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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, julho 09, 2010

Machismo Nazi do SS erra e cambada






Quando o machismo e o preconceito pautam a cobertura jornalística

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É impressionante como em época de campanha eleitoral muitas pessoas deixam de lado o respeito e a ética profissional e se entregam a um jogo de baixarias, alimentando preconceitos que infelizmente ainda estão enraizados na cultura brasileira. Nesta quinta-feira, 8, o Blog do Josias de Souza, da Folha de São Paulo, publicou uma charge do cartunista Nani carregada de preconceito e refletindo um pensamento dos mais machistas e sexistas que se pode ter.

A charge, pegando gancho na substituição no TSE do programa de governo pro-forma da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, traz a petista como uma garota de programa, em uma esquina rodando bolsa, e dizendo: “o programa, quem faz são os fregueses; PMDB: Barba, cabelo e bigode; PDT: papai e mamãe. E vai por aí...". O título da postagem evidencia a intenção pejorativa da mesma: “Candidata de programa”, não deixando dúvida nenhuma de que o desenho ali expresso reflete uma avaliação depreciativa de quem o fez e também de quem o reproduziu.

Há que se deixar claro aqui uma coisa: o problema não está em comparar Dilma a uma garota de programa, pois não há nada de errado na profissão destas mulheres. O que se critica veementemente aqui é, como muito bem dito por um colaborador deste blog, a “exploração do preconceito” que existe na sociedade contra as prostitutas. Ao sugerir a comparação da candidata com as garotas de programa, a charge revela a pior espécie de “humor”, se é que se pode chamar assim: aquela embasada no preconceito, no machismo e no sexismo, pois há a intenção de diminuir tanto as garotas de programa quanto a candidata.

Machismo alimentado pela imprensa
O machismo, infelizmente ainda arraigado na nossa sociedade, também se faz presente na política. Basta lembrarmos o discurso sexista do então candidato a prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (na época do PPB), em 2000, contra a sua oponente Marta Suplicy (PT). Naquela ocasião, Maluf cunhou a expressão depreciativa “Dona Marta”, querendo dizer nas entrelinhas que lugar de mulher era na cozinha e não na política. Outras tantas vezes naquelas eleições municipais, Maluf ridicularizava a formação acadêmica de Marta Suplicy (a petista é formada em Psicologia com pós-graduação em sexologia), chegando ao ponto de ter chamado a sua adversário de “devassa”.

Passados dez anos, o preconceito não desapareceu. Basta lembrarmos os bordões da oposição e da imprensa logo no início deste ano, que diziam que Dilma era um “poste”, revelando, com isso, uma nítida intenção de dizer que ela era mais uma mulher que estava na “garupa” de um homem, no caso o presidente Lula. O próprio candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse uma infeliz frase em junho deste ano: que o Brasil não pode ser administrado por alguém que “anda de carona” com outro. Que não haja engano: por trás dessas afirmações existe uma carga enorme de machismo, da convicção de que a mulher não está preparada para liderar e ser Presidente da República.

Existe uma boa dose de machismo também quando se diz que Dilma “é dura, é rígida”. Como muito bem dito pela ex-prefeita Marta Suplicy, em recente entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, na Rede TV, o homem pode ser duro que ninguém vai estranhar; agora se uma mulher governa com a seriedade necessária, ela é “dura”. E o impressionante é que a imprensa, ao invés de desmontar esse tipo de preconceito velado, acaba por reproduzi-lo, retroalimentando-o, como fez nesta quinta-feira o Blog do Josias da Souza, da Folha de São Paulo. Certamente, não era essa a postura esperada de um jornalista aparentemente sério como Josias.

Não se pode confundir liberdade de imprensa e de expressão com desrespeito. E o desrespeito aqui não está na associação de Dilma com uma prostituta, como dito anteriormente, mas sim na perpetuação de um preconceito que infelizmente ainda faz parte de nossa sociedade. Quando a cobertura jornalística descamba para esse terreno, o do desrespeito e reprodução do preconceito, em nada contribui para a democracia; ao contrário, a prejudica. E que fique bem claro: a crítica feita por este blog à atitude do jornalista Josias de Souza em nada tem a ver com alguma espécie de macartismo, mas procura sim desmascarar uma atitude notadamente pautada pelo machismo e preconceito por parte de um jornal.

