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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, março 06, 2012

A mudança no modelo chinês

A China decidiu radicalizar a mudança do seu modelo econômico e dividir o bolo, isto é, focar mais no mercado interno como motor do desenvolvimento. Significa, de um lado, reduzir as expectativas de crescimento, baixando para 7,5% este ano – abaixo do número mágico de 8,5%.
É interessante comparar o modelo chinês com o Brasil Grande dos anos 70.
Em ambos os casos, eram governos autárquicos, com plenas condições de monitorar a economia, definir vencedores e impor as regras do jogo.
O Brasil dos anos 70 definiu o mercado externo como a grande mola do crescimento. Por outro lado, abandonou o mercado interno, contentando-se apenas com a nova classe média operária que surgia no bojo da nova industrialização. Foi quando surgiu a teoria do “bolo” – de crescer primeiro para dividir depois.
Quando sobreveio a crise internacional, a única âncora na qual a economia brasileira se apoiou foi na construção civil e no amplo endividamento público: não havia mercado interno capaz de cobrir a crise do modelo anterior.
Já a China há anos vem arrostando os limites de crescimento. Tem problemas enormes com o meio ambiente, com o abastecimento de água, com as disparidades regionais, com a tensão interna
O lado interessante do modelo chinês é a extrema competência do Partido Comunista, de extravasar as tensões internas de duas formas.
Uma, permitindo a alternância de linhas econômicas, tal e qual numa democracia ocidental – a um governo “neoliberal” sempre sucede um governo “populista”.
A segunda maneira é a de permitir canais de crítica a decisões do governo, desde que não se coloque como alvo o próprio Partido.
Na verdade, as etapas do desenvolvimento chinês – desde Mao – tem obedecido a uma racionalidade enorme, em que pese as loucuras da Revolução Cultural. Mao massificou os serviços sociais, especialmente educação e saúde, fornecendo apenas o básico, mas para uma população enorme.
Em cima dessa base inicial, os sucessores investiram em ensino técnico, superior e aprenderam os princípios capitalistas através de um processo gradativo de criar regiões especiais, em que se experimentassem as regras de mercado.
De início atraíram as grandes multinacionais devido ao câmbio super-desvalorizado e mão-de-obra de baixo custo. Mas o alvo de médio prazo sempre foi o mercado interno chinês.
À medida em que a foi sendo criada uma classe média quase ocidentalizada, a maneira de mantê-la sob controle foram as expectativas de melhoria de emprego e de salário.
Agora, o PC deu-se conta de que não bastaria o crescimento acelerado para o atendimento das demandas dessa enorme população. E passou a investir em serviços públicos e a descomprimir gradativamente as pesadas condições de trabalho em muitas regiões – que têm sido objeto de denúncias internacionais variadas.
Vai-se ter uma população com a renda crescendo, os hábitos de consumo modernizando-se.
A diferença do Brasil atual é que ambas as economias se basearão no seu mercado interno: mas apenas uma (a China) têm um parque industrial capaz de se beneficiar desse boom.
*Luis Nassif

Santander 'Fazendo acontecer' armas nucleares

 

A Campanha Internacional para Abolição de Armas Nucleares (ICAM) publicou Don’t Bank on the bomb um informativo denunciando quem investe em empresas vinculadas com a produção de armas nucleares. O Santander, o banco dos Neymares, do "Juntos fazendo acontecer" é um dos que financiam essas indústrias.

Esse mesmo Santander que Mauro Santayana denunciou em dois artigos, que você não deveria deixar de ler:

Dia 08 Dia Internacional da Mulher

http://mais.uol.com.br/view/ou9lwegafvyd/consciencia-e-revelacoes-0402193564C8C923E6?types=A&

