expressão, o Estado deve ser impedido de promover qualquer confissão religiosa. Aqui, os ateus e agnósticos precisam demarcar terreno, conquistar espaço na sociedade, expor suas idéias – e isso certamente ferirá suscetibilidades religiosas. Talvez depois dessa etapa seja possível encontrar denominadores comuns entre crentes e não-crentes, como fizeram Umberto Eco e D. Carlo Maria Martini, arcebispo de Milão, no memorável diálogo epistolar reproduzido no livro “Em que crêem os que não crêem”.

Rushdie: condenado à morte por blasfêmia
À parte isso, ofender ou ironizar religiões pode não ser de bom tom, mas é um direito democrático líquido e certo. Mas ainda é perigoso e não está totalmente assegurado. Quando Salman Rushdie escreveu Os Versículos Satânicos, no final dos anos 1980, o aiatolá Khomeini se arvorou o direito de emitir uma fatwa (decreto religioso) pedindo a morte dele. O escritor teve que ficar escondido em Londres por quase uma década. Quando o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou uma série de 12 caricaturas do profeta Maomé como terrorista, em 2005, manifestantes e governos islâmicos de todos os cantos do planeta promoveram ruidosas manifestações e fizeram pressões pedindo a proibição de publicações semelhantes e a punição do jornal. Temendo ferir “suscetibilidades islâmicas” – afinal, a Arábia Saudita, maior produtora de petróleo do mundo, é um Estado teocrático islâmico –, vários governos ocidentais, laicos e democráticos, condenaram publicamente as charges. O próprio governo da Dinamarca criticou o jornal, que acabou pedindo desculpas públicas aos muçulmanos. Duas décadas atrás, grupos católicos fizeram pressão para a proibição do filme Je Vous Salue Marie, de Jean-Luc Godard (conseguiram aqui no Brasil, durante o governo de José Sarney). Há poucos anos, a organização católica ultraconservadora Opus Dei tentou proibir o filme Código da Vinci. Se para evitar ferir suscetibilidades religiosas tivermos que censura obras de arte ou simplesmente espetáculos, o que restará da liberdade de expressão e de pensamento tão duramente conquistada, principalmente abaixo do Equador? Não podemos esquecer Voltaire ("Não concordo com nada do que dizes, mas lutarei até a morte pelo teu direito de dizê-lo"), Rosa Luxemburgo ("a liberdade é a liberdade de quem pensa de modo diferente de nós") e George Orwell ("se a liberdade significa alguma coisa, é o direito de dizer o que as pessoas não querem ouvir").

Ayaan Hirsi Ali: contra a intolerância religiosa
Por isso, creio que o multiculturalismo, por mais bem intencionado que possa ser, é um equívoco. Veja-se o caso da escritora e política somali nacionalizada holandesa Ayaan Hirsi Ali. No seu país de origem, ela foi submetida a uma infibulação do clitóris, numa cerimônia religiosa presidida por sua avó. A família deixou a Somália em 1975, quando ela tinha seis anos. Em 1992, Ayaan conseguiu entrar na Holanda, onde recebeu o status de refugiada, começou a estudar e a se envolver na política. Ela fugira de um casamento arranjado por seu pai, prática comum na tradição clânica da Somália e de outros países. Mas na Holanda, Ayaan começou a enfrentar a pressão de somalis ali residentes, que queriam que ela se submetesse aos costumes culturais e religiosos - no caso, islâmicos - da comunidade. Mas ela não aceitava isso e começou a denunciar a pressão. E o pior é que o Estado holandês protegia a opressão familiar sob a bandeira do multiculturalismo, o que na prática significava fazer vista grossa a práticas medievais como excisão de clitóris, casamentos arranjados e submissão da mulher ao homem.

Isso é tolerância? Ou uma forma sutil de discriminação travestida de comportamento politicamente correto? Ao isolar imigrantes em verdadeiros "bantustões culturais" nos países desenvolvidos, o multiculturalismo europeu compactua com a opressão familiar e religiosa e renega o valor universal dos direitos humanos. Enquanto isso, os europeus brancos e cristãos podem desfrutar das liberdades civis e individuais.
  




Desde sempre até os dias de hoje que vejo todos os anos as pessoas de forma entusiasta a comemorarem a passagem para um novo ano, coisa que sempre achei uma bobagem e que na verdade não é mais um para ser vivido, mas menos um nas nossas vidas, e os desejos e as boas intenções para um novo recomeço são somente votos de repetição pois os desejos ficam somente na intenção assim como os sonhos do sonhador. Os votos de paz e prosperidade duram enquanto durarem o efeito do álcool no organismo. Depois, sóbrios todos voltam a sonhar o mesmo sonho de que uma realidade diferente está por vir, mas esta realidade nunca vem, já que ficar "dormindo" é mais confortável...e assim vamos até o próximo ano...quem sabe será diferente?

 
Outra Perspectiva:


sábado, dezembro 31, 2011

Deleite Mercedes Sosa

Que...

Que no ano que chega
sejamos mais tolerantes,
amemos mais nossos irmãos,
aprendamos que o outro
não é melhor nem pior que nós, 
é apenas diferente.

Que sejamos mais ternos,
mais inocentes, mais lúdicos,
brinquemos mais, que renasça
a criança que escondemos.

Que em 2012 o humanismo
de um abraço, de um beijo,
de um prato de comida a quem tem fome,
da tolerância com as fraquezas dos homens,
nos façam dignos de nós- a humanidade-,
que anda tão triste, tão sovina de amor.

"Amai-vos uns aos outros",
como Cristo nos amou,
"não sois máquinas,
homens é que sois!",
como Chaplin nos ensinou.

Que me abrace o amor,
a solidariedade, a tolerância,
a paz...humanizai-me...nós!

Charge do Dia

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Só Deus pode criar, mas você pode valorizar o que ele criou.
Só Deus pode dar a vida
, mas você pode conservá-la e respeitá-la.
Só Deus pode dar a paz, mas você pode dar e semear a união
.
Só Deus pode dar a força, mas você pode amparar os seus irmãos.
Só Deus pode dar a esperança, mas você pode restituir a confiança
ao próximo.
Só Deus pode dar o amor
, mas você pode ensinar a amar.
Só Deus pode dar a alegria, mas você pode sorrir
para todos.
Só Deus pode fazer milagres, mas você pode fazer o sacrifício.
Só Deus é a vida, mas você pode dar aos outros, a alegria de viver.
Só Deus pode fazer o impossível, mas você pode fazer tudo o que está ao seu alcance.
Só Deus basta a si mesmo, mas ele prefere contar com você!!! 
*ajusticeiradeesquerda
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Governador tucano de São Paulo eleva imposto sobre linha branca e eletrônicos em 2012


O Estado de São Paulo governado pelo PSDB vai na contramão do governo federal e elevará os impostos estaduais de eletrodomésticos e eletrônicos em 2012. O aumento de tributos será feito de forma indireta. O governo aprovou no último dia 27 uma nova tabela do IVA (Índice de Valor Agregado), que serve de base para o cálculo do ICMS no regime de substituição tributária. Para a maioria dos produtos, os novos valores entram em vigor amanhã.

