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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, julho 13, 2010

Faça o que digo mas não o que faço não é






MARINA SILVA PEDE PUNIÇÃO POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA: E PARA ELA NÃO?



"Acho que é o cumprimento daquilo que é a fidelidade partidária. Todos os partidos fazem isso que a lei eleitoral manda, que candidatos e líderes políticos que foram eleitos por aquele partido e por aquele programa sejam coerentes com seus partidos e seus programas", declarou, durante visita à fábrica da Embraer, em São José dos Campos (SP).


Pois é....
Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço!
A nova conservadora, e traidora dos trabalhadores, deveria então, por coerência, entregar seu mandato de Senadora que pertence ao Partido dos Trabalhadores, já que a mesma acha que se deve cumprir a fidelidade partidária não é mesmo?
Interessante como os "valorosos" jornalistas não lhe fazem esta pergunta não?
Provavelmente porque, como linha auxiliar da candidatura de Serra/PSDB, não se deva desgastá-la.
Lamento que o PT não tenha requerido, como de direito, o mandato da traidora, deixando-a fazer este tipo de política cínica, em que pede punição para um crime que ela própria cometeu....
domiguelgrazziotin

O abismo que representa a diferença social




Existe uma grande diferença entre necessidade e futilidade.








doguriaapaixonada

Sonegômetro: já é preciso medir o quanto não se arrecada neste País

Homem do jatinho de Serra, suplente de Cesar Maia, tem 228 milhões em paraíso fiscal

O ex-deputado e ex-banqueiro Ronaldo Cezar Coelho (PSDB/RJ), empresta seu jatinho e helicóptero para José Serra (PSDB/SP) fazer sua campanha pelo Brasil a fora, conforme amplamente noticiado.

Cezar Coelho é também 1º suplente do candidato ao senado Cesar Maia (DEMos/RJ) nestas eleições de 2010, e apresentou sua declaração de bens ao TSE, contendo algumas curiosidades.

Da fortuna declarada de mais de meio bilhão de reais, quase a metade, 228 milhões estão no exterior, nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.


O valor está declarado e, por isso, a princípio, não há ilegalidade.

A razão para manter dinheiro em paraísos fiscais são duas: ou ocultar a origem do dinheiro (há paraísos fiscais que não exigem nenhuma declaração fiscal, e contas podem ser até ao portador), ou fugir de pagar impostos no país onde vive. No caso do demo-tucano, menos mal, porque ele se identifica como sócio da Samambaia Investiments Limited e declara.

Fortuna declarada, mas origem desconhecida pelo eleitor

Ronaldo Cezar Coelho elegeu-se deputado pela primeira vez em 1986.

Seu patrimônio declarado subiu de R$ 28 milhões em 1996 para R$ 565 milhões em 2010, um crescimento de 1937%. A evolução declarada é:

1996: R$ 28 milhões
1997: R$ 69 milhões
2001: R$ 298 milhões
2006: R$ 493 milhões
2010: R$ 565 milhões

O grande salto, a partir dos dados disponíveis, foi no período de 1997 para 2001, coincidentemente na época de FHC, quando o patrimônio engordou 332%.

Dinheiro em paraíso fiscal aparece a partir de 2001

Nas eleições de 1998 não constava em seus bens nenhuma fortuna no exterior. A partir de 2001, já aparecia R$ 134 milhões no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britanicas:

1997: R$ 0 milhões
2001: R$ 134 milhões
2006: R$ 204 milhões
2010: R$ 228 milhões

Sangria da riqueza nacional para o exterior

Ainda que a origem da fortuna seja totalmente legal (o ex-banqueiro foi dono do banco Multiplic e da financeira Losango), fica moralmente complicado para um homem público, que quer influir no destino de uma nação, deixar metade de sua fortuna expatriada, para fugir de pagar impostos no país onde vive.

Justamente por ser milionário, tem maior capacidade contributiva. É muito egoísmo para um político, fazer fortuna no Brasil, ganhando juros pagos por milhões de brasileiros, e em vez de agir com grandeza, gerando empregos e riquezas aqui, deixar aplicada metade da fortuna no exterior, evadindo capitais, poupança interna, e recolhimento de impostos, que poderiam ser feitos aqui. Essa riqueza poderia estar a serviço de financiar produção e empregos no Brasil.

É essa turma que quer colocar Serra no poder, e ter influência na política do Banco Central, do Ministério da Fazenda, do BNDES.

Fortuna feita cobrando juros reais de até 34% ao MÊS no Brasil

Na seção de cartas da "insuspeita" revista Veja de 22/10/1997 (auge do demo-tucanato com FHC no poder, antes de quebrar de vez o Brasil), com a inflação já controlada pelo plano real, um leitor reclamava:


Detalhe: Ronaldo Cezar Coelho era deputado federal pelo PSDB, nesta época.

Serra liberou geral a agiotagem dos bancos: derrubou o teto de 12% de juros, na constituição

Clique na imagem para ampliar

A constituição de 1988 determinou que a taxa máxima anual de juros reais permitida seria de 12%, conforme proposto e aprovado pelo ex-deputado constituinte Fernando Gasparian (PMDB-SP):

No artigo 192:

§ 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.

Em 1997, o então senador José Serra (PSDB), apresentou a PEC 21 (proposta de emenda constitucional), para revogar o tabelamento dos juros em 12% ao ano.

