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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, março 20, 2012

A DIGNIDADE TAMBÉM VESTE FARDA


 
Finalmente, um pouco de dignidade! Um grupo de militares da reserva lançou um manifesto em resposta ao documento feito por oficiais-generais igualmente da reserva que criticava duramente as ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci, o ministro Celso Amorim e a própria presidente Dilma Rousseff. 
O pano de fundo era a aprovação da Comissão da Verdade, que investigará as circunstâncias dos crimes cometidos durante a ditadura militar. O "contramanifesto" foi articulado pelos capitães-de-mar-e-guerra Luiz Carlos de Souza e Fernando Santa Rosa e tem como um dos signatários um herói da Segunda Guerra Mundial, o brigadeiro Rui Moreira Lima, hoje com 93 anos, e um dos dois únicos pilotos sobreviventes do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Na Itália, Rui Moreira Lima participou de 94 missões de combate e recebeu a Cruz de Combate. Lutou bravamente contra inimigos, não contra civis indefesos como o falecido brigadeiro João Paulo Burnier, um assassino psicopata. 
Burnier,envergonhou a própria farda

Justificando seu apoio à Comissão da Verdade, o brigadeiro Moreira Lima apóia a Comissão da Verdade: “ela é necessária não para punir, mas par dar satisfação ao mundo e aos brasileiros sobre pessoas que, pela prática da tortura, descumpriram normas e os mais altos valores militares”.

No documento, os militares dizem que seus colegas que criticaram a Comissão não falam por todos. O capitão-de-mar-e-guerra Santa Rosa diz que quem está por trás do documentos são “os fascistas, os saudosos da ditadura”. Vale a pena transcrever um trecho do manifesto:


O então tenente Rui Moreira Lima, heroi de guerra
“Os torturadores (militares e civis), que não responderam a nenhum processo, encontram-se ‘anistiados’, permaneceram em suas carreiras, e nunca precisaram requerer, administrativa ou judicialmente, o reconhecimento dessa condição, diferentemente de suas vítimas, que até hoje estão demandando junto aos tribunais para terem os seus direitos reconhecidos (grifos meus). [...] Onde estão os corpos dos que foram mortos pelas agressões sofridas?”

É de dar inveja a qualquer magistrado...



Transcrevo também, abaixo, a carta de um major Mascarenhas Maia ao jornalista Luis Nassif, comentando o “antimanifesto”. Ele critica duramente os golpistas e defensores da ditadura e levanta problemas atuais das Forças Armadas. Mesmo não concordando com tudo o que o major Maia diz, é reconfortante saber que há oficiais da ativa que pensem dessa maneira, destoando o mantra dos viúvos da malfadada “redentora”.

“Infelizmente somos julgados pela imagem dominante; e essa imagem dominante ainda é a de que os militares deram o golpe militar em 64, derrubando um presidente constitucionalmente eleito, e implantando uma ditadura sangrenta.


Eu refuto essa imagem de plano: os militares, em seu conjunto, não fizeram isso. Uma pequena parcela dos militares fizeram isso. Parcela essa que foi doutrinada, influenciada e levada a agir fora da lei pelos militares norte-americanos, notadamente a partir do final da 2ª guerra. Isso é fato. Décadas de cursos, mimos e agrados em West Point, Valley Forge, Colorado Springs, Annapolis, dentre outras, nos levaram a essa situação. Reconhecê-lo não faz de mim um oficial comunista; reconhecer os fatos históricos e valorá-los pelo real valor, e não pelo valor de face, deve fazer parte de uma análise baseada na defesa racional da soberania brasileira.


Não levanto bandeiras e nem lidero movimento algum dentro da Força. Falo por mim. E o que falo e afirmo é as Forças Armadas brasileiras perdem um tempo enorme discutindo a Lei de Anistia. Embora eu seja, desde o ingresso na Força, um crítico severo do envolvimento das FFAA no movimento de 64, não vejo como anular a Lei de Anistia sem conflagrar o país, opondo novamente militares a civis. Sou curto e grosso: a meu ver, a presidente, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, deve mandar o ministro da Defesa punir os signatários daquele manifesto bisonho. E ponto final.

Preocupa-me, isso sim, a situação de descaso, penúria e falta de capacidade operativa da Força Armada brasileira, em seu conjunto. Preocupa-me, mais ainda, o verdadeiro cerco que os norte-americanos implantaram ao território brasileiro; um verdadeiro cinturão de bases (fixas e móveis) a nos asfixiar, desde Mariscal Estigarríbia, no Paraguai, até a Amazônia. Isso sim é preocupante.

Portanto, prezado Nassif, devemos atuar em conjunto, militares e civis, no sentido de recompor minimamente a capacidade dissuasória das Forças Armadas brasileiras. Tanta riqueza exposta (petróleo, água, minérios variados, alguns quase que exclusivamente brasileiros, áreas imensas de terras férteis e intensamente produtivas) e indefesa pode acabar atiçando a cobiça de bucaneiros de todos os matizes. Sinto que é meu dever como brasileiro, e como militar, reiterar esse alerta à nação."
Major Mascarenhas Maia

Oficial de Infantaria

Abaixo Assinado: Salvem a TV Cultura (Serviço de Utilidade Pública)


A TV Cultura, que por muitos anos desde a sua criação foi um oásis no meio a tanta futilidade e estupidez na TV brasileira, há mais de uma década, vem sofrendo paulatinamente do desmonte de sua programação, de suas equipes e do seu quadro de funcionários, onde as premiadíssimas produções como "Ra-Tim-Bum" (que ganhou do "Sesame Street" em competições internacionais) são substituídos por produções comerciais como "Backyardigans", sucesso de merchandising, mas de valor cultural bastante questionável (inclusive em documentários como o "Consuming Kids").
Opiniões e jornalismo que antes gozavam de uma grande independência, hoje estão alinhados ao pensamento da velha mídia e dos setores políticos mais conservadores de São Paulo.
Programas como a TV Folha, inseridos em sua programação, demonstram que o compromisso com a qualidade jornalística e com a verdade já não é o mesmo.
Em relação ao desmonte financeiro fica fácil descobrir qual é o objetivo: Sucatear para depois vendê-la. É um padrão usado inúmeras vezes nesse país para se sobrepor o interesse privado acima da vontade pública.

Assine a Petição Pública
e
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Assinem!