Contra medidas na crise

Coincidência ou não, mais uma vez o governo paulista atua na contramão do governo federal.Em2009, enquanto o governo do ex-presidente Lula desonerava do IPI os produtos da linha branca, como forma de incentivar o consumo na crise, José Serra, então governador de São Paulo, fazia exatamente o contrário.

O Estado de Sao Paulo,governado pelos tucanos  incluiu os mesmos produtos que a União desonerou no regime de substituição tributária, o que representou aumento de carga. Na época, até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou publicamente a medida.



Governo Dilma  baixa imposto de linha branca:  fogão, geladeira e lavadora....


O consumidor que for comprar eletrodomésticos hoje irá encontrar produtos de linha branca com preços até 20% menores. Isso porque fogões, refrigeradores, e máquinas de lavar roupa tiveram o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzidos ontem pelo governo. O corte na tributação vai, em geral, de 4 a 10 pontos porcentuais, mas no caso dos tanquinhos, a alíquota foi zerada.

A medida faz parte de um pacote para estimular o consumo neste final de ano e reaquecer a economia. “O governo(federal) resolveu tomar medidas de efeito direto para aquecer a economia, mais do que a redução da taxa básica de juros, a Selic, na quarta-feira. É uma preocupação com a crise econômica internacional, que poderá gerar recessão econômica em 2012”, explica José Roberto Savoia, professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração

 O pacote também chega até o prato dos brasileiros: o PIS/Cofins das massas alimentícias – como o macarrão – caiu de 9,25% para zero. Já o trigo, a farinha e o pão francês ganharam isenção extra por mais um ano.

Outra ação adotada pelo governo foi a redução da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3% para 2,5% ao ano para o crédito para pessoa física..(leia)

Governador de São Paulo  Geraldo Alckmin (PSDB) eleva imposto de  fogão, geladeiras, celulares, e mais diversos produtos eletrodomésticos  e eletroeletrônicos

Dos 90 itens contemplados pela mudança, 76 deles terão elevação do imposto estadual. Entre eles estão fogão, geladeira, celulares, micro-ondas, TV de tubo e plasma. Alguns componentes terão redução de imposto - 14 no total, entre eles, câmeras digitais e TVs de LCD. Em média, os valores do IVA subiram 20%. O impacto desse reajuste no aumento efetivo de impostos depende da alíquota do ICMS de cada produto.

No caso da linha branca, a nova tabela terá outro cronograma. Para os produtos beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedida em dezembro pelo governo federal, a mudança vale a partir de 1º de abril.

No sistema de substituição tributária, a indústria paga o tributo do varejo antecipadamente. Para calcular o imposto devido por toda a cadeia, das fábricas às lojas, o governo estabelece uma margem de valor, o IVA, com uma estimativa do preço final do produto ao consumidor. É sobre esse valor que incide a alíquota do ICMS. Então, quanto maior o IVA, maior será o imposto cobrado . "É um aumento indireto de impostos. O governo eleva a arrecadação sem mexer na alíquota do ICMS", explica o advogado tributarista Eduardo Diamantino.

Um fabricante de celular, por exemplo, pagará cerca de 6% mais de ICMS no Estado de SP, segundo estimativas do escritório Diamantino Advogados. Com todos os impostos, um aparelho que sai da indústria por R$ 800 neste ano, custaria R$ 998 após o pagamento de impostos, mas custará R$ 1.110 com a nova tabela.
*osamigosdopresidentelula

Flagrante de Otávinho Mesquita Frias Marinho, herdeiro inútil de tradicional família máfiomidiática

Otávinho Mesquita Frias Marinho, herdeiro inútil de tradicional família máfiomidiática do eixo Rio-São Paulo, ouve extasiado a CBN anunciando o fim do Brasil, nas vozes marcantes e sábias da urubóloga Miriam Leitão e da anta descerebrada Lúcia Hipólito.
*Ornitorrinco

sexta-feira, dezembro 30, 2011


Barco sustentável reverte água em combustível

A empresa francesa Quimperié é uma das que está preocupada com o meio ambiente e faz o possível para reduzir a emissão de poluentes na atmosfera. Pensando em acabar com a dependência do uso de combustíveis fósseis, foi criado um barco sustentável movido à água. Isso mesmo, a mesma força natural que permite que ele se desloque, pode ser revertida em combustível para movê-lo.

Segundo matéria do site Ciclo Vivo, a tecnologia deve chegar ao mercado em 2012 com sistema LED de navegação, gerador de hidrogênio que faz funcionar o abastecimento elétrico, sistema de GPS, câmeras e controle touch screen. A água que serve como combustível é a mesma utilizada para gerar o hidrogênio e abastecer os compartimentos elétricos. O barco sustentável de luxo MIG 675 só emite o próprio vapor produzido pela água e, ao mesmo tempo que consome, é abastecido por ela.

Foto do Dia

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Sebastián Piñera bate recorde de impopularidade

No Chile, Piñera registra pior índice de popularidade desde 1990

DA ANSA, EM SANTIAGO DO CHILE

O índice de popularidade do presidente do Chile, Sebastián Piñera, voltou nesta quinta-feira a registrar queda e atingiu 22%, seu pior nível para um chefe de Estado chileno desde 1990, quando o país retomou a democracia após um período de ditadura militar.

A baixa aprovação foi divulgada pelo Centro de Estudos Públicos (CEP) hoje, o mesmo dia em que foram confirmadas as renúncias dos ministros da Educação, Felipe Bulnes, e da Agricultura, José Antonio Galilea.

De acordo com a sondagem, 77% da população do Chile desaprova a gestão de Piñera. Carolina Segovia, funcionária do CEP, apontou que as mobilizações estudantis --que tiveram o apoio de mais de 60% dos chilenos-- continuam a afetar o governo.

Questionada se existe a possibilidade do índice de aprovação cair ainda mais, Segovia relembrou que a escala vai "de 1 a 100", e que o ex-presidente do Peru Alejandro Toledo (2001-2006) chegou a registrar 4% de apoio, um recorde regional.

A popularidade de Piñera, que assumiu a Presidência em março do ano passado, entrou em declínio após a operação de resgate dos 33 mineiros em outubro de 2010, quando atingiu seu maior nível de aprovação (63%).

*esquerdopata

Verônica Serra não se explicou direito

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A filha do senhor José Serra divulgou, 20 dias depois do lançamento de “A Privataria Tucana”, uma nota onde, mesmo não anunciando que vá processar Amaury Ribeiro Jr, diz-se vítima de “insinuações e acusações totalmente falsas” e apresenta uma série de “explicações”.

