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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, março 18, 2012

Em Sete anos Prefeitura de S.Paulo aumenta gastos com publicidade 11 vezes

 

KassabOs gastos da prefeitura da capital paulista com publicidade cresceram nos últimos sete anos em ritmo muito maior que o Orçamento do município. Enquanto os investimentos na imagem do governo aumentaram 11 vezes ou 1.114,34%, o Orçamento da cidade cresceu  cerca de 150%, ou uma vez e meia. Levantamento realizado pela liderança do PT na Câmara Municipal aponta que a inflação acumulada do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de aproximadamente 43%.
“O Orçamento da prefeitura para propaganda se aproximou de R$ 9,8  milhões, em 2005, para R$ 126,5 milhões em 2011. Esse crescimento demasiado de um único item tem a ver com a necessidade de melhorar a imagem do prefeito Gilberto Kassab (PSD), uma vez que a gestão dele deixou de construir, entre outras coisas, creches e corredores de ônibus”, afirmou o vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Francisco Chagas (PT). No mesmo período, o Orçamento destinado a toda a cidade passou de R$ 15,2 bilhões para R$ 38,7 bilhões.
GASTOS DA PREFEITURA PAULISTANA COM PUBLICIDADE
Ano  Orçamento aprovado (R$) Orçamento atualizado (R$) Empenhado (R$) % empenhado/orçamento aprovado
2005   9.783.000  23.453.840  23.453.840  239,7%
2006 23.340.000  30.586.768  29.436.768  126,1% 
2007 35.550.000 68.450.000  66.915.000  188,2%
2008 36.500.000 39.700.000 39.700.000  108,8%
2009 30.951.000 90.187.000 90.182.743 291,4%
2010 126.300.000 115.218.599 115.190.000    91,2%
2011 126.496.685 126.293.710 104.057.776    82,3%
2012*
até fev
118.799.000 118.799.000 26.712.453    22,5%
Desde 2005, os gastos com a divulgação da prefeitura aumentam em relação ao Orçamento aprovado e aos gastos praticados nos anos anteriores. Chagas explicou que, embora a Casa Legislativa aprove a cada final de cada ano o Orçamento de secretarias, empresas municipais e subprefeituras para o ano seguinte, a prefeitura faz atualizações e eleva os gastos além do previsto.
Anualmente, a prefeitura vem gastando até três vezes mais do que o valor aprovado pela Câmara Municipal. Apenas em 2010, quando a previsão de investimentos foi de R$ 126,3 milhões e, em 2011, cujo orçamento foi de R$ 126,5 milhões, os gastos ficaram em 91,2% e 82,3%, respectivamente, da rubrica aprovada pelo Legislativo. Entretanto, o valor aprovado já era 12 vezes maior do que o de 2005. Em 2012, o valor do Orçamento para publicidade é de R$ 118,8 milhões, uma redução de R$ 8 milhões sobre o ano anterior, mas nos dois primeiros meses deste ano, a prefeitura já empenhou 22,5% – R$ 26,7 milhões.
Na visão de Chagas, a propaganda maciça da prefeitura é necessária para encobrir metas que o prefeito propôs, mas não cumpriu. “Em dois meses deste ano, a prefeitura já gastou mais do que o Orçamento e o valor empenhado em 2005. Por outro lado, o uniforme escolar sofreu atraso de um ano”, disse. Não estão inclusas na dotação orçamentária de publicidade, as despesas com propaganda de empresas públicas como SP Turis, SP Trans e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Apesar dos altos investimentos em publicidade e comunicação com a imprensa, Chagas avaliou que São Paulo perdeu o protagonismo por “falta de visão e iniciativa política”. “Esses recursos servem para disfarçar tantas promessas não cumpridas”, alegou. Há nove meses de terminar seu mandato, Kassab cumpriu 62 metas (27,8%) das 223 propostas no início de seu mandato, de acordo com levantamento feito este mês pela Rede Nossa São Paulo.
Por: Rede Brasil Atual

Pois aqui no Brasil nós homenageamos todos os ditadores militares

SE ESTA RUA, SE ESSA RUA FOSSE MINHA...

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HITLER
Você já imaginou a cidade do Porto, em Portugal, cortada por uma ponte chamada “António de Oliveira Salazar”? Ou uma via elevada “General Jorge Rafael Videla” em Buenos Aires? Ou ainda uma “praça coronel George Papadopoulos” no charmoso bairro de Plaka, em Atenas? 

Pois aqui no Brasil nós homenageamos todos os ditadores militares: Castello Branco dá nome a uma das principais rodovias de São Paulo (a SP-280) e a uma rua de Porto Alegre; 
Elevado Costa e Silva, o "minhocão
Presidente Costa e Silva é o nome oficial do popular “minhocão” e da Ponte Rio-Niterói.

Médici, ao lado de Figueiredo (de quepe)  na Transamazônica
O sombrio general Médici dá nome a uma avenida em São Paulo e, no Pará, existe uma cidade chamada Medicilândia (!), nascida no tempo da Transamazônica e do “Brasil Grande”. 
Rodovia Castello Branco
Em Campo Grande temos uma Avenida presidente Ernesto Geisel e no Amazonas uma cidade chamada Presidente Figueiredo. 

