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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, março 17, 2012

Olho de Vidro [a televisão e o estado de exceção da imagem]



Bernardo Malamut -  Minha questão diz respeito a esse tempo que vivemos do “cogito televisivo” – não o “vejo, logo existo”, mas como você mesmo esclarece, “sou visto, logo existo”. Que tipos de sujeito você pensa que a televisão de hoje tem produzido?
Marcia Tiburi - Olho de vidro é a filosofia como exposição do aparelho televisivo visto enquanto objeto doméstico, mas também como dispositivo de poder político e econômico. Me interessei pela fenomenologia desta arma ideológica, arma imagético-discursiva letal que, utilizando do mecanismo de distração e amansamento da percepção, joga com sutil violência a sociedade inteira dentro de um campo de concentração. Tratei a imagem como a moldura, como cercado que define um campo de concentração feito de olho, tela e distância. Nele reside o corpo do “telespectador”, a figura subjetiva de um tempo em que o olhar foi perdido, eviscerado na forma de um aparelho. Olho de Vidro é a metáfora desse processo de protetização do olhar. A televisão é como nosso olho, arrancado de nós, substituindo nossa visão de mundo, nossa compreensão de um real. A televisão produz uma verdade assumida pelo sujeito no lugar de qualquer outro. Sujeito é já um termo ultrapassado se considerarmos que uma de suas características na tradição que o criou e na qual ele sobreviveu era a autonomia. Esta autonomia é o que o telespectador não tem mais. Assim, vamos deixar o sujeito e pensar em telespectador, alguém que, diante da televisão é prisioneiro do que chamei de lógica do espectro.
* Egregorasecarrancas
"O DINHEIRO QUE CURA" - "THE MONEY FIX" (2011) LEGENDADO PT from themoneyfix on Vimeo.

   
(EUA, 2009, 79 min. - Direção: Alan Rosenblith)
Um filme que os gregos, espanhóis, estadunidenses, islandeses e todo o resto do mundo deveria ver.
Surpreendente documentário que - além de mostrar de maneira didática de onde vem o dinheiro, sua emissão e qual o truque usado há tantas gerações pelos bancos para criá-lo a partir do nada e endividar sociedades, criando nela o sentimento permanente de escassez – também mostra a implicação disso na mente das pessoas numa ótica filosófica e humana.
Propõe também soluções simples e brilhantes, que já vem sendo adotadas, como a moeda local, como o sistema mútuo de troca de tempo e como o sistema de permutas, baseados na colaboração, utilizadas em vários locais do mundo para que comunidades e até mesmo grandes empresas possam viver com grande autossuficiência e deixem de ser reféns desse sistema individualista, cruel e injusto.


“A colaboração é mais barata e eficaz que a competição”.

*Docverdade

Mais Uma do Toicinho Light

Documentos mostram: milionário fez negócio de pai para filho com Demóstenes em faculdade


  Documentos em primeira-mão no Blog Os Amigos do Presidente Lula em 17/03/2012 

Você gostaria de ser dono de 20% uma grande e lucrativa faculdade privada numa grande cidade, por um valor de um apartamento de classe média modesto? E em condições camaradas, pagando em 25 parcelas correspondentes a menos da metade de seu salário?

Pois o senador Demóstenes Torres (DEMos/GO) é um felizardo que conseguiu essas condições através de um sócio milionário de Goiás, dono de laboratório!

Calma, gente! Desta vez não estou falando do "professor"-bicheiro Carlinhos Cachoeira. O senador tem outros amigos endinheirados.

O sócio milionário é Marcelo Henrique Limirio Gonçalves, ex-dono do laboratório Neoquímica e sócio da Hypermarcas. Foi quem entrou com o grosso do dinheiro para implantar a faculdade, e fez este negócio de pai para filho com Demóstenes.

O contrato social da empresa mantenedora da faculdade prova:

http://goo.gl/psYA3
Primeira alteração do Contrato Social, mudando a denominação.

http://goo.gl/R88iD
Contrato Social original com a participação de cada sócio e forma de injetar o dinheiro .
http://goo.gl/vmBpW
Registro no MEC mostra que empresa de Demóstenes é a mantenedora da Nova Faculdade.

O milionário Marcelo Limírio entrou com R$ 600 mil no ano de 2008, para botar a faculdade de pé.

Demóstenes Torres entrou com R$ 200 mil, mas em 25 prestações de R$ 8 mil por mês (suaves, para quem tem salários de senador e de ex-procurador do Ministério Público de Goiás). As prestações só terminaram de serem pagas em março de 2010.

A terceira sócia foi assessora de Demóstenes no gabinete do Senado, até assumir a direção do instituto, e também entrou no negócio exatamente com as mesmas condições do senador.

http://goo.gl/3XlqH
Não há nada aí em cima que, por si, possa ser enquadrado no código penal. Sem fazer ilações sobre laranjas, negócios de fachada, etc, o que pode-se afirmar com certeza é que o milionário fez uma ação entre amigos para proporcionar um negócio de pai para filho a Demóstenes, para ele ter uma renda e patrimônio empresarial.

O problema é que Demóstenes não é filho de Marcelo Limírio, e seus maiores atrativos são ocupar um estratégico cargo de Senador, presidente da CCJ no Senado, tem trânsito no governo de Goiás, é irmão do Procurador-Geral do Estado de Goiás, tem relacionamento pessoal com ministros do STF como Gilmar Mendes.

