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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Exército agiliza obras no país e as empreiteiras se queixam

Tadinhas das empreiteiras, são tão perseguidas

 

Via Jornal Hora do Povo
Exército agiliza obras no país e as empreiteiras se queixam
Na transposição do São Francisco os trechos a cargo da instituição estão quase concluídos
A eficiência e a rapidez do Exército na execução de obras de construção e reforma pelo país estão incomodando as empreiteiras, que se queixam de “concorrência desleal” por parte da corporação.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, reclamou esta semana da participação do Exército Brasileiro em obras desenvolvidas pelo governo federal. “O setor da construção civil não vê com bons olhos a atuação do Exército em obras como duplicação de estradas e construção de aeroportos. Não há necessidade de os militares assumirem obras desse tipo”, disse. “O Exército é hoje a maior empreiteira do país”, reclama também João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. Segundo ele, poucas construtoras no país têm hoje uma carteira de projetos como a executada pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros – ou R$ 1,8 bilhão – estão a cargo da corporação. “Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano”, disse.
O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, da Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), rebateu as declarações dos representantes das empreiteiras e afirmou que “a atuação dos militares só ocorre quando é bom para o país e para a instituição”. O general declarou que “algumas das obras assumidas pelos militares eram consideradas prioritárias e estavam tendo problemas para serem tocadas pela iniciativa privada”. “A gente não pleiteia obras. Elas são oferecidas e aceitamos quando elas são importantes para o desenvolvimento do país e para nosso treinamento”, destacou. No auge das obras, 12 mil soldados atuaram na construção civil para o governo.
Ele lembra, por exemplo, que havia uma briga no consórcio vencedor da licitação para a duplicação da BR-101 e que as empresas fugiam do início das obras da transposição do São Francisco. A alegação para o retardamento do início das obras era que o canteiro ficava no polígono da maconha. O general conta que o Exército fez um trabalho social na área e que dois hospitais chegaram ser montados na região, para atendimento à população.
Em função de “dificuldades” desse tipo, apresentadas pelas empresas privadas, uma parte expressiva das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo conduzidas pelos militares. Graças a convênios com o governo federal, os militares receberam R$ 2 bilhões nos últimos três anos para executar duplicações de estradas, construção de aeroportos, preparar novos gasodutos e iniciar a transposição do Rio São Francisco. No total seriam 80 obras.
A transposição do São Francisco é o caso mais emblemático. Enquanto os trechos que ficaram sob a responsabilidade do Exército estão quase prontos, a parte que cabe às empresas privadas está atrasada ou paralisada. Tanto assim que em recente visita aos canteiros da obra a presidenta Dilma cobrou melhor desempenho e agilidade. Em Floresta (PE), onde a presidenta esteve, o percentual de execução não passa de 13%. Em outros lugares chega só a 16%. Nos trechos feitos pelo Exército, a obra avançou 3 vezes mais que os das empreiteiras no Eixo Norte (80% está concluída) e 5 vezes mais no Eixo Leste. Por sua vez as empresas privadas estão pedindo mais dinheiro para continuar as obras.
As empresas privadas, algumas delas organizadas em cartéis, depois de retardarem obras importantes para o país, de exigirem reajustes absurdos nos preços, criticam quando o Exército é acionado para garantir as obras prioritárias. Elas alegam uma suposta “concorrência desleal’. Segundo os empreiteiros, a participação expressiva dos militares “inibe o investimento e impede a geração de empregos”.
Para o general Fraxe, “as obras ajudam a formar um contingente de 2.000 a 2.500 rapazes que passam pelo serviço militar obrigatório e que voltam para a sociedade com um ofício, quando são utilizados pela Engenharia dos militares”. Ele diz que também são geradas novas tecnologias: “No fim do ano passado fizemos um boletim técnico que cedemos à Associação Brasileira de Pavimentação sobre novas técnicas na construção de pistas de concreto, que ficaram com qualidade das alemãs”, informou.
Ele diz que o assédio aos cerca de 600 engenheiros do Exército prova que a qualidade do trabalho é reconhecida. Entretanto, ele diz que não há uma debandada generalizada. Ele minimiza o medo das construtoras. “O Exército não é um construtor. Quem pensa que vamos concorrer com as empresas está equivocado. Só atuamos para treinar nosso pessoal”, disse o general, que afirma que contrata empresas privadas para a construção de pontes e viadutos.
Os militares também fizeram obras para estatais - como as clareiras na selva para a construção do gasoduto Coari-Manaus, e para outros níveis de governo, como a atual construção do Caminho da Neve, estrada que Santa Catarina quer abrir para unir Gramado (RS) a São Joaquim (SC), favorecendo o turismo de inverno.
Estima-se que, ao serem concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. “A corporação não pode lucrar com os serviços que presta”. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
*Gilsonsampaio

Eliana Tranchesi, 56 anos, dona da Daslu, morre em São Paulo Dona da Daslu não resistiu à luta contra o câncer.

 

http://natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20120224015547.jpg
A empresária Eliana Tranchesi, 56 anos, faleceu no início da madrugada desta sexta-feira (24) em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria do hospital Albert Einstein.
Eliana estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde travava uma longa batalha contra um câncer, desde 2006. Ela comandou por anos a Daslu, ícone do consumo do País, fundada por sua mãe Lucia Piva, há 53 anos.
O velório da empresária acontece no hospital até às 14h desta sexta-feira. O enterro será no início da tarde, no cemitério do Morumbi, em São Paulo.
A empresária foi casada com o médico Bernardino Tranchesi, com quem teve três filhos: Bernardino, Luciana e Marcela Tranchesi.
Repercussão
No Twitter admiradores da Daslu lamentaram a morte de Eliana. Os nomes "Daslu" e "Eliana Tranchesi" já estavam entre os mais comentados na rede de microblog momentos depois do anúncio do falecimento da empresária.
Prisão
Eliana Tranchesi se envolveu em um escândalo que culminou em sua prisão após denúncias de sonegação fiscal, em julho de 2005. Ela foi liberada logo após prestar depoimento.

