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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, julho 06, 2010

Um Governador para o povo Paulistano e Paulista como necessitamos de fato.






Alckmin é o pedágio, Mercadante é o caminho

Aloizio Mercadante (PT/SP) abriu sua campanha ao governo de São Paulo no calçadão central de Osasco (Região Metropolitana de São Paulo). Discursou em um carro de som, ao lado de Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B), depois fez uma caminhada pelo calçadão.

Mercadante foi direto ao assunto:

"Alckmin é o pedágio, eu sou o caminho", afirmou. E disse que um dos caminhos para reduzir o pedágio, nas concessões já feitas, é fazer com que o motorista pague por quilômetro rodado, e não por trecho.

Com uma faixa "Para fazer em São Paulo o que Lula fez pelo Brasil" dando o recado, Mercandante pediu votos para Dilma Rousseff (PT) e "uma chance" para governar São Paulo.

Mercadante apresentou à população que assistia, os projetos:
- dar qualidade de metrô aos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM);
- expandir o transporte ferroviário para o interior do Estado;
- reforçar a segurança nas escolas.

Mercadante segue para Jacareí (SP) para encontro com militantes. À noite, visitará a FRANCAL (Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios), na capital paulista. (Com informações da Agência Estado).

dosamigosdopresidentelula


Além das sessões semanais de acupuntura, Geraldo Alckmin também aderiu ao pilates. Toda quinta-feira, às 6h30, “uma japonesa muito boa” vai ao prédio do candidato do PSDB a governador de São Paulo para lhe dar aulas:
- Além de alongar, é um exercício que fortalece a musculatura e é muito bom para a postura, afirmou Alckmin ao Poder Online.

SERRA NÃO DECLARA AO TSE

MANSÃO MILIONÁRIA QUE POSSUI EM SÃO PAULO


Na Declaração de Bens que Zé Chirico entregou ao Tribunal Superior Eleitoral, no início da noite desta segunda-feira, não se faz menção à nababesca residência em que vive o tucano, no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste paulistana.
Como se sabe, o candidato do PSDB à presidência da República é o feliz morador de um palacete situado na rua Antônio de Gouveia Giudice, a poucos metros do chiquérrimo Shopping Villa-Lobos. Naquela região, conhecida pelo ostentoso luxo das residências e pelo altíssimo padrão de vida de seus habitantes, os imóveis mais modestos raramente custam menos de R$ 2 milhões.
No dia 6/2/2009, o jornal O Globo Globo chegou a noticiar um assassinato ocorrido nas proximidades da suntuosa morada de Serra, fazendo uma alusão ao endereço ilustre.
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Fonte do reino animal ligada ao tucanato insinua que o verdadeiro dono da aparatosa moradia é ninguém menos que um certo Gregório Marin Preciado, espanhol naturalizado brasileiro, casado com a prima de José Serra, Vicencia Talan Marin.
Serra, em sociedade com sua filha Verônica, teve uma empresa de consultoria denominada ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda. O negócio sempre funcionou no prédio da empresa Gremafer, especializada em trambiques (Rua Simão Álvares, 1020, Pinheiros, São Paulo), de propriedade de Gregório Preciado. Curiosamente, por ocasião da campanha presidencial de 2002, o tucano “esqueceu” de declarar a empresa entre seus bens, fato que obrigou o advogado Arnaldo Malheiros a divulgar uma enroladíssima nota à imprensa, como se pode ler no site Universo Jurídico.
Nessa mesma nota, sentindo o cheiro de queimado, o causídico apressou-se em dar explicações sobre “a casa em que o casal reside em São Paulo”, que, segundo ele, “é de propriedade de sua filha, Verônica Allende Serra, que a adquiriu em 2001, como declarou à Receita Federal neste ano. Ela teve rendimentos declarados à Receita Federal nos dois últimos anos-bases, em valor bem superior ao pago pelo imóvel, conforme documentos em meu poder”.
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Para saber mais sobre as relações de José Serra com seus amiguinhos jaguaras, leia o que publicou o insuspeito site Consultor Jurídico, tempos atrás.

Classe é Classe: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las" (Voltaire)






Dilma defende respeito ao CQC


A equipe do programa humorístico CQC é bem-vinda nas atividades com a participação da nossa candidata à Presidência. Foi isso o que Dilma Rousseff deixou claro ontem (7) durante um ato político com movimentos sociais em Santo André, no ABC Paulista. Sempre controverso, o repórter Danilo Gentili, gravava uma matéria junto ao público quando começou um empurra-empurra.