Se Demóstenes fosse ministro da Dilma, ele já estaria pré-condenado por suposto tráfico de influência, corrupção passiva, e coisas do gênero. E ele, como Senador, tem que explicar a seus eleitores as razões que levaram um milionário a fazer um negócio de pai para filho beneficiando ele. O caso é mais esquisito do que a cozinha importada ganha de Carlinhos Cachoeira. 
*Amoralnato

Discurso eleitoral e prática de governo #

É preciso denunciar sempre a hipocrisia tucana e cobrar coerência entre seus discursos e suas práticas. A movimentação das últimas semanas serviu para derrubar a máscara de Serra

Nem foi dada a largada ainda para a disputa eleitoral deste ano e já podemos identificar as primeiras contradições entre o discurso de campanha e as práticas de governo. Refiro-me ao lugar comum que viraram as recentes manifestações do ex-governador de São Paulo e provável candidato do PSDB à Prefeitura da capital, José Serra, que sempre se refere às composições dos governos do PT como “loteamento de cargos políticos”.
A movimentação das últimas semanas no campo tucano, contudo, serviu para derrubar a máscara de Serra. Levantamento do jornal O Estado de S.Paulo, a partir do portal oficial De Olho nas Contas, detalha “quem é quem” nos conselhos de administração das oito empresas da Prefeitura de São Paulo. São elas: CET, Cohab, Prodam, SPObras, SPP, SPTrans, SPTuris e SPUrbanismo.
Ficamos sabendo que essas empresas se tornaram o destino de inúmeros políticos e aliados do prefeito Gilberto Kassab (PSD), afilhado político de Serra, que recebem jetons de R$ 6.000 por participar de uma reunião mensal. Segundo o jornal, “pelo menos 60% dos 57 conselheiros são filiados ou têm ligação com algum partido”. Ao todo, os jetons custam R$ 2,3 milhões anuais aos cofres do município de São Paulo.
Há ainda um elemento marcante: a maioria das siglas contempladas com indicações para os conselhos dessas empresas está da base de apoio de Kassab —ou, então, são legendas que têm sido procuradas pelo prefeito para integrar a aliança em torno da candidatura Serra.
Entre os conselheiros paulistanos, constam ex-secretários de Serra na Prefeitura e ex-assessores dele no Ministério da Saúde. Mas o que parece mais grave é a escolha de nomes de outros Estados nos quais o prefeito de São Paulo e fundador do PSD costura suas alianças —talvez o maior exemplo seja o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP), que foi indicado para ser conselheiro da SPTuris e da SPTrans quando ainda residia em Pernambuco, seu Estado natal. O mesmo acontece com Raul Jungmann, candidato derrotado ao Senado por Pernambuco na eleição de 2010.
Ou seja, o discurso de loteamento político que Serra gosta de usar contra o PT é apenas peça de campanha eleitoral, pois a realidade dos governos nos quais tem participação é oposta ao sentido de suas críticas.
Essa contradição é alimentada ainda pela disputa entre Kassab e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que promovem um verdadeiro “um concurso de vices”. Kassab chegou a sinalizar a exoneração de cinco secretários municipais para colocar os cargos à disposição de Serra.
É preciso denunciar sempre a hipocrisia tucana e cobrar coerência entre seus discursos e suas práticas. Há muito chão pela frente até a eleição do novo prefeito de São Paulo. Mas a campanha será o momento ideal para desmascarar essas —e outras!— contradições tucanas.
José Dirceu, 66, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
*Ajusticeiradeesquerda

Charge do Dia

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A CIA mantém sua ingerência na América Latina e um de seus principais braços, a USAID

Via  PCB
imagemCrédito: 1.bp.blogspot
JEAN GUY ALLARD
Resumen Latinoamericano - Anualmente, os EUA investem bilhões de dólares em operações "humanitárias" na América Latina e no Caribe, empreendidas pela chamada Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID). As informações foram reveladas por Feierstein, administrador do órgão estatal norte-americano, denunciado por ser uma fachada da inteligência norte-americana.
Feierstein, um funcionário federal com passado vinculado às atividades de ingerência, disse em Miami que o Haiti, - onde a USAID realizou atividades controversas -, Colômbia, México, América Central e Peru, estão na "lista de prioridades" desse organismo.
Num momento de excesso de entusiasmo para celebrar os "êxitos" desta dependência do Secretário de Estado, Feierstein declarou abertamente que foram dedicados "cinco milhões" para a "democracia" na Venezuela este ano, ainda que a USAID tenha se retirado do país por temer a Lei da Defesa da Soberania Política e da Autodeterminação Nacional - que proíbe, desde fins de 2010, o financiamento externo para partidos políticos.
Um "setor muito importante para essa agência é o relacionado com a democracia e, por isso, ela implanta programas para o fortalecimento das instituições em quase todos os países da região", justificou sem referência à violação da lei.
No caso da Venezuela, se destinam cinco milhões de dólares em assistência técnica para "promover e proteger a democracia e os direitos humanos", afirmou o funcionário.
"Estrategista" de candidato assassino
Em 2002, este chefe regional da USAID, especialista em ingerência, exerceu o cargo de estrategista na campanha eleitoral do ex-presidente boliviano Gonzalo "Goni" Sánchez de Lozada e de seu Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR). "Goni" foi quem ordenou o sangrento massacre que causou a morte de 67 pessoas e ferimentos em outras 400, todas civis, durante a denominada 'Guerra do Gás', em outubro de 2003. Fugitivo da justiça boliviana, atualmente, "Goni" encontra-se radicado nos EUA.
Os ideais de Feierstein são tão "humanitários" que o mesmo foi sucessivamente nomeado nos anos 90 como "Gerente de Projeto", na Nicarágua, na operação suja realizada pela National Endowment for Democracy (NED), subsidiária da USAID; Diretor para América Latina e Caribe do Instituto Democrático Nacional, outro instrumento de ingerência imperial subsidiado pela USAID; e Assessor Especial do embaixador norte-americano na Organização dos Estados Americanos (OEA).
No mesmo dia da conferência de imprensa do funcionário norte-americano, o presidente boliviano Evo Morales denunciou em seu país que os Estados Unidos, através da USAID, espionavam "a Bolívia e outros países latino-americanos".
"Estou convencido que algumas ONG's, especialmente aquelas financiadas pela USAID, são a quinta instância de espionagem, não só na Bolívia, mas em toda América Latina", acusou Evo Morales em coletiva de imprensa, na cidade de Oruro.
México, o impacto potencial para os Estados Unidos
Com respeito à Colômbia e o México, Feierstein admite que sua organização "presta assistência em temas de segurança", sem dar maiores explicações sobre o assunto.
"No México, disse, a batalha é travada contra o tráfico de drogas", enquanto na Colômbia, a busca é por "consolidar seus avanços em segurança".
"Esses assuntos agora se converteram em prioridades para a USAID", confessou.
No México, disse, o organismo norte-americano multiplica as operações "porque pode ser grande o impacto potencial para os Estados Unidos quando existe instabilidade pela violência criminosa".
O funcionário não fez referências à onipresença norte-americana no país azteca, confirmada por estes mesmos órgãos de segurança, do FBI, da DEA e... da CIA.
Segundo o Feierstein, a USAID destina aproximadamente 180 milhões de dólares à Colômbia e entre 50 e 60 milhões de dólares ao Peru, México, Honduras e Guatemala.
"Estamos muito contentes com o progresso alcançado pelo Haiti", disse ao afirmar que "na área da produção agrícola, onde a USAID está trabalhando com os agricultores (sic), foi possível triplicar a produção nos últimos dois anos".
Além disso, mostrou-se muito entusiasmo com um parque industrial que será inaugurado no norte do Haiti com empresas norte-americanas.
No entanto, evitou recordar que a USAID, antes e depois do terremoto, organizou, orientou e financiou várias das organizações políticas haitianas do país, em coordenação com o Departamento de Estado e, paralelamente, com a presença de 10.000 homens do Comando Sul.
A USAID também teve papel fundamental na derrocada do Presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004.
Em Cuba, onda a USAID gasta seus milhões em operações de desestabilização empreendidas por contratados. Estes fundos estão distribuídos por Mark Lopes, Subadministrador adjunto, que foi "representante pessoal" do senador cubano-americano Bob Menendez, digno representante da máfia cubano-americana no Capitólio de Washington, cúmplice de cada "iniciativa" legislativa hostil à Cuba e Venezuela.
Na América Latina, foram detectados, nos últimos anos, rastros da USAID na Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.
Em diversas ocasiões, demonstrou-se que a USAID, além de dar cobertura a oficiais da CIA, recruta, prepara e financia elementos que logo se manifestam como agentes a serviço dos interesses norte-americanos.
Tradução: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)
*Gilsonsampaio