Três anos depois, em meados de março de 2009, ela foi presa novamente em sua casa durante uma operação da Polícia Federal, que buscava indícios de crimes por formação de quadrilha envolvendo os sócios da loja Daslu. Um dia depois da sua prisão, a defesa da empresária conseguiu um habeas corpus e Tranchesi foi libertada.

Brasil vota contra a Síria na ONU

Por Beto Almeida

Às vésperas do carnaval, a representante do Brasil na ONU votou resolução de condenação ao governo sírio, afastando-se dos BRICS, dos países da ALBA, emitindo contraditória e perigosa mensagem de aproximação com as potências que sustentam intervencionismo militar crescente em escala internacional, especialmente contra países com políticas independentes e emergentes. Um voto que pode ser um tiro no próprio pé futuramente.

Sardenberg culpa os gregos pela crise

Por Umberto Martins, no sítio Vermelho:

“Não, a culpa não é do mercado”. Este é o título de um artigo de Carlos Alberto Sardenberg, publicado nesta quinta-feira, 23, pelo jornal O globo. O tema é a crise na Grécia, que o jornalista, especializado em economia, atribui aos próprios gregos.
Familiares consultam lista com o nome das vítimas do acidente de trem. Foto: EFE
Familiares consultam lista com o nome das vítimas do acidente de trem


Nem sempre foi assim.

A Argentina chegou a ter uma

das melhores redes ferroviárias latino-americanas

, mas as privatizações maciças do governo de Carlos

 Menem (1989-1999) desmantelaram o sistema público

 de transporte e deixaram a rede nas mãos de

 empresas privadas que recebem suculentas

 subvenções.


Um dia depois do acidente de trem que deixou 50 mortos e mais de 700 feridos em Buenos Aires, aumenta a indignação na Argentina pelas condições da rede ferroviária do país e pela falta de controle do governo sobre as empresas concessionárias do transporte.
O trem acidentado pertence à rede administrada pela TBA, propriedade dos irmãos Claudio e Mario Cirigliano, um dos grupos de transporte mais poderosos do país, relacionados pela imprensa local com o ex-secretário de Transporte Ricardo Jaime, investigado por corrupção.
A justiça investiga as circunstâncias do acidente e as possíveis causas, enquanto aumenta a polêmica sobre a necessidade de apurar responsabilidades para evitar que a tragédia se repita no futuro.O comboio havia estado dois meses parado por problemas técnicos, segundo dirigentes sindicais, tinha entre 40 e 50 anos de uso, transportava cerca de 1.500 passageiros e, como é habitual na rede ferroviária de Buenos Aires, fazia seu percurso com várias portas abertas, segundo testemunhas.
Uma situação comum para os usuários da ferrovia argentina, acostumados a trens desvencilhados, sem portas ou sem guichês, sujos, velhos e, com frequência, com deficiências técnicas.
Nem sempre foi assim. A Argentina chegou a ter uma das melhores redes ferroviárias latino-americanas, mas as privatizações maciças do governo de Carlos Menem (1989-1999) desmantelaram o sistema público de transporte e deixaram a rede nas mãos de empresas privadas que recebem suculentas subvenções.
"Nas privatizações está a essência desta tragédia", denunciou o economista Leopoldo Markus, partidário de apontar responsabilidades aos sucessivos governos argentinos pela falta de controle sobre as empresas privadas e os subsídios.
"Sem investimentos colocamos o usuário em perigo. Não funciona o sistema de controle", ressaltou o dirigente da União Ferroviária, Rubén Sobrero. Sobrero divide a responsabilidade entre as empresas privadas e o Executivo porque "ninguém neste governo pode dizer que desconhece a realidade".
"Desde o momento em que uma formação sai com as portas abertas, todos os dias milhares de pessoas viajam com risco de morte", alertou o ex-promotor Eduardo Mondino. Segundo sua opinião, "isto não é um acidente, tem responsabilidades políticas e funcionais".
No meio da polêmica, Roque Cirigliano, da empresa TBA, afirmou hoje que o trem "estava em boas condições" e não descarta que o acidente tenha sido causado por um "erro humano" dado que "é pouco provável que fique sem freios".
Cirigliano esteve na estação Once, local da tragédia, no coração de Buenos Aires, e teve que sair rapidamente no meio da indignação generalizada dos passageiros.
Para o auditor geral da Nação, Leandro Despouy, "estão dadas as condições para que o Estado possa proceder a rescisão da concessão" da TBA, porque o acidente foi "consequência direta do descumprimento de normas básicas".
Despouy, em declarações à Radio Continental, lembrou que a Auditoria Geral da Nação realizou em 2008 um relatório sobre "as deficiências que apresentava o serviço" nessa linha e afirmou que "a situação era desastrosa", especialmente as condições do sistema de freios. Desde então, denunciou, o estado dos trens da linha Sarmiento "não mudou mais para evitar este tipo de situações".
As críticas atingiram também o governo de Cristina Fernández de Kirchner, e muito especialmente o secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, que horas depois do acidente declarou que a tragédia foi mais grave pelo costume dos argentinos de viajarem nos primeiros vagões. "As pessoas não eram responsáveis por estarem ali, apertadas (...). A gravidade da tragédia é que ela estava anunciada", respondeu nesta quinta-feira o jornalista Ricardo Kirchbaum em um artigo no jornal Clarin.
Assista a vídeo que registrou o momento do acidente:


São Paulo não está livre de uma tragédia como a ocorrida em Buenos Aires. Desde o ano passado uma série de acidentes, alguns com vítimas fatais, vem ocorrendo no sistema ferroviário desse estado. O serviço precário é oferecido pela CPTM, fruto da privataria tucana da década de noventa.
*amoralnato

