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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, março 07, 2012

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"Brasil tem a menor desigualdade da história

Hoje, no lançamento da pesquisa “De volta para o país do futuro”, o economista Marcelo Néri, anunciou que, segundo os dados do IBGE, o Brasil atingiu o menor íncide de desigualdade de sua história. Os números preeliminares indicam que o índice de Gini do paísa atingiu 0,519 – quanto mais baixo, numa escala de zero a um, mais igualdade – atingindo um número 3,3% menor que o piso histórico, de 1960.
Emnbora continuemos a ser um dos países mais desiguais do mundo, o economista classificou de “espetacular” a queda obtida desde os 0,5957 de 2001 e afirmou que “a renda dos 50% mais pobres cresceu 68% em 10 anos e a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%, ou seja, a renda dos 50% mais pobres está crescendo seis vezes mais rápido do que a renda dos 10% mais ricos em uma década”.
Néri chamou de “milagre chinês” o crescimento da renda dos mais pobres, e estimou que a pobreza caiu 7,5% entre 2002 e 2008,  aumentou 2,1% com a crise de 2009 e voltou a cair fortemente em 2010 (-8,8%) e em 2011 (-11,7%).
E os números sobrfe os quais a FGV trabalhou, esclareça-se, ainda não captam os efeitos do aumento do salário-mínimo em janeiro.
*Tijolaço

Grécia privatiza ilha. E o Parthenon?

Por Altamiro Borges



Daqui a pouco, não restará mais nada na Grécia dizimada e humilhada pelos banqueiros. Até o Parthenon será colocado à venda pelo premiê Lucas Papademos, ex-serviçal da agência rentista Goldman Sachs. Nesta semana, o seu governo – que foi imposto e não eleito – anunciou a “concessão” por até cem anos de uma área de 500 mil metros quadrados no norte da ilha de Corfu.

Os criminosos e a política

 

 

Por Mauro Santayana *

A Operação Montecarlo da Polícia Federal, de acordo com as informações divulgadas, está revelando constrangedoras ligações entre o crime organizado em Goiás, no Distrito Federal e personalidades políticas importantes daquele estado.

Um senador da República, das figuras mais respeitáveis na defesa de suas posições conservadoras e no exercício da oposição, revela ter recebido, do explorador de jogos proibidos, Carlos Cachoeira uma cozinha completa como presente de casamento. Com toda a tranqüilidade, segundo os jornais, o senador Demóstenes Torres explica que é amigo há muito tempo do contraventor, e que estava convencido de que ele se havia regenerado. Sabendo-se, como se sabe, que o mesmo explorador de jogos proibidos fora envolvido em rumoroso caso de suborno - a fim de obter vantagens na exploração da Loteria do Estado do Rio de Janeiro- é estranha essa declaração aparentemente ingênua do senador goiano.

A prisão de Carlos Cachoeira e dos demais envolvidos na exploração de caça-níqueis e do jogo do bicho em Goiás e no Distrito Federal (muitos deles policiais) coincidiu com a sua condenação e a de Waldomiro Diniz, pela justiça do Rio de Janeiro, a 12 anos de prisão. Assim, pouca dúvida pode restar de que o “empresário” goiano não é um empresário que atua dentro das normas da lei. O jogo de azar é uma atividade proibida no Brasil, desde o governo Dutra. Se ele é tolerado por alguns governos estaduais, essa tolerância é também passível de punição, porque se trata de uma cumplicidade criminosa.

As ligações entre a política e o crime organizado não são uma exclusividade de nosso tempo e de nossa geografia. Isso não significa que devamos aceita-las como uma contingência da vida social. Provavelmente nunca conseguiremos ter uma sociedade sem criminalidade, mas devemos combater o crime, assim como combatemos as endemias e as pestes epidêmicas, ainda que provavelmente jamais consigamos extinguir todas elas.

A prisão dos implicados, a pedido do Ministério Público, pela Polícia Federal, é mais uma operação que nos traz esperanças. A faculdade de investigar os crimes pelo Ministério Público não pode, nem deve, ser limitada, como desejam os delegados de polícia. Nenhuma corporação pode atuar com exclusividade, sem que se submeta ao controle de outras. É assim que a cidadania apoiou a decisão do STF que assegura os poderes do Conselho Nacional de Justiça, bem como a decisão de há quase 3 anos, do mesmo STF, de que o Ministério Público, pode, sim, se considerar necessário, investigar, sobretudo quando os suspeitos são policiais – conforme o relatório e voto da Ministra Ellen Gracie, aprovado por unanimidade pela Segunda Turma do mais alto tribunal.

Por outro lado, cabe registrar que, não obstante incidentes envolvendo alguns de seus membros, a Polícia Federal já se consolidou como uma instituição republicana, a serviço da Justiça. Foi assim que o delegado Protógenes Queiroz, nisso autorizado pelo juiz Fausto de Sanctis, reuniu provas suficientes para levar à Justiça o banqueiro Daniel Dantas e seus cúmplices. Infelizmente, o poder do banqueiro baiano é de tal natureza, que virou a justiça pelo avesso, conseguindo safar-se do juiz de Sanctis e do delegado Protógenes Queiroz - hoje deputado federal.

Não há, como sabemos, e infelizmente, partido político brasileiro que esteja imune à presença de corruptos e concussionários em seus quadros. Isso leva a cidadania a exigir, e a ter a esperança, de que órgãos como o Ministério Público, e a Polícia Federal, possam trabalhar com tranqüilidade e rigor, dentro da liberdade que lhes assegurou a justiça, dentro das leis - no caso Satyagraha - a fim de que as investigações reúnam as provas necessárias à punição dos culpados. E que a Justiça venha a fazer realmente justiça.