Charge do Dia

https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/429277_336015793102791_100000831189969_830187_2039936576_n.jpghttp://glaucocortez.files.wordpress.com/2012/02/425730_326706834046752_100001223132449_1004278_6891365_n.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinbkyCfPF5PIAQ5koNZGEcau8tnupM8x08Kcp-XoyOcairVfgJvnyE-WrDig2E0bFQb72rnVLMAVuTZaSd2lwFOUYzPrdQJ_W88fZclIkJnLhJQI74F1aM_6LDLGe67Awj9iVkMf0WDd8/s1600/bessinha_1082.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCJaGRXan06OUkyPJVwY-9_iK8SPY9mQYEw-pozBOwlszXxORpTzPiGdowZeDiSmKzgqOL1roTKcQahQPNVxYvANuPdKF_zcYQzTz5CVgwP7nx73dyOTSL3Qr8FIWUzqCRsAvVwiFVlEzh/s1600/Netanyahu1.jpg

segunda-feira, março 05, 2012

O Grande mistérios dos círculos de cultura

Círculo de cultura

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Ir para: navegação , pesquisa
Um pé 780 (240 m) círculo de cultura na forma de um (de seis lados) de casal triskelion composta de 409 círculos. Leite Colina , Inglaterra, 2001
Um círculo de cultura é um padrão de tamanho considerável criado pelo achatamento de uma cultura , tais como trigo , cevada , centeio , milho , ou de colza . Círculos de cultura são também referidos como formações de culturas, porque não são sempre de forma circular. Enquanto os círculos exatos data começou a aparecer é desconhecida, os casos documentados aumentaram substancialmente desde a década de 1970 aos tempos atuais.

Deleite Villa Lobos

Intensa erupção solar envia partículas na direção da Terra

Imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa mostra no canto superior esquerdo uma região em intensa erupção. Foto: Nasa/Divulgação
Imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa mostra no canto superior esquerdo uma região em intensa erupção
Foto: Nasa/Divulgação


Uma forte erupção na superfície do Sol, somada com a temporada de tempestades, enviou ondas de plasma e partículas que alcançarão a Terra, conforme informou nesta segunda-feira o Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (SWPC). O SWPC, operado pelo Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos, indicou que o clarão foi de classe X1.1, o que significa que se trata de uma das mais poderosas das erupções solares. O fenômeno aconteceu à 1h13 desta segunda-feira.
A expectativa é de que a onda de plasma e partículas solares alcance a Terra em dois ou três dias. As erupções solares interferem no campo magnético da Terra e as ondas, que obrigaram a mudar a rota de alguns aviões comerciais que sobrevoavam os pólos, continuarão se intensificando, segundo os especialistas.
O Sol passa por ciclos regulares de atividade, que a cada 11 anos aproximadamente se intensificam e provocam tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra. Os especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que estas provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais, além de interferir nas comunicações.
Além disso, as redes de transmissão de eletricidade, as comunicações via rádio e os sistemas de satélites são afetados, mas a Nasa afirmou que os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) não correm perigo.
Em janeiro, os cientistas detectaram duas erupções no período de quatro dias seguidos por ondas com bilhões de toneladas de plasma viajando a cerca de 8 milhões de km/h. A onda causada pelo segundo dos dois clarões alcançou a Terra cerca de 34 horas depois da erupção, em vez dos dois ou mais dias que habitualmente esse deslocamento demora.
*Terra

nota do blog: Estudos tem mostrado que em média de 15 a 20 dias podem ocorrer terremotos ou tsunamis ou ainda erupções vulcânicas em varias partes do mundo. E isso se dá porque o sol interno da terra seu núcleo também reage as erupções solares.

Palestina em Charges Latuff

A ciclista e o motoboy 

 

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Somos seletivos no nosso sofrimento e mais dispostos a prantear o infortúnio de quem nos pareça igual.

Um ciclista atropelado na avenida Paulista nos enche de comiseração enquanto a morte de um jovem mensageiro, em sua motocicleta comprada a prestação, mal nos chama a atenção.

Dois casos acontecidos quase que simultaneamente nas ruas de São Paulo deixaram há poucos dias essa impressão. Um, a morte de uma jovem que rumava ao trabalho pela a avenida paulista em sua bicicleta. O outro, o acidente fatal de um rapaz sobre sua moto numa avenida menos conhecida da cidade chamada Cupecê.