Fidel - A propósito de “Nuestro deber es luchar”: Defendamos el destino del hombre (+ Fotos y PDF)


Raúl Carbonell es uno de esos cubanos jacarandosos que saben hacer un poco de todo. Trabaja lo mismo arreglando problemas de plomería que ajustando un aire acondicionado. Lee periódicos, revistas, libros, ve los noticieros y gusta de conversar sobre temas variopintos.
Hace poco la llave de mi fregadero empezó a gotear y lo llamé. Quienes me conocen saben que tengo obsesión con el agua y él también, por supuesto. Llegó, le hice café y mientras trabajaba porque se le rompió algo que yo no entiendo, comenzamos a hablar de que si para mí es más importante el agua que el petróleo. Sin la primera no se puede vivir, sin la segunda habría que renunciar a buena parte del desarrollo humano, pero habría vida.
Raúl se detuvo a paladear el café y me dijo “¿Tú crees que solo ahora el ser humano se ha sentido en peligro? ¿No se han buscado soluciones en otros momentos? No es que sea tan optimista, pero algo habrá que inventar”.
Y a continuación me dijo: “nunca antes había existido un desarrollo de la ciencia como hoy. Ya estamos cerquita de una vacuna contra el SIDA y se acabará esa desgracia”. Le comenté que todavía no se había descartado que el SIDA fuera un arma biológica desarrollada en los años 80. “Creo como tú que el avance científico de los últimos años es proporcionalmente superior a todo lo que se logró en siglos completos anteriores, pero ese mismo avance depende de en las manos de quien esté. Las bombas atómicas que hoy tiene Israel son considerablemente más potentes que las que tiraron los norteamericanos en Japón en 1945. A veces miro desde mi ventana y con horror pienso en qué haría si en el horizonte viera subir una suerte de hongo de humo, que avanzara hacia nosotros, lo que dicen los científicos que sucederá si en cualquier parte del planeta lanzan una potente bomba atómica”.
Esta conversación sostenida en una casa cualquiera entre dos terrícolas ocurría unas horas antes de que se presentara el volumen Nuestro deber es luchar, transcripción de un intenso diálogo entre escritores, científicos y otros intelectuales con Fidel en el contexto de la 21a Feria internacional del libro. Más de cien profesionales de 22 países se reunieron con el líder cubano para hablar de este mundo patas arriba que nos rodea.
Coincidentemente con el aniversario 129 del deceso de Carlos Marx, este 14 de marzo tuvo lugar un hecho sin precedentes: en 11 ciudades del mundo de cuatro continentes se presentaba este texto, a la vez que se transmitía vía Internet y se colgaba en el sitio Cubadebate para poderlo descargar. El volumen corregido y traducido a varias lenguas es un grito de guerra por salvar el planeta. Internet en este caso es una muestra de lo útil que puede ser para romper el control mediático en poder de las grandes transnacionales y al uso que se le dio en esta oportunidad no se le conocen antecedentes.
En cada lugar donde se presentó el libro, intelectuales y científicos hablaron de la urgencia de que todas las personas tomen conciencia de los peligros a los que está sometida la Tierra desde que desaparezca en un holocausto nuclear hasta que por el despilfarro de las sociedades consumistas cada día mueran más personas de sed, como sucede ya en África.
La terrible brecha existente entre los más ricos y los más pobres es actualmente de tal magnitud que indica el camino hacia la autodestrucción. En uno de sus acertados artículos, el filósofo argentino Atilio Borón decía que este puede ser el siglo de Marx porque aquella diferencia abismal entre una clase social y otra, que describió magistralmente en el Manifiesto Comunista, hoy se ha multiplicado de una manera asombrosa. Lo cierto es que lejos de caminar, como decían los revisionistas de principio del siglo XX, a sociedades burguesas más equitativas y justas, ha sido todo lo contrario y hoy, ¿por que no confesarlo? pocas posibilidades veo de salvar la Tierra.
En 1974 Fidel decía: “La humanidad del futuro tiene retos muy grandes en todos los terrenos. Una humanidad que se multiplica vertiginosamente, (…) que ve con preocupación el agotamiento de algunos de sus recursos naturales, (…) que necesitará dominar la técnica, y no solo la técnica sino incluso hasta los problemas que la técnica pueda crear, como son los problemas, por ejemplo, de la contaminación del ambiente. Y ese reto del futuro solo podrán enfrentarlo las sociedades que estén realmente preparadas”. Y a los jóvenes nos convocaba cuando añadía: “(…) y nosotros debemos aspirar a que nuestro pueblo esté realmente preparado”.
Dieciocho años después en Brasil, en la Cumbre de la Tierra volvía a alertar: “Si se quiere salvar a la humanidad de esa autodestrucción, hay que distribuir mejor las riquezas y tecnologías disponibles en el planeta. Menos lujo y menos despilfarros en unos pocos países para que haya menos pobreza y menos hambre en gran parte de la Tierra. No más transferencias al Tercer Mundo de estilos de vida y hábitos de consumo que arruinan el medio ambiente. Hágase más racional la vida humana. Aplíquese un orden económico internacional justo. Utilícese toda la ciencia necesaria para un desarrollo sostenido sin contaminación. Páguese la deuda ecológica y no la deuda externa. Desaparezca el hambre y no el hombre”.
En 2012 en el diálogo con los intelectuales, devenido el libro Nuestro deber es luchar terminó diciendo: “Hay que luchar (…) no nos podemos dejar vencer por el pesimismo. Es nuestro deber”.
Quizá entonces mi vecino Raúl tenga razón. Tal vez el terrícola encuentre una manera de no ser barrido de la faz de su casa. Para eso, como dice Fidel hay que luchar pero en todos los lugares, desde los grandes despilfarradores del mundo desarrollado hasta el paseante en una playa que bota una lata de cerveza vacía al mar, o quien deja perder el agua por no ajustar una tuerca.
(Tomado de La Jiribilla)

