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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, março 22, 2012

ANP confirma Tijolaço: Chevron economizou no poço

O Tijolaço descumpre sua promessa de silenciar enquanto não há definição  sobre os nomes indicados pelo PDT para o Ministério do Trabalho por uma razão que está acima da política: a verdade.
Agora à tarde, Sílvio Jablonski, assessor de diretoria da ANP, afirmou que, se a petroleira não tivesse deixado uma área não revestida do poço, estendendo o revestimento por mais 400 metros além do que foi realizado, não teria havido o vazamento de 2.400 barris de petróleo, detectado em 8 de novembro.
Ou seja, que a ela não cumpriu os planos de exploração que haviam sido registrados perante os órgãos fiscalizadores que, obviamente, não podem ter um fiscal “morando” em cada plataforma.
É a primeira confirmação oficial do que foi informado aqui, neste blog, no dia 30 de novembro, ou quase quatro meses atrás:
O que a Chevron não disse à imprensa, aos deputados e à sociedade é que deveria existir uma segunda sapata situada algumas centenas de metros abaixo daquela, capaz de sustentar a coluna de tubos de 9 5/8  polegadas e vedar o espaço entre estes tubos e a perfuração de 12 1/4  polegadas, impedindo a ascensão do petróleo por fora da tubulação.
Esta sapata – que seria também submetida, segundo o plano, a “testes de selo”, para verificar sua capacidade de vedação – simplesmente não foi construída.
Veja no quadro do projeto apresentado pela Chevron que ela estaria situada entre 2050 a 2600 metros  (a sigla TVDSS significa True Vertical Depth Sub Sea, profundidade real submarina) e deveria ser capaz de resistir a pressões súbitas (explosões) de mais de seis mil PSI, ou algo como 420 quilogramas-força por centímetro quadrado.
Esta sapata e a vedação jamais existiram, apesar de o poço já ter atingido 3.329 metros de profundidade. Evidentemente, também não o teste de selo.

Só a partir daí, segundo o plano apresentado pela Chevron, é que a perfuração seria feita com a broca de 8 ½ polegadas, que é o diâmetro convencional da chamada “fase final” de um poço de petróleo, aquela que toca o reservatório subterrâneo de óleo. Esta fase não possui revestimento, o que é chamado de “poço aberto” no jargão técnico. No seu depoimento á Comissão de Meio Ambiente, o presidente da Chevron-Brasil (?), o Sr. Charles Buck, admitiu que a broca usada no momento do acidente era a de 8 ½ polegadas.
Na perfuração executada pela Chevron, a situação era de “poço aberto” a partir de 567 metros abaixo do solo marinho. Embora o ponto provável de ruptura tenha sido abaixo da sapata situada neste nível, pode ter ocorrido em outro, em razão da grande extensão – comprimento vertical + horizontal, conhecido tecnicamente como TD(MD) –  aumentada pelo fato de o poço fazer duas longas curvas (dog legs, na linguagem técnica) e ter um trecho horizontal. Se os diagramas apresentados pela Chevron tiverem proporção correta, é possível estimar esta extensão em mais de três quilômetros sem  revestimento ou vedação.
E isso numa formação geológica cheia de fraturas e fissuras, o que é admitido no estudo e provocou até a mudança de direção de três poços perfurados em Frade.
Mas o que poderia ter feito a Chevron não implantar a sapata de sustentação e vedação?
Não é possível dizer, mas é natural que se avalie a vantagem de não o fazer: economia.
Uma sapata com esta resistência  custa algo como R$ 1 milhão, o que somado ao tempo de parada na perfuração, em razão dos custos fixos, pode quadruplicar, pelo menos, de valor. Só o aluguel da sonda  – mesmo a “baratinha” que utilizaram – é equivalente a cerca de R$ 500 mil por dia e ela não pode perfurar enquanto não se completa a cimentação, espera-se o tempo de “pega”  do cimento e se realizam os testes de selagem.
Infelizmente, o “jornalismo investigativo” brasileiro parece ter pouco “apetite” pela apuração de casos que envolvem grandes interesses privados, como o da indústria petroleira e, sobretudo, a multinacional.
Estamos vendo as hipóteses mais absurdas sendo veiculadas pelos jornais para explicar os vazamentos – aparentemente residuais – no campo operado pela empresa americana. Fala-se até em “afundamento” de uma imensa calota de solo marinho por conta de fissuras e- acreditem – em novos “vazamentos naturais”.
Mas ninguém, até agora, se preocupou em comparar o que fez a Chevron e o plano de exploração que ela mesma fez aprovar pelas autoridades públicas, e que está disponível para quem se interessar.
E parece que nossos grandes jornais não se interessam, mesmo.
*Tijolaço

Dia Mundial da Água: estudos decifram o diálogo entre a selva amazônica e sua água


Em 1993, a ONU definiu o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. A data ficou destinada à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural. Cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E, como sabemos, grande parte de suas fontes  (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. O Dia Mundial da Água tem como objetivo principal criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema. O Sul21 transcreve abaixo um artigo de Alice Marcondes sobre as trocas que a selva amazônica realiza com a água da região e as alterações que têm sido verificadas na região.

Por Alice Marcondes, Tierramérica via SUL21

Foto: Lubasi/Flickr

Havendo alteração na relação entre a selva amazônica e os bilhões de metros cúbicos de água que circulam pelo ar, desde o Oceano Atlântico equatorial até os Andes, estará em risco a resiliência deste bioma crucial para o clima do planeta, alerta um experimento de duas décadas. A Amazônia é um ser vivo de 6,5 milhões de quilômetros quadrados, que ocupa metade do território do Brasil e parte de outros oito países (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), e abriga a maior reserva de água doce do planeta.
Para entender plenamente esse complexo sistema, cientistas do Brasil e do mundo criaram o Experimento em Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA, sigla em inglês). Após 20 anos de pesquisas, os dados coletados constituem um alerta. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que participa do experimento, se nos próximos anos não houver políticas efetivas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, a Amazônia chegará ao final do Século 21 com 40% menos chuva, com temperaturas médias de até oito graus acima do normal.
Isso converteria a Amazônia em uma fonte emissora de dióxido de carbono, em lugar de um depósito desse gás-estufa. A Agência Internacional de Energia estima que, em 2010, a população mundial lançou na atmosfera o recorde de 30,6 gigatoneladas de dióxido de carbono, principalmente procedente da queima de combustíveis fósseis. “As pesquisas nos mostram que a floresta tem um grande poder de resiliência, mas também que este poder tem limites”, disse ao Terramérica o físico Paulo Artaxo, presidente do Comitê Científico Internacional do LBA.
Foto: Douglas Fernandes/Flickr