Serra articulou e conseguiu aprovar no Senado em 1999. Não é de se estranhar que banqueiros assim emprestem jatinho para o Serra. (Relembre essa história completa da PEC 21 aqui).
dosamigosdopresidentelula

Trem Bala Quem sabe Faz






LULA CONCORDA CONOSCO E DIZ QUE O POVO BRASILEIRO É TRATADO COMO UM "BANDO DE IDIOTAS"

Lula critica os que veem 'bando de idiotas' planejando obras da Copa

Presidente fez declaração durante cerimônia de lançamento do trem-bala.
Ele rebateu crítica sobre atraso nas obras, mas não disse a quem se referia.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta terça um desabafo em referência às críticas sobre o suposto atraso das obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

“Terminou a Copa da África agora e já começam a dizer: ' Cadê os aeroportos brasileiros? Cadê os corredores de ônibus brasileiros? Cadê os corredores de trens do Brasil?' Enfim, como se nós fôssemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e definir as nossas prioridades.”

O presidente deu a declaração durante cerimônia de anúncio dos termos do processo de concessão para a construção do trem-bala que irá ligar São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo ele, o Brasil terá condições de inaugurar o empreendimento em 2016, ano em que o país sediará os Jogos Olímpicos, no Rio.

“Queremos que esteja pronto até as Olimpíadas de 2016. Acho plenamente possível inaugurar essas obras até 2016. A gente pode acertar qualquer coisa desde que o objetivo seja entregar a obra da melhor qualidade possível e no menor prazo possível”, afirmou Lula.

O presidente lembrou as dificuldades enfrentadas pelo governo para chegar à apresentação dos termos do processo de concessão do trem-bala.

“Não foi uma tarefa fácil. Muitas vezes abriu-se mapas e documentos e projetos do TAV [Trem de Alta Velocidade] e muitas vezes se pensou que era impossível de fazer, que muitas empresas não queriam participar, que muitos países não queriam entrar. Acho que o Brasil precisa e São Paulo e Rio de Janeiro precisam do trem porque são duas cidades mais importantes do Brasil.”

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, afirmou que o empreendimento “mostra o amadurecimento” do Brasil na área de investimentos.

“O trem-bala mostra amadurecimento do país. É sinal de maturidade econômica e de estabilidade do país. Esse empreendimento muda o patamar de investimentos do Brasil”, afirmou Erenice.

Licitação
O aviso de licitação estará disponível no site da ANTT a partir desta quarta-feira (14). As empresas interessadas em participar do empreendimento terão de entregar os envelopes com a documentação solicitada pelo governo até 29 de novembro na sede da BM&F Bovespa. O leilão está marcado para ocorrer no dia 16 de dezembro.

Nova estatal
Documento distribuído pelo governo mostra as principais competências e atribuições da nova estatal vinculada ao Ministério dos Transportes que irá operar o transporte de alta velocidade.

“Ela terá a missão de planejar o desenvolvimento do transporte ferroviário de alta velocidade de forma integrada com as demais modalidades de transporte, por meio de estudos, pesquisas, administração e gestão de patrimônio, desenvolvimento tecnológico e atividades destinadas à absorção e transferência de tecnologias”, mostra o texto.

A ETAV (Empresa de Transporte de Alva Velocidade) estará sujeita a regime jurídico próprio de empresas privadas “inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários”. Ela vai ser organizada sob a forma de sociedade anônima de capital fechado.

Ainda de acordo com o documento, a empresa terá missão de elaborar estudos de viabilidade técnico-econômica e de engenharia para a ampliação do transporte ferroviário de alta velocidade e ainda buscar fomentar a indústria nacional na incorporação de tecnologia. “Planejar e promover a disseminação e a incorporação das tecnologias utilizadas e desenvolvidas no âmbito do transporte ferroviário de alta velocidade em outros setores da economia”, informa o texto.

Em curto prazo, a nova estatal terá de capacitar trabalhadores para a atuação no projeto e na operação e manutenção do trem-bala. A empresa também irá supervisionar as obras de infraestrutura em torno da implantação do sistema de operação do transporte.

Diário Oficial
O Conselho Nacional de Desestatização (CND), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, publicou no "Diário Oficial da União" desta terça, o processo de concessão do trem-bala, último detalhe que faltava ser definido para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicar o edital que define os detalhes técnicos do empreendimento.


Figura 1. Representação esquemática do traçado referencial e estações


Fonte: Relatório Halcrow/Sinergia (Volume 2– Estudos de Traçado).



No entanto, a freqüência de paradas nas estações é função dos tipos básicos de serviços a serem ofertados, definidos em razão do perfil da demanda.




A tabela 1 apresenta os trechos e sua correspondente extensão ao longo do traçado estudado:

Tabela 1. Características do traçado referencial


Fonte: Relatório Halcrow/Sinergia (Volume 2– Estudos de Traçado).

Pela resolução, a União constituirá uma empresa pública por ela controlada, que deterá participação acionária em Sociedade de Propósito Específico (SPE), a quem será outorgada a exploração da concessão. A licitação ocorrerá por meio de leilão na BM&F Bovespa e o critério de julgamento será o menor valor da tarifa-teto, observado o valor máximo de R$ 0,49 por quilômetro.