"Daria uma perna para estar na Globo"

Por Bemvindo Sequeira, em seu blog:

Dia desses um colega veterano, que eu muito respeito, e que o público consagra por seu comprovado talento, afirmou em entrevista o seguinte: “Tem muito ator que fala mal da Globo mas dá uma perna pra entrar”.

Eu, com meu humor, pensei logo no ator perneta sendo aproveitado para o papel de Saci (risos).

Mas a chamada do provedor que o entrevistou oportuniza suas palavras para afirmar que ele “ironiza quem critica a Globo”. Enfim, transformou uma declaração parcial em generalizada.

Claro que o provedor faz parte do PIG, sigla popularizada por Paulo Henrique Amorim e que significa Partido da Imprensa Golpista.

Uma das características do PIG foi atacar o governo de Lula e agora de Dilma; os partidos populares; a Rede Record; os blogueiros – chamados de “sujos” - , e tudo e todos mais que não rezarem pela cartilha destes que há décadas vinham tratando o Brasil como o quintal de casa.

Não desmereço a declaração do colega. Conheço este tipo de “quem desdenha quer comprar”.

Mas saio em defesa daqueles que criticam a Rede Globo e nem pensam em perder uma perna, sequer um dedo mindinho para poder trabalhar lá.

Nossa profissão é formada por milhares de atores e atrizes. Alguns foram e são capazes de vender a alma para o Diabo pela vaidade, e pela aparente segurança de um emprego.

É humano. É compreensível. Mas há muitos, e não são poucos, que possuem caráter, discernimento, escolhas, que não passam pelo mesmo prisma dos acima mencionados.

Estes podem escolher trabalhar ou não na Globo. E se o fazem, fazem por profissão e não por servilismo.

Fazem porque estão vendendo para lá sua força de trabalho. São trabalhadores. Não sao capachos.

Antes da existência da Record chegava a ser curioso, senão divertido, ver a reação dos produtores globais quando um desses atores recusava a oferta de trabalhar na Vênus Platinada. Era como se fosse impossível alguém negar tão honroso convite. Era inadmissível que alguém não desse uma perna para
estar lá. Era como se não fosse possível haver vida - e vida inteligente, criativa - fora da Rede Globo.

Pois creiam, os que me leem, esta gente existe.

Sabem o valor e a dignidade da sua força de trabalho, sacrificaram e sacrificam muitas coisas na vida para manter a face limpa e o rabo intacto (risos finais).

O pensamento de Mao e sua influência no PCB


PARA O ESTUDO DA MEMÓRIA DO PCB: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO ANTIDIALÉTICO DE MAO TSE-TUNG NA ESTRATÉGIA POLÍTICA DO PCB ("DECLARAÇÃO DE MARÇO" DE 1958, RESOLUÇÕES DO 5º E 6º CONGRESSOS)

Por Anita Leocadia Prestes

Publicado na REVISTA DE HISTÓRIA COMPARADA

A partir da análise e da comparação do pensamento antidialético de Mao Tse-Tung sobre as contradições com as teses da dialética materialista enunciadas por C.Marx, F.Engels e V.Lenin, é abordada a influência das concepções do líder da Revolução Chinesa na estratégia política do PCB, expressa, a partir de 1958, em seus principais documentos.




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Batata Assando Em Fogo Brando

 Aécio Neves não perde por esperar

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

A certa altura da entrevista dada pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. a blogueiros, na noite que antecedeu a chegada do livro Privataria Tucana ao mercado, reproduzi pergunta que havia recolhido nos comentários deste site, indagação de um internauta. Algo do gênero ‘Amaury, este livro serve ao Aécio?’.

É razoavelmente óbvio que o ex-governador José Serra sonha em ser uma espécie de Lula da direita brasileira, a atingir o Planalto depois de três tentativas, em 2014. Os planos presidenciais do ex-governador Aécio Neves passam, é claro, pela desistência ou derrota interna de Serra. E passam, querendo ou não o Amaury, pelo Privataria Tucana.



Lula é o "famoso mais admirado" pelos brasileiros 

http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=14158&Itemid=2
*Ajusticeiradeesquerda

Lula, Chaves, Cristina, Dilma, Lugo, Arafat ...

E por que não Angela Merkel, Blair, Obama, Schroeder, Berlusconi, e, e...

G1

EUA podem ter induzido câncer em líderes sul-americanos, diz Chávez. 'Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia', disse. Chávez achou 'estranho' o fato de 5 líderes da região terem a doença.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, especulou nesta quarta-feira (28) sobre a existência de uma "tecnologia americana para induzir ao câncer", no dia seguinte do anúncio de que a colega argentina, Cristina Kirchner, sofre da doença que vitimou também outros líderes sul-americanos.

"Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir ao câncer e ninguém soubesse disso até agora", declarou Chávez a respeito dos Estados Unidos, alvos recorrentes das suas críticas.

O presidente da Venezuela, que afirma estar recuperado de um câncer diagnosticado em junho, afirmou que não pretendia "lançar acusações temerárias", mas considerou "muito estranho" o fato de cinco líderes sul-americanos terem sido diagnosticados com a doença recentemente.

"É muito difícil explicar o que está acontecendo conosco na América Latina, mas não deixa de ser estranho, muito estranho", completou Chávez durante um discurso realizado diante das Forças Armadas.

"Talvez se descubra dentro de 50 anos" esse suposto plano americano para induzir ao câncer, disse o presidente, no poder desde 1999. "Não sei, só deixo para reflexão", acrescentou.

Chávez costuma acusar o governo dos Estados Unidos, com o qual mantém relações diplomáticas tensas, de estar por trás de supostos planos para tirá-lo do poder após as eleições presidenciais de outubro de 2012, nas quais disputará o terceiro mandato.

O presidente se mostrou convencido, por outro lado, de que Kirchner "vencerá" o câncer de tireoide, do qual será operada em 4 de janeiro.

Ele explicou ter conversado por telefone com a colega argentina, depois do anúncio de sua doença, na véspera, e disse tê-la sentido de "muito bom ânimo".

O chefe de Estado venezuelano também deu as "boas vindas" à cúpula de "vencedores do câncer", que ele planeja realizar no começo de 2012 e à qual se prevê que participem seus colegas de Brasil, Dilma Rousseff, e Paraguai, Fernando Lugo, bem como o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Chávez manifestou a Kirchner "seus melhores desejos pelo pronto restabelecimento de sua saúde, ao mesmo tempo em que ratificou todo o seu apoio moral", segundo comunicado divulgado previamente pela chancelaria venezuelana.

O presidente venezuelano foi operado, em junho, em Cuba, de um tumor cancerígeno, cuja localização nunca revelou.
*Brasilmostraatuacara

Charge do Dia

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quinta-feira, dezembro 29, 2011

Coitado do Serra: agora tem até cordel sobre "A privataria tucana"


PRIVATARIA TUCANA

"Caiu a casa tucana
Do jeito que deveria
E agora nem resta pó
Pois tudo na luz do dia
Está tão claro e exposto
E o que ninguém sabia
Surge revelado em livro
Sobre a tal privataria.