O perecimento da moça foi noticiado nos telejornais do dia com referências carinhosas ao nome que a vítima teve em vida, Jú. No local em que se acidentou, uma multidão aglomerou-se sob chuva intensa para homenageá-la com uma simbólica bicicleta branca.

A morte do outro jovem não mereceu menção, exceto pela referência indireta do repórter que fazia sobrevoo de helicóptero naquela tarde para informar a situação do trânsito. No mesmo dia foram outros dois casos como o dele, em diferentes pontos da cidade. No mês, dizem as estatísticas, quase 70.

Não houve culpados em nenhuma das situações. Apenas a rotina da cidade que, nos interstícios do anonimato, engendra todos os dias fatalidades. Há sim causas responsáveis, que para a ciclista foi uma cidade cedida aos automóveis e para o motociclista o subemprego a que se condenam garotos sem escolas e paternidades precoces.

Embora sejam  de igual modo frágeis os corpos estraçalhados pela lógica perversa que organiza a cidade, a percepção seletiva que temos nós mesmos das suas vítimas, por simples identidade de classe, com frequência nos colocam mais perto das soluções fáceis das pistas exclusivas para bicicletas nas avenidas nobres, do que de esforços mais sérios para acabar com o morticínio de meninos submetidos `a exploração do trabalho e `a baixa instrução.
*Brasilquevai

Sky processa Luiz Carlos Barreto

 

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c6/Luiz_Carlos_Barreto.jpg/250px-Luiz_Carlos_Barreto.jpg



A Sky perdeu o limite porque nao quer cumprir a lei - processsa Luiz Carlos Barreto
A Sky está processando Luiz Carlos Barreto, 83, figura icone do cinema brasileiro. Segundo nota hoje no Ancelmo, no Globo, a audiência será agora no dia 12 em Sao Paulo. A empresa, que esperneia contra a lei que garante a cada 24 horas, 30 minutos de conteudo brasileiro, ficou incomodada com depoimento do cineasta no Senado em defesa da legislaçao. Barreto acusa a empresa de discriminar produtos audiovisuais locais.

NÓS SOMOS O POVO.

MANIFESTO "SE TIVERMOS FORÇA PARA IMPLANTAR ESSA REFORMA, ACREDITO QUE MUITO SERIA RESOLVIDO. É CLARO QUE OS POLÍTICOS NÃO FARÃO POR CONTA, MAS "TODO PODER EMANA DO POVO E AO POVO DEVE RETORNAR", NÓS SOMOS O POVO.


 Lei de Reforma do Congresso de 2012 (emenda da Constituição do Brasil)

1. O congressista receberá salario somente durante o mandato. E não terá direito a aposentadoria diferenciada em decorrência do mandato.
 2. O Congresso contribui para o INSS. Todo o fundo (passado, presente e futuro) atual no fundo de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congressista participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.
 3. Congressista deve pagar para seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
 4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário, que será objeto de plebiscito. 
 5. Congressista perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde como o povo brasileiro. 
 6. Congressista está sujeito às mesmas leis que o povo brasileiro.
 7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.
 8. Todos os votos serão obrigatoriamente abertos, permitindo que os eleitores fiscalizem o real desempenho dos congressistas. 

 SE VOCÊ É UM BRASILEIRO QUE LUTA E TRABALHA COMPARTILHE E QUEM SABE NÃO CONSEGUIMOS. A hora para esta emenda na Constituição é AGORA. É ASSIM QUE NÓS PODEMOS CONSERTAR O CONGRESSO. Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO.
*GuidoCaratori

'Mão grande' na Russia - Ativistas denunciam 'carrossel' de fraude eleitoral pró-Putin

http://clubs.calvin.edu/chimes/issue_images/106/14/a%20RussianElectionsRGB.jpg
Fraaaude!