O coronel Sebastião Curió, que atuou na repressão à guerrilha do Araguaia e no garimpo de Serra Pelada e está sendo denunciado pelo Ministério Público, dá nome a uma cidade (Curionópolis), no Pará. Em SP, o general Milton Tavares, chefe do antigo CIEx (Centro de Informações do Exército) e um dos responsáveis pela implantação da Operação Bandeirante e dos DOI-Codi durante a ditadura militar, é nome de uma ponte (por obra do Maluf). Aqui na Vila Leopoldina há uma rua que leva o nome do delegado Sérgio Paranhos Fleury, o torcionário-mór da ditadura.

Dan Mitrione, professor de tortura
E já houve um logradouro em São Paulo agraciado com o nome de Dan Mitrione, o agente da CIA que veio à América do Sul ensinar técnicas de tortura a órgãos de repressão e acabou sequestrado e executado em Montevidéu pelos guerrilheiros Tupamaros. Como se não bastasse, uma das alas do Senado Federal chama-se “Filinto Müller”, o chefe da polícia política de Getúlio Vargas, o Himmler brasileiro. Há uma proposta para que o nome seja mudado para Ala Luís Carlos Prestes, líder comunista preso por Filinto em 1935.

Como disse o historiador Gilberto Maringoni, não há na Alemanha rua, monumento ou edifício público homenageando Adolf Hitler, ou um aeroporto Herman Göring (ás da aviação na I Guerra Mundial) ou um viaduto Joseph Göbbels; como não há na Itália monumentos públicos homenageando Mussolini. 
Eu poderia acrescentar: nem pontes na França com o nome do marechal Pétain ou do premiê Pierre Laval (chefes do regime colaboracionista de Vichy). A Espanha, depois de muito tempo, finalmente retirou o nome do generalíssimo Francisco Franco (“Caudillo de España por la Gracia de Dios") dos logradouros públicos, embora o Vale de Los Caídos – espécie de Disneylândia da direita – ainda subsista.

Temos que acabar com essa condescendência imoral. E sem essa de “revanchismo”; trata-se de resgatar nossa memória histórica. Algumas cidades já deram o exemplo. São Carlos, no interior paulista, há dois anos mudou o nome de uma rua denominada Sérgio Fleury para D. Helder Câmara. 

No Rio de Janeiro, o deputado Chico Alencar (Psol), a pedido de entidades de defesa dos direitos humanos, apresentou um projeto de lei para mudar o nome da ponte Rio-Niterói para Betinho, o sociólogo que se tornou símbolo da luta contra a fome. Segundo o deputado, “é inaceitável que a popularmente chamada Ponte Rio-Niterói seja oficialmente denominada Ponte Presidente Costa e Silva, em homenagem a um chefe de Estado que foi um dos artífices do golpe militar, responsável por momentos dos mais sombrios da história brasileira como o que se inicia com a edição do famigerado Ato Institucional nº 5”. 
Costa e Silva, Castello e Geisel
 Em Porto Alegre há um Projeto de Lei para mudar o nome da Avenida Presidente Castello Branco para Avenida da Legalidade – o movimento democrático que abortou a tentativa dos chefes militares de impedir a posse de João Goulart em 1961.

Em tempos de Comissão da Verdade, está mais do que na hora de passar a limpo nossa história recente. Pelo menos isso.

Livro sobre o agente Dan Mitrione, executado pelos Tupamaros



'MAJÓ' CURIÓ - A BESTA DO ARAGUAIA AINDA ZOMBARÁ DE SUAS VÍTIMAS...

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Tenho coração de revolucionário mas, para informar corretamente os meus leitores, deixo as paixões de lado e analiso os acontecimentos com distanciamento crítico.

NO QUE DEPENDER DA ADVOCACIA DA UNIÃO, CURIÓ NÃO SERÁ ENGAIOLAD

Então, embora até preferisse estar errado, vejo a cada momento confirmar-se o que escrevi em outubro/2008, quando a União se colocou ao lado do torturador Brilhante Ustra e contra os procuradores que pretendiam entregar-lhe a conta das despesas que as execuções e torturas do DOI-Codi acarretaram para os cofres públicos:

N

"...as tentativas de contornar-se a Lei da Anistia, doravante, terão como adversária a União, que oficializou sua posição de endosso à impunidade dos carrascos.

Então, fica cada vez mais evidenciado que não se fará justiça sem suprimir-se mais este entulho autoritário. A anistia de 1979 tem de ser revogada, em nome das vítimas da ditadura mais brutal que o Brasil já conheceu e de nosso auto-respeito como Nação
".
Tratava-se da primeira vez em que a Advocacia Geral da União era chamada a opinar em processos instaurados contra os torturadores na Justiça; definiu, portanto, um paradigma.