* Mauro Santayana é um dos mais renomados e respeitados jornalistas do país.

Fonte:www.maurosantayana.com
*Observadoressociais

   

BRASIL PASSA A INGLATERRA E AGORA E O 6º PIB MUNDIAL


 http://www.theargus.co.uk/resources/images/986919/?type=gallery
“Pela primeira vez na história um país sul-americano produz mais riqueza do que o Reino Unido; previsão do FMI vai sendo confirmada por diferentes institutos europeus; os gringos ainda não digeriram bem a notícia...
http://www.theargus.co.uk/resources/images/986919/?type=gallery
Como os britânicos não se abalam fácil, continuam firmes a demonstrar forte entusiasmo e otimismo com os rumos da economia continental nas ruas da velha Londres
A notícia foi chegando aos poucos, de fora para dentro. Circulou, primeiro, na Europa, onde os cálculos sobre o crescimento das economias nacionais são feitos por diferentes institutos oficiais e privados. Na Inglaterra, o Centro para a Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR) registrou nesta terça-feira 6 que a economia brasileira produziu mais riqueza, no ano passado, do que a do Reino Unido, configurando a primeira vez na história em que um país sul-americano superou a economia britânica. Previsão neste sentido já havia sido feita pelo Fundo Monetário Internacional.

Abaixo, texto a respeito produzido no escritório da BBC em Brasília. Dá para perceber que os ingleses ainda não digeriram muito bem essa ultrapassagem:
João Fellet, da BBC Brasil, em Brasília - O crescimento de 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2011, anunciado nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), confirmou uma previsão feita por analistas recentemente: de que no ano passado a economia brasileira ultrapassaria a britânica e se tornaria a sexta maior do mundo. No entanto, a ultrapassagem ocorreu por margem menor que a esperada.
 http://img.metro.co.uk/i/pix/2012/02/21/article-1329841710251-11D59ED9000005DC-853665_466x310.jpg
Segundo cálculo do Centro para a Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR), um instituto britânico, o PIB brasileiro alcançou US$ 2,469 trilhões (cerca de R$ 4 trilhões) em 2011, ante US$ 2,420 trilhões do britânico.
"A diferença foi menor do que havíamos previsto antes. A economia brasileira tropeçou, mas a economia do Reino Unido foi ainda pior no ano passado, então não foi o suficiente para mudar o cenário", diz o analista Tim Ohlenberg, do CEBR.”


 Brasil 247 
*MilitânciaViva

Apollo 18 - A Missão Proibida - 2011



















SINOPSE
Oficialmente, a Apollo 17, lançada em 17 de dezembro de 1972, foi a última missão à Lua divulgada. Mas, um ano depois, dois astronautas americanos foram enviados para lá em uma missão secreta, financiada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O que você está prestes a ver são imagens reais que eles fizeram durante a missão Apollo 18. Enquanto a NASA nega a sua autenticidade, outros acreditam que essa foi a verdadeira razão para o Homem nunca ter voltado à Lua.

DADOS DO ARQUIVO
Diretor: Gonzalo López-Gallego
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 86 min.
Qualidade: DVDRip/Bluray
Tamanho: 700 MB/4400 MB
Servidor: Torrent

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Dvdrip
Parte única

Bluray
Parte única

Postado por Bukowski
*laranjapsicodélica

Dilma é uma das mulheres 'que abalaram o mundo'

Dilma é uma das mulheres 'que abalaram o mundo'

Foto: Divulgação

PRESIDENTE E A GRAFITEIRA PANMELA CASTRO SÃO AS DUAS ÚNICAS BRASILEIRAS QUE APARECEM NO RANKING MUNDIAL CRIADO PELA REVISTA AMERICANA NEWSWEEK, AO LADO DE ANGELA MERKEL, CHRISTINE LAGARDE E OPRAH WINFREY


247 com agências internacionais - A presidente Dilma Rousseff e a grafiteira carioca Panmela Castro são as representantes brasileiras que figuram na lista das '150 mulheres que abalaram o mundo', publicada nesta terça-feira pela revista americana Newsweek. "De Detroit (EUA) até Cabul (Afeganistão), essas mulheres estão fazendo com que suas vozes sejam escutadas", descreveu a publicação sobre as governantes, atletas, jornalistas e ativistas que compõem o seleto grupo.

Lei da Copa avança com bebida e meia-entrada

Comissão aprova texto da Lei Geral da Copa com permissão para venda e consumo de bebidas alcoólicas durante os jogos, apesar da proibição do Estatuto do Torcedor; projeto será votado no plenário da Câmara  em 07-03-2012.

