Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Atribui-se a um importante ex-ministro da ditadura militar a afirmação de que “melhor que um dia o PT ganhe, fracasse e aí vamos ter tranquilidade para dirigir o país”. Independentemente de que ele continue a pensar isso hoje ou não, o certo é que fez muito bem para o Brasil o PT ter chegado ao governo com Lula. Não fracassou, ao contrário, mostrou extraordinária capacidade para governar e reverter a tendência estrutural mais grave que o Brasil arrastava ao longo dos séculos — a injustiça, a desigualdade, a exclusão social, marca profunda da forma que nossa história havia assumido desde a colonização, passando pela escravidão, pelos governos oligárquicos, pela ditadura militar e pelo neoliberalismo.
Ao contrário das previsões agoureiras, foi construído um governo de maior apoio popular, de maior credibilidade internacional, de maior capacidade de direção do Estado brasileiro, protegendo a economia dos ataques especulativos, retomando o desenvolvimento econômico no marco de um processo de distribuição de renda e de afirmação de direitos sociais que nunca o Brasil havia conhecido, fortalecendo e não enfraquecendo a democracia.
A esquerda governar significa, antes de tudo, desnaturalizar as injustiças, sobrepor os direitos ao mercado, fazer do Estado instrumento das grandes maiorias tradicionalmente postergadas, afirmar nossa soberania no plano externo e fazer dela alavanca para a soberania no plano interno. É não aceitar a redução do Estado a instrumento do mercado, é não aceitar a subordinação do país aos interesses das grandes potências que sempre nos submeteram ao atraso e à marginalidade, é buscar dar voz aos setores populares e não aceitar que a “opinião pública” seja formada pelas elites econômicas.
Ao governar, a esquerda não apenas não levou o país à crise e a situações de insegurança e de instabilidade, mas, ao contrário, soube conduzir o país frente à pior crise econômica internacional — que ainda afeta profundamente a países do centro do capitalismo e aos que, na periferia, seguiram subordinados ao comando das potências que geraram a crise. Soube acumular reservas que servem como colchão externo e interno frente a situações de crise. Soube combinar desenvolvimento com aumento de salários, sem colocar em risco a estabilidade monetária. Soube fortalecer o Estado, para consolidar sua presença democrática, conquistando mais legitimidade para o Estado brasileiro que qualquer outro governo anterior.
O governo também faz bem à esquerda, recorda que seus objetivos dependem da construção de alternativas de governo da sociedade como um todo, da sua competência para construir blocos de forças com capacidade hegemônica na sociedade. Que as alianças têm que ser feitas para fortalecer os temas estratégicos do governo. Que tem que se governar para o conjunto do país, com prioridade para os que representam as maiorias e sempre foram relegados. Que todo projeto vencedor triunfa, porque unifica a grande maioria, porque se transforma em projeto nacional, para ser hegemônico.
Um país que parecia ser destinado a ser governado pelas elites minoritárias, que o produziram e reproduziram como o país mais injusto, mais desigual do continente, de repente vê criar-se em seu seio uma sensibilidade majoritariamente progressista, que privilegia as políticas sociais e não o ajuste fiscal, um país justo e solidário e não egoísta e mercantil. Bom para a esquerda e bom para o Brasil.
Artigo muito bom para refletir sobre a alienante rede globo e suas estratégias de nos tornar iguaizinhos aos estadunidenses, ou seja, tapado, alienado, preconceituoso e demente. Leia o texto a seguir.
Ora, porque Huxley estava mais certo do que Orwell. O poder da propaganda (no Brasil travestida de jornalismo) é justamente esse: o de transformar os oprimidos pelo sistema em protetores auto-determinados do status quo. É preciso certo jogo de cintura, certa capacidade de observação mais treinada, mais educada, para enxergar a sutileza dos preconceitos e opiniões conservadoras da Rede Globo. São necessários também um senso crítico e uma memória histórica bem fundamentada para perceber o quanto essa emissora tem influenciado na formação da chamada "opinião pública" do povo brasileiro.
