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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Guerra contra a Síria, o que aconteceu, e o que acontecerá !?



Análise de David Urra
I – A Guerra Silenciosa

Não era segredo para ninguém – foi revelado recentemente por altos personagens dos atuais e precedentes governos dos Estados Unidos – que esse país havia planejado a atual ofensiva no Oriente Médio e instruído o aparelho de “geração de conflitos” que preparara o Plano de Guerra psicológico-informativa para alcançar os objetivos planejados.

O Departamento de Estado, os órgãos de Segurança Nacional agrupados e sob a autoridade única e o Departamento de Defesa, deram-se a tarefa de organizar todos os pormenores necessários que permitirão cumprir com a estratégia já aprovada no Clube Bilderberg.

Nesse caso, se deveria começar com a estratificação da sociedade, o que implicava separar por grupos de interesse o espectro social sírio: militares; jovens; oposição intelectual interna e externa; líderes de opinião, acadêmicos; etc. A tarefa consiste em criar públicos objetivos e os canais de comunicação política dentro destes, por intermédio dos quais se transmitirá posteriormente a influência psicológico-informativa de um receptor a outro.

É necessário aclarar que durante esse processo incluem-se igualmente, tanto partidários do Governo sírio e suas autoridades, como os opositores, mas as ações a desenvolver com uns e outros diferem em forma e conteúdo. Igualmente consideram-se aqueles grupos sociais que não têm uma definição política, nem com o Governo nem com a oposição.

Os meios massivos de difusão (MMD) ocidentais têm um papel fundamental na realização das ações psicológico-informativas que estão sendo desenvolvidas na Síria, não somente por sua influência na opinião pública interna e internacional, mas porque servem de padrão para conhecer as linhas de desenvolvimento das operações psicológicas em curso e permitem medir seus resultados e corrigir o curso.

Se observarmos o emprego dos MMD, perceberemos como estes têm tratado de definir grupos que respondem a interesses comuns (suposta democratização da sociedade, aparição de líderes informais que “ajudam” a aglutinar e dirigir a “explosão” espontânea de inconformidade dos cidadãos) dentro da sociedade Síria.

Esses grupos foram estruturados a partir dos feitos provocados na cidade de Deraa no sul da Síria, zona onde existem as premissas necessárias para ativar a ação dos opositores ao Governo Sírio.

Por outro lado, começou a conformar-se uma “oposição” externa, composta por intelectuais que vivem fora da Síria, com o objetivo de dar-lhe uma imagem aceitável e canalizar dessa forma a “revolução democrática”.

Paralelamente, desenvolve-se uma ampla e certeira campanha de manipulação psicológico-informativa da opinião pública internacional, que inclui meios, métodos e procedimentos diplomáticos, políticos, informativos, econômicos, financeiros e militares.

Todas essas ações levam à polarização dos grupos em conflito. Por um lado, os grupos internos criados assumem a inclinação política que lhes induz desde os centros de poder ocidental, gerando um enfrentamento que em determinado momento passou a ser violento. Por outro, o Governo se vê obrigado a “reprimir” os grupos armados, o que permite criar uma matriz informativa que justifique a intervenção.

Dessa forma temos que primeiro se estimulou a criação de estratos que se foram formando com o objetivo de empregá-los na desestabilização do país e posteriormente se ativaram para radicalizar o processo.

De forma simultânea se organizou uma campanha de satanização do Presidente Sírio Bashar al Asad empregando para isso os meios diplomáticos (Liga Árabe, Comissão de Direitos Humanos da ONU, Organizações não Governamentais) e a sua vez no plano econômico-financeiro se bloqueiam contas e se fecham mercados com o objetivo de limitar os acessos a recursos básicos de sobrevivência do país e com isso tratar de provocar mal-estar e desespero em determinados estratos da população que apóiam ao governo e que culpariam supostamente a este das penúrias pelas quais passam.

A utilização da violência nas ações dos grupos opositores e sua posterior manipulação e dimensionamento exagerado por parte dos MMD e representantes de organizações afins ao ocidente, permitem ademais influenciar a opinião pública internacional com o interesse de criar um consenso que permita justificar ações militares para “salvaguardar” a população civil e deter o conflito.

É de esperar que dentro das operações psicológicas que se desenvolveram na Síria incluam-se aquelas dirigidas aos membros das forças armadas e seus familiares. Em outros casos recentes, - Iraque, Líbia - as potências ocidentais penetraram nos altos comandos e comandos intermédios dos corpos armados, alcançando um eficiente nível de comprometimento e deserção, o que facilitou as ações dos agressores para o alcance de seu objetivo com uma menor resistência.

Sincronicamente, são realizadas diversas operações psicológicas contra os membros das FF.AA, com o objetivo de gerar confusão e temor. Por um lado, pretende-se fazer crer que os grupos armados pelo ocidente dentro da Síria representam o povo e as forças armadas não deverão combatê-los sob pena de violar os Direitos Humanos. Igualmente se deseja instalar uma sensação de temor e medo a represálias e posteriores ajustes de conta.
II – Situação atual do conflito.

As operações psicológico-informativas que se desenvolvem contra a Síria se encontram no seguinte ponto de ação:

· Realização de ações violentas por grupos ativos que são preparados desde o exterior para gerar caos, confusão e dessa forma servir de pretexto para sanções e ações punitivas.

· O Governo está mobilizando seus simpatizantes para enfrentar a Guerra imposta ao país, empregando os meios ao seu alcance e preparar a população para enfrentar ações mais violentas em um futuro próximo.

· Está em pleno desenvolvimento uma operação informativa empregando meios diplomáticos e políticos (chantagens e pressões) com o objetivo de alcançar o consenso necessário na arena internacional que permita a realização de uma operação militar contra a Síria com o emprego de meios aéreos, navais e terrestres.

· O Governo está tratando de fortalecer sua posição com países que não têm uma atitude hostil (Rússia, China, Argélia, Irã, Líbano, América Latina) em relação à Síria, com o objetivo de criar uma frente que se oponha no plano diplomático, político, financeiro, econômico e militar ao bloco ocidental.

· A OTAN com os EUA à frente, está dando os primeiros passos para a realização de uma operação militar em grande escala contra a Síria. A presença de porta-aviões George Washington e sua escolta nas águas próximas à zona, o deslocamento e reforço de tropas no Qatar e na Arábia Saudita e os preparativos na Turquia são sintomas inequívocos de que estão em marcha os preparativos para a invasão.

· Diferente do conflito contra a Líbia e o Iraque, a oposição russa marca a diferença. As experiências desses dois conflitos demonstram que as concessões que China e Rússia fizeram ao ocidente não conduziram a nada bom. O Governo russo por fim compreendeu que as potências hegemônicas dos EUA e OTAN não serão saciadas com nada e o cerco que se tece ao redor dessas duas potências cada vez se fecha mais. Pela primeira, vez a Rússia declara que a real causa do conflito são os grupos irregulares que o ocidente armou para desestabilizar a Síria.

III – Ações a desenvolver pelo “Eixo da Guerra”.

Seguindo o esquema das operações psicológico-informativas, o ocidente deverá começar a executar a última parte do Plano que levaria aos seus objetivos. Se as estratégias não foram homogêneas nos conflitos anteriores (Iugoslávia, Afeganistão, Iraque e Líbia), determinado pelas diferenças de todo tipo que surgiram em cada caso, parece haver um consenso de que o esquema Líbio é o mais próximo a seguir nesse caso. Nele se resumem de algum modo as experiências adquiridas anteriormente e a intenção de minimizar o componente militar ou violento por razões óbvias (seu custo político, seu risco psicológico, seu custo financeiro e sua ação corrosiva sobre a imagem). Claro que a Síria não é a Líbia e tem suas especificidades.

· Não há uma oposição interna estruturada.

· Não há uma liderança nem institucional nem pessoal de oposição.

· O Governo sírio está mais centrado em atuar e tem um respaldo real que não se pode subestimar.

· A Rússia assumiu uma posição firme e tem abastecido a Síria com meios que podem ser decisivos caso se utilizem corretamente.

· As forças armadas sírias parecem ter maior coesão combativa.

Ao ocidente resta apenas aumentar a espiral de violência e se lançar em uma invasão ou utilizar a variante de desgaste caso não esteja seguro de que pode triunfar.
As ações a serem realizadas nestes casos poderiam agrupar-se da seguinte forma:

a) Informativas: O emprego dos MMD tem uma papel importante nessa etapa de desenvolvimento da Guerra. Por um lado é necessário “justificar” ante a opinião pública internacional e muito especialmente ante a opinião pública dos países membros do “Eixo da Guerra” (EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália e Canadá), a possível realização de “bombardeios humanitários" e posterior invasão terrestre, considerando os custos financeiros, em vidas humanas e imagem política que esta operação leva.

Por outro lado, necessita-se provocar mudanças na psique dos sírios que gerem um mal-estar que conduzam a sublevação e a queda do atual Governo.