Dilma percebeu a confusão e logo interveio: “Vou pedir que os companheiros deixem o CQC tranquilamente aqui no plenário. Somos democráticos e queremos eles aqui. Peço que respeitem o CQC”, afirmou.

Em seguida, Dilma pediu aplausos ao CQC e foi atendida. Aliás, nesse momento, ela conquistou admiração da plateia que começou a cantar espontaneamente “Olê, olê, olá, Dilma, Dilma”. E é por estas e por outras que queremos Dilma a primeira mulher a ser presidenta do Brasil!


domulherescomdilma


A tchurma dos Demotucanalhas






AGORA VAI: FHC CONSELHEIRO DE SERRA

O grupo de "notáveis" é composto pelos presidentes do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), do PPS, Roberto Freire, e do PTB, Roberto Jefferson. Também compõem o núcleo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM), o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Serra e o candidato a vice, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), também integram o grupo.

AE - Agência Estado

Esqueceram de citar outros que fazem parte do grupo de "notáveis": Os irmãos Marinho, o Octavinho Frias, e Robeto Civita. E tem os assessores e empregados: Reinaldo Azevedo, Miriam Leitão, Mainardi, Merval Pereira, Eduardo Greff, Dora Kramer, Ali Kamel entre outros menos "notáveis".

doblogdadilma


Este vídeo mostra o plano de SS erra para o Brasil

doesquerdopata


DEM e PSDB apoiam Roriz no DF

Unidos nacionalmente em torno da candidatura de José Serra, DEM e PSDB confirmaram, no final da tarde desta segunda-feira, no Tribunal Regional Eleitoral, a aliança em torno da candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal. Roriz pode ser impedido de concorrer pela Lei Ficha Limpa. Ele renunciou ao mandato de senador, em 2007, acusado de recebimento de propina.

O presidente do DEM no DF, senador Adelmir Santana, deu a mesma justificativa para a aliança com Roriz. “Não tínhamos opção. E o DEM é um partido muito forte para ficar fora das eleições”, por isso estamos com Roriz, disse.

Até o ano passado, o DEM dava como certa a reeleição do ex-governador José Roberto Arruda. Arruda, no entanto, foi acusado de chefiar um esquema de corrupção conhecido como “Mensalão do DEM”. O ex-governador chegou a ser preso por obstrução da Justiça, teve o mandato cassado e foi expulso da legenda...Vai votar no Serra? Vai levar o partido do panetone e o Roriz junto. Vale a pena apoiar a corrupção?
dosamigosdopresidentelula

O TSE aceita mentiras deslavadas


Serra inscreve-se no TSE como “economista”.
Ministra Cureau: cadê o diploma dele ?

Sra. Procuradora, será só uma questão de  coragem, como diz o Noblat?

Marco Aurélio Mello

Ministra Cureau, ele se apresenta também como “engenheiro” e não é

Segundo a Folha (*), na pág. A4, José Serra protocolou no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número 18.245/2010, o registro de sua candidatura a Presidente.

A certa altura, ele jura que tem educação superior completa e é economista.

O Conversa Afiada sugere que a Ministra Sandra Cureau, procuradora do Tribunal Superior Eleitoral, examine essa inscrição com o zelo e o rigor que a caracterizam.

O Serra, prezada Ministra, não tem diploma.

De economista ou de engenheiro, outra profissão que ele, em outra candidatura, alegou exercer.

Ele pode até ter estudado economia e engenharia na Bolívia, no Chile, nos Estados Unidos, no Uzbequistão ou na PiGolândia (onde ele é soberano e quase rei).

Mas, não detém um diploma que o credencie a exercer essas profissões no Brasil.

E muito menos a dizer que é “engenheiro” ou “economista”.

Ele se inscreveu em nome da coligação “O Brasil pode Mais”.

O Brasil, de fato, pode mais.

Muito mais.

No Brasil se pode tudo.

O Gilmar Dantas (**), por exemplo, governou o Brasil por dois anos, deu dois HCs em 48 horas a passador de bola apanhado no ato de passar bola, e agora jogou o “ficha limpa” na lata do lixo.

No Brasil tudo é possível.

Mas, até no Brasil não se pode dizer que é “economista” sem diploma de Economia.

Ministra, por que a senhora não pergunta aos órgãos regionais e federais de Economistas se o Serra algum dia se registrou neles ?