“Se continuarmos queimando tanto carbono, o cenário climático para a região amazônica será bastante desfavorável a qualquer resiliência que a selva possa desenvolver. Dificilmente sobreviverá a um estresse climático tão grande”, acrescentou Paulo. Para a coleta de dados o LBA contou, entre outros instrumentos, com 13 torres de 40 a 55 metros de altura, instaladas em diferentes pontos da selva, para medir o fluxo de gases, o funcionamento das propriedades básicas do ecossistema, a radiação e muitos outros parâmetros ambientais. A informação coletada é analisada por cientistas de várias áreas, com a finalidade de entender a selva como um sistema interrelacionado.
“A percepção da comunidade científica, de que os estudos individuais ou disciplinares não eram competentes para explicar a Amazônia, levou ao LBA. Percebia que era necessário um esforço integrado para explicar a floresta tropical, a partir das ciências físicas, químicas, biológicas e humanas, e também da relação entre elas”, disse ao Terramérica o engenheiro agrônomo Antônio Nobre, destacado cientista que também integra o LBA. “Quando comecei os estudos no LBA, minha parte principal no projeto era o carbono. Mas o carbono sem água fica seco e a floresta pega fogo. Se não há transpiração, não há sequestro de carbono, porque não ocorre a fotossíntese. Percebi que o ciclo da água e o do carbono são inseparáveis”, afirmou Antônio.
Foto: Jorge Andrade/Flickr

Essa análise integrada demonstrou que a Amazônia está absorvendo uma pequena quantidade de dióxido de carbono da atmosfera, estimada em meia tonelada por hectare ao ano. Contudo, esta fixação varia muito por região, segundo o grau das alterações ambientais. Em áreas próximas a lugares onde a ação humana causou uma degradação significativa, a absorção diminui, e a Amazônia, em lugar de incorporar carbono, o emite.
Além disso, a absorção de dióxido de carbono enfrenta “as emissões causadas pelo desmatamento e pelas queimadas” provocadas para expandir a agricultura, destacou Paulo. Como nos últimos anos as queimadas diminuíram drasticamente, de 27 mil quilômetros quadrados em 2005 para cerca de sete mil quilômetros quadrados em 2010, “hoje a selva tem como característica predominante a absorção”, explicou. Porém, com as mudanças causadas pelo efeito estufa e o aquecimento da selva, a estação seca tende a aumentar, criando um cenário propício para mais incêndios e mais emissões de dióxido de carbono.
Segundo Paulo, “o lançamento na atmosfera de partículas sólidas pelas queimadas altera a microfísica das nuvens e o regime de precipitações. Em um dos estudos do experimento se constatou que o aumento das queimadas em Rondônia estende de duas a três semanas a estação seca, retroalimentando a incidência das queimadas e piorando ainda mais seu efeito sobre o funcionamento do ecossistema”. Na “muito severa” seca de 2005, “a Amazônia perdeu muito carbono”, contou Paulo. Em uma situação de “grandes secas” mais frequentes, é possível que a selva se converta em “emissora de dióxido de carbono e deixe de cumprir um importante serviço ambiental”, alertou.
A extensão da temporada seca causa outro fenômeno, a emissão de carbono dos rios, que também foi estudado no LBA. “Os cursos de água de pequeno e médio portes emitem quantidades significativas de gás. Ocorre o que chamo evasão de dióxido de carbono dos corpos aquáticos, e isto acontece porque a maior parte desses rios está saturada de carbono dissolvido na água”, afirmou Paulo. Com o passar do tempo, este carbono “é lançado na atmosfera em quantidades bastante significativas. Todos os fenômenos que alteram o ecossistema amazônico têm um forte impacto na evasão de gases dos rios. Com o aumento da temperatura, aumenta a emissão de gás”, acrescentou.
Foto: Jorge Andrade/Flickr

Para ilustrar as consequências que um desequilíbrio da Amazônia poderia acarretar ao clima mundial, Antônio citou a pesquisa que se popularizou com o nome de “rios voadores”, iniciada na década de 1970 e convertida em um projeto consolidado desde 2007. “Descobrimos que a ação do Sol sobre a região equatorial do Oceano Atlântico evapora grande quantidade de água. Esta umidade é transportada pelos ventos para o norte do Brasil. São cerca de dez bilhões de metros cúbicos de água por ano, que chegam à Amazônia em forma de vapor. Parte cai como chuva, e parte segue até encontrar a muralha da Cordilheira dos Andes”, descreveu Antônio.
Na região andina, o vapor cai como neve e, ao derreter, “alimenta os rios da bacia amazônica. A maior parte da chuva que cai sobre a floresta volta a evaporar”, esclareceu Antônio. Esta umidade flutua sobre Bolívia, Paraguai e os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no oeste; Minas Gerais, no leste; São Paulo no sudeste e inclusive até Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no sul. “E leva a maior parte das chuvas para todas essas regiões”, explicou. A seca da Amazônia prejudicaria esse rio aéreo e “o ciclo de chuvas nessas regiões, que são muito ricas em agricultura”, alertou Antônio.
O LBA é hoje um programa do Ministério de Ciência e Tecnologia, coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com apoio de outras entidades. Seus pesquisadores estão ampliando esse trabalho para outras áreas, como os sistemas agropastoris e o comportamento do dióxido de carbono nas plantações de soja. “Temos um trabalho enorme pela frente para compreender os processos naturais e o que os humanos fazem quanto à alteração dos ecossistemas”, concluiu Paulo.
*Turquinho

Fidel Castro: Os caminhos que conduzem ao desastre



Esta Reflexão poderá ser escrita hoje, amanhã ou qualquer outro dia sem risco de equívoco. Nossa espécie se defronta com problemas novos. Quando expressei há 20 anos, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro, que uma espécie estava em perigo de extinção, tinha menos razões do que hoje para advertir sobre um perigo que via talvez à distância de 100 anos.


Então uns poucos líderes dos países mais poderosos dirigiam o mundo. Aplaudiram por mera cortesia minhas palavras e continuaram placidamente cavando a sepultura de nossa espécie.

Parecia que em nosso planeta reinava o senso comum e a ordem. Há tempos que o desenvolvimento econômico apoiado pela tecnologia e a ciência parecia ser o Alfa e o Ômega da sociedade humana.

Agora tudo está muito mais claro. Verdades profundas foram abrindo caminho. Quase 200 Estados, supostamente independentes, constituem a organização política à qual teoricamente corresponde a tarefa de reger os destinos do mundo.

Cerca de 25 mil armas nucleares em mãos de forças aliadas ou antagônicas dispostas a defender a ordem em mutação, por interesse ou por necessidade, reduzem virtualmente a zero os direitos de bilhões de pessoas.

Não cometerei a ingenuidade de atribuir à Rússia ou à China a responsabilidade pelo desenvolvimento desse tipo de armas, depois da monstruosa matança de Hiroshima e Nagasaki, ordenada por Truman, após a morte de Roosevelt.