No campo da computação e das novas tecnologias de comunicação é indispensável difundir um ambiente de insegurança, mal-estar e desassossego, que permita influenciar desfavoravelmente o estado de ânimo da população. Para isso, se empregarão métodos clássicos como os rumores, as mistificações, as ilusões e fundamentalmente o emprego de recursos psicológicos que permitam abrandar a ideologia predominante. Já é conhecida a captura, por parte das forças governamentais sírias, de modernos equipamentos de comunicação entregues pelo ocidente aos “rebeldes”.

Igualmente já devem estar operando nas proximidades da Síria múltiplas estações de rádio que sob os apelativos de “Liberdade”, “Democracia”, “Unidade”, transmitem as mensagens para a subversão informativa. Isso se incrementará segundo se aproxime o momento de começar a operação em grande escala. Devemos considerar também o emprego da TV num país onde seu uso está difundido de forma massiva. Para isso entraram em operação os “Comando Único”, aviões equipados especialmente para a guerra eletrônica e que possuem entre suas características o poder de operar desde fora do território nacional, além de gerar múltiplas transmissões de forma uníssona, tanto de rádio como de TV. Igualmente possui equipamentos para detectar as freqüências de trabalho dos meios inimigos e para bloquear sua saída ao ar, substituindo-la por suas próprias.

É de esperar que as forças do Comando de Operações Especiais radicado em Fort Bregg tenham já um levantamento de todas as emissoras de rádio e televisivas da Síria, sua freqüência de trabalho, localizações e regime de transmissões, e em algum momento se procederá silenciá-las, seja por meios eletrônicos – empregando o “Comando Único” – ou por meios militares, para posteriormente substituí-las por transmissões subversivas desde os territórios limítrofes do país, ou o próprio “Comando Único”.

Ainda que o uso de materiais impressos de propaganda já deve estar sendo massivamente empregado, estes se incrementarão de forma substancial em momentos prévios aos bombardeios e à invasão, já que se demonstrou sua eficácia para a influência psicológica, fundamentalmente entre os membros das FF.AA. As mensagens estarão dirigidas a suplantar a decisão de defender seu país por parte dos sírios mediante o medo, os falsos rumores, a criação do mito da superioridade da OTAN, os ganhos econômicos e os supostos objetivos “humanitários” que os soldados invasores possuem.

Os EUA e a OTAN manterão sua pressão sobre a Liga Árabe, organização composta fundamentalmente por Monarquias e Governos corruptos a serviço do ocidente, para alcançar uma condenação definitiva e um passaporte para a realização da invasão que começará com um período de amortecimento e desgaste sistemático com o emprego de mísseis de longo alcance e aviação tripulada e estratégica.

Não faltarão as pressões sobre a ONU e suas instituições para que sancione à Síria de uma forma ou de outra. Ainda que os EUA saibam que a Rússia vetará qualquer tentativa de resolução condenatória no “Conselho de Guerra” da ONU, o objetivo da pressão é criar uma “imagem informativa” da Rússia, colocando-a num dilema de ter que apoiar a um “regime cruel e totalitário”.

Por último, não podemos deixar de assinalar alguns exemplos de determinadas leis da influência normativa:

· A mentira deverá ser em certa forma dosada e manter a aparência de veracidade;

· A necessidade de ter uma idéia clara do que espera o público, o que permitirá criar uma ilusão elaborada especificamente para esse público;

· Utilizar a “lógica de ação coletiva” da responsabilidade mutua;

· Utilizar a informação obtida e não divulgada, que seja contrária à linha oficial;

· Referir-se aos “princípios sagrados” da nação;

· Utilizar os símbolos e as simbologias de acordo com a tecnologia da imitação, utilizando como meios mais efetivos as metáforas, mitos e rituais.

b) Psicológicas: Na realidade, todas as medidas e ações que realiza o “Eixo da Guerra” estão encaminhadas para que a influência psicológica atue na população síria, assim como na comunidade internacional.

Há ações específicas que estão marcadas dentro do que é puramente psicológico. Entre estas se encontram:

· Criação de terror e pânico entre a população e os membros das forças armadas para desmoralizá-los e diminuir sua fé na defesa e na capacidade de alcançar o êxito.

· Ações para gerar um sentimento de confusão nas forças de defesa do país e fazer acreditar que é inferior e não tem possibilidades de enfrentar a força do agressor.

· Tratar de mostrar uma superioridade da técnica militar e de armamento, que levaria não somente a uma derrota “inevitável”, mas a grandes perdas humanas e materiais.

· Impulsionar os militares à deserção, prometendo-lhes grandes somas de dinheiro e um tratamento “digno” e indulgente, o que os “salvaria” de uma inevitável derrota. Em alguns casos se mostram alguns desertores que supostamente estão desfrutando da “liberdade” e “generosidade” dos agressores.

c) Militares: A realização de ações militares representa o elemento mais controvertido dos enfrentamentos que atualmente o “Eixo da Guerra” está levando. Os casos da Iugoslávia, Afeganistão, Iraque e Líbia, mencionando somente alguns, demonstram quão complicadas e contraditórias podem ser as ações militares.

O problema fundamental radica nos aspectos negativos que trazem consigo estas ações e que nem sempre podem ser assumidos com facilidade, inclusive se os objetivos traçados são alcançados, que quase sempre incluem a derrota do Governo existente e a instauração de uma administração dócil aos interesses do ocidente.

Diante de tudo, é necessário ter em conta que para derrotar um Governo é necessário roubar o poder daqueles que lhe sustentam, destruir seus órgãos de segurança e convencer a população de que isso é o correto e mais conveniente para o país.

Na maioria dos casos é inevitável utilizar a força, o que por sua vez traz consigo: grandes gastos financeiros; enorme custo político; criação de um sentimento de antipatia da população agredida contra os agressores; grande destruição de instalações militares, industriais e civis; enormes perdas humanas por ambos os lados e uma prolongada contaminação ambiental.

Na Síria o “Eixo da Guerra” não pode obter esses objetivos sem este custo. Para isso desenvolve-se a Guerra psicológico-informativa, tratando de minimizar a campanha bélica e com isso alcançar com menos traumas os objetivos traçados. Só que a Síria não é a Líbia e dificilmente a OTAN poderá estruturar o “passeio” que constituiu a campanha Líbia.

Para isso, estão organizando um ataque fulminante que provoque uma quebra da resistência em menor tempo possível. Nesse caso, é necessária a participação de aliados do Oriente Médio (Turquia, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes), com apoio, fundamentalmente logístico e de inteligência, de Israel.

Alguns se perguntaram: e por que não Israel? O tema israelita é muito complexo, antes de tudo sua participação tornaria inviável a participação de outros países árabes que não confiam neles e geraria uma verdadeira revolução contra essa guerra, a favor da Síria, no Oriente Médio. Por outro lado, esta conjuntura não seria conveniente para o Líbano, pois o Hezbolah lançaria uma ofensiva e geraria uma situação insustentável ao frágil governo libanês.

A situação na Turquia não é menos problemática, pois, para lançar uma invasão terrestre é indispensável utilizar território turco e isso produziria um eventual levante dos curdos na Turquia que seria difícil de controlar.

É necessário considerar que a Síria está demasiadamente perto de Israel e com os novos meios que a Rússia pôs a sua disposição, incluindo Sistemas Antiaéreos S-300 e os complexos de foguetes costeiros, podem golpear com facilidade os meios aéreos e navais israelenses.

Por último, a OTAN tem uma grande desconfiança dos dirigentes israelenses, que caso se vejam em uma situação embaraçosa e pressionados pelos extremistas de direita que ditam as regras em Israel, empreguem seu arsenal nuclear e gerem uma catástrofe de incalculáveis proporções.

Em síntese, Israel apoiaria nas sombras.

Não se pode deixar de ter em conta a recente renúncia, oficializada pelos EUA, do Tratado sobre Forças Armadas Regulares na Europa (AFARE), assinado com a Rússia em 1990 e que Moscou havia prorrogado em 2007, buscando mantê-lo vivo até chegarem a um novo acordo. É sintomático que, apesar de que desde 2007 este acordo estava praticamente morto, somente agora os EUA o denunciem a Moscou, o que faz com que muitos analistas pensem que isso está relacionado aos movimentos de forças que esse país necessita realizar na Turquia e que seria interpretado pela Rússia como uma violação do tratado.

Nesses momentos, as Forças de Operações Especiais (FOE) dos países integrantes do “Eixo da Guerra” devem estar operando em solo Sírio e incrementarão suas operações na medida em que se aproxime o momento da operação de invasão.

As missões fundamentais a cumprir pelas FOE serão:

- Determinar os objetivos e dirigir posteriormente os ataques da aviação e os mísseis de longo alcance durante os bombardeios de desgaste contra a Síria.

- Preparar o terreno para as ações de invasão terrestre que incluem trabalhos de inteligência e reconhecimento do terreno.

