Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
O Estado nazi-sionista de Israel promete diminuir seus crimes de guerra contra palestinos. É isso mesmo, não há engano no uso do verbo ‘diminuir’, o fósforo branco, condenado por leis internacionais, não será banido do arsenal nazi-sionista.
Em tese, o fósforo branco é usado para produzir uma cortina de fumaça como meio de esconder o avanço da própria tropa. As fotos abaixo falam por si.
O estado nazi-sionista de Israel usa as mais de 70 resoluções da ONU contra si como papel higiênico.
Israel promete limitar fósforo branco em guerras futuras
Guila Flint
Israel disse que vai limitar uso de fósforo branco em guerras futuras
Em relatório apresentado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o governo de Israel se compromete a limitar a utilização de armamentos com fósforo branco em "guerras futuras".
No documento, encaminhado às Nações Unidas, o governo israelense também se compromete a “evitar ferimento de civis e danos a propriedades civis nos próximos confrontos”.
O documento responde a um relatório que acusou Israel de ter cometido crimes de guerra durante a ofensiva à Faixa de Gaza, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009.
O documento atual é o segundo que Israel apresenta à ONU, depois de realizar investigações internas sobre possíveis falhas cometidas durante a ofensiva à Faixa de Gaza.
Atuação ilegal
No primeiro documento, encaminhado a Ban Ki-moon em janeiro deste ano, o governo mencionou 36 investigações iniciadas dentro do Exército por suspeitas de “atuação inadequada por parte de militares”.
Uma das investigações resultou no indiciamento de um oficial pela morte de civis durante a operação.
Cerca de 1,4 mil palestinos foram mortos durante a ofensiva israelense à Faixa de Gaza. Do lado israelense o número de vitimas foi de 13, entre elas três civis.
Neste segundo relatório o número de investigações mencionado sobe para 47, 11 a mais do que no relatório anterior.
O documento se refere a suspeitas de atuação ilegal por parte de soldados e oficiais, principalmente relacionadas à utilização de fósforo branco contra civis e ao comportamento das tropas durante o combate em zonas residenciais.
O fósforo branco é uma substância cuja utilização contra civis é proibida pela lei internacional, pois causa queimaduras profundas.
De acordo com o Exército israelense, na Faixa de Gaza a substância foi utilizada para criar uma “cortina de fumaça” e assim impedir a visibilidade das tropas.
Segundo o relatório, o Exército israelense decidiu, em confrontos futuros, agregar um oficial para assuntos humanitários junto a cada unidade de combate em áreas habitadas, “para evitar danos à população civil”.
O relatório Goldstone, apresentado à ONU em setembro de 2009, também acusou o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, de cometer crimes de guerra ao lançar foguetes contra áreas civis no sul de Israel.
Em consequência, a comissão Goldstone exigiu que a Autoridade Palestina também realize investigações internas sobre os crimes cometidos.
De acordo com a ONU, a delegação palestina apresentou um relatório detalhado ao secretário-geral, porém o conteúdo desse relatório ainda não foi divulgado.
A Autoridade Palestina havia informado que teria dificuldades de realizar uma investigação abrangente sobre o ocorrido durante a chamada Operação Chumbo Fundido, já que perdeu o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007 quando o Hamas expulsou o Fatah e tomou à força o controle político e militar da região.
Entrevista: Temer diz que, como representante do PMDB na coalizão, negociará fatia do partido
“Quem tiver a maior bancada terá mais presença no governo”
Ruy Baron / Valor Temer repudia a radicalização da campanha: “O que eleitor quer saber é quem vai lhe dar conforto”
Caio Junqueira e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR
Uma vez eleito vice-presidente na coligação encabeçada por Dilma Rousseff (PT), o presidente da Câmara dos Deputados e do PMDB, Michel Temer, garante que irá cumprir o papel que a Constituição lhe conferir: o de substituir o presidente da República em sua ausência. A afirmação, porém, não se sustenta por muito tempo, quando o próprio deputado expõe as credenciais que devem levá-lo a ser a eminência parda de um eventual governo Dilma.
Temer parece saber que sua disposição para o diálogo e conhecimento do Legislativo adquiridos no decorrer de 14 anos consecutivos como deputado federal, nove dos quais à frente do maior partido do país e seis como presidente da Câmara serão habilidades preciosas na ausência da popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva.
Declarações como “É muito provável que eu tenha um diálogo na formação do governo” ou “Eu acho que poderei ajudar (na relação do governo Dilma com o Congresso)” sinalizam que, ao contrário de Itamar Franco, Marco Maciel e José Alencar, o vice de Dilma tende a ser mais do que um vice-presidente.
Em entrevista ao Valor, ontem, concedida na residência oficial da Presidência da Câmara, Temer falou muito mais de 2011 do que de 2010, o ano em que deve ganhar a eleição para atuar no próximo. Fez prognósticos sobre a evolução que quer imprimir ao PMDB no caso de vitória da composição governista: de um partido sob a pecha de fisiológico para o de moderador das políticas públicas de um terceiro governo petista. Temer já descreve o critério para a divisão de poder com o PT: “O tamanho da bancada é o mais importante. O critério político é esse”.