Agência Brasil – O texto da Lei Geral da Copa prevê que durante os jogos da Copa do Mundo e da Copa das Confederações será permitida venda e o consumo de bebidas alcoólicas. A Lei Geral da Copa será votada no plenário da Câmara amanhã (7).
O texto foi aprovado hoje (6) na comissão especial criada para analisar o projeto de lei. Atualmente, o Estatuto do Torcedor proíbe o uso de álcool pelos torcedores por causa dos constantes episódios de violência nos eventos esportivos.
A retirara da lei da permissão para a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos das duas copas foi o destaque que causou mais polêmica. Essa emenda proposta pelo PPS foi rejeitada pela maioria dos integrantes da comissão.
Para que a aprovação do projeto de Lei Geral da Copa ocorra sem maiores sobressaltos para o governo, a comissão especial analisou dez destaques que pretendiam alterar o texto. No entanto, só um deles foi aprovado. A emenda trata das regras para retransmissão de imagens dos jogos, entrevistas e outros eventos relacionados à competição.
Além da questão da bebida alcoólica, também ficou resolvido o impasse acerca dos ingressos que serão vendidos em meia entrada. “A meia-entrada está garantida para os idosos em todas as categorias e para os estudantes na categoria 4. Os estudantes têm um pleito de estender para a categoria 3, mas eu não consegui isso com a Fifa [Federação Internacional de Futebol]. A Fifa alega que não assumiu esse compromisso com o Brasil e que não tem essa responsabilidade”, explicou o relator Vicente Cândido.
Os 300 mil ingressos da categoria 4 são os destinados preferencialmente para idosos e estudantes. Eles terão preço de US$ 50 e poderão ser adquiridos por US$ 25. Os ingressos da categoria 3 serão um pouco mais caros e não haverá reservas deles para nenhum grupo.
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), está confiante que o texto definido pela comissão será aprovado em plenário sem problemas. Na opinião dele, o desconforto provocado pelas declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não causará distúrbios na votação. “Isso não interfere no processo legislativo”, declarou Vaccarezza.
Mais cedo, os líderes da base aliada haviam decidido em reunião com o presidente da comissão, deputado Renan Filho (PMDB-AL) e com o relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), que o projeto ocuparia o espaço deixado pelo Código Florestal, cuja votação ficou para a próxima semana.

A Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro

Por lucianohortencio
Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro
NORDESTE - SINFONIA COM SOLO DE PIANO 
Compositor: BAPTISTA SIQUEIRA
Sinfonia para piano e orquestra - introdução e 1º movimento 
Sinfonia para piano e orquestra - modinha 
Sinfonia para piano e orquestra - côco cajueiro

Regente: Henrique Morelenbaum
Solista: Murillo Santos

Crescimento e juros baixos, os pecados

As manchetes dos jornais de hoje produzem uma estranha simbiose entre o óbvio e o absurdo.
“PIB fraco impulsiona queda de juros”, proclama a Folha, no mesmo diapasão dos grandes jornais.
E diz que isso “aumenta a pressão” para que o Banco central promova um corte maior nas taxas de juros, a fim de garantir uma recuperação da velocidade de expansão da economia.
Ora, que o Banco Central se preocupe – não circunstancial, mas permanentemente – com a expansão da economia é o óbvio ululante. Não o BC brasileiro, mas qualquer autoridade monetária, em qualquer país do mundo.
Europa e Estados Unidos, a primeira com injeções maciças de dinheiro no sistema bancário e e segundo com as duas etapas do gigantesco “quantitative easing”, uma troca de papéis do Tesouro americano que  produz o mesmo efeito, não fazem o mesmo todo santo dia?
E olhe que, ao contrário de cá, lá não há sinais expressivos de queda da inflação. A inflação na Zona do Euro, cuja meta é ficar abaixo de 2%, está em 2,7%, depois de ter batido os 3% ano passado. Nos EUA, onde o Federal Reserve finalmente resolveu-se a formalizar a meta de inflação, para os mesmos 2% máximos aceitáveis, a alta de preços supera os 2,9%.
Portanto, embora a missão dos bancos centrais, como autoridades monetárias, seja a de serem os guardiões das moedas nacionais – ou supranacionais, como o Euro – , não os descola jamais da ideia de induzir o crescimento da atividade econômica, sempre que, é claro, sua velocidade não esteja provocando situações de excessiva pressão inflacionária.
Logo, uma aceleração da economia dentro e patamares sólidos de expansão é obejtivo natural dos BCs e  leva àquela que, teoricamente, é aquela chamada “taxa neutra de juros”, ou seja, os juros mínimos par, compensada a inflação, induzir o crescimento econômico. Taxa que,enquanto aqui ainda é das maiores do mundo, em casos como o europeu e o norrteamericano é, até, negativa, pela necessidade de ativarem suas economias.
É curiosa essa visão que afirma que isso “pressiona” o Banco  Central a para uma taxa de juros menor.
Veja que interessante o uso o verbo “pressionar” para o fato de o Banco Central pagar juros menores.
Imagine o caro leitor  que alguém lhe “pressione” a pagar menos juros, em lugar de mais juros…
É o paradoxo do jornalismo econômico brasileiro: tudo que não é “a favor” do mercado, tudo que não corresponda à lógica da acumulação financeira, tudo que guarde compromisso com o interesse social em matéria econômica, desde a manutenção dos preços dos combustíveis à redução dos juros que sufocam o Estado brasileiro é visto como “pecado”.
E o fundamentalismo de mercado condena sem piedade quem o pratica.
*Tijolaço

Tucano não faz metrô
e falta gasolina em SP

 



Maioria dos postos de SP tem falta de gasolina, diz sindicato

O Sincopetro (sindicato dos postos) afirmou na manhã desta quarta-feira que todos os postos de combustíveis de São Paulo enfrentam problemas de abastecimento.

Em entrevista ao “Bom Dia São Paulo”, da TV Globo, o presidente da entidade, José Alberto Gouveia, afirmou que praticamente nenhum posto recebeu combustíveis ontem (6) e anteontem. “Hoje todos os postos têm problemas de combustível, um tipo de combustível pelo menos. Na grande maioria, não existe mais gasolina, sobra um pouco de álcool e um pouco de diesel”, disse.

Segundo o sindicato, um balanço da situação dos postos será divulgado até a tarde. O último balanço, divulgado ontem, apontava que a gasolina já havia acabado em 55 postos da Grande São Paulo –há mais de 3.200 cadastrados na ANP (Agência Nacional do Petróleo).