- Dar apoio aos grupos “rebeldes”, prepará-los e melhorar sua ação tática. Organizar atos terroristas para infundir pânico, caos e confusão entre a população síria e as forças de segurança. Além do mais, debilitar a infra-estrutura econômica do país.

- Realização de ações diversificadas contra as redes de comunicação e transmissão de dados, com o objetivo de limitar o mando da defesa e desorganizar a economia.

- Captura ou eliminação de personalidades sírias que apóiem o governo.

- Desenvolver ações violentas contra determinados grupos étnicos, com o objetivo de culpar a outro grupo existente no país e dessa forma confrontá-los em uma luta que debilitaria a unidade nacional em uma nação onde as relações inter-étnicas são um modelo para a região.

IV – Contramedidas

Já dissemos que a Síria não é o Iraque, nem o Afeganistão, nem a Líbia. Os dirigentes sírios compreenderam o perigo que se aproxima e devem atuar de acordo com as circunstâncias.

A agressão militar é iminente e o “Eixo da Guerra” não se deterá caso acredite ter êxito em sua campanha, sendo a única opção que resta à Síria a tomada de todas as contramedidas pertinentes para demonstrar ao ocidente que o custo de uma intervenção militar é impagável.

Considerando as experiências acumuladas em outros conflitos como o do Vietnã, Iugoslávia, Afeganistão, Iraque, Sudão e Líbia, além dos êxitos que nesta matéria tiveram países submetidos a planos e operações psicológico-informativas como são os casos de Cuba, Coréia do Norte, Irã, Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Equador e outros, os dirigentes sírios deverão implementar um conjunto de contramedidas indispensáveis para salvar a soberania e integridade do território.
Estas ações se podem agrupar da seguinte forma:

1. Contramedidas Diplomáticas - Neste campo a Síria deve desenvolver uma forte campanha de esclarecimento do caráter soberano de suas ações, dando ênfase aos países que apóiam seu Governo e naqueles que têm uma posição aparentemente neutra. Devem ser impetuosos nos organismos internacionais para mostrar sua verdade e fundamentalmente utilizar com muita criatividade suas razões, mostrando as provas que têm em seu poder da ingerência estrangeira em seu território e utilizando todas as possibilidades que os MMD oferecem neste sentido.

Igualmente importante para os sírios será colocar em ilegitimidade a Liga Árabe, apoiando-se fundamentalmente na relação de subordinação que tem as monarquias árabes com os EUA. Seria igualmente significativo se a Síria conseguisse convencer aos países que a apóiam, de uma forma ou outra, de sair da Liga Árabe, com o argumento de que num futuro próximo serão eles possivelmente os acusados e demonstrando a eles que a Liga já não responde aos interesses dos povos da região.

Por outro lado, fortalecer o papel da Rússia e de outros países que apóiam a Síria seria fundamental para criar um coral de vozes que chame atenção da opinião pública internacional de que não existe um estado de opinião majoritário que favoreça a atitude do ocidente de derrotar o Governo sírio.

2. Contramedidas Psicológico-Informativas – O governo sírio deve estar consciente de que o ocidente utilizará todo seu arsenal tecnológico para impor o controle informativo, fundamentalmente dentro do território da nação árabe, utilizando para isso todo o tipo de métodos, entre os quais as falsificações, a mentira, a distração, a intimidação, o rumor, a desestabilização, etc.

Alguns destes métodos já se utilizam. Por exemplo, recentemente se demonstrou que a campanha para culpar o governo sírio de cerca de 3.500 mortos entre a população civil era falsa, inclusive se conheceu que esta maquiagem era sustentada por uma suposta organização muçulmana que tinha suas bases em... Londres?! Muitos dos nomes desta organização estão vivos e foram obtidos numa lista telefônica. Isto é um clássico exemplo de falsificação.
É importante que os sírios conheçam ao detalhe como se orquestram estas ações de guerra informativa, para o que deverão utilizar intensamente os MMD que possuem. Igualmente deverão apoiar-se nos meios de países amigos, com o fim de divulgar pelo mundo as ações que se desenvolvem pelos EUA e seus aliados ocidentais e do oriente médio.

De fato, já está a caminho uma intensa campanha de descrédito com relação às medidas tomadas pelos governantes sírios para satisfazer as inquietudes da população. Faz-se necessário igualmente organizar uma contra-campanha no interior da Síria e na arena internacional para divulgar o verdadeiro conteúdo das medidas aplicadas pelo governo, seu alcance e benefícios. Para isso, se devem utilizar os MMD, folhetos e outros meios que resumam as idéias colocadas.

Capítulo aparte merece a tentativa de desviar a atenção do conflito sírio com o conflito iraniano. Se bem é certo que para o “Eixo da Guerra” os dois países estão no alvo, o custo de uma agressão ao Irã seria, nas circunstâncias atuais, impagável. A possibilidade de uma derrota deixaria muito debilitados os EUA, produzindo a Síndrome do Irã, como ocorreu com o Vietnã.

Neste momento, o objetivo imediato é a Síria.

É igualmente relevante a preparação psicológica que se deve levar com a população e as Forças Armadas, para fortalecer o espírito de resistência e convicção na vitória. O inimigo tratará de intimidá-las por todos os meios, criar pânico e terror, de início utilizando os MMD e a radiodifusão (pode haver distribuído já milhares de rádio-receptores sintonizados a uma freqüência em que transmitem as emissoras “dissidentes”), que divulgariam as conseqüências dos conflitos no Afeganistão, Iraque e Líbia. Posteriormente, utilizarão meios mais agressivos como os bombardeios indiscriminados e as novas tecnologias psicotrópicas e desconhecidas. Contra isso se deverá preparar a população nas formas mais eficientes da defesa civil que permitam minimizar os efeitos destas ações.

No caso das Forças Armadas, é necessário elaborar um plano de contramedidas que devem incluir três etapas:

a. Previsão – onde avaliarão as possíveis ações a desenvolver pelo inimigo, as que mais importância e recursos direcionam. Deve-se assumir que a influência psicológico-informativa sobre os membros das Forças Armadas será intensa e constante e incluirá todos os meios disponíveis – panfletos, receptores de rádio sintonizados com as estações provocadoras, notas, mensagens televisivas, emissões de alto falantes. Nesta etapa, deve-se prognosticar e identificar os possíveis temas e símbolos de operações psicológico-informativas que utilizará o inimigo com o objetivo de reduzir a sua eficácia e possibilitar sua neutralização.

b. Prevenção – nesta etapa deverão desenvolver ações que permitam a familiarização com as técnicas, métodos, meios e procedimentos que utilizará o inimigo contra eles, mostrando exemplos concretos de outros conflitos (ex. Afeganistão, Iraque e Líbia). Devem-se direcionar militares responsáveis de destruir toda a informação, panfletos, notas que o inimigo lance contra as tropas. Igualmente se deve desenvolver uma rede de emissoras de interferência que bloqueiem os sinais das emissoras subversivas.

Como meios eficazes de prevenção dos efeitos adversos nas tropas se deverão definir aqueles combatentes mais estáveis desde o ponto de vista psicológico e que estão com melhor capacidade de resistir à influência psicológico-informativa a que serão expostos e que “apadrinharão” os combatentes mais suscetíveis a estas ações. Igualmente quando se organizam missões de pequenos grupos, sempre se incluirá algum combatente com estas características. Finalmente se deverá organizar por parte dos Chefes correspondentes o trabalho individual com cada combatente para desenvolver a auto-regulação psicológica.

Um princípio muito importante neste processo é informar os combatentes da realidade da situação. Somente se lhes explica a verdade os combatentes estarão em condições de assumi-la. Nada afeta mais a moral do combatente que as mentiras e as meias verdades, que logo se desmoronam ante os fatos. É necessário inculcar que a vitória ou a derrota dependem deles, não dos de cima.

c. Enfrentamento – O enfrentamento à influência psicológico-informativa do inimigo sobre as tropas pode-se conseguir com diferentes métodos, sendo o mais eficaz a destruição dos meios que utiliza o inimigo nas operações; mas isto nem sempre é possível. É necessário que todos estejam em alerta sobre as ações que realiza o inimigo. Todos os materiais de propaganda devem ser recolhidos, e destruídos depois de terem sido estudados.

Tudo isso deve concluir-se com um trabalho de esclarecimento e convencimento dos verdadeiros valores que defendem e do negativo e indesejável que são as ações inimigas. Não podem esquecer os sírios que as ações de propaganda do inimigo não podem ser avaliadas mecanicamente como algo “ruim” por si, senão que, além disso, podem ser utilizadas como contrapropaganda; uma parte dela não merece atenção, somente se ignora.

De outra maneira, o Governo sírio deverá implementar um sistema de recopilação de informação entre a população que o permita conhecer o que se diz e quais são as possíveis campanhas ou rumores que o inimigo faz girar entre a população e os membros das Forças Armadas. Desmascarar e depois esclarecer qualquer rumor é um aspecto que não se deve subestimar, sua minimização pode custar caro.