O peemedebista deu sua visão de governo ao falar sobre a autonomia do Banco Central -que, segundo ele, não precisa ser formal, mas real-, e sobre as necessidades de que as reformas política e tributária sejam feitas já em 2011. Também disse não ver risco na crescente onda de aprovações ocorridas no Congresso que aumentam os gastos públicos. “A economia do Brasil tem retaguarda para isso”.
Valor:A vitória da chapa Dilma- Temer inauguraria no país o vice-presidencialismo, com um vice muito forte, fiador de uma titular com pouca experiência política?
Michel Temer: Essa tese parece ser a meu favor, mas é contra. O vice-presidente tem de cumprir as funções determinadas pela Constituição. A autoridade não vem da pessoa, mas da lei. Agora, é possível que pelo fato de eu ser presidente de um partido grande, forte, importante no país, eu tenha um diálogo no momento da formação do governo, já que vou ser o representante do PMDB nessa coalizão.
Valor:E na articulação com o Congresso?
Temer: Acho que poderei ajudar. Mas se eu exercerei essa função, não sei. Poderei ajudar pelo fato de ter sido três vezes presidente da Câmara. Tenho, graças a Deus, um bom diálogo com os colegas.
Valor:Há hoje briga de hegemonia entre o PT e o PMDB, que se reflete até em pequenas disputas de espaço no Congresso. É uma prévia do que vem por aí caso Dilma se eleja?
Temer: Vamos fazer uma parceria e creio que se depender do PT também há interesse. Não acredito que haverá dissonâncias quando estivermos no governo, vamos exercer funções de parceiros.
Valor:Mas o que vai definir a divisão de poder num eventual governo Dilma?
Temer: O tamanho da bancada é o mais importante. O critério político é esse. Quem tem a maior bancada tem maior presença.
Valor:Uma autoridade da campanha da Dilma disse que o apetite do PMDB por cargos terá de diminuir porque o partido já teria a vice-presidência…
Temer: Tudo isso terá que ser discutido depois. É preciso compor o governo de forma equilibrada entre os vários partidos. A função do vice é, simplesmente, substituir o presidente nas suas ausências. Só isso. Não vou poder, a todo momento, ficar ditando os rumos do governo. Creio que haverá um governo de colaboração dos vários partidos. É claro, pode ter uma ou outra postulação de cargo por um deputado, um senador. Mas não é a regra do conjunto do PMDB nem dos demais partidos.
Valor:Como o PMDB transformou-se de partido fisiológico em partido do poder moderador, como tem se definido?
Temer: Isso é fruto de um trabalho que fizemos ao longo do tempo para tirar do partido essa pecha. Mas eu quero dizer que ela não é justa. Nenhum governo hoje consegue levar adiante os seus programas se não fizer uma grande coalizão. E para isso sempre foi fundamental o PMDB. Nesses últimos quatro anos, passamos a ter uma interlocução que era mais programática do que fisiológica. Tanto que, nesse momento, não estamos esperando eleger o governo para participar do governo. Nós estamos fazendo uma coligação político-eleitoral-programática. Vamos trabalhar juntos para ganhar a eleição e vamos governar juntos.
Valor:Quais reformas são mais necessárias?
Temer: A da Previdência, tributária e política têm que ser feitas no primeiro ano. Não é que não tenham andado antes, deram alguns passos. Essas coisas na democracia fazem parte de um processo. Acho que estamos maduros para as três.
Valor:Uma reforma da Previdência é realmente prioritária para um governo Dilma? A aprovação da emenda que extingue a taxação dos inativos acima de 65 anos e a obstrução à previdência complementar para o funcionalismo não são um retrocesso?
Temer: Esta é apenas a tese do benefício de alguns setores. Mas a reforma da Previdência também envolve restrição de direitos. Qual o grande drama atual? A expectativa de vida. Você tinha uma expectativa de vida de 60, 65 anos e hoje você tem uma expectativa de vida de 80 anos. Qual é a nossa tese em matéria de previdência? Toda e qualquer modificação deve ser anunciada para aqueles que entram no serviço público.
Valor:Qual a reforma política defendida pelo PMDB?
Temer: Parto de quatro premissas. O poder emana do povo. A democracia é o regime das maiorias. Quem tiver maioria governa. Chega-se ao poder pelo voto das maiorias. Digo isso para desmerecer a idéia do quociente eleitoral, que visa basicamente a enaltecer os partidos políticos, mas é um equívoco em face da Constituição.
Valor:Por que?
Temer: Porque o correto é que quem teve mais votos seja eleito. Se conectarmos isso com a fidelidade partidária, você reduz a quantidades de partidos e ficam desnecessárias as coligações proporcionais, em que somos obrigados a nos coligar com partidos pequenos para atingirmos o quociente eleitoral e eleger nossos deputados. Minha posição é de que os deputados sejam eleitos pelo sistema majoritário. Por exemplo, que os 70 mais votados de São Paulo sejam os eleitos para a Câmara.
Valor:Então o sr., ao contrário do PT, defende o voto distrital?
