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quarta-feira, julho 14, 2010
Palavra que não vale nada










Palavra de José Serra
Papel suporta tudo. Até embrulhar peixe. O cheiro que o impregna nesse caso, pouco difere daquele exalado por alguns artigos publicados nestes dias.
O candidato tucano adiou a publicação de seu programa, previsto para acontecer por prestações a partir de ontem, porque deseja verificar uma última vez. Ele não é daqueles que assina nada sem saber, repete o interessado e aquiescem seus exegetas apoiadores.
Teria algum motivo “oculto” questionar a biografia propagandeada do candidato que pretende debater de trajetórias? Mais ainda quando expurga dela alguns fatos e acrescenta outros produtos de sua fértil imaginação?
O precedente não autoriza nenhum cheque em branco para o candidato tucano em matéria de palavra empenhada. Ou a carta a seguir, não é um precedente para tomar com pinças suas afirmações?

Serra é tão cuidadoso, certo? Nunca assinaria nada sem ler, proclama jactancioso o próprio.
Tanto é assim que ele sabia muito bem, quando assinou seu compromisso de cumprir integralemente seu mandato na prefeitura, que estava enganando o eleitorado pois sua intenção era utilizar o cargo como trampolim. Ficou pouco mais de um ano e pulou fora.
Sua palavra vale tanto como sua assinatura, como prova sua alardeada criação do FAT:
Fui também o autor da emenda à Constituição brasileira que instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT. O Fundo, hoje, é o maior do Brasil e é patrimônio dos trabalhadores brasileiros, e financia o BNDES, a expansão das empresas, as grandes obras, os cursos de qualificação profissional, o salário dos pescadores na época do defeso. Tudo isso vem do FAT. E tenho orgulho de ter iniciado esse processo.
Graças ao FAT, também, tiramos o seguro-desemprego do papel e demos a ele a amplitude que tem hoje. O seguro-desemprego dormia há mais de 40 anos nas gavetas. Existia na lei, mas pouco na prática. Conseguimos viabilizá-lo e ele já pagou mais de 50 milhões de benefícios na hora mais difícil de qualquer família e de qualquer trabalhador. (Convenção Nacional do PTB, em 12 de junho).
As Centrais Sindicais desmentiram a inverdade e eis que os jornais vêm partidarismo na atuação dos sindicatos, quando deveriam elogiá-los por terem feito o que os próprios jornais tinham abdicado de fazer: constatar a veracidade da autoproclamação feita pelo candidato e o PSDB.
Só depois que o manifesto das Centrais veio a público, manifesto que não se reduz a retificar a paternidade inverídica do tucano, é que alguns jornais finalmente informam que o FAT foi criado por um deputado do PMDB e não por Serra.
doluisfavre
Ninho de Mafagafos
docomtextolivre
A tribo do Indio toca o apito das teles
Estou lendo agora em O Globo que o DEM, partido do vice de Serra, vai entrar hoje na justiça contra a reativação da telebras, responsável pela implementação do Plano Nacional de Banda Larga, que pretende dar acesso rápido e barato á internet a 40 milhões de usuários.
O líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen, disse nesta terça-feira que o partido apresentará uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), utilizada para contestar atos do poder público que tenham causado lesão a preceito fundamental. A intenção é impedir que a Telebrás volte a atuar como empresa e passe a controlar o mercado de banda larga.
- Queremos suspender a possibilidade de a Telebrás voltar a ser empresa – explicou Bornhausen.
Sem a Telebras, as teles ficam com o monopólio das redes de internet e, para implementar o plano, o Governo terá de subsidiá-las em impostos e entregar a rede de 16 mil quilômetros de fibras opticas que já montadas nas torres de transmissão de energia do sistema Eletrobras (Furnas, Chesf) e da rede mantida pela Petrobras. E elas vão continuar nos impingindo o serviço caro e ruim que fornecem.