3. Contramedidas Militares – É neste campo onde o trabalho pode ser mais intenso por parte dos sírios. Devem compreender que existe um princípio que se confirmou pela história e diz que a guerra se ganha evitando-la. É necessário demonstrar o alto custo que traria a guerra ao agressor.

A experiência dos conflitos recentes nos indica que se desarmar, fizer concessões ou violar princípios, conduz inevitavelmente à derrota e, ao que é pior, à perda de uma inumerável quantidade de vítimas humanas, destruição do patrimônio nacional e a ignomínia de se converter num país sem liberdade nem independência.
Ante tudo, as Forças Armadas devem estar nestes momentos em sua máxima disposição combativa e trabalhando fortemente para um enfrentamento que parece inevitável.
É necessário trabalhar os comandos sírios nos seguintes aspectos:

- Elevar a disposição dos combatentes com o objetivo de conseguir uma alta capacidade de voluntarismo e de coesão combativa.

- Desenvolver aceleradamente um Plano para construir ou restabelecer as instalações de engenharia que os permita proteger e esconder as forças, os meios militares e civis, das ações do inimigo.

- Desconcentrar as forças e os meios para combater o agressor, com o objetivo de minimizar os efeitos dos bombardeios massivos ou ataques surpresa.

- Ante a iminência de um ataque, dirigir um primeiro golpe contra as instalações inimigas ao seu alcance.

- Deslocar adequadamente os sistemas de defesa antiaére disponíveis incluindo os novos S-300 recebidos da Rússia e que devem fazer a diferença em caso de utilizar-se corretamente. Não se deve repetir o erro do Iraque e da Líbia, onde os meios de defesa antiaéreos estavam praticamente desguarnecidos e desprevenidos ante os ataques “avisados” do inimigo. Os S-300 podem seguir até 12 objetivos e abater 6 de uma vez, incluindo os mais avançados “hipersônicos” (velocidades superiores a 5 mach).

- A utilização massiva de interferências eletrônicas, falsos objetivos e outros elementos que permitam confundir o inimigo, deverá ser uma missão a cumprir para a defesa ante a agressão.

- A forças de segurança na Síria devem levar a cabo durante este período e no futuro, um intenso trabalho de localização, infiltração e eliminação dos grupos irregulares e forças especiais que já devem estar operando no território. É muito provável que ante a impossibilidade de começar uma agressão em grande escala, estes grupos passem a ser a variante fundamental para quebrar o governo sírio e desorganizar o país. Contrapor com eficácia estes grupos pode deixar sem argumentos os agressores. A experiência demonstra, como no caso da Líbia, que por muito pequena que seja a atividade destes grupos, os MMD a serviço do “Eixo da guerra” se encarregarão de convertê-los em “massivas” expressões de “liberdade” pelo povo “oprimido”, o que ao final se converte em pretexto para “salvar vidas inocentes”.

V – O papel da Rússia e da China no conflito.

Há muito se fala nos círculos de analistas e jornalistas, meios massivos, grupos políticos, centros de estudo, e outros, do papel que deverão jogar a Rússia e a China no âmbito internacional. Devemos compreender que a China não é nem será uma potência mundial que tenha peso decisivo na política internacional. As razões desta afirmação são:


- Os chineses não têm mentalidade de grande potência. Sua filosofia se contradiz com a filosofia das grandes potências. Para eles 2+2=4, mas na política internacional isto quase nunca é verdade. Suas constantes concessões às grandes potências a deixam mais vulnerável e fácil de manipular.

- Não basta ter uma economia forte e uma força armada potente para ser grande potência. É necessário antes de tudo ter aliados e saber mantê-los. A China faz muito boas contas “econômicas”, mas está desaprovada nas contas de geopolítica.

- O nível de penetração que tem o capital ocidental na economia da China tem muito peso para que eles possam decidir.

Infelizmente, isto se confirma neste caso. As últimas declarações do porta-voz chinês reconhecendo a Liga Árabe como organização capaz de conduzir o caso sírio e a petição a Damasco para que acate suas decisões, são uma demonstração de falta de peso e ambigüidade do gigante asiático. Não imaginam o quanto desejamos que isto não fosse assim.

A Rússia é outra coisa. Os russos têm mentalidade de grande potência. É certo que as “imprecisões” da época de Gorbachov na extinta URSS e o posterior período anarquista de Yeltsin, converteram o Urso Russo em uma mascote de pelúcia e perderam uma parte importante do seu protagonismo.

Os últimos passos da Rússia demonstram o enorme peso que este país tem na arena internacional e a necessidade que recupere seu valor como contrapeso à atitude hegemônica e unipolar do EUA. Bastou que se opusesse à intenção de demonizar a Síria, para que se enviasse um destacamento de Tanques de Guerra ao porto de Tartu comandado pelo porta-aviões “Kuznetsov” que possui entre seus “argumentos” 15 caças SU-33, sistema de mísseis P-700 (incluindo 12 foguetes hipersônicos), sistema de mísseis antiaéreos com 192 foguetes; helicópteros e outros “complementos”, além do que tem na sua escolta e enviaram os S-300 e as baterias de foguetes costeiros, para que os EUA e seus aliados se “congelassem”.

Aparentemente, a ação russa provocou uma desaceleração do plano de invasão à Síria.

É de se esperar que o ocidente mude o plano e trate de jogar a carta do aumento da desestabilização interna, introduzindo armas e grupos subversivos, onde participariam mercenários, pelas porosas e extensas fronteiras sírias. Para isso, contará com seus “aliados monárquicos” e, como é de se esperar, de Israel.

Trata-se de criar vários focos de violência para dar a impressão de uma “rebelião” generalizada que permita justificar sua nova afinidade pelas “revoluções”.

Tudo isto será acompanhado com as pressões nos organismos internacionais (ONU, ou o que sobra dela; Comissão de DD. HH; Liga Árabe; Tribunal Internacional, etc), para pressionar a Rússia e colocá-la em uma situação embaraçosa.

Para a Síria, sobra somente um caminho caso não queira sofrer o desastre do Afeganistão, Iraque ou Líbia: não titubear, continuar com suas mudanças que devem implementar, sem fazer concessões, e derrotar os mercenários que arma o “Eixo da Guerra”, sejam internos ou externos.

O tempo corre contra eles. O titubeio custa caro. O jogo é duro e sem luvas, e a bola é de ferro e fogo.

Fontes:
· Centro de Estudos Estratégicos da Rússia.
· Psyfactor.
· Rusia Today
Tradução: Coletivo Paulo Petry – Núcleo da UJC/PCB formado por estudantes de medicina em Cuba.

*somostodospalestinos

Uma eleição sem esperança. Mas com dinheiro

 

Do Viomundo ,no excelente texto da sensível Heloísa Vilella, sobre as desenxabidas eleições americanas, num clima totalmente diverso daquele que, há quatro anos, embalou nossas esperanças de uma nova ordem mundial.
Desânimo com processo político marca prévias nos EUA
Algo ficou muito claro depois da consulta no estado  de Iowa e das primárias em New Hampshire, ao menos para mim, não foi o  favoritismo do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, ou da força  dos independentes, representados pelo deputado texano Ron Paul. O que  veio à tona, com força, foi o desânimo geral com o processo político nos  Estados Unidos. E dessa vez, dos dois lados da briga.
Há quatro anos, quando surgiu um senador novato,  negro, com um perfil diferente o suficiente para provocar curiosidade,  ódio e paixão, havia no ar um que de esperança. De vontade de participar  e acreditar que a democracia é um processo representativo onde quem  quer ter voz é ouvido. Foi um momento, agora, distante na memória do  eleitorado geral. Quatro anos depois, não existe nada parecido.
Esta é a primeira eleição presidencial em que  vigora a decisão da Suprema Corte americana, de janeiro de 2010,  conhecida como “Cidadãos Unidos”. Somente no país onde candidato a  presidente diz que empresa também é gente, essa decisão poderia ter  título tão enganador. Ela permite que as empresas invistam o quanto  desejarem em propaganda política. Autoriza a criação dos Comitês de Ação  Política, grupos que levantam dinheiro para produzir e divulgar  material de campanha em favor deste ou daquele candidato. E,  principalmente, contra os adversários.
Foi o que aconteceu em Iowa. Os grupos  comprometidos com a campanha de Mitt Romney inundaram as tevês locais de  anúncios para atacar diretamente o ex-deputado Newt Gingrich. Assunto  não falta. Entre outros problemas, ele deixou o Congresso em 1999,  depois de ser repreendido e multado pelo comitê de ética da Câmara.  Milagrosamente, ressuscitou politicamente e está dando o troco esta  semana. Com um aporte de US$ 5 milhões de dólares de um empresário do  jogo, em Nevada, depositado em um desses Comitês de Ação Política, já  está no ar a propaganda contra Romney.
Então, é assim. Com muito dinheiro para gastar, um  tenta acabar com a imagem do outro enquanto o Presidente Barack Obama  assiste a tudo, provavelmente, sorridente. Essa luta intensa entre os  republicanos é capaz de destruir os aspirantes a candidato a presidente.  Mas não está sendo capaz de entusiasmar as bases. Eu me lembro do  entusiasmo que transbordou nas ruas aqui de Manchester, New Hampshire,  há quatro anos. O “fator Obama” realmente mobilizou os eleitores, dos  dois partidos. Agora, entre os democratas, existe um sentimento de  frustração, de decepção, inegável.
A mudança que se esperava não veio. Os  republicanos, empurrados ainda mais para a direita pelos radicais do Tea  Party (Sarah Palin, etc.), tentam encontrar alguém “elegível” para  enfrentar Obama, mas os eleitores não estão entusiasmados com as  opçõesdisponíveis. Com certeza, no momento, já se pode prever um  resultado em novembro: baixíssimo índice de comparecimento às urnas.
E mais. Quem saiu de casa para dormir em praça  pública nas várias vilas improvisadas do movimento Occupy, não está nem  um pouco interessado nesse processo político. Nessa democracia com  regras estabelecidas pelo e para o poder do dinheiro. Quanto mais  dinheiro as empresas investem na produção e eleição de seus candidatos,  menos a população se interessa e participa.
A única cédula eleitoral realmente interessante que  encontrei aqui em New Hampshire me foi oferecida no acampamento do  Occupy local e nos postos de votação das primárias. Ela é longa. São  onze perguntas ao todo. Entre elas, se os Estados Unidos deveriam fechar  as mais de 850 bases militares que mantém em outros países. Como  deveriam investir o dinheiro economizado, como garantir tratamento  médico para a população, como regulamentar a participação do dinheiro na  política ou simplesmente eliminar a presença financeira de uma vez,  etc.  A cédula está aqui.
A votação continua, ao vivo ou pela internet. E  este grupo, que continua ocupando as praças do país, está mais  preocupado com esta votação e nada interessado nos candidatos,  republicanos ou democrata, que vão torrar milhões e milhões de dólares  na briga pela Casa Branca
.
*Tijolaço