Ao se analisar a grade da programação diária e semanal da Globo, é impossível não perceber o quanto ela é voltada para a futilidade e a banalidade. No meio de todo o lixo dos programas de esporte, programas "femininos", programas de auditório sem nenhum propósito, novelas, novelas, novelas, e outras porcarias, estão os telejornais. Embora eu tenha certeza de que seus defensores alegarão que há uma função útil nos telejornais, a de informar a população, é difícil não verificar o quanto esses jornais são contaminados por opiniões da elite empresarial do país. Não que seus apresentadores manifestem diretamente tais opiniões. Eles não o fazem porque são baseados na mesma tríade imbecil perseguida por seus modelos nos EUA: imparcialidade, objetividade e equilíbrio; todos meras ilusões sem cabimento algum quando o critério mais importante, a verdade, é levado em consideração. Não existe imparcialidade alguma no tom usado pelo âncora do Jornal Nacional (quem quer que ele seja) quando ele fala de protestos anti-globalização em algum encontro dos G8, do FMI ou do Banco Mundial, em qualquer lugar do mundo. Para a Globo, fica sempre muito claro que aquilo é coisa da arruaceiro e rebelde-sem-causa. Que objetividade existe na escolha editorial de matérias sobre o luxo dos super-ricos, a vida privada de celebridades ou o novo clipe da bola-da-vez do mundo pop? Basta olhar para a opinião da Globo sobre o golpe contra Hugo Chávez em abril de 2002 para notar que não existe nenhum equilíbrio: a opinião da emissora é a opinião da Casa Branca.
É importante entender que as pessoas que defendem uma emissora como essa são as mesmas que defendem todo um modelo econômico e social corrupto e obsoleto. Elas nem sempre o fazem conscientemente ou pelos motivos reais. Muitas vezes elas estão apenas refletindo valores e conceitos que aprenderam como sendo os melhores, os ideais, os verdadeiros. Em todos os casos, elas estão erradas em fazê-lo, a não ser quando estão na ponta da corda que não vai arrebentar. Entendo que o filho de um barão industrial defenda a Rede Globo. Ele não faz a mínima ideia do que a realidade para as pessoas de verdade é. Tudo o que ele sabe vem da TV, de revistas como a VEJA, de aulas em escolas privadas de "altíssimo" nível. E por que deveria? A Globo defende todos os valores que o pai dele provavelmente também defende e vocifera na frente da tela, quando eles assistem juntos ao Jornal Hoje. Independente do que ele acredite ser certo ou errado, no mundo dele tudo vai ficar bem.
Agora, o motivo pelo qual um brasileiro comum, desses que tem que trabalhar por salário mínimo para sobreviver e sustentar a família, defende uma emissora dessas, é um pouco mais complexo. A Globo sempre se projetou como a dominante, a mais importante, a imbatível entre as emissoras. Para isso, ela utiliza de um certo método, de uma certa doutrina. Vamos usar como exemplo o Vídeo Show. Qual é o propósito do Vídeo Show? Ele é um programa da Rede Globo sobre os programas da Rede Globo. Todos os dias ele se lança a babar ovos sobre os atores da próxima novela, inventar saudosismo e nostalgia sobre as novelas antigas, entrevistar o galã do momento, etc. Depois de toda essa auto-adulação, como forma de se certificar de que o conteúdo foi aprendido, vem o Vídeo Game, que nada mais é senão isso, um exercício no fim da aula para avaliar o quanto a audiência da Rede Globo sabe sobre... a Rede Globo. Eu consigo enxergar o efeito que isso tem sobre o público a médio e longo prazo, estou certo de que muitas pessoas conseguem, também. Mas e o cidadão comum? Será que ele percebe? Estamos diante de tecnologias que são capazes de dar fim a esse monopólio de atenção que a Globo possui sobre as mentes brasileiras. Para nos livrar da maldição do Domingão do Faustão ou do Fantástico, no entanto, será preciso educação. Não me refiro à porcaria da educação institucional, corrupta até a medula, fragilizada e viciada em vestibular. Me refiro a livros de não-ficção (e de preferência outros além da auto-ajuda), artigos e jornalismo verdadeiro, bem como uma contextualização histórica onde quer que ela seja necessária. De nada adianta a Web 2.0, a TV Digital ou as redes sociais se tudo que conseguimos produzir com isso é apenas uma repetição, um reflexo de nossa própria ignorância e imaturidade. É preciso desligar a TV para abrir o livro, ler o artigo e acessar a informação. do mídiadosoprimidos
Depois de vários comentários e de ler no Luís Nassif a história incrível de que a representação do Ministério Público Eleitoral contra propaganda irregular de José Serra em inserções veiculadas no rádio e televisão, fui ler as matérias oficiais divulgadas pelo TSE.