Serra trabalha para evitar que CPI da Privataria seja instalada antes das eleições #privatariatucana

A CPI da Privataria Tucana se transformou, no Congresso, em moeda de troca entre parlamentares da base de apoio ao governo e oposicionistas. A constatação é do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), autor do pedido para a instalação das investigações sobre desvios bilionários ocorridos durante o processo de privatização das principais empresas públicas brasileiras, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Setores mais conservadores da Casa têm feito “uma ação pesada para postergar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”, disse o parlamentar, em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, na manhã desta segunda-feira.
– Agora é inexorável. A CPI já foi instalada. Não tem mais como voltar atrás. O que se discute são os nomes dos integrantes, mas há uma pressão muito grande, por parte de setores conservadores na Casa, na oposição e em parte do PMDB, para que os trabalhos comecem mesmo somente depois das eleições – afirmou Protógenes Queiroz
Ex-governador paulista e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, José Serra é o principal suspeito de coordenar um esquema de evasão de divisas jamais visto na história republicana do Brasil, segundo o best seller de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana. Serra, porém, é o virtual candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo e trabalha contra a instalação da CPI que investigará o envolvimento dele, então ministro do governo FHC, como um dos cabeças da quadrilha que se apropriou de parte do resultado obtido na venda de empresas como a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional; além de todas as subsidiárias do Sistema Telebrás, segundo o livro-reportagem.
Mais:

36% dos tucanos não querem José Serra

Más notícias para José Serra, bem no dia em que o pré-candidato tucano completa 70 anos de idade.
Ex-ministro, ex-prefeito, ex-governador, duas vezes candidato a presidente, tudo indicava que  a disputa das prévias do PSDB marcadas para o próximo domingo seriam para Serra um agradável passeio, quase uma consagração..
Os números da enquete publicada nesta segunda-feira pela Folha, que ouviu 172 dos 348 dirigentes dos diretórios zonais do partido, no entanto, mostram que 36% deles não apóiam a candidatura Serra a prefeito, um índice preocupante para quem já foi tudo que foi.
Este índice é maior do que o registrado no eleitorado em geral pelo último Datafolha, em que Serra aparece com 30% de rejeição.
Querem Serra como candidato menos de dois terços dos dirigentes do PSDB (64%); 24% apóiam o secretário estadual José Anibal e 11% o deputado federal Ricardo Tripoli.
Na semana passada, Serra tinha pedido a seus seguidores que lhe garantissem uma votação de no mínimo 80% nas prévias.
O jornal deixa claro que "embora não represente a opinião de todos os filiados, o resultado da sondagem reflete a inclinação de dirigentes com papel importante na mobilização dos tucanos nas prévias".
Além disso, um em cada quatro dirigentes tucanos (24%) não acredita que ele concluirá o mandato, repetindo o que fez em 2006, quando abandonou o cargo antes de completar o seu segundo ano na prefeitura, para disputar as eleições para governador.
Para completar, 44% dos caciques municipais tucanos não confiam na aliança do PSDB com o prefeito Gilberto Kassab, que até o mês passado estava em negociações com o PT.
A surpreendente enquete não mereceu registro na primeira página do jornal.

TV Folha é fracasso total # @tv

Mesmo com a presença de Ronaldo, programa atingiu apenas 0,4 ponto na audiência
Anunciado pelo jornal Folha de S.Paulo como a grande opção do telespectador nas noites de domingo, o TV Folha, exibido pela TV Cultura de São Paulo, teve um desempenho neste domingo (18) ainda pior que o de sua estreia, no domingo (11), quando ficou em sexto lugar, marcando apenas 1 ponto de audiência.
Em sua segunda semana de exibição, a nova atração deu traço, como se diz sobre programas que sequer alcançam 1 ponto de média.
Segundo dados do Ibope, a média no horário das 20h01 e 20h29, período em que o TV Folha foi exibido, foi de 0,4 ponto da audiência.
Mesmo com a participação ao vivo de Ronaldo, o Fenômeno, e reportagem sobre pornografia, a atração não conseguiu marcar 1 ponto sequer.
Veja no gráfico como foi o desempenho da TV Folha na comparação com os outros canais no mesmo horário.

Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo.
 O Esquerdopata: TV Folha é fracasso total

Segunda-feira, Março 19

Essa notícia não sairá no Jornal Nacional: @rede_globo

Juiz mandou donos da Globo demolir mansão construída em área de preservação ambiental

Essa notícia não sairá no Jornal Nacional:
A família Marinho, dona da TV Globo, assim como outros milionários brasileiros, foram alvos de reportagem da Bloomberg, dizendo que "Ricos brasileiros não tem vergonha de construírem suas casas em áreas de preservação ambiental".

Um trecho diz que os Marinho violaram leis ambientais para construir, sem permissão, uma mansão de 1300 metros quadrados em Paraty (RJ), além de anexarem uma área pública na praia e desmatarem floresta protegida para construir um heliporto (local para pouso de helicópteros).

Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização.
Juiz mandou demolir. Os Marinhos apelaram da decisão.
Graziela Moraes Barros, inspetora do ICMBio (Instituto Chico Mendes), que participou de uma autuação na propriedade movida pelo Ministério Público, foi ouvida na reportagem. Ela disse:
"Essa casa é um exemplo de um dos mais sérios crimes ambientais que nós vimos na região... 
... muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei...
... Dois seguranças armados com pistolas patrulham a área, espantando qualquer um que tenta usar a praia pública"
, diz ela.

Um juiz federal, em novembro de 2010, ordenou a família para demolir a casa e todos os outros edifícios na área. Os Marinhos apelaram a recurso na justiça ainda não julgado. (Com informações da
Bloomberg, em inglês)
*Ajusticeiradeesquerda

segunda-feira, março 19, 2012

Alckmin inventa 'pedágio sobre o IPVA' para custear ciclovias


Paulistas donos de carros a gasolina escondam suas carteiras quando um tucano passar por perto!

Baixou o espírito do Zé Pedágio no Secretário estadual do Meio Ambiente Bruno Covas (PSDB), agora José Serra (PSDB) se lançou candidato a prefeito da capital.