Tais processos eram consequência da palavra de ordem que os ministros Tarso Genro e Paulo Vannuchi lançaram depois de serem derrotados por Nelson Jobim na luta travada no seio do Ministério de Lula.

Ou seja, como o Executivo se posicionou pela manutenção da anistia de 1979 e o Legislativo não queria mexer nesse vespeiro, Genro e Vannucci saíram pela tangente, apontando um terceiro caminho: o Judiciário.

Fiz o papel de estraga-prazeres, pois não gosto de ver os companheiros iludidos por miragens. Adverti que, com o Executivo contra e o Legislativo fingindo que a encrenca não era com ele, nada conseguiríamos nos tribunais, em termos de punição prisional ou pecuniária. Dito e feito.

A pá de cal foi a inacreditável decisão do Supremo Tribunal Federal, concedendo aos tiranos e seus esbirros o direito de anistiarem a si próprios.

Mesmo assim, ainda há quem insista até hoje em seguir os atalhos que não levam a lugar nenhum.

Caso das ações do Ministério Público Federal contra os assassinos seriais do Araguaia.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, acaba de antecipar qual será seu parecer, ao afirmar que tais ações "não são adequadas porque estão violando entendimento do STF" e, portanto, "não devem render frutos".

Só não vê quem não quer: mesmo que consigamos vitórias nas instâncias inferiores, o castelo de cartas desabará no Supremo.

Curió, Ustra e que tais merecem --e como!-- a prisão, mas o caminho que os leva às celas passa obrigatoriamente pela revogação da Lei da Anistia, seguida de uma reconsideração do entendimento do STF. O resto são sonhos de noites de verão.

Por Celso Lungaretti
*MilitânciaViva

EUA: ‘Acampamentos da miséria’ no país mais rico do mundo


Atualmente há 13 milhões de desempregados nos Estados Unidos, 3 milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito presidente, em 2008. Algumas estimativas calculam que cerca de 5 mil pessoas se viram obrigadas, nos últimos anos, a viver em barracas em acampamentos de sem-teto, que se espalharam por 55 cidades norte-americanas.

O maior deles é o de Pinella’s Hope, na Flórida, região mais conhecida por abrigar a Disney World. Uma entidade católica organiza o local e oferece alguns serviços aos habitantes, como máquinas de lavar roupa, computadores e telefones.
Muitos acampamentos são organizados e fazem reuniões para distribuição de tarefas comunitárias. Para alguns com poucas perspectivas de encontrar trabalho, as barracas são habitações semipermanentes.
Mofo
Várias destas pessoas tinham vidas confortáveis típicas de classe média até pouco tempo atrás. Agora deitam sobre travesseiros tão mofados quanto suas cobertas, em um inverno no qual as temperaturas baixam a muitos graus negativos. “Esfregamos literalmente nossos rostos no mofo toda noite na hora de dormir”, diz Alana Gehringer, residente de um acampamento em Michigan, ao programa Panorama da BBC.

O agrupamento de 30 barracas se formou em um bosque à beira de uma estrada, no limite do povoado de Ann Arbor. Não há banheiros, a eletricidade só está disponível na barraca comunitária onde os residentes se reúnem ao redor de uma estufa de madeira para espantar o frio.

O gelo se acumula nos tetos das barracas e a chuva frequentemente as invade. Mesmo assim, cada vez mais pessoas querem morar ali. A polícia, hospitais e albergues públicos ligam com frequência perguntando se podem enviar pessoas ao acampamento.

“Na noite passada, por exemplo, recebemos uma ligação dizendo que seis pessoas não tinham vaga no albergue. Recebemos de nove a dez telefonemas por noite”, diz Brian Durance, um dos organizadores do acampamento.

A realidade dos abrigados da Flórida e de Michigan é a mesma em vários lugares. Na segunda-feira, dia 12, Obama revelou planos de aumentar os impostos sobre os mais ricos. “Queremos que todos tenham uma oportunidade justa.”

O presidente norte-americano mencionou os que “lutam para entrar na classe média”. Em Pinella’s Hope, em Arbor e em outros dezenas de locais no país, além dos que querem entrar na classe média, há os que foram expulsos dela pela crise e que desejam voltar.
*Limpinhoecheiroso


Sobrevivente do Holocausto afirma que Israel age como os nazistas

 

"Há uma tentativa de desumanizar os palestinos, como foi feito com os judeus", diz