Tampouco cairia no erro de negar o holocausto que significou a morte de milhões de crianças e adultos, homens e mulheres, principalmente judeus, ciganos, russos e de outras nacionalidades, que foram vítimas do nazismo. Por isso, repugna a política infame dos que negam ao povo palestino seu direito a existir.

Alguém pensa por acaso que os Estados Unidos serão capazes de atuar com a independência que o preserve do desastre inevitável que os espera?

Em poucas semanas os US$ 40 milhões que o presidente Obama prometeu arrecadar para sua campanha eleitoral só servirão para demonstrar que a moeda de seu país está muito desvalorizada e que os Estados Unidos, con sua insólita e crescente dívida pública que se aproxima dos US$ 20 trilhões, vive do dinheiro que imprime e não do que produz. O resto do mundo paga o que eles dilapidam.

Ninguém crê tampouco que o candidato democrata seja melhor ou pior que seus adversários republicanos: chame-se Mitt Romney ou Rick Santorum. Anos-luz separam os três de personagens tão relevantes como Abraham Lincoln ou Martin Luther King. É realmente inusitado observar uma nação tão poderosa tecnologicamente e um governo ao mesmo tempo tão órfão de ideias e valores morais.

O Irã não possui armas nucleares. Acusa-se o país de produzir urânio enriquecido que serve como combustível energético ou componente de uso médico. Queira-se ou não, sua posse ou produção não é equivalente à produção de armas nucleares. Dezenas de países utilizam o urânio enriquecido como fonte de energia, mas este não pode ser empregado na confecção de uma arma nuclear sem um processo prévio e complexo de purificação.

Contudo, Israel, que com a ajuda e a cooperação dos Estados Unidos fabricou o armamento nuclear sem informar nem prestar contas a ninguém, até hoje sem reconhecer a posse destas armas, dispõe de centenas delas. Para impedir o desenvolvimento das pesquisas em países árabes vizinhos, atacou e destruiu os reatores do Iraque e da Síria. E declarou o propósito de atacar e destruir os centros de produção de combustível nuclear do Irã.

Em torno desse crucial tema tem girado a política internacional nessa complexa e perigosa região do mundo, onde se produz e fornece a maior parte do combustível que move a economia mundial.

A eliminação seletiva dos cientistas mais eminentes do Irã, por parte de Israel e de seus aliados da Otan, se converteu em uma prática que estimula os ódios e os sentimentos de vingança.

O governo de Israel declarou abertamente seu propósito de atacar a usina produtora de urânio enriquecido no Irã, e o governo dos Estados Unidos investiu centenas de milhões de dólares na fabricação de uma bomba com esse propósito.

Em 16 de março de 2012 Michel Chossudovsky e Finian Cunningham publicaram um artigo revelando que “um importante general da Força Aérea dos EUA descreveu a maior bomba convencional – a antibunkers de 13,6 toneladas – como ‘grandiosa’ para um ataque militar contra o Irã”.

“Um comentário tão loquaz sobre um artefato assassino em massa teve lugar na mesma semana na qual o presidente Barack Obama se apresentou para advertir contra a ‘fala leviana’ sobre uma guerra no Golfo Pérsico.”

“…Herbert Carlisle, vice-chefe do Estado Maior para operações da Força Aérea dos EUA. [...] agregou que provavelmente a bomba seria utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington.”

“O MOP, ao qual também se referem como ‘a mãe de todas as bombas’, está projetado para perfurar através de 60 metros de concreto antes de detonar sua bomba. Acredita-se que é a maior arma convencional, não nuclear, no arsenal estadunidense.”

“O Pentágono planifica um processo de ampla destruição da infraestrutura do Irã e massivas vítimas civis mediante o uso combinado de bombas nucleares táticas e monstruosas bombas convencionais com nuvens em forma de cogumelo, incluídas a MOAB e a maior GBU-57A/B ou Massive Ordenance Penetrator (MOP), que excede a MOAB em capacidade de destruição.”

“A MOP é descrita como ‘uma poderosa nova bomba que aponta diretamente para as instalações nucleares subterrâneas do Irã e Coreia do Norte. A imensa bomba – maior do que que 11 pessoas colocadas ombro a ombro, ou mais de 6 metros desde a base até a ponta.”

Peço ao leitor que me desculpe por esta complicada linguagem do jargão militar.

Como se pode verificar, tais cálculos partem do pressuposto de que os combatentes iranianos, que totalizam milhões de homens e mulheres conhecidos por seu fervor religioso e suas tradições de luta, se renderão sem disparar um só tiro.

Em dias recentes os iranianos viram como os soldados dos Estados Unidos que ocupam o Afeganistão, em apenas três semanas, urinaram sobre os cadáveres de afegãos assassinados, queimaram os livros do Corão e assassinaram mais de 15 cidadãos indefesos.

Imaginemos as forças dos Estados Unidos lançando monstruosas bombas sobre instituições industriais capazes de penetrar 60 metros de concreto. Jamais semelhante aventura tinha sido concebida.

Não é preciso uma palavra mais para compreender a gravidade de semelhante política. Por esse caminho nossa espécie será conduzida inexoravelmente para o desastre. Se não aprendemos a compreender, não aprenderemos jamais a sobreviver.

De minha parte, não abrigo a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro de sua história.

Fidel Castro Ruz
21 de março de 2012, 19h35

Fonte: Cubadebate
Depois de 69.729 pedidos de providências: PF prende em Curitiba dono de site racista e homofóbico




 A Polícia Federal em Curitiba deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Intolerância e prendeu Emerson Eduardo Rodrigues, acusado de manter um site que trazia mensagens de apologia a crimes graves e de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitar abuso sexual de menores.
Rodrigues seria o responsável pelo domínio silviokoerich.org. No espaço, ele chegou a postar fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido "Búfalo Viril", o suspeito também chegou a postar uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos, em Natal, após ela ter se recusado a beijá-lo.
Em outro conteúdo, Rodrigues fazia comentários sobre a 'impossibilidade' da Polícia Federal em localizá-lo por ter seu site hospedado em um provedor fora do Brasil.
Também foi expedido um mandado de prisão contra Marcelo Valle Silveira Mello, que mora em Brasília e teria envolvimento com o site.
As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF. A unidade vinha recebendo várias denúncias contra o domínio.
No site da ONG SaferNet, onde se monitoram casos de apologia à violência e racismo, foram registraram 69.729 pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso, um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira.
A PF ainda cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, para examinar residências e locais de trabalho dos criminosos em busca de elementos materiais da responsabilidade criminal. O suspeito pode responder pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).
Na decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos, consta que "Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável."
*Mariadapenhaneles