Bruno Covas reuniu 18 membros do Conselho Estadual do Meio Ambiente para lançar e aprovar a proposta de criar uma "ciclotaxa" a ser paga pelos 4,2 milhões de donos de carros a gasolina no estado, para incentivos ao uso da bicicleta.
A "inventiva" proposta é uma espécie de pedágio sobre o próprio pagamento do IPVA. 
O motorista paulista já paga um dos IPVA's mais caros do Brasil, e na guia de pagamento já viria incluído um "pedágio" extra de R$ 15,00 a R$ 25,00 para incentivo ao uso da bicicleta.
Segundo a versão noticiada pela Folha tucana, o secretário do governador Alckmin (PSDB) foi "bonzinho" ao "só" cobrar a taxa dos 4,2 milhões de carros à gasolina, porque são mais poluentes.
Para a taxa vigorar, Alckmin precisa enviar projeto de lei à Assembleia Legislativa. Como é ano eleitoral, as apostas são de que o governador dissimulará até passar as eleições, só tomando a iniciativa no final do ano, quando todos estiverem distraídos com as festas natalinas.
Por que Alckmin não enfia essa ciclotaxa no... ... lucro das concessionárias de pedágios, cujos lucros exorbitantes cresceram com a proliferação de praças de pedágios, fechando o cerco sobre os motoristas por todos os lados, durante a gestão de José Serra?
*osamigosdopresidentelula

Rumo à reforma agrária


por Frei Betto


Caiu mais um ministro, o do Desenvolvimento Agrário. Nomeado o novo: Pepe Vargas (PT-RS), que foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos e mantém boas relações com o MST.
A esperança é que a presidente Dilma Rousseff tenha dado o primeiro de três passos urgentes para o Brasil não ficar mal na foto do “concerto das nações”, como diria o Conselheiro Acácio. Os outros dois são o veto ao Código Florestal proposto pelo Senado e uma nova política ambiental e fundiária que prepare bem o país para acolher, em junho, a Rio+20.
A questão fundiária no Brasil é a nódoa maior da nação. Nunca tivemos reforma agrária. Ou melhor, uma única, cujo modelo o latifúndio insiste em preservar: quando a Coroa portuguesa dividiu nossas terras em capitanias hereditárias.
Desde 2008, o Brasil ultrapassou os EUA ao se tornar o campeão mundial de consumo de agrotóxicos. E, segundo a ONU, vem para o Brasil a maioria dos agrotóxicos proibidos em outros países. Aqui são utilizados para incrementar a produção de commodities.
Basta dizer que 50% desses “defensivos agrícolas” são aplicados na lavoura de soja, cuja produção é exportada como ração animal. E o mais grave: desde 1997 o governo concede desconto de 60% no ICMS dos agrotóxicos. E o SUS que aguente os efeitos... nos trabalhadores do campo e em todos nós que consumimos produtos envenenados.
Os agrotóxicos não apenas contaminam os alimentos. Também degradam o solo e prejudicam a biodiversidade. Afetam a qualidade do ar, da água e da terra. E tudo isso graças ao sinal verde dado por três ministérios, nos quais são analisados antes de chegarem ao mercado: Saúde, Meio Ambiente e Agricultura.
É uma falácia afirmar que os agrotóxicos contribuem para a segurança alimentar. O aumento do uso deles em nada fez decrescer a fome no mundo, como indicam as estatísticas.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenta manter o controle sobre a qualidade dos agrotóxicos e seus efeitos. Mas, quando são vetados, nem sempre consegue vencer as pressões da bancada ruralista sobre outros órgãos do governo e, especialmente, sobre o Judiciário.
A Cúpula Mundial do Meio Ambiente na África do Sul, em 2002, emitiu um documento em que afirma que a produção mundial de alimentos aumentou em volume e preço (devido ao uso de agrotóxicos e sementes transgênicas). À custa de devastação dos solos, contaminação e desperdício da água, destruição da biodiversidade, invasão de áreas ocupadas por comunidades tradicionais (indígenas, clãs, pequenos agricultores etc.). Fica patente, pois, que a chamada “revolução verde” fracassou.
Hoje, somos 7 bilhões de bocas no planeta. Em 2050, seremos 9 bilhões. Se medidas urgentes não forem tomadas, há de se agravar a sustentabilidade da produção agrícola.
Diante desse sinal amarelo, o documento recomenda: reduzir a degradação da terra; melhorar a conservação, alocação e manejo da água; proteger a biodiversidade; promover o uso sustentável das florestas; e ampliar as informações sobre os impactos das mudanças climáticas.
Quanto aos primeiro e terceiro itens, sobretudo, o Brasil marcha na contramão: cada vez mais se ampliam as áreas de produção extensiva para monocultivo, destruindo a biodiversidade, o que favorece a multiplicação de pragas. Como as pragas não encontram predadores naturais, o recurso é envenenar o solo e a água com agrotóxicos. E com frequência isso não dá resultado. No Ceará, uma grande plantação de abacaxi fracassou, malgrado o uso de 18 diferentes “defensivos agrícolas”.
Tomara que o ministro Pepe Vargas consiga estabelecer uma articulação interministerial para livrar o Brasil da condição de “casa da mãe Joana” das multinacionais da insustentabilidade e da degradação do nosso patrimônio ambiental. E acelere o assentamento das famílias sem-terra acampadas à beira de rodovias, bem como a expropriação, para efeito social, de terras ociosas e também daquelas que utilizam mão de obra escrava.
Governo é, por natureza, expressão da vontade popular. E a ela deve servir. O que significa manter interlocução permanente com os movimentos sociais interessados nas questões ambiental e fundiária, irmãs siamesas que não podem ser jamais separadas.
(Frei Betto é frade dominicano, escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser, de Conversa sobre a fé e a ciência (Agir), entre outros livros)
*Oterrordonordeste

Charge do Dia


Desativar as molas do poder passa pela capacidade de colocá-lo a uma distância segura de nossos corpos.

Claramente a favor do aborto

 

Não há Estado que tenha o direito de legislar sobre o uso que uma mulher faz do próprio corpo
Vladimir Safatle, CartaCapital