Um dos poucos sobreviventes do campo de concentração nazista de Aushwitz, Hajo Meyer, afirmou durante uma turnê de palestras na Escócia, que é possível traçar paralelos entre o tratamento recebido pelos judeus na 2ª Guerra Mundial e a situação atual dos palestinos nas mãos dos israelenses.
“Os israelenses desumanizam os palestinos, tal como os nazistas tentaram me desumanizar. Ninguém deveria desumanizar o outro”, disse Meyer, que passou dez meses em Aushwitz em 1944. “Talvez Israel não seja o país mais cruel do mundo, mas uma coisa é certa: Israel é o campeão mundial em pretender ser o país de maior cultura e civilização”, afirmou.
O alemão nasceu em Bielefeld, em 1924. Depois de ser proibido de ir à escola, em 1938, foi para a Holanda, sozinho. Meyer passou um ano escondido, quando foi pego pela Gestapo e enviado ao campo de concentração de Auschwitz, onde permaneceu por dez meses. Hoje, vive na Holanda e é autor de três livros sobre judaísmo, Holocausto e sionismo.
Meyer defende que o significado do termo “anti-semita” mudou. “Antes, anti-semita era alguém que odiava os judeus, por eles serem judeus. Hoje, anti-semita é alguém que é odiado pelos judeus.” Como porta-voz da Rede Internacional de Judeus Anti-Sionistas,  afirmou que é preciso saber que criticar Israel não é o mesmo que criticar os judeus.
O ativista escocês pela causa palestina, Mick Napier, afirmou que Hajo Meyer entende "o abuso que Israel faz da trágica história do Holocausto para defender seus próprios crimes".
*Opensadordaaldeia

Vaticano – A divulgação dos crimes é que o preocupa

 


Vaticano iniciou uma raríssima investigação criminal relacionada ao constrangedor vazamento de documentos de alto escalão que apontavam a existência de corrupção e má gestão em vários departamentos da Santa Sé.
O inquérito, anunciado na sexta-feira pelo jornal do Vaticano, será realizado por um tribunal interno, com o objetivo de descobrir quem vazou o material.
*diarioateista

Brasil se isola ao acobertar crimes da ditadura

  Por Vânia


Do Blog da Cidadania



Vem aumentando a pressão internacional para que o Brasil investigue e puna os crimes da ditadura militar. A Organização das Nações Unidas (ONU), ao lado da Anistia Internacional e do Tribunal Penal Internacional, pressionam o país para que puna militares que sequestraram, torturaram e assassinaram entre 1964 e 1985. Na última quinta-feira, a Anistia Internacional denunciou que “O Brasil continua atrasado em comparação aos demais países da região em sua resposta às graves violações de direitos humanos cometidas no período militar”, o que constitui um eco do clima internacional em relação ao acobertamento institucional daqueles crimes.
ONU, Anistia Internacional, Comissão Interamericana de Direitos Humanos e TPI condenam o Supremo Tribunal Federal brasileiro por ter se manifestado contra ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) iniciada em 2010 que questionava a Lei da Anistia, de 1979. A condenação informal do Brasil por leniência com os crimes de Estado durante a ditadura tem amplo apoio dos principais países-membros.
Entre os países que integraram a Operação Condor – aliança secreta entre Brasil, Argentina, Chile e Uruguai orquestrada pelos Estados Unidos entre os anos 1960 e 1970 para combater movimentos de esquerda –, só o Brasil ainda não iniciou punições de militares que cometeram crimes de lesa-humanidade.
A desculpa da Justiça, de setores da imprensa e dos próprios militares é a de que a Lei 6.683, aprovada pela ditadura em 1979, a dita Lei da Anistia, abrangeu “os dois lados”, ou seja, os que cometeram crimes em nome do Estado ou contra ele. Tal premissa, porém, é rejeitada pelas vítimas da ditadura, por descendentes dessas vítimas e pela comunidade internacional.
A ONU, por exemplo, considera que o Estado não pode praticar crimes imprescritíveis como seqüestro, tortura e assassinato, não importando que outros crimes possam ter sido cometidos pelos que resistiram ao regime militar, pois o Estado tem que se pautar pela lei, sendo negado que atue contra a lei sob pretexto de combater “crimes”.
Desenhando, para quem se nega a entender: o Estado não pode se igualar ao criminoso. Se um criminoso tortura, o Estado não pode torturá-lo. Até mesmo para aplicar pena de morte, onde ela existe, exige-se um julgamento e diversos outros ritos legais.
Outro fator que torna insuportável a Lei da Anistia que a ditadura brasileira aprovou em benefício próprio, a exemplo do que fizeram outras ditaduras da região, é que foram punidos os acusados pelos ditadores de terem cometido seqüestros, assaltos e assassinatos, seja com o exílio, com prisão, com torturas ou até com a morte.
Já os agentes do Estado que cometeram crimes, esses jamais responderam por nada. Não há um só caso de punição de membros da ditadura, ao passo que há centenas de casos de punições formais de membros da resistência àquele regime. A hoje presidente da República, Dilma Rousseff, é o exemplo mais conhecido, ao ter cumprido pena de prisão.
Houve leis de anistia na Argentina, no Chile ou no Uruguai, mas essas leis foram derrubadas justamente devido ao conceito mundialmente reconhecido de que o Estado não pode praticar seqüestros, torturas e assassinatos em hipótese alguma, nem sob a desculpa de combater insurreição.
Agora, após a Justiça do Pará ter rejeitado ação do Ministério Público Federal contra o coronel da reserva Sebastião Curió, acusado de sequestro e assassinato de cinco pessoas na década de 1970, o Superior Tribunal Federal, sob demanda da OAB, voltará a julgar a Lei da Anistia. O julgamento deve ser reaberto na semana que entra.
O que impressiona, em um momento como este, é que o resultado desse julgamento foi antecipado pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que está afirmando que o Supremo Tribunal Federal deve revalidar a Lei da Anistia.
Então ficamos assim: após a ditadura punir duramente todos os que conseguiu, fosse por meios legais ou ilegais, o último ditador, João Figueiredo, conseguiu garantir que, à diferença dos que enfrentaram os que usurparam o poder ilegalmente, nenhum integrante daquela ditadura jamais respondesse por nada.
Ao nos tornarmos o único país-membro da Operação Condor no Cone Sul a não punir crimes da ditadura, passamos ao mundo mensagem de que o Brasil ainda não consolidou a sua democracia, de que o que temos é um simulacro, uma mera concessão de militares criminosos que ainda chantageiam o país com ameaça de novo golpe.