Temer: Essa tese é a do chamado “distritão”. Cada Estado passa a ser um distrito para a disputa para a Câmara. Faz-se o mesmo nos municípios com mais de 200 mil eleitores. Você pega uma cidade como São Paulo e a transforma em distritos geográficos. É importante que tenha um vereador de Sapopemba, da vila Leopoldina, de Perdizes (todos os três, bairros paulistanos). Para as eleições para a Assembleia também, porque nos Estados às vezes tinha prefeito que não conseguia chegar a mim porque não tinha um representante para a Assembleia. Então se distritalizar no Estado também faz uma boa coisa.
Valor:O que acha do financiamento público de campanha?
Temer: É fundamental. Primeiro porque você não faz campanha se não houver contribuições. E quando tem contribuição, sempre há alguém que faz uma correlação com uma eventual empresa corruptora. Isso é um desastre.
Valor:Voto em lista também?
Temer: O voto em lista briga com essa teoria do mais votado. Se não prevalecer esse meu sistema eu apreciaria o voto em lista. Só que aí precisa de partidos mais solidificados.
Valor:Muitos defensores da reforma política alegam que esta melhoraria o nível dos representantes. O sr. é deputado desde 1986. De lá para cá caiu o nível do Legislativo?
Temer: Eu cheguei aqui com uma visão muito elitista do Legislativo. Achava que só os mais iluminados intelectualmente poderiam participar de uma casa dessas. Muitas vezes a gente trabalha com a teoria da representação popular e não observa a prática. Um dia um deputado me convidou para um churrasco na região dele em uma região muito pobre. Para mim foi um aprendizado. Ele conseguia representar o povo dali. Acho que a representação popular é o retrato do país. Agora como você modifica o retrato do país? Modificando os fotografados. O eleitor cada dia mais caminha para uma apuração dos costumes e a própria legislação caminha para essa direção. No instante em que se proíbe entrega de brindes nas eleições, por exemplo, está se apurando o sistema. Agora dizer que piorou ou não é muito subjetivo.
Valor:O sr. acha que o voto de de opinião está em extinção?
Temer: O voto de opinião perfila ao lado de todos os demais votos ligados a demais grupos de representação, como ruralistas, sindicalistas, economistas. São poucos os votos de opinião, mas eles existem.
Valor:E qual a fórmula política para que saia uma reforma tributária?
Temer: Uma verdadeira federação se faz pela repartição de competências tributárias e autonomia dos entes federativos. Você só é autônomo se tiver dinheiro no bolso. A federação se alicerça na autonomia política, mas esta está ancorada na autonomia econômica e financeira. Se você fizer uma repactuação tributária precisa descentralizar os recursos.
Valor:O aumento nos gastos públicos e os sucessivos reajustes ao funcionalismo são uma bomba relógio para o próximo governo?
Temer: Não acho. O país vai muito bem economicamente e tem condições de suportar os aumentos, por exemplo, do funcionalismo. Se o país estivesse por exemplo ainda devendo ao FMI, com problemas internos e sociais muito grande, teríamos um problema. Estamos diante da primeira eleição que o povo vai razoavelmente tranquilo para as urnas. Nas eleições anteriores tinha setores raivosos que iam para a eleição e setores não raivosos contemplados com o governo mas preocupados com aquela raivosidade. Hoje, não. O presidente Lula conseguiu pacificar as relações sociais. O empresariado satisfeito, a classe média foi ao paraíso, as classes D e E migraram para a classe C, o Nordeste cresceu.
Valor:O sr. aprova a atuação do BC, comandado pelo pemedebista Henrique Meirelles? O sr. defende autonomia formal do BC ou o formato que funciona hoje é o ideal?
Temer: A atuação do Meirelles foi corretíssima, eu não ouço uma crítica quanto a isso. Acho que tem de deixar uma autonomia real, não é preciso caminhar para uma autonomia formal, estabelecida por lei.
Valor:O que acha da omissão do parlamento ao atrasar a definição de uma política para o salário mínimo? Ou essa matéria pode continuar sendo regida por medidas provisórias?
Temer: Em primeiro lugar, eu quero registrar que o grande trabalho no passado foi o de equiparar o salário mínimo aos US$ 100. Hoje ele vale pouco mais de US$ 300. Avançou não só em relação ao trabalhador, que ganha mais, mas em relação à produção. Quem ganha mais, gasta mais e com isso, o Brasil também produz mais. Em face da estabilidade econômica, acho que podemos ter perfeitamente uma lei planejadora dos aumentos do salário mínimo. Se eu puder ajudar junto ao PMDB, ajudarei.
Valor:Há espaço para mudanças na política econômica brasileira?
Temer: Poderíamos, como o próprio (vice presidente da Caixa Econômica Federal) Moreira Franco incluiu em nosso programa, remunerar o FGTS com uma taxa que não seja tão pequena. Acho que ela comporta uma série de ajustamentos. E tem muito a ver com o lema da nossa campanha, que é “continuar mudando”. A ideia é que o presidente Lula mudou muita coisa e agora nós vamos continuar mudando, aperfeiçoando o sistema.
Valor:Quais os outros pontos, além das questões econômicas, precisam de ajustamentos?