Há algum tempo, a política brasileira tem sido periodicamente chantageada pela questão do aborto. Tal chantagem demonstra a força de certos grupos religiosos na determinação do ordenamento jurídico brasileiro, o que evidencia como a separação entre Igreja e Estado está longe de ser uma realidade efetiva entre nós. Uma das expressões mais claras dessa força encontra-se no fato de mesmo os defensores do aborto não terem coragem de dizer isso com todas as letras.
Sempre somos obrigados a ouvir afirmações envergonhadas do tipo: “Eu, pessoalmente, sou contra, afinal, como alguém pode ser a favor do aborto? Mas esta é uma questão de saúde pública, devemos analisá-la de maneira desapaixonada…”
Talvez tenha chegado o momento de dizermos: somos sim absolutamente a favor do aborto. Há aqui uma razão fundamental: não há Estado que tenha o direito de legislar sobre o uso que uma mulher deve fazer de seu próprio corpo. É estranho ver algumas peculiaridades brasileiras. Por exemplo, o Brasil deve ser um dos poucos países onde os autoproclamados liberais e defensores da liberdade do indivíduo acham normal que o Estado se arrogue o direito de intervir em questões vinculadas à maneira como uma mulher dispõe de seu próprio corpo.
Há duas décadas, a artista norte-americana Barbara Kruger concebera um cartaz onde se via um rosto feminino e a frase: “Seu corpo é um campo de batalha”. Não poderia haver frase mais justa a respeito da maneira com que o poder na contemporaneidade se mostra em sua verdadeira natureza quando aparece como modo de administração dos corpos e de regulação da vida. Esta é a função mais elementar do poder: fazer com que sua presença seja percebida sempre que o indivíduo olhar o próprio corpo.
Nesse sentido, não deixa de ser irônico notar como alguns setores do cristianismo, como o catolicismo e algumas seitas pentecostais, parecem muito mais preocupados com o corpo de seus fiéis que com sua alma. Daí a maneira como transformaram, a despeito de outros segmentos do cristianismo, problemas como o aborto, a sexualidade e o casamento homossexual em verdadeiros objetos de cruzadas. Talvez seria interessante lembrar: mesmo entre os cristão tais ideias são controversas. Os anglicanos não veem o aborto como um pecado e mesmo entre os luteranos, embora se digam contrários, ninguém pensaria em excomungar uma fiel por ela ter decido fazer um aborto.
É claro que se pode sempre contra-argumentar dizendo que problemas como o aborto não podem ser vistos exclusivamente como uma questão ligada à autonomia a que tenho direito quando uso meu corpo. Pois haveria outra vida a ser reconhecida enquanto tal. Esse ponto está entre os mais inacreditáveis obscurantismos.
Uma vida em potencial não pode, em hipótese alguma, ser equiparada juridicamente a uma vida em ato. Um embrião do tamanho de um grão de feijão, sem autonomia alguma, parasita das funções vitais do corpo que o hospeda e sem a menor atividade cerebral não pode ser equiparado a um indivíduo dotado de autonomia das suas funções vitais e atividade cerebral. Não estamos diante do mesmo fenômeno. A maneira com que certos grupos políticos e religiosos se utilizam do conceito de “vida” para unificar os dois fenômenos (dizendo que estamos diante da mesma “vida humana”) é apenas uma armadilha ideo-lógica. A vida humana não é um conceito biológico, mas um conceito político no qual encontramos a sedimentação de valores e normas que nossa vida social compreende como fundamentais. Se dizemos que alguém desprovido de atividade cerebral está clinicamente morto, mesmo se ele conservar grande parte de suas funções vitais ainda em atividade graças a aparelhos médicos, é porque autonomia e autocontrole são valores fundamentais para nossa concepção de vida humana.
Assim, quando certos setores querem transformar o debate sobre o aborto em uma luta entre os defensores incondicionais da vida e os adeptos de alguma obscura cultura da morte, vemos a mais primária tentativa de transformar a vida em um conceito ideológico. Isso se admitirmos que será necessariamente ideológico um discurso que quer nos fazer acreditar que “as coisas falam por si mesmas”, que nossa definição de vida é algo assentado nas leis cristalinas da natureza, que ela não é uma construção baseada em valores sociais reificados.
Levando isso em conta, temos de saudar o fato de alguns arautos do conservadorismo pretenderem colocar tal questão na pauta do debate político brasileiro e esperar que existam algumas pessoas dispostas a compreender a importância do que está em jogo. Desativar as molas do poder passa pela capacidade de colocá-lo a uma distância segura de nossos corpos.
*esquerdopata

Raul Seixas: O Início, o Fim e o Meio


Raul nas telonas Raul nas telonas 
Estréia 23 de Março 
Após convite do presidente da Paramount no Brasil, o diretor Walter Carvalho decidiu levar para o cinema a vida e a obra do compositor baiano em "Raul Seixas - O início, o fim e o meio"
O documentário que narra a trajetória do artista considerado o divisor de águas do cenário musical nacional é uma das produções mais esperadas de 2012. Com estreia marcada para 27 de janeiro, o filme "Raul Seixas - O Início, o Fim e o Meio" apresenta depoimentos, imagens raras, gravações inéditas e arquivos familiares, compostos pela revolução musical e intelectual provocada pelo "maluco beleza" do rock.
s receber um convite irrecusável do presidente da Paramount no Brasil, Jorge Peregrino, o diretor Walter Carvalho decidiu levar para o cinema a vida e a obra do compositor baiano, considerado uma das figuras mais influentes da música nacional.
Para contar a paixão de Seixas pela música, a produção começa com os bastidores do início da carreira do músico em Salvador, onde o roqueiro se apresentava como cover de Elvis Presley. A série de filmagens, que resultou em mais de 200 horas de depoimentos, se transformou num longa sensível aos olhos dos fãs, com uma hora e meia de duração. Apresentando material raro de arquivo, o diretor realizou uma verdadeira varredura na vida do polêmico compositor.
Para registrar a carreira meteórica de Seixas, o longa mostra imagens raras, gravações inéditas e depoimentos filmados em diferentes cenários. As filmagens passam por Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Suíça e Estados Unidos. Durante as viagens, a produção buscou declarações de ex-esposas, dos filhos e de ex-amantes, que testemunharam as fases depressivas da vida de Seixas.
 Enraizado numa repleta de poesia, reflexões e excessos de álcool, o roteiro também aborda como o músico conseguiu agradar ao publico intelectualizado, as classes populares e os jovens. Entre as entrevistas mais esperadas pelas fãs estão as de familiares como o irmão Plínio Seixas, do escritor Paulo Coelho, com quem compôs várias canções, e de Waldir Serrão, fundador do Elvis Rock Clube, onde o compositor se apresentou pela primeira vez. Para o diretor, o principal aspecto do filme é a carreira impactante do músico. "É esta genealogia que a gente tenta trazer para o filme: o artista que tem pressa, libertário, provocador e criativo", comenta Carvalho.
 Ídolo
 Em 26 anos de carreira, Raul Seixas se consolidou como um dos maiores artistas brasileiros. Após sua morte, em 1989, o músico alcançou a impressionante marca de 300 mil álbuns vendidos por ano. Sua discografia é composta por 21 álbuns classificados entre rock e baião. Depois de seu álbum de estreia intitulado "Raulzito e os Panteras", lançado em 1968, o compositor adquiriu um estilo musical contestador e místico. Com a criação da Sociedade Alternativa, que defendia escritos do ocultista Aleister Crowley e sua Lei de Thelema, o músico inspirou gerações com o lema "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei."

*Briguilino

A TV e o reino da mediocridade

Por Washington Araújo, no blog Cidadão do mundo:

O que está acontecendo com nossos fins de semana? Temos a semana para ganhar o sustento pessoal e familiar, trabalhamos o horário nobre dos dias: todas aquelas horas em que o sol está firme no horizonte. Os restos do dia são dedicados ao repouso, tão necessário para refazer as energias a serem canalizadas para a jornada seguinte. E os vestígios do dia, essas poucas horas e momentos que sobram, passamos com quem amamos, nossos familiares, nossos amigos.