sexta-feira, março 16, 2012

Lutzenberger - GAIA / Terra - Marcus Viana




*
*Luis Alberto S.Lopes



MP diz que irá investigar Kassab por inspeção veicular em SP

 

O Ministério Público de São Paulo anunciou nesta sexta-feira que irá investigar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), pelos contratos firmados entre a prefeitura e a empresa Controlar S.A para implantação do programa de inspeção veicular na cidade de São Paulo.

A investigação ficará a cargo da Câmara Especializada em Crimes Praticados por Prefeitos (Cecrimp). A intenção é apurar se o prefeito Gilberto Kassab, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, e Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar, praticaram condutas criminosas previstas na Lei de Licitações e no Decreto Lei nº 201/67.
No ano passado, a Justiça chegou a bloquear os bens de Kassab por supostas irregularidades no contrato, a pedido do MP. Posteriormente a decisão foi derrubada no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Na época, o prefeito declarou que o problema da inspeção veicular 'não era moral e sim técnico'
- É pública a divergência entre Ministério Público e prefeitura em relação a esse programa. E isso não é segredo para ninguém. Não é uma denúncia no campo moral, não se falou em desvio (de dinheiro) e sim em divergência, no campo administrativo. O Ministério Público diz que esse contrato com a Controlar não é adequado nem correto e a prefeitura acredita que é - afirmou o prefeito.
*Yahoo

Mino: TV Cultura não
é pública. É tucana !




O Conversa Afiada reproduz texto de Mino Carta, publicado na Carta Capital:

A TV Cultura não é pública. Ela é tucana


Mino Carta


Uma tevê pública é uma tevê pública, é uma tevê pública e é uma tevê pública, diria a senhora Stein. Pública. Um bem de todos, sustentado pelo dinheiro dos contribuintes. Uma instituição permanente, acima das contingências políticas, dos interesses de grupos, facções, partidos. A Cultura de São Paulo já cumpriu honrosamente a tarefa. Nas atuais mãos tucanas descumpre-a com rara desfaçatez.


A perfeita afinação entre a mídia nativa e o tucanato está à vista, escancarada, a ponto de sugerir uma conexão ideológica entre nossos peculiares social-democratas e os barões midiáticos e seus sabujos. A sugestão justifica-se, mas, a seu modo, é generosa demais. Indicaria a existência de ideias e ideais curtidos em uníssono, ao sabor de escolhas de vida orientadas no sentido do bem-comum. De fato, estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala.


E no domingo 11 sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê, com a jactanciosa certeza de que no momento não há opções. E qual seria o canal do novo programa? Ora, ora, o da Cultura. Ocorre que a tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. Por enquanto, que eu saiba, só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade, com pífios resultados, aliás, em termos de audiência na noite de estreia.


Até o mundo mineral está em condições de perceber o alcance da jogada. Trata-se de agradar aos mais conspícuos barões da mídia, lance valioso às vésperas das eleições municipais no estado e no País. E com senhorial arrogância, decide-se enterrar de vez o sentido da missão de uma tevê pública. Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões destinados a iluminar o professorado paulista.


Do volumoso pacote não constava obviamente CartaCapital, assim como somos excluídos do recente convite da Cultura. O que nos honra sobremaneira. Diga-se que, caso convidados (permito-me a hipótese absurda), recusaríamos para não participar de uma ação antidemocrática ao comprometer o perfil de uma tevê pública, amparada na indispensável contribuição de todos os cidadãos, independentemente dos seus credos políticos ou da ausência deles.


Volta e meia, CartaCapital é apontada como revista chapa-branca, simplesmente porque apoiou a candidatura de Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República. Em democracias bem melhor definidas do que a nossa, este de apoiar candidatos é direito da mídia e valioso serviço para o público. Aqui, engole-se, sem o mais pálido arrepio de indignação, a hipocrisia de quem se pretende isento enquanto exprime as vontades da casa-grande. Há quem se abale até a contar os anúncios governistas nas páginas de CartaCapital, e esqueça de computar aqueles saídos nas demais publicações, para provar que estamos aos préstimos do poder petista.


Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. Fizemos honestas e nítidas escolhas na hora eleitoral e nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. Vimos em Lula o primeiro presidente pós-ditadura empenhado no combate ao desequilíbrio social, embora opinássemos que ficou amiúde aquém das chances à sua disposição. E fomos críticos em inúmeras situações.


Exemplos: juros altos, transgênicos, excesso de poder de Palocci e Zé Dirceu, Caso Battisti, dúbio comportamento diante de prepotências fardadas. E nem se fale do comportamento do executivo diante da Operação Satiagraha. Etc. etc. Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais.


Hoje confiamos em Dilma Rousseff, de quem prevemos um desempenho digno e eficaz. O risco que ela corre, volto a repetir na esteira de agudas observações de Marcos Coimbra, está no fruto herdado de uma decisão apressada e populista, a da Copa de 2014. Se o Brasil não se mostrar preparado para a empreitada, Dilma sofrerá as consequências do descrédito global.