Ontem mesmo tinha pedido a um colaborador para melhorar a conexão de meu escritório. A Virtua, da Net, cobrava 270 reais por seis Mb, mas não instalava – centro do Rio, viu? – e a Oi mandava primeiro comprar outra linha de telefone para, depois, “ver o que podia fazer”.
Se depender do partido do Indio do Serra, nossa internet vai continuar a ser por tambores ou por sinais de fumaça. E os lucros das teles vão continuar crescendo a jato.
dotijolaço

O Serra é contra o trem bala.
Ele é bom de fazer metrô em São Paulo.
Clique aqui para ir “Globo quer detonar a Copa no Brasil e a tragédia que é andar de metrô em SP”.
E de fazer cratera em metrô.
O Serra é contra o trem bala, contra a banda larga (ele prefere a banda lerda), contra o ProUni, vai dobrar o numero de miseráveis para dobrar o Bolsa Família – clique aqui para ler o artigo do Miro: “Serra mente sobre o Bolsa Família” – , Serra é contra o Mercosul, vai invadir a Bolívia e o Irã, contra a usina de Belo Monte e é contra o câmbio (câmbio em São Paulo é a marcha do automóvel). Ele só não é contra o Lula …
O Serra diz qualquer coisa.
Mas, essa loucura tem uma lógica.
Não se iluda, amigo navegante.
Em tempo: na Chuíça (*) que os tucanos construíram – clique aqui para ler “tucanos detonaram São Paulo II” – há dois dias não funcionam normalmente as redes de eletricidade e de banda larga. É que choveu um pouquinho. Ele é um jenio.
Paulo Henrique Amorim
No trem lotado, passageira se lembra da propaganda na TV
por Luiz Carlos Azenha
No dia primeiro de julho eram mais ou menos 6 da manhã quando cheguei com um colega de trabalho à estação de Guaianazes, na zona Leste de São Paulo. Conversando com os usuários, ouvi que tem certos dias que a estação fecha, por falta de espaço para acomodar os passageiros. Não aconteceu. Havia muita gente, mas aparentemente cheguei suficientemente cedo para não correr risco de ficar de fora. Porém, não tive chance de entrar no primeiro trem. Quando as portas se abriram a multidão avançou determinada. O vagão à minha frente estava lotado quando os últimos que pareciam ter alguma chance de embarcar iniciaram uma dança que parecia mistura de rap com contorcionismo, na tentativa de se encaixar entre a parede humana e as portas que se fechavam. Feito isso, seguranças e os próprios passageiros que ficaram de fora passaram a manobrar para fechar as portas semi-abertas, à força.
No trem seguinte eu consegui entrar. Quando as portas se abriram meu corpo foi carregado pela massa humana, atravessei o vagão e quase saí pela porta do outro lado. Aprendi uma lição: sua sorte aumenta com o posicionamento estratégico na plataforma. A multidão faz o resto do trabalho. Cuidado para não cair. Não seja miúdo ou muito frágil.
Seguimos adiante, empilhados. Três senhoras conversavam em voz alta sobre o destino do goleiro Bruno. Os passageiros pareciam conformados com a superlotação. De repente, o trem parou. Recebemos a comunicação de que havia um trem quebrado à frente. Voltamos a andar. Na estação seguinte, novo comunicado: o trem em que estávamos seria esvaziado. Fomos informados de que deveríamos passar para a plataforma do outro lado, que seria utilizada emergencialmente por trens com destino à estação da Luz, no centro de São Paulo. Ficamos por ali, à espera do próximo trem, como muitos dos que estavam conosco no vagão. De novo, não conseguimos embarcar no primeiro trem. A situação era confusa. Ninguém sabia direito se o serviço de emergência rumo ao centro continuaria funcionando ali ou não. Descobrimos, depois de algum tempo, que voltara “ao normal”. Ou seja, mudamos outra vez de plataforma.