Não se registrou, Ministra, porque ele não tem o diploma.

É um caso típico de “falsidade ideológica”, crime previsto no Código Penal, artigo 289:

“Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.”

Ou não se aplica o Código Penal à Legislação Eleitoral ?

Ministra, a sua responsabilidade é altíssima.

Os eleitores brasileiros já se afeiçoaram ao seu estilo rigoroso e isento de aplicar a Lei.

É o que se espera do guardião da Lei.

Por que o notável candidato do “Brasil pode mais” simplesmente não diz que não tem educação superior ?

Qual é o problema ?

O Lula também não tem.

Jesus Cristo não tinha biblioteca, como observou Fernando Pessoa.

O que ele quer ?

Pretextar uma qualificação que não tem ?

Ou persistir numa falsidade ideológica, para não ser punido ao confessá-la ?

Por que o Serra pensa que “pode mais” ?

Sobre o assunto, ler:

Quantos diplomas tem o Serra ? Nenhum. É o caso de impeachment ?

PiG traz de volta prova de que Serra não é economista (nem competente)

Conselho de Economia-SP: Serra não tem registro. Cadê o diploma dele ?

Globo confirma: Serra não tem diploma de economista

Cadê o diploma de economista do Serra? Um diploma que sirva no Brasil ?

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: o Conversa Afiada encaminhou este ordinário post aos funcionários do TSE silvana@tse.gov.br e lfelipe@tse.gov.br, no telefone (61) 3316 3535.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (***) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

doconversaafiada


Você votaria em um candidato medroso?

A foto mostra Serra apavorado, horrorizado e amedrontado no braço do eleitor

A foto não é a mesma, mas o candidato tucano José Serra, continua apavorado, horrorizado e amedrontado.Os assessores se joga em cima de Serra tentando “protegê-lo” de uma escada rolante parada, todos imobilizados pelo ridículo da cena.
dosamigosdopresidentelula

O PIG está caindo de PODRE






O PiG na berlinda: A velha mídia está derretendo

Pesquisa aponta que quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa brasileira são tendenciosas. Oito em cada dez brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro, maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula.

- por Antonio Lassance, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política

Como um iceberg a navegar em águas quentes e turbulentas, a velha mídia está derretendo. O mundo está mudando, o Brasil é outro e os brasileiros desenvolvem, aceleradamente, novos hábitos de informação.

Um retrato desse processo pode ser visto na recente pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-P.R.), destinada a descobrir o que o brasileiro lê, ouve, vê e como analisa os fatos e forma sua opinião.

A pesquisa revelou as dimensões que o iceberg ainda preserva. A televisão e o rádio permanecem como os meios de comunicação mais comuns aos brasileiros. A TV é assistida por 96,6% da população brasileira, e o rádio, por expressivos 80,3%. Os jornais e revistas ficam bem atrás. Cerca de 46% costumam ler jornais, e menos de 35%, revistas. Perto de apenas 11,5% são leitores diários dos jornais tradicionais.

Quanto à internet, os resultados, da forma como estão apresentados, preferiram escolher o lado cheio do copo. Avalia-se que a internet no Brasil segue a tendência de crescimento mundial e já é utilizada por 46,1% da população brasileira. No entanto, é preciso uma avaliação sobre o lado vazio do copo, ou seja, a constatação de que os 53,9% de pessoas que não têm qualquer acesso à internet ainda revelam um quadro de exclusão digital que precisa ser superado. Ponto para o Programa Nacional da Banda Larga, que representa a chance de uma mudança estrutural e definitiva na forma como os brasileiros se informam e comunicam-se.

A internet tem devorado a TV e o rádio com grande apetite. Os conectados já gastam, em média, mais tempo navegando do que em frente à TV ou ao rádio. Esse avanço relaciona-se não apenas a um novo hábito, mas ao crescimento da renda nacional e à incorporação de contingentes populacionais pobres à classe média, que passaram a ter condições de adquirir um computador conectado.

O processo em curso não levará ao desaparecimento da TV, do rádio e da mídia impressa. O que está havendo é que as velhas mídias estão sendo canibalizadas pela internet, que tornou-se a mídia das mídias, uma plataforma capaz de integrar os mais diversos meios e oferecer ao público alternativas flexíveis e novas opções de entretenimento, comunicação pessoal e “autocomunicação de massa”, como diz o espanhol Manuel Castells.