Navalha
Tucano não faz metrô.
Se faz tem problema na concorrência.
O prefeito vice do Cerra resolve (?) o problema do trânsito no lombo do pobre: o caminhoneiro.
O outro pobre que leva no lombo com a política (?) de transportes dos tucanos é o motoboy.
E a elite branca (e separatista) pensa que vive em Milão, quer dizer, na Chuiça (*)!
Paulo Henrique Amorim

Franklin define o PiG.
Banqueiro é algemado


O Conversa Afiada publicou importantes declarações do ex-ministro Franklin Martins sobre a necessisdade de o Governo assumir – enfim ! – a liderança das negociações para aprovar uma Ley de Medios.

Há, ali, no fim do texto, ainda, uma observação que merece ênfase e, além disso, deveria ser tema obrigatório, de aulas nas escolas particulares de jornalismo que, na maioria, formam mauricinhos em busca de emprego em assessoria de banco.

Jornalistas do PiG deveriam meditar sobre o que diz o Franklin.

Aqueles que nao chamam patrão de colega nem sao piores que os patroes, na definicao memoravel de Mino Carta.

Disse o Franklin:

‘Jornalismo independente dos fatos’

Franklin Martins avalia ainda que a imprensa brasileira vive uma séria crise de credibilidade. “O jornalismo no Brasil é o mais independente hoje em dia. Independente dos fatos. Publica o que ele quer.”


Para ele, a liberdade só garante que a imprensa é livre; não garante que ela seja boa. “O bom jornalismo é dependente dos fatos, desagrade quem desagradar. É a cobrança da sociedade que garante a qualidade”, acredita o ex-membro da gestão Lula.


“Não pode ser independente do governo e dependente da oposição, do poder econômico, do Daniel Dantas. A primeira lealdade tem que ser com os fatos.”

Navalha
Sobre o tema, este ansioso blogueiro chama a atenção para a capa do respeitado jornal Financial Times: ex-banqueiro Stanford vai passar decadas na cadeia depois de condenado por roubo de US$ 7 bilhões.
Ele aparece a sair do camburão, devidamente algemado.
Allen Stanford era banqueiro no Texas.
Roubava os clientes, fraudava contas, formava quadrilhas e – que absurdo ! – melava as investigacaoes da CVM americana.
No processo, a própria CVM americana foi criticada duramente, porque demorou muito a processar Stanford e, com isso, protegê-lo.
Onde já se viu uma coisa dessas ?
Stanford tinha uma mania: colecionar ilhas.
E era muito bem tratado pela imprensa texana.
Paulo Henrique Amorim

A Privataria Tucana & O Silêncio dos INdecentes

A Privataria Tucana & O Silêncio dos INdecentes basea-se no livro "A Privataria Tucana", no filme "O Silêncio dos Inocentes, e no Silêncio PROFUNDAMENTE revelador que a Grande Mídia faz em torno do livro.
Porco = PIG (em inglês) e as siglas significam Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG) se refere aos órgãos de imprensa e jornalistas tendenciosos da Grande Mídia que boicotam e propagam ideias falsas parar tentar desestabilizar e desonrientar o povo e se opor contra o governo.
Este vídeo é uma crítica aos Privatas e à Privataria, e contou com edição de imagens de telejornais que divulgaram matéria jornalìstica sobre o tema "A Privataria Tucana".
Compartilhem!

Charge do Dia

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terça-feira, março 06, 2012

Deleite Mozart

Serra comedor, o Retorno

 do Um pouco de tudo. Tudo de um pouco.
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Os paulistanos que se cuidem, ele quer devorar todo mundo !!!



*Gilsonsampaio

Pelo Direito A Verdade



"Talento” de Agnelli era não pagar imposto

Agnelli e seu trenzinho: R$ 26 em impostos devidos. Lucro assim, é mole
Deu agora no Valor:

Vale sofre derrota em mais dois processos bilionários

Por Maíra Magro e Fernando Torres
BRASÍLIA e SÃO PAULO – A Vale sofreu uma nova derrota na disputa bilionária com a Receita Federal envolvendo a tributação do lucro de empresas controladas no exterior, além da divulgada ontem à noite pela companhia.
O caso, que se arrasta há anos, envolve dívidas de R$26 bilhões da Vale com o Fisco, relativas aos impostos sobre os lucros de suas subsidiárias no exterior.
Mas porque isso?
Porque a Vale vende boa parte do minério a essas subsidiárias a preço menor e elas o recvendem para o mundo. Driblou-se, assim, durante muito tempo, não apenas boa parte do valor dos royalties da mineração como, também, o Imposto de Renda.
É o que na linguagem do colarinho branco chama-se planejamento tributário e elisão fiscal, quando se encontra formas de burlar dispositivos legais por mecanismos astuciosos.
Além dos royalties, uma causa superior a R$ 4 bilhões que já foi perdida em 2011 pela mineradora, a Vale tinha conseguido liminares proibindo que a Receita cobrasse judicialmente pelo menos R$ 10 bilhões em impostos não-recolhidos, mantendo o caso na esfera administrativa. Agora, é na Justiça.
Ano passado, último da era Roger Agnelli, a empresa já havia elevado de 4 para 9 bilhões de reais a provisão para possíveis perdas  na Justiça. Era pouco, muito pouco perto do que está “pendurado” e a nova direção teve de elevar estas reservas para incríveis R$ 44 bilhões.
Depois do desastre  dos navios importados , aí está mais um exemplo de como o “jenial jestor” Agnelli turbinava os lucros da empresa.
O rombo deixado pela vale não era só no solo, mas no Fisco brasileiro.
*Tijolaço

NOVA CONFIRMAÇÃO: GOLPE DE 1964 COMEÇOU A SER PREPARADO EM 1961

O jornalista Jamil Chade, correspondente de O Estado de São Paulo na Europa, está publicando no seu blogue uma série de artigos sobre o que garimpou nos arquivos do governo suíço: documentos sigilosos relativos à quartelada de 1964 e os primeiros anos da ditadura militar no Brasil.