Pela terceira vez, foi impossível embarcar no primeiro trem. A essa altura eu já tinha visto dezenas de passageiros usando o celular, para fotografar a cena ou aparentemente para avisar aos chefes que chegariam atrasados ao serviço.
No trem seguinte, enfim conseguimos seguir viagem. Mais uma vez empilhados. Quando digo empilhados quero dizer exatamente isso: não sobra espaço para nada. Você passa a integrar uma massa humana que se move conjuntamente, de um lado para outro do vagão.
Puxei papo. Duas mulheres disseram que eram operadoras de telemarketing e que naquele dia perderiam dinheiro nas vendas e, possivelmente, o ponto, se não chegassem ao destino antes das 9 horas da manhã. Elas disseram que era impossível usar os trens com os filhos durante o horário do rush, por causa da fragilidade das crianças. Os mais velhos dispõem de um vagão especial.
Outros passageiros disseram que é comum testemunhar casos de violência, por causa do empurra-empurra. Uma terceira passageira disse que isso não era comum entre os que estão acostumados a viajar assim todos os dias, mas em geral as brigas acontecem entre os marinheiros de primeira viagem. Por exemplo, aqueles que querem “proteger” as namoradas.
A essa altura eram 8:25 da manhã. Consegui esticar o braço e fazer a foto acima com o meu celular. As pessoas começaram, então, a dizer que aquele aperto não era nada, perto das cenas de horror que elas testemunhavam no fim do expediente, na estação Dom Pedro, na Luz, na Sé… perdi a conta dos lugares onde eu deveria ir urgentemente para, aí sim, ver a verdadeira lotação do sistema de transporte público de São Paulo.
Foi quando uma mulher, que não pude ver por estar localizada em algum ponto atrás da minha cabeça, disse alguma coisa do gênero: “E depois aqueles trens da propaganda aparecem vazios”. Estava, aparentemente, se referindo à propaganda do governo de São Paulo na TV. Ao que outra mulher acrescentou: “É que nem os hospitais sem fila”.
É por isso que tenho dito que, quando aparecer um candidato que genuinamente se importe com a lotação dos trens e com outras questões “prosaicas” para a grande maioria dos paulistanos da periferia — saúde, moradia, educação –, ele tem fortíssimas chances de se eleger. As pessoas sabem discernir perfeitamente o que é propaganda e o que é real quando tratam de questões que dizem respeito diretamente ao seu cotidiano. Temos, em São Paulo, uma mídia que pertence a uma classe, que é feita por uma classe e que serve exclusivamente a uma classe. Os políticos paulistas são reféns ou parceiros dela.
Naquela manhã, cheguei à estação da Barra Funda às 9h15m. Se eu fosse operador de telemarketing na empresa daquelas passageiras, teria perdido o pagamento de um dia de trabalho.
doviomundo
Quando os tucanos chamavam o Bolsa Família de “esmola”
O Luiz Carlos Azenha teve uma idéia brilhante para desmascarar mais uma mentira de Serra e de sua patota.
É o seguinte: passamos os últimos oito anos ouvindo e lendo tucanos e pefelês – e os seus bate-paus na internet e na mídia – chamarem o Bolsa Família de “bolsa-esmola”. Os jornalões e revistões do PIG (Partido da Imprensa Golpista, que já pediu e ajudou a dar diversos golpes de Estado no Brasil, tendo tentado de novo em 2005-2006) repercutiram os tucanos chamando o programa social de Lula de “bolsa-esmola”, pedindo “portas de saída”, dizendo que o programa era “assistencialista”, que “estimulava a vagabundagem” y otras cositas más.
Contudo, no mês passado, quando Serra deu aula de como ser tucano aos colunistas da Folha e seus leitores amestrados lá no Teatro Folha, pertinho da casa de FHC, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, evento que o jornal da família Frias chamou de “sabatina”, o candidato tucano a presidente disse que Lula é que chamou o Bolsa Família de “bolsa-esmola” quando estava na oposição e FHC, então, havia criado o bolsa-escola.
