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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, julho 16, 2010

Gráfico da FGV mostra a realidade de quem faz e de quem só conta lorota





Eleições 2010

Há muita gente que vota olhando exclusivamente para o próprio umbigo. É normal, mas se você é uma pessoa que na hora do voto pensa em um país melhor e menos desigual (e que isso também te beneficia), esse gráfico pode te ajudar a decidir seu voto nas próximas eleições. Ele mostra a linha da miséria, levantado pela FGV-RJ em cima de indicadores do IBGE.

Há nele três governos que marcam três períodos bem distintos. O primeiro é o governo Itamar Franco (1992-1994) com acentuada queda da linha da miséria. Depois (1995-2002) vem o governo de Fernando Henrique (PSDB) e veja que o gráfico não muda, ou seja, a desigualdade continua estável durante os oito anos do governo tucano.

Depois entra o governo Lula (PT), que vai de 2003 a 2009, e reaparece uma queda grande na quantidade de miseráveis no Brasil, uma queda de quase 50%.

Nada garante que o governo de Dilma Rousseff continuará diminuindo a miséria no Brasil, mas é a única candidatura que representa a continuação da política social iniciada pelo governo Lula.

Essa é a nossa esperança, que seja uma continuação do governo Lula nesse aspecto. Que Dilma Rousseff não só continue, mas que acentue ainda mais as ações afirmativas para erradicar a miséria no país. É preciso levar parte do dinheiro público para as favelas, é preciso de um grande PAC das Favelas e melhorar as condições de vida da população em geral.

Não é possível construir uma grande país convivendo com a miséria que, numa sociedade desigual, é o ambiente propício para a violência urbana.

Leia mais em Educação Política:

HERANÇA DA TORTURA DA DITADURA MILITAR, QUE O STF LEGITIMOU, ESTÁ NA ESSÊNCIA DA CRUELDADE DA MORTE DE ELIZA SAMÚDIO

José Alencar tem alta e diz que trabalhará como cabo eleitoral de Dilma


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O vice-presidente José Alencar (PR), recebeu alta ontem do Sírio-Libanês, em São Paulo, e falou com seu usual bom humor à imprensa ao deixar o hospital.

Ele disse que deve retomar rapidamente suas funções no cargo de vice-presidente e adiantou que trabalhará como cabo eleitoral de Dilma Rousseff (PT).

“A Dilma é uma figura extraordinária. Pretendo participar (da campanha) especialmente no meu estado, pedindo votos para ela. Nós trabalhamos no mesmo governo esses anos todos. Eu sei da capacidade dela”, disse.

dosamigosdopresidentelula









DILMA NO RIO DE JANEIRO

Caminhada com a próxima presidente do Brasil, Dilma Rousseff nessa sexta-feira, às 17h30. Local e concentração na Candelária. Você não pode perder, comparença e leve sua bandeira.

Lula crê em vitória de Dilma no primeiro turno

Em conversa com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na manhã desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar na vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) em primeiro turno na corrida ao Palácio do Planalto.
dodesabafobrasil





DEM quer implodir a banda larga

O jornal O Globo noticiou nesta quarta-feira (14) que o DEM, partido que indicou Índio “ficha suja” da Costa para vice de José Serra, ingressou com uma ação na Justiça contra a reativação da Telebrás. Caso seja acatada, a medida inviabilizará totalmente a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), apresentado pelo presidente Lula em maio último. “Queremos suspender a possibilidade da Telebrás voltar a ser empresa”, justificou Paulo Bornhausen, o líder dos demos na Câmara dos Deputados, que também é empresário do setor de comunicação.

Pelo PNBL, a reativação da Telebrás, estatal privatizada pelos tucanos em 1998, é questão chave para garantir internet rápida e barata para 40 milhões de usuários até 2014. Ela gerenciaria os 16 mil quilômetros de fibras ópticas já existentes (Furnas, Chesf, Petrobras). Sem a estatal, o acesso à banda larga ficará nas mãos das gulosas operadoras privadas de telefonia, a teles – na maioria, multinacionais –, que não têm compromisso com a “inclusão digital” e visam apenas seus lucros.

Internet cara, lenta e restrita

Recentemente pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) comprova que o brasileiro é vítima das teles. “A internet no Brasil é cara, lenta e restrita", afirma Estela Guerrini, advogada do Idec e responsável pelo estudo. Para ter acesso à banda larga em casa, o brasileiro paga em média US$ 28 por mês, valor que chega a 4,58% da renda per capita no país. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita e, na França, é de 1,02%.