RICARDO BOECHAT INSULTA TRABALHADORES AO VIVO

E NEGA DIREITO DE RESPOSTA

.
O jornalista e anchorman da Rede Bandalha, Ricardo Boechat, acaba de agregar valor à sua fulgurante carreira no ramo da PI (Picaretagem da Informação). Na última sexta-feira, 10, zurrando ao vivo em seu programa na BandNews FM, o mezzo porteño-mezzo carioca desandou a desqualificar toda a categoria dos servidores do TRE do Rio de Janeiro, desfiando adjetivos desairosos aos trabalhadores e sugerindo que os funcionários daquele egrégio tribunal seriam todos vagabundos e sanguessugas do dinheiro público. Mais que isso: o ex-assistente do lendário fofoqueiro Ibrahim Sued chegou mesmo a exigir o corte do ponto dos trabalhadores judiciários.
Na prática, a TPM radialística de Ricardão espalhou-se pelo éter porque o brilhante e laureado profissional de imprensa não teve a pachorra de apurar uma informação que lhe chegara aos ouvidos logo após o início da greve das polícias do Rio de Janeiro. Para Boechat, a notícia de que o TRE-RJ havia “parado” por causa do movimento grevista da segurança pública transformou todos os funcionários da Justiça Eleitoral fluminense em vadios mundeiros. Ocorre que a suspensão do expediente na sede da Corte e nos cartórios eleitorais do estado deu-se em razão do Ato Administrativo 43/2012, editado naquele dia pela presidenta em exercício do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Letícia Sardas. A decisão da magistrada foi tomada em caráter preventivo, até que se pudesse avaliar o grau de paralisação e as consequências da greve dos policiais.
Com o programa ainda no ar, e indignados com a esculhambação pública a que estavam sendo submetidos, representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) entraram em contato com a produção de "Jornalismo" da BandNews FM para esclarecer a verdade dos fatos. Os bandalhos, no entanto, fizeram ouvidos moucos e não deram voz aos insultados.

Em junho de 2001, ocasião em que era o principal colunista de O Globo, Boechat foi flagrado passando conteúdo de matérias de seu jornal para um concorrente, o que lhe custou o olho da rua. Tempos depois, ele foi contratado pelo coveiro do JB, Nelson Tanure, com quem aprimorou seu talento nas Artes Trambicais. Atualmente, rancoroso e desenxabido, Ricardo Boechat experimenta seu patético ocaso, transformado em locutor oficial dos editoriaizinhos da Rede Bandalha

Cloaca News
*Amoralnato

Militares velhacos não caem na real


Pressão do Planalto faz militares se retratarem

EM NOTA DE APENAS UMA FRASE, OS CLUBES DE RESERVISTAS DISSERAM QUE "DESAUTORIZAM" O TEXTO QUE ELES MESMOS HAVIAM ESCRITO CONTRA A POSTURA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF DIANTE DAS DECLARAÇÕES DE MINISTRAS E DO PT SOBRE A DITADURA.

24 de Fevereiro de 2012

247 - Clubes que representam militares da reserva recuaram de críticas feitas à presidente Dilma Rousseff por ela não ter censurado falas de ministras e do PT contra a ditadura. A mudança de postura aconteceu após um encontro do ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes do Exército, da Aeronáutica e do Estado Maior.

Em nota de apenas uma frase, os clubes disseram que "desautorizam" o texto que eles mesmos haviam escrito. Publicado no último dia 16, ele sugeria que Dilma se afastava de seu papel de estadista ao não "expressar desacordo" sobre três declarações recentes de auxiliares e do PT.

A primeira delas foi feita pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), para quem a Comissão da Verdade, que investigará violações durante o regime, pode levar a punições penais, apesar da Lei da Anistia.

Depois, Eleonora Menicucci (Mulheres), ex-colega de prisão de Dilma durante o período autoritário, fez em discurso "críticas exacerbadas aos governos militares", segundo o texto.

Já o PT, em uma resolução política, disse que deveria priorizar o resgate de seu papel para o fim da ditadura.
*Brasilmostraatuacara

Agora Mr. Teixeira cai.
A Globo vai junto ?


Promotoria aponta desvio de R$ 1,1 mi do jogo Brasil x Portugal


A Promotoria (sic) acusa uma empresa ligada ao presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), Ricardo Teixeira, de desvio de 1,1 milhão do jogo amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008.


É o que informa a reportagem de Filipe Coutinho, publicada nesta sexta-feira. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.


A Ailanto foi contratada pelo governo do Distrito Federal para realizar o jogo. Segundo a Promotoria, despesas que deveriam ser custeadas pela empresa foram pagas pela federação brasiliense.


OUTRO LADO


A assessoria de imprensa de Teixeira afirmou que ele não responde a qualquer processo ou inquérito e que não há responsabilidade da CBF no jogo feito pela Ailanto.


O advogado da Ailanto no processo, Antenor Madruga, disse que não comentaria o caso. Na ação, a empresa negou que o R$ 1,1 milhão pago pela federação brasiliense fosse obrigação dela. A Ailanto afirma que o valor pago pela federação era para “atividades distintas” às previstas no contrato. A empresa diz ainda na ação que o contrato foi cumprido.

*PHA

Charge do Dia

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Tucana chama Serra de palhaço

Essa gente já foi mais fina.


*Gilsonsampaio

Tirar seis mil pessoas de casa não pode ser chamado de “circo”, a menos que nos queiram fazer de palhaços.



O senador Eduardo Suplicy é, certamente, uma das pessoas mais gentis e corteses da política brasileira. Calcule você o que é preciso para deixa-lo, como no vídeo aí em cima, nervoso e irritado. É que o senador (serrista) Aloysio Nunes Ferrreira, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, hoje, recusou-se a debater sobre os acontecimentos de Pinheirinho – especialmente as acusações de violência sexual contra algumas de suas moradoras, ouvidas por Suplicy – sob o argumento de que se estaria politizando “o episódio para favorecer o partido (PT) nas eleições municipais” e que não se debatiam eventuais reintegrações de posse em governos petistas.
O Senador Ferreira, como Serra um esquerdista nos anos 60, agora prefere acusar “os líderes comunitários do movimento de “parasitas”, atribuindo a eles a radicalização, “o circo”.
Circo, senador? Tirar seis mil pessoas de casa não pode ser chamado de “circo”, a menos que nos queiram fazer de palhaços.
*Tijolaço