Asqueroso, Josias insiste na baixaria

A charge de péssimo gosto postada no blog de Josias de Souza, que insinua que Dilma Rousseff é uma “candidata de programa”, causou justa e rápida revolta. Um grupo de lideranças feministas enviou ao colunista da Folha uma mensagem com duras críticas. A charge “é absurda, indigna e ofensiva não só à dignidade da candidata Dilma Rousseff, mas extensiva a todas as mulheres brasileiras, independente de suas escolhas político-partidárias”, afirma a nota de repúdio.

Diante desta reação, ainda tímida, o blogueiro predileto da famíglia Frias não só justificou a sua atitude, como debochou dos seus críticos, num texto asqueroso que revela toda a sua arrogância. Intitulado “senhoras pró-Dilma fazem nota de ‘repúdio’ a charge”, o artigo tenta desqualificar as “senhoras” que protestaram, rotulando-as de conservadoras e moralistas, e ainda ataca as forças de esquerda, bem ao gosto do seu candidato presidencial, o demotucano José Serra.

Falso moralismo ou dignidade?

Para ele, a reprodução da charge é “motivo de júbilo pessoal”. Ele não está nada arrependido e ainda rosna. “A charge que ateou fogo no petismo insere-se, com rara precisão, no contexto dos dias que correm, marcados pelo vaivém programático do PT e de Dilma... A perversão exposta no desenho não é a física. O que se expôs, com mordacidade inaudita, foi a prostituição ideológica. Seja como for, é confortante notar que as senhoras pró-Dilma, aferradas a um falso moralismo, já absorveram o fato de o PT ter deixado a história para cair na vida”.

Ele também lamenta que “a reação seja seletiva” e lembra que já postou charges similares contra Serra. No caso, quem deveria reclamar seriam os tucanos, mas eles sabem que Josias de Souza é um servil capacho na redação da FSP (Folha Serra Presidente). No final do texto asqueroso, ele ainda critica a falta de senso de humor das “senhoras pró-Dilma”. Com sua reação histérica, ele é que demonstrou que não aceita críticas e que é muito sisudo e arrogante.


Íntegra da nota de repúdio

A charge do cartunista Nani, reproduzida no blog do jornalista Josias de Sousa no dia 8 de julho de 2010, é absurda, indigna e ofensiva não só à dignidade da candidata Dilma Rousseff, mas extensiva a todas as mulheres brasileiras, independente de suas escolhas político-partidárias.

Só em uma sociedade midiática, em que predominam ainda valores machistas, é possível veicular “impunemente” uma charge tão desqualificadora das mulheres e tão discriminadora com as profissionais do sexo, as quais ainda se constituem como objeto de usufruto masculino.

Além do desrespeito e deselegância presentes na charge sobre a mulher na política, esta candidata tem uma história de luta contra o conservadorismo e as injustiças sociais, a charge reforça o preconceito sexista em relação as mulheres na política, desqualificando-as e fortalecendo o poder masculino.

Por onde irá se conduzir a ética dos comentaristas e chargistas políticos no vale-tudo da campanha eleitoral abrigados sob o teto da liberdade de imprensa?


Assinam a nota:

1) Lourdes Bandeira, professora doutora da UNB;

2) Hildete Pereira de Melo, professora doutora da UFF;

3) Severine Macedo, secretária Nacional da Juventude do PT;

4) Liege Rocha, secretaria Nacional da Mulher do PCdoB;

5) Marcia Campos, presidente da FEDIM;

6) Elza Campos, coordenadora Nacional da UBM;

7) Cecilia Sadenberg, professora doutora da UFBA;

8) Madalena Ramirez Sapucaia, professora da PUC-RJ;

9) Rachel Moreno, Observatório da Mulher;

10) Laisy Moriére, secretária Nacional de Mulheres do PT;

11) Angélica Fernandes, Coletivo Nacional de Mulheres do PT;

12) Rosangela Rigo, Coletivo Nacional e Secretária Estadual de Mulheres do PT-SP;

13) Alessandra Terrible, Coletivo Nacional de Mulheres do PT;

14) Fabiana Santos, Coletivo Nacional de Mulheres do PT;

15) Fátima Beatriz Maria, Coletivo Nacional de Mulheres do PT;

16) Kátia Guimarães, Coletivo Nacional e Secretária Estadual de Mulheres do PTMS;

17) Maria Teles do Santos, Coletivo Nacional e Secretária Estadual de Mulheres do PT-SE;

18) Paula Beiro, Coletivo Nacional de Mulheres do PT;

19) Raquel Auxiliadora, Coletivo Nacional de Mulheres do PT;

20) Suely de Oliveira, Coletivo Nacional de Mulheres do PT.
do Altamiro Borges


Os machos que “podem mais?!?"