Além da contribuição para aclarar acontecimentos históricos, fica novamente comprovado que os conspiradores estavam organizando o golpe desde três anos e meio antes "e apenas esperavam o momento de maior fragilidade do governo de João Goulart para tomar o poder, com a menor resistência possível".

Chade infoma ter consultado "dezenas de correspondências entre diplomatas e ministros suíços", cuja importância como fonte histórica assim justifica:  
"O governo de Berna, por seu suposto caráter de neutralidade, era interlocutor de vários grupos políticos pelo mundo. No Brasil, tinha circulação fácil entre os militares e chegou a representar o regime perante o governo de Fidel Castro, em Cuba. Os arquivos suíços, portanto, são considerados por historiadores como um verdadeiro tesouro, diante da capacidade da diplomacia helvética de manter contato com diversos grupos políticos pelo mundo e de sua organização na manutenção dos documentos".
O jornalista revela, p. ex., que num telegrama de 24/05/1966, o embaixador suíço no Brasil Giovani Bucher (futuro sequestrado) informa ao chanceler Willy Spuhler (futuro presidente do seu país) ter ouvido de um personagem importante a seguinte confissão:
"O venerável marechal Denys (de origem valasiana) que foi um dos inspiradores da revolução de 1964 me confirmou que tudo estaria já pronto em 1961 e que foi de forma voluntária que os militares teriam esperado até o último momento para desencadear a revolução afim que o fracasso do regime Goulart fosse claro para todo o mundo".
Denys, que chegou a ser ministro da Guerra do Governo Jânio Quadros, tinha grande influência nos meios militares e colocou-a toda a servido do golpe, como um de seus principais artífices.

Daí a importância desta admissão, até porque ela veio ao encontro de muitas outras evidências de que já existia um esquema golpista pronto para atuar quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25/08/1961.

Mas, obrigado a agir precipitadamente, sem uma preparação adequada do cenário, fracassou face à firme resistência do governador gaúcho Leonel Brizola e dos movimentos de subalternos das Forças Armadas.

Colheu, entretanto, lições valiosas para a tentativa seguinte, como a de orientar as forças conservadoras e fascistóides a colocarem a classe média protestando nas ruas. Em 1961 não havia dado tempo para articularem nenhuma marcha de reaças, carolas e dondocas.

Segundo Chade, os diplomatas suíços, inicialmente simpáticos à quartelada, depois admitiram que "o novo governo militar havia criado um caos no Brasil maior que aquele que supostamente tentou evitar".

Os dois primeiros artigos da série podem ser acessados aqui e aqui.
*Naufragodautopia

Franklin: Governo deve
liderar Ley de Medios

 

"Debate já está aberto. Não pode mais ser interditado”, disse Franklin Martins (Foto: Fernando Cezar Oliveira)

O Conversa Afiada reproduz texto da Carta Maior:

Governo tem obrigação de liderar regulação da mídia e confio que irá fazê-lo, diz Franklin Martins


Em debate realizado em Curitiba, ex-ministro disse que governo pode ser mais rápido ou mais lento no debate sobre a regulação da mídia, mas o importante é que o debate já está aberto e não pode mais ser interditado. “O governo tem a obrigação de liderar esse processo. E eu confio que irá fazê-lo.” “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar”, destacou Franklin Martins.


Fernando César Oliveira – Especial para Carta Maior


Curitiba – O ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins, afirmou na noite desta segunda-feira (5) que o debate sobre o marco regulatório das comunicações está definitivamente aberto e que o governo Dilma tem a obrigação de liderá-lo.


“Esse debate [sobre a regulação da mídia] está colocado, o governo pode ser mais rápido ou mais lento, mas o debate já está aberto. Não pode mais ser interditado”, declarou Franklin Martins. “O governo tem a obrigação de liderar esse processo. E eu confio que irá fazê-lo.”


Ministro de Lula entre os anos de 2007 e 2010, o jornalista participou de um debate organizado pelo diretório do PT do Paraná, em um hotel no centro de Curitiba.


Martins afirmou vislumbrar três desfechos possíveis para os debates em torno do tema: 1) Um possível acerto entre as empresas de radiodifusão e as de telecomunicações; 2) A supremacia das empresas de telecomunicações, pelo seu maior tamanho no mercado; ou 3) Um debate aberto, com participação efetiva da sociedade.


“A mídia deseja o rachuncho, quer ver o debate restrito aos dois setores envolvidos, radiodifusão e telefonia, junto com alguns poucos técnicos do governo”, avalia o ex-ministro de Lula. “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar.”


Questionado a respeito do teor de seu anteprojeto de marco regulatório -elaborado no final do governo Lula e repassado ao atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo -, Franklin Martins limitou-se a dizer que é natural que o atual governo ainda esteja examinando uma matéria da gestão anterior.


“O processo é tão delicado que não vou fazer nenhum tipo de constrangimento [ao governo Dilma]”, afirmou, em resposta a uma questão específica sobre se a sua proposta tratava ou não de restrições à propriedade cruzada dos meios, e se previa algum possível efeito retroativo.