De acordo com a resolução, pelo menos 60% dos lugares de cada composição deverão pertencer à classe econômica. A concessionária poderá pleitear financiamento com recursos públicos, respeitado o limite máximo de 60,3% do valor dos investimentos, estimados em R$ 33,1 bilhões – ou de R$ 19,9 bilhões, o que for menor. O financiamento poderá ser concedido por instituição financeira pública federal desde que assegurada a garantia da União para a totalidade da dívida.

Trem de Alta Velocidade (TAV)
Conceito e Vantagens
Evolução do sistema de trens de alta velocidade no mundo
Iniciativas no Brasil


Conceito e Vantagens
Sistemas ferroviários de alta velocidade utilizados no transporte de passageiros compreendem, em geral, linhas ferroviárias projetadas e construídas para trens capazes de desenvolver velocidades iguais ou superiores a 200 km/h.

A ferrovia de alta velocidade se mostra mais adequada quando opera entre pares de cidades em que a distância entre elas fica na faixa de 500 a 600 km. Acima dessa distância, a viagem aérea torna-se mais competitiva e a participação relativa de mercado da ferrovia de alta velocidade fica menor.

De forma geral, em função de suas características, a implantação e operação desses sistemas estão associadas às seguintes vantagens:

- indução ao desenvolvimento regional, aliviando áreas de maior densidade urbana;

- redução de gargalos dos subsistemas de transporte aeroportuário, rodoviário e urbano;

- postergação de investimentos na ampliação e construção de aeroportos e de rodovias;

- menor uso do solo comparado à construção ou ampliação de rodovias;

- redução de impactos ambientais e emissão de gases poluentes em decorrência do desvio da demanda do transporte aéreo e rodoviário para o TAV;

- redução dos tempos de viagem associados à baixa probabilidade de atrasos;

- aumento do tempo produtivo para os usuários;

- geração de empregos diretos e indiretos;

- redução dos níveis de congestionamento e do número de acidentes em rodovias.


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Evolução do sistema de trens de alta velocidade no mundo
A partir do primeiro trem, que começou a operar em 1964 no Japão, houve uma expansão considerável da utilização dos sistemas de trens de alta velocidade no mundo. Esses sistemas, que tecnologicamente continuam em constante evolução em termos de segurança e velocidade de operação, ampliaram sua rede. Um conjunto de países, desenvolvidos e em desenvolvimento, estão aderindo a essa alternativa de transporte de passageiros, conforme revelam a tabela 1 e as figuras 1 e 2.


Como exemplo dessa evolução, cita-se que a velocidade operacional que inicialmente era de 210 km/h, já alcança 350 km/h. Os fabricantes de material rodante estão lançando a próxima geração de trens, em sua maioria de unidades múltiplas de melhor desempenho energético e potencial de velocidade de 350 a 400 km/h.


Tabela 1 Principais sistemas de trens de alta velocidade
no mundo em operação, construção e planejamento



Fonte: Relatório Halcrow/Sinergia (Volume 4 – Operação e Tecnologia – Parte 2) e Barrón de Angoiti, Ignácio. High speed rail systems in Europe and across the world. 6th Training on High Speed Systems. Paris, 8 June 2009.


Figura 1 Sistemas de trens de alta velocidade existentes no mundo por velocidade operacional


Fonte: Barrón de Angoiti, Ignácio. High speed rail systems in Europe and across the world. 6th Training on High Speed Systems. Paris, 8 June 2009.


Figura 2 Evolução da rede global de trens de alta velocidade
Fonte: Barrón de Angoiti, Ignácio. High speed rail systems in Europe and across the world.
6th Training on High Speed Systems. Paris, 8 June 2009.



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Iniciativas no Brasil
No Brasil, já há algum tempo, a viabilidade da implantação de um sistema ferroviário de alta velocidade no eixo Rio – São Paulo vem sendo objeto de estudos, conforme se observa na relação a seguir:

- Estudo Preliminar do Transporte de Passageiros no Eixo Rio de Janeiro / São Paulo (1ª fase) 1981 – GEIPOT / SNF;

- Relatório de Viabilidade para Trem Rápido – Rio de Janeiro/São Paulo – 1986 – Davi British Rail International;

- Projeto de Transporte de Passageiros no Eixo Rio de Janeiro/São Paulo – 1987 – Mitsui/Co. Ltd;

- Trem Pendular Talgo como Solução para o Transporte de Passageiros entre Rio de Janeiro e São Paulo – 1987.

Mais recentemente, em meados dos anos 90, o governo brasileiro, no âmbito de um acordo de cooperação com o governo alemão, realizou um estudo denominado “TRANSCORR” com o objetivo de identificar investimentos para modernização do sistema de transporte no corredor Rio de Janeiro - São Paulo - Campinas.

Tal estudo indicou a necessidade de implantação e detalhou um sistema de trens de alta velocidade como solução para o transporte de passageiros no corredor que serviu de referência para os estudos atuais.

Em 2004, a empresa italiana Italplan desenvolveu um estudo indicando a possibilidade de realização de um projeto de ligação ferroviária entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, sem paradas intermediárias, por meio de concessão à iniciativa privada.