Que os antipetistas do sexo masculino – que num passado recente desrespeitaram Luiza Erundina e Marta Suplicy quando estas governaram São Paulo (e certamente fariam o mesmo com Marina Silva se ela tivesse chances de se eleita) – se sintam de alma lavada com a infeliz charge do Nani publicada no blogue do não menos infeliz Josias de Souza (veja aqui), é compreensível: os únicos argumentos desses trogloditas nesta campanha eleitoral se baseiam em preconceitos, racismo e machismo.

Espantoso mesmo é constatar que ainda existam mulheres que aplaudem um desenho carregado de agressão machista sob o pretexto de insultar Dilma Rousseff, como mostram os comentários delas no espaço do blogueiro. O curioso é que simultaneamente a isso, há o atual bombardeio midiático de uma superprodução sensacionalista envolvendo o goleiro do Flamengo que mandou matar a mãe de um filho seu. Crime cometido por um time de homens usando requintes de crueldade hedionda e que a mídia dissecará até o osso.

O que tem a ver uma coisa com outra? Tem tudo a ver! O machismo impera em nossa sociedade. Mesmo que de forma velada. Impera em maior proporção entre candidatos e eleitores dos partidos conservadores. As leis brasileiras acalentam os assassinos de esposas, namoradas ou amantes como se fossem eles as vítimas das megeras do sexo feminino. É quase lei entre os homens, que as mulheres agredidas são culpadas até provarem o contrário. Isto é, se tiverem alguma chance de defesa antes de receberem o castigo pelas próprias mãos dos valentões. Sem falar da prostituição infantil, do comércio de adolescentes, dos estupros, pedofilia…

Charges como aquela que Nani fez “sem querer ofender ninguém” e o blogueiro publicou “inocentemente”, só fortalecem essa cultura da impunidade do macho e a defesa de sua honra canalha. Porque não se trata de uma personagem fictícia de Nelson Rodrigues. É preconceito sexista, travestido de piada, que chama de prostituta a quem provavelmente será a presidenta deste país. E essa mulher tem uma filha, que por sua vez tem um pai. Ironicamente, Dilma Rousseff foi presa e torturada por tentar reaver o direito que para nós parece fútil às vezes: o direito de nos manifestarmos livremente, democraticamente, até mesmo para debocharmos de qualquer um que nos der na telha. E mais ainda: estarmos sujeitos a criticas por isso.

Josias de Souza, dentro do seu habitual expediente de fofoqueiro da corte e peão de campanha de Serra, apelou para mais um ataque machista contra Dilma e por tabela contra as mulheres em geral. Recebeu, merecidamente, uma avalanche de críticas, não só dos eleitores petistas, mas de pessoas de todo o país que se sentiram ofendidas, independente do sexo e das preferências políticas. E por trás do “bom humor” do chargista, mesmo que inconsciente, reside o preconceito machista na forma de humilhação da figura feminina. Poderia ter criticado e debochado da presidenciável e de suas alianças de diversas formas, menos desta.

Este episódio mostra quais serão as diretrizes da campanha de Serra. Na falta de argumentos e propostas, por estagnarem nas pesquisas e pela sinuca de bico em que Lula os colocou – atacarão sua oponente com a truculência do macho viril que “pensa que pode mais” … Mas, pelo histórico de vida de Dilma, sabemos que isso não a atingirá e nem lhe arranhará a integridade. Aliás, foi por este motivo, entre outros, que Lula apostou nela para sua sucessão. Já tentaram de tudo para denegrir sua imagem: a ficha falsa de “terrorista”, o “apagão” de 3 horas, o “caso” Lina Vieira, o “dossiê” contra Serra… e nada: não saem do lugar, os patetas.