No mais, desta vez dirijo minha pergunta aos leitores em lugar dos meus botões: qual é a mídia chapa-branca?

*PHA

Que tristeza. : No twitter vereador Carlos Bolsonaro diz que o PSOL é o Partido dos Veados e dos Maconheiros


E, ainda, diz que Haddad é o candidato do "Kit-gay" dando mais enfase em sue preconceito e homofobia


Vergonha alheia.


Decoro Parlamentar que é bom, nada.



*Mariadapenhaneles

PMDB MOSTROU EXATAMENTE PARA QUE SERVE VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTAR: CHANTAGEAR GOVERNO PARA LEVAR O DINHEIRO DO POVO BRASILEIRO

English: Dilma Rousseff with her running mate ...
Amigo da onça; seria literalmente?

Caciques do PMDB estão sedentos pelo dinheiro do povo brasileiro. No ano passado, uma série de denúncias nos ministérios comandados pelo partido fez com que a presidenta Dilma Rousseff afastasse alguns comandantes dos esquemas de corrupção. Obras que recebiam dinheiro e não apareciam é coisa leve para essa turma.

No início do mês, a legenda por meio do voto secreto, impôs uma derrota a Dilma na nomeação de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Aliás, é nos transportes, na infraestrutura do país, que a saúva corrói de forma devastadora o dinheiro público.

A votação secreta de parlamentar é a forma perfeita para parlamentares aliados, (“aliados”) derrotarem o governo sem assumir sua responsabilidade. A covardia se manifesta de forma explícita na votação secreta. As intenções mais inescrupulosas dos “aliados” estão ali, presentes. Eles não largam o osso, não fazem oposição, eles corroem.

O duro é que essa política da pior espécie não é combatida pelos grandes meios de comunicação. Para os analistas desses veículos, o  problema é da presidenta, que precisa ter jogo de cintura, ou seja, jogar dinheiro público para a cacicada.

Ao endurecer com o PMDB, Dilma tem grandes chances de sucesso: primeiro articulando novos líderes para a legenda, dividindo o partido com setores menos afoitos pelo dinheiro público. Em segundo lugar, os interesses desse setor do PMDB são tão pérfidos que não há saída para eles, a não ser a pressão ou oposição. Mas eles não gostam da oposição.

*Educaçãopolitica

Morre o geógrafo Aziz Ab´Saber

image
Morre o geógrafo Aziz Ab´Saber, um dos mais respeitados do país
Próximo dos movimento sociais, professor emérito da USP era crítico às alterações propostas pelo novo Código Florestal
da Redação
Aziz Nacib Ab´Saber, um dos geógrafos mais respeitados do país, morreu na manhã desta sexta-feira, às 10h20 em sua casa, em São Paulo, vítima de um ataque cardíaco em sua residência. Ainda não há informações sobre local de velório e sepultamento. Não haverá aulas na FFLCH nesta sexta-feira (16). A Faculdade decretou luto oficial. Ele tinha 87 anos. A informação foi dada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) da qual Ab´Saber era presidente de honra e conselheiro.
Professor Aziz Ab' Saber durante lançamento de seu livro na USP. Foto: Francisco Emolo / Jornal da USP
Apesar da idade avançada, Ab´Saber envolveu-se, nos últimos dois anos, com a discussão do novo Código Florestal. De acordo com a SBPC, o geógrafo criticava o texto por não considerar o zoneamento físico e ecológico de todo o país, levando em consideração a diversidade de paisagens naturais no Brasil.
Um dia antes de morrer, o professor, nascido em São Luís do Paraitinga, em 24 de outubro de 1924, fez sua última visita à SBPC, em São Paulo. Em um gesto de despedida, mesmo involuntariamente, ele entregou na tarde de ontem à secretaria da SBPC sua obra consolidada, de 1946 a 2010, em um DVD, para ser entregue a amigos, colegas da Universidade e ao maior número de pessoas.
“Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da Universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade”, diz Ab'Saber em sua dedicatória.
(Com informações de Viviane Monteiro, do Jornal da Ciência, SBPC)
*Gilsonsampaio 


*Tecedora

Vitória da BANCOOP na justiça vira mentira tucana nos jornalões

Todo ano eleitoral é a mesma coisa. A Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) volta à pauta dos jornalões, para fazer campanha eleitoral negativa contra o PT e favor da candidatura tucana.

A coisa está tão descarada que o Estadão publicou uma vitória da Bancoop na justiça como se fosse derrota, e ainda por cima incluiu no meio da "reporcagem" a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) que não tem nada a ver com o assunto.

Os fatos:

O Tribunal de Justiça de São Paulo validou, por unanimidade, o Acordo Judicial celebrado entre o Ministério Público e a Bancoop, que já havia sido homologada em juízo no ano de 2009.
Essa decisão rejeita, mais uma vez, a tentativa de algumas associações de cooperados de verem anulado o Acordo Judicial.

Para o advogado da Cooperativa, Pedro Dallari, trata-se de uma decisão definitiva e extremamente positiva. “A decisão do TJ demonstra que a Justiça reconhece a total validade das cláusulas do acordo, que versam inclusive sobre um conjunto de práticas adotadas pela cooperativa desde 2006, que vem dando a solução para centenas de cooperados”, disse o advogado.

Em sua decisão, o Tribunal de Justiça determinou, ainda, o óbvio: se os termos do acordo judicial não for cumprido pela direção da Cooperativa, os dirigentes responderão pelas obrigações.

Para o advogado da Bancoop, tal decisão não preocupa. “Antes mesmo da validação definitiva do Acordo Judicial, a cooperativa já vinha dando pleno cumprimento à maior parte de suas cláusulas e será perfeitamente possível atendê-lo integralmente”, explica Dallari.
*Os Amigos do Presidente Lula

Informações sobre os EUA que todos deveriam ter

 

Número de prisioneiros na "Terra dos Livres"
Os Estados Unidos são campeões mundiais disparados em números de presos. Vamos evitar números, mas os chineses, com uma população muito maior, vêm em segundo, e os russos, percentualmente, também levam uma surra dos americanos.
Nas últimas duas décadas, os americanos gastaram seis vezes mais em prisões do que em educação superior, e uma parte grande do dinheiro foi investido em prisões de segurança máxima.