Guantánamo para os cubanos! Pelo fim da ocupação norte-americana da província, que se arrasta desde 1903, e onde se encontra o centro de tortura dos EUA mais sofisticado do planeta

*opensadordaaldeia

Vale concorre ao título de pior empresa do mundo

A indicação tem como base os inúmeros impactos ambientais, sociais e trabalhistas causados na última década pelas atividades da corporação no Brasil e no mundo


A Vale, mineradora brasileira presente em 38 países e considerada hoje a maior corporação de mineração de ferro do mundo, é uma das seis finalistas do prêmio Public Eye Award, que todos os anos escolhe a pior empresa do planeta por voto popular e anuncia a vencedora durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. É a primeira vez que uma empresa brasileira concorre ao prêmio.

A indicação da Vale para o Public Eye Award 2012 foi feita pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale) através da organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, sediada no Maranhão, em parceria com as ONGs internacionais Amazon Watch e International Rivers, e tem como base os inúmeros impactos ambientais, sociais e trabalhistas causados na última década pelas atividades da corporação no Brasil e no mundo.

A entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, no Pará, foi considerado pelos organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, o fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.

A Vale detém 9% das ações do Consórcio, que será responsável pelo deslocamento forçado de cerca de 40 mil pessoas, atingindo direta e indiretamente 14 comunidades indígenas do Médio Xingu.

Ahmadinejad defende nova ordem mundial e é homenageado com título de doutor


Renata Giraldi* 
Repórter da Agência Brasil 
Brasília – Em visita a Havana, capital cubana, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, apelou para o estabelecimento de uma “nova ordem mundial” baseada na justiça como reação ao que chamou de  “decadência do capitalismo” . Segundo ele, o sistema capitalista vive um impasse. “Assistimos [cenas que mostram que] o sistema capitalista está em decadência. Em diversos locais, há um impasse”, disse Ahmadinejad, em discurso na Universidade de Havana, ao receber o título de doutor honoris causa em ciências políticas da instituição.
O presidente iraniano conclui amanhã (13) a visita de cinco dias pela América Latina. Ele foi à Venezuela, à Nicarágua, a Cuba e, por último, seguirá para o Equador. O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que vários acordos bilaterais serão firmados durante a visita de Ahmadinejad ao país.
O presidente iraniano defendeu a necessidade de estabelecer uma nova ordem, que deve respeitar os direitos humanos com base na justiça. “Devemos nos manter acordados e em alerta. Se não prepararmos nós próprios, a nova ordem do mundo será definida pelos herdeiros dos escravocratas e dos capitalistas", acrescentou.
Ontem (11), Ahmadinejad reiterou as críticas às referências de que há produção de armas nucleares no Irã. Segundo ele, as afirmações são improcedentes e têm conteúdo político. O Irã está sob sanções da comunidade internacional, pois vários países desconfiam de irregularidades envolvendo o programa nuclear.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

*esquerdopata

Daniel Ortega: “Não há espaço no mundo para o capitalismo”


Vermelho


Eleito presidente pela terceira vez, com 62,46% dos votos, em 6 de novembro de 2011, Daniel Ortega, junto com o vice-presidente, o general Omar Halleslevens, fizeram, nesta terça-feira (10), juramento de posse para um novo mandato presidencial. Na Praça da Revolução, onde foi realizada a cerimônia, o presidente se dirigiu aos presentes e disse que nos dias de hoje o mundo clama por paz.


                                                                                               
Ortega (à esquerda), com Chávez e Ahmadinejad: Cerimônia de posse presidencial. 

Após a cerimônia de posse, o presidente Ortega salientou a importância da paz e lembrou uma passagem de uma música de John Lennon: “A paz com justiça, a paz com dignidade, a paz com amor, a paz com solidariedade, a paz com o cristianismo, socialismo e solidariedade”.

Destacou que uma das metas é combater a extrema pobreza, que nada mais é do que o resultado das condições estabelecidas pelo sistema capitalista na América Latina.

“Temos que nos defender da atual crise econômica, para isso precisamos nos salvar desse modelo que apenas nos impõe pobreza e trai a humanidade, optando por um modelo cheio de amor, justiça e solidariedade”, expressou Ortega.

O presidente também lembrou que os que temiam antes de 2006, quando eleito pela primeira vez, “que o retorno da Frente Sandinista [ao governo] significaria a guerra, hoje estão mais que convencidos que a guerra na Nicarágua está enterrada, e nunca mais voltará”.

Durante seu discurso Ortega tirou a faixa presidencial e disse: “Todos são o presidente, o povo é o presidente, todos os setores da sociedade nicaraguense, todos, são presidentes”.

Lembrou que o mundo hoje enfrenta uma grave crise, provocada pelo “capitalismo selvagem”. Disse que, por essa razão, “já não há no mundo espaço para o capitalismo. Temos que dizer não às aplicações de sanções econômicas, devemos lutar pela solidariedade e a cooperação, isso determinará um futuro de paz”.

“Sim eu prometo”, disse Ortega ao jurar respeitar a Constituição da Nicarágua.

A música “Nicarágua, Nicaraguita”, uma versão gravada pelo cantor Carlos Mejía Godoy, tocava enquanto Ortega firmava seu compromisso. Logo depois abraçou sua esposa, Rosario Murillo, e saudou os presidentes Mahmud Ahmadinejad (Irã) e Hugo Chávez (Venezuela).

Luzes de refletores deram um ar colorido aos edifícios ao redor da praça, com destaque para a antiga Catedral destruída pelo terremoto de 1972 e o Palácio Nacional, com retratos dos lendários guerrilheiros Augusto Sandino e Carlos Fonseca.

Entre os presentes, teve destaque a presença do Príncipe de Astúrias, Felipe de Bourbon, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente da Guatemala, Alvaro Colom, assim como o presidente eleito deste país da América Central, Otto Perez Molina, Mauricio Funes, presidente de El Salvador, o presidente de Honduras, Porfirio Lobo, entre outros.