THOMAS GROVE - REUTERS
Dias antes da eleição presidencial russa, Sergei Smirnov recebeu um telefonema de um homem que se identificou como Mikhail e lhe fez uma proposta: votar quatro vezes em Vladimir Putin em troca de 2.000 rublos (70 dólares).
A quantia foi prometida a dezenas de jovens que se reuniram no domingo em frente a uma popular lanchonete da periferia de Moscou, esperando para serem levados a várias seções eleitorais na província que envolve a capital.
http://assets4.bigthink.com/system/idea_thumbnails/42766/headline/Russian%20Ballot%20Box.jpg?1330722468
Smirnov, que é jornalista, disse que ficou sabendo desse grupo semanas antes da eleição, por intermédio de um amigo. Mikhail, a quem ele conheceu pessoalmente no domingo de manhã na estação de metrô Yugo-Zapadnaya (sudoeste), lhe passou as instruções finais.
http://en.rian.ru/images/17033/91/170339180.jpg
"Ele disse que deveríamos votar em Vladimir Putin, fotografar a cédula, e lhe mandar a foto por telefone", disse Smirnov.
http://rt.com/files/news/presidential-elections-moscow-protests-835/petersburg-protests-fraud-election.n.jpg
O jornalista é um dos vários ativistas que se infiltraram num "carrossel" de eleitores, como os russos chamam as pessoas que depositam votos em várias seções eleitorais, usando documentos reservados para eleitores em trânsito.
http://en.rian.ru/images/16933/72/169337292.jpg
É uma prática que, segundo críticos, tem turbinado os candidatos governistas desde que Putin foi eleito presidente pela primeira vez, em 2000. 
http://www.mirror.co.uk/incoming/article187803.ece/ALTERNATES/s615/demonstration-against-recent-parliamentary-election-results-in-moscow-pic-reuters-846788603.jpg
A prática teria sido usada inclusive na eleição parlamentar de dezembro de 2011, na qual suspeitas de fraude motivaram os maiores protestos contra Putin em seus 12 anos de hegemonia política.
http://www.foreignpolicy.com/files/images/russia1_1.jpg
Políticos de oposição disseram que a fraude voltou a se repetir no domingo, quando Putin foi eleito com mais de 60 por cento dos votos para mais um mandato presidencial de seis anos.
http://ei.marketwatch.com/Multimedia/2012/02/14/Photos/MG/MW-AP532_russia_20120214123502_MG.jpg?uuid=4cd071e6-5732-11e1-9092-002128040cf6
"Ninguém esperava esses carrosséis ... É um completo descaramento", disse o ativista Alexei Navalny , 
http://www.theworld.org/wp-content/uploads/Navalny-wiki-300.jpg
Alexei Navalny: a boca do trombone

um dos líderes dos grandes protestos programados para a segunda-feira em Moscou e outras cidades.
http://ww3.hdnux.com/photos/11/55/71/2547294/3/628x471.jpg
Navalny, que mobilizou observadores nas seções eleitorais, disse que passou o domingo todo recebendo relatos de possíveis violações.
http://nationalpostnews.files.wordpress.com/2012/03/russia-elections-1.jpg?w=620
Putin, o novo Czar?

Acusado pelas acusações de fraude na eleição parlamentar, Putin (atualmente primeiro-ministro) determinou a instalação de milhares de câmeras nas seções eleitorais da votação presidencial, e num discurso de vitória afirmou que o pleito foi "uma luta aberta e honesta".
http://www.bloomberg.com/image/ipsQN6RiIsY8.jpg
Mas críticos dizem que houve muitos casos de fraude como o "carrossel" que Smirnov encontrou.

A Golos, entidade que reúne observadores independentes, disse ter recebido mais de 3.500 relatos de possíveis violações em nível nacional.


(Reportagem adicional de Alissa De Carbonnel) 
*MilitânciaViva 

Femen invade local onde Putin votou

 
«O movimento feminino ucraniano FEMEN, cujas jovens são conhecidas pelas suas extravagantes manifestações de protesto, entraram hoje em protesto no edifício da Academia das Ciências da Rússia onde votou o candidato Vladimir Putin.» [DN]
Parecer:
E não invadiram a sala o onde Passos votou para a sua reeleição com muitos mais votos do que o Putin.
*Jumento

A visão geo-estratégica de Bo

Obama e o conselheiro estratégico
Obama, o simpático Obama. Quantas esperanças da altura da sua eleição, alguém se lembra?
Pois.