Mais de 50 mil americanos estão em celas solitárias, cumprindo penas de anos e décadas. Entre os condenados à prisão perpétua em penitenciárias de segurança máxima no Texas, 400 são adolescentes.
O número de negros americanos nas prisões e em liberdade condicional sob controle da Justiça é maior do que o número de escravos no pico da escravidão, e o total de presos no pais é maior do que os do Gulag de Stálin.

*esquerdopata

Os negócios escondidos da ajuda alimentar mundial. Novo colonialismo

O planeta poderia suportar uma alimentação condigna para todos. No entanto numerosos países sofrem de subnutrição permanente.


Os países ricos, Estados Unidos à cabeça, fazem questão de divulgar nos "media" a sua ajuda alimentar desinteressada aos mais pobres.





Mas será mesmo assim?




Quais são os interesses opacos da ajuda alimentar mundial?







A FAO e o PAM








A FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) é uma organização que depende directamente da ONU.Fundada em 1945, tem a sua sede actual em Roma e tem por missão eliminar a fome e a subnutrição no mundo.




Calcula-se que actualmente a fome atinga 800 milhões de indivíduos no mundo.




A Fao dispõe de um orçamento bienal de 867 milhões de Dólares e emprega cerca de 3 600 pessoas.




Em termos de comparação, o orçamento bienal da ONU é de 4 mil milhões de Dólares. Este é proveniente das quotas dos países membros, sendo os USA o que fornece o maior valor, 22% desse total. O orçamento da ONU para as operações de manutenção da paz é feito à parte, e representa 7 mil milhões de Dólares anuais.


http://ictsd.net/i/news/35332/


http://www.un.org/apps/newsFr/storyF.asp?NewsID=15289&Cr=FAO&Cr1=budget


http://www.un.org/french/pubs/ourlives/fao.htm







O PAM (Programa Alimentar Mundial), também sediado em Roma, tem como missão o fornecimento urgente de alimentos, enquanto que a FAO tem uma função reguladora da agricultura mundial. O director executivo da PAM, é eleito pelo Secretário Geral das Nações Unidas e o director geral da FAO.




O seu orçamento é de 3,7 mil milhões de Dólares.




O financiamento provém dos donativos de cerca de 80 governos, grandes empresas e particulares. O PAM não recebe qualquer ajuda das contribuições dos estados membros da ONU. A principal contribuição vem dos USA com cerca de 2 mil milhões de Dólares.


http://www.wfp.org/




Criticas à ajuda alimentar.


O presidente do Senegal, Wade, acusa a FAO de gastar 20% do dinheiro dos seus projecto em despesas de estudos dos mesmos.


A grande maioria dos projectos são financiados pelo Banco Mundial dominado pelos Estados Unidos.


http://www.france24.com/fr/20080603-fao-faim-crise-alimentaire-rome-jacques-diouf-banque-mondiale-fmi-abdoulaye-wade




Muitas são as vozes, que cada vez mais se fazem ouvir, criticando o facto de que grande parte do orçamento gasto pela FAO (mais de 50%) destina-se ao seu próprio funcionamento. Burocráticamente pesadíssimo a FAO enriquece assim os seus "colarinhos brancos".


http://www.congoforum.be/fr/analysedetail.asp?id=160310&analyse=selected





Quem é que realmente beneficia com a ajuda alimentar?


Cada vez mais, os programas de ajuda alimentar são feitos tendo em conta os interesses dos fornecedores e não dos beneficiados.


Os alimentos são comprados aos agricultores americanos, permitindo-lhes o escoamentos dos seus produtos, trata-se também de uma subvenção disfarçada da sua agricultura.


A ajuda alimentar aos país pobres, permite também criar novos mercados nesses países, por exemplo através do fornecimento de sementes. A agricultura local é assim substituida por monoculturas com baixos custos de produção que depois é exportada para os países desenvolvidos. A agricultura tradicional que permitia o fornecimento alimentar adequado a muitas populações encontra-se assim em risco. Trata-se pois, de uma nova forma de colonialismo.


Sob o pretexto da ajuda alimentar, esta, ajuda sobretudo os Estados Unidos a escoarem os seus produtos. Os países vizinhos dos que recebem a ajuda internacional, muitas vez possuem alguns excedentes agricolas, estes poderiam ser adquiridos pelas organizações internacionais num contexto loco-regional, contribuido assim para o desenvolvimento da região.
Pelo contrário esta política leva a um desequilíbrio do mercado agricola regional, fazendo com que esses produtos vejam os seus preços baixarem devido ao fornecimento gratuito dos mesmo localmente.


Como já vimos, as monoculturas introduzidas nos países subdesenvolvidos, comprometem a agricultura tradicional de subsistência. Chegando-se ao paradoxo de esses agricultores terem de, após venderem os produtos que são "obrigados" a produzir para obterem capitais, terem de comprar os alimentos de que necessitam; fechados numa armadilha, sem alimentos e sem dinheiro.






Trangénicos, um exemplo típico.




Inicialmente, nos anos 90, o milho transgénico foi criado para ser utilizado na alimentação do gado. Só mais tarde foi proposto para consumo humano.
O problema é que os Estados Unidos, o principal produtor mundial de transgénicos, não sabe o que fazer para escoar o excesso da sua produção, devido sobretudo às restrições (por enquanto) impostas pela União Europeia. Assim o escoamento para os países subdesenvolvidos apresenta-se como uma grande oportunidade.


A ajuda alimentar dos Estados Unidos beneficia as suas grandes empresas agro-alimentares.


No inicio deste ano, a Fundação Bill e Melinda Gates doou 5,4 milhões de Dólares à Donald Danforth Plant Science Center dos USA, para "ajudar na luta contra a fome". Atitude filantrópica? Não, este dinheiro destina-se à introdução e desenvolvimento de culturas genéticamente modificadas em África...