Chega então o fim de semana. Sábado e domingo, boa parte da população que ainda pode desfrutar do luxo de ter emprego, profissão ou apenas um meio de ganhar a vida finalmente pode desfrutar de dois dias para descansar e dar atenção aos que amamos. E o que fazemos, então? Boa parte desse “descanso” se passa diante da telinha mágica chamada televisão.

O caos no Metrô de São Paulo


*Miro

Cúpula dos Povos, a cara oposta à Cúpula das Américas

 

Grande alvoroço aconteceu na região diante de tão desafiadora e solidária proposta do mandatário equatoriano, Rafael Correa, quando propôs que os países da Alba não participem na VI Cúpula das Américas se Cuba não for convidada, cujo encontro regional acontecerá em Cartagena de Índias, Colômbia, nos dias 14 e 15 de abril.
Juan Pozo Álvarez, em Adital
Como era de esperar, a reação excludente e indefensável do governo de Washington foi imediata, e, com a prepotência que os caracteriza, começaram a exercer pressões em inconformidade à participação de Cuba no conclave continental.
A iniciativa lançada "não é santo de sua devoção”, já que dito raciocínio contradiz o que decretou o "norte brutal e agitado” para o caso específico de Cuba. Fica claro que para os países de nossa América o tema Cuba não é indiferente e, portanto, estão fazendo com que sua voz seja escutada, como lhes corresponde, sublinhando a importância de uma reunião onde todos possam estar.
Nessas mais de cinco décadas de incessante enfrentamento, nos acostumamos a seus "rancores mortais”, "insultos venenosos”, "invejas assassinas” e "mesquinharias sangrentas” contra nossa pátria. É sempre o mesmo; sintomas decadentes de um ódio confesso que nos inspira a apelar a nosso Herói Nacional, José Martí, quando, ao referir-se a esses irresponsáveis, expressou: "Nem esperamos seu reconhecimento, nem o necessitamos para vencer”. Pensamento martiano que tem tremenda vigência e é um chamado à necessidade de união ante um inimigo tão poderoso e de natureza sumamente agressiva.
As sangrentas garras do monstro que Martí conheceu, em sua passagem pelo país nortenho, poderão continuar fustigando com sua "insana avareza” e "vergonhosos manejos”; porém, o certo é que a essa "águia ladrona”, cada vez lhe custa mais trabalho dividir-nos e convencer-nos, pelo que sua retórica e apologia de má vontade oculta, não destrói nem confunde a ninguém.
Sua própria natureza e ambição desmedida os tem levado a perder espaços e efetividade em sua política hegemônica, pelo que continuamos desempacotando alternativas para avançar rumo a uma integração realmente inclusiva. É um contexto onde se escreve uma página inédita, que cumpre com um velho desejo tantas vezes desaproveitado; porém, agora bem concebido, com a nascente Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que enche a região de muitas e diversas expectativas e oportunidades.
Desde 1994, essas Cúpulas das Américas são convocadas a cada 4 anos, em sedes alternadas, e têm servido para despertar sentimentos de identidade e impregnar um maior sentido de pertença. A voz dos povos tem sido fulminante e imediatamente, surgem as Cúpulas dos Povos como alternativa que, a partir da reunião de Santiago de Chile, em 1998, começaram a levar sua própria agenda de discussão, com iniciativas frente a Alca, aos Tratados de Livre Comércio, ao pagamento da dívida externa, à militarização, às correntes neoliberais e à pobreza na região, entre outros temas recorrentes e conjunturais, assumindo uma posição pujante e firme.
Após a I Cúpula dos Povos, de Santiago de Chile, em 1998, realizaram-se a de Quebec, Canadá (2001), a de Mar del Plata, Argentina (2005), e a de Puerto España, Trinidad e Tobago (2009). Em correspondência, sua uma opção de luta, convocadas pela Aliança Social Continental (ASC), uma coalizão de organizações sindicais, religiosas, camponesas, de direitos humanos, de mulheres e outros movimentos sociais, com presença em todos os países do hemisfério, incluindo os Estados Unidos, Canadá e Cuba. Seu formato é similar ao do Fórum Social Mundial e ao da Assembleia dos Povos do caribe (APC), com um grupo de atividades centrais organizadas pela ASC e atividades autogestionadas: encontros, oficinas, mobilizações, atividades culturais, conferências etc.
Os organizadores da Cúpula dos Povos insistem em que esse é um projeto totalmente independente de governo. Não é uma contra-cúpula; é a cara oposta à Cúpula das Américas, espaço onde se geram processos de resistências ao projeto de dominação que os poderes hegemônicos querem impor. É a Cúpula onde as propostas de integração e o reclamo dos povos são atendidos.
As organizações que se reúnem para participar nas Cúpulas dos Povos se preocupam com o futuro de suas nações, denunciam o agravamento das desigualdades entre ricos e pobres, entre homens e mulheres, entre os países do Norte e os do Sul e como se destroem os vínculos ecológicos entre o ser humano e o meio ambiente. Da mesma forma, denunciam o perigo que ronda a segurança alimentar, a privatização dos serviços de saúde e de educação, mediante programas de ajuste estrutural nos países do Sul e recortes orçamentários nos países do Norte, bem como a marginalização dos povos indígenas e a apropriação de seus conhecimentos com fins comerciais.
Em cada cúpula foi feito um chamado a nossos povos para intensificar a mobilização e desenvolver outros modos de integração, baseados na democracia, na justiça social e na defesa do meio ambiente. Também tem sido enviadas mensagens a todos os mandatários da região e, em particular, ao presidente de turno dos Estados Unidos. Enfim, essas cúpulas têm permitido que se reivindique a paz, a soberania e a justiça social.
Na II Cúpula dos Povos, em Quebec, em abril de 2001, foi aprovado um documento final que denunciava o não cumprimento do acordo celebrado na I Cúpula de Miami, de 1994 para fortalecer a democracia, os direitos humanos; apoiar a educação e reduzir a pobreza. Até a data, nada foi feito. O único ponto dessa agenda que prosperou foi a negociação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), felizmente sepultado com posterioridade.
Com mais maturidade e coesão, na reunião de Mar del Plata aconteceu uma grande demonstração de rechaço às políticas neoliberais dos Estados Unidos na presença do presidente norte-americano George W. Bush. Em um ambiente pacífico, porém com grande indignação, realizou-se uma contundente macha de repúdio ao próprio Bush justamente no dia de sua chegada para a Cúpula das Américas.
Em abril de 2009, celebra-se a IV Cúpula dos Povos, em Puerto España, Trinidad e Tobago. Por primeira vez, em um país do Caribe insular. Cuba, único país da região que é excluído das Cúpulas das Américas, recebeu um apoio descomunal desde a primeira reunião, com manifestações pacíficas que exigiam o direito de Cuba a ser incluído na Cúpula das Américas e demandavam o levantamento do bloqueio. Foi a Cúpula onde o recém eleito Barack Obama gerou um elevado nível de expectativas por tudo o que prometeu. Mas, continuam latentes seus verdadeiros interesses geoestratégicos e hegemônicos.
Paulatinamente, se tem conseguido colocar freio à liderança dos Estados Unidos na região, já que essas Cúpulas nos tem permitido reencontrar-nos e tomar distância em certos temas nas complexas relações com essa nação. Há uma maior compreensão para recuperar e comprometer-se com as particularidades culturais, sociais e políticas de cada país, com a soberania e a constitucionalidade, o nível e o tamanho de nossas economias para garantir um tratamento justo e equitativo. Nossa dignidade deve ser resgatada e colocar-se em marcha.
Para essa V Cúpula dos Povos, o governo dos Estados Unidos enfrentará uma América Latina com uma postura distinta, com maior capacidade de representação e insatisfeita ao não ver cumpridas as promessas de Obama. Ficará reiterado o desejo de colocar fim ao isolamento imposto a Cuba, com os países da Alba como autores e atores absolutos dessa justa reclamação. A tudo isso se pode agregar um presidente democrata e afro-norte-americano que, estimulado pela necessidade expansionista, através da "intervenção discreta” e da "ocupação pacífica”, está levando a hostilidade a todos os lugares do mundo, com o pretexto de lutar contra o terrorismo e assumindo a já conhecida posição imperial contra as nações terceiromundistas.
Essa análise não estaria completa se não percebermos que estamos diante de um fenômeno inevitável, multicausal e histórico, onde temos sido agredidos impunemente e tentam nos isolar, dividir e desprezar. Será um novo desafio para essa V Cúpula dos Povos em Cartagena de Índias, pois, obedecendo a um novo plano, deve-se buscar soluções a nossas preocupações comuns, com um enfoque crítico e introspectivo, onde prime um espírito de igualdade, equidade e responsabilidade mútua.
O mais importante é que a Cúpula dos povos, a outra cara da moeda da Cúpula das Américas, faça reflexões profundas de seu compromisso e papel a desempenhar, que refute qualquer proposta excludente, trabalhando e atuando com firmeza em qualquer dos cenários a enfrentar, por mais emaranhados que se tornem. Nos encontramos em circunstâncias nas quais se partilham critérios e há compreensão majoritária sobre a demanda que Cuba deve ser convidada para a Cúpula. Essa é uma mostra palpável de quanto se avançou na América Latina e no Caribe, distanciando-se pouco a pouco dos desígnios dos Estados Unidos, para tomar decisões próprias. Então, por muito cômoda e difícil que seja a situação, não demos as costas a esses desafios e muito menos aos que, daqui por diante, possam apresentar-se.
Ante o anunciado pelo governo dos Estados Unidos, não nos faz falta seu consentimento. Nossa posição é clara, precisa e invariável. Não reclamamos assistir à Cúpula das Américas; porém, apoiamos tão valente proposta do mandatário do Equador, Rafael Correa, e apoiada pelos países da Alba.
*GilsonSampaio