Cá está o simpático Obama, na véspera das novas eleições presidenciais: uma longa entrevista, a mais comprida após a eclosão da crise com o Irão. Porque Obama, tal como o cão dele, o português Bo (ou será "Boh?"), não esquece do Islão. Nunca.

Quando Barack Obama falou na Universidade do Cairo pronunciou a histórica frase: O Islão é uma parte da América. O que é verdade, tal como a lebre faz parte da caça.
Hoje, após as derrotas do Iraque e do Afeganistão, a intervenção da Nato na Líbia, a guerra civil que irrompeu na Síria, as decepções da Primavera Árabe, a iminência dum ataque contra o Irão, Obama reafirma: o Islão faz parte da América. E também de israel. Reafirma isso poucos dias antes de encontrar o AIPAC, a mais importante lobby judia dos Estados Unidos e da reunião com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

A entrevista, recolhida pelo jornalista Jeff Goldberg nas páginas da revista Atlantic, é explicita: a aliança entre Washington e Tel-Avive não pode ser posta em causa, os objectivos são comuns.

O facto é que fizemos um óptimo trabalho com israel nos últimos três anos, eu acho que o primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu, ndt] e o ministro da Defesa [Ehud Barak, ndt] reconhecem que nunca tivemos uma cooperação. militar e de intelligence tão próxima como a actual.
Quando olharmos para o que eu fiz no âmbito da segurança de israel, os exercícios os treinos conjuntos que vai além de qualquer coisa que já fizemos no passado, o apoio financeiro e operacional no Programa Iron Dome [o sistema famoso anti-míssil israelita, ndt], que garante que as famílias israelitas sejam menos vulneráveis ​​aos ataques dos foguetes, o facto de que temos assegurado a superioridade militar de israel, a luta em favor da legitimação de israel, tanto no Conselho dos Direitos Humanos quanto na Assembleia Geral da ONU, no caso do relatório Goldstone [o relatório da ONU que condena duramente as violações israelitas durante o ataque contra a Faixa de Gaza na Operação Chumbo Fundido, em Dezembro de 2008], bem como após o incidente [freedom] flotilha, a verdade é que a relação com israel tem funcionado muito bem.
Olé.
Assegurar uma desproporcionada superioridade militar de israel na região, encobrir os crimes israelitas da Operação Chumbo Fundido, lutar contra o reconhecimento da Palestina na Assembleia das Nações Unidas, ajudar no boicote ao fornecimento de géneros de primeira necessidade para a Faixa de Gaza: tudo isso, que uma pessoa normal tenderia a esconder com uma certa vergonha, no caso do simpático Obama são "pontos fortes" da colaboração com israel.

A reivindicação dessa relação especial é explicitamente ligada pelo Presidente à dura controvérsia que os candidatos republicano, seus adversários nas eleições presidenciais de Novembro, têm levantado sobre a questão do Irão, acusando Obama de não ser suficientemente pró-Israel.
Neste ponto, Obama é muito claro, tão claro ao ponto de reconhecer a enorme influência da lobby israelita na campanha presidencial dos EUA:
Não existem razões válidas para duvidar de mim sobre este ponto [isso é, a segurança de israel] . Em parte, a questão tem a ver com o facto de que no nosso País e nos nossos media, o assunto se tornar inteiramente político. Acho que isso não é um segredo. Se existir um grupo político que quer criar tensão não entre os EUA e israel, mas entre Barack Obama e os votos dos judeus americanos, que historicamente sempre foram muito influentes na candidatura dele, então torna-se útil tentar criar dúvidas e levantar questões.
É, portanto, neste contexto eleitoral que devemos colocar a posição da administração Obama sobre o Irão, directamente influenciada pela necessidade de interceptar o total apoio da lobby judia que apoia Israel e exerce pressão directa sobre a política externa de Washington, e não apenas acerca das questões do Médio Oriente.