Já Serra, tem uma longa e palpável lista de fraudes e malfeitorias em seu currículo e não será poupado nos argumentos da campanha do PT como o foi pela mídia ao longo dos últimos anos. Tem dois longos meses pela frente para engabelar a opinião pública até chegar aos debates, quando conta em derrubar Dilma (que estará 10 pontos percentuais à sua frente nas intenções de voto) usando alguns truques de retórica ardilosa que trará nas mangas. Apostará todas as suas fichas como macho-macaco-velho, – ele e as emissoras que organizarão os debates – tentando desequilibrar sua oponente emocionalmente. (Certamente, neste exato momento, em algum lugar, uma equipe de machistas prepara-lhe os truques retóricos a serem usados.)

Quando inquirido, será, acima de tudo, repetidamente mentiroso como foi em toda a carreira. Mas o problema do mentiroso compulsivo, é que, com o passar do tempo, torna-se transparente. E Dilma saberá desmascará-lo ao vivo, em rede nacional. Então, finalmente, ao sair de cena, entenderá que o povo escolheu um projeto de governo que será conduzido por uma mulher. Como poderia ser conduzido igualmente por um homem.

Quanto ao chargista, este sim continuará em cena. E se dependesse de mim, jamais teria trabalho em qualquer redação de qualquer publicação. Que saudades, aliás, eu tenho do Glauco…




Do amigo Roni Chira, do Blog O que será que me dá?

Chega de premiar quem não presta

Projeto de Ideli, que acaba com aposentadoria de juiz como punição, é aprovado


fotografia da senadora


O plenário do Senado aprovou na quarta-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 89/2003, da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que acaba com a aposentadoria de magistrados, como forma de punição para delitos.

A PEC, que na votação em segundo turno recebeu 52 votos favoráveis e nenhum contrário, também permite a perda de cargo do juiz ou membro do Ministério Público por decisão de dois terços dos membros do tribunal ou conselho ao qual estiver vinculado.

O texto agora segue para a Câmara dos Deputados.

Ideli afirma que a "punição" com aposentadoria de magistrados revela-se um absurdo, já que, em vez de funcionar como punição aos juízes que cometem graves irregularidades, funciona como verdadeiro prêmio.

A senadora afirma que a vitaliciedade é condição para o exercício da jurisdição de uma forma regular e de acordo com as normas legais, não devendo ser um obstáculo à responsabilização de quem comete desvios funcionais ou crimes. (Da Agência Senado)

doamigosdopresidentelula

Feriado aqui






Burburinho: Os paulistas culturalmente

BURBURINHO: OS PAULISTAS CULTURALMENTE "OPRIMIDOS" POR NORDESTINOS

Por Stanley Burburinho do blog euviomundo

Onde vamos chegar?

“Manifesto São Paulo para os Paulistas

Quantas vezes você, paulista, presenciou cenas de desrespeito praticado por migrantes ? Invadirem espaços, agirem como se estivessem em sua terra. Imporem sua cultura e costumes à nossa vontade. Inundam nosso estado, exigem serviços, põem-se de ‘vítimas’, apagam nossa identidade. Assim somos desrespeitados. E dentro da nossa terra !

Não bastando, acham-se no direito de proibir o paulista de opinar sobre o tema. Se contrariados, já querem acusar de “conceitos prévios” e denunciar. Impuseram a nós que era um tema proibido, e nós aceitamos isso até hoje. Porém, estes artifícios sutis usados para nos calar, não são próprios de um sistema democrático. Surge então a idéia de reunir em um Manifesto, o pensamento dos paulistas, não ouvidos e sem espaço na Mídia e pelas autoridades. Gostou da idéia?”.

Outro post:

“Nordestinos estão criando em São Paulo leis em homenagem a si mesmos. Exigindo inserção de sua cultura em nossas escolas e no nosso governo. Porém, nós paulistas jamais fomos ouvidos em nossas opiniões. Em resposta a tudo, fazemos o nosso democrático Manifesto.

INSTRUÇÕES: Não são permitidas expressões ofensivas, racismo, nazismo, baixo calão, nomes de candidatos, ou qualquer ação ilegal. Pedimos também a gentileza de NÃO serem feitas menções à Autodeterminação, pois são temas independentes. Ajude a tornar conhecido ao máximo de pessoas. Pretendemos levar o Abaixo-assinado impresso a autoridades”.