Do blogue Octopus

*Guerrasilenciosa

Desculpem o transtorno, governo Dilma Rousseff trabalhando

CONJUNTURA »
Imposto menor por emprego
Desconto de 20% da contribuição do INSS na folha de pagamento e de 1,5% da alíquota de imposto sobre o faturamento atraiu confecções, calçados e tecnologia da informação. Móveis e têxteis querem mais. Governo promete apresentar nova proposta em duas semanas

» ROSANA HESSEL



Ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer estimular indústria para manter empregos e direitos trabalhistas  (Iano Andrade/CB/D.A Press)
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer estimular indústria para manter empregos e direitos trabalhistas

O governo da presidente Dilma Rousseff cobrará contrapartidas dos empresários para ampliar os setores que poderão ter desoneração na folha de pagamento. Garantia do quadro de funcionários e dos direitos trabalhistas são as exigências para o benefício. A intenção é manter a taxa de desemprego nos níveis atuais, um dos mais baixos da história do país. “Estamos próximos do pleno emprego e vamos continuar assim. Esse é o nosso objetivo”, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O pleno emprego ocorre quando a taxa de desocupação fica  abaixo de 4%. “O Brasil vai ser um dos países que mais vai empregar em 2012. Queremos continuar assim. Portanto, vamos garantir as condições. Para isso, vamos exigir a contrapartida da indústria”, afirmou. Em 2011 a taxa de emprego foi de 6%, mas subiu para 9,5% em janeiro.

Mantega manteve encontros ontem com representantes de quatro setores da indústria – têxtil, moveleiro, autopeças e aeroespacial. Ele convocou as associações patronais para negociar a adesão de seus associados ao programa de desoneração da folha de pagamento proposta pelo programa Brasil Maior, lançado em agosto do ano passado. Pelo programa, a indústria tem o desconto de 20% da contribuição ao INSS na folha e passa a pagar 1,5% a 2,5% sobre o faturamento. Somente os setores de confecções, de calçados e de tecnologia da informação aderiram ao programa. Apesar de contemplado, o moveleiro preferiu não aderir. Já o têxtil pediu para sair por considerar baixa a alíquota de 1,5%.

O ministro, agora, quer ampliar o benefício para mais setores e admitiu que uma nova alíquota sobre o faturamento está sendo definida para tornar o programa mais atraente. “Ela será menor que 1,5%”, revelou.

Pela manhã, Mantega recebeu os presidentes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Agnaldo Diniz Filho, e da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóveis), José Luiz Diaz Fernandez. Ambos sugeriram redução da alíquota sobre o faturamento de 1,5% para 0,8%, mas podem aderir ao programa se ela chegar a 1%. A expectativa deles é que esse acordo saia até o fim do mês. Segundo Fernandez, da Abimóveis, somente o polo moveleiro de São Bento do Sul (SC), com 175 empresas e 280 mil trabalhadores, teria ganho anual de R$ 7 milhões com a alíquota de 1%.

Para Mantega, a prioridade do governo é reduzir os custos do trabalho. “Lá fora estão reduzindo salários e direitos trabalhistas. Aqui precisamos reduzir encargos. A desoneração vai dar mais competitividade para a indústria”, disse. Ele destacou ainda que os exportadores serão os mais beneficiados uma vez que a nova alíquota sobre o faturamento incide somente nas vendas domésticas. “Aquele que exporta não paga nada. Então, é a desoneração completa da folha para o exportador brasileiro.”

Porta aberta

O presidente da Associação Nacional de Sindicatos da Micro e Pequena Indústria (Assimpi), Joseph Couri, já avisou que irá fazer barulho. Ele quer a inclusão das pequenas e médias no pacote de medidas de desoneração de impostos. Não será o único setor a fazer barulho. Outros dirigentes começam a bater na porta de Mantega.

Sem IPI, preços caem
A decisão do governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) fez bem ao bolso do consumidor nos últimos 12 meses, encerrados em março, sobretudo na hora da compra de eletrodomésticos de linha branca. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), a redução atingiu o preço de máquinas de lavar (recuo de 6,24%), fogões (4,28%), aparelhos de telefonia móvel (7,58%) e aparelhos de televisão (8,65%). Com isso, esses produtos tiveram redução acentuada de preço enquanto outros, como vestuário infantil, com destaque para as roupas que aumentaram 9,85% e para os calçados que elevaram seus preços em 9,78% registraram alta , com impacto nos índices de inflação. O levantamento mostrou ainda que as mercadorias classificadas como bens duráveis e semiduráveis registraram alta de 1,85%, entre abril de 2011 e março deste ano, o que representou nível abaixo da inflação analisada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), de 5,74%.

México cede a apelo

O México está disposto a limitar as exportações de veículos para o Brasil à cota de US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 2,5 bilhões) pelos próximos três anos. A informação é do ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que retornou do México e participou ontem, em Goiana, no interior de Pernambuco, da inauguração de uma fábrica de vidros planos. Pimentel acompanhou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que permanece na Cidade do México, finalizando os termos desse acordo com os ministros mexicanos de Relações Exteriores, Patricia Espinosa, e da Economia, Bruno Ferrari.

A cota, confirmada pela assessoria do ministro Pimentel, foi fixada com base no valor médio das exportações de carros mexicanos para o Brasil nos últimos três anos, que cresceram bastante e contribuíram para o deficit brasileiro de US$ 1,7 bilhão no comércio com o México no ano passado.

Suspeitas
No ano passado, as importações brasileiras de veículos produzidos em solo mexicano aumentaram 70%. Ambos os países assinaram um acordo automotivo em 2002 e neste concordaram com o tema de cotas de exportação em caso de desconforto ou litígio comercial entre as partes.

O crescimento acentuado das exportações de veículos mexicanos levantou inclusive suspeitas, por parte do governo brasileiro, de que montadoras dos Estados Unidos, da China e da Europa estariam usando aquele país como plataforma de vendas para o Brasil, livrando-se da taxação de 35% imposta aos automóveis fabricados fora do Mercosul e do México.

Manipulações sobre a saúde de Chávez


*Miro

A prática antissindical do PSDB em MG

Por Altamiro Borges

O tucano Aécio Neves adora se travestir de democrata. Em discursos e artigos, o presidenciável critica as “práticas ditatoriais” do governo federal. Quem conhece a realidade de Minas Gerais, onde o seu clã domina a política, sabe que essa retórica é falsa. No estado impera, de fato, o autoritarismo nas relações com a mídia cooptada, com a oposição no parlamento e com os movimentos sociais.

Incêndios em Favelas de SP e desapropriação: coincidência?