Milhares de pessoas compareceram à praça, situada próximo à Casa de los Pueblos, local que Ortega utiliza para se reunir com todos os setores do país.
*cappacete

Charge do Dia


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MAIEROVITCH: O SILÊNCIO SEPULCRAL DE FHC SOBRE OPERAÇÃO NA CRACOLÂNDIA 

por Wálter Fanganiello Maierovitch, em Terra Magazine
No ano passado, o ex-presidente Fenando Henrique Cardoso, que nos dois mandatos presidenciais se submeteu à política norte-americana de guerra às drogas (war on drugs) de seu guru, o então presidente Bill Clinton, virou casaca, trocou bandeira.
FHC, em busca de um palanque internacional para concorrer com o então presidente Lula, reuniu antigos presidentes e dirigentes fracassados por adesão à guerra às drogas e submissão aos EUA para deitar sabedoria quanto às novas políticas sobre o fenômeno representado pelas drogas ilícitas no planeta.
Assim, FHC subiu ao palanque adrede preparado e vestiu panos de líder progressista, a encampar, como próprio, antigos posicionamentos antiproibicionistas. Até foi preparado um documentário, do tipo laudatório para exibição em cinemas, que não se tornou campeão de bilheteria.
Dentre a turma dos “vira-casaca”, que usam a desculpa do “nós reconhecemos que erramos e agora vamos mudar”, destacam-se:
1) César Gaviria, ex-presidente da Colômbia ao tempo dos potentes cartéis de Cali, Medellín e Vale Norte. Gaviria admitiu que Pablo Escobar construísse, com recursos da venda internacional de cocaína, o presídio onde ficaria e poderia sair para passeios e dirigir, do banco de reservas, o seu time de futebol.

Chavez abre el verbo contra Israel e USA


*Brasilmostraatuacara

A hora dos blogueiros

Você é blogueiro? Está precisando de uma forcinha para se dedicar a seu blog?

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática instalou subcomissão especial para analisar formas de financiamento de mídias alternativas - como blogs e rádios comunitárias. A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que sugeriu a criação do grupo e será relatora da subcomissão, afirma que a ideia é analisar propostas para a viabilidade econômica de diversas formas alternativas de comunicação. Segundo ela, o próprio conceito de mídia alternativa será objeto de discussão na subcomissão. Leia aqui a matéria completa e não esqueça de deixar um comentário lá bo blog.
*osamigosdopresidentelula
Você Lembra?


Cachimbo de crack vira brinquedo na mão do então candidato Kassab

Supostamente monstros, supostamente vis

A rede de televisão CNN divulgou o vídeo em que, segundo a Associated Press “supostos membros do corpo de fuzileiros navais americanos uniformizados supostamente urinam sobre cadáveres de militantes do grupo radical Taleban”.
Supostamente talibãs, devemos supor, com tanto suposto que se coloca diante do evidente.
O comando dos fuzileiros navais diz que está investigando e – pasmem – limita-se a dizer que isso não condiz com os “valores das Forças Armadas dos EUA”.
Que valores esperam de pessoas que são mandadas matar outras do outro lado do planeta, que jamais lhes fizeram coisa alguma? Nem mesmo no Afeganistão estava Osama Bin Ladem, mas no aliado Paquistão!
É essa a civilização ocidental que lá foi para tirar os “bárbaros fanáticos” da vida primitiva com aviões, mísseis, lasers, escudos, radares, quase invulneráveis?
Haverá uma indignação mundial, em poucas horas.
Porque já é criminoso que se produzam cadáveres. Profaná-los, é mais que isso, é monstruoso.
E agora não há George Bush a quem atribuir isso.
Barbárie é uma palavra por demais gentil para definir isto.
Monstruosidade é o nome, e nada suposto, disso.
E pensar que um soldado dos Estados Unidos, Bradley Manning, está sendo condenado por deixar vazar as provas dos atos criminosos do exército americano no Afeganistão e no Iraque.
*Tijolaço

Chuíça (*) aprova
neonazismo na Cracolândia

Saiu na colona (**) “Painel”, na Folha (***), informação sobre a ascensão de Hitler ao poder, em 1933:

“A despeito das queixas de violação dos direitos humanos e dos questionamentos (sic) do governo federal, Geraldo Alckmin se ampara (sic) em pesquisas que circulam no Bandeirantes para respaldar (sic) a intervenção policial na cracolândia. Um dos levantamentos submetidos ao governador mostra 87% de aprovação à ação da PM no centro de São Paulo …”

Navalha
Será o Datafalha ou o Globope a fonte de preciosa informação?
(E a Folha (***) ainda tem ombudsman …)
Ou seja, breve, São Paulo adotará a pena de morte, invariavelmente aprovada em pesquisas de opinião pública.
Breve, mandará os nordestinos de volta, à força, porque, pelos próprios pés, muitos preferem, hoje, Pernambuco a São Paulo.
Breve, todas as favelas pegarão fogo, para a entrada triunfal da indústria que financia a eleição de Gilberto Kassab, o vice do Cerra.
Tudo muito natural.
Como se sabe, São Paulo ganhou a Guerra da Secessão de 1932.



Clique aqui para ler “Maierovitch: muralha protege FHC do crack”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico  como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

Juliana Borges e Pedro Martins: Polícia militar é incompatível com a democracia

 do Viomundo
Conceição Lemes
Juliana Borges e Pedro Martins
“Você sai de casa e não sabe se vai voltar.
A sociedade está em apuros, quando isso vai mudar?
Com sua violência e corrupção, a polícia não ajuda o pobre cidadão.
Segurança é o que queremos!
Violência é o que nos temos!
Polícia decadente…decadente!”
(Garotos Podres)
Na última segunda-feira, assistimos a mais um exemplo da truculência e da brutalidade da Polícia Militar de São Paulo. Um estudante foi agredido de forma arbitrária e discriminatória por um sargento, enquanto guardas universitários e policiais militares tentavam expulsar, sem qualquer justificativa, um grupo de estudantes da sede do DCE-Livre da USP.
Por meio de vídeos feitos pelos presentes, pudemos ver o policial pedindo identificação e partindo para cima do único jovem negro no local. A tentativa de diálogo do estudante foi respondida com empurrões, tapas e o policial chegou até a apontar a arma para ele. Os vídeos, que tiveram rápida circulação nas redes sociais, repercutiram também na mídia e resultaram no afastamento do policial e abertura de sindicância para apuração dos fatos.
Em outro lugar de São Paulo, mais especificamente no centro da cidade, vimos outro exemplo de violência policial. A chamada “Operação Sufoco”, organizada pela Polícia Militar, Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo com o objetivo de “resolver o problema da Cracolândia” baseada na tática de “dor e sofrimento”. Os usuários de crack são tratados como animais, enxotados das ruas com bombas de gás e balas de borracha. Até agora, uma “grande operação” midiática, mas com resultados pífios.
Não é uma novidade tanto para os estudantes quanto para a população esse tipo de atitude por parte da Polícia Militar. Infelizmente esse tipo de atitude por parte de policiais militares não se trata de um fato isolado, é recorrente em nosso estado, principalmente em relação a jovens e negros.
Os jovens são as maiores vítimas da violência no país – estão mais presentes entre agressores e vítimas da violência. Já é comprovado por estudos que criminalizar a juventude, com políticas repressoras (taxando os jovens como problema), aprofunda este panorama. Existe uma percepção, difundida em nossa sociedade, de que os jovens são desordeiros e, para os jovens pobres e negros isso se agrava porque são vistos como “suspeitos”. É sob essa visão que são pensadas a maior parte das políticas e ações do Estado – incluindo-se aí um cenário de violência institucional.
O problema da Polícia Militar não está em sua presença na Cidade Universitária, que se trata de um ambiente com dinâmica diferente de outros espaços urbanos, a questão é a existência em si de uma polícia militar, que em sua concepção é incompatível não só com um ambiente universitário, mas com a Democracia.
Além disso, Segurança Pública em São Paulo não é pensada de modo integrador, mas simplesmente como uma questão policialesca. Ou seja, a ações são focadas em policiamento ostensivo e em mais prisões, cadeias e praticadas de modo totalmente repressivo.
As políticas de Segurança Pública deveriam ser pensadas junto aos cidadãos, com foco em prevenção, policiamento comunitário, capacitação e cursos sobre Direitos Humanos e sobre uso moderado da força, mecanismos de controle social da ação policial, o reforço aos valores democráticos, além de integrar políticas educacionais, culturais, de esporte, de saúde (com uma forte política de redução de danos), trabalho e renda.
Apesar de alguns programas e ações já existirem nesse sentido em âmbito federal – como o Pronasci, pensado e articulado de modo transversal com o EJA, ProJovem (MEC), Paz no Campo (MDA), Segundo Tempo (Esportes), projetos de Economia Solidária que envolvem os familiares – é preciso que eles sejam articulados estadualmente. Mesmo porque, os programas federais neste sentido são direcionados para uma ação integrada entre estados e municípios, que são os responsáveis pela Política de Segurança.
Infelizmente, nosso estado não só reforça políticas repressoras, como não participa eficazmente dos programas federais, seja não apresentando projetos seja, em alguns casos (principalmente dos programas educacionais), devolvendo verbas à União, que poderiam beneficiar milhares de cidadãos paulistas.
O que ocorre na USP e na “Cracolândia” não são ações isoladas, fazem parte de uma política conservadora, higienista, autoritária e racista.
Este é o momento de movimentos, juventudes partidárias progressistas e sociedade civil organizada debaterem e formularem conjuntamente um novo projeto de Segurança Pública para o nosso estado. A criação de uma Frente seria um bom começo.
Juliana Borges é graduada em Letras pela USP e militante do PT e Pedro Martinez,  estudante de Direito da USP, militante do Movimento ParaTodos e da JPT.
*Gilsonsampaio