Comentário meu – Stanley: entrem no site e vejam os comentários.

http://www.manifesto.rg3.net/



COMENTÁRIO DO HISTÓRIA VERMELHA

O Artigo é simplesmente idiota. E quando QUALQUER POVO DO MUNDO migra? Ele não procura exercer suas raízes a fim de manter a sua cutura?

Sou pernambucano e cidadão do mundo, como tal amo minha terra e São Paulo, extremamente cosmopolita, é um pouco do mundo em espaço geográfico.

Por que não fazem um 'manifesto' contra suas descendências europeias? Por subserviência ao imperialismo, pois poucos se dizem descendente de africanos, mas de italianos, espanhóis, etc.

Essa visão não corresponde à realidade e ao povo de São Paulo. O conteúdo é nazista, eugênico e lamentável para os dias de hoje, cujas palavras-chaves são TOLERÂNCIA e DIVERSIDADE.

São Paulo comemora vice de 32

Para quem não mora nesse hospício é difícil de acreditar, mas hoje é feriado na Terra dos Bandeirantes e Lar dos Tucanos: comemora-se hoje o golpe de 32 da elite branca separatista paulista contra Getúlio Vargas.

Depois de vários dias de corajosa luta os audazes paulistas conseguiram um brilhante segundo lugar. Medalha de Prata.

Brasil 1 x 0 São Paulo foi o placar do histórico jogo, desconhecido da plebe que vive ao norte de Bragança Paulista.

Tem um ditado antigo: O urubu de cima no de baixo + ou - isso







Alckmin trata Serra como Serra trata FHC

Eles se amam



O Conversa Afiada já observou que José Serra adquiriu, por proximidade intelectual (entre outras), um atributo letal do Farol de Alexandria: encostou nele morre.

A vítima mais recente foi o senador Álvaro Dias, do Paraná.

Serra o convidou para vice e Dias se desfez na bruma que fecha, todas as manhãs, o aeroporto de Curitiba.

O Alckmin já sentiu que a coisa pode virar.

Vamos imaginar que a Dilma – como se pressente – ganhe no primeiro turno.

Já imaginou, amigo navegante, Dilma vitoriosa, ao lado de Lula, consagrado, num palanque do Mercadante no segundo turno em São Paulo ?

E se a derrota dos tucanos em todo o país, no primeiro turno, for estrondosa ?

(Sim, porque o Serra corre o risco de entrar para a história como o coveiro – o semblante não lhe falta – dos tucanos. )

É por isso que o Alckmin dá ao Serra o tratamento que o Serra dá ao FHC.

Foge dele.

É o que diz a Folha (*), na página A9 (para assinantes, mas dá para ler aqui):

“Após pedágios (que o Alckmin espinafrou – PHA), Alckmin agora vê (sic) falta de leito em SP. Dias depois de prometer rever preços (sic), candidato tucano ao governo admite carência hospitalar no Estado”.

Enquanto a Dilma elogia o Lula, o Alckmin espinafra o Serra.

O Serra espinafra o FHC.

Já, já e o Serra vai espinafrar o Alckmin.

Esses tucanos se merecem.

Paulo Henrique Amorim

PSDB LADRÃO , DESCULPEM O PLEONASMO

STF abre inquérito contra senador do PSDB

PF investiga se Marconi Perillo recebeu R$ 2 mi de propina em troca de benefícios fiscais a frigoríficos; ele nega

Investigação faz parte da Operação Perseu, que em 2004 resultou na prisão de 12 pessoas por sonegação fiscal