Nibiru

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Humor




7 milhões de toneladas de destroços do tsunami vão chegar aos EUA


*PortalTerrar

O tsunami japonês aconteceu em 11 de março de 2011 mas suas consequências estão longe de ter acabado. Cerca de 25 milhões de toneladas (você leu certo) de escombros do terremoto vagueiam pelo Oceano Pacífico.
Professores do Peninsula College dizem que os escombros incluem qualquer coisa que possa flutuar: pedaços de casas, móveis, navios, carros e mesmo restos humanos (sapatos podem ajudar os corpos a flutuar).
Todo esse material ocupa uma área equivalente ao tamanho do estado da Califórnia e 25% desses escombros chegarão à costa da Califórnia. Outros 25% afundarão, 25% vão vaguear pelo mar e retornar ao Japão e apenas 25% irão para o depósito de lixo. (vi no @HuffingtonPost)

Dá-lhe Suplicy



Tucano defendeu a operação de Pinheirinho

Bem feito! Quem mandou votar nesse traidor das causas populares.

 +*Oterrrordonordeste

A destruição da Grécia

 

Pequena contribuição para melhorar o mundo 
Vamos combinar, Paulo Moreira Leite

Creio que o mundo vai ficar um pouquinho melhor se nossos observadores, economistas  e jornalistas deixarem de usar a palavra “ajuda” para descrever o plano de austeridade que a União Européia impôs à Grécia.
É vergonhoso.
Meu mini Houaiss explica que ajuda quer dizer “amparo, socorro, prestar serviço a alguém; obséquio; favor.”
Já o verbo ajudar, registra o mestre, significa “prestar assistência, tornar mais fácil, facilitar.”
Nada disso está ocorrendo com a Grécia. O país irá receber um empréstimo de 130 bilhões de euros e não irá colocar a mão num único centavo dessa fortuna, que se destina ao pagamento de compromissos atrasados.
A parte da Grécia é ir pagar este dinheiro com novos sacrifícios da população. O país está há três anos em recessão e agora irá enfrentar cortes no salário mínimo e nas aposentadorias, redução de investimentos públicos e outras medidas de um figurino horroroso e irracional. Você pode até achar que a Grécia tem o “dever” de “honrar” seus compromissos. Só não pode falar que está recebendo ajuda.
Esta palavra, agora, só serve para embelezar o trabalho que os banqueiros, o FMI e as autoridades européias estão fazendo. O pacote irá ajudar os credores, que não tinham como receber por empréstimos feitos de forma leviana, para devedores que não poderiam pagá-los, mas que foram realizados mesmo assim porque a meta do lucro fácil falou mais alto.
Para os bancos sim o pacote de 130 bilhões de euros representa um “amparo”, um “socorro”, um “obséquio.” O problema deles não é salvar o euro. É salvar a pele.
Se paramos de usar palavras erradas, será mais fácil reconhecer que estamos assistindo a destruição de um país e não a um esforço para salvá-lo.
O plano de austeridade é tão destrutivo que ameaça a soberania e a democracia. A União Européia irá colocar uma equipe para monitorar o comportamento do governo grego daqui para a frente. Vai controlar contas, autorizar gastos, diminuir despesas. Como acontecia nos tempos coloniais. Pior.
Pretende-se transformar o compromisso com o pagamento das dívidas em clausula constitucional. Pior ainda.
O Ministro da Fazenda alemão  fala que seria conveniente adiar as próximas eleições, para não se correr o risco de vitoria de um candidato adversário da austeridade.
Vamos parar de mentir para nós mesmos.  Pelo menos isso se pode fazer.

*esquerdopata

Será que os líbios estão gostando da democracia ocidental?


*esquerdopata

Quem não deve não teme. Fui oficial do exército brasileiro e estou tranquilo

Caserna reage a fala de ministra Maria do Rosário insiste em punir responsáveis por crimes durante a ditadura e oficiais reclamam de revanchismo

» JÚNIA GAMA



As informações que a Comissão da Verdade vai organizar, inclusive sobre as circunstâncias de mortes, poderão ser utilizadas para movimentar procedimentos jurídicos pelo MP
As informações que a Comissão da Verdade vai organizar, inclusive sobre as circunstâncias de mortes, poderão ser utilizadas para movimentar procedimentos jurídicos pelo MP" Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos

Representantes das Forças Armadas reagiram às declarações da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, de que a Comissão da Verdade poderá dar origem a um processo de condenações semelhante ao de outros países na América Latina. Em entrevista ao Correio, a ministra alterou o discurso suave em relação aos efeitos da comissão e defendeu a possibilidade de punição àqueles que tenham cometido crimes durante a ditadura militar.

Militares criticaram o que chamaram de “postura revanchista” de Maria do Rosário e afirmaram que, dificilmente, o prognóstico da ministra será cumprido devido a empecilhos jurídicos. Generais da ativa ouvidos pelo Correio acreditam que a confirmação da Lei de Anistia, pela Justiça, é uma barreira jurídica intransponível a processos que objetivem punir crimes cometidos no período. “O Brasil não é revanchista”, afirmou um general. Mesmo assim, eles consideraram a declaração “preocupante”.

Se os oficiais da ativa preferiram contemporizar, os da reserva reagiram duramente às palavras de Maria do Rosário. O general Luiz Eduardo Rocha Paiva externou a apreensão da classe com as declarações: “O poder modifica o direito e a verdade. É aí que os revanchistas estão investindo”. O general defende que a Comissão da Verdade deveria investigar também crimes cometidos por guerrilheiros. “A investigação unilateral pela comissão vai satanizar os agentes do Estado, tenham ou não violado direitos humanos, e endeusar os assassinos, terroristas e sequestradores”, aponta.

Na semana passada, a Presidência do Clube Militar, que reúne os oficiais da reserva, enviou um manifesto aos membros da entidade. O texto, assinado pelos presidentes dos clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, cita a reportagem do Correio, a nomeação de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres e uma das resoluções políticas do PT em seu aniversário de 32 anos, sobre o empenho no resgate da memória da luta pela democracia durante o período da ditadura militar.