A tal propaganda ilegal foi veiculada no dia 29 de março, em todas as emissoras de rádio e TV paulistas. O Ministério Público Eleitoral ofereceu representação no dia 18 de junho. Oitenta e um dias depois, portanto. E este tempo deveu-se ao trabalho acurado de preparação desta representação?
Vejamos. Na véspera da representação contra a propaganda de Serra, dia 17 de junho, o Ministério Público Eleitoral representou contra o blog “Amigos do Presidente Lula”, pelo simples fato de ele ter divulgado no dia 4 de junho uma matéria já publicada no mesmo dia pelo Estado de S. Paulo, tratando de um relatório de banco suíço onde se afirmava que era provável a vitória de Dilma Rousseff.
Neste caso, o intervalo foi de apenas 13 dias. Como todos sabem, uma instituição assoberbada de trabalho, como deve estar o MPE, definem-se prioridades: entre uma propaganda veiculada para mais de 30 milhões de pessoas em todas as TVs e rádios paulistas e um blog acessado por alguns milhares de internautas, não é preciso muito para decidir.
Mesmo assim, com 81 dias para preparar a representação, esqueceram-se de juntar a cópia das inserções e suas transcrições. Não é preciso dizer nada. Pergunte a qualquer advogado modesto o que acontece se ele perder a causa de um cliente por algo assim.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ameaçou em sua página no Twitter processar o vice na chapa do tucano José Serra à Presidência, Indio da Costa (DEM-RJ), após as declarações do democrata contra a presidenciável petista, Dilma Rousseff. "Esse Indio desqualificado quer ser processado. O problema é que ele não vale o custo do papel necessário para a petição", disse Dutra no microblog. Hoje, no entanto, a ameaça do petista ganhou força após Indio acusar o PT de ligação com o tráfico e com os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O democrata fez os ataques em entrevista concedida sexta-feira ao portal "Mobiliza PSDB", que integra o aparato da campanha tucana na internet. "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", afirmou. Em texto publicado na madrugada deste sábado no Twitter, Indio chamou Dilma de ateia e "esfinge do pau oco". Ele fez o ataque após a petista afirmar, em comício na noite de sexta-feira no Rio, que seu vice "não caiu do céu". "Para uma ateia, deve ser duro ter um adversário que cai do céu", reagiu o democrata, em texto que foi ao ar por volta de meia-noite de sábado. Ainda na madrugada, o vice de Serra usou o microblog para acusar Dilma de "dissimular sobre religião". "Ela nem consegue olhar nos olhos do eleitor. Esfínge [sic] do pau oco", atacou. Os comentários de Indio foram republicados por dezenas de internautas. Simpatizantes de Dilma o acusaram de "apelar" e baixar o nível do debate eleitoral. doblogdadilma ESTE SUJEITO QUE TEM 'INDIO' NO NOME É UMA FARSA ATÉ NO NOME POIS A NAÇÃO INDÍGENA DO MUNDO TÔDO. SABE QUE O IMPOSTOR COVARDE USA UM NOME QUE NÃO LHE PERTENCE O ESTELIONATO ESTÁ NO NOME,EM SUAS FALAS E ATITUDES, QUANTA GANÂNCIA E DESPUDOR MORAL, CABE EM UM DESLUMBRADO PELO PODER. E QUE PENDURA UMA MELÂNCIA NO PESCOÇO PARA APARECER. SUJEITO INFAME. dochebola
Serra é o (ir)responsável por seu vice Brizola Neto
Eu não sou uma pessoa sectária e primária ao ponto de achar que toda pessoa que diverge do que penso é, por isso, desqualificada. Há inúmeras pessoas que discordam do apoio a Dilma e do Governo Lula que são gente correta, honesta e preocupada com o Brasil. Gente que tende a votar em José Serra por força da imagem de intelectual, de homem preparado que sua trajetória e, sobretudo, a mídia produziu.