"Amauri Ribeiro Junior
Um jornalista mineiro
Em mais de 300 páginas
Apresenta ao mundo inteiro
A nobre arte tucana
De assaltar o brasileiro
Pondo o Brasil à venda
Ao capital estrangeiro.

"Expondo a crua verdade
Do Brasil privatizado
O livro do jornalista
Não deixa ninguém de lado
Acusa Fernando Henrique
Gregório Marin Preciado
Serra e suas mutretas
E o assalto ao Banestado.

"Revelando em detalhes
Uma quadrilha em ação
O relato jornalístico
Destrói logo a ficção
De que político tucano
É homem de correção
Mostrando que entre eles
O que não falta é ladrão.

"Doleiros e arapongas
Telefone grampeado
Maracutaias financeiras
Lavagem por todo lado
Dinheiro que entra e sai
Além de sigilo quebrado
Obra de gente tucana
Na privatização do Estado.

"Parece mas não é
Ficção esse relato
Envolvendo tanta gente
E homens de fino trato
Que pra roubar precisaram
Montar um belo aparato
Tomando pra si o Estado
Mas hoje negam o fato.

"Tudo isso e muito mais
Coisas de uma gente fina
Traficantes de influência
E senhores da propina
Mostrando como se rouba
Ao pivete da esquina
E a cada negócio escuso
Ganhando de novo na quina.

"Se tudo isso não der
Pra tanta gente cadeia
Começando por Zé Serra
Cuja conta anda cheia
O Brasil fica inviável
A coisa fica mais feia
Pois não havendo justiça
O povo se desnorteia

"Com CPI já pensada
Na câmara dos deputados
Não se fala outra coisa
No imponente senado
Onde senhores astutos
E tão bem engravatados
Sabem que o bicho pega
Se tudo for investigado.

"Por isso, temos tucanos
Numa total caganeira
No vaso se contorcendo
Às vezes a tarde inteira
Mesmo com a velha mídia
Sua indiscreta parceira
Pelo silêncio encobrindo
Outra grande roubalheira.

"São eles amigos da Veja
Da Folha e do Estadão,
Da Globo e da imprensa
Que distorce a informação
Blindando tantas figuras
Que tem perfil de ladrão
Mostrando-os respeitáveis
Como gente e cidadão.

"Pois essa mídia vendida
Deles eterna parceira
E que se diz democrática
Mas adora bandalheira
Ainda não achou palavras
E silenciosa anda inteira
Como se fosse possível
Ignorar tanta sujeira.

"Ela que tanto defende
A liberdade de imprensa
Mas somente liberdade
Pra dizer o que compensa
Não ferindo interesses
Tendo como recompensa
Um poder exacerbado
Que faz toda a diferença.

"Mas neste livro a figura
Praticamente central
Sujeito rei das mutretas
Um defensor da moral
É o impoluto Zé Serra
Personagem que afinal
Agora aparece despido
Completamente venal.

"É o próprio aparece
Sem retoque nem pintura
Tramando nos bastidores
Roubando na cara dura.
É o Zé Serra que a mídia
Esconde e bota censura
Para que o povo não veja
A sua trágica feiúra.

"E ele sabe e faz tudo
No reino da malandragem
Organiza vazamentos
Monta esquema de lavagem
Ensina a filha e o cunhado
As artes da trambicagem
E como bandido completo
Tenta preservar a imagem.

"Mas agora finalmente
Com a casa já no chão
E exposta em detalhes
Tão imensa podridão
Que nosso país invadiu
Com a privatização
Espera-se que Zé Serra
Vá direto pra prisão.

"E pra não ficar sozinho
Que ele vá acompanhado
Do Fernando ex-presidente
Mais o genro dedicado
Marido da filha Mônica
E outro homem devotado
Ricardo Sergio Oliveira
E também o Preciado.

"Completando o esquema
Deixando lotada a prisão
Ainda cabe o Aécio
Jereissati e algum irmão
Nunca esquecendo o Dantas
Que só rouba de bilhão
E traz guardado no bolso
O tal Gilmar canastrão.

"Como estamos em época
De Comissão da Verdade
Que se investigue a fundo
E não se tenha piedade
Dos que usaram o Estado
Visando a finalidade
De praticar tanto crime
E ficar na impunidade.

"Tanto roubo descarado
Provado em documento
Não pode ser esquecido
E ficar sem julgamento
Pois lesou essa nação
Provocando sofrimento
A quem sofre e trabalha
Por tão pouco vencimento.

"Que o livro do Amauri
Maior presente do ano
Seja lido e comentado
Sem reservas nem engano
Arrebentando o esquema
Desse grupo tão insano
Abrindo cela e cadeia.
Pra todo bandido tucano."


Silvio Prado
Diretor Estadual da APEOESP
venceremos.2@hotmail.com
*comtextolivre

o PSDB em sinuca



Saiu no blog do Nassif:

A sinuca de bico do PSDB no caso da “Privataria”

Autor:

Luis Nassif


O livro “A Privataria Tucana” tem tucana no nome. Mas investiga especificamente o chamado “esquema Serra”.


As acusações são inidividualizadas e se referem objetivamente a Serra. Amaury o acusa diretamente de corrupção. Se inocente, caberia a Serra buscar a reparação na Justiça. Não o fará porque um eventual processo certamente esmiuçaria sua atuação desde a Secretaria do Planejamento de Franco Montoro, passando pelo relatório Bierrenbach, pelo caso Banespa e pelas privatizações, além de enveredar pelos negócios da filha no mundo offshore. Só faltava a Serra, a esta altura do campeonato, uma ordem judicial para abrir as contas da filha nas Ilhas Virgens.


Se autor da ação, o PSDB pouparia Serra da exceção da verdade. Mas de qual acusação o PSDB pretenderá se defender? Provavelmente do fato de Amaury Ribeiro Jr ter imputado a todo o partido os atos obscuros de Serra.


O PSDB poderá alegar que em nenhum momento as provas apontam para uma ação orquestrada de partido. Se for por aí, será uma tática esperta, porém falsa. Espera-se que o juiz reconheça que não há provas de ação de partido nas maracutaias denunciadas. Depois, dá-se ampla cobertura à sentença, como se fosse condenação do conteúdo do livro como um todo.


Ocorre que, se a lógica da ação for por aí, o PSDB trará para si o cálice do qual Serra foge qual o diabo da cruz. Aí se entrará de cabeça na politização do episódio, no questionamento não das propinas supostamente pagas, mas de todo processo de privatização. O partido entregará de bandeja sua bandeira e, principalmente, sua única referência política; FHC.


O mais lógico seria PSDB e velha mídia “realizarem o prejuízo” – como se diz no mercado do ato de vender ações que estão dando prejuízo sabendo que, quanto mais o tempo passar, maior será o prejuízo incorrido.