Gregos vão à luta, invadem TV Pública e convocam resistência

do Somos Todos Palestinos

Autor de pedido de CPI da Privataria diz que Serra está desesperado

Via Rede Brasil Atual
Para Protógenes Queiroz, Serra desrespeita o Congresso e deve explicações por "expedientes criminosos". Deputado diz que Aécio Neves o parabenizou pelo pedido de investigação
Raoni Scandiuzzi
Delegado Protógenes disse que FHC se surpreendeu com atividades sombrias de Serra (Foto: Brizza Cavalcante / Ag. Câmara)
São Paulo – O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) disse nesta quarta (11) que é gesto de “desespero” a crítica de José Serra (PSDB) à CPI da Privataria. Na véspera, o ex-governador paulista Serra classificou de “palhaçada” a eventual instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, pedida por Protógenes, para investigar privatizações de estatais durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
O deputado lembrou que as assinaturas colhidas para a abertura da comissão foram protocoladas em dezembro, com o apoio de 185 parlamentares – 14 a mais do que o mínimo exigido pela Constituição. “Na primeira semana de fevereiro vamos saber a tramitação que o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), dará ao pedido. Mas será instalada”, acredita. Ele antecipou que logo após o carnaval os trabalhos da CPI já devem se iniciar.
A investigação decorre do livro A Privataria Tucana, do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Jr., que apresenta documentos e indícios de um esquema bilionário de fraudes no processo de privatização de estatais na década de 1990. Serra era o ministro do Planejamento, gestor do processo. Com documentos, o jornalista acusa o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira de ter atuado como "artesão" da construção de consórcios de privatização em troca de propinas.
Questionado sobre as acusações contidas no livro, Serra primeiro chamou o conteúdo de “lixo”, depois chegou a desqualificar a CPI: "Isso é tudo uma palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço".
Protógenes viu na atitude de Serra um desrespeito ao trabalho parlamentar de investigação. “Ele está se referindo à CPI de uma forma jocosa, em um tom de brincadeira. Eu considero que essa reação dele é um grito de desespero, bastante desrespeitoso.”
Para o parlamentar, o trabalho obscuro de pessoas próximas a Serra, desvendado por Ribeiro causou estranhamento nos próprios integrantes de seu partido, o PSDB. “Causou uma guerra interna. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala, sem externar publicamente, que também se surpreendeu”, afirmou. Ele ainda relatou que o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) o parabenizou pela iniciativa da CPI.
Confira a entrevista:
Rede Brasil Atual: Como está a tramitação da CPI?
Protógenes Queiroz: A CPI ja foi protocolada e agora segue um rito regimental. Logo na primeira semana de fevereiro vamos saber a tramitação que o presidente da Casa, Marco Maia, deu. Mas será instalada – logo depois do carnaval.
Qual foi a sua impressão do livro A Privataria Tucana?
O livro traz vários fatos inéditos, não é uma reedição de fatos que já haviam sido publicados, pelo contrário. Ele se tornou mais que um livro, um documento que cruza com investigações da Polícia Federal, inclusive algumas que eu mesmo coordenei. O fato é que para o próprio PSDB tudo isso também foi uma surpresa, por isso que também houve a assinatura de vários parlamentares tucanos. É como aquela história do marido traído, que é sempre o último a saber e por terceiros.
Isso produziu alguma crise no PSDB?
Causou uma guerra interna. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala, sem externar publicamente, que também se surpreendeu, quer dizer, já colocando a posição de surpresa e neutralidade naquilo que o Serra liderou, nas privatizações.
Algum outro tucano falou alguma coisa?
No dia em que entreguei a CPI, o Aécio Neves me abraçou, me dando os parabéns.
Qual deveria ser a posição do Serra neste momento?
O Serra deve explicações ao Brasil. Não somente ele, mas também quem estiver ligado a ele, como o Ricardo Sérgio, o grande operador do PSDB. Será que ele foi o operador de todo o PSDB ou só do grupo e da família Serra? Mas é o Serra que deve dar as explicações mais detalhadas, ele é o sujeito que se servia de expedientes criminosos.
Ele chegou a classificar a CPI da Privataria de palhaçada.
Ele foi um governador, como ele pode se expressar dessa forma? Ele está desrespeitando o Congresso Nacional e a vontade popular. Mas essa é uma expressão pela qual ele está acostumado, do próprio meio dele. Não é a expressão conveniente para um instrumento sério de investigação do Parlamento brasileiro, nem a expressão dos parlamentares que assinaram a CPI.
Por que acha que ele falou isso?
Ele está se referindo à CPI de uma forma jocosa, em um tom de brincadeira. Eu considero que essa reação dele é um grito de desespero, bastante desrespeitoso.
Como você enxerga que será o trabalho da CPI?
Nós vamos ter de ver se aqueles documentos do Amaury são verdadeiros ou não, e caso se confirmem vamos encontrar um foco de investigação e aprofundar.
O Serra será um dos convocados?
Com certeza.
A CPI poderia comprometer o futuro do Serra?
Em política tudo é possível. Depois que eu prendi o Paulo Maluf por 40 dias e ele foi eleito deputado federal, então tudo é possível. (Antes de seguir carreira política, Protógenes foi delegado da Polícia Federal e atuou em investigações de crimes de colarinho branco.)
*gilsonsampaio

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Latifúndio Midiota: Crime$, Crise$ e Trapaça$ será lançado no dia 7 de fevereiro em São Paulo

Livro de Leonardo Severo inaugura o selo Barão de Itararé
Livro denuncia crimes dos barões da mídia
Os conglomerados de comunicação no Brasil (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas e portais de internet) continuam imprimindo no inconsciente coletivo uma visão deformada do que somos, na tentativa de renegar o que sonhamos, para nos conduzir aonde não devemos. Proporcionar o debate e a reflexão sobre os descaminhos desta manipulação, estimulando a pensar com a própria cabeça e a caminhar com as próprias pernas. Esta é a paixão do mais novo livro de Leonardo Wexell Severo: Latifúndio Midiota: crime$, crise$ e trapaça$, (Editora Papiro, 136 páginas, R$ 20,00), obra que inaugura o selo Barão de Itararé.
O lançamento do livro acontecerá no dia 7 de fevereiro, terça-feira, das 18h30 às 21h30 na Livraria Martins Fontes, avenida Paulista, 509, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô.
SOBRE O LIVRO
“Neste livro procurei selecionar assuntos e pautas que foram solenemente ignorados ou mascarados pela ‘grande’ mídia, convicto de que sua divulgação contribuirá, ainda que modestamente, para, através da denúncia, proporcionar o debate e a reflexão sobre as razões do seu silêncio”, assinala o autor, que é assessor da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), repórter-especial do jornal Hora do Povo, colaborador do jornal Brasil de Fato e do site Vermelho.
De acordo com o presidente do Centro Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, “o novo livro de Leonardo é uma arma afiada nas mãos dos lutadores do povo que não se deixam manipular e deformar pelos monopólios midiáticos. É uma honra e alegria participar da publicação deste livro – inaugurando o nosso selo”.
Para o diretor de redação do jornal Hora do Povo, Carlos Lopes, “o livro ajudará o leitor a perceber a luta política e ideológica em torno da comunicação”. “Não consigo conceber maior utilidade para um livro nos tempos em que vivemos”, sublinhou.
Secretária nacional de Comunicação da CUT e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti acredita que a obra traz consigo uma intensa capacidade de sensibilizar para a necessidade de darmos respostas coletivas aos desmandos dos monopólios de desinformação. “Que a indignação presente em cada uma das linhas deste livro acenda os sinais de alerta para o veneno a que somos submetidos diariamente, e nos desintoxique, fortalecendo o compromisso com a democratização da comunicação, com a luta e a vitória do Brasil e da Humanidade”, enfatizou.
AUTOR
Leonardo Wexell Severo integra o coletivo de comunicação da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), assessora a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e é membro fundador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Formado em Radialismo e Televisão pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, cursou Política e Economia na Escola Júlio Antonio Mella, em Havana-Cuba, sendo pós-graduado em Política Internacional pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Foi membro da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) na gestão que comandou as mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor. Integrou brigadas internacionais para a colheita do café na Nicarágua Sandinista e de solidariedade à Cuba Socialista. Representou o Brasil na delegação em apoio ao povo palestino, durante a segunda intifada, quando entrevistou o presidente Yasser Arafat, em Gaza, tendo contribuído com artigo no livro “O Apartheid de Israel”, de Nathaniel Braia. Nos últimos anos acompanhou a delegação cutista na cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e Regionais (Caracas, Nairóbi, Recife, Belém, Assunção e Dakar) e, em 2008, na fundação da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (Panamá). É autor do livro “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo” (Editora Limiar, 2008) e editor, em parceria com Valdo Albuquerque, do livro “A Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania” (Editora Papiro, 2010), publicado conjuntamente pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
No CUT
*comtextolivre