Daí você vai ao Google e descobre que essa pérola de Serra se espalhou como praga pela internet e que mídia e tucanos estão tentando esconder reportagens e colunas e editoriais em que figuram essas considerações da turma de Serra e de FHC sobre o Bolsa Família.
Bobagem, caros tucanos (assumidos e enrustidos). Vocês acham mesmo que poderão esconder declarações públicas que vocês deram e que mostraram que vocês são contra o Bolsa Família? Eu mesmo escrevi muito sobre isso e dei datas, nomes, lugares etc. É só procurar, e é o que começarei a fazer para atender ao chamamento do Azenha.
Sugiro a vocês que façam o mesmo. Resgatem tudo que puderem sobre as bilhões de vezes em que a tucanada (ou seja, o partido de Serra, incluindo o próprio) atacou o Bolsa Família, dizendo, até, que seria “compra de votos” etc.
Sobre a mentira calhorda que Serra disse na “sabatina” da Folha, foi a respeito de declarações que Lula deu quando estava na oposição. Ele disse, sim, que o bolsa-escola de FHC era enganação pois o governo da época investia nele recursos irrisórios. Lula, vencendo a eleição, reunificou programas esparsos e cosméticos como bolsa-escola, bolsa-gás, bolsa-coxinha etc., etc. E uniu os cadastros dos beneficiários. E investiu neles várias vezes mais do que FHC – dizer que foram dez, quinze, vinte vezes mais, não seria exagero.
Enfim, uno-me ao Azenha para lhes pedir que enviem para o blog dele – ou, se quiserem, para este aqui – tudo o que puderem sobre essa questão, tudo do que se lembrarem, porque será tudo juntado ao que já existe e será compilado e publicado com grande destaque, de forma a provar que ou Serra mudou de idéia ao dizer que “dobrará” os recursos do Bolsa Família ou, então, está mentindo – de novo.
doblogdacidadania
A bolsa-esmola de José Serra
Ontem nós dissemos que Serra e Aécio afinaram o discurso do fracasso, em cerimônia de inauguração de um casarão do governo de Minas Gerais na capital paulista.Hoje deu no jornal Valor Econômico que, ao sair da cerimônia:
" ... Serra foi abordado por dois meninos de rua. O governador, buscando simpatia, puxou conversa, perguntando para que times de futebol eles torciam. Só que Cainã e Caique foram cobrá-lo por uma promessa não cumprida: em uma visita a uma comunidade carente da Barra Funda, Serra garantiu aos garotos que lhes daria pipas e peões. Desconversando, Serra perguntou onde moravam, para envio dos presentes, e a resposta não poderia ter sido mais constrangedora: " na rua, aqui na [Avenida]Rebouças, pertinho. Mora bastante gente lá " . O governador sacou algumas notas do bolso, deu aos meninos e foi embora."
Isso sim é bolsa-esmola, que não leva cidadania às crianças.
O que José Serra poderia ter feito SE TIVESSE política social:
1) Perguntar EM QUE ESCOLA estudam, se estavam inscritos em algum programa social, e se estavam precisando de alguma coisa;
2) Perguntar sobre a família deles, e se poderia fazer alguma coisa que eles precisam para resolver problemas de desagregação familiar, se for o caso;
3) Acionar, ali mesmo, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, para levantar o traseiro burocrático dos gabinetes com ar-condicionado, e fazer alguma coisa para tirar os meninos da rua;
4) Poderia acionar sua mulher, primeira-dama, presidente do Fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo, para praticar política social fora da DASLU.
A primeira-dama, Monica Serra (de óculos) fazendo política social na DASLU: em maio de 2008,
lançando a campanha do agasalho, na loja da DASLU, ao lado de Donata Meireles (uma das donas), com uma camiseta promocional da grife.

Um governador que tem delegação popular, autoridade e verba para resolver o problema de pelo menos duas crianças de rua, se omite e não faz nada, preferindo dar esmola, tratando crianças como mendigos, negando-lhes cidadania e inclusão social. Isso é José Serra!