Charge do Dia

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Dono do jet ski é barão do lixo ligado ao PSDB

Máquina pertence à família do empresário José Cardoso, que pretendia disputar a prefeitura de Suzano em 2012 com apoio de Alckmin; seu lixão coleciona multas por irregularidades e agora ele pode ser indiciado por homicídio doloso, já que emprestou o aparelho, que matou Grazielly, ao afilhado
247 - A polícia de Bertioga, no litoral de São Paulo, divulgou nesta quarta-feira o nome do dono do jet ski que matou uma menina de três anos no último final de semana. Ele pertence à família do empresário José Augusto Cardoso, o Zé Cardoso. Ele emprestou a máquina ao afilhado, um adolescente de 14 anos, que supostamente a pilotova no momento do acidente que matou Grazielly.
O governador Geraldo Alckmin estudava apoiar Zé Cardoso para disputar a eleição municipal de Suzano este ano, pelo PSDB. O vice-presidente Nacional do PSDB e secretário de Estado de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, no entanto, se mostrou contra a nomeação. Para ele, o partido deveria lançar Paulo Tokuzumi. Um dos principais motivos pela resistência é que Zé Cardoso está com seu aterro fechado por determinação da Cetesb e da Justiça há meses e tem recebido uma multa atrás da outra por irregularidades diversas no aterro Pajoan de Itaquá
Na semana passada, a última multa recebida pelo Pajoan chegou a R$ 900 mil. Agência regional da Cetesb constatou que a empresa de Cardoso vinha recebendo novas cargas de resíduos sólidos, provenientes da coleta pública, em descumprimento à interdição imposta judicialmente desde maio do ano passado, conforme denúncia feita pela Diocese de Mogi das Cruzes. A Companhia também cancelou a autorização provisória para a área de transbordo que estava sendo utilizada pela empreiteira para transportar cerca de 250 toneladas de resíduos de Poá e Itaquaquecetuba para o encaminhamento a aterros sanitários licenciados.
Zé Cardoso pode agora ser indiciado por homicídio pelo caso Grazielly. A menina de três anos havia chegado à cidade na sexta-feira (17) junto com um grupo de dez pessoas, entre familiares e amigos, da cidade de Artur Nogueira, também no interior paulista. Era o primeiro passeio dela na praia. Ela fazia castelos de areia com a mãe na beira do mar quando foi atropelada pelo veículo em alta velocidade que saiu da água. O adolescente, segundo testemunhas, fugiu do local sem prestar socorro.
*Ajusticeiradeesquerda

Globo criminaliza o carnaval

Depois de haver feito uma cobertura tendenciosa do desfile da  Gaviões da Fiel em São Paulo, a Rede Globo de Televisão martela a exaustão em seus noticiários a revolta de torcedores com o resultado da apuração, associando-a a ação de vândalos ligados à escola que levou a homenagem a Lula da Silva à avenida.

Além de imoral, a atitude da empresa jornalística envereda por um caminho sem volta que é  a de indispor-se com as torcidas e com parcela ponderável da população brasileira que viu na homenagem ao presidente Lula o justo reconhecimento a um homem cuja saga constitui lenda viva.

Se antes insinuava instrumentalização política do carnaval por parte do PT, agora a emissora politiza  ela mesma o carnaval, associando a revolta contra critérios falhos de escolha a vandalismo de simpatizantes da escola de samba, sob endosso ou participação direta de adeptos do homenageado presidente Lula.

Chamado em entrada ao vivo, o jornalista Carlos Tramontina não titubeou em atribuir o tumulto a integrantes da escola de samba. No que foi seguido por comentaristas que recitaram regras da organização do carnaval para pedir a desclassificação da escola a quem atribuem os fatos repercutidos.

Os próximos passos pretendidos pela emissora de TV bem podem ser antecipados. Condenará o que dirá ser o uso político do carnaval e os perigos que isso encerra para o carnaval da pacata sociedade paulistana. Afirmará que manifestações culturais quando tomadas por interesses políticos degeneram em balburdia e algazarra.

Justamente ela que tomou para si o controle do carnaval paulista, como antes fizera com o futebol, transformando esse evento popular de participação massiva em alavanca de lucros e meio de ação política em favor de partidos políticos com que francamente é identificada. 

A Globo venceu o carnaval

Por mais sofisticado que seja o critério de avaliação do desempenho das escolas de samba no carnaval, será sempre predominante o viés estatístico presente na escolha.

As preferências dos jurados, no que concerne a valores e tendências estéticas que circulam na sociedade, é o que define o ranking de premiação do carnaval.


Sendo os próprios jurados uma amostra selecionada de perfis existentes em algumas classes e setores de classe da sociedade, não se estranha que temáticas e motivos que demarquem escolhas afinadas com consensos de circulação mais ampla, tendam a não ganhar correspondente prevalência nos processos de seleção baseados em opções de jurados, tal como o adotado na cidade de São Paulo.



O que pensam os jurados, em média, é o que pensam as classes sociais a que pertencem. Para que a escolha fosse a mais isenta possível seria necessário que também a seleção dos jurados se fizesse por meio aleatório, com o recrutamento deles pela votação livre em pessoas habilitados para tanto.
Censitária como é hoje a escolha dos jurados, baseada em reconhecimento por parte dos organizadores do carnaval, eles mesmos em sua maioria cartolas submetidos a interesses  de grupos políticos e econômicos, fica aberta a possibilidade de definições não pautadas pela isenção.
No caso da Escola de Samba Gaviões da Fiel, cuja temática abraçada foi de homenagem a uma personalidade política de estima elevada entre as classes trabalhadoras, não seria razoável esperar que sua aprovação contasse com o endosso fácil dos jurados, na maioria recolhidos de extratos diversos da sociedade.
O veto esperado ao repertório de símbolos levados à avenida pela Gaviões de Fiel, só poderia portanto redundar em frustração e em repúdio dos foliões. Tampouco surpreendeu a explosão de violência que seguiu a uma nota politicamente motivada, que traduziu o inconformismo dos torcedores no sambódromo  da cidade de São Paulo com resultados baseados em critérios personalistas de julgamento.