FILIPE COUTINHO
FELIPE SELIGMAN DE BRASÍLIA

Favorito para o governo de Goiás, o senador Marconi Perillo (PSDB) é investigado no Supremo Tribunal Federal pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos quando governou o Estado (1999 -2006).
Perillo é vice-presidente do Senado. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004, que prendeu 12 pessoas envolvidas em esquema de sonegação fiscal de R$ 150 milhões praticada por frigoríficos.
Interceptações telefônicas realizadas pela PF revelam conversas entre quatro empresários do ramo que discutiam subornar Perillo, segundo a investigação, para que o governo modificasse leis estaduais em benefício do setor. Dos 4 grampeados, 2 foram presos pela PF.
"Foi instaurado procedimento noticiando a suposta prática de corrupção passiva envolvendo Marconi Perillo, consubstanciada no recebimento de R$ 2 milhões para alteração da legislação tributária", diz a Procuradoria-Geral da República no pedido de abertura de inquérito.
A defesa do senador afirma que ele é inocente.
Nos diálogos interceptados entre agosto e setembro de 2004, os investigados dizem que o senador concederia, em troca de propina, benefício fiscal de 7% para os frigoríficos pagarem dívidas tributárias com o Estado. O índice foi concedido por uma lei promulgada três meses depois das conversas.
Relatório da PF que descreve os grampos revela conversas do empresário Ney Padilha, preso pela PF, com Rodrigo Siqueira, ex-sócio da empresa Goiás Carnes, sobre os benefícios fiscais.
Diz o relatório: "Rodrigo diz que "só precisa fazer essas coisas aí, aquela parte que é esquisita". Ney pergunta que parte. Rodrigo responde: "você conhece político né". Ney diz "tem que acertar né'", informa a transcrição.
Em outro trecho, a PF relata conversa do empresário Gustavo Penasso (frigorífico Centro Oeste) com Mauro Suaiden em que discutem como "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões, que seriam rateados pelas empresas.
Três dias depois, a PF interceptou telefonema em que Penasso diz que ao menos um empresário já teria pago a propina e que Rodrigo também iria pagar.
Por ordem do STF, já foram ouvidas quatro pessoas no inquérito. O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse desconhecer o suborno, mas admitiu que Perillo tratava diretamente com os empresários do setor.
Presos pela PF na operação Perseu, Ney Padilha e Mauro Suaiden eram donos do frigorífico Margen. Antes da operação, ele era o segundo maior do país.


Chega de Ignorância com CUBA






Pobre TV Cultura hoje apenas + uma do PIG






Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.
doluisnassif

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sábado, 10 de julho de 2010

Pedágio em São Paulo faz mais uma vítima

Tucanos não tem limites nem pudor para aparelhar o estado; depois de Heródoto Barbeiro veja agora o caso de Gabriel Priolli



PT de SP quer saber por que mandaram
(ele ?) diretor de TV pública embora


Priolli, o defenestrado, vítima do pedágio (E), e Vieira de Mello, o defenestrador

O Conversa Afiada reproduz e-mail do implacável Stanley Burburinho:


PT-SP pede apuração de afastamento de diretor de jornalismo da TV Cultura

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

O PT-SP vai solicitar ao Ministério Público Eleitoral que faça uma apuração “rigorosa” sobre o afastamento do jornalista Gabriel Priolli da direção de jornalismo da TV Cultura.

“Se a legislação eleitoral é rigorosa com os veículos de comunicação em geral e seu uso durante as eleições, deve ser ainda mais [rigorosa] quando se trata de um veículo público, que é abastecido com recursos do contribuinte”, disse Aloizio Mercadante, petista candidato ao governo de São Paulo.

A decisão o afastamento de Priolli, tomada pelo jornalista Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo da emissora, alimentou boatos a respeito da ingerência política sobre o canal.

Nos corredores da emissora e na blogosfera, circula a informação de que, por trás da saída de Priolli, está uma reportagem sobre problemas e aumento nos pedágios.

A reportagem teria sido derrubada por Mello. “A reportagem não foi ao ar na quarta-feira por uma razão simples: não estava pronta”, disse Mello.

“Eram ouvidos só [Geraldo] Alckmin e Mercadante. Em período eleitoral, somos obrigados a ouvir todos os candidatos. Foi isso que fizemos”, acrescentou.
doconversaafiada

A mão que embala a TV Cultura

O PT-SP vai solicitar ao Ministério Público Eleitoral que faça uma apuração "rigorosa" sobre o afastamento do jornalista Gabriel Priolli da direção de jornalismo da TV Cultura. Nos corredores da emissora e na blogosfera, circula a informação de que, em menos de duas semanas, 'as cabeças 'de Priolli e Heródoto Barbeiro - este afastado do programa Roda Viva - teriam sido pedidas por Serra, irritado com o destaque dado pela emissora a problemas relacionados a sua gestão em SP, entre eles o preço dos pedágios.
Carta Maior, com agencias.