“Sou pessoalmente contra a propriedade cruzada, contra o monopólio em todos os setores. Agora, contratos devem ser respeitados. O que se deve fazer é não permitir que sejam cometidos no futuro os mesmos erros cometidos no passado. Em pouco tempo, eles [os erros do passado] serão corrigidos.”


Argentina x Brasil

A Ley de Medios da Argentina, aprovada em outubro de 2009, poderia servir de parâmetro para uma futura lei brasileira? Não, ao menos na avaliação de Franklin Martins.


“Não quero copiar a Argentina. Adoro a Argentina, estive exilado lá. A Argentina é um potro fogoso. Tomam decisões e galopam. Estão sempre tirando as quatro patas do chão. Já o Brasil é um elefante, tiramos apenas uma pata do chão. Levamos mais tempo para montar maioria.”


O elefante brasileiro, porém, segundo Franklin Martins, evitaria possíveis retrocessos. “Elefante não dá meia volta. Quero uma coisa que venha pra ficar. Somos lentos. Ah, e o governo que não manda logo esse projeto? Calma, é um elefante, ele [o projeto] vai sair. Mas também vamos cutucar o elefante, que ele vai sair.”


Franklin Martins defendeu a “construção de maiorias”, ao invés da radicalização do discurso. “Temos que convencer pessoas, entrar nas dúvidas ao invés de demarcar posição, porque, do contrário, nós vamos para gueto”, disse. “Construindo maiorias a gente muda o país. Não aceitamos nada que fira a Constituição. Mas queremos regulamentar tudo [que está nela]. Estamos beirando um quarto de século e o que está ali [na Constituição de 1988] ainda não saiu do papel.”


Entre os pontos centrais de um marco regulatório citados pelo ex-ministro de Lula estão a garantia do direito de resposta; a desconcentração do mercado; a promoção da cultura nacional e regional; a implantação de cotas nacionais em todas as plataformas; a valorização da produção independente; a separação entre distribuição e produção; e a universalização da banda larga.


“Não queremos ficar com a atual oferta medíocre de conteúdo, é preciso colocar muito mais gente produzindo conteúdos.”


Quando se fala em regular a comunicação, há os que veem uma tentativa de ataque à liberdade da imprensa. “Isso é conversa pra boi dormir, um artifício pra tentar interditar a discussão”, rebate Franklin Martins. “Queremos ampliar a oferta. Quem tem 90% do mercado, não terá mais. Eles estão defendendo o velho mundinho. Nada a ver com liberdade de imprensa.”


Gigolôs do espectro e vale-tudo

Na ausência de um marco regulatório, o Brasil vive o faroeste caboclo na área da comunicação, voltou a classificar o ex-integrante do governo Lula. “É um vale-tudo, um cipoal de gambiarras, cada um faz o que quer, com seus laranjas, e não existe órgão pra regular.”


Sobre a venda de horários da televisão, Franklin Martins não poupou críticas. “Lógico que não pode. Várias redes têm 20% a 30% de seus horários vendidos. Não dá pra ser gigolô de espectro, não se pode sublocar o espectro.”


Para Martins, deveria haver uma agência pra controlar o cumprimento das regras concessões. “O jogo do bicho é melhor, porque vale o que está escrito. Aqui, vale o jogo do poder”, ironizou.


Franklin Martins atacou a campanha publicitária da Sky contra as cotas de programação nacional (“Alegam que as cotas aumentam custos, mas, se depender deles, só passam enlatados americanos. Todos os países sérios têm cotas, menos os EUA, que têm uma produção tão grande que não precisam”); defendeu a radiodifusão comunitária (“Ela é tratada como patinho feio, só tem obrigações, não tem direitos. Pedidos levam até oito anos para ser respondidos. Deve ser considerada comunicação pública, mantida pela comunidade. É preciso tirá-la do limbo em que está”); e criticou a comercialização de emissoras (“Concessões não podem ser transferidas por baixo do pano. O que eu estou vendendo? não estou vendendo o nome, os equipamentos, mas o espectro, por onde o sinal é transmitido”).


Radiodifusão x telecomunicações

Com a crescente convergência de mídias, a radiodifusão, setor que mais protesta contra a regulação, seria engolida pelo de telecomunicações, prevê Franklin Martins, que apresentou números do mercado em 2009. “E o monopólio seria ainda pior que o que temos hoje.”


Naquele ano, o setor de radiodifusão no Brasil faturou cerca de R$ 13 bilhões. Já as companhias telefônicas, R$ 180 bilhões –treze vezes mais.


“Sob o ponto de vista do governo Lula, e acredito que também no de Dilma, é preciso ter um olhar para o setor de radiodifusão. É preciso ter uma sensibilidade social para que a radiodifusão tenha um grau de proteção. Mas isso não quer dizer que só ela precisa de proteção.”


O ex-ministro observou que no mundo inteiro existe regulação dos meios eletrônicos. “Tem que regular, porque ninguém vai investir se não sabe as regras do jogo. Em todo lugar do mundo está se fazendo isso.”


‘Jornalismo independente dos fatos’

Franklin Martins avalia ainda que a imprensa brasileira vive uma séria crise de credibilidade. “O jornalismo no Brasil é o mais independente hoje em dia. Independente dos fatos. Publica o que ele quer.”


Para ele, a liberdade só garante que a imprensa é livre, não garante que ela seja boa. “O bom jornalismo é dependente dos fatos, desagrade quem desagradar. É a cobrança da sociedade que garante a qualidade”, acredita o ex-membro da gestão Lula.