Em tempo: o relatório Bierrembach a que o Nassif se refere é a exceção da verdade – maldita verdade ! – que Flavio Bierrembach conseguiu do Juiz Wálter Maierovitch para provar a acusação de que Cerra tinha enriquecido no Governo. Cerra usou a “técnica” Daniel Dantas e matou a ação na Justiça. Cerra tinha um encontro marcado com um Amaury há muito tempo. Ele é o chefe do clã. Não deixe de ler “Por que o PSDB não manda o Cerra embora ?” e “o PSDB não tem líder” – PHA

A arte da democracia: é o que Sócrates achou em Cuba e que a Globo teme!

Poucos dias antes de ficar doente Sócrates visitou Cuba. Lá ele viu alguns meninos, sem camisa e descalços, jogando bola em frente uma, das muitas praças com as imagens de Fidel Castro e Che Guevara, e pediu para a mulher registrar o momento. Cena rara na capital cubana, pois lá o boxe ou mesmo o basebol que são os esportes populares, Sócrates viu naquela pelada das crianças, um futebol puro. Pureza esta também rara de se encontrar em nosso capitalismo globalizado.
Aquela cena o fez refletir sobre o convite recente que recebera para trabalhar na seleção do país socialista. "Ele me disse que esta imagem dos garotos jogando futebol na rua representa o verdadeiro futebol arte. Sócrates lembrou que foi assim que o Brasil passou a existir para a bola" lembra Kátia Bagnarelli, de 30 anos, viúva do "Doutor", que o acompanhou, na última viagem a ilha, em entrevista a um jornal do Rio de Janeiro.
Um dos fundadores da democracia corintiana, Sócrates sempre foi admirador de como a sociedade cubana se organizava, principalmente, devido à participação ativa do povo no processo político da ilha. Um de seus filhos se chama Fidel.
Sócrates até foi convidado a trabalhar como treinador para a seleção de Cuba. No entanto quis o destino que isso não se materializasse. Sócrates em entrevista sobre o assunto, a outro jornal brasileiro, afirmou que queria receber como qualquer cidadão cubano, caso fosse prestar serviços ao povo cubano. “Se um dia for técnico ou ajudar de alguma forma a seleção cubana, não quero receber qualquer valor exorbitante". Tinha que ser igual a um cubano.
O produtor Fernando Kaxassa conta que Sócrates tinha espírito cubano. "Ele tinha uma relação muito forte com o povo cubano. Adorava ir para Havana, era recebido com muito carinho por todos, mesmo quem não sabia que ele tinha sido jogador "— diz Fernando, que estava em produção de um filme sobre a história do amigo quando ele morreu.
Sócrates sempre defendeu a revolução cubana e Fidel Castro. O “Doutor” se mostrava impressionado com a forma com que os cubanos viviam, sobre um bloqueio terrível e com tão poucos recursos materiais. Numa participação para um programa de uma rede de televisão recentemente, ao referir sobre Cuba deixou apresentadora de tal programa de entrevista de “queixo caído”. “Não existe sociedade perfeita, mas existem algumas que se aproximam daquilo que eu acredito e Cuba é exatamente isso".
Em outra entrevista a outro meio de comunicação impresso, questionado sobre por que um democrata colocaria o mesmo nome do filho de um “ditador”, Sócrates foi claro, curto e direto: “... ao Fidel Castro, símbolo da Revolução Cubana, como Che Guevara, as pessoas estão mal informadas. No nosso país se conhece muito pouco o que acontece fora daqui e mesmo aqui dentro. A estrutura política cubana é extremamente democrática. Eu queria que meu filho nascesse lá, eu queria ser um cubano. Nós estivemos lá agora, nós fomos passear! Peguei minha mulher e fui lá, passear, curtir lampejos de humanidade. Um povo como aquele, numa ilhota, que há mais de 60 anos briga contra um império, só pode ser muito forte, e ditadura alguma faz um povo tão forte. Ditadura não é tempo de serviço, necessariamente é qualidade de serviço. Em Cuba, o povo participa de tudo, em cada quarteirão. E aqui? Pra quem você reclama? Você vota e não tem pra quem reclamar.”.
Em poucas palavras transformou a "ditadura dos Castros" em uma democracia de um resistente povo.
Um banho de cidadania, era assim que Sócrates dizia se sentir em Cuba. Aquele que deu muitas alegrias a nação brasileira, com sua arte, também sabia reconhecer as coisas além da superficialidade.
A arte em Cuba, esta nos meninos que joga futebol na rua, num país sem violência, com imensos avanços humanitários e sociais. E com certeza, está na resistência de um povo bravo e guerreiro, que luta contra a barbárie do sistema capitalista, e não teme por isso, mesmo que desagrade o maior império econômico e militar de nosso tempo.
Mas também esta na alta-intensidade de sua democracia que sobrevive, por exemplo - apesar do criminoso bloqueio econômico - com um processo de ampla participação popular que começa na rua de casa e que depois se alastra nas assembleias por bairros e por municípios. Coisa que já dura aí mais de 50 anos e que turista não costuma enxergar.
O povo cubano é um povo que luta com sacrifício, só que acima de tudo é um povo feliz!
Como escreveu o historiador Luis Fernando Ayerbe no final de seu livro, a Revolução Cubana e o desenvolvimento do socialismo cubano não têm como ser entendido como um modelo fechado de aplicação universal, mas uma experiência que se expressou na sociedade cubana como uma forma inovadora, em uma situação de crise, onde se buscou retomar o espírito libertário que lhe deu origem e consolidou seu patrimônio de conquistas na direção de outro mundo é possível. Isso já dura mais de meio século.
Entre tantas coisas, democracia e futebol arte foi o que Sócrates achou em Cuba. Mas isso são coisas que os telespectadores da rede globo jamais saberão. Com um ódio ideológico a grande mídia conservadora, tendo no Brasil como carro chefe a rede globo de televisão,  joga pesado. A realidade cubana é distorcida, manipulada e até adulterada negativamente.
Mas aqueles que conhecem pelo menos um pouco da história de Cuba e de seu povo, sabe que nada disso tirará o brilho da revolução cubana que continuam resistindo e de pé, até por que alguém já diz e Cuba e os cubanos já sabem disso há muito tempo: somente a verdade é revolucionária.
Aloísio Silva é estudante de história pela UFSJ.
*GilsonSampaio

UNICEF reconhece Cuba como país sem desnutrição infantil

Ganância do Banco Itaú joga contra o Brasil: mesmo com lucros recordes, demitiu 4.400 trabalhadores.



O Banco Itaú-Unibanco foi o "grande" vencedor da prova de "São Pilantra" em 2011.

Trata-se de um protesto bem humorado, promovido pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (foto). O nome da competição é uma paródia à tradicional corrida de São Silvestre, também realizada no final do ano.

O bancão fez por merecer o "troféu" devido à demissão de 4.400 funcionários, na contra-mão dos lucros exorbitantes (só nos nove primeiros meses do ano, o banco teve lucros de R$ 10,9 bilhões).