Um motorista ilustre

Não deve passar despercebida a decisão do ator Fábio Assunção de  colocar-se no carnaval como motorista do carro alegórico que representava a condução de Lula à presidência do Brasil.

Consagrado nas novelas da Rede Globo e elevado à condição de galã perante a classe média brasileira, ousou destoar da ideologia dominante no ambiente em que se projetou e vestiu com rara dignidade a fantasia simplória do chofer.

Na avenida, onde muitos enxergaram mistificação e uso político da figura do ex-presidente, Assunção viu a representação da saga de um povo que venceu à exclusão mantida desde o império por uma elite europeizada, e que fêz – por essa razão –  substituir no poder fazendeiros e doutores po quem era um igual, o retirante e operário Silva.

Tampouco fez evoluções o conhecido ator. Resignado à nobreza da condição figurada de condutor, bastou-lhe o sorriso tênue de quem questionava com sua atitude os valores daqueles que se sentiam mais aptos e melhores que os da sua gente. 

Conduzia em seu carro-fantasia de isopor, leve como os sonhos, duas crianças representando o casal de suburbanos que ocuparam por 8 anos os palácios de Brasília. A fragilidade de seus pequenos corpos na grandeza do carnaval simbolizava o quanto pode haver de venturoso num povo que se levante na peregrinação pela conquista da dignidade.

Entrevistado em curto intervalo de tempo por repórteres da emissora a que prestou serviços, Fábio justificou seu louvável papel no carnaval afirmando que, depois de tudo o que fez e representou nos palcos e na TV, queria sentir-se agora simplesmente brasileiro.

Seu pouco destaque na exuberância do carnaval foi por certo mais que compensado pela lição de amor ao povo e ao País que deu aos que pensam que fama rima apenas com dinheiro. Parabéns Fábio, pelo desprendimento de ser um simples brasileiro!
*Brasilquevai

Alckmin e Nahas podem responder por crime contra humanidade, diz procurador

São Paulo - O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe avalia que toda o processo judicial que resultou no despejo de milhares de pessoas da comunidade ocupada do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, tinha como objetivo beneficiar o megaespeculador Naji Nahas e, por isso, o Tribunal Penal Internacional tem de expedir mandados de prisão contra Nahas e o governador Geraldo Alckmin, além do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori.
Felippe analisou a documentação sobre o processo de falência da empresa Selecta, de Nahas, proprietária do terreno e beneficiária da reintegração de posse efetivada de forma violenta pela PM paulista no dia 22 de janeiro, com apoio da Guarda Civil Metropolitana de São José dos Campos.
Para o representante do ministério público, que já ocupou o cargo de procurador geral do Estado na gestão do governador Mário Covas, o trio deve responder por crimes cometidos contra a humanidade.
*Rede Brasil Atual

A Rússia sai da letargia


 

Via Jornal do Brasil
Mauro Santayana 
Enganam-se os que viram, na Guerra Fria, o conflito ideológico entre o sistema socialista e o sistema capitalista. Na verdade, todos os que examinam a história com cautela sabem que as ideologias podem ser, em certas ocasiões, doutrinas de escolha para conduzir os projetos nacionais estratégicos, mas o sentimento de nação sempre prevalece sobre as ideias de caráter universal. Essa é uma das dificuldades do marxismo aplicado: não é fácil a união internacional dos trabalhadores contra o capital. Quando traduzida, a Internacional, mesmo mantendo a força de seus acordes, não tem o mesmo efeito da versão original de Eugéne Pottier, um participante da Comuna de Paris — nem mesmo em russo, ainda que tenha sido o hino oficial da URSS.
O marxismo foi uma doutrina de ocasião para que o Império Russo fizesse a sua revolução nacional
O homem, qualquer homem, é o centro de um universo que se amplia, mas que se distancia, ao ampliar-se. Assim, a percepção do mundo e de nossa existência nele encontra o limite ideal na comunidade cultural e em seu espaço geográfico  —  enfim, na pátria. A sobrevivência da comunidade nacional prevalece sobre os sistemas sociais que adotemos. Em razão disso, podemos considerar que as revoluções políticas atendem, em primeira urgência, à salvação do povo — a sua liberdade e soberania dentro dos limites nacionais. Sendo assim, podemos dizer que o marxismo foi uma doutrina de ocasião para que o Império Russo fizesse a sua revolução nacional, derrubando uma monarquia enfermiça e alienada e instituindo novo sistema político. A etapa kerensquiana da revolução nada prometia senão uma república tão conservadora quanto o regime dos Romanov  —  daí a ousadia de Lenine e seus companheiros.
A revolução se estagnou e retrocedeu com Stalin, para se perder com Gobartchev. Ela vinha se esvaziando, por não avançar rumo à utopia de uma sociedade sem classes, que fora a promessa de 1917. A tecnocracia substituíra a nobreza do Império, e parcelas da sociedade se cansaram das restrições. Isso possibilitou a Gobartchev capitular, como capitulou, sem a habilidade para promover uma transição mais inteligente para a economia de mercado.
A queda do Muro de Berlim foi um desastre para o mundo socialista e, especialmente, para a União Soviética, esquartejada e com sua economia dilacerada, com as empresas do Estado entregues aos favoritos de Ieltsin. As nações, no entanto, são capazes de soerguer-se em pouco tempo, desde que encontrem motivos para isso. Nos últimos 24 anos, com as dificuldades conhecidas, a Rússia vem recuperando a consciência de nação e sua força histórica. O complexo de derrota, que se seguiu à fragmentação do antigo Império e à arrogância dos Estados Unidos como a única potência hegemônica,  foi vencida. A aliança entre os países emergentes, que une o Brasil à Rússia, à Índia, à China e à África do Sul, é um novo espaço de influência na geopolítica, compartilhado por essas potências  —  e anima os russos.
Eles têm reconstruído seus exércitos, e, a duras penas na fase confusa da reorganização do núcleo mais poderoso do antigo Império, restaurado sua indústria pesada. Setores em que eles haviam sido, e durante muito tempo, superiores, como os da aviação militar e dos mísseis, foram recuperados. Seus aviões de caça, bem como seus foguetes intercontinentais, continuam a ser considerados do mesmo nível (e, em alguns casos, superiores) aos de seus rivais.
Putin pode ter, e tem, grandes defeitos, a par de sua vocação ditatorial, segundo seus desafetos, mas vem devolvendo aos russos o seu orgulho antigo. O nacionalismo russo apelou para a Revolução de Outubro, mesmo contra a opinião de Marx, que via pouca possibilidade de um movimento socialista em uma região geoeconômica que não se libertara de todo da visão medieval da economia e do poder. O nacionalismo russo de nossos dias não só aceita como prestigia (conforme as pesquisas pré-eleitorais destas horas) o líder político que encarna a recuperação do orgulho do velho país.
A URSS  —  que ocupava a mais extensa região do globo, com seus quase 25 milhões de quilômetros quadrados  —  não mais existe, mas a Rússia continua sendo o maior território nacional do mundo (duas vezes o tamanho do Brasil), com seus 17 milhões de quilômetros quadrados.
A Federação Russa quer ser ouvida e acatada no mundo de hoje
Com essa presença poderosa, e mais de 1,2 milhão de homens em armas, a Federação Russa quer ser ouvida e acatada no mundo de hoje. E não há dúvida de que o seu projeto nacional é o de recuperar o espaço político que conquistara na Segunda Guerra Mundial, e que perdeu em 1991. A indústria militar, conforme explicou Putin, irá provocar a aceleração de toda a economia nacional.
Para isso, Putin anunciou que a indústria bélica irá produzir, nos próximos dez anos, mais 400 mísseis balísticos modernos, oito submarinos estratégicos, 20 submarinos polivalentes, mais de 50 navios de superfície, cerca de 100 veículos espaciais com função militar, mais de 600 aviões modernos, mais de mil  helicópteros e 28 baterias antiaéreas dotadas de mísseis terra-ar S-400. 
*Gilsonsampaio

