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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, julho 20, 2010

É preciso humanizar a humanidade.






Israel em busca da pureza racial

A verdadeira face do Império
Israel está se tornando uma ilha ariana cercada de semitas por todos os lados.
Que o digam seus governantes, que não satisfeitos com a execução diária de palestinos, resolveram diversificar construindo um paredão de sangue, que a mídia subserviente e racista repercute com o nome de "Barreira de Segurança".
Ao custo de dois bilhões e meio de dólares, o paredão teria a finalidade de proteger os uniformizados discípulos de Hitler das pedras de crianças semitas que protestam contra a ocupação, o que não impedirá que mísseis e helicópteros sionistas atinjam a população palestina.
No fundo, o que esses governantes querem mesmo, como bons arianos, é preservar a pureza racial nem que para isso transformem todos os cidadãos israelenses em carcereiros.
Azar dos palestinos que, como bons semitas, nunca deram a mínima para esse negócio de pureza racial por entender que todos fazemos parte de apenas uma raça: a raça humana.
A continuarem os massacres diários contra os palestinos, em Israel não haverá mais soldados, mas cúmplices.
Aos abismados e perplexos com essa espiral da violência fica o recado. Enquanto esse mísero planeta for dividido por fronteiras físicas e sociais essa espiral não terá fim.
É preciso humanizar a humanidade.

A direita raivosa é golpista. A midiazinha sem-vergonha é parte da direita raivosa. Logo, a midiazinha sem-vergonha é golpista.






Você é inteligente?

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GilsonSampaio

Silogismo é um exercício de lógica, uma argumentação baseada em duas premissas que induzem a uma conclusão por dedução.

Ex.: A direita raivosa é golpista. A midiazinha sem-vergonha é parte da direita raivosa. Logo, a midiazinha sem-vergonha é golpista.

Podem ser usadas para o bem e para o mal, pelos bons e pelos maus.

Zé Pedágio, Índio e a tribo midiática sem-vergonha estão usando a técnica para atacar de forma mentirosa a candidatura de Dilma Rousseff.

Usando o mesmo artifício da direita raivosa, proponho brincar com os silogismos.

Exercitem seus cérebros e contribuam.

Silogismo é um exercício só para inteligentes. Você se exercitou e deixou um ou mais silogismos nos comentários. Logo, você é inteligente. (he he he he he )

Como incentivo, apresento minha contribuição, uns são tão canalhas como os que Zé Pedágio e Índio espalham pela midiazinha sem-vergoinha, outros, não.

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Democratas é o partido mais corrupto do Brasil. Serra fez aliança com os Democratas. Logo, Serra é corrupto.

FHC quis vender o país. Serra, por duas vezes, foi ministro de FHC. Logo, Serra quer vender o país.

Quem se apropria da idéia dos outros é desonesto. Serra se apropriou do FAT, dos genéricos e dos remédios para AIDS. Logo, Serra é desonesto.

Maconha é uma droga. FHC defende a descriminalização. Logo, FHC é maconheiro.

Todo mentiroso não cumpre com os compromissos assumidos. Serra assinou compromisso de não renunciar à prefeitura de SP e renunciou. Logo, Serra é mentiroso.

Homenagem ao criador dos genéricos

Dilma provoca rival tucano em alusão ao programa dos genéricos
Em evento, candidata petista fez menção especial ao médico Jamil Haddad, a quem atribuiu a paternidade dos genéricos
No evento em que recebeu a proposta de programa de governo do PSB, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aproveitou para dirigir uma provocação a seu principal adversário, o candidato tucano José Serra, sem mencionar, explicitamente, o nome dele. Ao lembrar os principais fundadores do PSB, citando o ex-governador Miguel Arraes e João Mangabeira, Dilma fez menção especial ao médico Jamil Haddad, morto em dezembro último, a quem atribuiu a paternidade de programas como o Sistema Único de Saúde (SUS) e os medicamentos genéricos.
"Um homem do porte de Jamil Haddad, responsável pela criação do SUS e dos medicamentos genéricos ... É importante atribuir a autoria a quem de direito", frisou, numa estocada indireta em Serra, que avoca para si a criação dos genéricos.

Haddad foi ministro da Saúde no governo de Itamar Franco (de 1992 a 1995). Sua gestão foi marcada pela luta pela universalização do serviço médico gratuito, pela implantação do SUS e pela criação dos medicamentos genéricos. O PSB trava uma disputa particular com Serra, a quem acusa de tentar retirar de Haddad a paternidade dos genéricos.
Agência Estado
docomtextolivre

Força Sindical protesta contra aumentos na Baixada Santista

Pedágio É IMPOSTO!!!!

(Foto: Moacyr Lopes Junior/FolhaPress)
(Foto: Moacyr Lopes Junior/FolhaPress)
A Força Sindical mobiliza hoje seus militantes na Baixada Santista para manifestações de protesto contra o aumento dos pedágios e também das tarifas cobradas nas balsas. Os atos serão iniciados às 7h nas balsas e nos postos de pedágio de Santos, Guarujá e São Vicente.
“Aqui temos um prêmio a mais, com o aumento das balsas”, criticou ontem Hebert Passos, coordenador regional da entidade..
A travessia de automóveis em balsas na Baixada Santista custa entre R$ 8,20 e R$ 12,70, em dias úteis, e entre R$ 12,40 e R$ 19,10 aos sábados, domingos e feriados.
doamoralnato

Tem gente que não gosta do Brasil. “O problema do Brasil é que já foi descoberto por estrangeiros”







Os corvos olímpicos


Emir Sader, em seu Blogue

Tem gente que não gosta do Brasil. “O problema do Brasil é que já foi descoberto por estrangeiros”, dizia um parlamentar da ditadura, pilhado pelo Febeapá do Stanislaw Ponte Preta. O avô de um coordenador da campanha do candidato tucano-demista, Juracy Magalhães, primeiro Ministro de Relações Exteriores da ditadura, disse: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Collor gostava de denegrir a indústria brasileira, FHC de dizer que os brasileiros são “preguiçosos”.