No Brasil foram criados 2,32 milhões de empregos de janeiro a novembro. O crescimento da economia foi bastante bom diante do cenário mundial. Mesmo assim, bancões privados como o Itaú, agem como quinta-coluna da nação gerando desemprego sem necessidade, o que joga contra a pujança da economia brasileira, prejudicando todo o setor produtivo. 

Nada justifica essa ganância sem limites, para aumentar o já exorbitante lucro dos banqueiros às custas de mandar trabalhadores e trabalhadoras chefes de família para o olho da rua às vésperas do natal, sem justificativa.

O bancão depaupera os trabalhadores e a economia da nação, mas continua soltando polpudos patrocínios para o "Jornal da Globo", onde conta com "Bill" Waack para jamais dar esse tipo de notícia.

É hora dos brasileiros usarem seu poder de escolha e trocarem suas contas e suas poupanças para bancos que tenham mais responsabilidade social e compromisso público com o desenvolvimento nacional. (Com informações da  Rede Brasil Atual)
*osamigosdopresidentelula

Veronica Serra: explicações que não explicam

Criada 20 dias antes por um escritório de advocacia, a Decidir.Com foi assumida por Veronica Serra: "Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão." E deu zero de lucro?
A filha do senhor José Serra divulgou, 20 dias depois do lançamento de “A Privataria Tucana”, uma nota onde, mesmo não anunciando que vá processar Amaury Ribeiro Jr, diz-se vítima de “insinuações e acusações totalmente falsas”  e apresenta uma série de uma “explicações”.
Vários blogs já apontaram que não é verdadeira a afirmação de Verônica Serra ao dizer que “nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas”, porque  está, sim, indiciada pelo caso da quebra de sigilo bancário praticada pela sua empresa Decidir.com, da qual era vice-presidente. Nesta ação, são réus o jornalista da Folha que publicou os dados e James Rubio Jr. , presidente da Decidir.com. O processo (0000370-36.2003.4.03.6181) está em curso na 3ª Vara Criminal Federal.
D. Verônica, claro, como toda pessoa, conta a seu favor com a presunção da inocência.
Mas comparemos o que ela diz aos fatos. Primeiro, a dama:
2. No período entre setembro de 1998 e março de 2001, trabalhei em um fundo chamado IRR (International Real Returns) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.
3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como consequência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.
4. A Decidir era uma empresa “ponto.com”, provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.
5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.
Bem, por partes:
Primeiro, a International Real Returns não era uma empresa registrada no Brasil. Embora tenha sido apresentada, em 2001, na reportagem sobre seu casamento publicada pela Istoé como “sócia-presidente dos investimentos latino-americanos da International Real Returns (IRR), empresa de administração de ativos com US$ 600 milhões de capital europeu” a empresa não aparece como cotista de nenhuma outra nos arquivos da Junta Comercial de São Paulo.
A Decidir.Com brasileira não existia. Foi criada um mês antes da chegada de Verônica Serra  pelo advogado José Camargo Óbice, em seu escritório da Rua da Consolação e com capital de apenas R$100 e o nome de Belleville Participações S/A. Vinte dias depois é que virou Decidir Brasil S/A e, em mais 40 dias, elevou seu capital para R$ 5 milhões, ou  R$ 13 milhões, hoje, com a correção do IGP-M.
“Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão”, afirma D. Verônica. Deve ser mesmo, porque logo depois de sua saída, em março do ano seguinte, dobrou o seu capital social, embora o lucro no ano anterior, 2000, tenha sido zero, conforme está registrado no Diário Oficial, na ata da assembleia realizada em julho que aprovaa não distribuição de dividendos obrigatórios aos acionistas referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2000, tendo-se em vista a inexistência de lucros apurados no período, conforme as demonstrações financeiras da Sociedade”.
A CPI vai ajudar D. Veronica a mostrar como tudo é um negócio simples, claro, onde o dinheiro não aparece do nada e desaparece para o nada.
*Tijolaço

A crise do CNJ é São Paulo

Saiu na Folha (*):

Juízes receberam benefício por anos em que eram advogados


Pagamento de licenças-prêmio em tribunal de SP é investigado pelo CNJ. Dois juízes receberam benefício de 450 dias referente ao tempo em que advogaram; eles não se manifestaram


FLÁVIO FERREIRA

DE SÃO PAULO


O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a 22 desembargadores licenças-prêmio referentes a períodos em que eles trabalharam como advogados, anteriores ao ingresso no serviço público.


Em dois casos, o benefício referente ao período em que atuaram por conta própria chegou a um ano e três meses -ou 450 dias.


O pagamento das licenças-prêmio está sob investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e foi anulado pelo próprio tribunal um dia depois de o conselho iniciar uma devassa na folha de pagamento da corte paulista, no último dia 5.


A atuação do CNJ divide o mundo jurídico desde que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello concedeu liminar impedindo que o conselho abra por iniciativa própria investigação contra juízes (leia entrevistas na pág A8).


A corte possui 353 desembargadores e, segundo a lei, um quinto de seus membros deve ter origem na advocacia ou no Ministério Público.


(…)

Saiu na pág. 4 do Globo:

“CNJ puniu 49 magistrados em sete anos.”


“Das condenacoes, 38 foram originadas no órgão, hoje envolvido no debate sobre a restrição de seus poderes”


“Além disso, 18 dos atuais 29 corregedores dos tribunais de Justiça respondem ou já responderam a processo em seu próprio órgão.

Navalha
O Presidente do STF, o inimigo público Número Um do CNJ, Cezar Peluso, originário de São Paulo, terá prestado uma contribução inestimável à História da Magistratura Brasileira.
Criou uma Heroina: Eliana Calmon.
A mulher que abriu a caixa preta da Justiça.
Em São Paulo.
Peluso é o Agripino Maia da Calmon.