MPF vai recorrer pela condenação de membros da ditadura

Do Portal Terra

O Ministério Público Federal decidiu recorrer da decisão do juiz João César Otoni de Matos, para que o coronel da reserva Sebastião Rodrigues Curió seja processado pelos crimes de sequestro contra guerrilheiros do Araguaia na década de 1970, quando o oficial ocupava o posto de major do Exército. De acordo com o órgão, os procuradores da República do Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo que atuam no caso já estão trabalhando no recurso que será dirigido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Na decisão de não receber a denúncia criminal contra Curió, o juiz Otoni Matos considerou que a Lei da Anistia impede qualquer tentativa de punir os crimes do coronel reformado. “Pretender, depois de mais de três décadas, esquivar-se da Lei da Anistia para reabrir a discussão sobre crimes praticados no período da ditadura militar é equívoco que, além de desprovido de suporte legal, desconsidera as circunstâncias históricas que, num grande esforço de reconciliação nacional, levaram à sua edição”, disse o juiz.
Para o MPF, a denúncia criminal contra Curió não questiona a Lei da Anistia e sim os precedentes do próprio STF em casos análogos, além de obedecer a decisão da Corte Interamericana, porque o Pacto Interamericano de Direitos Humanos foi assinado pelo Brasil e tem força de lei no País. “Se o Brasil não quer cumprir o pacto, o que seria uma decisão política absolutamente desastrosa em minha opinião, a adesão do Brasil tem que ser desfeita, isso tem que ser feito oficialmente. O país voluntariamente aderiu ao pacto e, a partir disso, precisa cumpri-lo, não pode se recusar toda vez que uma decisão lhe desagradar”, disse o procurador da República Ubiratan Cazetta, um dos responsáveis pelo caso.
“Estamos efetivamente dispostos a cumprir a determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos que deixou clara a obrigação brasileira de trazer a verdade sobres os fatos que ocorreram naquele momento, de dar uma satisfação às famílias que até hoje não sabem o que ocorreu com seus parentes e também a cumprir o precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre vítimas de desaparecimento forçado”, disse Cazetta.
A decisão, citada pelo procurador, é a da Corte da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre os crimes cometidos por agentes da ditadura na guerrilha do Araguaia que determinou ao Brasil “conduzir eficazmente, perante a jurisdição ordinária a investigação dos fatos do presente caso a fim de esclarecê-lo, determinar as correspondentes responsabilidades penais e aplicar efetivamente as sanções”.
O procurador também relembra as decisões do STF em pedidos de extradição do governo argentino, no qual os ministros decidiram extraditar militares acusado de sequestro. “Embora tenham passado mais de trinta e oito anos do fato imputado ao extraditando (desaparecimento forçado de presos políticos), as vítimas até hoje não apareceram, nem tampouco os respectivos corpos, razão pela qual não se pode cogitar, por ora, de homicídio”, disse o ministro Ricardo Lewandowski, relator de um dos casos.
“Não existe convicção de que as pessoas estão mortas, portanto, é fundamental que a Justiça analise os casos, permita a produção de provas, traga à luz a história dessas vítimas. Não se pode simplesmente presumir sua morte sem mais indagações e dispensando-se a instrução processual”, disse o procurador da República Tiago Rabelo, que atua em Marabá e trabalha há mais de dois anos colhendo depoimentos e testemunhos sobre as operações de repressão no Araguaia.
“O MPF considera insuficientes os fundamentos da decisão do juiz Otoni Matos, porque afirma que a Lei de Anistia é válida e alcança fatos passados, mas não considera que ela própria, expressamente, se refere a fatos ocorridos até 15 de agosto de 1979, não se aplicando, portanto, a condutas que se prolongam no tempo, como no caso do crime de sequestro referido na denúncia, de caráter permanente, já que não se sabe o paradeiro das vítimas” explica Tiago Rabelo. A permanência do crime é o argumento determinante para os procuradores da República que atuam no caso.
Os procuradores também ressaltam que a consumação do sequestro não depende necessariamente da manutenção da vitima em cativeiro, como sugere a decisão. “O próprio STF já teve a oportunidade de tipificar fato idêntico como sequestro qualificado”, disse Rabelo. “Não estamos questionando a decisão do STF de manter a validade da Lei de Anistia. Ao negar que o processo criminal continue, a Justiça sim contraria, não só a Corte Interamericana, como o próprio STF, que permitiu extraditar militares para serem julgados pelos mesmos crimes imputados ao coronel Curió no Brasil”, conclui o procurador Felício Pontes Jr.