No dia em que se decidia a sede das Olimpíadas de 2016, nenhum jornal brasileiro dava destaque ao tema, certamente já tinham seus editoriais prontos para alegar que o governo tinha gasto muito dinheiro para fazer dossiês, promover viagens e que não tinha sido parada para a Chicago de Obama ou para Madri ou Tóquio. No dia seguinte, tinham cadernos especiais dizendo que o Brasil tinha ganho – sem destaques para o desempenho do Lula – e que eram a favor desde o começo.

Tendo perdido essa parada, os corvos não cansam de abastecer os inimigos externos do Brasil sobre o Campeonato Mundial de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Se somam cotidianamente à campanha das entidades internacionais, cujos burocratas tem a função de atazanar os países da periferia do sistema de que seriam incapazes de promover eventos globais como esses. Fizeram isso o tempo todo com a Grécia e as Olimpíadas ali foram um sucesso. Criaram um clima de que o Campeonato Mundial de Futebol na África do Sul seria um desastre e tudo correu muito bem. Agora se volta, como corvos, para o Brasil. Serão 4 ou 6 anos de atazanamento. Depois de nos livrar-nos das missões do FMI, agora teremos os burocratas da FIFA e do COI “controlando” as obras.

Contam com a imprensa quinta coluna brasileira e suas denúncias preventivas sobre má utilização dos recursos, corrupção, atrasos, elefantes brancos que seriam construídos e não utilizados e até mesmo sua repentina preocupação com a miséria brasileira, que deveria primeiro ser superada, para só depois podermos organizar atividades dessa importância. A Federação Inglesa de Futebol já afirmou que está disponível para organizar o Campeonato de 2014, caso confirmassem as previsões agoureiras dos corvos de plantão por aqui.

Incomoda aos corvos, a auto-estima brasileira, como incomodava a alegria dos africanos durante a Copa. Incomoda que um presidente nordestino, torcedor de futebol, tenha passado pra trás seu ídolo querido, o presidente dos EUA e sua elegante senhora, que chegaram no ultimo momento ao local da decisão das Olimpíadas, acreditando que com seu charme e sua prepotência, levariam para sua cidade os Jogos.

Perderam eles lá e os corvos aqui. Perderão nas eleições deste ano e o Brasil organizará, como disse Lula, os jogos mais inesquecíveis da história do esporte, com um povo alegre e solidário.

Postado por Emir Sader

doestadoanarquista


Lula quer conversar sobre São Paulo e avisa: "o tempo urge"


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que está disposto a entrar na briga para São Paulo ser uma das cidades-sede da Copa de 2014. Em discurso, após assinar Medida Provisória (MP) que aumenta a capacidade de endividamento dos municípios que abrigarão as partidas do Mundial, Lula salientou que São Paulo é fundamental para a realização do torneio.

"Não consigo imaginar uma Copa sem ter São Paulo como um dos cantinhos para os jogadores jogarem bola", afirmou o presidente. "Estou disposto a entrar nessa conversa. O tempo urge por investimentos", acrescentou Lula.

De acordo com o ministro dos Esportes, Orlando Silva, no dia 21 haverá uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com representantes da Fifa, na qual espera que uma solução seja encontrada para a questão.

"Nosso interesse é que haja uma decisão rápida em São Paulo. Cada dia que nós perdemos na escolha do estádio em São Paulo pode significar o encarecimento da Copa de 2014 para a cidade", disse
dosamigosdopresidentelula

Serra adere às Farc, usa o terror e cai na extrema direita






Serra adere às Farc, usa
o terror e cai na extrema direita


O Serra é a Veja. A Veja é o Serra

Funciona assim o cilojismo do jenio (revisor, por favor, deixe-me em paz !):

O PT se ligou nas Farc.

As Farc se ligam no narcotráfico.

Logo, o PT está no narcotráfico.

Serra aderiu ao terror dos DEMOS.

O jenio caiu no colo da extrema direita do espectro político brasileiro.

É um velho truque.

Segundo a Folha (*), na pág. A4, “o PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002” (quando Lula deu uma surra no Serra por 61% a 39%).

Da mesma forma, na eleição de 2002, o jenio ameaçou: o Brasil vai se tornar uma Argentina.

E levou a Regina Duarte para ter medo no horário eleitoral.

O jenio não é FHC.

Não é Lula.

Não produziu nessa campanha uma única idéia que preste.

Ele aparentemente não é nada.

Mas, não existe o “nada”.

Clique aqui para ler “A loucura do Serra tem uma lógica”.

Por isso, ele caiu no leito mais acolhedor: o dos DEMOS.
A novidade é que o jenio agora usa esse vice de marionete.

Mas, vai ser difícil continuar a usar esse vice de porta-voz.

Quem o leva a sério ?

Com certeza, o jenio continuará a se valer da verdadeira oposição: o PiG (**).

O PiG fala por ele.

Como diz o Gilson Caroni, no Vermelho: o Serra quer criar uma ditadura mediática.

A Veja fala por ele, há muito tempo.

O Conversa Afiada já demonstrou que o Serra é o Eleito da Veja, porque é “a elite da elite”.

Está no livro – excelente – de Carla Luciana Silva – clique aqui para ler o post que tratou dela.

A Veja, a última flor do Fáscio, foi quem levantou a bola da “ligação” do Lula com as Farc.