Apolonio de Carvalho: Homenagem aos 100 anos de um libertário

 do Viomundo

 

Da Fundação Perseu Abramo
O Memorial da Resistência de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Apolonio de Carvalho, a trajetória de um libertário. Composta por cerca de 30 painéis com fotos, documentos, cartazes e textos que percorrem a história de Apolonio de Carvalho (1912, Corumbá, Mato Grosso do Sul – Rio de Janeiro, RJ, 2005) desde a sua infância em Corumbá, passando pelos principais acontecimentos políticos e sociais do século 20, como a Insurreição de 1935, a Guerra Civil Espanhola, a Resistência Francesa contra o nazismo, a luta contra a ditadura militar, o exílio, a anistia e a reconstrução democrática no Brasil.
Esta mostra presta uma homenagem aos 100 anos de nascimento deste “internacionalista” cuja trajetória inclui as mais importantes lutas libertárias ocorridas no Brasil e na Europa no século XX, afirma Stela Grisotti, curadora da mostra.
Além dos painéis, o público poderá assistir trechos do documentário Vale a pena sonhar (2003), que traz uma seleção de imagens da Guerra Civil Espanhola e da Resistência Francesa, além de depoimentos de companheiros de luta de Apolonio de Carvalho. A direção do filme é da curadora da exposição, Stela Grisotti e Rudi Böhm.
Apolonio participou, desde a década de 30, das principais lutas políticas do Brasil e do Exterior. Sua trajetória foi marcada pela luta das causas sociais, na consolidação de um projeto democrático e socialista para o Brasil. Serviu o Exército Brasileiro, foi voluntário nas Brigadas Internacionais da Guerra Civil Espanhola, combatendo o fascismo entre 1937 e 1939, e, na França, foi coronel da Resistência na luta contra o nazismo na 2ª Guerra Mundial.
Nos anos 60, rompeu com o PC brasileiro e ajudou a fundar o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Com a redemocratização, foi um dos primeiros a se filiar ao PT. Faleceu no dia 23 de setembro de 2005, aos 93 anos de idade, vítima de pneumonia.
Concebida originalmente para integrar a programação oficial do Ano do Brasil na França (2005), a exposição foi montada, pela primeira vez no Museu da Resistência e Deportação de Toulouse, cidade no sul da França libertada do domínio nazista sob o comando de Apolonio, em 1949. No Brasil, foi apresentada nas cidades do Rio de Janeiro (2007) e Recife (2008) com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Todos os materiais apresentados fazem parte de um amplo acervo reunido por Stela Grisottie Rudi Böhm para a elaboração do documentário Vale a pena sonhar – lançado há mais de sete anos. O material foi coletado em arquivos da França, da Espanha e do Brasil, além do depoimento do próprio Apolonio ainda em 2002.
Abaixo a programação completa. Renée France de Carvalho, lançando o livro Um vida de lutas, foi a companheira de Apolonio durante a vida inteira.

STF é provocado a rever julgamento sobre anistia

O Supremo Tribunal Federal está sendo provocado a rever seu julgamento sobre a Lei da Anistia.
Por requerimento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), inicia-se nessa semana a apreciação dos embargos da decisão de 2010, que afastou por 7 votos a 2 a possibilidade de julgar os crimes cometidos pelos agentes da ditadura.
Duas questões devem ser colocadas à mesa para os ministros, que não foram abordadas no julgamento anterior.
A primeira é a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que impõe o julgamento dos atos dos agentes públicos, ao considerar inválidas, à luz das Convenções Internacionais, todas as leis de autoanistia que pretenderam evitar apuração de crimes contra a humanidade.
A segunda, o movimento do Ministério Público Federal para o julgamento dos crimes que, diante do caráter de permanência, não sofreriam efeitos da Lei da Anistia ou da prescrição. Seriam assim os casos de sequestro ainda não solucionados.
A interpretação de que crimes de sequestro escapam à Lei da Anistia está longe de ser apenas uma doidivana aventura dos procuradores da República. Baseia-se em processos do próprio Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a validade da tese nos casos de extradição.
Em outros países, como o Chile e a Argentina, a mesma intepretação foi aceita e fundamentou processos contra dezenas de agentes do Estado.
A decisão da Corte Interamericana até agora foi desprezada pelo STF, que não se preocupou em fazer o controle de convencionalidade, ou seja, avaliar a compatibilidade da Lei da Anistia com as Convenções Internacionais que o país subscreveu.
Toda a estrutura do direito internacional reconhece, desde os estatutos do Tribunal de Nuremberg, a categoria de crime contra a humanidade a atos como assassínio e desaparecimento forçado da população civil, praticado por autoridades estatais. É pelo caráter de tutela da humanidade que não subsistiriam as leis nacionais de anistia.
Os argumentos do STF se centraram em três pontos: a anistia foi um acordo bilateral; foi o preço pago pelo retorno à democracia; a Constituição de 1988 a reconheceu.
É preciso lembrar que a Lei da Anistia foi aprovada em 1979, sob governo militar, e tendo o Congresso Nacional parte de seus membros nomeados pelo Executivo.
As eleições para governadores só aconteceriam três anos depois e para presidente esperaríamos mais uma década. Ainda havia censura a jornais e televisões, que em 1984 não puderam sequer transmitir a derrota da emenda das Diretas-Já.
É difícil caracterizar este como um acordo democrático.
Se os militares praticaram um Golpe em 1964, que legitimidade teriam para impor uma anistia de seus atos como condição para o retorno da democracia? Em qualquer outra circunstância, essa prática seria simplesmente considerada como chantagem.
A anistia à repressão que partiu do próprio poder se equipararia a um acordo do carcereiro com o preso: eu te solto e você não me processa pelas torturas que te infligi. Mas que condições teria o preso para dizer não naquele momento?
Talvez em 1988 ainda não estivéssemos em condições políticas de reconhecer tais circunstâncias. Felizmente, a tutela militar não mais perdura entre nós.
Muitos que se insurgiram contra a ditadura vieram a ser processados criminalmente. Foram presos, aposentados ou banidos - além das punições informais que suportaram nas torturas, nos estupros, nos desaparecimentos forçados e nos assassinatos.
Mas os agentes que praticaram tais barbaridades, em nome de uma abjeta política de governo, se esconderam sob os arquivos cerrados e os silêncios impostos.
Que democracia pode conviver com esse esqueleto no armário?
A maioria dos países da América Latina, que sofreram com ditaduras na mesma época, já iniciou o acerto de contas com seu passado. O Brasil é o único que tem sido totalmente refratário aos julgamentos.
Há quem atribua isso a um extemporâneo temor reverencial aos militares, cujas vozes até hoje recebem desproporcional repercussão na grande mídia.
Antony Pereira, diretor do Instituto Brasil no King's College em Londres, formula outra hipótese.
A jurisdicionalização da repressão no país estaria inibindo o Judiciário de apreciar atos da ditadura que direta ou indiretamente o julgariam.
"Os tribunais militares, mas também o STF, em que poderia haver apelação, foram responsáveis pelo processo de grande número de prisioneiros políticos - e por sentenciá-los, muitas vezes, com base em evidências extraídas sob tortura", escreveu em artigo no jornal Estado de S. Paulo, sábado (17).
Recentemente, o plenário do STF mudou a decisão que acabara de proferir, ao se dar conta que a declaração de inconstitucionalidade de uma lei provocaria a anulação de outras quatrocentas.
Muitos criticaram a mudança tão abrupta.
Mas o mais grave para um juiz não é alterar sua posição se novas razões se apresentam. É se manter prisioneiro de seus próprios erros.
Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