Estado competente é o que há de bom





Serra mostra quem é ao rejeitar seguro estatal
As críticas de José Serra à criação de uma empresa estatal de seguros, dizendo que isso “é um perigo”, porque o setor seria “foco de muita corrupção” acaba parecendo um ato falho do candidato tucano.
Primeiro, porque a MP que cria a seguradora estatal não visa atingir o ramo de seguros privados sobre atividades privadas.
Ninguém está propondo uma estatal para vender seguros de automóvel, de vida ou de incêndio. Não é disso que se trata. A proposta é para criar uma seguradora estatal para segurar atividades “bancadas” pelo Estado, como o fundo garantidor de exportações e as grandes obras públicas, financiadas com o dinheiro público.
Isto é, passará a ser contratado – e só em parte – na seguradora estatal, o dinheiro estatal aplicado em atividades e projetos. Hoje, estes seguros são integralmente privados, ou seja, o dinheiro estatal gera lucros privados, em lugar de gerar rendimentos para grupos privados, daqui e do exterior, deixe parte conosco. Aliás, a presença de uma seguradora estatal em consórcios seguradores só tem vantagens, porque obriga a uma negociação na qual o Estado brasileiro tem o poder de participar da alaiação de riscos e de uma fixação de prêmios mais corretas.
Porque Serra tem razão – e aí é o ato falho – em dizer que o setor tem muita corrupção.
É sim, e isso é histórico, tanto que até 1939 , as seguradoras (na maioria estrangeiras) remetiam a produção em prêmios captada no país para suas matrizes no exterior e se recusavam a receber fiscalização oficial. Foi Getúlio Vargas que , então, criou a legislação que constituiu o arcabouço institucional para a criação de um legítimo mercado segurador brasileiro ( que se tornaria a Susep, Superintendência de Seguros Privados) e criou o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) com a missão de regular o seguro e o resseguro e desenvolver o mercado nacional.
O IRB, que tinha o monopólio do resseguro – que é uma espécie de “seguro do seguro”, foi desmantelado, levou seus melhores quadros para a iniciativa privada, que se instalou aqui na esperança de que o setor fosse definitivamente aberto. Muitas multis ficaram aqui gramando prejuízos, até, esperando o botim deste lucrativíssimo mercado.
Uma seguradora pública de dinheiro público não exclui ninguém, ao contrário. Funciona no mercado como mecanismo de freio ao processo de corrupção que, volta e meia, pontua este setor.
É aliás, menos do que a presença de bancos públicos faz para manter um setor cartelizado como este – tanto no seguro quando no resseguro – dentro de certos limites.
Ou devemos ter apenas de critérios de seleção de risco privados, que implicam em prêmios frequentente absurdos.
Os seguros, no Brasil, são mecanismos finaceiros de dominação e evasão de divisas, tal como a 70 anos atrás. E, como diz corretamente Serra, “um foco de corrupção”.
Não há nenhum obstáculo à iniciativa privada no setor. Mas também não pode haver nenhum obstáculo a que o Estado volte a ser o regulador de boas práticas que – o mundo aprendeu com a crise de 2008 – a iniciativa privada é incapaz de impor a si mesma.
dotijolaço
Brasil elimina pobreza até 2016
Não falta muito para que a erradicação da pobreza, no Brasil, se aproxime de números próximos de zero. É o que diz o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA. O Instituto concluiu que até 2016, o Brasil eliminará a miséria e reduzirá a pobreza a apenas quatro por cento da população. São números que nos deixam otimistas quanto ao futuro das novas gerações.
O desejo de todos nós é de que o brasileiro possa comer, trabalhar, construir, dar segurança a sua família. Muitos passos já foram dados nessa direção. O governo do presidente Lula, com certeza, foi o que mais contribuiu para que o cidadão hoje viva bem melhor do que num passado recente. Acompanhe comigo o que o IPEA revelou e que o Estado de São Paulo publicou . O estudo completo do Ipea está aqui.
Entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo mensal permitindo que a taxa nacional dessa categoria de pobreza caísse 33,6%, passando 43,4% para 28,8%. No caso da taxa de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per
capita de até um quarto de salário mínimo mensal), observa-se um contingente de 13
milhões de brasileiros a superar essa condição, o que possibilitou reduzir em 49,8%
taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008.
Se somarmos, veremos que 25 milhões de brasileiros saíram de uma situação desumana e avançaram. E estes números são de 2008 e não consideram ainda a retomada do salário e do crescimento em 2009 e 2010.
Trabalhar para que a pobreza seja eliminada desse país é um compromisso de Dilma. Ela própria disse que vai onde a miséria estiver, a única forma de combater essa chaga social nos envergonha.Temos ainda 45 milhões de homens e mulheres que nos estendem a mão, pedindo ajuda para erguer-se da miséria.
Todo ser humano sonha, um dia, tem um nome nome, tem um rosto, tem um sonho.
E este país gigante, rico, valoroso, só poderá ser passado a limpo quando todo e cada um dos brasileiros tiver a oportunidade de estudar, trabalhar e viver com dignidade.
Porque não haverá uma nova vida enquanto houver milhões de seres humanos iguais a mim e a você brutalizados pela pobreza extrema. Não haverá paz, não haverá mesmo seque paz de espírito para nós, enquanto isso persistir.
O poeta inglês John Donne, escreveu, cinco séculos atrás, os belos versos que Ernest Hemingway popularizou: ““Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por você”.
Que os sinos dobrem, mas com toques de júbilo, por cada brasileiro que nossas mãos possam trazer à vida, que só se torna plena quando é digna. Para todos.
dotijolaço
Ou o PIG "Globo" acaba com a copa, ou a Copa acaba com a Globo





Globo declara guerra à
Copa no Brasil
A Globo foi quem mais perdeu na Copa da África.
Agora, quer que o Brasil perca a Copa do Brasil.
A Globo assumiu a liderança do PiG e trata o Brasil como – disse o Presidente – um conjunto de idiotas.
Os idiotas não conseguirão ampliar aeroportos nem construir estádios.
A Globo pensa que o Brasil é o que a Globo diz que o Brasil é.
Clique aqui para ler “A Globo foi quem mais perdeu na Copa”.
E aqui para ler “A Globo pode calar a boca do Galvão antes de 2014″.
A primeira página do Globo de hoje é uma prova de que a Globo quer detonar a Copa no Brasil: “Brasil atrasado para a Copa de 2014. Lula abre guerra à FIFA: ‘Não somos um bando de idiotas’. Mas (*) governo desperdiçou (sic) três anos e principais obras nem saíram do papel’.”
Interessante que o PiG e a Globo se calam diante da monumental inépcia de seu candidato, o Zé Pedágio, que não conseguiu produzir um estádio para abrir a Copa em São Paulo.
Não só a FIFA condenou o Morumbi, como a alternativa corintiana, o Piritubão, é uma quimera e um abrigo de mau cheiro.
Saiu no Estadão, pág. C1:
“Sao Paulo à espera da Copa 2014. Área do Piritubão está contaminada. Relatorio da Cetesb aponta existência de metais pesados e solventes no terreno onde se cogita construir o estádio de abertura da Copa 2014.”
E como se transportar na Chuíça (**) durante a Copa que a Globo quer detonar ?
Como se locomover no metrô do Zé Pedágio, que só existe na publicidade do horário nobre ?
Leia na Folha (***), no espaço do Clovis Rossi, no alto da pág. 2, o depoimento patético de quem tenta usar o metrô do Serra, em meio a um ataque de mau cheiro.
O titulo do artigo é “Trem fantasma”.