Uma pergunta sobre a ligação do Lula com as Farc foi motivo de uma das poucas explosões do Lula com um entrevistador.

Boris Casoy, que trava reveladora polêmica com garis, foi o autor da pergunta.

Serra é o Boris revisitado.

E a Veja faz o papel sujo para o Serra.

Que o vice agora tenta acompanhar, como uma paródia de programa de calouros.

Onde foi parar o jenio, o “economista competente”, o mais “consistente” ?

Onde foi parar o “criador” dos genéricos ?

Clique aqui para ler o que a Dilma disse do Jamil Haddad, verdadeiro pai dos genéricos, e a tentativa do Serra de surripiá-lo.

O jenio também criou o programa antiaids do Jatene.

O FAT do Jorge Uequed.

Será que ele sempre esteve lá, na extrema direita, e o Jango não sabia ?

O Ciro é quem sabe do Serra: o Serra não tem escrúpulos; se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.


Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

doconversaafiada






A Política de Segurança do PSDB em SP

Governo de FHC e Serra foi ligado às FARC

Rebeldes colombianos estão em Brasília
Farc querem abrir escritório no Brasil
da Redação da Folha de S. Paulo
São Paulo, terça, 10 de novembro de 1998

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) querem abrir um escritório regional em Brasília para facilitar a inclusão do governo brasileiro nas negociações de paz.

Desde a semana passada, Hernán Ramírez, um dos comandantes do grupo, está em Brasília negociando com parlamentares a abertura do escritório. Ele se juntou a Oliviero Medina, representante das Farc que vive no Brasil há um ano. Na quinta-feira passada, eles se encontraram com o deputado Tuga Angerami (PSDB-SP) e, amanhã, se reúnem com Artur Virgílio, secretário-geral dos tucanos.

Segundo Angerami, as Farc querem que o governo brasileiro participe do processo de paz como fez para solucionar o conflito entre Peru e Equador. Por isso, pedem reconhecimento político no Brasil.

Com 12 mil rebeldes, as Farc são a maior e a mais antiga guerrilha da Colômbia (surgiu em 1958).

Combates entre guerrilheiros e Exército deixam 3.000 mortos por ano. Há 16 anos, o governo colombiano negocia com o grupo um processo de paz.
(LUÍS EBLAK)

Vídeo educativo: bandido vs bandido

Aonde tem falcatruas têm a Globo e o PSDB






Globo está patrocinando o avião da Polícia Civil de MG. PSDB não se pronunciou sobre o caso

Caso Bruno: trapalhada pró-Globo constrange polícia de MG

A Polícia Civil de Minas Gerais viu-se obrigada, nesta segunda-feira (19), a afastar da investigação do desaparecimento de Eliza Samudio as delegadas Alessandra Wilke e Ana Maria Santos, que acompanhavam o caso, por divulgar o depoimento do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Souza, à TV Globo. O vídeo do depoimento do goleiro na transferência do Rio de Janeiro para Belo Horizonte foi mostrado na noite deste domingo (18) no programa "Fantástico".

Cena do vídeo que provocou o afastamento das delegadas mineiras

Durante a exibição da reportagem, a Globo, a todo momento, reafirmava que se tratava de um "material exclusivo", só não revelou que foi a própria polícia mineira quem repassou as fitas à emissora. Não se sabe, até agora, se houve alguma negociação financeira em troca desta exclusividade.

O chefe de Polícia Civil, Marco Antonio Monteiro, designou o delegado Edson Moreira, que já participava do caso Bruno, para presidir o inquérito. A Corregedoria da Polícia Civil investigará o vazamento do vídeo, que foi filmado em um avião da polícia mineira. A delegada Alessandra Wilke foi a chefe da operação de transferência e acompanhou os suspeitos no voo.

O advogado Ércio Quaresma Firpe, que representa Bruno, classificou de ilícito o vídeo obtido pela TV Globo. “Prova ilícita eu não discuto”, afirmou Quaresma. O advogado disse ainda, em tom irônico, que ficou muito "satisfeito" em saber que a “Globo está patrocinando o avião da Polícia Civil de MG e feliz de saber que tem alguém na folha de pagamento na Polícia Civil”.

O advogado disse ainda que todas as informações sobre o vídeo já são conhecidas. "São nove passageiros, dois tripulantes, um assessor da Polícia Civil e duas autoridades policiais. Sobram quatro agentes. Eles serão identificados e a polícia vai tomar as providências."

A Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais, administrada pelo PSDB, não se pronunciou sobre o caso.

As imagens foram captadas durante a viagem do jogador do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, em um avião da Polícia Civil mineira. Horas depois de pousar, Bruno e Macarrão foram instruídos por sua defesa a não dar mais declarações.

49 Motivos Para não Assistir a Globo

1.Apoiou a ditadura militar.

2.Nunca se pronunciou contra a censura prévia à imprensa.

3.Ignorou a tortura e sempre encampou as versões oficiais em relação aos desaparecidos políticos. Quando algum militante aparecia morto, o jornal dizia que ele tinha sido atropelado.

4.Boicotou a Campanha das Diretas enquanto pôde. É dessa época, a frase “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo”, repetida em comícios da oposição quando a emissora insistia em dizer que apenas umas poucas pessoas tinham aparecido.

5.Sempre esteve ao lado de todos os governos, civis ou militares, fosse o presidente um latifundiário, um sociólogo, um metalúrgico ou um notório corrupto.

6.Elegeu o Collor.

7.Seu núcleo de Jornalismo distorce as notícias, manipula dados estatísticos, omite, deforma e ficciona a História brasileira e mundial. Por isso, o Jornal Nacional tem o apelido carinhoso de Ilha da Fantasia.

8.O Jornal Nacional veicula as notícias com um vocabulário de no máximo 850 palavras.