Temer: Um dos problemas básicos do Brasil é a educação. Mais no nível básico do que no universitário. Nós vamos defender que se estenda o sistema do Prouni para o ensino básico. Fiquei impressionado com notícias mostrando que o aluno sai do ensino básico sem saber escrever. Isso é grave. Outro ponto que pretendemos explorar seria um aperfeiçoamento do Bolsa-Família. Num dado momento, o garoto se forma no ensino básico, no ensino médio e daí não tem recursos para começar a vida. Estamos sugerindo que o governo também acrescente ao Bolsa-Família uma quantia a título de poupança para que ele possa dar o passo seguinte.
Valor:Como o senhor avalia a atuação do MST?
Temer: Sou escravo da lei. Não quero desmerecer os movimentos sociais, acho que eles são importantes. Agora, todo movimento social tem que agir nos termos da estrita constitucionalidade e realidade. Se está fora da lei, não há como contemporizar. Quando invade terras produtivas está violando a lei. Não tenho a menor dúvida.
Valor:Qual sua avaliação sobre a saúde, área que esteve no segundo mandato com o PMDB e que nas avaliações do governo não há resultados positivos a apresentar?
Temer: O Temporão (José Temporão, ministro da Saúde) fez um bom trabalho, especialmente no combate às epidemias. Saúde tal como educação é uma área complicada. Ambas são fundamentais. Temos que investir muito financeira e administrativamente.
Valor:O senhor defende a recriação da CPMF?
Temer: No momento não há necessidade. Mas, se for necessário para trazer mais recursos à saúde, eu defenderia o voto a favor.
Valor:Como vê o debate dos royalties do pré-sal?
Temer: É preciso reequacionar a participação de todos os estados e municípios, sem prejudicar os estados produtores, é preciso fazer essa equação.
Valor:E a recriação da Telebrás para atuar no Plano Nacional de Banda Larga?
Temer: Não sou a favor do ingresso do Estado em vários setores, especialmente setores que já estão sendo bem tratados pela iniciativa privada. Agora, em tudo aquilo que houver falta da atuação privada e o Estado puder compensar para estender o serviço a todos os brasileiros, eu acho útil (a intervenção do Estado). O que não quero é que a intervenção do domínio econômico se dê em setores que já estão caminhando, mas que a intervenção possa se dar em setores ainda não encobertos e transitoriamente porque isso também desonera o poder público.
Valor:Como avalia a declaração do candidato a vice na chapa que é sua adversária denunciando as ligações do PT com as Farc?
Temer: Foi uma declaração infeliz dele. A Dilma tem feito uma campanha realmente elevada e acho que pode servir de exemplo para todos que estão disputando. Se mantivermos essa linha, será importante, porque afinal o que eleitor quer saber é quem vai lhe dar conforto.
Falando em petróleo e segurança na sua exploração, o cineasta americano Oliver Stone (foto) disse, nesta terça-feira, em Londres, que o vazamento de petróleo no Golfo do México mostra que os Estados Unidosdeveriam seguir o exemplo dos países latinoamericanos e nacionalizar a exploração de seu petróleo.
Em entrevistas concedidas em Londres, disse que o petróleo e outros recursos naturais “pertencem ao povo e são importantes para ser deixado sob o controle privado. “Este derrame de petróleo da British Petroleum é algo típico do que acontece quando se permite que uma indústria privada trate apenas como lucro o que deveria ser um bem púbico”, disse Stone, vencedor de vários “Oscar”
Nem a indústria do petróleo, nem a da saúde nem as prisões deveriam ser fontes de lucro privadas, são atividades esssencialmente públicas.
Amanhã ou depois, assim que traduzir, publico trechos da carta onde Oliver Stone rebate as críticas do jornalista Larry Rother, do NY Times, ao seu filme “Ao Sul da Fronteira”, que está sendo lançado na capital inglesa.
É campanha da ADPESP - Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, por melhores condições de trabalho e remuneração.
O governo de São Paulo tentou impedir na Justiça que a campanha fosse veiculada, alegando que seria propaganda negativa influindo no quadro eleitoral.
Perdeu na Justiça, e a campanha pôde ser veiculados.
Na sentença, o juiz considerou que a campanha é classista e não eleitoral.
As eleições não podem impedir que a classe policial faça suas reivindicações, e as informações e dados apresentados são objetivos, oficiais e verdadeiros.
Depois de ver esses anúncios, onde os governos demo-tucanos de Serra e Alckmin diminuíram a proporção de número de policiais e delegados por habitante...
Depois de passar anos governando o estado, deixando centenas de cidade sem delegado...
Depois de deixar delegados recebendo os piores salários do Brasil...
Dá para acreditar que José Serra tem competência para falar em Segurança Pública?
Dá para levar a sério proposta de criar ministério, vinda de alguém que reduziu proporcionalmente o número de policiais para atender a população?
Por causa da superlotação nas prisões, muitos detentos podem acabar sendo soltos antes do tempo em São Paulo.A situação absurda está prestes a se tornar realidade em Franco da Rocha.Duas penitenciárias da cidade mantêm cerca de 600 presos que teriam direito a progredir para o regime semiaberto.
Eles deveriam ser transferidos para outros centros prisionais, destinados a esse tipo de condenado --que pode trabalhar fora da cadeia durante o dia e retornar às celas durante a noite.Mas faltam vagas nessas prisões, e a Justiça pode determinar que os detentos aguardem por sua criação em suas próprias casas.