Paulo Henrique Amorim

Uruguai aprova aborto e imposto para grandes propriedades

Via SUL 21

Senadores aprovaram medida que garante direito ao aborto as mulheres uruguaias
Foto: Carlos Lebrato/Flickr
Da Redação
Na última sessão do ano, o Senado do Uruguai aprovou nesta terça-feira (27) dois projetos que renderam polêmicas em diversos setores da sociedade uruguaia. Um deles legaliza o aborto nas primeiras 12 semanas de gestação e outro prevê a taxação das grandes propriedades para combater a concentração de terras no país.
Após intensos debates, o projeto que legaliza o aborto foi aprovado por 17 dos 31 senadores presentes, com amplo apoio da bancada governista Frente Ampla, de esquerda, e um voto de senador do Partido Nacional, de oposição. Agora o projeto de lei será analisado na Câmara dos Deputados.
No senado, o respaldo para a aprovação foi dado pela Frente Ampla com 16 votos, a qual se somou o senador do Partido Nacional Jorge Saravia, um ex-membro da coalizão de esquerda. O Partido Colorado votou em bloco contra a medida.
Os senadores de oposição ao projeto centraram suas críticas na crença de que existe vida a partir do momento da concepção e que, portanto, o direito de viver deve ser respeitado. Outro elemento comum em várias das intervenções da oposição foi que o número de abortos só aumentou nos países onde o procedimento foi legalizado
Os defensores da descriminalização do aborto – agrupados em torno da Frente Ampla, partido que detém a maioria no Senado e ocupa a presidência da República – argumentaram que é um direito das mulheres decidir livremente se desejam continuar o processo de gestação, dentro do prazo de 12 semanas estipulado pela nova regra. Também afirmam que a atual lei de criminalização do aborto, aprovada nos anos 1930, tem sido repetidamente desrrespeitada e não tem feito outra coisa senão desenvolver as práticas inseguras destas operações. A Frente Ampla também sustentou que a descriminalização do aborto confirma o Estado laico e que a Igreja e pontos de vista religiosos não devem ser base para decisões políticas.
Fora do Palácio Legislativo, em Montevidéu, manifestantes a favor e contrários à lei pressionavam os senadores. Um dos votos mais polêmicos foi justamente o do senador nacionalista Saravia. Quando estava na Frente Ampla, ele havia sido um dos que conduziram a iniciativa, mas ontem declarou-se pessoalmente “contra o aborto”, mas “a favor de descriminalizar as cerca de 40.000 mulheres condenadas a um aborto por circunstâncias sociais” a cada ano.
Mesmo na Frente Ampla, que é composta por várias tendências internas – chamadas de listas – houve discordâncias com o projeto que legaliza o aborto. Conforme havia entecipado, o frente-amplista Carlos Baráibar (da lista interna Assembleia Uruguai) argumentou contra a medida, mas logo pediu licença e retirou-se da sessão, deixando a decisão nas mãos de seu suplente, Milton Antognazza, que votou a favor.
No plenário do Senado, não chegou a haver debate, mas uma sucessão de discursos nos quais os senadores apenas mantiveram suas posições conhecidas de antemão. Os discursos começaram ao meio-dia com a Monica Xavier (do Partido Socialista, que integra a Frente Ampla), uma dos promotoras da iniciativa. Xavier explicou que o projeto é “um mecanismo que garante que, se a mulher não pode continuar a gravidez, tenha as mesmas garantias que uma mulher que leva sua gravidez a termo”. “Nós não somos censores da moral, nós somos legisladores em uma sociedade felizmente diversificada. Precisamos reconhecer a diversidade da sociedade para tornar a regra mais justa”, disse a senadora.
Em seguida, o senador do Partido Colorado Alfredo Solari (da lista interna Nós Uruguai) rebateu: “Como pode ser estabelecida por lei que a interrupção da gravidez pode ser decidida apenas pela mulher? E o homem, ele não teve participação? Sua opinião não conta? Em vez de promover a paternidade responsável, o que dizemos com esta lei é que não importa a opinião masculina”, indignou-se.
Mais tarde, o senador do Partido Nacional Carlos Moreira (da tendência Aliança Nacional) considerou que o direito à vida “começa a partir do momento da concepção, como declarado no Pacto de San José de Costa Rica”, e que, se aprovada a lei, o Uruguai estaria violando tratados internacionais.
Por sua parte, o frente-amplista Luis Gallo Frente (da Assembleia Uruguai), disse que esta lei “afirma a natureza secular do governo uruguaio,” e que “as crenças religiosas não são uma fonte de direito.” Com esta lei estamos dando um alento a um grupo social mascarado e silenciados”, disse ele. De acordo com Gallo, a normai “deve estar alinhada com o consenso social vigente no país, e os legisladores não devem desprender-se dele. A lei que criminaliza o aborto é desconsiderada e constantemente violada. Criminalizar o aborto fere múltiplos direitos, o da vida, da saúde, da igualdade, da decisão de consciência, da liberdade, da integridade e da segurança” ,defendeu o senador.
Ministro da Saúde comemora a aprovação
O Ministro da Saúde, Jorge Venegas, saudou a vitória da descriminalização do aborto do Senado e disse que está confiante de que os deputados também aprovarão a lei. “Como instituição, o nosso Ministério tem sido convocado para as comissões parlamentares inúmeras vezes. Creio que a interrupção da gravidez dentro de um programa e numa concepção de saúde sexual e reprodutiva é um direito que deve ser dado às mulheres”.
“Este é um passo que dá a sociedade. Nós não apenas devemos cuidar da vida, mas também cuidar de nossas mulheres. Elas têm o direito de interromper “, disse o secretário de Estado em suas primeiras declarações após a aprovação do projeto ontem à noite no Senado.
Se a lei for aprovada na Câmara dos Deputados e sancionada pelo presidente Pepe Mujica, todos os serviços de saúde, públicos e privados do Uruguai, terão a obrigação de realizar o aborto de forma gratuita se forem solicitados. A lei vigente, aprovada em 1938, pune com entre três e nove meses de prisão a mulher que faz aborto não autorizado.
Senado uruguaio aprova lei que taxa concentração da terra
O Senado uruguaio também aprovou um projeto de lei para criar um imposto a proprietários de mais de 2.000 hectares, com o objetivo de combater a concentração da terra. O projeto foi aprovado por 16 votos de 27, apenas com os votos da governante Frente Ampla (esquerda). Como o texto já havia sido aprovado em novembro pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção de Mujica.
Segundo os cálculos do governo, o novo imposto afetará menos de 1.500 dos mais de 50 mil produtores do país, que possuem um terço dos 17 milhões de hectares cultiváveis ou produtivos de todo o território. O governo acredita que o imposto permitirá arrecadar cerca de US$ 60 milhões anuais que serão destinados a obras de acesso ou de estradas rurais nos departamentos do interior.
Com informações do El Pais, do La Republica e da AFP
*gilsonsampaio

Acordos Cuba-China desafiam terrorismo imperial

Via Granma
Proyectan China y Cuba agenda económica para 2012-2016
BEIJING, 27 de diciembre.—China y Cuba acordaron hoy trabajar en la elaboración de una agenda económica bilateral a mediano plazo, decisión que destaca en el carácter estratégico de sus vínculos, validados con las labores aquí de la 24 sesión de la Comisión Intergubernamental.
Esta agenda propicia una proyección de los nexos entre ambos países para el periodo 2012-2016 sobre la base de la complementariedad, afirmó el vicepresidente del Consejo de Ministros, Ricardo Cabrisas, quien copresidió la cita con el titular de Comercio chino, Chen Deming.
Añadió que también se apoya en el objetivo común de fortalecer, profundizar y ampliar el intercambio comercial y las inversiones conjuntas en sectores priorizados por los respectivos planes quinquenales como salud, biotecnología y agricultura.
Resaltó la importancia de este paso en las relaciones bilaterales frente a la difícil situación económica internacional, pues China se ha convertido en un factor de estabilidad y equilibrio al tiempo que su desarrollo representa una oportunidad para el resto del mundo.
Cabrisas destacó además que en el 2011 se alcanzaron resultados importantes en el ámbito bilateral, lo que ejemplificó con la visita del vicepresidente Xi Jinping a la Isla en junio, cuando se consolidó el diálogo político al más alto nivel y se firmaron 16 acuerdos. (PL)