tucanos paulistas: maus feito pica-paus

Não, não, a Paulicéia não está desvairada.
Não ligue para o fato de Gilberto Kassab ir visitar Lula e dizer que gostaria de uma aliança com o PT na sucessão municipal.
Nem para o fato do PT dizer logo: comigo, não, violão”.
Muito menos para o fato de Geraldo Alckmin ter convidado Maluf para uma solenidade, onde o pepista lançou o tucano a Presidência – sem que este passasse recibo – por seus princípios éticos que deslubraram a alma malufiana.
Nem para o candidato do PMDB, ex-PSB e ex-PSDB, Gabriel Chalita sair de seu banho de imersão na periferia para se reunir com os cacos do DEM paulista.
Tudo isso tem um nome: José Serra.
Alckmin e Kassab têm sérias dúvidas de que seja possível uma vitória na prefeitura este ano.
Não tem, até agora, candidatos viáveis e não querem ser patronos da derrota.
Sem Serra, a direita paulista fica embolada na faixa mediana das pesquisas, entre oito e 13 por cento, no bolo dos “inhos” : Netinho, Soninha, Paulinho, que seguem logo atrás de Celso Russomano. E com tudo pronto para que Lula venha de trás, empurrando Fernando Haddad numa eleição sem favoritos.
Tem   razão o Ricardo Kotscho em dizer, no seu blog, que a eleição municipal em São Paulo virou uma “zona federal”.
Mas não no sentido da gíria; no termo literal.
É lá que se está começando a desenhar o cenário de 2014.
E se é importantíssimo vencer, se isso não é possível, o jogo é escolher quem e como perderá.
PCdoB e PDT, com Netinho e Paulinho, exercem seu legítimo direito de procurar crescer com candidato próprio. Soninha, dependendo de Serra, encosta a bicicleta. Russomano tem duvidosas chances de crescer, por conta de sua já imensa exposição.
Mas com Serra candidato tudo muda e a eleição se polariza. De um lado, Lula; de outro, nem Alckmin nem Kassab, mas José Serra. Apenas ele, só como sua ambição o faz.
A esta altura, há parte da direita paulistana pensando que é melhor qualquer arranjo que evite uma derrota no primeiro turno e que o vexame não caia no colo de Alckmin, de Kassab ou de ambos.
Ambos têm um nome ideal para isso.
José Serra.
*Tijolaço

Por trás de Yoani Sánchez


por Hélio Doyle

Com a aproximação da viagem da presidente Dilma Rousseff a Havana, volta à cena a blogueira Yoani Sánchez, hoje a mais conhecida opositora da revolução vitoriosa em 1959 e do sistema socialista que vigora em Cuba desde 1961. Yoani, ao contrário de outros opositores residentes em Cuba, não lidera um grupo político, mas dispõe de um blog que é traduzido em 18 línguas. Ela gravou um vídeo pedindo à presidente Dilma que interceda para que o governo cubano lhe dê autorização para vir ao Brasil. E o senador petista Eduardo Suplicy tem feito gestões públicas para a blogueira possa vir à Bahia para o lançamento de um documentário em que é personagem.

No Itamaraty, não oficialmente, há a suspeita de que a movimentação em torno da vinda de Yoani está sendo feita por setores interessados em prejudicar a visita de Dilma a Raúl Castro, colocando-se na pauta da mídia um tema político que possa constranger os cubanos e reduzir o impacto dos pontos econômicos e comerciais da viagem. E Suplicy faz seu papel porque quer aparecer na mídia. É possível, pois qualquer um que conhece o jeito cubano de enfrentar situações adversas sabe que esse tipo de pressão é o mais contraproducente possível caso o objetivo fosse realmente trazer Yoani à Bahia.

Para o governo cubano, Yoani, jovem, bonita e fluente, é sustentada financeiramente pelos Estados Unidos para ser a mais influente opositora do regime, utilizando-se das redes sociais para disseminar pelo mundo posições contrárias ao regime – embora, em Cuba, sua repercussão seja quase nula. Uma das maneiras de remunerá-la, segundo os cubanos, é a concessão de prêmios patrocinados por instituições contrárias a Cuba. O embaixador de Cuba em Brasília, Carlos Zamora, assegura que oficialmente não foi apresentado ao consulado o documento básico para iniciar os trâmites para a viagem: uma carta-convite formal a Yoani.

O presidente cubano Raúl Castro já anunciou, em diversas ocasiões, que haverá mudanças na legislação que regula as viagens de cubanos ao exterior, abrandando-se as exigências. O tema, porém, está associado a outra questão delicada: a política dos Estados Unidos em relação à imigração de cubanos para aquele país. Cuba acusa os Estados Unidos de negarem vistos de entrada a cubanos, ao mesmo tempo em que os incentivam a sair ilegalmente do país.

Em 2010, Yoani deu uma entrevista ao jornalista francês Salim Lamnarium, que conhece bem a história e a situação de Cuba. É na verdade um diálogo dele com a blogueira, em que ela se vê contestada e acaba caindo em contradições e demonstrando desconhecimento sobre questões simples. Reproduzo o longo texto, já que a web permite, para que cada um faça seu juízo. A propósito, as fotos sobre o alegado sequestro de Yoani nunca foram mostradas.

A entrevista:


ABSURDO! Veto do governador a projeto de lei do deputado Edinho Silva prejudica 2,5 milhões pessoas no estado de São Paulo


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vetou projeto de lei do deputado estadual e presidente do PT do estado de São Paulo, Edinho Silva, que instituía rede de assistência às pessoas com doenças raras nos serviços públicos de saúde do estado. Atualmente, o estado tem cerca de 2,5 milhões de pessoas afetados por alguma doença considerada rara. O projeto de lei 648 de 2011 havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa no início de dezembro passado.
Alckmin veta lei que beneficia pessoas com doenças rarasEdinho lamentou o veto do governador, especialmente porque o projeto foi debatido em audiências públicas, com médicos especialistas e entidades ligadas ao tema, inclusive com a presença do secretário da Saúde do estado, Giovani Guido Cerri. O parlamentar também falou sobre a importância do projeto com o próprio Alckmin e estava confiante de que a lei seria sancionada pelo governador.
“Eu só posso entender o veto ao projeto de lei como algo político. É uma pena que a política, um instrumento para melhorar a vida das pessoas, seja utilizada para impedir avanços na construção da cidadania”, afirmou o deputado.
A difícil vida de quem tem doença rara no Brasil
Doenças raras: luta contra o desespero
Edinho ressaltou que a lei atenderia à obrigação do estado de garantir a saúde de seus cidadãos. A rede pública de assistência permitiria diagnóstico mais rápido e tratamento mais eficiente aos pacientes com doenças raras, diminuindo a mortalidade e o desenvolvimento das deficiências adicionais, garantindo uma vida com dignidade aos cidadãos do estado.
A tramitação do projeto na Assembleia Legislativa mobilizou entidades ligadas à questão das doenças raras, entre elas o Instituto Baresi, referência no país. Na ocasião da aprovação da proposta, o Instituto divulgou nota comemorando o resultado, que considerava uma vitória de dois milhões e meio de paulistas, de seus familiares, de seus médicos, de seus profissionais de saúde.
“Como alguém pode justificar ser contra um projeto que cria uma agenda para atender milhões de pessoas que hoje sofrem sem atendimento médico. Penso que o Governo Alckmin deveria deixar os problemas partidários para o período eleitoral e governar para benefício da população”, ressaltou o parlamentar.
DANOS IRREVERSÍVEIS
O diagnóstico tardio das doenças raras leva a conseqüências graves, como tratamento médico inadequado, incluindo cirurgias e dano neurológico grave a 40% dos pacientes. Além disso, muitas vezes ou o paciente ou algum dos seus familiares deve cessar a sua atividade profissional por causa da doença.
São mais de seis mil doenças raras identificadas. A grande maioria é de origem genética (80%), mas doenças degenerativas, auto-imunes, infecciosas e oncológicas também podem originá-las. “É dever do poder público intervir, garantindo uma vida mais digna a essas pessoas e seus familiares”, explicou Edinho.
Edinho Silva – Deputado Estadual
Fonte: http://revistaafricas.com.br/
Referência: Movimento Inclusão Já
Com certeza o governador não tem nenhum parente ou ente querido na família com uma dessas doenças, porque se tivesse, jamais vetaria um projeto que poderia salvar vidas e devolver a dignidade a essas pessoas  e seus familiares (Nota do Blog).
*deficienteciente

Truculência tukana faz escola


Teresina: como a polícia tratou a manifestação de estudantes

Por FabioREM
Cenas de hoje do conflito entre manifestantes e Tropa de Choque em Teresina, Piauí.
A cidade parece estar em guerra civil ( ou militar? )
O áudio está ruim, mas as imagens dizem tudo: 
*grupobeatrice