Ainda usando a analogia do iceberg, a internet tem o poder de diluir, para engolir, a velha mídia.

A pesquisa da Secom-P.R. dá uma boa pista sobre o grande sucesso das plataformas eletrônicas das redes sociais. A formação de opinião entre os brasileiros se dá, em grande medida, na interlocução com amigos (70,9%), família (57,7%), colegas de trabalho (27,3%) e de escola (6,9%), o namorado ou namorada (2,5%), a igreja (1,9%), os movimentos sociais (1,8%) e os sindicatos (0,8%). Alerta para movimentos sociais, sindicatos e igrejas: seu “sex appeal” anda mais baixo que o das(os) namoradas(os).

Estes números confirmam estudos de longa data que afirmam que as redes sociais influem mais na formação da opinião do que os meios de comunicação. Por isso, uma informação muitas vezes bombardeada pela mídia demora a cair nas graças ou desgraças da opinião pública: ela depende do filtro excercido pela rede de relações sociais que envolve a vida de qualquer pessoa. Explica também por que algo que a imprensa bombardeia como negativo pode ser visto pela maioria como positivo. A alta popularidade do Governo Lula, diante do longo e pesado cerco midiático, talvez seja o exemplo mais retumbante.

Em suma, o povo não engole tudo o que se despeja sobre ele: mastiga, deglute, digere e muitas vezes cospe conteúdos que não se encaixam em seus valores, sua percepção da realidade e diante de informações que ele consegue por meios próprios e muito mais confiáveis.

É aqui que mora o perigo para a velha mídia. Sua credibilidade está descendo ladeira abaixo. Segundo a citada pesquisa, quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa são tendenciosas.

Um dado ainda mais grave: 8 em cada 10 brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro (que é o rumo da atual trajetória do país), maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula - ou “inocula”.

A velha mídia está se tornando cada vez mais salgada para o povo. Em dois sentidos: ela pode estar exagerando em conteúdos cada vez mais difíceis de engolir, e as pessoas estão cada vez menos dispostas a comprar conteúdos que podem conseguir de graça, de forma mais simples, e por canais diretos, mais interativos, confiáveis, simpáticos e prazerosos. Num momento em que tudo o que parece sólido se desmancha... na água, quem quiser sobreviver vai ter que trocar as lições de moral pelas explicações didáticas; vai ter que demitir os pit bulls e contratar mais explicadores, humoristas e chargistas. Terá que abandonar o cargo, em que se autoempossou, de superego da República.

Do contrário, obstinados na defesa de seus próprios interesses e na descarga ideológica coletiva de suas raivas particulares, alguns dos mais tradicionais veículos de comunicação serão vítimas de seu próprio veneno. Ao exagerarem no sal, apenas contribuirão para acelerar o processo de derretimento do impávido colosso iceberg que já não está em terra firme.
dotudoemcima

USA quer que os europeus se curvem ao seu imperialismo, a começar pelos mais fracos claro.






A Grécia está batendo um bolão



Só vi agora, até mesmo por que nossa mídia não gosta do assunto. No dia 29 de junho, dia em que a Espanha derrotou Portugal nas Oitavas pela Copa, trabalhadores e estudantes gregos, organizados em sua frente, o PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores), fizeram uma greve geral em várias cidades. Pireu, o maior porto grego, ficou paralisado por 24 horas.

Foi boa resposta aos que querem que os trabalhadores paguem por uma crise que não é sua.

Não pude ver na Copa as bandeiras brasileiras em festa, esperando o próximo jogo contra o Uruguai. Mas neste vídeo tive uma sensação parecida. Confesso uma forte emoção ao ver as bandeiras vermelhas empunhadas firmemente por uma multidão que sabe fazer história. Compartilho com vocês.

Minha solidariedade ao povo grego.

USA e a maior e mais lucrativa industria de sua terra






ARMAI-VOS UNS AOS OUTROS.