O juiz da Vara de Execuções Penais de Jundiaí, Jefferson Torelli, explica: "A lei prevê que o detento não deve cumprir uma pena mais rígida do que deveria. Se ele tem direito ao regime semiaberto, não pode ficar no fechado".
Como o governo do Estado não conseguiu criar a quantidade necessária de vagas no sistema prisional, a "solução" será mandá-los de volta para casa --o que também não é o certo.
O problema da superlotação no sistema carcerário é resultado de décadas de falta de investimento e de descaso das autoridades. E, diga-se, São Paulo nem está entre os Estados mais afetados pelo problema.Mas nada disso é desculpa para os péssimos resultados ainda apresentados nesse setor.É preciso aumentar os investimentos para que o Estado cumpra uma de suas funções básicas, que é garantir segurança para os cidadãos. E não soltar preso antes da hora.
Guardei esse texto do nosso grande arquiteto Oscar Niemeyer, e nesses
tempos de baixaria de campanha, qdo o candidato a vice da chapa tucana faz uma acusação absurda, que já havia acontecido na campanha de 2002 e requentada em 2005, pretendendo ligar o PT ao narcotráfico, lembrei-me dele que aproveito para enviar agora.
Vale lembrar que por causa dessa denúncia, Serra teve que ceder ao Lula direito de resposta em seu horário de propaganda eleitoral gratuita.
Sonia Montenegro.
Quando não devemos calar
OSCAR NIEMEYER Na Folha de São Paulo 16/3/08, o arquiteto mais jovem do Brasil.
QUANDO OCORREU a invasão do Equador pela Colômbia, no dia 1º do mês corrente, que resultou na morte de 20 combatentes e de um dos principais líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, escrevi um texto, revoltado com o que havia acontecido.
Infelizmente, o texto que redigi não chegou aos jornais antes da solução adotada graças à pronta e corajosa intervenção dos governos latino-americanos, que deram ao mundo uma demonstração de unidade e força em defesa de sua soberania nacional.
Como eu não me limitava a comentar as notícias sobre as Farc que surgiam nos jornais, mas mencionava fatos ou contatos que tive com aquele grupo, tomei a decisão de divulgar o artigo que havia elaborado e agora transcrevo:
"É bom, quando nos vemos diante da necessidade de escrever sobre qualquer assunto, verificarmos que a seu respeito já nos tínhamos manifestado anteriormente, que a nossa reação não surge de um fato novo ocorrido, mas de qualquer coisa que já nos tinha ocupado e sobre ela havíamos assumido uma posição definida.
Refiro-me ao que vem se passando com as Farc, um grupo de revolucionários que, instalados no território da Colômbia, vem-se opondo há décadas ao governo reacionário ainda existente naquele país.
É importante aqui registrar, aos que insistem em falar da violência dos revoltosos das Farc, a opinião do historiador britânico Eric Hobsbawm ("Globalização, democracia e terrorismo", Companhia das Letras): o combate ao terrorismo, ao longo dos últimos anos, por parte das autoridades colombianas, tem superado, em muito, a violência política desses guerrilheiros. Lembro-me do emissário desse grupo que, muitos anos atrás, me procurou em meu escritório de Copacabana, pedindo-me que desenhasse um cartaz contra o Plano Colômbia, que, organizado pelo governo norte-americano, visava intervir nas Farc, ferindo a soberania do país.
Recordo a maneira emocionada como aquele emissário me falava do assunto, da revolta que exibia ao comentar a violência com que o governo colombiano tentava destruí-los. Em poucos dias, desenhei o cartaz que ele havia me pedido - um protesto contra aquele plano odioso.
Uma colaboração política que muito me agradou, ao saber ter sido aquele cartaz utilizado até na Europa. O tempo correu e, sem possuir a força para eliminar o movimento político já instalado no país, o governo reacionário de Bogotá passou a acusar a direção das Farc de ser conivente com o narcotráfico em crescente expansão na Colômbia.
Agora, no momento em que toda a América Latina se une contra as ameaças do imperialismo norte-americano, é que, numa atitude de violência e desrespeito inexplicável, o governo da Colômbia resolve invadir o território do Equador, comprometendo a unidade com que a América Latina tão bem vem se organizando contra todas essas pressões vindas dos Estados Unidos.
Com sensatez e firmeza, o governo brasileiro, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reclamou uma palavra de desculpa por parte do presidente colombiano, Álvaro Uribe. E de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, veio a resposta direta e corajosa que a esquerda latino-americana esperava.
Sabemos muito bem que os Estados Unidos têm a ambição de se apossar das riquezas existentes na Amazônia e que o governo da Colômbia se presta a servir de ponta-de-lança para essa finalidade. "Mas agrada-nos, principalmente, constatar a maneira altiva e vigorosa com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem atuando frente aos problemas desta América Latina tão vulnerável e ofendida".