 

incêndio - favelaJá faz algum tempo venho estranhando os incêndios que acontecem nas favelas de São Paulo, e logo a seguir vem a desapropriação. Também é sabido publicamente que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab tem grandes interesses imobiliários.
Mais uma vez acontece um incêndio acompanhado da “estranha” coincidência de logo após  a prefeitura pressionar os moradores a deixar o local. Foi em fevereiro, na Favela do Coruja no bairro Vila Guilherme, e cerca de 60 famílias atingidas continuam sem ter onde morar. Parte dessas famílias está abrigada em igrejas da região. A administração do burguês higienista Gilberto Kassab pretende desalojar outras 40 para construir uma avenida no local, de acordo com a Rede Brasil Atual.
Ainda de acordo com o portal de notícias, a prefeitura oferece aos moradores auxílio inicial de RS 1.200 e a inscrição no programa Parceria Social, com o ínfimo valor de auxílio moradia de R$ 300 por 30 meses, que podem ser renovados. Esse valor não dá para pagar aluguel numa pequena cidade, quanto mais na capital paulista. Outra curiosidade é que no vídeo, parece não haver um grande interesse no combate às chamas. Não aparece nas imagens aquele grande aparato de bombeiros comuns em incêndios similares.
A líder comunitária Heleneir Pereira de Jesus, afirma que os moradores foram pressionados pela prefeitura a assinar o acordo. As famílias consideram o auxílio insuficiente e exigem a elaboração de uma política pública de moradia em São Paulo.
Em reunião com os moradores no início da semana para tratar da questão da moradia das famílias atingidas pelo incêndio na Favela do Coruja, a diretora da Habi Norte, Maria Cecília Sampaio, afirmou que "para ser cidadão em São Paulo, tem de pagar."
Seria de bom tom que as autoridades federais investigassem rigorosamente a real fonte desses incêndios, visto que o governo do Estado sob o comando do tucano Geraldo Alckmin é suspeito, pois também tem a política higienista de expulsar moradores de favelas, como foi no ruidoso e violento caso do Pinheirinho.
Afinal estamos vivendo em tempos democráticos, e não os saudosos tempos de Mr. Dops, que ainda infelizmente conta com muitos adeptos.
Por: Eliseu 
*Carcará

A tiragem turbinada de Veja

luisnassif

Autor: 
Por DiAfonso
Como não tenho competência para falar sobre o tema, solicitei informações a alguns profissionais de São Paulo acerca da queda nas vendas da Revista Veja* [aqui]. Não demorou muito e algumas valiosas informações, quanto aos boletins divulgados pelo IVC e a relação com a perda de leitores pela Veja, foram-me repassadas. Segue-se conteúdo de e-mail enviado por um desses competentes profissionais, cujo anonimato será preservado por questões óbvias:
Caro amigo,Como vc não é do ramo, informo: esses boletins do IVC são "auditorias juradas", ou seja, não foi feita auditoria do IVC. Essas informações "juradas" podem ser auditadas e precisariam de confirmação, em até 6 meses depois, por parte do IVC, mas nem sempre acontece. De toda forma, o que quase nunca aparece nos boletins é o retorno do reparte, ou seja, o que os jornaleiros devolvem por não ter havido vendas. Repare nas bancas, fale com um jornaleiro de uma grande banca. Ele recebe, digamos, 100 ou 200 exemplares na semana, e vende só 20 ou 30. No sábado, quando adquire a edição seguinte, o jornaleiro devolve só a 1ª capa da edição anterior, amputada do exemplar, para não fazer peso, e destina a revista para reciclagem.

Já os exemplares de circulação têm uma enganação perversa no mercado, tudo para aumentar a tiragem do semanário mentiroso: assinaturas são vendidas aos milhares para secretarias de estado, especialmente SP, e nos estados onde o PSDB tem governador. Sem medo de errar, eu diria que mais de 30% da tiragem da "Revista Óia" é por assinaturas pagas pelos governos. Outra grande mentira diz respeito aos exemplares enviados a nomes de listagens, de cartão de crédito e até de condomínios, como se fossem assinantes, o que inflaciona a tiragem total, e esta é a régua das agências para colocar publicidade na "Óia", cuja página indet. de anúncio custa, na tabela, R$ 140.000,00 por uma inserção.

Qualquer publicitário, de maior ou menor trânsito no setor, sabe disso... Abs!
*Amoralnato

o governo da globo

Para diretora de Habitação da Prefeitura de São Paulo, para morar na capital tem de ser diferenciado

É um absurdo. Para a diretora da secretaria municipal de Habitação de São Paulo, Maria Cecília Sampaio, para ser cidadão na capital paulista, é preciso pagar. Ela dirige a Habinorte, uma das regionais daquela secretaria, e deu as declarações durante reunião de trabalho com moradores da Favela do Coruja, na Zona Norte da capital paulista.
Leandro Melito, Via Rede Brasil Atual

“Pra morar nesta cidade, pra ser cidadão em São Paulo, que é a terceira maior cidade do mundo, tem de trabalhar, tem de ter um custo e tem de ter condição de pagar. É o preço que se paga pra morar numa cidade como essa.” E avisa: “Neste terreno a gente pretende começar um processo de desapropriação.”

Em sua fala, Maria Cecília ainda “aconselha” os pobres que a ouviam a procurar cidades menores “para poder aguentar.”

A reunião com a representante do prefeito Gilberto Kassab (PSD) teve a presença de cerca de 25 moradores do Coruja e aconteceu na subprefeitura da Vila Maria e da Vila Guilherme, bairros da zona norte da cidade. No encontro também estava o chefe do gabinete da subprefeitura Josué Filemom.

Em fevereiro, um incêndio atingiu a comunidade e deixou mais de 60 famílias desabrigadas. A prefeitura decidiu, porém, que outras 40 famílias também terão de deixar o local, apesar de não terem tido suas casas atingidas pelo fogo.

Na terça-feira, dia 13, o promotor de habitação do Ministério Público Estadual Maurício Lopes se encontra com para discutir representantes da secretaria paulistana de habitação para discutir o futuro das famílias daquela comunidade.

A prefeitura ofereceu aos moradores inscrição no programa Parceria Social – um auxílio-aluguel de R$300,00 e afirma que estuda um projeto habitacional para a comunidade.

Ouça a diretora de Habitação de São Paulo durante exposição da política de moradia da prefeitura.
*Limpinhoecheiroso