9.A emissora está chantageando o governo para que o BNDES lhe entregue a quantia de 1 bilhão de reais no intuito de sanear suas contas fraudulentas.

10.Muito desse rombo financeiro deveu-se à má administração e à falta de planejamento. Acreditando no canto da sereia do Plano Real, a empresa monopolista esperava 10 milhões de assinantes da Net. Conseguiu 1,2 milhão.

11.No começo, chamava-se Globo Cabo. Recebeu o batismo jurídico de Net Serviços, já se preparando para uma possível venda. Mas ninguém comprou esse pepino.

12.A incompetência foi além: a Rede Globo enterrou US$ 200 milhões na compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo no México e da que será jogada em 2006, amargando um prejuízo de US$ 30 milhões.

13.Um dia depois do Lula ser eleito, em 2002, um comunicado assinado pelo diretor financeiro da empresa, Ronnie Marinho, anunciou que a holding do grupo decidira suspender o pagamento das dívidas de US$ 2,63 bilhões por, pelo menos, 90 dias.

14.Mesmo assim, por conta desse delírio de grandeza, continuou mantendo inúmeros contratados sob regime de quase escravidão.

15.Gasta fortunas incríveis comprando o passe de atores para que fiquem de stand by sob sua jurisdição, proibindo-os de trabalharem no teatro ou em outras emissoras. O exemplo mais gritante é a Lucélia Santos. Quando fez uma novela pra Manchete, ficou na geladeira durante décadas.

16.Isso sem contar que não recebeu um puto de direitos de imagem pela novela Escrava Isaura, a novela mais vista no mundo, pela qual a emissora ganhou uma baba incalculável.

17.A Globo atuou abertamente dentro do Congresso Nacional, pressionando e corrompendo os deputados, com o objetivo de melar a votação sobre as mudanças na Lei de Concessão de Canais de TV e Emissoras de Rádio.

18.Roberto Marinho em pessoa se encarregou de censurar a cobertura da eleição de 1989 no jornal O Globo.

19.Demitiu fotógrafos que entregavam flagrantes onde se via mais pessoas nos comícios de Lula.

20.O núcleo de Jornalismo manipulou vergonhosamente o debate entre Collor e Lula.

21.Das 2 horas da tarde até às 11 da noite, a emissora transmite nada menos que 7 novelas, entre reprises, soap opera, casos especiais e minisséries.

22.O resto é anúncio de celular e de bancos, esses mesmos que cobram juros de 12,5% ao mês para uma inflação projetada de 4,5% ao ano.

23.Nas telenovelas, o pessoal passa o tempo todo correndo atrás da verdadeira mãe, do verdadeiro pai e a grande dúvida é saber se o filho é legítimo. Chamam isso de dramaturgia.

24.98% dos atores são brancos, bonitos & musculosos.

25.Em geral, as atrizes negras que não são empregadas domésticas são lindas & gostosas e vão posar pra Playboy.

26.Os poucos atores negros agem como brancos.

27.80% não são atores, são modelos de publicidade.

28.O núcleo de dramaturgia é composto por 15 roteiristas que ganham de 20 a 30 paus por mês. Quando não estão na ativa, ganham só 10.

29.Geralmente, os atores de telenovelas para adolescentes só são flagrados lendo um livro quando quebram uma perna.

30.A emissora é também conhecida como Vênus Platinada, Chapa Branca, Canal Hegemônico, Cocaína dos Pobres.

31.Detém 80% dos anunciantes de todo o território nacional mas a audiência não é eqüivalente.

32.A Som Livre, empresa agregada, pressiona, chantageia e domina completamente todas as rádios brasileiras, impondo cantores, compositores e músicas que tocam nas novelas.

33.No início dos anos 90, num programa matinal da TV Globo dirigido ao público infantil, crianças entravam numa gincana pela disputa de um game qualquer. A que apresentava o pior desempenho era castigada recebendo um livro de presente.

34.A Xuxa conseguiu banir das locadoras de todo o país o filme Amor, Estranho Amor, onde aparecia pelada. A obra prima de Walter Hugo Khoury não poderá mais ser vista por ninguém nunca mais, coisa que nem a ditadura militar conseguiu fazer na sua época mais obscura e feroz.

35.Alegou que estava zelando pela sua imagem: protegia os baixinhos. Anos mais tarde, deu um exemplo desse desvelo em relação ao seu público mirim: contratou o Luciano Szafir para que a emprenhasse com seu sêmen, reeditando velhos postulados nazistas de limpeza da raça ariana. Depois que Sasha nasceu, ela deu um pé na bunda do sujeito, que foi banido definitivamente da programação global e caiu no ostracismo.

36.Sob o beneplácito da Globo, a Xuxa é a principal responsável pela erotização precoce das crianças brasileiras.

37.Hipocritamente, na outra ponta, o jornalismo da Rede Globo dá a maior cobertura à caça de pedófilos. Dessa maneira, fatura nos dois pólos. Cria a demanda e a persegue.

38.A emissora não deu a menor cobertura de segurança ao jornalista Tim Lopes. Pelo contrário, incitou-o a se expor diante do perigo do narcotráfico com câmaras ocultas e mini gravadores camuflados, tudo para promover o espetáculo do voyerismo na telinha.

39.Demorou dois dias para noticiar seu desaparecimento.

40.Depois que Tim foi encontrado retalhado em pedacinhos e carbonizado, promoveu outro espetáculo de igual magnitude, tornando-o mártir da notícia. Faturando em cima mais uma vez.

41.Quando viajamos ao exterior e ficam sabendo que somos brasileiros, sempre perguntam: “Ah, você é daquele país que é governado por um canal de televisão?”