Além disso, a velocidade do tráfego no Brasil é das mais lentas do mundo. Pesquisa da empresa Akamai confirma que a média é de pouco mais de um megabit por segundo (Mbps), 93% menor que a velocidade média da Coréia do Sul, líder do ranking mundial. Cerca de 20% das conexões no país têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), bem distante da velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 e 2 Mbps.

Intensificar a pressão social

A “Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental”, apresentada pelo DEM, visa manter esta triste realidade da “exclusão digital”, mantendo os abusivos lucros das teles. Os demos nem escondem esta intenção. O parecer formulado pelos advogados do partido afirma descaradamente que a recriação da Telebrás prejudica a “livre concorrência”, afeta os interesses monopolistas das operadoras. O processo exige “a suspensão imediata da parte da lei que organiza a Telebrás (Lei 5.792/72) e de itens do decreto do PNBL (artigos 4º e 5º do decreto número 7.175/2010)”.

Como se observa, a batalha da PNBL será das mais duras. As poderosas operadoras de telefonia, a maioria de multinacionais, temem perder seus altos lucros. As empresas de radiodifusão, apesar das brigas com as teles, temem perder a audiência com a migração para a internet. Para defender seus interesses, elas contam com o apoio das bancadas do DEM e PSDB no parlamento. Diante do forte bombardeio, o governo Lula pode novamente recuar – como fez com o Plano Nacional dos Direitos Humanos. Daí a urgência da pressão dos movimentos sociais.

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DEM quer impedir que Telebrás explore serviço de banda larga

do Vermelho

O DEM quer impedir que o governo federal execute o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) por meio da empresa estatal Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás). O partido ajuizou nesta quinta-feira (15), no Supremo Tribunal Federal (STF), ação em que contesta o propósito do Poder Executivo de implementar diretamente os serviços de telecomunicações. O PNBL é avaliado como grande incentivo a favor da inclusão digital.

Na ação, o partido pede, em caráter liminar, até o julgamento de mérito da ação, a suspensão da eficácia dos artigos da Lei que criou a Telebrás e dos artigos do Decreto editado pelo presidente Lula em 12 de maio último que ampliou os poderes da empresa para implementar o PNBL.

O PNBL é visto por especialistas do setor como o maior incentivo que já se promoveu no Brasil a favor da inclusão digital. Passados mais de 10 anos da privatização da telefonia no país, o acesso à internet rápida ainda é um privilégio. O alto custo da banda larga é um dos fatores para o atraso brasileiro.

Dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil, 79% não tem acesso à internet (46 milhões), segundo Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008, do IBGE. O gasto médio com internet rápida representa 4,58% da renda mensal per capita no Brasil enquanto nos países desenvolvidos, essa mesma relação fica em torno de 0,5%, ou seja, o brasileiro gasta proporcionalmente quase dez vezes mais para ter acesso à internet rápida.

Ou seja, em pleno século 21, o principal fluxo de informações e conhecimentos à disposição da humanidade está, no Brasil, fora do alcance da grande maioria da população. Daí a importância dos investimentos governamentais no setor, já que está mais do que provado que a iniciativa privada não tem interesse em investir na inclusão digital.

Em defesa do mercado

O DEM, que defende a iniciativa privada, sustenta que os dispositivos impugnados ofendem os princípios gerais da ordem econômica, fundada nos valores da livre iniciativa, da livre concorrência e da conformação legal da participação do Estado na economia.

O DEM alega que a Emenda Constitucional de 1995, do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “aboliu a exigência de que a exploração de serviços telefônicos, telegráficos, de transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações se desse diretamente pela União, ou mediante concessão a empresas sob controle acionário estatal”.

O Democratas lembra ainda a Lei de 1997, também da era FHC, que estabeleceu o marco regulatório da prestação de serviços de telecomunicações em dois regimes jurídicos: um público, em que insere obrigatoriamente o serviço telefônico fixo destinado ao uso do público em geral, prestado mediante concessão ou permissão, com obrigações de universalização e de continuidade; e um privado, prestado após obtenção de autorização.

Foi essa mesma lei que autorizou o Poder Executivo a proceder à privatização da Telebrás e de suas subsidiárias, retirando o Estado da posição de prestador de serviços de telecomunicações. Em 1998, na esteira do processo neoliberal de privatização, foi editado o decreto 2.546 que serviu de base para a posterior desestatização do setor.

Assim, conforme o DEM, o setor de telecomunicações no Brasil “encontra-se desenhado para que empresas privadas realizem, sob regulação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a prestação dos serviços em regime público ou privado, sempre mediante uma das formas de delegação previstas, como a concessão, a permissão ou a autorização”. E, sustenta, a presença da Telebrás é incompatível com esse regime, “desenhado para instrumentar um mercado regulado e competitivo”.