Via Direto da Redação

Eliakim Araujo

Lunáticos, terroristas e serial killeres de toda espécie devem estar vibrando com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou inconstitucional o controle de armas pelo Estado. Trocando em miúdos, armai-vos uns aos outros e continuem se matando indiscriminadamente.
É a velha e obssessiva cultura americana que é capaz de dar um passo à frente quanto elege um negro para a presidência e retroceder dois quando seu tribunal maior adota uma medida retrógrada como essa.
A decisão da Suprema Corte foi eminentemente política. De um lado, os cinco juizes conservadores votando pela liberação do porte de armas, uma reinvindicação da Smith & Wesson, da ala mais radical do Partido Republicano e de remanescentes da Ku Klux Klan. De outro, os quatro mais progressistas, inclusive Sonia Sotomayor, recentemente nomeada pelo presidente Obama, votando pelo controle de armas, na prática uma tentativa de desarmamento da população civil.
Os juizes se basearam em um dispositivo legal arcaico e em completo desacordo com a realidade atual do país, a Segunda Emenda, introduzida da Constituição dos Estados Unidos, em 1791, que estabelece: “sendo necessária à segurança de um Estado livre uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido”.
Ora, falar em “milícia bem organizada” nos dias atuais é regredir aos tempos do faroeste americano, uma época abundantemente retratada nos filmes do faroeste americano, quando as platéias de todo mundo prestigiavam os filmes de mocinho e bandido, com o xerife que defendia a incipiente cidade dos assaltos a bancos e diligências, e com os duelos ao sol em que os cidadãos resolviam suas diferenças pessoais à bala, na falta de um sistema judicial organizado.
A questão que se coloca é: armas para se defender ou para matar inocentes? A Suprema Corte certamente não levou em conta a trágica estatística dos massacres que crescem a cada ano nos Estados Unidos. E não resta dúvida que muitos poderiam ser evitados não fosse a facilidade que as pessoas encontram para adquirir armas.
Relembrando (1). Em 2007, na universidade de Virginia Tech, um estudante de origem sul-coreana de 23 anos promoveu um banho de sangue no campus universitário. Trinta e dois mortos atingidos por balas de mais de uma arma, todas adquiridas facilmente em uma loja especializada em uma cidade vizinha.
Relembrando (2). Em abril do ano passado, o professor universitário pernambucano Almir Olimpio Alves, de 43 anos, foi uma das treze vítimas de um massacre praticado por um vietnamita que frequentava o mesmo curso de inglês para imigrantes, em uma cidade do Estado de Nova Iorque. O vietnamita, que se sentia humilhado diante dos colegas porque não conseguia desenvolver o aprendizado da língua, invadiu a sala com duas armas e disparou a esmo.
Tragédias que poderiam ser evitadas não fosse a facilidade com que as pessoas se armam no país que tem uma poderosa indústria de armamentos – e um poderoso lobby no Parlamento - que precisa desovar seus produtos, não importa a que preço.
Uma vitória para associações que existem em vários pontos do país – algumas de caráter extremista - que defendem o direito do cidadão possuir e portar armas. Uma delas, a mais famosa, a NRA (Associação Nacional do Rifle), liderada durante muitos anos pelo falecido ator Charlton Heston, o velho Ben-Hur do cinema.
Nota zero, para a decisão da Suprema Corte dos EUA.

Rock Latino Americanos


A China






Por que devemos nos armar, ou a receita chinesa

Brahma Chellaney, do Valor Online

O sucesso gera confiança e o sucesso rápido gera arrogância. Em poucas palavras, esse é o problema que tanto Ásia como Ocidente enfrentam com a China, algo que voltou a ser demonstrado no encontro de cúpula do G-20 no Canadá. A ascensão de seu poder político e militar vem encorajando o governo da China a buscar uma política externa mais forte. Tendo pregado anteriormente o lema da “ascensão pacífica”, a China agora começa a tirar as luvas, convencida de que ganhou os músculos necessários.

A abordagem tornou-se mais pronunciada com a crise financeira mundial iniciada no outono setentrional de 2008. A China interpretou a crise como símbolo do declínio da “marca” anglo-americana de capitalismo e do enfraquecimento da força econômica dos Estados Unidos. Isso, por sua vez, fortaleceu sua crença dual – de que seu tipo de capitalismo, guiado pelo Estado, oferece uma alternativa crível e que sua ascendência mundial é inevitável.

nalistas chineses assinalam com regozijo que EUA e Grã-Bretanha – após terem entoado por tanto tempo a canção “liberalize, privatize e deixe os mercados decidirem” – ao primeiro sinal de perigo acabaram encabeçando o movimento de resgate governamental de seus grandes grupos financeiros. Em contraste, o capitalismo guiado pelo Estado proporcionou estabilidade econômica e forte crescimento à China, permitindo-lhe superar a crise mundial.