42.Quando perguntam quem manda no Brasil, a hierarquia é a seguinte: primeiro, Roberto Marinho, segundo, ACM e, por último, o presidente da República. Com a morte do Cidadão Kane tupiniquim, nada mudou: botaram um filho no lugar.

43.Nunca a Globo prestou contas à opinião pública sobre o destino do dinheiro do projeto Criança Esperança. Mas sabe-se que ele vai para muitos bolsos, principalmente o do Renato Aragão. Uma merreca vai para os Programas de Caridade.

44.O demagogo Galvão Bueno é o porta voz oficial da emissora. Com sua voz metálico-ufanista, faz lobby, pressiona dirigentes, escala jogadores e demite técnicos de clubes e da seleção. Criou uma semiologia da Fórmula 1. Mistificou a vida (e principalmente a morte) de Ayrton Senna, tornando-o um fetiche áudio visual da classe média brasileira.

45.Através das telenovelas, a TV Globo uniformizou até a fala do brasileiro, destruindo o folclore, a cultura, os sotaques e dialetos regionais.

46.A trama das Telenovelas fica sob a tutela de um bando de donas de casa, que estica ou abrevia histórias, censura comportamentos, atitudes, opções sexuais, episódios difíceis & núcleos inteiros, determinando a morte de personagens, casamentos e a reviravolta do enredo através de viagens sem volta e shoppings que explodem.

47.Tomou a dianteira na tentativa mais espetacular de estupidificação do povo brasileiro: o Big Brother, um programa diário onde os convidados ficam de sunga durante o dia, vestem um roupão à tarde e, à noite, todos somem debaixo de enormes edredons e cobertores.

48.Como se percebe logo nos minutos iniciais dos reality shows, o grande desafio é fazer com que os integrantes do grupo formem palavras com mais de uma sílaba.

49.O pessoal fica indo e vindo, toca uma musiquinha no fundo, um cachorro se coça, uma menina de biquíni passa bronzeador no corpo, um garotão espanta uma mosca. Da noite para o dia, pessoas que não sabem fazer absolutamente nada viram celebridades.

Fonte: Orkut
doprincipiodoterceiroexcluido

“Crescimento se tornou antieconômico”, diz Herman Daly, pai da economia ecológica






“Crescimento se tornou antieconômico”, diz Herman Daly, pai da economia ecológica

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Famoso por suas ideias consideradas exóticas, economista defende um mundo sem crescimento

Por Edson Porto

 Joy Hecht

Herman Daly

Quando o economista Herman Daly foi contratado para trabalhar na área de meio ambiente do Banco Mundial, no final dos anos 80, a escolha surpreendeu quem o conhecia. Desde o início da carreira, Daly defendeu ideias tidas como, no mínimo, exóticas pela maioria de seus colegas de profissão. Para ele, era fundamental entender a relação da economia com o mundo físico e com a ecologia, o que não parecia caber em uma instituição tão tradicional como o banco.

Parte de suas ideias surgiu do contado de Daly com o professor Nicholas Georgescu-Roegen, o primeiro economista a dizer que a economia não poderia ser vista como um sistema isolado e deveria absorver conceitos da física no seu estudo. Vivendo em um mundo de alto crescimento e baixa preocupação ecológica, ao apresentar suas teses Georgescu-Roegen passou de economista brilhante a profissional esotérico. Acabou a vida isolado e ressentido.

Daly, porém, deu mais sorte. Apesar de visto com desconfiança por muitos colegas, ele desenvolveu seu trabalho em um período em que as questões ambientais tornaram-se muito mais relevantes do ponto de vista intelectual e político. Como resultado, virou o pai da economia ecológica, uma linha de estudo econômico que com o tempo tem ganhado cada vez mais espaço e respeito. Daly ficou seis anos no Banco Mundial e, depois, retomou a carreira acadêmica. Hoje é professor da Universidade de Maryland, em Washington. Nesta entrevista, concedida por telefone, o economista fala de suas ideias e propostas econômicas incomuns.

Época NEGÓCIOS - O senhor começou a falar de economia ecológica e dos limites do crescimento há 40 anos. Quanto a visão sobre esse assunto mudou?
Herman Daly - Devo dizer que os resultados são um pouco contraditórios. Quando você olha para a influência que tivemos, nós da economia ecológica, nos padrões da profissão econômica, vemos que ainda somos muito marginais. De outro lado, se você olha para o mundo intelectual mais amplo, para os ecologistas, os cientistas físicos, os cientistas do clima e mesmo alguns políticos, daí vemos que ganhamos muito mais influência e atenção. Na verdade, acredito que os economistas neoclássicos é que estão começando a ficar marginalizados em meio à comunidade intelectual como um todo.

Mas o senhor vê alguma mudança na postura dos economistas mais ortodoxos?
De certa forma sim, porque as pessoas estão vendo com mais clareza as consequências da mentalidade do crescimento ilimitado. A economia de cada nação está limitada pelo seu pedaço na biosfera, mas elas ainda estão tentando crescer além disso, passando para o espaço ecológico de outros países. Essa é a mentalidade da globalização, que está agora chegando aos seus limites. Creio que essas ideias estão ganhando atenção por que de forma crescente elas parecem mais congruentes do que o crescimento para sempre. Claro que para os políticos, e para muitos economistas, ainda é venenoso falar sobre os limites ao crescimento.