A estas pessoas peço que, por um momento, ponham de lado nossas divergências eleitorais e verifiquem friamente, se pode ser minimamente responsável alguém que escolhe como eventual substituto do Presidente da República alguém que expressa tamanha irresponsabilidade quanto a que se revela nesse vídeo.
Não é só o fato de ser alguém de pouca significação política, porque isso, um dia, até os maiores líderes tiveram. Nem mesmo o fato de não ter nenhuma experiência administrativa, senão como secretário municipal é definitivo.
O problema é que ele não tem o equilíbrio pessoal necessário para a função. Alguém que se prepara para assumir uma posição institucional desta envergadura, a de vice-presidente da República, não pode agir levianamente.
A responsabilidade criminal pelo que disse no vídeo que coloquei no post anterior é do Sr. Antonio Pedro de Siqueira I. da Costa.
A responsabilidade política por ele estar investido da condição de candidato a vice-presidente é de José Serra.
Ou melhor, a irresponsabilidade política.
Mais ainda, a irresponsabilidade com o seu próprio país, ao qual, em nome de seus interesses eleitorais, aceita submeter ao risco de ficar nas débeis mãos de uma pessoa totalmente sem qualidades para liderá-lo.
Por isso, peço que estas pessoas, diante das evidências e em nome de seu amor ao Brasil, não permitam que prospere esta irresponsabilidade.
A candidata pelo Partido Verde à presidência, Marina Silva, chamou de desrespeitosas as acusações do candidato a vice de José Serra (PSDB), Indio da Costa (DEM), de que o PT tem ligações com as (Forças Armadas Revolucionároas da Colômbia (FARC) e o narcotráfico, durante entrevista na Rede Mobilizapsdb, sexta-feira à noite.
"Eu acho que talvez o deputado Indio (da Costa) ainda não esteja suficientemente preparado para ser cacique do Brasil", afirmou Marina, acrescentando que "tenho respeito pelo Partido dos Trabalhadores e pelo PSDB e não acho que seja bom para a democracia esse tipo de acusação e desqualificação."
Marina Silva disse ainda que "aprendi com os índios da Amazônia que é muito importante estar bem preparado politicamente, tecnicamente e, inclusive, emocionalmente para poder pretender o lugar de cacique, é preciso muita maturidade", em alusão ao vice de José Serra, candidato do PSDB à presidência da República. dosamigosdopresidentelula
Mercadante: presídios de SP estão entregues ao crime Ao lado do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e do secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou neste sábado (17) que o Estado paulista delegou a segurança dos presídios às facções criminosas. Segundo ele, "é incrível ouvir daqueles que tiveram a chance de fazer e não fizeram de falar em criação de um ministério da Segurança Pública", disse ele, se referindo ao ex-governador de São Paulo e candidato à presidência da República, José Serra (PSDB).
Durante a campanha eleitoral, por mais de uma vez, José Serra falou da sua intenção de criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito.
Mercadante participou de um debate em Campinas sobre o programa de segurança pública para São Paulo, que está sendo elaborado pelo PT para a sua campanha.
O candidato fez diversas críticas ao governo do PSDB em São Paulo e afirmou que durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso à frente da presidência da República (1995-2002), foram nove os ministros da Justiça que ocuparam a cadeira.
"Nós tivemos três, o Márcio Thomaz Bastos, o Tarso Genro, que se licenciou para se candidatar, e agora o Luiz Barreto, que é um funcionário de carreira. Eu quero ser um governador de equipe e não que sabe tudo, como muitos por aí", disse.
De acordo com o candidato, uma das propostas que está em discussão para o programa é a separação de presos em quatro níveis de acordo com seu grau de periculosidade. Mercadante também disse que se eleito mandará os presos mais perigosos do Estado para presídios federais.
Segundo o petista, está chegando ao fim um ciclo, já que depois de 16 anos no governo, o PSDB está "muito acomodado".
Na mesma linha de críticas à gestão da segurança pública em São Paulo, o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse que estava no evento não em caráter oficial, mas como militante político, como homem de esquerda.