O presidente dos EUA reitera a própria determinação no uso da força militar como uma das quatro opções que compõem a estratégia norte-americana, juntamente com a política, económica e diplomática. As razões são bem conhecidas: o risco duma proliferação nuclear na região (as 2-300 ogivas nucleares de israel não contam, aliás, são ogivas bem democráticas), o perigo de que não bem identificados "terroristas" possam fazer uso de armas nucleares (lembramos que até hoje o único a utilizar tais armas contra civis foi o exército dos Estados Unidos), a postura do Irão contra a existência de Estado de israel.

A questão iraniana, afirma o simpático Obama, não diz respeito apenas a segurança do Estado judeu, mas também aos interesses estratégicos dos Estados Unidos:
Portanto, quando digo que nenhuma opção está excluída, quero dizer apenas que vamos continuar a exercer uma pressão até quando o Irão adoptar uma linha diferente.
E quando o repórter pergunta a opinião do presidente acerca da possibilidade de israel atacar o Irão? O sentido da resposta nem é demasiado disfarçado:
Acho que, instintivamente, nos Estados Unidos simpatizemos para israel.
Portanto, não surpreende a conexão que Obama estabelece entre a crise do regime de Assad na Síria e a necessidade de mudar o curso político do Irão: a queda do regime de Assad é crucial, pois seria uma "grande perda para o Irão".

Bastante claro, não é?


Ipse dixit.
*InformaçãoIncorreta

A reencarnação de José Serra

Por Maurício Dias, na CartaCapital:

A morte humana é constatável por diagnóstico técnico. A morte política, no entanto, é impossível de ser diagnosticada.

Falhou num veredicto desses, por exemplo, o deputado ACM Neto. Após a derrota de José Serra, em 2010, não se sabe se por informações sopradas por alguma ialorixá baiana, ele afirmou que Aécio Neves passaria a ser então, “o grande líder da oposição”.

Certo é que o ex-governador paulista, dado por muitos como um morto político, reencarnou e se apresentou, com força e vivacidade, como candidato postulante à prefeitura de São Paulo.

Serra animou um cenário político, de certa forma, chocho.

Embora com os olhos marejados e expressão de decepção, o candidato tucano derrotado na disputa para a Presidência deu muitos recados na despedida. Não deu um “adeus”, mas um “até logo”, e afirmou: “Nós estamos apenas começando”.

Serra é um dos nomes certos no, muito provável, segundo turno da eleição de outubro. Contra ele estará Fernando Haddad (PT) ou Gabriel Chalita (PMDB).

O candidato tucano encarna o majoritário espírito do eleitorado paulistano: antipetista e conservador. A prova mais recente de que a capital é, essencialmente, uma fortaleza tucana está nos resultados das eleições presidenciais de 2010. Ele venceu Dilma no primeiro turno com 40,33% dos votos. Ela obteve 38,14%, com o apoio e prestígio do presidente Lula. No segundo turno, o tucano ganhou mais votos. Teve 53,64% contra 46,6% da petista. O tucano cresceu 13 pontos e a petista 8 pontos somente.

Pesquisas que avaliam a qualificação dos candidatos diante dos eleitores mostram que os paulistas absorveram a imagem trabalhada para Serra: eles o consideram “o mais inteligente”, “o mais preparado” e por aí afora. Mas também o rejeitam por pensar “mais em Brasília do que em São Paulo” e por ter interrompido o mandato de prefeito. Daí nasce a rejeição de 32% medida por pesquisa recente do Datafolha.

Essa é uma das razões pela qual Serra vai evitar que a eleição seja nacionalizada. A outra é que esbarraria na popularidade da presidenta Dilma.