ONU pede para Brasil levar à frente denúncia contra Curió
De O Globo
Coronel é acusado de cinco sequestros na região do Araguaia durante a ditadura militar
RIO – A Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra divulgou na manhã desta sexta-feira um comunicado em que pede que o Judiciário Brasileiro leve à frente a denúncia do Ministério Público Federal contra o coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura por cinco sequestros na região do Araguaia, durante o período da ditadura militar.
O texto diz que o acolhimento da denúncia contra o militar seria “um primeiro passo crucial na luta contra a impunidade que rodeia o período do regime militar no Brasil”.
“Estamos esperançosos de que o Judiciário brasileiro vai defender os direitos fundamentais das vítimas à verdade e à justiça, permitindo que este processo muito importante vá para a frente”, diz o comunicado.
Caso a denúncia seja aceita, será a primeira ação penal do país com o objetivo de punir um militar por crime cometido na ditadura. As vítimas apontadas pelos procuradores são todas guerrilheiras: Maria Célia Corrêa, a Rosinha; Hélio Luiz Navarro Magalhães, o Edinho; Daniel Ribeiro Callado, o Doca; Antônio de Pádua
Costa, o Piauí; e Telma Regina Cordeira Corrêa, a Lia.
O presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional (Abdconst), Flávio Pansieri, afirmou nesta quinta-feira, ao comentar a denúncia do MPF que a “simples leitura da Constituição e da Lei deixa claro que os crimes cometidos por militares, na ditadura, não foram anistiados”. Segundo Pansieri, a ação contra Sebastião Curió é o início de uma resposta cívica aos crimes cometidos durante o regime ditatorial.
- Esperamos que seja somente o começo.
O Brasil é o único país do Cone Sul onde não houve condenações penais, por conta da Lei de Anistia de 1979, que protege os repressores de prisão e julgamentos. Em várias partes do país familiares de vítimas e promotores já apresentaram ações civis.
O procurador da República Sérgio Suiama, um dos que assinaram a ação, informou que o processo não contraria a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 153 contra a Lei da Anistia, em que o STF determina que a Lei de Anistia é válida para todos os crimes cometidos até agosto de 1979.
- Nesse caso, são cinco sequestros que continuam, por isso, a lei não beneficia o major Curió. Afirmou.
Procuradores driblaram Lei de Anistia
Segundo a denúncia do MPF contra Curió, o grupo foi sequestrado por tropas comandadas pelo militar entre janeiro e setembro de 1974. Após sessões de tortura, não houve mais notícia do paradeiro de nenhum deles. Para driblar a Lei de Anistia – que, em 1979, perdoou os ilícitos cometidos por militares e militantes -, os procuradores alegaram que o crime de sequestro é permanente enquanto as vítimas não forem encontradas. Com isso, os casos não poderiam ser enquadrados na Lei de Anistia.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que a ação ajuizada pelo MP contra o coronel pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja discutida se a tese sustentada esbarra na Lei de Anistia. O sequestro dos guerrilheiros começou a ser investigado em 2009.
No comunicado, a própria ONU lembra que outras tentativas de punir militares que praticaram crimes caíram por terra porque esbarravam na lei:
“Esta é a primeira vez que o Brasil está perseguindo as violações dos direitos humanos cometidas durante esse período – as tentativas anteriores foram bloqueadas por interpretações da Lei de Anistia de 1979”.
Em seu comunicado, a ONU remete ainda a uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que declarou a Lei de Anistia inválida e que, portanto, as investigações criminais e processos deveriam prosseguir.
Em novembro de 2011, a ONU já havia parabenizado o Brasil pela criação de uma Comissão da Verdade para investigar os abusos de direitos humanos cometidos durante o regime militar. O comunicado é assinado pelo porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville.
*luisnassif

Juiz mandou donos da Globo demolirem mansão construída em área proibida, de preservação ambiental

 

Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização.
Juiz mandou demolir. Os Marinhos apelaram da decisão.
Essa notícia não sairá no Jornal Nacional:

A família Marinho, dona da TV Globo, assim como outros milionários brasileiros, foram alvos de reportagem da Bloomberg, dizendo que "Ricos brasileiros não tem vergonha de construírem suas casas em áreas de preservação ambiental".

Um trecho diz que os Marinho violaram leis ambientais para construir, sem permissão, uma mansão de 1300 metros quadrados em Paraty (RJ), além de anexarem uma área pública na praia e desmatarem floresta protegida para construir um heliporto (local para pouso de helicópteros).