"Tenho grande expectativa e esperança de ter Mercadante no governo de São Paulo. Quero ser franco e São Paulo deve a si mesmo e ao Brasil por ter escolhido mal os seus governantes estaduais. Governantes tão ruins como os que temos em São Paulo nos últimos anos", disse.
Segundo ele, é preciso que São Paulo reate as relações com o governo federal. "Isso começa no setor de intelegência, onde o governo de São Paulo não tem participado dos nossos principais projetos".
Balestreri aproveitou para criticar Geraldo Alckmin (PSDB), adversário de Mercadante. "No governo Alckmin (2003-2006) ocorria uma insuportável falta de relações com o governo federal. Exerceu-se uma política burra de enfrentamento ao governo federal".
"Sugiro em todas as partes do Brasil que Mercadante supere um trauma histórico, que é a falta de profissionalismo na gestão. É preciso parar de fazer politicagem na segurança pública", completou.
O secretário disse ainda que não adianta ficar "felizinho" com a queda dos homicídios em São Paulo, o que ele disse ser pouco.
Mais comedido, o ministro da Justiça afirmou que é necessário melhorar a relação institucional com o governo paulista. "Queremos uma melhor articulação institucional. Essa é a melhor forma de combater o crime", disse.
Ele também criticou Serra pela intenção de criar um Ministério da Segurança Pública. "Criar órgão resolve o problema se segurança pública. Nunca resolveu. Nós já temos um que é o Ministério da Justiça", disse.
dovermelho
A corte ao Irã Enviado por luisnassif, dom, 18/07/2010 - 12:19 Por Rubem
O simplismo dos analistas que previam o fracasso econômico e social do Governo Lula, previu também, antes e depois do histórico acordo com Irã e Turquia, o seu fracasso diplomático. O Brasil ficara internacionalmente isolado, já que até Russia e China puxaram a escada, apoiando as (nada)draconianas sanções anglo-franco-americanas.
Eis a Russia. Aguardem a China.
Do NYTimes:
Diante de sanções americanas, Rússia oferece ajuda ao Irã
Programa anunciado por Medvedev "convida" empresas russas a infringir proibições
The New York Times | 18/07/2010 08:00
O ministro de energia da Rússia anunciou nesta semana um amplo programa de cooperação com o Irã nos setores de petróleo, gás natural e petroquímica, que parece convidar empresas russas a infringir sanções adotadas pelo governo Obama há apenas duas semanas.
Sugiro ao leitor que leia atentamente este post porque dele resultará um possível e inédito esforço da sociedade civil para combater o uso ilegal de poder econômico e de recursos públicos por empresários do setor de comunicação, em claro favor de uma facção política.
Para entender a questão que estou propondo voltemos à última terça-feira (13/7), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o jornal O Estado de Minas em R$ 7 mil reais por fazer “campanha antecipada” para o candidato do PSDB à Presidência, José Serra.
Segundo notícia vagamente reproduzida em alguns grandes portais de internet – e que as imprensas escrita, televisada e radiofônica esconderam total ou parcialmente –, “O veículo foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de publicar, em seu caderno de política, no dia 10 de abril deste ano, reportagem alusiva ao lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República”.
A denúncia do MPE foi acolhida pela ministra substituta do TSE, Nancy Andrighi, que multou o jornal mineiro.
Por certo, não é a primeira vez que um meio de comunicação é multado por fazer campanha ilegal para um candidato, mas não me lembro de outro caso igual envolvendo um veículo do porte de O Estado de Minas.
O fato supra mencionado me voltou à mente na manhã deste sábado (17/7). Como a minha filha caçula, de onze anos, está novamente internada, a fim de passar o tempo entre a noite de sexta-feira até agora, devorei vários jornais e revistas comprados na banca em frente ao hospital.
Foi aí que me veio o pensamento de que os mais eminentes órgãos de imprensa escrita estão fazendo campanha eleitoral em favor de Serra tanto quanto o Estado de Minas, só que na forma de campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT.
Impressionou-me a avaliação desses órgãos de imprensa todos juntos. É impossível ler qualquer um deles sem que a enorme dose de más notícias contra o presidente da República, contra a sua candidata e contra o partido dos dois chame a atenção do leitor.