De Brasília
Com informações do STF







COMO O JUDICIÁRIO, COM APOIO DA MÍDIA, PREPARA O GOLPE CONTRA DILMA E ALIADOS


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Novamente vemos estampado nos principais jornalões, a possibilidade, sempre levantada pelo MPE, de cassação da candidatura de Dilma Rousseff/PT.
Não vou neste artigo cansar os leitores sobre a gritante parcialidade da justiça, que trata Serra/PSDB de um jeito, o candidato que tudo pode, e Dilma e seus aliados, sejam o presidente, deputados, blogueiros, que são tratados como criminosos.

Minha intenção é o OBJETIVO deste comportamento.
Muitos dirão, é apenas bravata. Apenas um modo de tentar desgastar a candidatura governista, calar o presidente Lula, e carimbar Dilma como alguém que não respeita as leis.
Ledo engano digo eu.
A mídia, o poder judiciário, o poder economico nacional e internacional, vem desde a primeira eleição de Lula, usando estes artifícios. Não há dia, desde 2002, em que o governo federal não seja ameaçado, provocado, vitimado das piores mentiras, e tendo seus feitos positivos, que não são poucos, escondidos ou quando isto se torna impossível, minimizados ao extremo.
Com tudo isto, Lula se reelegeu.

Com o fim do governo Lula, as forças conservadoras se aglutinaram para retomar o governo. Não achavam que Lula pudesse transferir seu imenso capital político de forma a continuar o projeto progressista.
A direita escolheu seu "capataz" e iniciou uma campanha, irregular, já há muito, para levá-lo ao governo.
Porém as coisas não seguiram o rumo esperado, Dilma Rousseff se mostrou uma candidata hábil, e a transferência de votos de Lula para ela não cessa de acontecer.
Isto não estava nos planos da burguesia.
O sinal vermelho foi acionado e vários "planos B" foram iniciados.
Entre eles o golpe judiciário.
Alguns dirão, eles não terão coragem!
E então eu escrevo.
Não tem nada a ver com coragem.
Em minha opinião, esta Sandra Coreau está escalada para, permanentemente atacar Lula e Dilma, e com ampla e criminosa cobertura da mídia, proteger Serra. E qual seria seu objetivo?
Simples, ter, após as eleições, ou no limite do desespero, na semana da eleição, um "caminhão de ações" que seriam fotografadas e colocadas na primeira página de todos os jornais, sendo repercutidas na televisão e revistas amigas, para , com a "preocupação cidadã", avisar a população do perigo de uma criminosa vencer a eleição presidencial.
Pouco importaria se o desdobrar desta manobra, dias após em nada resultasse.




Talvez, diriam os otimistas, não fosse o suficeinte para retirar a vitória do governo, mas para mim, esta eleição será decidida no detalhe, não haverá vantagem significativa para um ou outro.

Contudo, estas ameaças diárias de cassação de Dilma, também servirão para que, uma vez eleita, passe a montagem de seu governo, e todo um primeiro ano, paralizada pela ameaça dos tribunais em "avaliar" um pedido de cassação do mandato, que certamente virá dos perdedores.
Com esta manobra final, tentarão desestabilizar o governo, e propor novas eleições.Com o aplauso imenso da mídia e o silêncio do contraditório.
Se alguém duvida disto, lembro Honduras a pouco tempo, quando um presidente eleito foi expulso do cargo pelo judiciario que apoiado e acobertado pelos EUA tomou o poder num golpe judiciário.
Sim, o Brasil não é Honduras, mas os EUA continuam os mesmos, tanto quanto seus lacaios aqui.

No meu modo de ver as coisas, o PT e seus aliados devem ir para o confronto agora. Chamar para a luta esta senhora e todo o MPE, confrontar as irregularidades que o atual governador de Sao Paulo faz, em eventos oficiais, em franca e descarada campanha para Serra, e confrontar as declarações desta "funcionária pública" que ofendeu o presidente, e por ser funcionária, está previsot em estatuto sua punição.

Agora é a hora de extirpar este mal.
Não se pode e nem se deve deixar para depois.
Pois poderá ser muito tarde.


Separados no nascimento



Eleição se ganha no voto, golpista Cureau!