Cinema o fim dos deslumbrados ou o fim do mundo.

Deus, livrai-nos dos teus seguidores - 2008



SINOPSE
Se você encontrar com 10 americanos pelas ruas, 9 deles irão dizer que acredita em Deus. Então por que o Evangelho do Amor está dividindo a América? Dan Merchant põe seu macacão adesivado e decide descobrir o motivo. Após conversar com dezenas de homens e mulheres nas ruas por todo o país, e também entrevistar muitos ativistas famosos da guerra cultural atual, Dan conclui que a discussão pública da fé não precisa ser litigiosa. Dos créditos de abertura à observação da fé em ação, “Deus, Livrai-nos dos Teus Seguidores” é um documentário de ritmo rápido e envolvente que explora o choque entre a fé e a cultura nos EUA.

DADOS DO ARQUIVO
Direção: Dan Merchant
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 100 min.
Qualidade: DVDRip
Tamanho: 410 MB
Servidor: Rapidshare (4 partes)

LINKS
Parte 1
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Parte 4

Postado por Bukowski

quinta-feira, julho 08, 2010

Festival de Jerusalém é boicotado pelas pessoas de bem com Deus






Dustin Hoffman boicota festival de Jerusalém

Dustin Hoffman, o anti-herói mais atraente da história do cinema americano, é uma das personalidades que boicota o festival internacional de cinema que abriu as suas portas esta quinta-feira em Jerusalém. Artigo CAPJPO-EuroPalestine.
Dustin Hoffman cancelou a presença no festival no dia seguinte ao  ataque à "flotilha da liberdade" em águas internacionais. Foto  wvs/Flickr
Dustin Hoffman cancelou a presença no festival no dia seguinte ao ataque à "flotilha da liberdade" em águas internacionais. Foto wvs/Flickr

Numa declaração ao Jerusalem Post, o patrão do certame, Molad Hayo, indica que a actriz americana Meg Ryan, outra estrela de Hollywood, não se deslocará.

Meg Ryan Pictures

O príncipe Albert de Mónaco, convidado no âmbito de uma homenagem do festival à sua mãe, a falecida Grace Kelly – que, seja dito de passagem, teve gestos de solidariedade para com os combatentes da independência argelina, no final dos anos 1950 – também desistiu.

O príncipe  Alberto II.

«Nenhuma dessas personalidades nos deu oficialmente motivos para esses cancelamentos. Mas fomos avisados logo no dia a seguir ao ataque contra a Flotilha e é evidente que existe uma relação de causa a efeito entre esses acontecimentos», comentou Hayo.

Molad Hayo queixa-se. Argumenta a favor da sua actividade «que tem o mérito de ter posto em contacto desde há vários anos cineastas palestinianos e israelitas». Mas é no entanto obrigado a constatar que o mundo cultural israelita, a partir do momento em que se coloca sob a alçada do Estado de Israel – o que é evidentemente o caso do festival –, não se pode alhear dos crimes do seu governo. A não ser demarcando-se abertamente, o que fazem vários intelectuais israelitas corajosos, mas não Hayo.

Com 73 anos de idade, Dustin Hoffman ganhou a partir de 1970 uma popularidade imensa por interpretar no grande écrã personagens nos antípodas do herói de Hollywood tradicional, que são os cowboys musculados a matar os selvagens dos índios Peles-Vermelhas ou soldados valentes triunfando sobre astuciosos homenzinhos amarelos com cabeça de macaco que eram os japoneses. De «Little Big Man" a "Tootsie", passando por "Macadam cow-boy" ou "Rain Man", Dustin Hoffman tornou-se assim, aos olhos de milhões de espectadores, o mais glorioso dos perdedores da sociedade: Índios sobreviventes do genocídio, sem-abrigo, doentes, desempregados, etc.

Dustin Hoffman é de origem judaica e, em entrevistas recentes, declarou que, com a idade, a sua prática da religião se fazia mais assídua. Isso não impedirá muitos de o tratarem de antisemita, como o “são” todos os que criticam a política israelita.



Artigo traduzido pelo Comité de Solidariedade com a Palestina.

doesquerda.net