Comprei O Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, O Globo e as revistas Veja e Época
Todos juntos continuam acusando a campanha de Dilma de ter feito dossiê contra Serra e Eduardo Jorge valendo-se do poder do governo Lula sobre a Receita Federal.
Todos juntos criticam Dilma por “guardar dinheiro debaixo do colchão”, valendo-se de declaração de bens dela à Justiça Eleitoral ao se registrar como candidata.
Todos juntos manipularam o comparecimento de público ao comício com Dilma e Lula no Rio. A Folha chegou a dizer que só mil pessoas foram ao evento, o que, lendo a matéria, descobre-se que foi o que restou de público depois de cair um temporal.
Todos juntos acusam o presidente Lula de “violar as leis” por apoiar publicamente a sua candidata, ignorando total ou parcialmente que Serra também está sendo multado por infringir a lei eleitoral.
As poucas notícias desfavoráveis a Serra, além do volume infinitamente menor delas, tampouco aparecem na primeira página ou na capa desses veículos. E aparecem bem pouco. Para cada 10 notícias ou comentários contra os petistas aparecem, no máximo, um ou dois contra os tucanos, se tanto.
Afirmo publicamente que os jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e o Globo, bem como a revista Veja, fizeram e continuam fazendo campanha escancarada para Serra e campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT fora da época permitida pela lei eleitoral.
A mera análise de um período maior de tempo revelará uma prática sistemática desses órgãos de imprensa de fazerem campanha negativa contra os petistas. É preciso trazer esses números à ordem do dia. Há que apurá-los, divulgá-los e entregá-los à Justiça.
Vale lembrar que o conceito de “campanha eleitoral negativa” surgiu recentemente, quando o sindicato dos professores paulistas, a Apeoesp, promoveu atos públicos contra o governo do Estado, o que foi considerado campanha negativa contra Serra pelo TSE, que multou o sindicato.
A sociedade civil não pode mais aceitar que a imprensa faça campanha tão descarada contra Lula, Dilma e o PT e a favor de Serra e do PSDB. A mesma Justiça Eleitoral que está punindo políticos e meios de comunicação por campanha antecipada, tem obrigação de reconhecer e punir o volume impressionante da campanha escancarada dos veículos supra mencionados.
Que fazer, diante de uma situação de afronta às leis e de verdadeira chacota por parte de uma mídia que se transformou em linha auxiliar da campanha presidencial tucana? Novamente, acho que será preciso jogar a sociedade civil em cima deles.
Só que essa ação precisa ser muito bem estudada. Até porque, dará um trabalho enorme quantificar o volume impressionante de matérias atacando Lula, Dilma e o PT. E é justamente na quantificação dessas matérias, na desproporção absurda em relação aos candidatos que está o fio da meada.
Desta forma, pretendo formar um núcleo de pessoas dispostas a colaborar com a preparação de uma reação da sociedade civil à afronta que esses grandes órgãos da imprensa escrita estão praticando contra as leis.
Estudaremos se caberá de fato ao Movimento dos Sem Mídia tomar uma atitude nessa questão. Sendo assim, quero formar um grupo de filiados ao MSM ou não para que reunamos todo o material necessário a uma medida judicial. Aceitaremos voluntários para a tarefa.
Estou entrando em contato com o setor jurídico do MSM, pedindo estudo do assunto e propondo que nossa organização se reúna talvez até com juristas independentes para melhor analisarmos as opções de reação ao abuso da imprensa escrita.
Será nesse momento que precisaremos do esforço de todos vocês para que consigamos, novamente, outros milhares de assinaturas de apoio à medida que nós, do MSM, poderemos vir a tomar conforme a natureza da análise do nosso setor jurídico.
Peço a cada uma das centenas de pessoas que acabam de se filiar à ONG que consiga apoios à possível representação ao MPE, pois esses apoios, chegando novamente aos milhares, colocarão a Justiça na obrigação de dar uma reposta séria e muito bem ponderada à propositura que lhe poderá ser feita.
Em minha visão, seria facílimo provar que Globo, Folha, Veja e Estadão estão fazendo campanha para Serra desde muito antes do permitido pela lei tanto quanto fez o jornal O Estado de Minas.
Bastará apurar o que fizeram esses veículos no decorrer deste ano. Está tudo muito bem registradinho. Claro que virão com aquela conversa de que são isentos e de que tratam todos os candidatos da mesma forma, mas será brincadeira de criança provar que é mentira.