Pelo Decreto nº 6.256/07, o Governo Federal incluiu no Programa Nacional de Desestatização – PND a Estrada de Ferro – 222 destinada à implantação de trem de alta velocidade, ligando os Municípios do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Foi atribuido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES a responsabilidade de contratar e coordenar os estudos técnicos e fornecer o apoio técnico necessário à execução e acompanhamento do processo de desestatização da infraestrutura e da prestação de serviço de transporte terrestres relativos ao TAV Brasil.

Pelo mesmo instrumento legal, coube ao Ministério dos Transportes a responsabilidade pela execução e acompanhamento o processo de licitação da concessão do direito de exploração do serviço de transporte ferroviário de passageiros por sistema de alta velocidade. A ANTT foi incumbida de promover os procedimentos licitatórios e celebrar os atos de outorga de direito de exploração de infraestrutura e prestação de serviço de transporte terrestre relativos ao TAV Brasil.

Em 2008, a fim de dar cumprimento ao disposto no Decreto no 6.256/07, foram contratados serviços de consultoria para estudar a viabilidade técnica, econômica e financeira do empreendimento, tendo como referência inicial os estudos do TRANSCORR. O Consórcio executou estudos detalhados de demanda, traçado, análise econômica e financeira/modelagem de concessão, operação e tecnologia e estudos ambientais.

A Lei 11.772/08, que modificou a Relação Descritiva das Ferrovias do Plano Nacional de Viação, constante do Anexo da Lei nº 5.917/73, incorporou o trecho ferroviário interligando as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, destinado a operar sistema de trem de alta velocidade.

O TAV - Trem de Alta Velocidade brasileiro


E o Brasil vai entrar para o clube dos países que têm o ‘trem bala’, transporte de alta velocidade que dará à população mais uma opção de qualidade para se deslocar pelo País. O edital de concorrência do projeto que ligará Campinas (SP) ao Rio de Janeiro (RJ), passando por São Paulo, foi lançado hoje em Brasília pelo presidente Lula e atraiu o interesse inicial de sete países.
No infográfico acima você tem mais detalhes do projeto. Outras informações podem ser obtidas na página oficial do empreendimento.

Ecologia de boutique











Dinheiro do petróleo e da grande mídia financia o Greenpeace

A organização ecologista mais famosa do mundo recebe doações de grandes magnatas do petróleo, do setor automotivo e da mídia. O caso mais gritante é o dos Rockefeller — acionistas e fundadores de petrolíferas como a Exxon Mobil. Sua fundação financiou o Greenpeace com mais de um milhão de dólares.

Por Manuel Llamas, no blog Libertad Digital

O Greenpeace, a organização ecologista mais famosa e, possivelmente, poderosa do mundo, é financiado por meio de doações voluntárias, que seus membros realizam anualmente. Segundo rezam seus estatutos, a fim de "manter sua total independência, o Greenpeace não aceita dinheiro procedente de empresas, governos ou partidos políticos. Levamos isso muito a sério e controlamos e devolvemos os cheques quando são provenientes de uma conta corporativa. Dependemos das doações de nossos simpatizantes para levar a cabo nossas campanhas não violentas para proteger o meio ambiente".

Entretanto, tal lema não inclui as generosas doações que habitualmente a organização recebe de grandes fundações e organismos sem fins lucrativos que, curiosamente, pertencem a grandes famílias e magnatas vinculados ao petróleo, ao sistema financeiro, aos meios de comunicação e, inclusive, à indústria de automóveis.

Como assim? A ONG ambientalista por excelência financiada com dinheiro gerado por alguns dos setores produtivos mais contaminantes do planeta? Uma investigação mias acurada nas opacas contas desta organização revela grandes segredos e, sobretudo, muitas surpresas.

O Greenpeace conta com múltiplas filiais, espalhadas por todo o mundo, mas uma das mais poderosas e influentes é, sem dúvida, a sede estabelecida nos Estados Unidos. A franquia do Greenpeace local conta com quatro fachadas: Greenpeace Foundation, Greenpeace Fund Inc., Greenpeace Inc. e Greenpeace Vision Inc..

O projeto Activist Cash, criado pelo Center for Consumer Freedom — uma importante associação de consumidores estadunidenses —, revela algumas das fontes de financiamento mais polêmicas deste grupo apologista da ecologia.

O projeto surgiu com a ideia de levantar informações sobre o perfil e os recursos econômicos dos grupos anticonsumo. E, como não podia deixar de ser, a entidade dedica um espaço exclusivo para o Greenpeace.

Agora, quem são estes grupos? São fundações que pertencem a algumas das famílias mais ricas do mundo, cujas fortunas procedem dos negócios do petróleo, do setor automotivo e os grandes grupos de comunicação estadunidense.

O fluxo de dinheiro entre as franquias do Greenpeace com sede nos Estados Unidos é constante. A legislação americana obriga estes organismos a apresentarem anualmente uma declaração de impostos na qual figuram as rendas e as despesas.

A informação anual do pagamento de impostos de tais filiais se encontra nos denominados IRS Form 990 (Return of Organization Exempt From Income Tax). Em tais documentos oficiais, aparecem em detalhes algumas das tais doações ao longo dos últimos anos.

Rockefeller Brother´s Fundation: US$ 1,15 milhões de dólares

De 2000 a 2008 a fundação da família Rockefeller financiou o Greenpeace com US$ 1,15 milhões. A fortuna dos Rockefeller procede dos negócios petrolíferos.