Charge do Dia

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quarta-feira, dezembro 28, 2011

A nova biografia de Nixon

Por Paulo F.
Do Terra
Nixon era gay, maltratava a mulher e bebia muito, diz livro
  AP
O ex-presidente Richard Nixon, em foto de 1973
Foto: AP
Um livro que será lançado em janeiro nos Estados Unidos afirma que o ex-presidente Richard Nixon manteve uma relação homossexual com o banqueiro Charles "Bebe" Rebozo, que supostamente tinha ligações com a máfia.
Nixon's Darkest Secrets: The Inside Story of America's Most Troubled President, do veterano correspondente da Casa Branca, Don Fulsom, revela a suposta relação turbulenta que o ex-líder mantinha com seu amigo de origem cubana, informou nesta terça-feira o site de notícias Huffington Post.
p>Nixon, que governou os EUA entre 1969 e 1974, era considerado uma pessoa homofóbica. O livro conta que quando um assessor de Lyndon Johnson, seu antecessor na Casa Branca, foi encontrado mantendo relações com um marinheiro, Nixon o chamou de "doente" e disse que esse tipo de pessoa não poderia ocupar cargos de confiança. A amizade de Nixon e Rebozo era bastante conhecida durante os anos em que governou o país. O ex-presidente costumava frequentar a casa do banqueiro em Key Biscayne, na Flórida, tanto com sua mulher como sozinho. Segundo o FBI, o Rebozo era muito próximo de dois dos maiores gângsteres da década de 60, Santo Trafficante e Alfred "Big Al" Polizzi.
Para escrever o livro, Fulsom recorreu a relatórios oficiais e entrevistou antigos funcionários da Casa Branca e ex-congressistas. Em depoimento ao autor, um ex-repórter da Time contou que durante um jantar em Washington, viu Nixon segurando a mão do banqueiro sob a mesa. A obra também reforça a fama de misógino do ex-presidente, ao assegurar que ele maltratava a mulher. Além disso, afirma que Nixon tinha problemas com a bebida e que seus assessores mais próximos o tratavam como "nosso bêbado".
Richard Nixon foi o único presidente americano que renunciou ao cargo, em 1974, depois de ver seu nome envolvido em denúncias de escutas ilegais na sede do Partido Democrata. Na oportunidade, junho de 1972, cinco pessoas foram detidas instalando escutas telefônicas e fotografando documentos. Mais tarde, uma investigação do jornal Washington Post indicou que Nixon sabia da ação. O caso Watergate, como acabou sendo chamado o escândalo, marcou a história da política americana.

terça-feira, dezembro 27, 2011

Charge do Dia

Miro a Bernardo: seu prazo de validade acabou


Saiu no Blog do Miro:

Paulo Bernardo: o prazo acabou

Por Altamiro Borges

No final de abril, representantes de 20 entidades que lutam pela democratização da mídia tiveram uma audiência, de quase duas horas, com o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, em Brasília. Na ocasião, ele se comprometeu a apresentar um projeto sobre novo marco regulatório do setor para consulta pública. Mas quando? – perguntaram os presentes. “No segundo semestre”.

Quando? – insistiram. “O segundo semestre começa em 1º de julho e vai até 31 de dezembro”, respondeu o ministro, no seu jeito brusco de ser. Pois bem. O ano está terminando, vários ministros já estão em recesso e até agora o projeto não foi apresentado. O que houve? O ministro arquivou a promessa? Rendeu-se aos barões da mídia, que infernizaram o governo durante todo o ano?

Um diálogo frustrado

A audiência de abril foi a primeira reunião oficial de um ministro desta área estratégica com os movimentos do setor, fato inédito que sinalizava uma postura mais aberta ao diálogo. Com autonomia e unidade, as entidades criticaram a demora na apresentação do projeto do novo marco regulatório da comunicação e os sinais de “privatização” do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Paulo Bernardo, cortante nas respostas, ouviu atentamente, fez anotações e não fugiu às polêmicas. Quanto ao PNBL, ele relatou a reunião que acabara de fazer com a presidenta Dilma Rousseff, na qual “também levei uma bronca”. Ele prometeu melhorar o plano, o que não ocorreu nos meses posteriores. Muito pelo contrário. As poderosas teles é que venceram a queda de braço!

A ausência de convicções

Já no que se refere ao novo marco regulatório das comunicações, Paulo Bernardo informou que o projeto elaborado pela equipe do ex-ministro Franklin Martins estava na fase final de análise e garantiu que o governo Dilma colocaria o tema em discussão na sociedade “no segundo semestre”. Já na ocasião, o ministro não demonstrou muita convicção – daí a insistência dos presentes.

Paulo Bernardo colocou uma série de empecilhos para este debate estratégico. Argumentou que a regulação da mídia “será uma briga longa e difícil”, que os monopólios midiáticos tentarão rotular a iniciativa como “censura” e abordou as dificuldades para se conquistar “uma maioria no Congresso Nacional”. Mesmo assim, garantiu: “O governo está decidido a provocar este debate”.

Mesa de diálogo descartada

Na mesma audiência, o ministro manifestou apoio à idéia da constituição de uma mesa permanente de diálogo com as entidades que lutam pela democratização da mídia. O Ministério das Comunicações chegou até a marcar sua primeira reunião, mas desmarcou na última hora – quando as passagens inclusive já estavam compradas. Um baque, uma enorme frustração!

Especulou-se que o ministro não gostara das críticas que ouvira durante o II Encontro dos Blogueiros Progressistas, realizado em junho, em Brasília, e nem do ato público, organizado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), no bojo da campanha “A banda larga é um direito seu”. Para um ex-sindicalista, acostumado às duras negociações, ele se mostrou pouco flexível – para dizer o mínimo!

Intensificar a pressão das ruas

Agora, encerrado o ano e sem que a sua promessa sobre a consulta do marco regulatório tenha sido cumprida, observa-se que o ministro estava mais afeito às conversas com os empresários – sejam os “capitalistas” das teles ou os “latifundiários” da radiodifusão. Infelizmente, Paulo Bernardo frustrou as expectativas dos que acreditavam numa nova postura do governo nesta área estratégica.

Só mesmo com forte pressão, que ganhe as ruas de todo o país com grandes manifestações, será possível avançar na conquista da verdadeira liberdade de expressão e do direito à comunicação no Brasil. Do atual governo, do qual o ministro Paulo Bernardo segue as ordens, não haverá novo marco regulatório das comunicações. A ditadura da mídia manterá seu poder golpista!



PHA