*esquerdopata

Extrema-direita do Mackenzie protesta contra a democracia


"Enem, não, Mackenzie é tradição"

*esquerdopata

Globo e Folha têm medo da verdade

Ilustração do blog PIG Imprensa Golpista
Por Altamiro Borges

Em editoriais ontem (19), que até parecem combinados, O Globo e Folha criticaram os setores de sociedade que pretendem, com a instalação da Comissão da Verdade, apurar os crimes da ditadura militar. Na avaliação dos dois jornais, que deram apoio ao golpe de 1964 e às barbáries do regime, não cabe analisar o passado – seja discutindo a Lei da Anistia ou a chacina no Araguaia.

Construir a luta popular pela Comissão da Verdade

Militantes do PCdoB assassinados na Chacina da Lapa, ocorrida em 16/12/1976.

Editorial da edição 473 da Brasil de Fato


Florestan Fernandes denunciou que a transição controlada da ditadura se transformaria no grande trauma nacional. A partir do entendimento da transição “lenta, gradual e segura” como um movimento de adiamento do desenlace da crise da autocracia burguesa Florestan Fernandes conceituou a Nova República e a operação de “conciliação pelo alto” que lhe deu sustentação, como interrupção da contrarrevolução preventiva desencadeada em 1964 com vistas a barrar, mais uma vez, as potencialidades de uma revolução democrática e nacional alimentadas pelo próprio desenvolvimento do capitalismo dependente em sua fase monopolista. O alvo principal desta operação política promovida pelas classes dominantes era o emergente movimento social das classes subalternas, nascido durante a crise da ditadura, que apresentava uma nítida propositura programática de “revolução dentro da ordem”, embora já apontando tarefas de “revolução contra a ordem”.

Mais uma vez sua análise foi correta. As eleições de 2010, onde os setores mais conservadores da burguesia foram novamente obrigados a buscar um candidato que ostentasse a luta contra ditadura em seu currículo e as acusações desse candidato contra nossa presidenta Dilma atacavam sua coragem em ter participado da resistência armada, comprovam que o tema segue sendo um forte trauma em nosso imaginário coletivo.

A questão ressurge com força através da criação da Comissão Nacional da Verdade. O debate sobre o direito de apurar os crimes praticados pela ditadura retoma com força na sociedade.

A Comissão da Verdade tem como tarefa institucional estabelecer quais as circunstâncias em que as mortes, a tortura, a violência de Estado foi realizada no Brasil. Apurar a responsabilidade dos militares e servidores públicos da época, que teriam participado de atos perversos da ditadura, mas também dos próprios civis que participaram de estruturas não governamentais, empresariais, que participaram da repressão.

As forças sociais se movimentam para defender ou impedir que a verdade venha à tona.

Até mesmo os acovardados torturadores saíram de seus esconderijos e lançaram um manifesto em nome do Clube Militar, onde retomam suas velhas ameaças golpistas e atacam a iniciativa do governo federal.

Recentemente, a Anistia Internacional denunciou que “O Brasil continua atrasado em comparação aos demais países da região em sua resposta às graves violações de direitos humanos cometidas no período militar”, o que constitui um eco do clima internacional em relação ao acobertamento institucional daqueles crimes. É um fato lamentável.

ONU, Anistia Internacional, Comissão Interamericana de Direitos Humanos e Tribunal Penal Internacional condenam o Supremo Tribunal Federal brasileiro por ter se manifestado contra ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) iniciada em 2010 que questionava a Lei da Anistia, de 1979. A condenação informal do Brasil por leniência com os crimes de Estado durante a ditadura tem amplo apoio dos principais países-membros.

Entre os países que integraram a Operação Condor – aliança secreta entre Brasil, Argentina, Chile e Uruguai orquestrada pelos Estados Unidos entre os anos de 1960 e 1970 para combater movimentos de esquerda –, só o Brasil ainda não iniciou punições de militares que cometeram crimes de lesahumanidade. Segundo a Ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, a “sociedade precisa mobilizar-se para assegurar a Comissão da Verdade”.

Recordemos que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou, em 2 de novembro de 2005, que o Brasil tornasse públicos os documentos relevantes sobre os crimes cometidos durante essa fase do país, responsabilizando seus autores.

Portanto, para assegurar que a Comissão da Verdade cumpra sua tarefa histórica será necessário construir lutas populares que assegurem sua defesa e funcionamento.

É o momento dos lutadores populares retomarem com todas as energias as denúncias sobre os assassinos e torturadores que cometeram os piores crimes durante a ditadura.

Quem praticou tantos horrores nas salas de tortura não pode permanecer esquecido, escondido em sua covardia. Resgatar esses episódios é o caminho para superarmos o grande trauma nacional da Ditadura. Está é a nossa história e não permitiremos que seja abafada.

Sem mobilização não conseguiremos sequer assegurar a Comissão da Verdade.

É preciso tocar na ferida e enfrentar esse debate. Mas principalmente, é preciso sair às ruas e construir uma luta popular pela Comissão da Verdade.


Fonte
: Brasil de Fato
*Observadoressociais

Deleite Natália Juskiewicz - "Canção do mar"


*Jumento

E aí, Kamel, não somos racistas? Negro é chamado de macaco e agredido quase até a morte por jovens brancos em SP

 

 Discriminação Racial. Aquela que Kamel já eliminou do Brasil, mas que o cotidiano das ruas desmente a toda hora, obrigando a TV Globo, de que Ali Kamel é Diretor de Jornalismo, a desmentir sua tese a socos e pontapés.