O antipetismo de Serra apoia-se em doses medidas de convicção e cálculo eleitoral, mas também no combate interno do PSDB. Ele marca a distância da oposição moderada exercitada por Aécio Neves. São apostas diferentes no caminho da oposição que pretende tirar o PT mais rápido do poder.
Mais:

Demóstenes, herói de Reinaldo Azevedo e amigão do bicheiro Carlos Cachoeira

Demóstenes já foi herói de Reinaldo Azevedo

Amigão do bicheiro Carlos Cachoeira, o senador moralista do DEM era uma das fontes principais do blogueiro mais radical da imprensa brasileira; além disso, pasmem, Demóstenes também defendia uma CPI para investigar os bingos no Brasil; só rindo

247 – É triste o fim do senador Demóstenes Torres (DEM/GO), amigo do peito do mafioso Carlos Cachoeira. Afinal, como ensina a sabedoria, perdoa-se o pecador; o pregador, jamais. Demóstenes Torres sempre foi um pregador moral no Congresso, pronto a atacar qualquer desvio da base aliada. Assim, ele se tornou fonte preferencial de boa parte daquilo que se convencionou chamar de PIG, o Partido da Imprensa Golpista, cujo representante mais célebre é o jornalista Reinaldo Azevedo.
Pois Demóstenes sempre foi um dos grandes heróis do blogueiro da revista Veja. Num post recente, Reinaldo exaltou “a coragem de Demóstenes”. E deu como subtítulo o texto “Por uma direita democrática, por mais rigor penal, contra as contas raciais e NÃO à descriminação das drogas”.
Só rindo. O amigo do bicheiro defendia mais rigor penal e combatia a liberação das drogas. Eis o que escreveu Reinaldo Azevedo sobre seu herói:
“Admiro a sua atuação política, como sabem os leitores deste blog. Nem sempre concordo com ele, é fato. Mas sempre lhe reconheço a argumentação consistente e corajosa. Está entre as pouquíssimas vozes do Congresso que dizem o que pensam com clareza, sem temer os “aiatolás” de causas privadas tornadas autoridades públicas. Demóstenes afirma, e eu concordo plenamente, que um dos males do país são as oposições, muitas vezes, querem se parecer com o governo. Defende, entre outras tantas, algumas das boas causas: maior rigor penal contra o crime, fim das cotas raciais e um “não” peremptório à descriminação das drogas.”
Abaixo, alguns trechos da entrevista citada à Veja:
http://brasil247.com/pt/247/midiatech/45562/Demóstenes-já-foi-herói-de-Reinaldo-Azevedo.htm



DEMÓSTENES TORRES: Falso moralista é desmascarado

As ligações de Carlinhos Cachoeira com políticos
Operação da PF mostra relações com o governador de Goiás e deputados federais. O empresário de jogos também deu ao senador Demóstenes Torres um fogão e uma geladeira como presentes de casamento
ANDREI MEIRELES E MARCELO ROCHA
Na quarta-feira (29), a Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Carlo, com a prisão do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e dezenas de policiais civis e militares, acusados de envolvimento na exploração ilegal de máquinas caça-níqueis em Goiás e na periferia de Brasília. Foram presos também dois delegados da Polícia Federal e o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. Cachoeira e Dadá foram personagens de alguns dos principais escândalos políticos, como o Caso Waldomiro Diniz.
Mais:
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"Fala, professor, melhorou?"

Era assim que o senador moralista Demóstenes Torres (DEM/GO) se dirigia ao mafioso Carlinhos Cachoeira nas conversas telefônicas grampeadas pela PF; entre fevereiro e agosto de 2011, foram 298 ligações, mais de uma por dia; inquérito já foi encaminhado ao STF; e agora, Demóstenes?

04 de Março de 2012 às 20:54
247 – Dias piores virão para o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). Catão da República e amigo do peito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está detido num presídio de segurança máxima em Mossoró (RN), acusado de comandar um esquema de jogos ilegais e fraudes em licitações, com fortes ramificações no governo goiano, do tucano Marconi Perillo, Demóstenes pode se transformar em réu no Supremo Tribunal Federal.
Mais:

Assessor da Presidência chama Valcke de ‘vagabundo’

 


HANNOVER, Alemanha - O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, chamou neste domingo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de “vagabundo” por ter dito que o Brasil não estava organizando a Copa do Mundo como deveria e, por isso, merecia um “pontapé no traseiro”.