Sandra Cureau, holofotes e o golpismo


É impressionante como a cada suposta irregularidade cometida pelo Presidente da República ao citar Dilma Rousseff em discurso, a vice-procuradora eleitoral Sandra Cureau se movimenta imediatamente para abrir inquéritos e busca repetidamente os holofotes da imprensa Pró-Serra para condenar e ameaçar a candidatura da ex-ministra.

No mês de Junho em que Serra, o PSDB e os nanicos que o apóiam deitaram e rolaram nas irregularidades sobre a legislação eleitoral e transformaram programas partidários em programas descaradamente em campanha, a Vice-procuradora sumiu do noticiário, muito provavelmente porque a indignação seletiva impediu.

Até hoje, o Serra só foi punido por denúncia formulada por procuradores regionais, como na Bahia, não vi na imprensa qualquer denúncia contra o deboche dos partidos que apóiam a candidatura Serra à legislação eleitoral, assinado pela Sra. Sandra Cureau. Essa seletividade em só ver irregularidades de um dos participantes suscita dúvidas e abre espaço para suspeitas de uso das atribuições para beneficiar um partido, o que é gravíssimo para um procurador eleitoral.

Hoje, a procuradora já se desatinou a dar abertura para os golpistas engrossarem o discurso de terceiro turno. É lamentável que uma procuradora eleitoral, que tem por função garantir a lisura da democracia, coloque a frente do profissionalismo que deveria guiar seus atos, interesses políticos relacionados a possíveis ambições eleitorais futuras.

Se o presidente Lula cometeu alguma irregularidade ao dar a César o que é de César, esta irregularidade tem punições definidas pela lei em vigor, não dá para ficar propondo interpretações enviesadas para colocar fogo e incitar noticiário com timbre golpista.

A interpretação de algumas situações atualmente consideradas campanha irregular são completamente equivocadas, não dá para se omitir a participação de alguém em um projeto, a candidatura Serra promove até o que Serra não fez porque o presidente não pode citar que Dilma teve grande importância no projeto do Trem-bala? Ninguém está pedindo votos para ninguém, apenas ao fazer registros históricos não se pode citar apenas aqueles que não concorrem a cargo em eleições, e sim quem efetivamente teve participação, é questão de justiça de quem cita.

Sandra Cureau infla de forma recorrente o balão dos golpistas, que se apóiam nessas declarações desastradas para manter a chama acesa da esperança de chegar ao poder sem passar pelo crivo da aprovação nas urnas.




Legalidade sempre! Eleição se ganha no voto!

Surge uma nova imbecil na campanha eleitoral



doesquerdopata

A crise mundial e a hipocrisia em não resolver











A mentira na História e a compreensão da crise

Via ODiario

Miguel Urbano Rodrigues

“Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação; mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.”

O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções.

Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra, é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma História deformada, forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses.

Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela máquina de desinformação mediática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação; mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.

A LÓGICA DAS CRISES

No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica, difundida através de um bombardeamento mediático, de que nos EUA irrompera uma grave crise, definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial.

A simulação da surpresa fez parte do jogo.

O Presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente.

As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da História.

Isso aconteceu, por exemplo, após a II Guerra Mundial. A Aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se. Era incompatível com as ambições e o projecto de dominação do capitalismo.

A dimensão da vitória, ao eliminar a Alemanha como grande potência militar e económica, gerou uma situação potencialmente conflitiva.

A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferencias de Teerão e Yalta. Mas, quando os canhões deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito dos compromissos assumidos.

A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo, o fascismo, o imperialismo precisava de inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que nas duas décadas anteriores apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados.

Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir no Ocidente centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua.

A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão Cortina de Ferro para caracterizar a imaginária ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da «barbárie russa» abriu o caminho à Doutrina Truman e à NATO.

Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra.

Cabe recordar que, somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália, os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste europeu.

É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses, com raríssimas excepções, omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada enquanto na Grécia – pais situado na zona de influência inglesa – o exército de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida, mas os media ocidentais ignoraram esses massacres.

O tema era incómodo.

O tão comentado plano russo de «conquista e dominação mundiais» não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da NATO como «aliança defensiva» capaz de se opor «à subversão comunista». E a arma atómica passou a ser usada como instrumento de chantagem.

Na realidade, a URSS, a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos (a maioria homens de menos de 30 anos), precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do país. Como poderia desejar a guerra e promover o «expansionismo comunista» uma sociedade nessas condições?

A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico.

A Grã-Bretanha, cujo império principiava a desfazer-se, ligou, porém, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo, antes frequentes, foram substituídos por insultos e calúnias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra, tenha afirmado «não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (…) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa» (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da História, pag 184, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro 1968).

Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo…

MESMA HIPOCRISIA
NUMA CRISE MUITO DIFERENTE

Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia, o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras. E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim «o eixo do mal». Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coreia do Norte, metamorfoseados em potências agressoras, foram apresentados como «ameaça à segurança» dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a «inimigo número um» dos EUA. O Afeganistão, onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden, aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial.

Seguiu-se o Iraque. Durante meses, a máquina mediática dos EUA inundou o mundo com notícias sobre «as armas de extinção massiva» que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretário de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas.

O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extinção massiva não existiam.

Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O Orçamento de Defesa do país é o maior da História.

Agora chegou a vez do Irão. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela Humanidade é a mais recente ameaça à «segurança dos EUA». A Agencia Internacional de Segurança Atómica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objectivo de produzir armas atómicas. Com o aval do Brasil e da Turquia, o governo de Ahmanidejah comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerão. Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atómicas tácticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências.

Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante-chefe norte-americano no Afeganistão na sequência de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal – aliás um criminoso de guerra – (v. artigo de John Catalinotto em odiario.info, 12.7.2010) criticou duramente o Presidente e esboçou um panorama desastroso da política da Casa Branca na Região.

ENTRE A FARSA E A TRAGÉDIA

Diariamente, os grandes media norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela Administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é crítica. É suficiente ler os artigos sobre o tema de Prémios Nobel da Economia, aliás empenhados na salvação do capitalismo – Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo – para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se.

Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise, global, é do sistema e não apenas financeira.

Os discursos do Presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de os esclarecer. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança. Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da Administração que os beneficiaram. Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres.

A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais.

As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prémios principescos.

O grande capital resiste aliás, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de carácter social, na maioria tímidas – como a reforma do sistema de saúde – que a Administração adopta (ver artigo de John Bellamy Forster, odiario.info, 13.7.2º10).

É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo, sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenho tomado consciência dessa realidade.

A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída «salvadora» é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as consequências de um ataque ao Irão. A invasão terrestre está excluída e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca vaga de anti-americanisno no mundo muçulmano.

O recurso a armas nucleares tácticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se.

Não obstante a vassalagem dos governos da União Europeia e do Japão, os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragédia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade.

Retomo assim a afirmação do início, tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta.






A Festa Do Rodo Anel, E O Nosso Ó

Governo paulista autoriza edital para concessão do rodoanel

E Tome Pedágio Paulista

rodoanel O governo de São Paulo deve lançar em julho o edital para concessão, por 35 anos, dos trechos sul e leste do rodoanel. O lançamento foi autorizado ontem em decreto assinado pelo governador Alberto Goldman (PSDB).
A empresa ou consórcio que explorar o trecho sul, que custou R$ 5 bilhões aos cofres públicos e foi inaugurado no início do ano, será autorizada a cobrar pedágio inicial de até R$ 6, com reajuste anual pelo IPCA, depois de cumprir um programa de investimentos ainda indefinido pelo governo. E terá que executar em 36 meses as obras do trecho leste, de 42,4 km, onde a tarifa inicial do pedágio custará R$ 4,50.
A concessionária poderá antecipar a cobrança do pedágio no trecho leste assim que concluir as obras de conexão com o trecho sul e a rodovia SP-66.
Como outorga fixa, a concessionária vai pagar R$ 370 milhões ao estado.

http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=18856
doamoralnato

quinta-feira, julho 15, 2010

Cinema Zeitgeist II

Zeitgeist II: Addendum - 2008



SINOPSE
Nesta segunda parte da sequência “Zeitgeist”, chamada Addendum, o documentarista Peter Joseph trata de demonstrar como o sistema financeiro foi magistralmente arquitetado para manter o poder (e o dinheiro) nas mãos das mesmas pessoas de sempre, e que o atual sistema fracionário produz um “dinheiro de fumaça”, que na verdade não existe e, em situações de crise, não há como fazê-lo aparecer, levando à quebra geral de instituições financeiras e bolsas de valores. Também é apresentado como solução para o problema o Projeto Vênus, idealizado por Jacque Fresco, cujo currículo apresenta títulos de professor, escritor, inventor, futurologista, engenheiro social, entre outras coisas. Segundo ele, o Projeto Vênus indica uma nova visão de mundo, na qual não sofremos por escassez de recursos, mas sim por uma péssima distribuição de riquezas e uma equivocada forma de relação com a natureza.

DADOS DO ARQUIVO
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 123 min.
Qualidade: DVDRip
Tamanho: 448 MB
Servidor: Megaupload (3 partes)

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