domingo, março 18, 2012

Fim da isenção tributária das igrejas

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Como deixar de ser um estado teocrático?

Apesar de teoricamente vivermos em um estado laico, na prática o estado não é tão laico assim.
Desde o descobrimento em 1500 até os dias de hoje, boa parte de nossos legisladores tentaram e tentam fazer uma nação cada vez mais livre e soberana, mas a forma como a nação foi formada e também a colonização, tornam esta tarefa realmente complicada.
O Brasil descoberto e colonizado pela coroa portuguesa quase sempre copiou leis e regras de outras nações, como da própria coroa portuguesa, dos cânones de Roma, das leis e sistemas ingleses, franceses e americanos.
A coisa era e é tão levada nas coxas que até a proclamação da república em 1889 não existia uma legislação brasileira que regulasse o casamento, este era regulamentado pelo de direito canônico da igreja de Roma.
“Cân. 1055 – § 1. O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural ordenado ao bem dos cônjuges e a geração e educação da prole, entre batizados foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento.”
(se o casal não fosse batizado na igreja, não era considerado um casal. É mole?)
Desde 1889 até a constituição de 1988 só eram legalmente reconhecidas as uniões oriundas do casamento. Qualquer outro tipo de união não tinha nenhum efeito legal e muitas mães viúvas ou abandonadas sofreram duras penas por este lapso da legislação.
Com a constituição de 1988 ficou estabelecido que:
Art. 1º É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.
Depois, somente em 2011, o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre o caso de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Apesar da decisão, em partes, ser contraditória com a constituição, ficou definido que: Os direitos civis de casais do mesmo sexo não podem ser negados.
Neste caso um grande avanço, mas ainda há muito que fazer.
O aborto, por exemplo, não foi regulamentado ainda devido a pressões de religiosos sobre o tema. Uma miríade de discussões inúteis sobre o que pode ser considerado vida, já causou quantas mortes de mães que optaram por abortar e, sem amparo ou técnicas regulamentadas, perderam suas vidas no procedimento.
Eu aqui, Polaco, Doido e Ateu “por casualidad” também sou contra o aborto, mas não é um caso de ser contra ou a favor, é um caso de saúde pública! Que incoerência é essa? A lei protege fetos e condena as mães ao sofrimento e muitas vezes a morte?
E a prioridade que certos legislativos e judiciários dão as religiões católicas e neo-pentecostais?
Estamos em 2012 e o presidente da ALEP, Valdir Rossoni, ainda inicia as sessões da assembléia com a frase:
“Sob a proteção de deus… “
Sob a proteção de deus! Colé? E os ateus, hinduístas, budistas que não acreditam em um deus, não fazem parte do estado?
Meu amigo Cequinel do blog O Ornitorrinco, entrou com um requerimento para a retirada do crucifixo e pelo fim da leitura de versículo da bíblia no início das sessões da câmara municipal de Antonina.
O pedido foi analisado nas coxas e sumariamente negado. Agora, o Cequinel que apenas exerceu seu direito de cidadão, é diariamente vítima de impropérios caluniosos conta a sua pessoa numa rádio de propriedade da igreja católica!
E a constituição federal como fica nessa?
Artigo 5:
(…)
IV – É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V – É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou imagem;
VI – É inviolável a liberdade de consciência e de crença (…)
O Cequinel não tem a quem recorrer e as religiões ganharam mais uma!
Apesar da população brasileira ser majoritariamente católica, existem uma infinidade de outras religiões que compõe todo esse sincretismo religioso do país. É garantido a todos os brasileiros a liberdade de crença (ou a falta dela), porém, não existe nenhuma lei ou artigo na constituição que corrobore a idéia de um estado realmente laico.
Ainda hoje, todas as associações religiosas no Brasil são livres de impostos (renda, IPTU, ISS etc.)  muitas delas ainda recebem subsídios financeiros para suas instituições de ensino e/ou assistência social. O ensino religioso faz parte do currículo de muitas escolas públicas e privilegia as religiões cristãs, principalmente católica e neo-pentecostal, em detrimento de todas as outras. Existe uma discriminação muito forte contra todos os “não crentes”.
Existem também fortes pressões das religiões em todos os legislativos do país e estas pressões dificultam muito a promulgação leis sobre pesquisas científicas, direitos aos homossexuais e tantas outras.
O estado brasileiro ainda tem muitos tratados com o vaticano (a igreja católica), coisas como o laudênio, um resquício medieval sobre a venda de imóveis sujeitos a esse laudênio, onde o estado paga de 2,5% a 5,5% do valor da transação para o vaticano. Muitos terrenos em áreas centrais das cidades mais antigas estão sujeitos a esse imposto ainda hoje.
Em contra partida, as igrejas evangélicas beneficiam-se de outros privilégios, como a facilitação para concessões de emissoras de rádio e TV.
Durante a preparação da visita do papa Bento XVI, em maio de 2007, o Vaticano pressionou o governo brasileiro a assinar um pacto para consolidar os privilégios da Igreja Católica, assim como para estabelecer outros, como o livre acesso às terras indígenas, para ação religiosa. Naquela ocasião, denúncias de entidades laicas e matérias na imprensa, de que um acordo secreto estava sendo elaborado, frustraram a iniciativa, que, aliás, recebeu a rejeição do Presidente da República Lula, que afirmou ser “o Brasil um Estado laico”. No entanto, os entendimentos continuaram, secretamente, e culminaram na assinatura da Concordata, em Roma, em novembro de 2008. O texto encontra-se no Congresso Nacional para ser homologado ou rejeitado. [para saber mais sobre essa Concondata Brasil-Vaticano, clique aqui] (http://www.nepp-dh.ufrj.br/ole/posicionamentos2.html)
Pois é, ao fim e ao cabo, chega-se a conclusão de que o Brasil não é, de maneira nenhuma, um estado verdadeira laico. Estamos nós brasileiros, sujeitos aos caprichos de líderes religiosos e de crenças e crentes muito dispostos a transformar esta nação num estado cada vez mais poli-teocrático (católico pentecostal). Claro que avançamos muito, mas ainda há muito que fazer.