OSCAR NIEMEYER , 100, arquiteto, é um dos criadores de Brasília (DF). Tem obras edificadas na Alemanha, na Argélia, nos EUA, na França, em Israel, na Itália e em Portugal, entre outros países. dogilsonsampaio
Ao contrário de O Globo que disse que o Brasil ia na “contramão do mundo” ao iniciar a exploração do pré-sal após o acidente da BP no Golfo do México, o conservador Financial Times fez ontem uma matéria correta, dizendo que o Brasil encara os riscos da operação e está muito mais preparado que os Estados Unidos para abrir uma nova província petroleira em águas profundas.
Mesmo com sua postura claramente antiestatal, em nenhum momento o Financial Times condena a exploração do pré-sal ou sugere que ela seja entregue às multinacionais do petróleo, e, de forma jornalisticamente responsável, aponta as vantagens brasileiras diante dos riscos.
“As regras brasileiras são geralmente vistas como mais severas que as dos Estados Unidos, onde o Serviço do Gerenciamento dos Minerais enfrentou críticas por permitir a autoregulação da indústria”, aponta o jornal inglês.
O Financial Times diz que o vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no início de 2000, e o afundamento da P-36, em março de 2001, levaram a Petrobras a aprimorar seus procedimentos de segurança. “Ao contrário de muitos de seus pares grandes produtores de petróleo, a Petrobras manteve sua expertise de engenharia e exploração em águas profundas em casa, ao invés de terceirizar isso para outras empresas”, ressalta o jornal econômico, destacando uma diferença essencial da Petrobras para a BP.
“Esses recursos internos são de grande importância para intervenões rápidas em situações de emergência”, destaca Ildo Sauer, ex-diretor da Petrobras, e grande conhecedor do setor de petróleo. Aliás, O Globo não ouviu ninguém da Petrobras em sua matéria que foi manchete de capa, condenando o Brasil por explorar o pré-sal quando EUA e Europa reduzem sua produção.
O Financial Times, por suas posições conservadoras e “pró-mercado”, faz suas ressalvas ao maior controle da Petrobras e da Petrosal sobre o óleo do pré-sal, mas é honesto em sua reportagem, inclusive já tratando de novas medidas anunciadas pela Agência Nacional do Petróleo após o acidente da BP.
O problema que o FT vê, pela ótica das empresas, é a incerteza que ronda a discutida compra pela BP, em março deste ano, por US$ 7 bilhões, de 10 blocos no pré-sal, que pertenciam a Devon Energy. A BP espera que a compra seja aprovada até o fim do ano, mas a ANP está revendo o negócio “com o Golfo do México em mente”.
Está aí uma boa pauta para O Globo acompanhar diante de sua “preocupação com o meio ambiente” após o acidente da BP. Que exigências serão feitas à empresa britânica? Será que ela poderá terceirizar a exploração como fez no Golfo do México? Que medidas de segurança ela passou a adotar após o recente acidente?
São apenas algumas perguntas que o jornal, com os profissionais que tem, poderá desenvolver muito melhor do que eu. A menos que sua preocupação ambiental seja seletiva e só aconteça em relação a petrobras.
O Presidente falou longamente sobre a necessidade do Brasil se aproximar da África.
Lula sanciona Estatuto da Igualdade Racial e diz estar “em paz”
“Hoje nós estamos um pouco mais negros; um pouco mais brancos; e um pouco mais em paz.” Com essas palavras o Presidente Lula encerrou seu longo discurso na solenidade em que sancionou o Estatuto da Igualdade Racial e do projeto de lei que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab). Ao final, foi cercado pelos representantes do movimento negro – defensores e críticos do texto - que encheram o salão do Palácio do Itamaraty, na tarde deste terça-feira (20).
Aos que criticaram as mudanças feitas na votação no Senado, o Presidente disse que vai precisar deles para continuar avançando nas mudanças. Para Lula, era melhor ver aprovado o texto, com alçguns benefícios garantidos, do que a matéria ficar parada mais 150 anos nas gavetas do Congresso. O Estatuto, que tramitou por 10 anos no Congresso Nacional, vai atender 90 milhões de pessoas, segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência.
Benedito Cintra, assessor parlamentar da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir),refuta a ideia de que houve derrota: “É um texto vitorioso, condensa um conjunto de aspirações e bandeiras do movimento negro, e é o texto possível no cenário que a correlação de forças permitia avançar até o ponto em que nós avançamos”. Ele acredita que, “em algumas décadas, teremos um Brasil diferente porque será mais igual, que respeita diferença, mais justo e com menos discriminação racial.”
Para o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), um dos primeiros a chegar à solenidade, a criação da Unilab na cidade de Redenção, no seu estado natal, casa bem com o Estatuto e representam “o esforço do Presidente Lula no reconhecimento do trabalho que dedicaram os negros africanos, como escravos, para construir a nação brasileira. Sem aqueles mártires talvez esse país não existe.”
O parlamentar comunista também avalia que “o reconhecimento vem pausadamente porque a sociedade brasileira é conservadora e acha que isso é desnecessário”, em referência as mudanças feitas pelo relator da matéria no Senado, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que rejeitou as cotas raciais nas escolas e nos partidos políticos e retirou da proposta o capítulo que garantia tratamento de doenças que são predominantes ou só ocorrem na raça negra.