E o pobre do morador de São Paulo conclui assim: “Então tá. Chega de viagem. Bom mesmo é ter um Land Rover”.
Ou um helicóptero, como recomenda Mein Führer, no video sensacional sobre a reação do Zé Pedágio ao problema dos pedágios. Clique aqui para ver e rir.
Sobre a Chuíça do Zé Pedágio, a Globo cala a boca.
A Globo quer acabar com a Copa antes que a Copa acabe com ela.
do conversaafiada
terça-feira, julho 13, 2010
São Paulo pobre São Paulo pobre Paulista





Nassif: No Sudeste, só SP
não atinge metas do milênio

O Estado de SP possui 5,7 milhões de pobres, sendo que 1,63 milhão de pessoas possuem renda familiar mensal menor que R$ 127,5
O Conversa Afiada republica texto do blog do Nassif:
No SE, só São Paulo não atinge metas do milênio
Por Homero
Do PNUD
Sete estados atingem ODM contra a pobreza
Ciclo de seminários regionais de acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio debate dados regionais de metas da ONU
da PrimaPagina
Das 27 unidades federativas brasileiras, sete conseguiram reduzir pelo menos à metade, entre 1991 e 2008, a proporção da população com renda familiar inferior a R$ 255 (meio salário mínimo), meta estabelecida pelo primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujos cumprimentos são previstos até 2015, revela o coordenador do Orbis (Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade), Alby Rocha, que participou do 3º ciclo de Seminários Estaduais de Acompanhamento dos ODM, entre 23 de abril e 10 de junho.
Dos sete estados, seis ficam no eixo Sul-Sudeste: Santa Catarina lidera os avanços, com 67%, seguido de Paraná (60%), Rio Grande do Sul (54%), Minas Gerais (53%), Espírito Santo (51%) e Rio de Janeiro (50%). Goiás é o único de outra região a alcançar o objetivo 1, com progresso de 53%.
“Já São Paulo não avançou tão rapidamente”, explica Rocha. A maior metrópole do país teve resultados bem inferiores: reduziu a pobreza em 30%. O estado possui 5,7 milhões de pobres, sendo que 1,63 milhão de pessoas possuem renda familiar mensal menor que R$ 127,5.
Se Santa Catarina foi o estado que apresentou melhor resultado, Roraima seguiu a direção inversa, com queda de apenas 4% no indicador de pobreza no período analisado. Em compensação, é o que apresenta o menor número de pobres no Brasil: 160 mil. Na região Norte, o Tocantins ficou perto de alcançar a meta, com avanço de 46% no objetivo 1.
Com exceção do Distrito Federal (25%), as outras três unidades federativas do Centro-Oeste fizeram progresso considerável. Goiás ultrapassou a meta, enquanto Mato Grosso (49%) e Mato Grosso do Sul (48%) quase chegaram lá. Por outro lado, o DF é quem possui menos pessoas sob a linha de pobreza na região, com 465 mil.
doluisnassif
Serra e Kassab emperram obras do governo federal
docomtextolive
Correio do Brasil sôbre europa


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O crescimento dos níveis de pobreza nos desenvolvidos mantém a economia mundial sob estresse.
O próximo ato da crise pode ser ainda mais trágico
Nesta primeira semana de julho, as várias tribos de economistas deste nosso espaço globalizado foram chamadas a se manifestar sobre o ceticismo do respeitado professor Roberto Shiller quanto à recuperação dos países da Eurolândia atingidos pela segunda crise financeira provocada pela irresponsabilidade fiscal dos governos, aliada às patifarias dos mercados financeiros.
Numa recente entrevista, ele revelou sua frustração diante da falta de confiança que existe nos países desenvolvidos quanto a uma resposta positiva à crise na maioria das economias europeias. O professor Shiller acredita que é maior que 50% a probabilidade de que o mundo entre em um novo período de recessão por conta dessa crise europeia, que na verdade é a continuação daquela de setembro de 2008.