Logo, logo voltarei ao assunto para tratá-lo em bases mais concretas. Aguardem-me.
Na Declaração de Bens que Zé Chirico entregou ao Tribunal Superior Eleitoral, no início da noite desta segunda-feira, não se faz menção à nababesca residência em que vive o tucano, no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste paulistana.
Como se sabe, o candidato do PSDB à presidência da República é o feliz morador de um palacete situado na rua Antônio de Gouveia Giudice, a poucos metros do chiquérrimo Shopping Villa-Lobos. Naquela região, conhecida pelo ostentoso luxo das residências e pelo altíssimo padrão de vida de seus habitantes, os imóveis mais modestos raramente custam menos de R$ 2 milhões.
No dia 6/2/2009, o jornal O Globo Globo chegou a noticiar um assassinato ocorrido nas proximidades da suntuosa morada de Serra, fazendo uma alusão ao endereço ilustre.
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Fonte do reino animal ligada ao tucanato insinua que o verdadeiro dono da aparatosa moradia é ninguém menos que um certo Gregório Marin Preciado, espanhol naturalizado brasileiro, casado com a prima de José Serra, Vicencia Talan Marin.
Serra, em sociedade com sua filha Verônica, teve uma empresa de consultoria denominada ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda. O negócio sempre funcionou no prédio da empresa Gremafer, especializada em trambiques (Rua Simão Álvares, 1020, Pinheiros, São Paulo), de propriedade de Gregório Preciado. Curiosamente, por ocasião da campanha presidencial de 2002, o tucano “esqueceu” de declarar a empresa entre seus bens, fato que obrigou o advogado Arnaldo Malheiros a divulgar uma enroladíssima nota à imprensa, como se pode ler no site Universo Jurídico.
Nessa mesma nota, sentindo o cheiro de queimado, o causídico apressou-se em dar explicações sobre “a casa em que o casal reside em São Paulo”, que, segundo ele, “é de propriedade de sua filha, Verônica Allende Serra, que a adquiriu em 2001, como declarou à Receita Federal neste ano. Ela teve rendimentos declarados à Receita Federal nos dois últimos anos-bases, em valor bem superior ao pago pelo imóvel, conforme documentos em meu poder”.
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Para saber mais sobre as relações de José Serra com seus amiguinhos jaguaras, leia o que publicou o insuspeito site Consultor Jurídico, tempos atrás.
Brasileiro gasta 4,58% da renda mensal no serviço de banda larga. Pouca concorrência e altos impostos atrapalham acesso
Fernando Braga
Além de lidar com problemas frequentes de baixa velocidade e instabilidade nas conexões, o brasileiro que navega na internet tem que encarar preços altos para ter acesso a serviços de banda larga de má qualidade. Essa é a constatação de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com as principais prestadoras de acesso de seis capitais do país. Além dos problemas já conhecidos pelos internautas, o instituto verificou que, muitas vezes, as informações disponíveis pelas empresas para a contratação de planos são incompletas ou confusas.
A falta de concorrência no setor é apontado pelo Idec como um dos principais vilões da história. “Além de influenciar a questão do preço, a competição entre as empresas ajuda a construir serviços de melhor qualidade”, defendeu a advogada da entidade, Estela Guerrini. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 94,5% dos municípios brasileiros cobertos por banda larga a operadora líder no fornecimento de acesso à internet tem mais de 80% de participação, o que demostra a baixa competição.
A confusão gerada pelo atendimento das prestadoras também fez acender um alerta no estudo do Idec. “Analisamos as informações divulgadas em sites e call centers e, muitas vezes, os atendentes não sabem confirmar determinadas questões relativas aos contratos”, completou a advogada. Atualmente, uma das principais queixas recebidas pelo órgão de defesa do consumidor se refere à variação da velocidade contratada pelos usuários de banda larga. “A maioria das empresas só se compromete a entregar 10% da conexão. Além de ser abusiva, essa é uma cláusula que fere qualquer princípio de boa-fé e transparência. Se as companhias sabem que não podem entregar a velocidade prometida em determinados horários de navegação, não deveriam vender um plano anunciando essa taxa”, disse Estela.