“Não pode ser independente do governo e dependente da oposição, do poder econômico, do Daniel Dantas. A primeira lealdade tem que ser com os fatos.”


Por outro lado, ele também observa que a pressão do público, que através da internet pode denunciar de imediato eventuais informações falsas veiculadas pela mídia, estaria mudando o jornalismo para melhor. “Antes, na era do aquário, eles estavam no olimpo, publicavam o que queriam pra uma massa passiva. Hoje, a polêmica corre solta o tempo todo.”

*PHA

Mesmo desacelerando, PIB brasileiro fica acima de países ricos

MAÍRA TEIXEIRA

DE SÃO PAULO
Mesmo com o resultado fraco da economia brasileira –que viu seu PIB desacelerar para 2,7% em 2011, ante alta de 7,5% em 2010–, o crescimento do país ficou acima de economias ricas, como a dos Estados Unidos, Japão e até da França e do Reino Unido.
No quarto trimestre, foi registrada alta de 0,3%, ante recuo de 0,1%, no terceiro trimestre (dado revisado hoje pelo IBGE).
Os possíveis culpados pelo menor crescimento brasileiro são o agravamento da crise europeia e a demorada recuperação dos EUA, que modificam o cenário econômico internacional e dificultam a retomada global.
Jason Vieira, analista internacional da corretora Cruzeiro do Sul, afirma que já era esperado o maior crescimento do Brasil em relação aos países desenvolvidos. “O Brasil aproveitou um movimento inercial forte de 2010 e da primeira metade de 2011, por isso conseguiu apresentar tal número. O problema é este ano, onde a média mundial tende a crescer, mas o Brasil pode não acompanhar com tal ímpeto e por isso o governo tem esse viés expansionista no início do ano [de adotar medidas para manter a economia aquecida].”
No quarto trimestre, algumas economias europeias registraram quedas, levando seis países a recessão técnica (crescimento negativo por dois trimestres consecutivos): Portugal, Grécia, Itália, Holanda, Bélgica e República Tcheca.
As maiores preocupações, no entanto, são os países que capitaneavam os resultados no bloco europeu, mas que passaram a apresentar resultados ruins, como Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e Itália.
O PIB da União Europeia se contraiu em 0,3% nos últimos três meses de 2011 (resultado idêntico ao do bloco dos países que usam o euro), mostrando as dificuldades enfrentadas pelos países para conciliar crescimento com os cortes nos gastos públicos. O crescimento do de 2011 da zona do euro foi de 1,4%, de acordo com a segunda estimativa da agência de estatísticas Eurostat.
Segundo analistas, o péssimo momento econômico internacional reflete fortemente no Brasil que passa a apostar na demanda interna e a tentar controlar as intervenções protecionistas, além do despejo de moeda por parte dos países em crise com o intuito de dar liquidez a seus mercados e fazer a economia girar.
O país também enfrenta sérias dificuldades de crescimento, como o chamado “custo Brasil” caracterizado por dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional.
Notícias desagradáveis também chegam da potência chinesa, cujo primeiro-ministro, Wen Jiabao, afirmou ontem que a expectativa do PIB avance 7,5% em 2012, abaixo da meta estipulada para anos anteriores, que era de 8%. Em 2011, a economia chinesa cresceu 9,2%.
Para Vieira, a questão do crescimento chinês pesa negativamente em cenário econômico adverso. “Todavia ainda é cedo para mensurar se tal movimento trará efeitos negativos na recuperação da economia mundial.”
*Luis Favre

O fim da Europa

 

 

VLADIMIR SAFATLE 

"Husserl dizia que os povos, mesmo em sua hostilidade, se agrupam em tipos que têm um 'lar' territorial e um parentesco familiar, tal como os povos da Índia; mas só a Europa, malgrado a rivalidade de suas nações, proporia a si mesma e aos outros povos uma 'incitação a se europeizar cada vez mais', de modo que é a humanidade inteira que se aparenta a si neste Ocidente."
Essa afirmação de Gilles Deleuze e Félix Guattari, em "O Que É a Filosofia?", sintetiza bem como "Europa" foi, durante muito tempo, não a descrição de um espaço geográfico, mas o nome de um movimento de trans-formação sociocultural de escala global.
Se Deleuze e Guattari podem lembrar Edmund Husserl e afirmar que só a Europa proporia a outros povos uma incitação a se europeizar cada vez mais, foi porque ela representou mais do que um impulso colonial. Pois a incitação nunca tem como força a simples coerção.
Na verdade, "Europa" representou aquilo que um de seus primeiros heróis, Ulisses, encarnou -a saber, a capacidade de perder-se e a certeza de ser acolhido mesmo lá onde não encontramos mais nossa imagem.
"Europa" foi, durante certo tempo, o nome de um impulso para fora de si. Por isso, os bons europeus serão sempre Nietzsche, Freud, Spinoza, Paul Celan, Sartre, Mallarmé, Debussy e tantos outros: aqueles que suspeitam de si e de sua própria língua.
Mas essa Europa perdeu força. Ela se debate contra o seu fim. Em um momento no qual a União Europeia rifou seu futuro ao se mostrar, não como uma força propulsora de transformações econômicas, mas como um mero instrumento de defesa do sistema financeiro, a Europa vê o motor do capitalismo deslocar-se, mais uma vez, para fora de suas fronteiras. Primeiro, os Estados Unidos, depois o Japão e, agora, a China.
Como se não bastasse, as antigas rivalidades retornam. Gregos lembram das dívidas de guerra de alemães, finlandeses culpam os europeus do sul pela crise, belgas demonstram que não é necessário imigrantes para fazer circular o ódio social.
É nesse contexto de crise e degradação que ouvimos brados de defesa da "civilização europeia" vindos, normalmente, daqueles que confundem "civilização" com hábitos alimentares e dialetos camponeses.
Essa é uma triste prova de que a "civilização europeia" aparece quando a "Europa" deixa de representar ideias renovadoras e capazes de incitar outros povos.
Talvez isso nos lembre como precisamos procurar, como dizia Deleuze, por uma nova terra e por um povo que não existe ainda.