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

O que estão fazendo com a Grécia fizeram com o Brasil no governo FHC

Nova ajuda elimina soberania da Grécia

O que esses  sanguessugas safados estão fazendo com a Grécia fizeram com o Brasil no governo FHC.Eu já postei aqui uma matréria sobre o livro   A Melhor Democracia Que o Dinheiro Pode Comprar, do repóter investigativo Greg Palast.No aludido livro, Palast afirma que Robert Rubin, secretário do Tesouro americano "governou de fato como presidente do Brasil sem precisar perder uma única festa em Manhattan’.Segundo Palast, isso era um sonho, desde criancinha, de Robert Rubin. Diz, ainda, Palast, que Rubin ajudou a manter a moeda brasileira em alta costurando o apoio de organismos internacionais ao País. O real, que seria desvalorizado pesadamente logo depois da vitória eleitoral, escreve Palast, ‘permaneceu em alta antes da eleição porque os Estados Unidos deixaram clara sua intenção de substituir as reservas perdidas por um pacote de empréstimos do FMI’.E ainda esses tucanos corruptos dizem que estabilizaram a moeda.Uma ova!



São Paulo – O novo pacote de ajuda à Grécia impõe ao país uma perda de soberania ainda maior que o primeiro conjunto de medidas, liberado no segundo semestre do ano passado. Agora, no momento em que o país já obrigou os cidadãos à perda de salários e de direitos previdenciários, a conta bancária de 130 bilhões de euros será controlada pela “troica”, o grupo formado por Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e União Europeia.
A medida significa que o pagamento da dívida será feito antes que se cumpram os deveres com as contas nacionais, os salários de servidores públicos e as pensões dos aposentados. A liberação, a conta-gotas, dependerá da saúde financeira demonstrada pelo governo grego, que pode ter de aceitar a nomeação de um comissário estrangeiro com direito de veto em cada um de seus ministérios, em detalhes que serão conhecidos nos próximos dias.
Na segunda-feira (20), após treze horas de conversas, os representantes da União Europeia celebraram o acordo para o fechamento do pacote que, por ora, afasta o risco de que a Grécia deixe a zona do euro, processo que poderia levar à desintegração do bloco. A outra alternativa era a suspensão do pagamento da dívida, com possível declaração de moratória, e um efeito de contágio nos mercados europeus.
Os pacotes liberados até agora somam uma cifra próxima a 300 milhões de euros, ainda incapaz de recolocar a economia grega nos trilhos após quatro anos de recessão. Como tem insistido o governo brasileiro, a receita imposta pelo FMI e pela União Europeia às nações em crise levará a ainda mais problemas, já que aposta em um ciclo de corte de direitos sociais em troca de uma suposta melhora do caixa. Na visão de Dilma Rousseff, o remédio é equivocado, uma vez que abre mão do crescimento econômico, o que poderia levar a um aumento da arrecadação e abrir caminho para o pagamento das dívidas astronômicas.
Os líderes europeus têm preferido trabalhar com a perspectiva de um quadro de baixo crescimento, ou mesmo de recessão, durante alguns anos, acreditando que este é o caminho para voltar a equacionar a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB). Até 2020, os débitos gregos terão de baixar ao equivalente a 120% do PIB. O problema é saber qual será o tamanho da economia grega até lá, dado que o país não consegue sair da recessão.
Nos últimos meses, a exemplo de outras nações da região, explodiram na Grécia protestos de estudantes e trabalhadores contra as condições impostas pelo FMI. Na negociação do pacote anterior, o primeiro-ministro George Papandreou, que cogitou convocar a população a votar nos ajustes impostos externamente, foi obrigado a renunciar. Em seu lugar entrou Lucas Papademos, um quadro técnico nomeado por influência da União Europeia para conduzir o resgate da nação. Agora, porém, ele não parece ter a total confiança dos líderes do bloco, que preferem assegurar-se de que aplicarão os 130 bilhões de euros da maneira que desejam.
*Oterrordonordeste