- O interlocutor (da Fifa) já está riscado. Esse cara é um vagabundo! - reagiu, pouco depois de chegar a Hannover, na Alemanha, na comitiva da presidente Dilma Rousseff.

Garcia disse que a presidente não discutiu isso à caminho da Alemanha:

- Imagina! A presidente tem coisas melhores para se irritar do que com os comentários de um boquirroto.

Garcia se mostrou particularmente irritado com a linguagem que Valcke usou e disse que não acredita que ele estivesse falando em nome da Fifa:

- Não me parece que bunda seja uma palavra diplomática, mesmo se traduzir como traseiro…

Ele disse que Valcke “mordeu a língua”:

- É um boquirroto. Ele não criou um problema para nós: criou um problema para a Fifa.

Garcia aproveitou para alfinetar Valcke como francês:

- Para aí: os franceses nunca se deram bem no colonialismo no Brasil...

Quanto ao mérito da crítica, o assessor especial da presidência disse que o Brasil vai ter o mesmo ritmo dos europeus e vai fazer (as obras necessárias) “do nosso jeito”.
*Brasilmostraatuacara

Charge do Dia

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Marco Aurélio Garcia a Jérôme Valcke: "VAGABUNDO!"

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Este cartoon foi publicado no site www.chargeonline.com.br e a propósito da nomeação de um senador e bispo da IURD (Marcelo Crivela) como ministro das pescas. Um novo ministério criado para acomodar mais um membro de um partido que apoia o governo. (Enviado à AAP por Tulio Machado)
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Dilma protegerá Brasil
de guerra cambial

"Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger", disse Dilma - Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Saiu no G1:

Brasil tomará medidas para se proteger da guerra cambial, diz Dilma


Ela voltou a criticar política de países desenvolvidos para estancar crise. Dilma se reúne nesta segunda (5) com chanceler alemã, Angela Merkel.


Em visita à Alemanha, a presidente Dilma Rousseff voltou a criticar nesta segunda-feira (5) a “política monetária expansionista” dos países desenvolvidos e disse que a “massa monetária” produzida gera “bolha” e “especulação”. Ela disse que Brasil tomará “todas as medidas” para se proteger.


“Eu reconheço que [a política cambial] é um mecanismo de defesa, mas você ganha tempo só. O que o Brasil quer mostrar é que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado que é o câmbio, uma forma artificial de proteção do mercado. [...] Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger”, afirmou a presidente a jornalistas em Hannover, no lobby do hotel Luisenhof.


Perguntada sobre quais medidas poderiam ser tomadas, ela citou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras de (IOF), anunciado na semana passada, para reduzir a entrada de dólares no país.


A presidente voltou a afirmar também que as políticas cambiais geram um efeito “extremamente nocivo” sobre as economias emergentes, como o Brasil, ao “desvalorizar de forma artificial as moedas”.


“Eu acho que uma coisa importante é que os países desenvolvidos não só façam políticas expansionistas monetárias, mas façam políticas de expansão do investimento. Porque o investimento não só melhora a demanda interna, mas abre também a demanda externa para os nossos produtos.”


Ainda nesta segunda, Dilma se encontra com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O tema do encontro será a crise financeira internacional. Conforme a agenda oficial da presidente, ela participa às 18h do horário local (14h de Brasília) da cerimônia de abertura da Feira Internacional das Tecnologias da Informação e das Comunicações, a Cebit. Na sequência, vai a jantar oferecido por Merkel e depois tem um encontro privado com a chanceler.


Tsunami monetário

Na semana passada, Dilma classificou de “tsunami monetário” provocado pelos países ricos a política monetária que prejudica a indústria. De acordo com o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, a presidente deverá conduzir a conversa com a chanceler alemã “no mesmo tom” em que vem se manifestando em relação à crise.


Nesta sexta-feira (2), Merkel chegou a dizer que entende as críticas feitas por Dilma. “De certa maneira, eu entendo as dúvidas dela. É por isso que vou tentar dizer a ela que planejamos perseguir reformas desta vez, que nós certamente não vamos adotar medidas semelhantes de novo”, declarou.

*PHA