John D. Rockefeller fundou a empresa Standard Oil, que chegou a monopolizar o negócio do petróleo no princípio do século 20. Entretanto, o governo dos Estados Unidos acusou a empresa de monopólio e decretou sua divisão em 34 empresas, embora os Rockefeller mantivessem sua presença nas mesmas.

A mais famosa é, atualmente, a Exxon Mobil Corporation, uma das maiores multinacionais petrolíferas do mundo. Os descendentes de John D. Rockefeller são acionistas da Exxon Mobil. Embora minoritários, possuem todavia uma grande influência e peso na empresa. Os Rockefeller também têm ou tiveram presença em grandes bancos como o JP Morgan Chase & Co (Chase Manhattan Bank), o Citybank, que, por sua vez, possuem participações em grandes petrolíferas internacionais.

Marisla Foundation: US$ 460 mil

Tal fundação também é conhecida sob o nome de Homeland Foundation. Foi fundada em 1986 pela poderosa família Getty. J. Paul Getty fundou a petrolífera Getty Oil, agora nas mãos da russa Lukoil.

Turner Foundation: US$ 450 mil

A Turner Foundation foi criada por Robert Edward Turner em 1990. Ted Turner é um dos grandes magnatas da comunicação nos Estados Unidos, dono de conhecidas cadeias de televisão como CNN, TNT e AOL Time Warner, entre outras coisas. Doou em apenas três anos US$ 450 mil ao Greenpeace.

Charles Stewart Mott Foundation: 199.000 dólares

Charles Stewart Mott foi o pai do terceiro grupo industrial automotivo do mundo, a General Motors. Antes de declarar-se falida, em junho de 2009, esta indústria fabricava seus veículos sob marcas tão paradigmáticas e pouco contaminantes como Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Opel, Vauxhall e o famoso Hummer, que participa da ocupação do Iraque sob o nome de Humvee.

No fim das contas, não deixa de ser supreendente que uma das organizações ecologistas mais ativas contra a emissão de CO2 na atmosfera aceite suculentas somas de dinheiro de algumas das principais referências mundiais do setor petrolífero e automobilístico. Sobretudo, se for levado em consideração que o Greenpeace realiza campanhas que acusam os céticos da mudança climática de receberem dinheiro do setor petrolífero e de grandes empresas industriais.

Fonte: Libertad Digital
doesquerdopata

A Hipocrisia Demotucanalha modo de governar um estilo "catinga de bôca"






GOVERNADOR E PARTE DO POVO PAULISTA NÃO QUEREM A COPA DO MUNDO 2014 NO BRASIL E PRETENDEM BOICOTÁ-LA


São Paulo pode abrir mão de abertura do Mundial 2014 para não gastar dinheiro público com estádio

Raphael Falavigna / Terra

O governador Alberto Goldman (foto) não está disposto a colocar dinheiro público na construção de novo estádio Foto: Raphael Falavigna / Terra

Por Luciano Borges

O Governo do Estado de São Paulo não pretende gastar dinheiro público para construir, ou mesmo ajudar na construção, de um estádio apto a receber a abertura da Copa do Mundo de 2014. Esta é também disposição da Prefeitura paulistana.

No encontro que deverão manter, na semana que vem, com Ricardo Teixeira, o governador Alberto Goldman e o prefeito Gilberto Kassab vão – mais uma vez – indicar o Morumbi como o estádio mais viável da cidade para brigar jogo da Copa do Mundo.

Detalhe: ser sede da abertura do Mundial no Brasil deixou de ser o objeto do desejo do comitê paulista. “A abertura não é um bom negócio. É dispendioso e só traz dinheiro para a FIFA”, disse Caio Luiz de Carvalho, coordenador do Comitê Paulista para a Copa de 2014.

Na verdade, a disposição do governador Goldman é mais confrontadora. O presidente da CBF corre o risco de ouvir, no encontro, que São Paulo não vai gastar R$ 1,5 bilhão na construção de um novo estádio só para abrir o Mundial. E, se FIFA e a confederação fazem tanta questão, que paguem por isso.

São Paulo quer trazer jogos da Copa. Pode ser na primeira fase, nas oitavas de final e até quartas de final. Mas, até o momento, a cidade pode oferecer o estádio do Morumbi (do São Paulo) e a nova Arena Palestra Itália (do Palmeiras).

Se Corinthians ou outra equipe construir sua praça de esportes com capacidade e condições que atendam às exigências da FIFA, este projeto passaria a fazer parte do leque de opções oferecidas pela cidade.

Como Kassab afirmou em Joanesburgo, África do Sul, na semana passada, a cidade não vai construir a arena multiuso de Pirituba a tempo da Copa do Mundo. “O projeto é antigo e não é para a Copa”, disse antes de, mais uma vez, acenar com o retorno do Morumbi. Ou seja, São Paulo não tem nenhum projeto em andamento para estádio capaz de ser escolhido para a abertura em 2014.

Nas reuniões realizadas recentemente pelo Comitê Paulista, a avaliação é, resumidamente, esta: não dá para se fazer tudo o que a FIFA quer; o custo de um novo estádio torna qualquer projeto inviável; e São Paulo terá hotéis lotados com ou sem jogos da Copa em seu território.