Para o senador comunista, “mantendo o Brasil com esse ritmo, inclusive econômico e social, teremos mais facilidades para acabar com as desigualdades”, acrescentando que “a Unilab faz esse papel porque trata do problemas da desigualdades raciais entre os países e ao mesmo tempo abre caminho extraordinário para aquela região do Nordeste brasileiro.”
Ponto de partida
O ministro da Seppir, Elói Araújo, fez um longo discurso, também ressaltando a importância de aprovar o projeto ainda que todas as demandas não tenha sido contempladas. “Esse não é um papel qualquer, é um documento que reúne possibilidade de várias ações”, disse, manifestando a disposição de continuar lutando pela implementação da política de cotas nas universidade e, a exemplo da luta das mulheres, garantir espaço para candidatos negros dentro das partidos políticos permitindo maior representação deles nas esferas de poder.
“Esse é o ponto de partida. Nós não tínhamos pretensão de concluir uma luta que se arrasta há 122 anos. Vamos nos debruçar sobre o tema de reforma política para garantir a presença dos negros nas eleições”, afirmou.
Para o Presidente Lula, a Unilab e o Estatuto são formas do Brasil ir pagando a dívida que tem com o povo africano. “Que não pode ser mensurada em dinheiro, mas em solidariedade”, disse em palavras improvisadas, se desmentindo.
Ele começou sua fala dizendo que, como o ministro Elói tinha se alongado, ele leria o discurso para ser breve. Mas não foi o que aconteceu. Intercalando leitura do discurso e improviso, Lula disse criticou “uma revista brasileira” que diz que não há negro no Brasil, em referência a uma matéria publicada pela Revista Veja, que mereceu críticas de vários setores da sociedade, notadamente dos antropólogos.
Ele disse que “nós ampliamos na prática as fronteiras da igualdade”, lembrando que foi o Presidente do Brasil que mais visitou os países da África. E enfatizou que aquilo era motivo de vergonha, ressaltando que os governos anteriores não queriam enxergar a África, acreditando que só existia pobreza na região. Ele fez elogios ao continente e destacou os acordos e comércio crescente entre o Brasil e os países africanos.
Ampliação do ensino
Na cerimônia de assinatura da criação da Unilab, falaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o governador do Ceará, Cid Gomes. Ambos destacaram a ampliação do ensino superior e técnico nos dois governos do Presidente Lula. Haddad lembrou que, com a Unilab, que deve estar funcionando até o final do ano, são 14 novas universidades públicas brasileiras.
O Ministro da Educação explicou que a Unilab já nasce com um projeto pedagógico que vai privilegiar o ensino nas áreas de interesse dos alunos africanos, como ciências agrárias, engenharia, saúde e educação. E que eles complementarão o ensino em seus países de origem porque há interesse de que eles contribuam com o desenvolvimento local. dosamigosdopresidentelula
A cada frase digitada pelo Twitter, ou fala captada pela imprensa, o candidato a vice na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), abraça com mais afinco o papel de Sarah Palin em território nacional. Personagem de fama recente, Palin é a ex-governadora do Alasca que, um dia, sonhou ser vice-presidente dos Estados Unidos ao lado de John McCain, pelo partido Republicano.
Da mesma forma que acontece com Serra em relação ao DEM e PSDB, McCain não gravitava em torno de uma parcela considerável do eleitorado mais tradicional, alinhado radicalmente à direita. A solução encontrada por lá foi arrumar alguém que representasse tal discurso. Falas moralizadoras e beleza física foram o “DNA” da ex-governadora.
McCain perdeu a eleição para Barack Obama, mas deve a Palin a votação expressiva entre os extremistas. Se continuar repetindo parte dos trejeitos da colega americana, Índio não deve se preocupar quanto ao futuro. Palin fixou-se no meio político dos EUA, idolatrada pela parcela conservadora do eleitorado. Índio é, até aqui, o personagem que topou verbalizar anseios da direita mais à direita. Discurso que nenhum tucano parece disposto a bancar. dosamigosdopresidentelula
Ex-governadora do Alaska (EUA), Sarah Palin, a ultradireitista, sem-noção, e running mate na chapa "republicana" (bushista) do candidato conservador John McCain, que acabou perdendo para o "democrata" Barack Obama, nas eleições presidenciais de 2008.
Deixe aqui sua contribuição para a lista de títulos que José Serra merece.