Aconteceu na madrugada de domingo, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Ivan Romano foi atacado covardemente por Wellington Rodrigues, de 23 anos, e Vinicius de Almeida, de 19. Só escapou porque se fingiu de morto. Câmeras de segurança da prefeitura registraram tudo. Ivan Romano tem 43 anos e é morador do Jardim Sílvia, em Embu das Artes.
*+blogdomello

Cantor Lobão exalta a ditadura militar e ataca Chico Buarque

Lobão Ditadura Chico Che Tortura

 Velho decadente que faz de tudo para se aparecer

 

Lobão foi chutado da MTV e agora está figurando em um programinha da Band. A Rede OBANdeirantes se transformou num covil de adoradores da ditadura e da barbárie, portanto, o melhor caminho a se seguir é BOICOTAR tal emissora.

+ emPragmatismo Politico

 *Cappacete

Se alguém morrer, Globo não tem nada com isso @rede_globo

Contrato do reality show "The Ultimate Fighter – Em Busca de Campeões", que começa no próximo domingo, isenta a emissora de responsabilidades com os participantes, e caso algum deles morra em combate, ela pode até romper o contrato, sem multa

247 – No próximo domingo, 25, tem início na Globo o The Ultimate Fighter – Em busca de campeões, reality show de UFC que inicia com 32 participantes. E por eles, a Globo não se responsabiliza. É o que dizem cláusulas dos contratos do UFC e do reality, aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso. Mesmo se algum participante morrer em combate, por exemplo, a emissora tem o direito de romper o contrato, sem multa, isentando-se de qualquer relação com os lutadores.
A atração recebeu cerca de 500 inscrições, mas apenas 32 foram selecionados, dos quais metade já será eliminada logo no primeiro episódio. Apenas 16 lutadores, portanto, seguirão para a casa do programa, e os dois campeões de cada categoria, um do peso-pena e um do peso-médio, assinarão contratos com o Ultimate. As equipes serão treinadas pelos brasileiros Vitor Belfort e Wanderlei Silva, que se enfrentarão no final.
A compra de direitos para exibição do MMA (artes marciais mistas) pela Globo dividiu opiniões dentro da emissora. Certamente por causa da violência dos combates, motivo de uma série de críticas contra a TV, que se diz detentora de uma programação dedicada à família brasileira. Em dezembro passado, o jovem americano Jeff Dunbar, de apenas 20 anos, saiu tetraplégico de uma luta, em Chicago. No mesmo mês, o brasileiro Rodrigo Minotauro fraturou seu braço no UFC 140, que aconteceu em Toronto, no Canadá, enquanto lutava contra o americano Frank Mir.
Nos Estados Unidos, o reality é uma das atrações de maior sucesso no meio esportivo e foi um dos maiores responsáveis por popularizar o esporte no país. Na seleção do programa no Brasil, em um dos momentos de treinamento, o instrutor diz aos participantes: “Obrigado a todos por participarem, vocês terão 90 segundos. Animem-se, mostrem o que vocês podem fazer, mas não se machuquem”. Afinal, UFC, morte e Globo: nada a ver.

Alemanha não subsidia parte, dá de graça submarinos para Israel destruir o Irã



Ministro da Defesa alemão declarou que país fornecerá sexto submarino com capacidade nuclear aos israelenses. A Alemanha, que subsidiará parte dos custos da embarcação, alerta, porém, sobre os riscos de um ataque ao Irã. (esse alerta é de lascar!)

O ministro da Defesa alemão, Thomas de Maiziere, anunciou nesta terça-feira (21/03) que a Alemanha venderá a Israel o sexto submarino da classe Dolphin, com capacidade nuclear. A venda da embarcação foi confirmada após conversas com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, em Berlim.

"Um submarino adicional será fornecido a Israel", declarou de Maiziere, adicionando que a Alemanha subsidiaria parte dos custos.

O ministro não revelou o valor do subsídio. Em novembro de 2011, uma fonte do governo alemão havia informado que o país pagaria um terço da conta, totalizando no máximo de 135 milhões de euros. A quantia está prevista no orçamento alemão de 2012 para gastos com "sistemas de defesa para Israel".

Negociações

De acordo com informações divulgadas pelo jornal israelense Yediot Aharonot em outubro, a Alemanha reavaliou a venda do submarino a Israel após tensões envolvendo a construção de assentamento judeus em territórios palestinos ocupados.

No entanto, Berlim acabou concordado em vender a embarcação a Israel depois de o Estado judeu liberar milhões de dólares para a autoridade Palestina em direitos aduaneiros, reportou a rádio do exército israelense dois meses depois.

Em berlim, Barak e de Maiziere definiram venda de submarino e discutiram questão iraniana
Atualmente, a marinha israelense possui três submarinos da classe Dolphin, fabricados na Alemanha pela Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW), uma unidade da ThyssenKrupp. Desses três, dois foram comprados após a Guerra do Golfo de 1991.

Após um acordo com Israel em 2005, dois outros submarinos estão sendo construídos em um estaleiro na cidade de Kiel e devem ser entregues em 2012. A Alemanha contribuiu com 333 milhões de euros pelos dois – cerca de um terço dos custos. Agora, um sexto submarino foi incluído no acordo com Israel.

Assume-se que Israel tenha as únicas armas nucleares do Oriente Médio, o que o país não confirma nem nega. As armas poderiam estar a bordo dos Dolphins - submarinos pequenos, movidos a diesel, destinados à patrulha costeira e equipados com dez tubos de torpedo.

De olho no Irã

De Maiziere disse temer, assim como Israel, que o Irã se arme nuclearmente e estar convencido de que o país tem esse objetivo. Porém, o ministro alemão pediu cautela. "Uma escalada militar significaria riscos incalculáveis para Israel e para a região", declarou.

Barak, por sua vez, afirmou que todas as opções com relação ao Irã deveriam ser consideradas, menos a contenção. "Aceitar um Irã nuclear seria inconcebível e inaceitável para o mundo todo." O Irã insiste que seu programa nuclear é puramente não militar.

A Alemanha – que após o holocausto tornou-se absolutamente comprometida com a segurança de Israel – defendeu campanhas diplomáticas internacionais para controlar Teerã. Mas Berlim também criticou o programa de construção de assentamentos de Israel.

"Israel tem garantida a solidariedade alemã quanto à sua integridade soberana e sua existência. Mas é importante que o país e seus parceiros caminhem em direção a uma solução para o conflito no Oriente Médio", disse de Maiziere.