Sem falar que a mudança de presidente da República pode adiar várias decisões. O cálculo é de que até maio de 2011, o dinheiro público que o governo federal vai destinar às obras ainda não terá saído. Porque sucessor de Luis Inácio Lula da Silva assumirá em janeiro e terá, nas contas do Comitê, dois meses para acertar quem fará o quê na nova gestão.

TUCANOS CABEM NUMA KOMBI


Mercadante usa Copa para atacar tucanos

Petista diz que indefinição sobre estádio expõe “lentidão” de SP em adotar estratégia

DE SÃO PAULO

Com a indefinição de São Paulo como sede da Copa de 2014, o candidato petista ao governo paulista, Aloizio Mercadante, criticou ontem, diante de 140 prefeitos e vice-prefeitos, a “lentidão” do governo estadual em adotar uma estratégia para garantir os jogos.
“A lentidão é uma marca nesse governo, mas a Copa tem data. Cada dia sem definição é um dia a menos”, disse o candidato.
Para o senador, São Paulo corre o risco de perder a possibilidade de sediar parte dos jogos. “Não há um caminho, uma definição, e isso começa a comprometer”, disse.
Mercadante afirmou ter marcado audiências com os ministros do Esporte, Orlando Silva, e do Turismo, Luiz Barretto, sobre a Copa.
A assessoria do governo do Estado disse que haverá, na próxima semana, reunião entre o governador Alberto Goldman (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para discutir o assunto.
O candidato do PSDB ao Estado, Geraldo Alckmin afirmou que não responderia ao adversário. “Vou falar apenas com os eleitores.”
Ainda em seu discurso, Mercadante desmentiu a criação de um programa de transferência de renda para municípios pobres -o “Bolsa Cidade”- anunciado ontem por seu vice, Coca Ferraz (PDT), no início do encontro.
“Isso não existe. O que se pode estudar é uma mudança nos critérios de repartição da receita de impostos”, disse o petista à Folha.

doluisfavre

25 milhões de votos da Contag para Dilma

Contag recomenda a seus filiados o voto em Dilma e cobra de petista índice de produtividade

Eleições: Entidade teve mais trânsito no Planalto do que o MST

http://www.rel-uita.org/agricultura/fotos/contag-lula-1-570c.jpg

Contag cobra de petista índice de produtividade

Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) entrega hoje um plano de diretrizes para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cobrando, especialmente, a implantação do índice de produtividade para reforma agrária. Vai também recomendar a todos os seus filiados o voto em Dilma – tanto que sequer vai se reunir com os outros dois presidenciáveis (o tucano José Serra e a verde Marina Silva). O apoio político é uma tentativa de manter a porta aberta com o governo federal: durante os oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Contag teve mais trânsito no Planalto que o MST.

O presidente da Contag, Alberto Brock, reconhece o bom diálogo com a União, mas adianta que a entidade quer manter a independência em um eventual governo Dilma. “Nosso relacionamento com o presidente Lula não foi 100%. Temos pendências, como o índice de produtividade, e vitórias, como a valorização da agricultura familiar”, acrescentou.

No evento de hoje, Dilma receberá o apoio de 600 lideranças ligadas à Contag e visitará as dependências da confederação. A expectativa é de que as propostas apresentadas pela categoria sejam incluídas no programa de governo da petista. Além da implantação do índice de produtividade – promessa feita pelo governo Lula mas que não foi cumprida – os representantes da Contag defendem uma política mais incisiva para garantir o trabalho no campo, a inclusão social dos trabalhadores não atendidos pelos atuais programas do governo federal e uma melhoria no Programa de Aquisição de Alimentos, um dos principais garantidores de renda para os pequenos agricultores familiares.

Brock não quis entrar na polêmica sobre a preferência do governo à Contag, em detrimento ao MST. Procurada pelo Valor, a assessoria do MST disse que “não pediu nenhum encontro com os presidenciáveis”. E apresentou uma extensa plataforma política para o setor, que passa pela limitação das grandes propriedades rurais e a obrigatoriedade de que as terras agricultáveis do país estejam nas mãos de brasileiros, dentre outros.

Um petista que participa da coordenação de campanha de Dilma acha difícil que o MST peça um encontro com a candidata. “Eles vão querer manter uma postura mais independente”, disse. Na verdade, um distanciamento maior do MST é tudo o que Lula e Dilma sonham, apesar do programa de governo da petista apresentado ao TSE ter defendido que, em caso de invasões, o fazendeiro deva negociar antes de pedir a reintegração de posse.

A avaliação do governo é de que o MST traz mais problemas do que dividendos políticos. As ações polêmicas do movimento, como os ataques a pedágios e a destruição de uma parte dos 200 mil pés de laranja de fazenda da Cutrale, no interior de São Paulo, levaram o Executivo Federal a afastar-se do movimento.

No fim de semana, em entrevista à Reuters, o coordenador do MST, João Pedro Stédile, afirmou que os sem-terra vão votar em Dilma para presidente. Acrescentou ainda que em um eventual governo da petista aumentará o ritmo de invasões de terras e que, se José Serra sair vitorioso, haverá um natural aumento da tensão no campo, “pois ele representa a vitória do agronegócio e uma derrota dos movimentos sociais”.