Graziela Moraes Barros, inspetora do ICMBio (Instituto Chico Mendes), que participou de uma autuação na propriedade movida pelo Ministério Público, foi ouvida na reportagem. Ela disse:
"Essa casa é um exemplo de um dos mais sérios crimes ambientais que nós vimos na região... 

... muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei...

... Dois seguranças armados com pistolas patrulham a área, espantando qualquer um que tenta usar a praia pública"
, diz ela.

Um juiz federal, em novembro de 2010, ordenou a família para demolir a casa e todos os outros edifícios na área. Os Marinhos apelaram a recurso na justiça ainda não julgado. (Com informações da Bloomberg, em inglês)
*osamigosdopresidentelula

sábado, março 17, 2012

Vaticano condena bloqueio dos EUA contra Cuba!


Fonte: Vermelho através do SÍNTESE CUBANA 
Incrível! Finalmente, o Vaticano se manifestou sobre o bloqueio assassino perpetrado pelos EUA a Cuba.
A cúpula da igreja católica condenou na sexta-feira, dia 16, o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, em declarações que antecedem a visita do Papa Bento 16 à Ilha, na próxima semana.
“A Santa Sé considera que é algo que faz as pessoas sofrerem. Não atinge o objetivo de um bem maior “, disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
“A Santa Sé não acredita que é um ponto positivo e útil”, disse ele em resposta a uma pergunta durante uma entrevista coletiva sobre a viagem que o Papa realiza a partir do dia 23 deste mês para o México e Cuba. Bento 16 vai visitar a Ilha pela primeira vez, entre os dias 26 e 28.

Revista Veja perde leitores e encolhe em 2011 Ja vão Tarde


*Opensadordaaldeia

Rir é o melhor remédio: "A mão você lava, o pé você lava, a mão você lava e o C* você limpa"


*Mariadapenhaneles

Candidatura de Fernando Haddad atrai intelectuais que tinham se afastado do PT

 

Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo
A campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo vai resgatar intelectuais afastados da política e principalmente do PT desde o escândalo do mensalão, em 2005. O programa de governo do ex-ministro da Educação terá participações especiais de renomados pesquisadores e professores universitários, que se distribuirão em comissões temáticas para discutir os principais problemas da capital.
O diagnóstico será somado a pesquisas encomendadas ao publicitário João Santana, responsável pela propaganda de TV do candidato, com o objetivo de verificar as prioridades da população. "O que se observa, hoje, é um divórcio entre a sociedade e a administração. A ideia é que a campanha de Fernando Haddad crie um movimento suprapartidário para um processo de reflexão sobre a cidade", resumiu o cientista político Aldo Fornazieri, coordenador técnico do programa de governo.
Há uma semana, cerca de 100 intelectuais – entre pesquisadores e professores da USP, Unicamp, Unifesp e Fundação-Escola de Sociologia e Política – reuniram-se com Haddad. Muitos afastados da política partidária, decidiram colaborar com a campanha e se reaproximar do PT. Na lista constam nomes como Olgária Matos, Ruy Fausto, Leda Paulani, Ricardo Carneiro e Walquíria Leão Rego.
O primeiro seminário temático da plataforma de governo, sobre educação, está marcado para este sábado, 17, e será coordenado pelo professor Mário Sérgio Cortella.
"Ponho minha mão no fogo pelo Fernando, mas, se ele estivesse com Kassab e Meirelles no palanque, ia votar quietinha, mas não participaria", disse a professora titular do Departamento de Economia da USP, Leda Paulani, numa referência ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) e ao ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "Seria contraditório com tudo o que escrevi."
Integrante do PSD de Kassab, Meirelles chegou a ser cotado para vice de Haddad, mas a aliança com o PT naufragou depois que o ex-governador José Serra (PSDB) entrou no páreo. A professora respirou aliviada e promete ajudar no programa. Ela se desfiliou do PT depois da crise do mensalão e diz estar feliz por voltar a "lutar de novo" na política. "Sabemos como o Fernando pensa e ele tem a capacidade de aglutinar as pessoas. Se fosse outro candidato do PT, seguramente não teria", disse a economista.
Resgate da militância. Para a professora Walquíria Leão Rego, do Departamento de Ciência Política da Unicamp, os intelectuais de esquerda estão dispostos a resgatar a militância política. "Chegou o momento crucial e há o sentimento de que temos de fazer alguma coisa, mesmo sem tribuna. Não podemos deixar que o Serra faça com o Haddad o que fez com a Dilma em 2010", argumentou Walquíria, numa alusão ao confronto religioso que marcou a campanha entre o ex-governador e a petista Dilma Rousseff, eleita presidente.
"Para os tucanos, o combate em São Paulo é de vida ou morte", disse a socióloga, autora de vários estudos acadêmicos sobre o Bolsa Família.
A plataforma de Haddad terá a educação como eixo e propostas para a descentralização dos espaços públicos. O candidato do PT avalia que todos os equipamentos municipais devem conter mensagens educativas e baterá nessa tecla, embora saiba que Serra, seu provável adversário, tentará puxar a briga para os problemas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).
As comissões temáticas encarregadas de apresentar propostas do programa de governo terão dois coordenadores: um será indicado pelo PT e outro, pelo grupo de intelectuais. O comitê de Haddad promoverá, ainda, seminários sobre vocação econômica de São Paulo, desenvolvimento e inovação, meio ambiente e economia verde, saúde, transportes e mobilidade urbana.
*esquerdopata

Ingratidão e falta de memória. Os carrascos da Europa

A Alemanha regista a pouco honrosa distinção de ter entrado em bancarrota em 1920 e em 1953. Da última vez, Berlim contou com a ajuda financeira da Grécia

A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país.   Tal qual como a Grécia actualmente.
A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street.   O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.
Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953.   O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.