Comparação O estudo do Idec demonstrou também que o valor pago é bastante elevado quando comparado ao de outras nações. “Além de o serviço ser ruim, ele é caro, o que compromete o acesso de pessoas de baixa renda aos serviços on-line”, acrescentou. Para o brasileiro, o preço(1) da banda larga corresponde a quase 10 vezes o valor pago por consumidores de países desenvolvidos. No último ano, o usuário do Brasil comprometeu, em média, 4,58% de sua renda mensal com gastos referentes ao serviço, segundo outro estudo do Ipea. Como comparação, essa participação é de apenas 1,68% nos rendimentos de consumidores de lugares como a Rússia. Já para internautas de áreas desenvolvidas como o Japão ou a Coreia do Sul, o peso no orçamento chega a ser de apenas 0,5%.
Segundo a advogada, a pesquisa tem o objetivo de apresentar evidências de que o atual cenário da banda larga no Brasil precisa mudar, tanto na esfera normativa quanto na fiscalizatória. “Essa mudança é necessária para que todas as pessoas, independentemente da condição socioeconômica, tenham acesso a um serviço de qualidade”, defendeu.
Das conexões no Brasil, mais da metade é de baixa velocidade, inferior a 1Mbps, garante Rodrigo Abdala, pesquisador do Ipea. Essa taxa de transmissão de dados não chega nem a ser considerada como banda larga pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da ONU para o setor. No entendimento da instituição, apenas ligações acima de 1,5Mbps podem ser consideradas internet de alta velocidade.
Carga tributária Além da pouca concorrência no mercado, Abdala lembra que a alta carga tributária incidente sobre o serviço e a baixa renda da população também comprometem o acesso à web. “Para se ter uma ideia, os impostos cobrados pelo governo aumentam, em média, 42% o valor cobrado pelo serviço. Ou seja, para cada R$ 100 pagos por uma conta de internet, o usuário tem que pagar mais R$ 42 em tributos. Nos Estados Unidos, essa taxa é de apenas 8,5%”, comparou.
Dessa forma, a própria economia deixa de se beneficiar das oportunidades que deixam de ser criadas pelo mundo digital. “A banda larga permite uma maior produtividade para as organizações, o que garante um melhor posicionamento frente aos concorrentes internacionais. Além disso, ela gera novos modelos de negócios. Se o país não tiver uma infraestrutura que permita esse acesso, as empresas que poderiam se desenvolver no Brasil acabam indo para outros lugares, gerando empregos e renda”, concluiu Abdala.
1 - Alheios à rede Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2009, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), dos 32 milhões de residências no Brasil que têm computador, 15,6% não acessam a internet por causa do custo elevado da contratação do serviço. Ou seja, apesar de o número de casas conectadas ter crescido 35% entre 2008 e 2009, ainda existem quase 5 milhões de computadores alheios à rede mundial no país.
RELAÇÃO DIRETA » A taxa de acesso à banda larga é diretamente relacionada ao nível salarial do usuário. De acordo com estudo do Ipea, apenas 4,6% das famílias que vivem com um a dois salários mínimos contam com o serviço em casa. Quando a renda do trabalhador cresce, o interesse pela internet de alta velocidade também aumenta. Cerca de 14% dos domicílios com ganhos de dois a cinco mínimos são conectados, enquanto a participação para aqueles que recebem entre cinco e 20 salários sobe para 48,3%. Das casas administradas com mais de 20 salários mínimos, 83,5% têm conexão rápida. (FB)
DESCOBRI , TAMBÉM , QUE SERRA JÁ VENCEU AS ELEIÇÕES DE 2010 PARA PRESIDENTE DO BRASIL E , MESMO ASSIM , LULA PERMITE QUE A GLOBO VIAJE NOS AVIÕES DA FAB E TENHA ACESSO A CABINE DO PILOTO. É , VERDADEIRAMENTE , UMA ATITUDE ANTIDEMOCRÁTICA , DIGNA DE UM DITADOR. P.S. UMA DAS MAIORES DESCOBERTAS DE HOJE FOI QUE FHC É IGUAL A LULA , TUDO FARINHA DO MESMO SACO. doaposentadoinvocado