Ele não é apenas O MAIS PREPARADO PARA GOVERNAR O BRASIL. Ele também é:
* O Maior de Todos os Brasileiros * O Mais Preparado dos Brasileiros * O Presidente de Nascença * A Glória dos Paulistas * O Orgulho da Nação * O Economista e Engenheiro Mais Sábio de Todos * O Maior Presidente Que a UNE Já Teve * O Orgulho da Móoca * O Sábio dos Sábios * O Maior de Todos os Filhos da Pátria * O Melhor Brasileiro de Todos os Tempos * O Presidente que Todos os Países Queriam Ter * O Luminar dos Luminares * O Gênio Mais Brilhante de Todos * O Mais Sábio dos Brasileiros * A Fina Flor de São Paulo * O Mais Inteligente dos Homens * O Mais Honesto dos Seres * O Esplendor da Raça Humana * O Homem Que Já Nasceu Presidente * O Príncipe dos Economistas * O Maior dos Filhos do Tietê * O Presidente de Todos os Paulistas * O Maior Sábio Que Já Existiu * O Mais Brilhante dos Economistas * O Incomparável Gestor Público * O Mais Preparado Dentre os Mais Preparados * O Orgulho da Nação Brasileira * Aquele Que é Somente Virtudes * O Clímax da Inteligência Humana * O Mais Preparado de Todos os Homens Que Já Exisitiram * A Solução Para o Brasil * O Novo FHC * O Maior dos Prefeitos Que São Paulo Já Teve * O Maior dos Governandores Que São Paulo Já Teve * O Melhor Ministro Que o Brasil Já Teve * O Melhor dos Secretários Estaduais Que São Paulo Já Teve * O Maior dos Senadores Que o Brasil Já Teve * O Maior dos Deputados Federais Que o Brasil Já Teve * O Homem Que Faz a Lapa Tremer * O Mais Preparado dos Homens Públicos * O Novo Lincoln, O Novo Bismarck, O Novo Churchill, O Novo De Gaulle * O Orgulho dos Economistas * Aquele Que Sabe Tudo o Que é Preciso Saber * O Mais Brilhante Aluno que Já Passou pela Escola Politécnica * O Economista Mais Brilhante de Todos * O Político Mais Bem Preparado da História da Humanida * O Homem Que Sabe Tudo * O Mais Perfeito e Impoluto dos Seres * O Farol da Nação Brasileira * O Grande Homem Que O Brasil Tem para se Redimir * O Maior dos Políticos * O Mais Preparado Dentre os Gênios * O Mais Cristão dos Políticos Brasileiros * O Lider Impoluto * O Pai de Toda a Ética doconversaafiada
A responsabilidade pela presença de Índio da Costa (deputado do DEM já apelidado de Sarah Palin, vice republicana nas últimas eleições dos EUAS e que representa a ala mais conservadora) como vice de José Serra é de Fernando Henrique Cardoso e remonta à eleição de 1994. Fernando Henrique é o grande articulador que colocou o PSDB na extrema-direita. Não era para menos, Plínio conta como FHC traiu quem lutava contra a ditadura.
O PSDB era para ser um partido como o próprio nome diz, social-democrata, mas o destino diz lhe reservou outra posição na política. Em 1994, ao articular uma aliança com os setores mais conservadores e atrasados do Brasil, muitos crescidos na política à sombra da ditadura militar, FHC jogou o PSDB no caminho da extrema-direita. FHC estava interessado em poder, em ser presidente da República, e sacrificou o PSDB para isso. O governo de Fernando Henrique foi um governo dos sonhos do DEM, com desemprego, concentração de renda, liberalismo exacerbado, privatizações e pressão intensa contra as conquistas sociais da população, seja no campo do trabalho ou do bem-estar social. Depois de FHC, o PSDB criou uma identidade próxima ao DEM. Além disso, o crescimento do PT em todo o Brasil fez com que os dois partidos não pudessem mais se separar.
O PSDB sonhou um dia em ser o que o PT é hoje, um partido liberal-democrata com um viés social. O PT está completamente integrado ao liberalismo e isso irrita profundamente os tradicionais ideólogos do PSDB. Esse deveria ser o papel do PSDB, mas a aliança os 16 anos com o DEM (ex-Arena, PDS, PFL) provocou um amálgama ideológico inseparável. Atualmente não é possível saber se José Serra é mais ou menos à direita do que Sarah Palin ou Índio da Costa. Acusar o estado Boliviano de traficante, acusar o PT de ligação com às Farcs, narcotráfico etc mostra que não há política públicas para o país, mas fantasmas. O DEM é o fantasma do PSDB e o sonho social-democrata acabou, se é que um dia existiu.
O vice de José Serra, deputado Indio da Costa (DEMos/RJ), já ganhou o apelido de "Serra Palin", uma alusão à Sarah Palin do Serra (leia a nota abaixo sobre de quem se trata).
Sarah Palin surgiu como "revelação" como candidata a vice nos EUA, assim como os demo-tucanos pensaram que seria o "Serra Palin".
Sarah, ao longo da campanha estadunidense foi monstrando-se inexperiente para a política nacional, cometendo desde gafes inocentes, fotos desconcertantes, até grandes deslizes. Posições que deveriam ser só conservadoras resvalaram para preconceituosas e até com conotações racistas contra Barack Obama.
Ao longo da campanha percebeu-se que a vice trazia mais incômodos do que ajudava. No fim da campanha, contabilizando ganhos e perdas (inclusive a perda da eleição), ficou a certeza do erro na escolha.
Serra e os demais demo-tucanos estão preocupados com seu "Serra Palin".
Escalado para "bater" em Dilma e no PT no início, os demo-tucanos colocaram o "Serra Palin" de quarentena. No twitter, ele postou poucas mensagens desde a delinquência, fugindo da polêmica, e nada falou à imprensa.
Os cacique demo-tucanos receiam que o "Serra Palin" cometam novos deslizes que, em vez de fazer estragos na campanha de Dilma, faça na de Serra, como o recente episódio que o levou a receber 3 processos de uma só vez, inclusive criminal.