Eu aqui, polaco doido e ateu, “por casualidad,” inevitavelmente tenho que concordar com a citação atribuída a Jesus Cristo:
“A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”.
Não dá para usufruir de plenas liberdades individuais em um estado teocrático, para tanto, é imprescindível separar o que é de incumbência do “estado” das incumbências das “religiões,” qualquer religião!
Pensa nisso, mas não durante a missa ou o culto, seu padre ou pastor, se descobrir pode te excomungar!
*comtextolivre

Vida Inteligente

O eleitor “Coca-Cola” de São Paulo





Duas vezes por dia de segunda a sábado...
E o PSDB sangra o erário público há 10 anos na construção do faraônico anel viário
inútil para 90% da população.
É espantoso como a maioria dos paulistanos não tem a capacidade de relacionar a péssima qualidade de vida em São Paulo ao desempenho dos governantes que elege. O PSDB chuta-lhes o traseiro há uns 20 anos e eles quase que se desculpam por oferecê-lo seguidamente, a cada eleição. Muitos filmam o caos em que vivem pelo celular, guardam de recordação ou publicam no Youtube! Enchentes, congestionamento humano surreal nas estações do metrô, trombadinha atacando vítima, traficante vendendo droga, assaltante em ação… E quando chega na frente da urna, “alguma coisa acontece em seus corações” e lá vão eles, de novo, no mesmo PSDB! Ser conservador, reacionário ou um idiota completo em São Paulo, não tem origem na educação, raça ou nível social. É resultado de uma longa e profunda convivência com a mídia paulista.
A maioria dos paulistas não liga para política e políticos porque “tem mais o que fazer”. E quando não dá pra fugir do assunto, faz cara de esperto e sentencia: “todos os políticos são iguais; todos roubam”. Vão naquela linha do “poder que corrompe” etc… Enganam os mais distraídos, já que não querem ou não têm conhecimento para se aprofundar na questão. Para não se darem ao trabalho de pensar, comparar candidatos e toda essa chatice, muitos paulistas vão de “Coca-Cola” – o candidato que conhecem desde a infância. Neste caso, os “Coca-Cola” são José Serra, Geraldo Alckmin. Maluf também foi um grande “Coca-Cola”. Íntimos que são de seus eleitores igualmente “Coca-Cola”, os tucanos paulistas não mudam o discurso usual “te engano porque você gosta”. Bastou Serra anunciar-se candidato à prefeitura usando as habituais manobras rasteiras dentro do próprio partido, para que o paulistano o elevasse imediatamente a favorito disparado nas pesquisas. E mesmo que o eleitor se esconda da informação, ela lhe bate na testa há anos: até os marcianos sabem que da última vez, Serra não governou nem cumpriu mandato algum, focado que estava em sua eterna escalada rumo ao Palácio do Planalto. Além disso, largou a prefeitura nas mãos do desqualificado mais oportunista que gravitava em sua órbita. Kassab tornou-se o pior de todos os prefeitos que já passaram por esta cidade, na avaliação de seus moradores que… o reelegeram em 2008!
São Paulo tem muito pobre que come carne de pescoço e arrota caviar. Este tipo acredita que enriquecerá “junto” com o patrão. Por isso rouba na balança contra o freguês. É o tal “negro de alma branca” – que prefere catar as migalhas que caem do bolso do feitor a almejar igualdade de direitos e oportunidades para seus semelhantes sociais ou raciais. Acha que educação para pobre é perda de tempo. Por isso bota seu filho pra trabalhar o mais cedo possível, traçando-lhe o mesmo destino do pai desde a adolescência. Acredita em Deus e vai à missa aos domingos. (Mas admite com seus botões que do lado de fora da igreja, quem dá as cartas é o Diabo.)
A maioria dos paulistanos reconhece que viver em São Paulo é cada vez mais insuportável. Não por culpa dos seguidos governos elitistas do PSDB, é claro. Mas pelo crescimento desordenado da cidade provocado pela “invasão de alienígenas nortistas e outras impurezas étnicas – inclusos aí, filhos, netos e toda a parentada”. Por isso, é comum o cidadão achar-se no direito de furar qualquer fila: desde a dos congestionamentos até a dos supermercados. Se viaja enlatado no transporte coletivo, a culpa do seu desconforto é do passageiro ao lado, que invadiu “sua” cidade. (Em sua arrogância delirante, torce secretamente para que surja alguma epidemia que dizime ¾ da população: basicamente os negros e os nordestinos. Ah, sim, quase esquece: inclua-se aí os mendigos e os gays.)
Muitos caem na conversa de uma profissional de telemarketing e acabam assinando um desses jornalões ou revistas decadentes que ainda circulam por aí. Mas logo no segundo mês perdem o interesse na leitura: tirando as manchetes de capa, a página que fala do seu time, quadrinhos e horóscopo (que consomem numa única sessão no “trono sanitário”) o impresso nem se desmancha. E mesmo constatando que não tiram proveito algum, mantêm sua assinatura. Assim, mantêm também a ilusão de serem cidadãos bem informados. E o ciclo ilusório se completa nas estatísticas das quais fazem parte e que o dono do jornal empurra aos seus anunciantes.
Esse paulista foi convencido por idiotas das rádios, jornais e TVs igualmente paulistas, que é um otário que paga mais impostos hoje do que em outras épocas. Não lhe passa pela geléia do cérebro que o número garrafal exibido no impostômetro da rua Boa Vista é fruto da política de aquecimento do consumo interno que protege nossa economia do vírus neo-liberal – o mesmo que arrasa metade do planeta. Fizeram-no acreditar também que São Paulo é a tal “locomotiva” que carrega o Brasil nas costas. Para ele, “desde o Brasil Império já havia oportunidades para todos de norte a sul do país – seja nas escolas, seja no mercado de trabalho”. Por isso odeia os programas sociais do Governo Federal que “sustentam vagabundos que passam o dia bebendo pinga e jogando sinuca enquanto ele dá um duro danado”.
O paulistano ama seu automóvel – embora sempre esteja disposto a trocá-lo por um modelo mais novo. Adora passear a uma velocidade de 20 km por hora em média durante 1h30 também em média quando se dirige ao trabalho. Xingue sua mãe, cobice sua esposa, tire sarro do seu time que perdeu de goleada… mas nunca, jamais risque ou amasse seu carro! Porque, acima de tudo, este é seu verdadeiro governante. É o fiel parceiro que acomoda o traseiro daquela mulher-objeto, que está sempre disposta a deixar-se seduzir quando o motorista confunde seu joelho com o cambio e acelera em direção a um motel qualquer. No embalo da última do Teló…