Muitos dos seus críticos dizem que, no passado, teses sobre os limites do crescimento se mostraram falsas porque subestimaram o poder da tecnologia e da inovação. O que o senhor responde a isso?
Vamos tomar como exemplos aqui a questão do fim do petróleo e do aquecimento global. Por um lado, temos o problema do fim de um recurso natural não-renovável que é muito importante e, de outro, um problema causado justamente pelo uso desse recurso. A medida correta nesse caso é taxar pesadamente os combustíveis fósseis e usar essa renda na direção das energias renováveis e da distribuição de riqueza. Ou seja, vamos dar à tecnologia cada incentivo possível para resolver nossos problemas. Minha resposta para os economistas é que eu espero que eles estejam certos e, se eles estiverem, todos nós vamos comemorar. Mas precisamos induzir as mudanças que eles acreditam serem tão fáceis ou naturais, porque, se estiverem errados, pelo menos vamos ganhar tempo para trabalhar nos ajustes econômicos fundamentais.

Alguns economistas dizem que os problemas dos limites naturais se resolvem pelo aumento dos preços. Quando um recurso fica mais caro, desenvolvemos tecnologias para usá-lo melhor ou substituí-lo...
Os preços de recursos escassos vão eventualmente subir, mas o mercado é muito míope. Só quando as coisas ficam realmente problemáticas é que os preços sobem. Por isso, é mais interessante subir alguns preços artificialmente, com impostos, para induzir as mudanças técnicas. Além disso, precisamos induzir as soluções corretas. As tecnologias que estão sendo desenvolvidas para manter o sistema andando são extremamente perigosas. Estamos nos voltando para energia nuclear, indo para exploração de petróleo em águas profundas. Veja o que está acontecendo no Golfo do México com o vazamento de petróleo dos poços da BP. Estamos tentando soluções técnicas desesperadas para manter o sistema em movimento. O que eu digo é que talvez seja melhor diminuir a velocidade e ser mais cuidadoso.

Parar de crescer não vai impedir o desenvolvimento?
Em economia ecológica, tendemos a fazer uma distinção entre crescimento e desenvolvimento. Crescimento é um aumento na produção e na utilização física de recursos. É quando alguma coisa cresce fisicamente em termos de matéria e energia. Desenvolvimento, de outro lado, é qualitativo. É quando as coisas ficam melhores. Você pode ter tecnologias melhores e produzir a mesma quantidade de coisas para entregar mais bem-estar e mais satisfação. Em economia ecológica, estamos a favor do desenvolvimento, mas não de aumentar a produção para desenvolver, porque é o crescimento que causa os problemas ecológicos.

Mas como vamos criar empregos ou obter as coisas que queremos sem crescimento?
Primeiro, é preciso ver que durante a maioria do tempo de nossa existência na Terra vivemos em sistemas em que o crescimento foi ínfimo. Eram economias rurais que de um ano para o outro nem notavam o crescimento. Apenas depois da Revolução Industrial e, particularmente, depois da Segunda Guerra Mundial, é que crescimento se tornou tão explosivo. Nós nos acostumamos ao crescimento, mas na verdade ele é excepcional. Outra coisa importante é que as pessoas tendem a achar que parar de crescer significa parar de produzir. Não é. Numa sociedade sem crescimento será preciso continuar produzindo. A produção, porém, será direcionada para a reposição e não para a acumulação. Haverá, portanto, a manutenção de certo nível de produção e consumo, porque precisamos de coisas para ficar vivos. A questão é por que temos sempre que aumentar de tamanho?

Um dos motivos é porque a população cresce...
Exatamente. Uma parte necessária da economia estável é controlar o crescimento populacional.

Essa é uma discussão difícil hoje...
Sim, tornou-se politicamente incorreto falar sobre o assunto. Mas o fato é que precisamos controlar o crescimento da população, e a melhor maneira de fazer isso é oferecer educação e contraceptivos para todos. Nosso maior problema, porém, é que o crescimento tornou-se o valor maior das economias. Nos Estados Unidos, estamos em uma crise e a solução é sempre fazer a economia voltar a crescer. É uma armadilha. Vamos precisar de muitas mudanças para ir de uma ideologia de acúmulo para uma ideologia de suficiência e manutenção. Outro problema é que temos pobreza no mundo, e a nossa solução para isso também é o crescimento. Em certo sentido, a ideologia do crescimento se tornou um substituto para divisão e redistribuição, porque isso é considerado difícil de fazer. Temos que crescer mais para não ter de dividir. Nos Estados Unidos, a coisa que tem menos sido dividida é o crescimento. A maior parte tem ido para os 5% no topo. Isso está aumentando a desigualdade e, com o tempo, talvez leve as pessoas a perceberem que o crescimento não está ajudando os pobres e que precisamos fazer algo diferente.

Quando é possível dizer que o limite do crescimento foi ultrapassado?
O ponto sobre o crescimento é o seu custo. Em geral, simplesmente assumimos que crescendo em termos de produção e população ficamos mais ricos. E, ficando mais ricos, podemos dividir mais, diminuindo os problemas. Mas se você fizer a conta cuidadosamente verá que o crescimento pode se tornar antieconômico. Nós passamos de um planeta praticamente vazio, em que todo o crescimento era econômico, para um planeta relativamente cheio no qual para crescer você afeta e destrói a biosfera numa escala nunca vista antes. Hoje, os benefícios do crescimento não passam nem perto do que eram no passado. Normalmente, os benefícios marginais do crescimento eram comida, abrigo e roupa – e para muitas pessoas ainda é assim. Mas, nas partes ricas do mundo, o crescimento significa hoje uma segunda casa, um terceiro carro. Ou seja, o benefício marginal do crescimento para o bem-estar está diminuindo, enquanto o custo marginal está aumentando, porque para crescer mais temos que usar ecossistemas vitais.