De fato, apesar das preocupações de sempre sobre o sobreaquecimento da economia, as exportações e vendas no varejo da China estão em expansão e suas reservas internacionais aproximam-se agora de US$ 2,5 trilhões, mesmo com o nível alarmante dos déficits comercial e fiscal dos EUA. Isso ajudou a reforçar a fé da elite chinesa na fusão do capitalismo estatal e da política de autocracia da China.

O maior perdedor na crise financeira internacional, na visão da China, é o Tio Sam. O fato de os EUA continuarem na dependência de a China comprar bilhões de dólares em bônus do Tesouro todas as semanas para financiar o déficit escancarado no orçamento é um sinal da mudança no poder financeiro mundial – que a China se certifica de usar para ter ganhos políticos nos próximos anos.

Os holofotes atualmente podem estar voltados para as mazelas financeiras da Europa, mas na leitura chinesa o quadro mais amplo é o de que o endividamento e déficits crônicos dos EUA simbolizam seu relativo declínio. Agreguem a esse quadro as duas guerras que os EUA travam no exterior – uma das quais vem ficando candente e parece ser cada vez mais impossível de vencer – e o que vem à mente entre os líderes da China é a advertência do historiador Paul Kennedy sobre a “superextensão imperial”.

Com esse pano de fundo, a crescente assertividade da China não é surpresa para muitos. O conselho de Deng Xiaoping – “Esconda suas capacidades e aguarde seu momento” – não parece ser mais relevante. Hoje, a China não se sente tímida em mostrar sua capacidade militar e declarar-se em múltiplos fronts.

Como resultado, novas tensões surgem na relação entre China e Ocidente, o que ficou em clara evidência no encontro de cúpula de Copenhague sobre as mudanças climáticas, onde a China – maior poluidor do mundo, com a maior taxa de crescimento de emissões de gás carbônico – astutamente desviou-se das pressões ao esconder-se atrás dos países em desenvolvimento. Desde então, a China intensificou as tensões ao continuar manipulando o yuan chinês, mantendo um superávit comercial excepcionalmente alto e restringindo a entrada de bens industrializados de empresas estrangeiras em seu mercado doméstico.

Em questões de política e segurança, a China não despertou menos receios. Por exemplo, a expansão do papel naval da China e suas reivindicações marítimas ameaçam colidir com os interesses dos EUA, incluindo a ênfase tradicional dos americanos na liberdade dos mares.

A simples verdade é que as mazelas econômicas e militares dos EUA estão limitando suas opções de política externa perante a China. Os EUA parecem mais relutantes do que nunca em exercitar a alavancagem que ainda possuem para pressionar a China a corrigir políticas que ameaçam distorcer o comércio exterior e alimentar imensos desequilíbrios comerciais, além de desencadear maior concorrência por matérias-primas escassas.

Ao manter sua moeda subvalorizada e inundar os mercados mundiais com bens artificialmente baratos, a China segue uma política predatória de comércio externo. Isso mina mais a industrialização do mundo em desenvolvimento que a do Ocidente.

Ainda assim, os EUA evitam qualquer tipo de pressão sobre a China. A política atual dos EUA contrasta com a do país nos anos 70 e 80, quando o Japão emergiu como potência econômica mundial. O governo do Japão manteve o iene subvalorizado e ergueu barreiras encobertas aos bens externos, o que desencadeou fortes pressões – e coerções periódicas – pelos EUA em busca de concessões japonesas. Hoje, os EUA não têm como adotar a mesma abordagem com a China, em grande parte porque a China também é uma potência militar e política e porque os EUA dependem do apoio chinês em uma série de questões internacionais – da Coreia do Norte e Mianmar ao Irã e Paquistão. Em contraste, o Japão continuou uma potência econômica totalmente pacifista.

É de importância fundamental o fato de a China ter se tornado uma potência militar mundial antes de ser uma potência econômica. O poderio militar foi conquistado por Mao Tsé-tung, o que permitiu a Deng concentrar o esforços em expandir com rapidez a força econômica do país.

Sem a segurança militar criada por Mao, poderia não ter sido possível que a China desenvolvesse força econômica na escala que desenvolveu. Na verdade, o crescimento de 13 vezes da economia nos últimos 30 anos produziu recursos ainda maiores para a China afiar suas garras militares.

A ascensão da China, portanto, é tanto obra de Mao como de Deng. Porque se não fosse o poder militar chinês, os EUA tratariam a China como outro Japão.

doestadoanarquista