Postado por Luis Favre

Dilma ampliará crédito para agricultura familiar incluindo mais 2 milhões de famílias

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) realizou encontro com Dilma Rousseff (PT), onde entregaram um documento com sugestões para o programa de governo. A Contag tem filiados 27 Federações Estaduais de Trabalhadores na Agricultura (Fetags) e 4,2 mil Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs), representando mais de 20 milhões de agricultores.

“O nosso objetivo é contribuir com propostas concretas sobre temas que são fundamentais para o desenvolvimento rural sustentável e solidário no meio rural”, explica Alberto Broch, presidente da Contag.

A pauta do documento cobre:
- aceleração do processo de implantação do Programa Nacional de Reforma Agrária;
- fortalecimento da agricultura familiar;
- a valorização do salário mínimo;
- melhoria das condições de trabalho no campo
- aprofundamento das políticas públicas nas áreas de educação, saúde e previdência rural, bem como o atendimento das demandas específicas dos jovens e das mulheres trabalhadoras rurais.

Os trabalhadores e pequenos produtores rurais, formalizaram o apoio à candidatura Dilma Rousseff à Presidência da República. No ato, também foram apresentados à Dilma, os candidatos a deputado federal e estadual de todo o País, que serão apoiados pelo Sistema Contag nas próximas eleições.

Dilma assumiu o compromisso de incorporar mais 2 milhões de trabalhadores rurais ao programa federal de agricultura familiar (Pronaf). No governo Lula o crédito para a Agricultura familiar foi multiplicado por cinco.



Durante o evento, Dilma, criticou a oposição pelas propostas e políticas do passado para o campo, e a perseguição aos movimentos sociais:

"Tem gente propondo, o meu adversário, por exemplo, acabar com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o que é um absurdo, porque o Ministério do Desenvolvimento Agrário mostrou que a nossa política específica para a nossa agricultura familiar, para os pequenos, fez com que essa agricultura familiar se desenvolvesse...

... Não adianta fazer reforma agrária como faziam nesse país no passado. Coloca a pessoa no fim do mundo, não dá estrada, não dá crédito", alegou Dilma a uma platéia de 400 participantes...

... Nós somos aqueles que respeitam todos os movimentos sociais. Não tratamos vocês na base da bordoada", disse, usando um boné da Contag.

A ex-ministra também recebeu o convite para participar do 2º Festival Nacional da Juventude Rural, que vai mobilizar cerca de 5 mil jovens de todo o País, em Brasília, nos dias 26 a 30 de julho. (com informações da Agência Reuters, Contag e DilmanaWeb)
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Porrada Não

Dilma: 'Não tratamos movimentos sociais na base da bordoada'

Em evento da Contag, petista sugeriu que rival tucano José Serra prepara fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Andréia Sadi, iG Brasília
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a atacar nesta terça-feira o seu principal adversário na corrida eleitoral, o tucano José Serra. Ao falar para uma plateia reunida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a petista sugeriu que o adversário prepara o fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Em seguida, disse que seu partido não trata os movimentos sociais "na base da bordoada".
"Nós tratamos movimento sociais com respeito (...). Não na base da bordoada, nem fingimos que escutamos", provocou Dilma, que não citou diretamente o adversário. Ao falar sobre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a petista afirmou: "Nós não concordamos com isso, o meu projeto não concorda com isso. O ministério mostrou que nossa política de agricultura familiar se desenvolveu e transformou em uma potência".
Dilma também fez críticas veladas ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nesse caso, a candidata do PT ao Planalto investiu na tese de que não adianta "fazer reforma agrária como faziam neste país", onde "jogavam as pessoas no fim do mundo".

Mais Aqui da REUTERS

O que temem os que defendem a "liberdade"






Saúde em Cuba – Michel Moore

GilsonSampaio

Mesmo com as limitações de 50 anos de criminoso embargo comercial imposto pelo império, Cuba é um exemplo de um outro mundo possível.

É disto que o imperialismo ocidental tem medo: povo sendo tratado como deve, ou seja, como ser humano que é.


“Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana”

imagem

E se alguma criança adormecer na rua é porque quer ver as estrelas......

Nota: O vídeo que vão ver foi filmado em Cuba pelo controverso Michael Moore.

É sobre o sistema nacional de saúde cubano.

Cuba, onde as crianças não têm acesso a Play Stations (pelo menos com facilidade).

Nem se sentem inferiorizadas por não vestirem roupas de marca.

Onde os supermercados não apresentam 60 marcas de manteiga diferentes.

E a TV não mente a publicitar que os Danoninhos ajudam as crianças a crescer.

Os carros de luxo não abundam.

Nem as malinhas Louis Vuitton.

Mas têm talvez o mais avançado sistema de saúde de todo o planeta.

E um sistema de ensino ímpar, em que os professores ensinam e os alunos aprendem, com rigor e disciplina, onde não há lugar para Escolas Novas, estatísticas aldrabadas, pseudo-universidades e Novas Oportunidades da treta.

E pleno emprego.

E as ruas seguras, livres de criminalidade e de drogados

Invejo-lhes, aos Cubanos, a falta de liberdade.

Falta de liberdade para assaltarem idosos e crianças.

Falta de liberdade para agredirem professores dentro das escolas.

Falta de liberdade para dispararem contra polícias.