As opiniões do professor Shiller são ouvidas porque se trata de um profundo conhecedor dos problemas que tumultuam os sistemas financeiros, particularmente o mercado imobiliário. Escreveu obras extraordinárias, dentre as quais o famoso texto Animal Spirit, que tem edição em português.
É preciso relativizar, no entanto, o peso do seu comentário a respeito da probabilidade de outra recessão. Ele mesmo fez questão de chamar a atenção para o fato de que não está apoiado em nenhum estudo novo, mas apenas no seu próprio sentimento. “Não tenho atrás de mim nenhuma teoria nem o resultado de alguma experiência; apenas eu sinto, simplesmente, que existe essa probabilidade de um segundo mergulho no nível de atividade da economia mundial ...”
Como podem ser medidos, então, os 50% ou mais de probabilidade? Ela é apenas a frequência com que um fato se repete e, como não houve nenhuma experiência, não há nada a medir. Então, tanto faz dizer que a probabilidade é de 50%, ou menos, que as coisas não mudam, neces-sariamente. Agora, por que é preciso prestar atenção a uma conjectura como esta? Porque as consequências de um segundo tombo, quando ainda não estão curadas as fraturas do primeiro, são simplesmente aterradoras.
É evidente que a maior parte dos 30 milhões de desempregados desde a crise iniciada nos Estados Unidos em 2008 não foi reabsorvida no mercado de trabalho. O crescimento dos níveis de pobreza nos países desenvolvidos continua a manter a economia mundial sob estresse, o comércio global reduz as perspectivas de expansão e aumenta a volatilidade nos mercados financeiros. Isso, obviamente, põe dificuldades para a aceleração do desenvolvimento nos países que não contribuíram para o primeiro ato da tragédia nem são responsáveis pelo segundo, que, se confirmado o sentimento do professor Shiller, conduzirá a um desenlace ainda mais trágico.
Os governos que socorreram a banca envolvida na patifaria, com recursos extraídos do setor produtivo parecem não entender que haverá alguns milhões de trabalhadores a menos, que já não terão renda para ser expropriada numa segunda oportunidade. A lerdeza com que estão trabalhando para aprovar a regulação que proteja a sociedade da concupis-cência dos agentes financeiros e suas inovações tóxicas é uma indicação de que não aprenderam nada com a história. Nem a do século passado e suas terríveis consequências nem a da última década com o empobrecimento dos povos.
Quando se olha de perto o que aconteceu, não podemos deixar de lembrar a célebre descoberta de Hegel na sua Introdução à Filosofia da História: “O que a experiência e a história nos ensinam é que os povos e os governos nunca aprendem nada com a história ou usam os princípios dela deduzidos”.
Nunca foi tão útil entender e tirar da história as lições que reduzam a probabilidade de novo erro. Essas lições não se circunscrevem à necessidade de construção de um sistema monetário e financeiro hígido, estável e devidamente regulado para financiar o sistema produtivo e as inovações que são a base do crescimento da produtividade do trabalho. Um fato importante que se pode extrair da crise é que ela mostrou a velocidade com que controles fiscais aparentemente bem-sucedidos podem deteriorar-se e ameaçar o equilíbrio dos países.
A lição maior da crise é que a percepção da existência de um sólido equilíbrio fiscal de longo prazo e uma apropriada relação Dívida Pública/PIB (corretamente medida) são fundamentos do sucesso da boa governança. Esses fundamentos dão aos governos a capacidade de bem cumprir o seu papel no enfrentamento das crises de oferta ou procura globais.
O Brasil tem sido até agora um bom exemplo do sucesso dessa lição.
docartacapital
Qual foi a acerto para se calarem
Globo acusa dirigentes da CBF de enriquecimento ilícito. Depois não toca mais no assunto. Por quê?
Globo Repórter que foi ao ar em 2001. Dividido em quatro partes. Veja, antes que a Globo mande tirar do ar.