LPF/afp/rtr
Revisão: Francis França
*Brasilmostraatuacara

Charge do Dia



bessinha

Nós amamos o Irã": Israelenses criam campanha online para evitar guerra

Com mensagens pacíficas, iniciativa também obteve apoio de internautas iranianos
Um casal israelense iniciou uma campanha em defesa pela paz entre seu país e o Irã, pela internet, que acabou se tornando um sucesso não apenas entre seus compatriotas, mas também obteve apoio de internautas iranianos. A campanha pode ser encontrada na página Love and Peace, na rede social Facebook. Ela foi inicialmente postada no site israelovesiran.com , que saiu do ar após a publicação desta matéria.
Arquivo pessoal/Facebook
O objetivo da iniciativa é evitar uma guerra entre os dois países, que tem forte desacordo em torno do programa nuclear iraniano. O governo israelense acredita que os persas estão desenvolvendo mísseis nucleares, com o objetivo de destruir. O governo de Teerã, por sua vez, nea a acusação e afirma que o programa tem fins pacíficos e civis.
Ronny Edry e sua esposa Michal Tamir, artistas gráficos de Tel Aviv, deram o pontapé na campanha no último sábado (17/03), publicando fotos deles ao lado de seus filhos com os dizeres, em inglês: “Iranianos: nós nunca iremos bombardear o seu país. Nós amamos vocês”. A mensagem da foto ainda acrescentava a seguinte mensagem: “Ao povo iraniano, a todos os pais, mães, crianças, irmãos e irmãs, para ocorrer uma guerra entre nós, antes precisamos ter medo e odiar. Não tenho medo de vocês, não odeio vocês. Sequer conheço vocês. Nenhum iraniano jamais me fez mal algum”.
Em poucos dias, a campanha ganhou adesão de milhares de israelenses, que colocaram fotos com outras mensagens de teor pacífico.
O apelo pela paz encontrou eco também em usuários iranianos. Uma das mensagens mais destacadas no Facebook foi da iraniana Pirmadtanha Abdan, que escreveu: “Sou iraniana e amo todas as pessoas, não importando sua origem; tudo o que desejamos é paz, esperemos que nossos políticos entendam isso”.
Motivos
Em entrevista ao jornal Haaretz, Edry afirmou que sabia que sua mensagem teria repercussão entre iranianos, mas não esperava que ecoasse tão rápido e com tanta força. “Na minha página do Facebook, tenho amigos de esquerda que sempre pensam o mesmo; todos concordam comigo. De vez em quando aparece alguém de direita me dizendo que o que estamos fazendo é constrangedor. Mas eu nunca conversei com um iraniano”.
*Gilsonsampaio

quarta-feira, março 21, 2012

1º de Abril de 1964


*GeraldoDantasPedroso

Uma Gaivota Chamada Fernão Capelo (completo)



Fernão Capelo Gaivota é uma ave que não se contenta em voar apenas para comer. Ele tem prazer em voar e esforça-se em aprender tudo sobre vôo. Por ser diferente do bando, é expulso. O filme faz uma analogia entre o homem e a gaivota, no sentido de mostrar as dificuldades de superação dos limites, do encontro com a liberdade verdadeira, pautada no amor e na compreensão do outro.

Quando se trata de investigar a Igreja Católica, é assim: cada cavadela, cada minhoca.

Até dos bancos perdem a confiança

 

  


JPMorgan fecha conta do Vaticano.

A filial italiana do banco JPMorgan terá informado o banco do Vaticano que vai encerrar a sua conta no próximo dia 30 de Março.
Segundo avança a imprensa italiana, o JPMorgan classifica o IOR como cliente de risco. A justificar esta decisão está o facto do JPMorgan ter solicitado àquela entidade uma série de informações obrigatórias por lei no âmbito do combate contra actividades de lavagem de dinheiro.
De acordo com a imprensa, o IOR (Istituto per le Opere di Religione) terá recusado a prestar tais informações e, na sequência dessa recusa, o JPMorgan terá enviado uma carta ao IOR a informar que “não tem informações suficientes para continuar a oferecer os seus serviços” ao Vaticano, refere o diário italiano Il Sore 24 Ore.
O banco do Vaticano é cliente do JPMorgan desde 2009 e tem sido alvo de investigações por parte do Fisco italiano, por suspeitas de ter violado as leis contra o branqueamento de capitais. Na sequência dessas investigações, o banco americano teria já classificado a conta do IOR como sendo de “alto risco”.
(Notícia colocada por Kavkaz nos comentários do DA)
*Diarioateista

Terapia Prânica ou MCKS Cura Prânica sendo utilizada nos hospitais dos EUA.


*peviana

O banco dos BRICS

 

Do Radar Econômico / Blogs Estadão
‘FT’: Brics cogitam criar um banco de desenvolvimento comum
Sílvio Guedes Crespo
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países emergentes que formam a sigla Brics, levantaram em fevereiro a ideia de criar um banco de desenvolvimento conjunto e pretendem dar prosseguimento ao projeto em uma reunião em Nova Deli, Índia, marcada para a semana que vem, noticia o “Financial Times“.
O diário britânico disse ter obtido a informação com uma autoridade brasileira. A fonte acrescentou que os países ainda estão em um “estágio muito inicial da discussão”.

Damas de Dólar: extrema direita cubana financiada pelo governo dos EUA fará da visita do papa a Cuba palco e palanque contra a Revolução


por Paulo Jonas de Lima Piva

As "Damas de Branco", organização de extrema direita financiada pelo governo dos EUA e pela máfia cubana de Miami, fará da visita do papa Bento XVI a Cuba um palco e um palanque para, mais uma vez, promover espetáculos e farsas com o objetivo de jogar a opinião pública internacional contra o regime revolucionário. Para isso, contará com a cumplicidade e as manipulações de sempre da grande mídia mundial, em particular da oligarquia midiática brasileira com seus âncoras neofascistas e colunistas pitbulls pagos a soldo de ouro. 
*Opensadordaaldeia
Christina entra na quadra de esporte para pedir Alicia em casamento: Ela disse sim!

E o público aplaude!

Dica do @LuizAlaca

*Mariadapenhaneles

Deleite Arnaldo Antunes

Tremei, Demóstenes Cachoeira!

Será que essa sai?


Com 208 assinaturas, Protógenes pede CPI sobre Carlinhos Cachoeira

O deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) entregou nesta terça-feira (20) ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), requerimento para instalação de uma CPI para investigar suposta relação de parlamentares com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Pelo menos 208 dos 513 deputados assinaram a proposta de CPI. Segundo Protógenes, o objeto da comissão de inquérito será investigar se existe "relação patrimonial, promíscua ou de financiamento de campanha de parlamentares" pelo empresário.
"Há duas situações distintas: relação de amizade, que não é crime, pois ninguém pode ser acusado de ser amigo de bandido; e se há ilícitos", disse o deputado.
O Ministério Público Federal em Goiás ofereceu denúncia à Justiça Federal contra Cachoeira e mais 80 pessoas, por envolvimento em uma suposta quadrilha desarticulada pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
Segundo a Procuradoria, o grupo era encabeçado por Carlinhos Cachoeira e explorava direitos dos pontos de jogos caça-níquel em Goiânia e no entorno de Brasília, onde as máquinas estavam clandestinamente instaladas. O negócio se mantinha com apoio de policiais militares, civis e federais.
Relatório do Ministério Público Federal aponta que o grupo comandado por Cachoeira, entregou telefones antigrampos para políticos.
Entre eles, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que admitiu à Folha ter recebido o aparelho.
O objetivo, diz o Ministério Público, seria dificultar eventuais investigações.
*Oterrordonordeste

Charge do Dia



Lei marcial em tempo de Paz? Implementada a ditadura de Orwell?