*Mariadapenhaneles

FILMOGRAFIA PARA DEBATES - 1984, GEORGE ORWELL

Por Bráulio Wanderley

Oriundo do romance homônimo escrito em 1948 e publicado em 1949,  a película trata a respeito de uma sociedade sem sentimentos e controlada pela ditadura do "Grande Irmão".

Palavras-chaves: totalitarismo, liberdade, censura, alienação, controle social.
 
*História vermelha
 
 

CARTA CAPITAL DESTA SEMANA

Bento XVI investe na América Latina

O Papa viaja para México e Cuba este mês. 
O discurso é que Bento XVI faz "uma viagem pela esperança", palavras de Frederico Lombardi, porta-voz do Vaticano.
A verdade é que o Papa viaja [seja para onde for], com o objetivo 1º de fidelizar os católicos. 2º conquistar mais patrocinadores.
Assim agem todas as religiões [sem exceção].
Quer uma prova cabal?...
Vê o luxo que os lideres religiosos usufruem, enquanto pregam a pobreza e humildade para os nosotros mortais.
Psiu...este dourado do trono papal é ouro maciço, viu? Tem nada de banhado não!
*Briguilino

Chacina de moradores de rua; 165 mortos

 

Por Altamiro Borges

O Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDDH) divulgou nesta quinta-feira (15) números chocantes sobre a barbárie que impera no país, alimentada pelo preconceito e pelo ódio elitista. De abril de 2011 até a semana passada, 165 moradores de rua foram friamente assassinados – o que representa uma morte a cada dois dias.

TJ de São Paulo é o próximo a ser investigado


 

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda não voltou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para inspecionar o patrimônio de juízes e servidores, mesmo com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

tjsp processo interiorNo início do mês, o ministro Luiz Fux liberou a retomada das correições, mas impediu o uso de informações prestadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a corregedoria, a equipe responsável pelas inspeções está finalizando um relatório sobre a Justiça do Amapá, que deve ficar pronto nesta terça-feira (20). Só depois o grupo decidirá o que fazer em relação à corte bandeirante.
A corregedoria ainda informa que a ressalva de Fux pode influenciar a programação inicial de inspeções, já que as prioridades eram baseadas em dados do Coaf sobre os tribunais com o maior volume de movimentações financeiras atípicas. Inicialmente, as correições passariam por São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, e depois seguiriam por mais 19 tribunais.
A inspeção no TJSP foi a primeira da série e começou em dezembro do ano passado, mas foi suspensa por uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski. A ação foi protocolada pelas três maiores associações de juízes do país, que sustentavam que a corregedoria promoveu uma devassa em dados sigilosos de 216 mil magistrados e servidores.
Nas informações prestadas ao STF em janeiro, a corregedora Eliana Calmon alegou que o relatório apenas apontou tribunais onde havia atividades suspeitas, sem fornecer nomes ou CPFs. Ela também disse que a sua equipe se ateve ao cruzamento de declarações de renda com as folhas de pagamento, o que não é considerado ilegal.
Com o fim do recesso do Judiciário em fevereiro, uma questão técnica fez a relatoria do processo passar para o ministro Luiz Fux, que decidiu ouvir diversas entidades de juízes e servidores antes de preparar seu voto.
Temendo um engessamento prolongado do CNJ, Calmon enviou um ofício ao ministro para saber se a corregedoria poderia retomar as apurações rotineiras nos tribunais. Em resposta, Fux autorizou a volta ao trabalho desde que as informações do Coaf fossem excluídas.
De acordo com integrantes da corregedoria do CNJ, a principal preocupação do órgão atualmente é conseguir cumprir todas as inspeções nos estados onde há irregularidades até o fim da gestão de Eliana Calmon, em setembro.
Fonte: Agência Brasil / No: Vermelho
*Ocarcará