Essa é uma ideia muito difícil de as pessoas aceitarem. Afinal, se elas trabalham duro e ganham dinheiro, por que não podem ter a segunda casa ou terceiro carro?
Por que o custo disso na biosfera é grande demais e não pode continuar. O aumento do consumo está vindo a um custo muito alto para o resto do sistema, inclusive para as outras pessoas, e há o risco de colapso. Outro ponto importante é que muitos estudos psicológicos indicam que a partir de certo patamar o crescimento e o acúmulo ficam dissociados da felicidade. Mas se o crescimento em termos de felicidade é baixo, seu impacto é alto em relação à degradação do meio ambiente. A ideia é: vamos ser bons economistas e dizer que, quando o crescimento nos beneficia mais do que custa, vamos continuar crescendo, mas, quando os custos são muito altos, temos de parar de crescer. É preciso reconhecer a mudança no padrão da escassez.

Mudança no padrão de escassez?
Os economistas são treinados para se preocuparem com a escassez. Num mundo vazio, o que é escasso é o trabalho humano e o capital. Abundantes são os recursos naturais. Para maximizar a produtividade do capital e do trabalho, usamos os recursos naturais o mais rápido possível. Em um mundo cheio, o padrão de escassez mudou. Veja o exemplo dos peixes. O fator determinante no passado para o limite do número de peixes pescados por ano era o número de barcos e de pescadores. Mais pescadores e mais barcos resultavam em mais peixes. Isso não é verdade hoje. Já temos pescadores e barcos demais, e o fator limitante é o número de peixes no oceano. O limite é o capital natural. Por isso, temos que dar tempo para os peixes se recuperarem.

Isso vale para outros recursos?
Sim. Pegue o petróleo. O fator limitante costumava ser nossa capacidade de furar poços, não mais. Outro exemplo é a agricultura irrigada. O fator limitante principal costumava ser uma mistura entre capital, incluindo adubos e a habilidade para explorar os recursos hídricos, e trabalho. Hoje, de forma crescente, é apenas a quantidade de água à disposição. O ponto é que o fator limitante mudou. Por isso, precisamos economizar nos fatores limitantes. Essa é a lógica.

Como fazer isso?
Podemos impor tetos, limites, como temos tentado fazer com a pesca. Isso nem sempre funciona, mas temos de limitar. Uma maneira de viabilizar isso é realizar leilões com cotas, os chamados leilões de cotas de degradação.

Não é fácil impor limites. Normalmente, as pessoas não apóiam essa ideia...
A gente aprendeu a acreditar que mais produção nos deixa mais ricos. Não estou argumentando contra ficar rico, estou argumentando contra o crescimento que não nos deixa mais ricos. Aquele que nos faz sacrificar coisas que são mais importantes do que a produção extra. Se as pessoas perceberem isso, elas ficarão mais capazes de aceitar limites. Mas essa é também uma questão de percepção. Afinal, se não existem limites naturais para o crescimento e todos podemos ficar mais ricos para sempre, por que as pessoas vão abrir mão do seu pedaço. Sou muito crítico dos economistas porque acho que como profissionais estamos pregando o gospel do crescimento para sempre e temos sido muito lentos em reconhecer as mudanças nos fatores limitantes.

O problema não é que mudar de padrão é muito complexo e difícil?
Eu entenderia se a maioria dos economistas dissesse: “Sim, você está certo, mas não temos como fazer as mudanças”. Mas eles não dizem isso. Quanto à complexidade, o que está ficando cada vez mais complexo é crescer. Usinas nucleares são muito complexas, extração de petróleo em profundidade é muito complicado. Estamos desenvolvendo sistemas extremamente complexos para continuar a crescer. Acredito que isso vai nos empurrar para os limites. Claro que temos uma devoção quase religiosa a nossa capacidade criativa, à ideia de que a ciência e a tecnologia podem fazer qualquer coisa. Mas, se você pensar, a razão pela qual a ciência e a tecnologia são tão impressionantes é precisamente porque elas não tentam fazer o que é impossível e respeitam leis básicas. Você não pode criar matéria e energia do nada, essa é a primeira lei da termodinâmica. Você não pode ter máquinas com movimento perpétuo, essa é a segunda lei. A economia precisa colocar em suas premissas básicas a primeira e a segunda leis da termodinâmica e reconhecer que há limites para a economia no mundo físico. Tecnologia não vai mudar a primeira e a segunda leis da termodinâmica.

Quão importante é a revisão do conceito do PIB nesse debate?
Acho que é central. Estou muito satisfeito por ver economistas mais importantes, ganhadores do Prêmio Nobel, envolvidos nisso. Há 30 anos as pessoas criticam o PIB. Mesmo o Banco Mundial já flertou por um período com a ideia de esverdeá-lo, mas acabou desistindo. Provavelmente foi considerada uma mudança muito radical. Hoje tratamos o PIB como se ele representasse um benefício líquido de crescimento, mas não representa. É uma soma maluca de custos e benefícios. Ele apenas mede atividade, mas algumas atividades econômicas são benéficas e outras, infelizmente, não. Há vários exemplos, como as pessoas que gastam mais tempo e combustível para se locomover porque as cidades estão se expandindo ou os gastos para limpar a poluição que geramos. Se nós separássemos nessa conta o que é um custo e o que é um benefício, e comparássemos os dois na margem, conseguiríamos ver qual é o custo e o benefícios marginais de crescer. Numa empresa, quando os custos superam os benefícios, você para de produzir. Essa é uma regra básica da microeconomia que não existe na macroeconomia.

E a questão do capital natural no PIB?
Esse é outro problema. A gente consome o capital natural e não mede. Cortamos florestas inteiras em um ano e, em vez de um crescimento sustentável ou de uma renda sustentável, a gente apenas liquida o capital natural. Isso vai para as contas nacionais como se fosse rendimento, como se pudéssemos fazer isso de novo no ano que vem, o que claramente não podemos. Então, parte da mudança é apenas alterar os padrões básicos de contabilidade.