Falta de liberdade para desrespeitarem o seu semelhante.

Falta de liberdade para os políticos corruptos que enriquecem à sombra do erário público.

Cuba, onde tantas coisas faltam, principalmente as supérfluas, as inventadas pelo capital na sua necessidade de se reproduzir.

Mas onde abundam a solidariedade, a fraternidade e, principalmente, a humanidade.

Gosto de ti, Comandante.

E desejo-te longa vida.

Do fundo do coração.

Cuidem-se!

Vorazes japoneses matam a vida nos oceanos






Ativista contra a caça às baleias é condenado no Japão

Bethune, capitão do Ady Gil, uma embarcação da Sea Sheperd Conservation Society, organização ecológica que luta contra a caça às baleias, foi preso e julgado por atacar uma embarcação japonesa no Oceano Antártico.

Por Tomi Mori
[12 de julho de 2010 - 11h30]
O ativista Peter Bethune, da Nova Zelândia, foi condenado, na quarta-feira, pelo tribunal de Tóquio a dois anos de prisão, suspensa por cinco anos. Bethune, capitão do Ady Gil, uma embarcação da Sea Sheperd Conservation Society, organização ecológica que luta contra a caça às baleias, foi preso e julgado por atacar uma embarcação japonesa no Oceano Antártico. Ele foi condenado por ter lançado, junto com outros membros da organização, uma garrafa de ácido butírico no Shonan Maru 2, embarcação da frota que caçava baleias, obstruindo as atividades e ferindo um tripulante de 25 anos, no dia 11 de fevereiro. No dia 15 de fevereiro, Bethune cortou uma rede de um barco com uma faca e subiu a bordo.

O ativista recebeu suspensão da pena por afirmar que não participará de outras atividades no Oceano Antárctico e por ter pago a rede danificada. Bethune alegou que não tinha intenção de ferir ninguém. Mas o juiz disse que o ativista tinha consciência de que a garrafa poderia ferir os tripulantes. No veredito final, o juiz Takashi Tawada proferiu: “O incidente fez parte do comportamento violento e obstrutivo da Sea Sheperd, em desafio a resoluções e linhas da International Whaling Comission, que não permite tais acções obstrutivas.”

Após o julgamento, Peter Bethune foi transferido para instalações da imigração japonesa como suspeito de entrada ilegal, já que não portava passaporte quando subiu na embarcação nipônica. Após passar pela imigração, o ativista foi deportado.

Práticas e tradições

O Japão é um dos poucos países que continua a caçar baleias cinicamente, alegando que são para pesquisas cientificas. Mas a utilização da carne de baleia, que faz parte da cultura japonesa e era consumida anteriormente pela população de mais baixa renda, continua ainda a ser praticada no país. Encontra-se carne da baleia em mercados e existem restaurantes especializados nessa duvidável iguaria.

Não se pode passar por cima das tradições culturais de um pais de maneira irrefletida ou ditatorial, como acontece em muitos casos. Mas também as tradições existem para serem mudadas, principalmente com a evolução social e as mudanças de época. Nos dias de hoje, ninguém conseguiria defender o canibalismo alegando que fez parte da tradição desta ou de outra tribo. Também não se justifica, com o avanço da consciência ecológica na sociedade atual, continuar a comer baleias, cães, macacos e outros animais.

O Japão tem fome voraz não só em relação às baleias, como também tem dizimado a população mundial de atuns do planeta. O atum é uma alimentação popular e faz parte da dieta japonesa, mas chegamos a uma situação em que esse peixe pode ser exterminado da face do planeta, se se continua a comê-lo indiscriminadamente.

Tempos atrás, também se falou de que a fome pelas enguias, que são bastante consumidas no país, estava acabando com as populações europeias, que estavam sendo pescadas e exportadas para a China, para lá serem processadas e exportadas para o Japão.

Não conheci uma pessoa em toda a minha vida que defenda um tubarão, mas no Japão essa espécie sofre um violento crime, já que milhares são mortos, retiram-lhes apenas as famosas barbatanas, utilizadas nos restaurantes de comida chinesa e o restante é atirado para o lixo. Pode-se defender tal prática, mesmo alegando que a sopa de barbatana de tubarão é um prato que faz parte da cultura chinesa e também do cardápio japonês? Infelizmente, os tubarões, que possuem má fama, não têm amigos que os defendam.

O resultado do julgamento, se é que se pode dizer isso, foi recebido com alívio pelas organizações ecológicas. Na Nova Zelândia, e em outras partes do globo, os ativistas consideram Bethune um herói.

Por Esquerda.net.

Japão, o país que perdeu o bonde da história

Coluna Econômica

Nesses tempos, em que se abrem várias possibilidades para o Brasil, é interessante comparar com o que está ocorrendo com o país que caminhava para se rivalizar com os Estados Unidos: o Japão.

No final dos anos 80, o Japão estava no auge. O modelo de gestão de suas empresas, a alta qualidade de seus produtos, a estabilidade dos trabalhadores – possível dentro de um ambiente de crescimento contínuo – contrastava com a grande crise que começava a assolar os Estados Unidos.

Por pressão norte-americana, foi obrigado a valorizar a sua moeda. De lá para cá, o país amarelou. Agora, está prestes a entrar em sua terceira década perdida, segundo muitas análises.

do Luis Nassif