*esquerdopata


Versão da TV Globo brasileira: "A Liberdade de imprensa na Argentina está em crescente deterioração e a legislação tem permitido a interferência do governo, no conteúdo dos meios de comunicação"



Os comentadores contratados pela Globo, têm imenso em comum com os da televisão portuguesa, mentem descaradamente para ganhar dinheiro... ver para crer!...



*Guerrasilenciosa

Merkel, o protecionismo e a hipocrisia

 

Por Altamiro Borges

A chanceler Angela Merkel gosta de posar de durona neoliberal, uma nova versão da “dama de ferro” Margareth Thatcher – que o digam os gregos e outros povos europeus espezinhados pela Alemanha na atual crise econômica. Na visita ao seu país da presidenta Dilma Rousseff, ela respondeu com ironia às críticas do governo brasileiro à guerra cambial desencadeada pelas potências capitalistas.

JUSTIÇA PARAENSE - DESEMBARGADORAS SÃO ALVO DE DENUNCIA

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A ministra Eliana Calmon abriu crise quando denunciou a existencia de bandidos de toga

Duas desembargadoras - uma aposentada e outra ainda na ativa - serão alvo hoje de duas ações de improbidade administrativa impetradas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio e da Moralidade Administrativa do Ministério Público do Estado.
Desembargadoras são alvo de denúncia (Foto: )
 Albanira Bemerguy, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado e do Tribunal Regional Eleitoral, teria liberado pagamento de mais de R$ 600 mil a um advogado, mesmo depois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter anulado sentença condenatória a pedido do Banpará. 

Já a desembargadora Maria Edwiges Miranda Lobato teria mandado soltar um criminoso cujo advogado era seu irmão e colocado em liberdade o megatraficante “Dote”.

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Maria Edwiges Miranda Lobato
Nelson Medrado, responsável pela ação de Albanira Bemerguy, diz que em 2008 a desembargadora, na qualidade de presidente do TJ-PA, liberou um precatório no valor de R$ 611.432,31 em favor de um advogado numa ação de indenização movida já transitada em julgado contra a Prefeitura de Belém. “Os autores ganharam a ação no primeiro grau, no valor de R$ 3 milhões. Ocorre que no segundo grau esse valor pulou para R$ 21 milhões. A prefeitura não aceitou, entrou com uma ação rescisória acatada pelo STJ, que proibiu qualquer tipo de pagamento”, detalha Medrado.
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Promotor Nelson Medrado
Os mais de R$ 600 mil liberados pela desembargadora aposentada referem-se a honorários advocatícios (20% dos R$ 3 milhões originais) solicitados pelo advogado dos postulantes. “No mesmo dia que a então presidente do Tribunal autorizou o pagamento, o advogado foi lá e sacou o dinheiro. Ora, a ação foi anulada pelo STJ para que outra sentença fosse prolatada (proferida). Se não havia sentença, não teria que ter pagamento algum”, diz o promotor.
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Albanira Bemerguy

Foi aberto um procedimento contra Albanira Bemerguy no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela corregedora Eliana Calmon. “Mas como a desembargadora se aposentou, o processo foi encerrado no CNJ e encaminhado para o MP para impetrar a respectiva ação de improbidade. Ela responderá a ação como servidora pública aposentada”, diz Medrado.

A ex-presidente do TJE se aposentou em agosto do ano passado. Albanira já se confrontou recentemente com o CNJ: em 2010, o Conselho anulou decisão irregular de efetivação de temporários no TJ-PA em 2008.
Na sua defesa no CNJ, a desembargadora garante que não quis afrontar a Justiça com a sua decisão e que havia uma parte controversa no processo. Além do ressarcimento do valor liberado, Nelson Medrado pede na ação a indisponibilidade dos bens da desembargadora, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

DOTE EM LIBERDADE
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Jocicley Braga de Moura, o “Dote”
Já os promotores Firmino Matos, José Maria Costa Jr. e Elaine Castelo Branco querem que a juíza Maria Edwiges Miranda Lobato responda pelo mesmo crime de improbidade. Quando respondia pela 6ª Vara do Juízo Singular da capital, Maria Edwiges teria sentenciado e mandado soltar um criminoso cujo advogado era seu próprio irmão. Para quem não se lembra, ela também autorizou a soltura do megatraficante Jocicley Braga de Moura, o “Dote”, um dos maiores traficantes do Norte e Nordeste.
“Dote” foi colocado em liberdade em 4 de março de 2009 pela então juíza Maria Edwiges Lobato, que respondia interinamente pela Vara de Inquéritos Policiais. Apesar do passado criminoso de Josicley, em seu despacho a magistrada avaliou que ele “tinha bons antecedentes” e por “possuir residência fixa” poderia aguardar o julgamento em liberdade.

O DIÁRIO tentou ouvir na tarde de ontem as acusadas. A Assessoria de Imprensa do TJ-PA informou que como Albanira Bemerguy está aposentada, não teria como localizá-la. O jornal também não conseguiu entrar em contato com a desembargadora Maria Edwiges Lobato, tampouco com seu advogado.

 (Diário do Pará)
*MilitânciaViva