Em 2012 concretiza-se a profecia de 1984, de Orwell.

Sinais. Pequenos/grandes sinais que surgem no globo. Tudo normal ou algo está em marcha?
O Leitor é que sabe. Informação Incorrecta tem o papel de mostrar os vários sinais.

Por exemplo: nos Estados Unidos, o simpático Nobel da Paz Barack Obama acaba de assinar uma Ordem Executiva do Presidente (que é ele, o simpático Obama!), com o nome de Preparação Nacional dos Recursos para a Defesa. Tal ordem pode implementar a lei marcial no território americano em tempo de paz.
Mas vamos ver com mais atenção.

Esta Ordem confere ao presidente o poder de utilizar qualquer coisa que seja julgada necessária em nome da defesa nacional. Isso em tempo de paz porque, como diz o nome, estamos perante duma "preparação".
Não é este um cenário de guerra, não há aqui um ataque: são os Estados Unidos que se preparam.

Assim, alegremente, os ministros da Agricultura, da Energia, da Saúde e Serviços Sociais, dos Transportes, Defesa e Comércio podem entrar numa quinta qualquer e dizer ao dono:
- Em nome da Ordem Executiva do Presidente dos Estados Unidos para a Preparação Nacional dos Recursos para a Defesa, faça o favor de entregar comida, gado, adubos, máquinas agrícolas, todas as formas de energia, água e recursos hídricos, todos os veículos de transporte e qualquer outro material que possa ser útil, inclusive os materiais de construção.

- Também as galinhas?
- Sobretudo as galinhas: com aquele olhar fixo vêem tudo e são perigosas.

De facto, as galinhas têm um ar suspeito.
Mas que faz o Estado com todos os materiais da quinta? Entrega tudo aos serviços ou estruturas que precisam dele em nome da Defesa.
Como realça Kent Welton, cidadão americano que comenta a nova lei, isso permite entregar recursos às empresas privadas. Porquê? Porque é esta uma fase de preparação e, como tal, prevê modificação ou ampliação de estruturas de produção privadas, melhoria nos processos de produção, entrega de instrumentos estatais em prol da capacidade produtiva das empresas, fábricas, indústrias privadas.

É difícil perceber como uma galinha possa melhorar um processo produtivo, mas a guerra é guerra e nunca se sabe. Pode haver uma ameaça de guerra e depois tudo não passar dum falso alarme: entretanto as grandes empresas agradecem pois as galinhas permitiram ter ovos frescos de graça ao longo dum tempinho. E um ovo fresco de manhã é toda saúde.

Consequências? Se os Estados Unidos decidissem aplicar esta lei em tempo de paz, obviamente haveria escassez de comida e matérias primas. É por isso que tais iniciativas são tomadas depois do início duma guerra e não antes. Durante a II Guerra Mundial, por exemplo, os preços começaram a ser controlados por parte do Estado apenas em 1942 e o racionamento foi introduzido em 1943.

Com a aplicação desta lei, o Governo pode tranquilamente tomar posse das propriedades dos cidadãos e redistribui-las em nome dum hipotético "esforço bélico", com grande vantagem das corporações com referentes políticos no Congresso. Todos os contratos previamente estabelecido são ultrapassados pela presente Ordem Executiva: única excepção são os contractos de trabalho.
O resto, tudo o resto, fica nas mãos de seis ministros.


Que os Estados Unidos desejem impor a lei marcial em tempo de paz é hipótese remota. O facto mais importante é realçar como o Presidente dos EUA possa actualmente exercer um poder sem controle.

Estamos perante duma ordem executiva publicada na tarde duma Sexta-feira, ignorada pela maioria dos media, difundida apenas nos canais da informação alternativa. E como estes gostam de realçar os aspectos mais espectaculares e improváveis (como a efectiva aplicação da lei marcial em tempo de paz), a notícia perde de credibilidade, fica ignorada e a lei passa no armazém das medidas "congeladas" mas úteis em casos extremos. Casos nas quais serão utilizadas sem que seja possível contraria-las, pois foram aprovadas, assinadas e carimbadas pelo "representante" do povo americano.

A lei denominada National Defense Resources Preparedness é uma medida construída para que, em casos de complicações, a situação não fuja de mão. Pode ser uma guerra externa, pode ser uma revolta interna: em qualquer caso, a elite quer estar preparada. As galinhas que se cuidem.


Do blogue Informação Incorrecta

Documento em inglês
Documento em português

Agradeço ao Voz a 0 db
*Guerrasilenciosa

Igreja católica “castrou” meninos

 

Pelo menos 11 meninos foram castrados enquanto estavam aos cuidados da Igreja Católica na Holanda nos anos 50, segundo uma reportagem do jornal NRC Handelsblad.

Enquanto “pipocam” denúncias de desvios em Igrejas evangélicas, como desvio de dízimos na Maranata, Igreja Mundial da Graça de Deus e outras para enriquecimento ilícito de seus dirigentes e fundadores, a Igreja Católica apresenta casos escabrosos de crime de abusos e mutilação contra menores.
A edição online do BBC Brasil trás reportagem informando que em 1956 um rapaz foi castrado, após contar à polícia que estava sofrendo abusos, segundo o jornal NRC Handelsblad.
Ainda de acordo com a BBC Brasil o Ministério da Justiça holandês está investigando o papel do governo na época, e parlamentares pediram um inquérito após a publicação da reportagem.
No ano passado, uma investigação na Holanda descobriu que milhares de crianças haviam sofrido abusos em instituições católicas do país a partir de 1945.
Grave e chocante
Henk Hethuis, que era aluno de um internato católico, tinha 18 anos quando contou à polícia que um monge holandês estava abusando dele.
Segundo o jornal NRC Handelsblad, ele foi então castrado por ordem de padres católicos e informado de que isso o "curaria" de sua homossexualidade.
O jornal disse que o mesmo aconteceu com pelo menos dez de seus colegas de escola.
Hethuis morreu em um acidente de carro em 1958.
O ministro da Justiça Ivo Opstelten disse que as alegações são "muito graves e chocantes" e prometeu investigar o papel que o governo holandês teve na época.
A Igreja Católica holandesa disse estar disposta a cooperar com investigações para verificar a veracidade da reportagem.
Parece que os desvios de conduta estão espalhados por todos os credos religiosos e a muito tempo. Essa estória de “fim dos tempos” já vem de longa data.
Por: Eliseu 
*OCarcará