O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia.   As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial.   Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.

Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.

Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.   Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.
Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome).   Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.

Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia?   Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.

Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel.   Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.   “Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal “Bild”.
Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.

O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à “Spiegel” que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx.   O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.

“No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou.   “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa.   Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch.   O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas.  

A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países.   Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
 
*Guerrasilenciosa 

Direito de resposta é aprovado na CCJ do Senado

 


Direito de resposta é aprovado na CCJ do Senado
Publicado em 15-Mar-2012no blog do Zé Dirceu
Todo apoio ao projeto de lei aprovado, ontem, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que regulamenta a Constituição, garantindo o direito de resposta em veículos de comunicação social. A decisão deverá preencher uma lacuna. O direito, no passado, era tratado na Lei de Imprensa, a qual foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009.

Falta, agora, a garantia ao direito de imagem.

Isto é o mínimo que se poderia desejar num país onde não existe regulação e era letra morta o direito de resposta e imagem. Afinal, apesar de assegurados na Constituição em igualdade de condições, com a liberdade de expressão e a proibição de censura, o direito de resposta estava relegado ao limbo.

Internet será submetida às mesmas regras

De acordo com a proposta aprovada, o ofendido por matéria jornalística tem, sim, assegurado o direito de resposta “gratuito e proporcional ao agravo”. Conta, ainda, com um prazo de 60 dias, a partir da primeira veiculação do conteúdo, para solicitar a reparação da matéria.

O direito de resposta é estendido, inclusive, a todos os veículos que tenham divulgado, publicado ou republicado, transmitido ou retransmitido a reportagem questionada. O conteúdo na internet segue as mesmas regras, à exceção dos comentários de leitores que não estarão submetidos às normas em questão.

A proposta - aprovada por unanimidade na CCJ em caráter terminativo - segue agora para votação na Câmara dos Deputados. Vamos acompanhar de perto sua tramitação.

*Brasilmobilizado

Desemprego e retrocessos na Europa

Por Altamiro Borges

A Grécia divulgou ontem (15) sua taxa de desemprego. O dado é alarmante e explica a crescente revolta dos trabalhadores, num país que caminha para a convulsão social. Segundo a informação oficial, ela subiu para 20,7% no quarto trimestre de 2011, bem acima dos 17,7% do terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o crescimento impressiona – ela foi de 14,2%.

Pânico na RedeTV!: novas demissões

Por Altamiro Borges

O sítio Comunique-se divulgou ontem (15), com exclusividade, que a RedeTV! demitiu 40% da sua equipe de esportes e também encerrou a exibição do programa "Aconteceu". A notícia confirma a grave crise vivida pela emissora, controlada por dois empresários ambiciosos e sem escrúpulos. No mês passado, a equipe do "Pânico na TV", responsável por 40% do faturamento da emissora, já havia se transferido para a rival Band, em decorrência dos atrasos no pagamento dos salários.

O fracasso do Grupo Abril (Veja)

 

Por Gustavo Gindre, em seu blog:

Na década de 90, dois grupos empresarias brasileiros despontavam entre os principais grupos de mídia da América Latina. Depois da Globo, o outro grupo brasileiro era a Abril.

Desde então, a Abril Midia é uma coleção de fechamentos e venda de empresas ou participações acionárias. A Abril fechou a gravadora Abril Music, o site Usina do Som e os canais de TV paga Fiz TV e Idea TV. Vendeu sua participação na HBO Brasil, na DirecTV Latin America, na ESPN Brasil, no Eurochannel, na TVA MMDS, na TVA Cabo e no UOL, entre outras.

PF abre concurso para preencher 600 vagas, preferencialmente, no Norte

Os interessados devem se inscrever a partir de amanhã, 16, até 3 de abril, no site do Cespe/UnB.

 
A Polícia Federal publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15), dois editais de concurso público para preencher 100 vagas de papiloscopista e 500 de agente da PF. A remuneração é de R$ 7.514,33 para ambos os cargos.
As vagas serão disponibilizadas, preferencialmente, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima e em unidades de fronteira.

Os interessados devem se inscrever a partir de amanhã, 16, até 3 de abril, no site do Cespe/UnB, organizador do concurso. A taxa é de R$ 125.

Fonte; D24am.com 
*Militânciaviva

Deleite Zé Geraldo