Charge do Dia

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País que era o mais rico do mundo, E.U.A têm ‘Acampamentos da Miséria’ 

 


A BBC visitou nos Estados Unidos alguns acampamentos de sem-teto, cada vez mais numerosos no país desde o início da crise econômica que explodiu em 2008. Dados oficiais apontam que cerca de 47 milhões de americanos vivem abaixo da linha pobreza e este número vem aumentando. Atualmente há 13 milhões de desempregados, 3 milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito presidente, em 2008. Algumas estimativas calculam que cerca de 5 mil pessoas se viram obrigadas nos últimos anos a viver em barracas em acampamentos de sem-teto, que se espalharam por 55 cidades americanas. O maior deles é o de Pinella Hope, na Flórida, região mais conhecida por abrigar a Disney World. Uma entidade católica organiza o local e oferece alguns serviços aos habitantes, como máquinas de lavar roupa, computadores e telefones. Muitos acampamentos são organizados e fazem reuniões para distribuição de tarefas comunitárias. Para alguns com poucas perspectivas de encontrar trabalho, as barracas são habitações semi-permanentes.
 
Mofo
Várias destas pessoas tinham vidas confortáveis típicas de classe média até pouco tempo atrás. Agora deitam sobre travesseiros tão mofados quanto suas cobertas, em um inverno no qual as temperaturas baixam a muitos graus negativos. "Esfregamos literalmente nossos rostos no mofo toda noite na hora de dormir", diz Alana Gehringer, residente de um acampamento no Estado de Michigan, ao programa Panorama da BBC.
A crise leva milhares de sem-teto a passar inverno em barracas
 
O agrupamento de 30 barracas se formou em um bosque à beira de uma estrada, no limite do povoado de Ann Arbor. Não há banheiros, a eletricidade só está disponível na barraca comunitária onde os residentes se reúnem ao redor de uma estufa de madeira para espantar o frio. O gelo se acumula nos tetos das barracas e a chuva frequentemente as invade. Mesmo assim, cada vez pessoas querem morar ali. A polícia, hospitais e albergues públicos ligam com frequência perguntando se podem enviar pessoas ao acampamento. "Na noite passada, por exemplo, recebemos uma ligação dizendo que seis pessoas não tinham vaga no albergue. Recebemos de 9 a 10 telefonemas por noite", diz Brian Durance, um dos organizadores do acampamento. A realidade dos abrigados da Flórida e de Michigan é a mesma em vários lugares. Na segunda-feira, Obama revelou planos de aumentar os impostos sobre os mais ricos. "Queremos que todos tenham uma oportunidade justa." O presidente americano mencionou os que "lutam para entrar na classe média". Em Pinella´s Hope, em Arbor e em outros dezenas de locais no país, além dos que querem entrar na classe média, há os que foram expulsos dela pela crise e que desejam voltar.
Postado por: ByLorenzo                       -      Fonte: BBC 
*Guerrasilenciosa

Aborto - lição de hipocrisia


Por Jeferson Malaguti Soares *

Recém-empossada na Secretaria de Políticas para Mulheres, a ministra Eleonora Menicucci já entrou levando chumbo grosso da bancada dita evangélica - na verdade, protestante -, em face de seu conhecido posicionamento a respeito do aborto, em defesa da descriminalização da sua prática e da necessidade de a rede pública de saúde realizar, gratuitamente, o procedimento.

Quanta hipocrisia! Afinal, somos ou não somos um estado laico, como determina a Constituição Federal? E a mulheres que não acreditam em Deus, atéias, têm também que se submeter às regras vigentes? Ora, no país ocorre um sem número de abortos anualmente, em todo o território nacional, a maioria sem qualquer assepsia. Gastamos uma fortuna com atendimentos de urgência de meninas e adolescentes com sangramento grave depois de um aborto malsucedido, sem se falar nas mortes que ele causa.

Colocar uma criança no mundo sem as mínimas condições de ser educada e orientada, ou de sobreviver fora do crime, também não é uma forma de abortar uma vida? Quando começa a vida afinal? E quando ela começa a terminar? Na maioria dos casos de gravidez indesejada, assim que nasce, a criança já está fadada à morte prematura de sua dignidade e cidadania.

Enquanto a discussão não se define, ou o congresso não toma uma posição mais racional, as meninas continuam a interromper suas gravidezes indesejadas em clínicas clandestinas, ou com chás de ervas e citotecs vendidos livremente nas feiras livres pelo país afora.

Não é justo pensar numa mulher moderna que não possa decidir sobre o próprio corpo, e que é obrigada a manter uma gravidez que não deseja levar adiante. Talvez seja mais honesto interrompê-la. Se é certo ou errado, cabe a ela decidir. Afinal, o aborto em si já consiste numa dura punição. A sociedade, enquanto isso, finge desconhecer o problema, porque lhe é conveniente, além de ter medo de seus próprios dogmas e preconceitos. As igrejas, então, sequer discutem o assunto, que deveria ser debatido exaustivamente.

A mulher tem que ser ouvida de forma clara e desassombrada. Não se trata de ser ou não a favor da vida. Claro que somos todos defensores dela. Por isto devemos protegê-la e salvá-la em todos os estágios e não apenas, hipocritamente, numa barriga que não está ainda preparada para gerá-la. Legalizar o aborto não significa que ele vá se tornar uma prática comum e banal, mas é, antes de tudo, uma questão de cidadania e de cuidado para com o próximo.

Um dos nossos maiores compromissos com a vida é o de sermos corajosos para vivê-la e responsáveis para gerá-la. Os seres humanos são dotados de sentimentos e poder que lhes permitem superar obstáculos, mas também obstacular o caminho do outro. Desta forma, elege-se uma verdade como única, e quem não comungar com ela, automáticamente é considerado contra ela, recebendo tratamento como tal. Há que termos temperança, virtude que nos permite negociar o equilíbrio, preservando-se os valores e respeitando-se as diferenças.


*Jeferson Malaguti Soares é membro da Executiva do PCdoB em Ribeirão das Neves/MG e colaborador deste blog.
*Observadoressociais