O senhor também é um crítico da globalização. Por quê?
Todos são a favor de uma comunidade global, mas existem dois modelos. Um é o modelo de integração em que a comunidade mundial se torna uma grande comunidade integrada. Basicamente, você apaga as fronteiras nacionais em termos econômicos. A outra visão é a de que a comunidade global é uma federação, que se une para colaborar em problemas globais, mas que continua separada em nações. Essa federação é o que foi estabelecido em Bretton Woods, com a criação das Nações Unidas e de outras instituições. O modelo único e integrado é uma invenção da elite corporativa e está representado na Organização Mundial de Comércio e é hoje apoiado pelo FMI e pelo Banco Mundial. O modelo federativo é como amizade, que coopera, mas é separado. O modelo integrado é como casamento em que você vira uma nova unidade.

Qual é o problema de buscar cada vez mais integração?
Os humanos existem em comunidades. E as unidades de comunidade hoje estão no nível nacional e subnacional, mas não há instituições para uma comunidade global. As instituições que temos são de internacionalização e não de integração. Acho que, se você integra a economia globalmente sem um governo global, você apenas transfere poder dos governos para as corporações globais. E essa é a razão pela qual elas pressionam pela globalização, para escapar dos controles nacionais. Então, uma solução seria termos um governo global. Mas isso é muito difícil e improvável. A outra alternativa seria empurrar o capital global para dentro do ambiente local e impedir que ele seja tão global. Posso estar errado, mas acho que é muito perigoso ir para a uma integração global, sem governo. Claro que há algumas áreas em que nós temos que fazer isso, como o aquecimento global. Mas mesmo as decisões internacionais sobre temas como esse serão implementadas e controladas por nações e seus cidadãos.

Muitas pessoas vêem as suas ideias como exóticas. O senhor é otimista em relação à mudança dessa percepção e a mudanças das ideias em relação ao crescimento?
É difícil ser otimista. O que dá para ser é esperançoso. Eu acho mais fácil ter esperança de mudar nossa atitude em relação ao crescimento do que em acreditar que o crescimento contínuo será a solução. Mas para haver mudanças provavelmente precisarão ocorrer crises. É o que vemos historicamente. Ao falar com os meus estudantes sobre isso, digo que não podemos agir sobre essas questões agora, mas que o sentido de falar de coisas que estão além da possibilidade real é que, quando ocorre uma crise ou uma oportunidade para mudança, não temos que começar do nada. É bom ter ideias na mesa.

Mercadante: presídios de SP estão entregues ao crime









E ssERRA Diz Que Entende de Segurança!!

Ao lado do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e do secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou neste sábado (17) que o Estado paulista delegou a segurança dos presídios às facções criminosas.

Segundo ele, "é incrível ouvir daqueles que tiveram a chance de fazer e não fizeram de falar em criação de um ministério da Segurança Pública", disse ele, se referindo ao ex-governador de São Paulo e candidato à presidência da República, José Serra (PSDB).

Durante a campanha eleitoral, por mais de uma vez, José Serra falou da sua intenção de criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito.

Mercadante participou de um debate em Campinas sobre o programa de segurança pública para São Paulo, que está sendo elaborado pelo PT para a sua campanha.

O candidato fez diversas críticas ao governo do PSDB em São Paulo e afirmou que durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso à frente da presidência da República (1995-2002), foram nove os ministros da Justiça que ocuparam a cadeira.

"Nós tivemos três, o Márcio Thomaz Bastos, o Tarso Genro, que se licenciou para se candidatar, e agora o Luiz Barreto, que é um funcionário de carreira. Eu quero ser um governador de equipe e não que sabe tudo, como muitos por aí", disse.

De acordo com o candidato, uma das propostas que está em discussão para o programa é a separação de presos em quatro níveis de acordo com seu grau de periculosidade. Mercadante também disse que se eleito mandará os presos mais perigosos do Estado para presídios federais.

Segundo o petista, está chegando ao fim um ciclo, já que depois de 16 anos no governo, o PSDB está "muito acomodado".

Na mesma linha de críticas à gestão da segurança pública em São Paulo, o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse que estava no evento não em caráter oficial, mas como militante político, como homem de esquerda.

"Tenho grande expectativa e esperança de ter Mercadante no governo de São Paulo. Quero ser franco e São Paulo deve a si mesmo e ao Brasil por ter escolhido mal os seus governantes estaduais. Governantes tão ruins como os que temos em São Paulo nos últimos anos", disse.

Segundo ele, é preciso que São Paulo reate as relações com o governo federal. "Isso começa no setor de intelegência, onde o governo de São Paulo não tem participado dos nossos principais projetos".

Balestreri aproveitou para criticar Geraldo Alckmin (PSDB), adversário de Mercadante. "No governo Alckmin (2003-2006) ocorria uma insuportável falta de relações com o governo federal. Exerceu-se uma política burra de enfrentamento ao governo federal".

"Sugiro em todas as partes do Brasil que Mercadante supere um trauma histórico, que é a falta de profissionalismo na gestão. É preciso parar de fazer politicagem na segurança pública", completou.

O secretário disse ainda que não adianta ficar "felizinho" com a queda dos homicídios em São Paulo, o que ele disse ser pouco.

Mais comedido, o ministro da Justiça afirmou que é necessário melhorar a relação institucional com o governo paulista. "Queremos uma melhor articulação institucional. Essa é a melhor forma de combater o crime", disse.

Ele também criticou Serra pela intenção de criar um Ministério da Segurança Pública. "Criar órgão resolve o problema se segurança pública. Nunca resolveu. Nós já temos um que é o Ministério da Justiça", disse.

Fonte: Terra
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